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O Realismo / Naturalismo

Oesp - Organização Estudantil de Sinop
Coopes - Cooperativa de Educadores de Sinop
Sinop, 14 de Abril de 2000.
Aluna: Maria Clara Moreira da Silva n: 15
Correio: mariaclaramds@yahoo.com.br
Professora: Edna
Trabalho de Literatura

 

Contexto histórico

O século XIX, principalmente na segunda metade, é um período difícil de ser caracterizado, pela variedade de fatores que intervêm na configuração da época. Para compreende-lo, é necessário examinar alguns de seus traços principais.

A. Sociedade
Na Europa, a aristocracia feudal e a Igreja deixam de desempenhar um papel orientador na vida política. A classe média, cuja maneira de viver nada tem em comum com a aristocracia tradicional, passa a ocupar o primeiro plano no cenário histórico.

Mais tarde, classe média e operariado, cujos objetivos se confundiam, começam a separar-se. Dessa separação decorre a consciência do proletariado e sue esforço no sentido de se organizar. São essas condições que propiciam o Manifesto Comunista de 1848, em que Marx e Engels analisam a situação do proletariado e apontam soluções para os problemas detectados.

B. Economia
O racionalismo econômico do período leva a uma industrialização cada vez mais intensa, com a conseqüente vitória do capitalismo financeiro.

"O dinheiro é a grande força que domina toda a vida pública e privada e toda a força, capacidade, todos os direitos, passam a se exprimir através dele. Tudo, para ser compreendido, tem que se reduzir a um denominador comum: o dinheiro."

(Arnold Hauser)

A origem do capitalismo moderno se prende a esse contexto. Não se deve imaginar, no entanto, que o capitalismo tenha surgido nesse período. O que ocorre, na verdade, é que as linhas diretrizes fundamentais desse modelo econômico, que se evidenciaram desde o Renascimento - o capitalismo mercantil - emergem agora com clareza absoluta, não sofrendo a interferência de qualquer tipo de tradição. É a origem e afirmação do capitalismo industrial.

Dessas linhas diretrizes, que sustentam o modelo capitalista, a mais importante talvez tenha sido a tentativa de anular a interferência humana sobre qualquer empreendimento econômico. Conseqüentemente, elimina-se qualquer atenção a circunstâncias pessoais. A empresa passa a ser um órgão autônomo, que leva em consideração apenas e tão-somente seus próprios interesses e objetivos. Dessa situação deriva a oposição entre o capitalismo industrial e as classes assalariadas ligadas à pequena burguesia.Uma nova revolução parece iminente.

C. Ciência
O enorme progresso científico da época gerou a teoria de que todos os fenômenos aparentemente isolados, na verdade, pertenciam a uma única realidade material.

É notável o desenvolvimento das ciências biológicas. A título de exemplo, citamos algumas descobertas do período: a utilização do éter na anestesia, a assepsia, a teoria microbiana das doenças, a descoberta dos microorganismos responsáveis pela sífilis, malaria e tuberculose, a descrição dos hormônios e vitaminas. As ciências genéticas, a paleontologia, a geologia, a identificação da energia mecânica, do calor, da luz e do eletromagnetismo soa algumas descobertas que também merecem destaque.

Todo esse desenvolvimento científico vai representar a derrota do idealismo e tradicionalismo e a vitória do ponto de vista científico na compreensão e na análise da realidade. Foi uma época marcada pela crença no progresso da civilização industrial e mecânica. Segundo o escritor francês Flaubert, "depois da falência de todos os ideais, de todas as utopias, a tendência agora é manter-se dentro do campos dos fatos e de nada mais do que fatos".

D. Filosofia
Já que os princípios e os métodos das ciências naturais apresentam, bons resultados, tenta-se aplicar esses mesmos princípios e métodos a filosofia, com a expectativa de que resultados semelhantes pudessem ser obtidos também nessa área.

Por essa razão, as concepções filosóficas da época revestem-se de um caráter materialista, limitando-se à experiência sensível e imediata. Some-se ainda a essa influência das ciências naturais, a reação contra o idealismo do período anterior, que "alternava" a ciência, a história e a experiência.

Evidentemente, essa concepção filosófica vinha ao encontro de uma sociedade que tinha como base a valorização da atividade econômica, produtora de bens materiais. Servia, por isso, de sustentação para a ideologia econômica vigente.

