| Artes,
e mais artes: |
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EMIR E VELTA. DETALHE.

CAPA INÉDITA DE VELTA.

VELTA EM QUADRINHO DA EDIÇÃO FORMATINHO DA EDITORA ESCALA.

O PRIMEIRO DESENHO DE VELTA, DE 1973 FOI PARECIDO COM ESTE.

VELTA EM QUADRINHO DA EDIÇÃO FORMATINHO DA EDITORA ESCALA,
NA SUA ÚNICA APARIÇÃO DE CABELOS CORTADOS E CURTOS.

MYRA: UMA VELTA MULATA ALTERNATIVA QUE ACABOU PASSANDO PARA
O UNIVERSO DE VELTA.

OUTRO MICRO DE VELTA, SENDO ESTE DE AUTORIA DE FELIPE MEYER.

VELTA EM QUADRINHO DA EDIÇÃO INDEPENDENTE 25 ANOS DE VELTA
(1998).

VELTA NUMA VERSÃO MANGÁ. DESENHO DE DANIEL HDR.

GAROTA DE BORRACHA, ANTECESSORA DE VELTA, CRIADA EM 1972.

VELTA PREPARADA PARA A COPA DO MUNDO, NUM DESENHO DE
SEBASTIÃO NICOLAU.

NOVA, A RUIVA CIBERNÉTICA IMPIEDOSA COM OS BANDISOS. CRIADA
EM 1976.

O PRIMEIRO PERSONAGEM CRIADO POR EMIR RIBEIRO FOI
HUMORÍSTICO: O SABIDO, DO ANO DE 1969.

FÁTIMA, A MUTANTE FOI CRIADA ESPECIALMENTE PARA OS
QUADRINHOS ERÓTICOS, E IA ESTREAR PELA ANTIGA EDITORA
GRAFIPAR, MAS SÓ SAIU PELA PRESS EDITORIAL.

O DESCONHECIDO HOMEM DE PRETO, OUTRO PERSONAGEM DE
EMIR, DO ANO DE 1976.

MICRO DO DESCONHECIDO HOMEM DE PRETO, TAMBÉM DE
AUTORIA DE FELIPE MEYER.

KÁTIA, A NOSSA VELTA EM SEU ALTER-EGO ADOLESCENTE.

