Engenheiros do Hawaii


Discografia:
  • Longe demais das capitais (1986)
  • A revolta do Dândis (1987)
  • Ouça o que eu digo, não ouça ninguém (1988)
  • Alívio Imediato (1989)
  • O Papa é pop (1990)
  • Várias variáveis (1991)
  • Gessinger, Licks & Malts (1992)
  • Filmes de guerra canções de amor (1993)
  • Simples de coração (1995)
  • MINUANO(1997)
  • ¡ Tchau radar ! (1999)
  • 10.000 destinos (2000)

    Links:
    http://www.hawaicover.cjb.net



  • Tudo começou em Porto Alegre no ano de 1984. Devido a greve na faculdade de arquitetura, as aulas se estenderiam até janeiro de 85 e diante da situação a faculdade organizou happenings com os estudantes que produzissem arte na escola. Humberto Gessinger, que na época tocava guitarra, ficou sabendo que Carlos Maltz tocava bateria, os dois esbarraram em Marcelo Pitz, (baixista), e juntos decidiram participar da bagunça, com a participação ainda de Carlos Stein na guitarra (Nenhum de Nós), que saiu logo no inicio da banda.
    Na faculdade, os estudantes de arquitetura e engenharia se envolviam em rixas curriculares, filosóficas, estilos de vida opostos... Enfim, o pessoal da arquitetura inventou um apelido pra acabar com os inimigos. "Todo estudante de arquitetura é meio arrogante, acha que os engenheiros estão abaixo. Tinha um pessoal na engenharia que usava aquelas roupas de surfista, e, para irritá-los, nós fazíamos questão de chama-los de "engenheiros" e, mais do que isso, engenheiros do hawaii, que é um paraíso meio kitsch". Na época, havia uma explosão de bandas punk, todas com nomes heróicos entre elas: Cavaleiros do apocalipse, Virgens Nucleares, Legião Urbana, Titãs, Replicantes, Garotos de rua etc... O que segundo Humberto também contribuiu para a adoção do nome. "Sempre me assustou essa coisa heróica da música pop, porque te leva a ser meio semideus. Engenheiros do Hawaii era um nome desmistificador, ninguém nos levaria muito a sério. É um nome que até hoje nos protege de nos encararem como sacerdotes".
    Naquele tempo a BMG resolveu lançar a coletânea Rock Grande do Sul, só com bandas dos pampas. Produziram um festival no Gigantinho para escolher os grupos, os Engenheiros passaram no teste.
    Marcelo Pitz não conciliou a vida de músico com a de recém casado e saiu da banda ás vésperas de um novo disco. Humberto e Carlos então continuaram a ensaiar, Humberto agora tocando com o baixo emprestado de Marcelo. Só que ainda estava faltando um elemento - a guitarra. Foi aí que apareceu Augusto Licks, que conheceu os Engenheiros por intermédio de Nei Lisboa, que já havia feito uma participação no Longe Demais...
    Anos depois entra na banda Paolo Casarim, também amigo de Humberto, Casarim toca acordeon e teclados: "Eu queria um sanfoneiro, mas que não fosse um sanfoneiro sanfoneiro, queria uma pessoa que tivesse uma formação maior de teclas, e o Casarin serviu como uma luva".
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