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              Nandi

Primeira parte: Nandi

  Amanhecia mais um dia naquela pequena vila de Kornikor. Aquela
era apenas mais uma das muitas vilas que espalhavam-se pela regiao a oeste
da floresta, embora se destacasse pela proximidade dela, não mais q 5 
minutos de caminhada. Bem, talvez antes de começar a contar a historia 
seja melhor explicar como eram a vila e a floresta.
  A vila ficava em uma pequena colina, cercada de outras maiores, e era
composta por no maximo 80 construções de madeira muito bem feitas, que deixava
óbvia a habilidade daqueles que ali habitavam. A oeste ficava uma terra 
ondulada de campos e capões esparssos que se concentravam especialmente 
junto a rios e corregos em geral. Já a leste ficava a floresta... Ah! A
floresta é quase uma história por si só: mas o que se pode dizer aqui,
ao menos por enquanto, é que as suas bordas são compostas por árvores
grandes e de copas verdes, e dali a floresta parecia ser fechada, mas não
fechada o suficiente para que ela se tornasse escura. Já do interior 
aquele povo não sabia pois eles nunca entravam nela, pois acreditavam
que nela existia algo a ser evitado. E embora alguns poucos soubessem parte
da verdade sobre ela, eles contribuiam para a manutenção do segredo,
o que era vital para muitos, incluindo aquela vila e muitas outras 
daquela região.
  Agora que vocês já sabem o mínimo sobre a região em que se passa a nossa 
história, podemos voltar a ela:
  Aquele dia que amanhecia parecia ser apenas mais um. Os moradores adultos
partiam com o sol e iam longe cuidando dos campos e do gado. Porém um dos
adultos reunia um grupo de crianças e foi ajudado por um jovem de nome
"Nandí". E logo um grupo de aproximadamente 20 pessoas sairam caminhando
em direçao a floresta.
  Logo aquele grupo de crianças saltando e cantando chega às bordas da
floresta , e em frente a esta, eles param, mas aquele adulto que os 
acompanhava se adiantou e fez um chamado em direção à floresta. E naquele
próximo momento, bem como no resto daquele dia, aquelas entre as crianças
que nunca haviam estado ali pensaram que nunca iriam esquecer, mas Nandi tinha conhecimento sobre o que elas pensavam e sabia o quanto elas estavam erradas.
  Naqueles instantes que se passaram, Nandí lembrava de quando ele esteve na
mesma situação que aquelas crianças. A primeira vez q ele fora à floresta
e que aquele mesmo adulto que agora acompanhava, estava na mesma posição que ele
estava hoje e desejou que as crianças não precisassem esquecer daquilo.
Enquanto ele pensava nisso, vieram da floresta pessoas (seriam realmente
pessoas?) muito diferentes de qualquer outras que eles já haviam visto,
com exceção daqueles que já haviam estado ali. Estas pessoas
do povo da floresta, como eles mesmos se chamavam, se vestiam com roupas
brancas, muito leves, alguns com mantos, outros com calças e "camisas".
Essas roupas, em especial os mantos, eram totalmente diferente das rústicas
roupas dos moradores da vila.
  E mesmo fisicamente eles poderiam ser facilmente distingüidos, embora
não existisse nenhuma diferença marcante que se fizesse óbvia, mas eles
certamente tinham um aspecto bem diferente.
  Eles conduziram as crianças floresta adentro e passaram a seguir uma trilha
já existente. Cada criança era acompanhada por um deles, e ainda havia mais
alguns. Nandi, que conhecia aquele povo, mas não aquelas pessoas, percebeu
que eram todos jovens e também notou, entre aquele povo alegre, que uma
das "moças" parecia ser de uma alegria ainda maior. O homem que viera com ele
da vila o informou ser ela "Janaína" e que ela era realmente conhecida
por sua alegria. Porém, naquele momento, Nandi ainda não havia percebido uma
que não aparentava estar alegre como seus pares, e simplesmente os acompanhava
um pouco separada do grupo.
  Eles seguiram por aquela trilha e a floresta ia se mostrando um novo mundo,
que ninguém que não tivesse estado lá jamais poderia imaginar, e alguns minutos
depois, quando eles já haviam adentrado mais a floresta, o silêncio se desfez
entre cantos dos pássaros.