A principal corrente filosófica da época é o positivismo. Como se pode perceber, todas as manifestações da segunda metade do século XIX repousam sobre o materialismo de caráter científico. A sociedade da época gira em torno do materialismo e da ciência. Esse período histórico recebe o nome genérico de Realismo.

 

Manifestações Artísticas

Pintura

A arte realista vai introduzir uma grande novidade, que é a representação do real de uma maneira absolutamente isenta de idealização e sentimentalismo. O povo tornou-se tema de pintura, fato que representou uma tomada de posição política por parte dos pintores que seguiam a nova estética. Para eles, verdade social e verdade artística se identificavam, tornando-se a arte um meio de denúncia da ordem social vigente, um protesto contra as classes dominantes. E nesse sentido que os personagens representados incorporam toda a vulgaridade, a rudeza, a fealdade das classes menos privilegiadas, que são elevadas à categoria de heróis.

Literatura

Estilos de época

Portugal

1189/

1198

1418

1527

1580

1756

1825

1865

1890

1915

Trovado-rismo

Huma-nismo

Classicismo

Barroco

Arcadismo

Roman-tismo

Realismo / naturalismo

Simbolismo

Modernismo

Brasil

1500

1601

1768

1836

1881

1893

1902

1922

Literatura de Informação

Barroco

Arcadismo

Roman-tismo

Realismo Naturalismo Parnasianismo

Simbolismo

Pré-Modernismo

Modernismo

A literatura vai refletir, também, a nova maneira de conceber e expressar o mundo. Surge, então, um novo estilo de época denominado Realismo/Naturalismo. Antes de mais nada, é preciso ressaltar que o realismo existiu em arte toda vez que a expressão da realidade se processou de maneira documental, fotográfica, objetiva, enfim, sem a participação do subjetivismo do artista. Enquanto estilo de época, o termo Realismo/Naturalismo deve ser compreendido como um conjunto de tendências artísticas que predominaram durante a segunda metade do século XIX.

Ë necessário fazer uma distinção entre Realismo e Naturalismo.

"Saindo do Realismo ...o Naturalismo dele se diferencia por conduzir a ciência para o plano da obra de arte, fazendo desta como que meio de demonstração de teses científicas, especialmente de psicopatologia. O Realismo, mais esteticizante, embora se apóie no que as ciências do século XIX vinham afirmando e desvendando, não vai até à profundidade analítica do Naturalismo, donde advém sua não-preocupação pela patologia, característica do romance naturalista. A par disso, enquanto o Naturalismo implica uma posição combativa, de análise dos problemas que a decadência social evidenciava, fazendo da obra de arte uma verdadeira tese com intenção científica, o Realismo apenas 'fotografa' com certa isenção a realidade circundante, sem ir mais longe na pesquisa, sem trazer a ciência, dissertativamente, para plano da obra.

Em suma, realistas e naturalistas amparam-se nos mesmos preconceitos científicos bebidos na atmosfera cultural que envolve a todos, mas diferenciam-se no modo como aproveitam os dados de conhecimento na elaboração da sua obra de arte.

 

Características do Realismo/Naturalismo

Bloco A. Personagens
1 - A visão biológica do homem domina a estruturação dos personagens. Conseqüentemente, o escritor da época enfatiza a dimensão animal e a satisfação de necessidades materiais e instintivas, assim como os condicionamentos hereditários, que induzem o personagem a ser desta ou daquela maneira.

2 - O escritor realista/naturalista escolhe como personagem o homem comum, real, com todos os seus contrastes (beleza/feiúra; rudeza/requinte, etc.) sem idealizá-lo. Por isso, os personagens são tipos vivos e concretos.

3 - Todos os atos dos personagens fundamentam-se em causas que os determinam (lei da causalidade). Essas causas podem ser de ordem biológica ou social, mas dificilmente são de natureza espiritual. Graças a essa lei da causalidade, nenhuma atitude do personagem é gratuita e cada uma delas esta fundamentada numa explicação científica plausível.

4 - Na descrição do personagem existe a preocupação com os detalhes, pois o escritor quer representar a realidade da maneira mais exata possível.

5 - O personagem é condicionado pelo meio físico e social em que vive. Por isso, o homem passa a não ter nenhum privilégio diante do animal, visto que todos estão sujeitos 'as mesmas leis.

