Leia aqui as reportagens nacionais e internacionais sobre a Marisa Monte.

En su medida y armoniosamente
Marisa Monte debutó en la Argentina con un recital notable. De buena voz, modos delicadísimos y un concepto artístico integral, la carioca sedujo tanto por su música como por su performance escénica.
MARIANO del MAZO
Aparece, delgadísima, con
modales de monja circunspecta, con un vestido oscuro y unos tocados rojos. Entre
la trama de las telas que integran la puesta en escena se deslizan fotografías
e imágenes. Marisa Monte canta Amor I love you (Monte/Carlinhos Brown)
y, al final de la canción, la imagen proyectada del rostro de Arnaldo Antunes
que recita un poema.
En estos elementos y personas —la fabulosa puesta entre psicodélica y
modernista, los gestos mínimos y teatrales de Monte, Brown, Antunes— se
apoyan los criterios de un show que utiliza las canciones para pulir un concepto
artístico elaborado, minucioso y amplio.
Las imágenes en las telas son citas bastante textuales de las letras. El efecto
podría ser obvio pero no: funciona como una integración entre la música y las
canciones. Las imágenes pueden ser apelaciones a la lluvia, un auto surcando
una ruta nocturna, un perro corriendo. El impacto de semejante alquimia escénica
es sutil y desde el primero hasta el último tema mantiene la delicadeza casi plástica
del show.
El recital de Memorias, crónicas y declaraciones de amor tiene todo lo
que el disco sugiere, y más. Con la impronta de Arto Lindsay —productor del
álbum y uno de los responsables del sonido eléctrico de algunos de los mejores
discos de Caetano Veloso—, Marisa Monte comprendió la fórmula tradición
+ vanguardia como una alumna perfecta. Mezcla choros de principios de siglo
y sambas con cierto pop que recuerda al post Tropicalismo de los 70, más un
pequeño, muy pequeño toque electrónico. Queda claro que Marisa Monte no viene
a romper nada. Su revolución se limita al continuismo y puesta al día
de la (mejor) música popular brasileña, y la capacidad para vestir de ropajes
personales las canciones menos rupturistas de Antunes y Brown. Por lo demas,
mantiene el formato beatle en coros y cuerdas (un teclado haciendo, a la vieja
usanza, los violines y chelos). Todo esto, que enunciado puede parecer carente
de originalidad, confluye en la buena voz y el carisma de Monte y arroja algo
nuevo: un edificio antiguo totalmente reciclado que conserva esos
detalles atemporales y que, llevados a la música, conforman los guiños genéticos
de un linaje formidable.
Con una poderosa percusión que es más que el toque afro de los temas pop, el
cavaquinho de Mauro Dinis tallando en el samba y el choro y una base de rock más
o menos ortodoxa, Monte volvió a hacer gala de su seducción sin límites
cuando le tomó varias fotografías al público. Es, de hecho, otra arista de su
concepto artístico: en el disco también está apuntando con la misma cámara
hacia el hipotético portador del CD. Marisa Monte no hace nada en forma aislada,
espontánea o casual. Va ligando ritmos, épocas, influencias, tendencias, ideas,
estéticas. El puzzle queda resuelto armoniosamente y define los contornos
hechizantes de Marisa Monte.
(Crítica de um Diário Eletrônico de Buenos Aires www.clarin.com)
(Crítica do site S&C, Samba & Choro www.samba-choro.com.br)
Marisa Monte e Carlinhos Brown batem recorde de público no Ibirapuera
Terça-feira,
9 de dezembro de 1997
GLÁUCIA LEAL
Muita animação, ginga e uma pitada de intimismo. Com essa combinação, o show de 2h30 de Marisa Monte, com participação do compositor e percussionista Carlinhos Brown, encerrou, ontem, a programação de grandes apresentações do Projeto Pão Music deste ano na Praça da Paz, no Parque do Ibirapuera. De acordo com a produção, 140 mil pessoas assistiram ao show. Segundo o comando da Guarda Civil Metropolitana, que manteve 45 homens no local, o público foi de 130 mil espectadores, recorde do ano. Em 1995, o americano Ray Charles atraiu cerca de 160 mil pessoas ao parque.
Vestida com uma saia esvoaçante e um top bege, Marisa encantou o público com sucessos como Magamalabaris, Give me Love e De Noite na Cama e arrancou muitos aplausos quando dedicou a música Beija Eu aos vestibulandos que estavam fazendo provas e não puderam comparecer ao Ibirapuera.
Após 50 minutos, Carlinhos Brown subiu ao palco. Com ele chegou também uma chuvinha fina, mas as pessoas não desanimaram: cantaram, pularam, bateram palmas e dançaram.
Vestindo uma camiseta com a imagem de Nossa Senhora, ele cantou A Namorada, Desarmamento e Lígia. Sem parar um minuto sequer, contagiou o público com alegria. Sua mulher, Helena, filha de Chico Buarque e Marieta Severo, acompanhou o show com o filho do casal, Francisco, no colo.