O FAMOSO E ENORME BUMBUM DE VELTA, EM PÊLO: O MAIS BONITO
DOS QUADRINHOS MUNDIAIS. |
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Texto e pesquisa: Paulo S. Campos
LEIA AINDA:INICIAL,
VELTA
ANOS 60 E
ANÁLISE.
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Velta, assumindo ser brasileira ! |
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Assim como
seu criador, Velta assume ser brasileira. E segundo
Emir, o novo álbum vai deixar isso ainda mais claro para
os leitores.
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ENTREVISTA DE EMIR RIBEIRO, DE 1997. |
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(Publicada em 1997 no fanzine ABRIGO PARA MARGINAIS, de
Mário Labate Santiago, de São Paulo, SP. Mário é autor do
texto de abertura da entrevista, que hoje é re-publicada e
editada com autorização do entrevistado)
Existem grande desenhistas de quadrinhos que ficam famosos,
e parecem se tornar mais poderosos que os super-heróis que
eles próprios criam, e também bem mais distantes.
E existem pessoas que desenham quadrinhos como eu, como você,
como EMIR RIBEIRO.
EMIR vem lutando pelos quadrinhos aqui no Brasil, há anos.
Infelizmente, nossas editoras (como sempre) não valorizam os
artistas nacionais. Exemplos não faltam !
Quem faz sucesso aqui ? Só gringo ! Não seja por isso. Emir
está produzindo para os americanos. Que ironia...
EMIR aceitou dar essa pequena entrevista para nosso abrigo
para marginais, para você leitor conhecer melhor esse grande
artista, e quando estiver lendo um gibi (de uma grande
editora brasileira), preste atenção. Você pode estar lendo
uma HQ com desenhos do Emir.
************************************
1) Vamos começar com aquelas perguntas já manjadas. Quando percebeu sua
paixão pelos quadrinhos e com que idade começou a desenhar
suas primeiras histórias ?
EMIR - Comecei cedo. Aos seis anos já rabiscava. Aos oito
comecei a riscar os primeiro quadrinhos. Aos dez, criei meu
primeiro personagem.
2)
Quais artistas o influenciaram?
EMIR - Um monte deles. Fui incorporando o que havia de
melhor em cada um. Por exemplo: um determinado artista
desenhava bem mãos, outro desenhava bem rostos, outro
vegetação, outro prédios. Isto é, vou retirando o que fazem
de melhor e juntando ao meu "acervo" de influências.
3)
Aqui no Brasil, quais chamam mais sua atenção?
EMIR - Mozart Couto sempre foi um dos melhores. No contato
com os gringos, vi gente nova e muito boa também, como
Edilbenes, Carlos Mota, Luciano Queiróz. Já Deodato Filho é
antigo, pois nos conhecemos desde meninos.
4)
Você está vivendo só de quadrinhos ?
EMIR - Não. Passei algum tempo - uns dois anos - vivendo só
de desenhar, mas hoje houve uma retração no mercado dos EUA.
As revistas estão vendendo menos, e passei certa vez até um
mês sem trabalho. As contas e nem o estômago esperam um mês.
Daí, tive de fazer um concurso público para ter um emprego e
garantir ao menos o básico. E recentemente, as notícias lá
não são boas. Muitos artistas estão sem trabalho.
5)
Você já mostrou aos americanos seus personagens ?
EMIR - Não. Eles não aceitam personagens estrangeiros. É
praticamente impossível isso acontecer. Por isso mesmo nem
tentei. Mas pretendo um dia.
(*)
Nota do Paulo Campos: Emir tentou submeter Velta aos
editores norte-americanos posteriormente a esta entrevista,
mas estes queriam que ela fosse modificada e ficasse com os
seios grandões. Emir não aceitou fazer qualquer modificação
na sua personagem e assim ela foi recusada.
6)
Os americanos publicam muita porcaria. Sinceramente, não
gosto de muitos desenhistas. Você acha que os leitores
brasileiros estão cada vez mais americanizados ? Certos
artistas são idolatrados por aqui. Se o artista é "bom" nos
Estados Unidos, então é aqui também, entendeu ?
EMIR - Os brasileiros costumam idolatrar os de lá. É cada
vez maior o número de leitores daqui venerando os quadrinhos
dos EUA. Estão aí revistas tipo WIZARD, e as menores HERÓI,
CRAZY e etc. para incentivar mais essa mania. O público
Brasileiro, como se sabe, é facilmente influenciável...
7)
Tem alguma coisa que queira falar para terminar ? Algum
desabafo ?
EMIR - Acho que já desabafei tudo que tinha direito e todos
já sabem das minhas reservas quanto às atitudes das editoras
Brasileiras. O que posso dizer é que estava sem esperanças
de publicar meus trabalhos a nível nacional, e nunca
passaria do estágio dos fanzines. De repente, me vejo
publicando internacionalmente. É um tapa na cara dos
editores "nacionais". Mas nem assim eles se tocam. Por fim,
um grande abraço a você e todos os leitores do "Abrigo".
(*)
Nota do Paulo Campos: No ano seguinte a esta
entrevista, Emir lançou a revista 25 ANOS DE VELTA, em 1998.
Em 2002 teve duas revistas lançadas no país todo: VELTA
Graphic Talents pela Editora Escala, e VELTA CONTRA O
DEVORADOR pela Opera Graphica. Fez também três cursos de
desenhos eróticos e outro de como desenhar mulheres, também
pela Escala. Em 2003, de novo pela Opera Graphica lançou a
30 ANOS DE VELTA. E pelo que sabemos, não pretende para tão
cedo...
Paulo S.
Campos
Abaixo, detalhe da 2ª capa do
álbum VELTA - NOVA IDENTIDADE, retirada do Fotolog abaixo.
Fonte de pesquisa da imagem da capa:
Flog do Tito Augusto Tavares
VELTA - NOVA IDENTIDADE,
edição de luxo com 70 ou 80 páginas, e histórias inéditas
trazendo mudanças inesperadas na vida de VELTA. É o lançamento mais
esperado dos quadrinhos Brasileiros para 2005 / 2006.
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AS
MEDIDAS DE VELTA |
Uma das maiores falhas de todo artista de quadrinhos de um modo
geral é falta de pesquisa e de uma fundamentação lógica nas suas
histórias. E isso não ocorre apenas no Brasil. O quadrinho
estrangeiro é extremamente absurdo e sem preocupações maiores com a
realidade e a verossimilhança. O importante nesses casos é só criar
situações cada vez mais esdrúxulas e bem pouco preocupadas com a
informação correta. Uma das coisas que observei na estruturação de
Velta é a preocupação com a construção de um universo de bases
sólidas.
Por exemplo, para explicar até mesmo os poderes de Velta, Emir
lançou mão dos conhecimentos de um médico e também quadrinhista: o
Dr. Paulo Nery Lima, o qual, em parceria com o criador da loura,
formulou uma breve monografia onde todos os aspectos biológicos da
loura gigante são explicados detalhada e cientificamente. Todos
esses dados são vistos na revista 20 ANOS DE VELTA (1993).
Aqui temos uma pequena amostra apenas das medidas de Velta, de fazer
inveja a qualquer mulher. Vejam no desenho acima, nas letras brancos
no fundo em negrito.
Abaixo, a primeira tira de Velta, publicada já como profissional, no
jornal A UNIÃO, em 01 de agosto de 1975.
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AS FILHAS DE VELTA - POR INCRÍVEL QUE PAREÇA, UM ANO
APÓS SER CRIADA, VELTA FOI MÃE DE DUAS FILHAS GÊMEAS E QUASE
RUIVAS. CALMA... EU SEI QUE VOCÊS ESTÃO DIZENDO QUE ESTOU
ENGANADO PORQUE A VELTA É VIRGEM.
E CONTINUAM CORRETOS.
AS SUPERNOVAS, QUE FOI O NOME DADO À DUPLA ERAM, NA VERDADE,
FUTURAS FILHAS DE VELTA, DE MAIS DE 20 ANOS À FRENTE DA
CRONOLOGIA ORIGINAL.
AS SUPERNOVAS, SEGUNDO CONTA EMIR RIBEIRO, SURGIRAM DE UM
APELO DE UM COLEGA SEU DE COLÉGIO QUE INSISTIA EM SER
RETRATADO JUNTO COM DUAS VELTAS, SE POSSÍVEL. A SOLUÇÃO QUE
EMIR ADOTOU PARA CONTENTAR SEU AMIGO FOI CRIAR UMA DUPLA DE
VELTAS.
INICIALMENTE, NAQUELE ANO DE 1974, AS DUAS SE CHAMAVAM ELKA
E KELTA, MAS OS NOMES MUDARIAM DEPOIS, PARA VERENA E LORENA.
QUANDO DA SUA SEGUNDA PUBLICAÇÃO, AS SUPERNOVAS JÁ ESTAVAM NAS TIRAS
DIÁRIAS DOS JORNAIS PROFISSIONAIS PESSOENSES.