  E um homem pertencente ao povo da floresta se aproximou de Nandi e começou a conversar
enquanto eles caminhavam: 
  - Sendo essa a primeira vez que os acompanha, você certamente vai reaprender
muitas coisas que esqueceu.
  - Eu sei disso.
  - O que tu lembras do povo da floresta?
  - Não muito, eu lembro da aparência, lembro que voces vivem aqui, mas não lembro por quê vivem, nem do quê vivem e muito menos porque todos são jovens. Eu me lembrava de pessoas mais velhas.
  - Isso é algo tu não terias como saber, pois é um fato novo e que será explicado na hora certa. Quanto a onde vivemos, temos um acampamento perto daqui, mas nossas moradas ficam um pouco longe. Nós nem estariamos aqui se não fossem vocês. A maioria de nós reluta em abandoná-los.
  - Abandonar-nos? Eu não entendo! As nossas crianças são tão importantes assim?
  - A única coisa que tu te lembras é que nós brincamos com as crianças? Não lembras de nenhuma outra atividade?
  - Não, embora saiba que elas existam. Só não sei quais são.
  - Isso precisará ser explicado mais tarde, pois agora chegamos.
  Nisso, o grupo chega a um barranco no meio da floresta, nada muito grande, mas que com certeza é uma dificuldade para as crianças, e embora o barranco diminuísse em direção ao outro lado, seria necessário fazer uma volta muito grande. Decidiram, então, que ali seria o melhor lugar para descer. Com a ajuda de Nandi e do adulto da vila , uma a uma as crianças desceram. E do barranco, desceram direto numa clareira onde alguns outros do povo da floresta aguardavam com instrumentos musicais, em sua maioria flautas, e começaram a tocar e a brincar com as crianças.
Uns poucos daquele povo ficaram um pouco afastados, a maioria sentados na parte mais baixa do barranco, apenas observando.
  E Nandi por um tempo brincou e dançou com as crianças, e músicas foram cantadas,
e histórias foram contadas. Histórias de tristezas e de felicidades, e histórias de tempos que as crianças não tinham conhecimento da existência.
  Mas enquanto dançava com as crianças, ele finalmente percebeu aquela moça de olhos tristes
e logo se interessou por ela. Ele achou que ela não era a mais bela de seu povo, mas ainda assim era a mais cativante. Ela estava sentada no barranco, afastada de todos os outros. Ele foi em direçao a ela e assim lhe falou:
  - Quem és tu?
  - Sou apenas mais uma de meu povo, mas me chamo Ilene.
  - E qual a tua idade?
  - 15 anos da tua gente.
  - Mas apesar da tua juventude, saibas que tu és a flor do teu povo.
  Ele estava em frente a ela, e nisso ela escorregou um pouco em sua direção: 
  - Não acho que alguém realmente pense assim.
  - Pode ter certeza de que ao menos uma pessoa acha realmente isso.
  - Nandi, venha comigo - Janaína interrompeu-os - Tu tens conhecer algumas pessoas...
  - Mas e as crianças?
  - Os outros cuidarão delas, e nós não nos afastaremos muito.
  Com isso, Nandi saiu dali acompanhando Janaína, deixando Ilene, que foi brincar com as crianças. 
  Janaína e Nandi sairam daquela clareira pelo lado oposto ao que as crianças chegaram e se afastaram pouco mais de 20 metros e encontraram 5 homens do povo da floresta que ali estavam. Janaína falou para Nandi:
  - Estes são dos grupos de inserção, eles estao montando guarda para que nada aconteça às crianças. Este é Fabiano, o líder dos grupos.
  Fabiano disse:
  - Olá, Nandi. Seja bem-vindo de volta à floresta.
  - Olá. Obrigado. - respondeu Nandi.
  Carlo, Miro, Aldo e Verno também se apresentaram, e Fabiano disse:
  - Existem mais algumas coisas a serem feitas e mais algumas historias a serem contadas, e logo nos veremos de novo, e daí conversaremos. Vou te responder às tuas duvidas e explicar o que tu não sabes sobre meu povo, até logo.
  - Até logo!
  E ele voltou com Janaína para a clareira, pensando sobre o que exatamente seriam os grupos de inserção e sobre muitas outras coisas também. Ele perguntou para Janaína:
  - Alguém vive nessa parte da floresta?