Bloco B. Espaço
1 - Para atingir seu objetivo de retratar fielmente a realidade, o escritor da época prende-se a:

  • Impressões sensíveis (gosto, olfato, visão, tato, audição)
  • Minúcias

2 - O ambiente funciona como condicionador do personagem, podendo determinar mudanças em seu comportamento.

3 - Existe uma nítida preferência por espaços miseráveis e socialmente inferiores ou desequilibrados.

Bloco C. Linguagem
1 - O ritmo da narrativa é lento, devido à preocupação com minúcias.

2 - Buscando atingir a perfeição formal, o realista/naturalista escreve de maneira clara e correta

3 - A linguagem é mais simples que a dos românticos.

4 - Existe uma seqüência lógica na apresentação dos fatos.

5 - Nota-se a preferência por períodos curtos.

Bloco D. Ponto de Vista
"Depois da falência de todos os ideais, de todas as utopias, a tendência agora é manter-se dentro do campo dos fatos, e de nada mais do que de fatos".

Essa afirmativa do escritor francês Flaubert resume o ponto de vista dos escritores da época. Para atingir a objetividade:

1 - O narrador assume, diante da realidade, uma posição impessoal;

2 - Eliminam-se os acasos e milagres no desenvolvimento do enredo;

3 - O autor atribui ao romance o objetivo de estudar a realidade social e os mecanismos sócio-psicológicos;

4 - O narrador luta pela verdade, incorporando, se for preciso, até aspectos que possam parecer asquerosos;

5 - A literatura realista/naturalista define-se, por isso, como uma literatura engajada, de combate aos valores sociais vigentes, numa rebeldia aberta contra o idealismo romântico.

As características desse último bloco, dificilmente podem ser detectadas em pequenos trechos de obras.

Por isso, para observar a ocorrência desse ponto de vista é necessário a leitura integral de pelo menos um romance do período.

 

O Realismo/Naturalismo em Portugal (1865-1890)

Todas as transformações culturais, políticas e científicas que ocorreram na Europa, na segunda metade do século XIX, também conduziram Portugal a uma renovação ideológica e artística que se manifestou com mais veemência numa polêmica denominada "Questão Coimbrã".

Na "Questão Coimbrã" defrontam-se elementos conservadores e os adeptos das novas correntes ideológicas. O escritor romântico A. F. de Castilho, no posfácio que escreveu ao Poema da Mocidade, de Pinheiro Chagas, acusa um grupo de jovens de Coimbra de exibicionismo e do cultivo de temas impróprios à poesia.

Entre os escritores acusados está Antero de Quental que, no folheto denominado Bom Senso, Bom Gosto, ridiculariza Castilho e defende a nova geração de escritores. Formam-se dois partidos, pró e contra Castilho, o que torna evidente a oposição românticos X realistas/naturalistas

A consolidação de nova geração vai-se processar através das Conferencias do Cassino Lisbonense, série de palestras em que os novos escritores expõem seu posicionamento ideológico.

Destacam-se no Realismo/Naturalismo português:

A. Poesia
1 - Antero de Quental: Odes Modernas (1865); Versos dos 20 anos (1871); Raios da Extinta Luz (1892)

2 - Cesário Verde: O Livro de Cesário Verde (1887) - coletânea de toda sua obra, publicada postumamente.

3 - Guerra Junqueiro: Os Simples (1892)

B. Prosa
1 - Eça de Queirós
Romances: O Mistério da Entrada de Sintra (1871) - em colaboração com Ramalho Ortigão; O Crime do Padre Amaro (1875); O Primo Basílio (1878); O Mandarim (1879); A Relíquia (1887); Os Maias (1888); A Ilustre Casa de Ramires (1900); A Cidade e as Serras (1901); A Capital (1925); O Conde de Abranhos (1925); Tragédia da Rua das Flores (publicado em 1980)

2 - Fialho de Almeida: Contos (1881); A Cidade do Vício (1882); O País das Uvas (1893)

 

O Realismo/Naturalismo no Brasil (1881-1893)

Contexto Histórico
Na segunda metade do século XIX, profundas mudanças alteram o cenário sócio-político-econômico do Brasil. Essas mudanças preparam o terreno para a implantação de novas idéias entre nós. Um exame rápido desse momento histórico ajudará a compreender melhor o surgimento do Realismo/Naturalismo na literatura brasileira.