DOROTI, A MAIOR INIMIGA DE VELTA.
DOROTI FOI A SEGUNDA PERSONAGEM CRIADA POR EMIR RIBEIRO,
ISSO EM 1970 - ANTES MESMO DA CRIAÇÃO DA BELDADE LOURA.
APÓS TER CONCEBIDO O ENGRAÇADO SABIDO, EMIR CRIOU UMA
ESPÉCIE DE VILÃ QUE APARECIA EM DESENHOS AVULSOS PRATICANDO
MALDADES E COM PODERES ALÉM DA IMAGINAÇÃO.
ENTRETANTO, DOROTI SÓ FOI PUBLICADA E DEFINIDA EM 1974, E
NOVAMENTE FOI A INTERFERÊNCIA DE UM COLEGA DE COLÉGIO QUE
DEU O TOQUE DOS MAIS DIFERENTES NA PERSONAGEM. A FORMA COMO
EMIR APROVEITOU UMA BRINCADEIRA DITA PELO SEUS COLEGA PARA
COMPOR A PERSONAGEM É SIMPLESMENTE CURIOSA, E ESTÁ BEM
DESCRITA NA EDIÇÃO "30 ANOS DE VELTA", QUE É VENDIDA NAS
BANCAS CONVENIADAS COM A EDITORA OPERA GRAPHICA.
NÃO CONTAREI A PASSAGEM AQUI PARA NÃO ESTRAGAR A SURPRESA
DOS LEITORES.

ADRIANA MEDEIROS, A VERSÃO MORENA DE VELTA.
OUTRA VELTA QUE SURGIU NO DECORRER DAS PUBLICAÇÕES DAS
AVENTURAS FOI UMA VELTA FALSA, UMA ESPÉCIE DE SÓSIA DA
VERDADEIRA, MAS SENDO MORENA.
ELA APARECEU NUMA PÁGINA SAÍDA NO SUPLEMENTO DE QUADRINHOS
DO JORNAL "A UNIÃO", EM 1977 OU 1978. ADRIANA SERIA UMA
CRIMINOSA QUE APROVEITARIA A SEMELHANÇA COM A HEROÍNA PARA
PRATICAR CRIMES DISFARÇADA DA MESMA.
É CLARO QUE NO FINAL DA AVENTURA, A ORIGINAL E A SÓSIA
TINHAM DE SE CONFRONTAR NUMA BRIGA HOMÉRICA E SENSUAL.





ZAT - UM FANZINE DELICIOSO.
ENTRE 1994 E 2000, EMIR RIBEIRO EDITOU UM FANZINE CHAMADO "ZAT",
QUE DUROU 30 NÚMEROS. NELE, ERAM CONTADOS DETALHES CURIOSOS
COM RELAÇÃO AO PROCESSO CRIATIVO DOS PERSONAGENS E HISTÓRIAS
DO PARAIBANO. ERAM RE-APRESENTADAS TAMBÉM ANTIGAS HISTÓRIAS
SAÍDAS NOS JORNAIS DA PARAÍBA QUE NÃO FORAM LIDAS PELO
PÚBLICO DE OUTROS ESTADOS.
CADA CAPA DO ZAT ERA UMA DELÍCIA DE SE VER. TRAZIA QUASE
SEMPRE UMA PARTE DO CORPO DE VELTA, VISTA EM ÂNGULO FECHADO.
ACIMA, IMAGENS COLORIZADAS DAS 5 PRIMEIRAS E DELICIOSAS
CAPAS. |
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