  - Não, esta área é reservada para as visitas das crianças, mas nós temos um acampamento não muito longe daqui, mas tu não vais conhecer ele. Ao menos não hoje.
  Eles chegam de volta à clareira, e Nandi encontra Ilene, que era alta, magra e tinha cabelos claros como o de todos daquele povo, brincando com as crianças e cuidando de alguns afazeres. E um jovem alto, que Nandi ainda não tinha visto, e, que apesar de jovem, parecia ser mais velho do que qualquer outro dos do povo da floresta que estavam ali presentes. Se colocou no meio da clareira, e um círculo formou-se ao redor dele. As crianças sentaram-se na grama e ouviram ele:
  - Eu sou Argo e estou aqui para contar-lhes algumas histórias.
  E mais histórias foram contadas, e mais algumas canções cantadas. Mas Nandi pouco ouviu, pois Fabiano logo veio e o chamou, para conhecer a região e para exlicar coisas que ele ainda não havia entendido.
  De lá eles sairam em direção ao oeste, para dentro da floresta, junto com eles foram Miro e Verno.
  - Mas por que vocês têm que vir conosco?
  - Mesmo que tu fosses capaz de lembrar-te, na tua época aqui era muito mais seguro do que hoje, atualmente não é possivel duas pessoas andarem pela floresta sozinhas, ainda mais quando só uma sabe lutar. - disse Miro - Mas não te preocupes, nós não vamos interferir na conversa.
  - Bom, Nandi... - começou Fabiano - Agora estamos indo mostrar-te a parte escura da floresta. Lá habitam as sombras e elas são culpadas da nossa situação, elas são muito perigosas e, embora sempre tivessem existido, agora estão em numero muito maior, forçando com que muitos dos nossos tenham deixado esta área, e muitas outras ao sul, só ao norte ainda temos um pouco de tranquilidade, mas não se sabe por quanto tempo.
  - Então esses tais grupos de inserção são os responsáveis por combater as sombras?
  - Sim, o dever deles é entrar na parte escura da floresta para caçar as sombras ou defender nosso povo mesmo fora dessas áreas. Eles já existem desde que nós habitamos esta floresta , a sombra já esteve sobre controle, embora sempre existisse... Mas agora a situação é muito pior, e nós sabemos o que podemos fazer, mas aqueles que ficaram sabem que devem defender o povo de Kornikor, como vocês assim o chamam, que vive proximo da floresta, coisa  que nós fazemos desde muito tempo. Mais detalhes sobre isso nem eu, nem qualquer outro dos mais jovens pode dar.
  A caminhada foi continuando e eles foram conversando, e Fabiano foi explicando sobre como eles combatiam aquelas criaturas, e que muitos deles nem sequer conseguiam atingir, e também respondendo sobre o seu próprio povo, embora ele negasse muita informação, dizendo que a hora ainda não havia chegado e que quando ela chegasse não seria ele a explicar tudo. Falou do acampamento deles, de onde ficava, e do costume daquele povo de não usar artefatos de metal.
  Enfim eles chegaram a uma área mais alta, e com árvores consideravelmente mais escuras, as trilhas também ficavam mais estreitas.
  - Bom, Nandi, aqui é o máximo que nós iremos hoje, tanto porque ir além não seria seguro. Já está tarde e tu deves voltar para tua vila antes de despertar atenção, nós já andamos muito hoje. É bom, porém, que tu saibas que, seguindo este caminho, tu chegarias aos postões negros da zona escura da floresta. Lá é de onde nós acham, os que as sombras vêem, ao menos lá é o foco das sombras desta região, que, até onde eu saiba, é a mais assolada por elas.
  - A mais assolada por elas? Mas como eu nunca ouvi falar disso?
  - Nosso trabalho sempre foi defender as vilas, retendo as sombras na floresta, sempre fizemos isso com eficiencia... Até agora...
  Dali Nandi voltou para casa, foi acompanhado até bem perto das bordas da florestas por aqueles defendores do povo da floresta, que o convidaram para conhecer o acampamento deles assim que possível, já que ele sabia o caminho para chegar lá.