A. Economia
Em 1850, extingue-se o tráfigo de negros. Desse fato ocorrem duas importantes conseqüências:

  1. Capitais vultosos que saiam do país para pagar a importação de escravos, estavam agora me disponibilidade, sendo reinvestidos geralmente em atividades urbanas, fomentando o progresso da burguesia mercantil.
  2. Como decorrência da abolição, que aconteceu 30 anos mais tarde, um novo tipo de mão-de-obra deu entrada no mercado: a do imigrante assalariado; isso trouxe desequilíbrios sociais e introduziu novo estilo de vida. Os negros, em geral, foram marginalizados da sociedade, pois não tinham condições de competir com o imigrante que era melhor qualificado tecnicamente.

A liberdade de comerciar com o exterior, por sua vez, impulsionou o comércio de trocas, dando lugar ao crescimento da burguesia mercantil. A atividade mercantil, que tinha sido relegada a segundo plano durante a fase colonial, ocupa agora o primeiro lugar.

Some-se a esses fatos o deslocamento do eixo econômico do país para a região Sul, graças ao crescimento da lavoura e do comércio cafeeiro, que criou novas áreas populacionais e, conseqüentemente, novas fontes produtoras e consumidoras.

Toda essa modificação econômica teve como infra-estrutura um notável progresso tecnológico: melhor aparelhamento dos portos, inauguração da primeira estrada de ferro, inauguração do telégrafo, aparecimento da luz elétrica. Além disso, criaram-se bancos particulares e o novo Banco do Brasil foi instalado em 1853.

A economia da época era fundamentalmente agrícola (cana-de-açúcar e café), precária e dependente do auxílio exterior. Os latifundiários detinham não só o poder econômico mas também o poder político.

B. Política e sociedade
O final do século XIX caracterizou-se por transformações radicais em muitos setores da sociedade brasileira.

Com a Abolição da Escravatura, foi introduzido o trabalho assalariado no país, principalmente nas fazendas do oeste paulista, onde já se empregavam técnicas avançadas de produção.

A aristocracia rural, que dominava a sociedade tanto política quanto economicamente, vai gradativamente perdendo terreno para uma classe média urbana emergente, que começa a ter alguma representação social.

Todos esses fatores propiciam o surgimento do capitalismo no Brasil, ainda que de forma bastante incipiente.

Era uma época de grande conturbação social e política: a classe média urbana contestava a ordem vigente; as relações entre a Igreja e o governo imperial ficaram estremecidas em decorrência da expulsão dos maçons das irmandades religiosas, problema que passou para a história com o nome de "Questão Religiosa"; da mesma forma estavam abaladas as relações entre Exercito e o Imperador, que havia punido alguns oficiais por terem discutido publicamente assuntos militares, consubstanciando a chamada "Questão Militar".

Todos esses fatos contribuíram para a constatação de que a monarquia era um regime superado. A forma de governo republicana surgia como alternativa que acabou se concretizando em 1889. A república brasileira foi proclamada pelo Marechal Deodoro da Fonseca, com o respaldo de todos os demais setores representativos da sociedade que estavam descontentes com o regime monárquico.

C. Filosofia
O clima, como se pode perceber, é francamente favorável à aceitação de uma nova maneira de ver e analisar a realidade do país. O positivismo, de origem francesa, representou essa visão nova.

Segundo o crítico Werneck Sodré, "...um dos intrumentos importados que encontrou utilização mais eficiente e prestou-se como poucos à exteriorização dos sentimentos da classe média, que começa a ter um papel social e político de relevo na época do positivismo... a influência dele é um dos traços mais característicos da época..."

O positivismo seduziu a juventude militar da época e também a jovem burguesia agrária, que estava mais propensa a aceitar os padrões científicos propostos na Europa, crendo encontrar neles um meio de solucionar os problemas do momento.

O positivismo encontrou seu maior porta-voz nos membros da chamada Escola de Recife, um grupo de intelectuais que, liderados por Tobias Barreto, lutou pela implantação das novas idéias e colocou-se contra o Romantismo decadente.

Resumidamente, esse é o panorama de período. São essas as forças que preparam o terreno para o surgimento de uma nova maneira de expressar a realidade através da arte: o Realismo/Naturalismo.