Ex-Titã - O senador Eduardo Suplicy (PT) também vibrou com a apresentação. "É um privilégio participar desta festa", disse a jogadora de vôlei Ana Moser, que assistiu ao show ao lado da cadela Clara.
O cantor e compositor Arnaldo Antunes, ex-Titã, chegou cedo e subiu ao palco nos últimos minutos, convidado por Brown, para cantar Bichos Escrotos.
Ao todo, foram 32 músicas. E o público saiu satisfeito. "Foi demais, vim ver a Marisa, mas o Brown me conquistou", disse o engenheiro Ricardo Fúrio, de 23 anos. Valquíria Franco, de 25 anos, foi uma das primeiras a chegar, às 7 horas. "Acordei às 5h30, mas valeu a pena."
(Crítica do jornal Estado de São Paulo www.estadao.com.br)
Reportagem completa da revista Isto É Gente http://www.terra.com.br/istoegente/50/reportagem/rep_marisa_monte.htm
Encontro de divas vai dar samba
Velha
Guarda da Portela, Marisa Monte, Cesária Évora e Paulinho da Viola tocam de
graça no Rio e em SP
Vai ser imperdível e, o
que é melhor, de graça! A Velha Guarda da Portela, ao lado de Marisa Monte e
Paulinho da Viola, dão um aula de samba no Rio e em São Paulo. E não para
por aí. Marisa Monte recebe como convidada especial, a cabo-verdiana Cesária
Évora, estrela máxima da world music. Juntos, eles realizam uma verdadeira
apoteose musical, que acontece no dia 17 de dezembro, às 11h, na Praça da
Paz do Parque Ibirapuera. No Rio, o espetáculo acontece no dia 16 de
dezembro, às 19h30, no posto 10 da praia de Ipanema. O show marca o
encerramento da série Pão Music 2000 que reuniu ao longo do ano grandes
nomes da MPB e da atual música de Portugal para lembrar os 500 anos
descobrimento do Brasil.
A Velha Guarda, acompanhada por Marisa Monte, apresenta canções do CD
“Tudo Azul”, resultado de um exaustivo levantamento cultural da vida e do
legado portelense, que consumiu meses de trabalho e investigação da história
da escola fundada por Paulo da Portela nos anos 20. Entre as canções que
poderão ser apreciadas no show estão: “Lenço”, “Minha Vontade”,
“Tudo Azul”, “Sabiá Cantador”, “ Vai Saudade”, “Candeia”, “
Preciso Me Encontrar”, “Quantas Lágrimas”, “ Dança da Solidão”,
“Ensaboa”, “Corri para Ver (hino da Velha Guarda), “ A Noite que tudo
esconde”, entre outras.
Paulinho da Viola, que também participou de “Tudo Azul”, acompanha Marisa
Monte e a Velha Guarda em algumas canções. Vale ressaltar que a participação
de Paulinho não foi uma escolha arbitrária. Explica-se: o músico já havia
gravado, há 30 anos, o disco “Portela - Passado de Glória”, no qual ele
reuniu pela primeira vez esse grupo que acabou ficando conhecido por Velha
Guarda.
A Velha Guarda da Portela é formada por Monarco, David do
Pandeiro, Jair do Cavaquinho, Argemiro, Casquinha, Casemiro da Cuíca,
Cabelinho, Guaracy, Sérginho Procópio e as pastoras Tia Eunice, Áurea
Maria, Doca e Siruca.
Encontro de Divas
Um dos momentos mais aguardados será o
encontro de Marisa Monte com a cabo-verdiana Cesária Évora, chamada pela crítica
internacional de “A Diva de Pé no Chão”, famosa por se apresentar sempre
descalça. Cesária esperou quase 50 anos para se tornar famosa e aos 58 anos
é a rainha da world music, lotando teatros de Tóquio a Paris com sua mistura
de samba, fado e mambo.
Sua música se alterna entre os dois gêneros típicos de Cabo Verde: a morna
(que lembra o samba-canção, com uma pitada de fado) e a coladeira (mais dançante,
próxima aos ritmos do Caribe). Mas, a maior surpresa é a língua. À
primeira audição, parece um português esquisito, embolado. Trata-se do
crioulo, mistura de português, francês e idiomas africanos.
Para este show, Cesária canta algumas canções de seu mais recente álbum,
“Café Atlântico”, apresentando canções como, “ Sorte”, “Desilusão
Dum Amdjer”, “Amor Di Mundo”, “ Paraiso Di Atlântico”, entre
outras. Uma versão para “É Doce Morrer no Mar”, música de Dorival
Caymmi sobre letra de Jorge Amado, está no repertório de apresentação em
um duo com Marisa Monte.
“L’Olympia, Cesaria Évora”, gravado ao vivo em Paris, acaba de lançado
no Brasil pela Trama. “Mar Azul” e “Miss Perfumado” são dois de seus
grandes hits, assim como “Sodade”, canção tradicional de Cabo Verde.
(Crítica do Portal Cidade Internet www.cidadeinternet.com.br)