 

Manifestações Artísticas

A. Pintura
A preocupação de alguns artistas com o meio e o homem brasileiro intensificou-se no final do século XIX, com o advento da República.

A tendência reflete-se nas obras de Almeida Júnior, Modesto Brocoso e Pedro Weigarten, que fixaram cenas, costumes, tipos regionais numa primeira tentativa de alterar as diretrizes artísticas do país.

B. Arquitetura
Como conseqüência da riqueza trazida pelo café, altera-se o panorama da arquitetura, com o surgimento de suntuosas residências dos barões do café, encomendadas a arquitetos estrangeiros. Aparecem novos estilos nas plantas e técnicas construtivas, com a utilização do tijolo de barro queimado.

Como um novo sistema de escoamento das águas pluviais foi descoberto,os tetos mudam de feição; introduzem-se as platibandas enquanto os antigos beirais são abolidos.

C. Literatura
O Realismo/Naturalismo se concretizou no Brasil através do romance naturalista de Aluísio de Azevedo (O Mulato) e do romance realista de machado de Assis (Memória Póstumas de Brás Cubas), ambos de 1881.

A poesia do período, ao lado de uma tendência científica, vai apresentar novas concepções estéticas denominadas, no seu conjunto, de Parnasianismo.

Deve-se notar, ainda, uma tendência a desenvolver o regionalismo a que o Romantismo dera início. Agora, sob novo enfoque, escritores como Domingos Olímpio e Manuel de Oliveira Paiva focalizam os ambientes do interior do Brasil, sem aquela intenção idealizadora que marcara o romantismo, porém com maior objetividade e, principalmente, chamando a atenção para o perigo de descaracterização que o sertão começa a correr, graças à invasão do progresso.

A literatura realista/naturalista brasileira apresenta, de modo geral, as mesmas características da literatura européia do período, com variações locais. Pela natureza particular de sua obra, um escritor será estudado à parte: Machado de Assis.

A produção literária de fins do século XIX no Brasil permite o seguinte quadro-resumo de autores e obras:

Tendência realista
1. Machado de Assis:
Poesia - Crisálidas (1864); Falenas (1870); Americanas (1875)
Romances - Romances da 1 fase, Ressurreição (1872); A Mão e a Luva (1874); Iaiá Garcia (1878);
Romances da 2 fase, Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881); Quincas Borba (1891); Dom Casmurro (1900); Esaú e Jacó (1904); Memorial de Aires (1908)
Contos - Contos Fluminenses (1870); Histórias da Meias-Noite (1873); Papéis Avulsos (1882); Histórias sem Data (1884); Várias Histórias (1896); Páginas Recolhidas (1899); Relíquias de Casa Velha (1906)
Escreveu ainda crônicas e peças teatrais.

2. Raul Pompéia: Uma Tragédia no Amazonas (1880); O Ateneu (1888)
Ainda não editados em livro: Microscópios (contos) - publicados no jornal Comédia (SP); Agonia (romance)
Alma Morta (meditações) - publicados na Gazeta da Tarde; As Jóias da Coroa (novela) - publicada na Gazeta de Notícias

Tendência Naturalista
1. Aluísio de Azevedo:
Romances ainda ligados ao Romantismo: Uma Lágrima de Mulher; Mistérios da Tijuca ou Girândola de Amores (1882); Memórias de Um Condenado (A Condessa Vésper)- (1882); Filomena Borges (1884); O Esqueleto (1890); A Mortalha de Alzira (1894)

Romances Naturalistas: O Mulato (1881); Casa de Pensão (1884); O Coruja (1885); O Homem (1887); O Cortiço (1890); O Livro de Uma Sogra (1895)
Escreveu ainda crônicas, peças de teatro e contos.

2. Inglês de Sousa: O Cacaulista (1876); O Coronel Sangrando (1877); O Missionário (1888); Contos Amazônicos (1893)

3. Adolfo Caminha: A Normalista (1893); O Bom Crioulo (1895); Tentação (1896)

Tendência Regionalista
Manuel de Oliveira Paiva: Dona Guidinha do Poço; A Afilhada; Ambos os romances publicados postumamente

Domingos Olímpio: Luzia-Homem (1903) - romance

A retomada da linha regionalista aparece posteriormente em obras de escritores do fim do século XIX e início do século XX, com Waldomiro Silveira e Simões Lopes Neto.

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