  Quando ele chegou na sua vila, a vila Azul, já havia escurecido, e foi recebido por todos no grande salão, ou taverna, da cidade, e por alguns dias voltou a viver sua vida normal.
  Mas alguns dias depois, ele resolveu aproveitar a saída dos adultos da vila para visitar, desta vez sozinho, o acampamento do povo da floresta. O caminho foi tranquilo, já que aquela parte da floresta ainda era relativamente segura, as sombras não haviam chegado lá ainda. Mas quando chegou no acampamento, composto por pequenas cabanas de madeira disfarçadas no meio da floresta e com cobertura vegetal, ele encontrou um ambiente bem mais triste do que esperava. Ele entrou na maior das cabanas, que ficava no centro do acampamento, e encontrou Ilene acamada, ela parecia bastante abatida.
  - Olá, flor do teu povo.
  - Olá, forasteiro.
  - O que houve contigo?
  - Me foi roubado algo que nunca poderá ser trazido devolta.
  - E por que não?
  - Porque todos os homens de meu povo estão ocupados na defesa da nossa parte da floresta e apenas os mais valentes entre eles podem, se é que algum pode, derrotar a criatura que veio de de trás dos portões e me atacou.
  - Sendo que nenhum deles pode fazer isso eu farei.
  Ela nada mais disse, e Nandi se retirou da cabana onde as moças davam atenção e cuidados a ela e se dirigiu à uma clareira, onde estava Fabiano e os outros combatentes daquele grupo.
  - Fabiano, eu falei com Ilene.
  - Então já deves saber ao menos em parte o que aconteceu, ou pelo menos as suas  consequências... E o que decidiste fazer sobre isso?
  - Ela me disse que vocês não podem defendê-la nessa situação, então prometi que eu farei, eu irei atrás dessa criatura, seja ela o que for.
  - Fez exatamente o que devia, esta criatura tem que ser derrotada e tem que ser devolvido àquela do nosso povo o que é dela, e isso é algo que deve ser resolvido o mais rápido o possível, não se pode esperar para partir em casos como este.
  - Então nós vamos?
  - Não! Tu vais, só tu podes fazer isso.
  - Já que é esse o caso, eu vou me preparar, até breve.
  - Provavelmente não tão breve... Adeus...
  Nandi já se virava para partir quando Fabiano falou:
  - Neste caso estou amarrado, boa sorte.
  Naquele dia Nandi ainda voltou para sua vila, ele tinha que preparar o equipamento para sua busca, que poderia ser longa , incluindo comida e uma adaga, já que certamente ele seria obrigado a enfrentar essas criaturas das quais quase nada se falava e essa era a única arma da qual ele dispunha.
  No outro dia Nandi partiu o mais cedo que pôde, mal começava a clarear o dia quando ele entrou na floresta, a sensação era estranha, como se agora ele comesasse a perceber que ele não tinha muita chance de voltar ou de cumprir o que prometeu, ele começava a se dar conta do perigo, mesmo que não o conhecesse direito, mas ainda assim nao sentia medo. Quando chegou ao acampamento dessa vez ele só encontrou as moças do grupo, os homens havian partido para defender a floresta, na cabana maior estava Ilene:
  -Bom dia, estou aqui para partir partir em direção ao portão.( todos aqueles que ainda não sabia disso ficaram espantados, e temerosos do que poderia acontecer com ele)
  -Espero que consiga passar deles e voltar - disse Ilene
  -Voltarei com aquilo que lhe foi roubado
  Ilene se retira e Janaina se aproxima de Nandi.
  -Foi deixada uma mensagem pra ti.
  -Foi ele quem deixou?
  -Exatamente , antes de partir para a floresta elevada.
  Janaina entrega Nandi uma folha de papel dobrada, e selada com algum tipo de resina , para que ele tivesse a certeza que ninguem mais leu
  (NOTA: fim do sonho)
  Nandi logo partiu, pensando para onde os homens tinham partido , logo depois de meia hora de caminhada naquela floresta ele percebeu algum movimento adiante e uma musica, ele relutou em avançar mas logo entrou na clareira de onde ela vinha e percebeu Argo tocando uma flauta.
  -Mas tu não foste com os outros?
  -Eu tive que ficar , afinal calculei que tu nao tinha nem conhecimento nem equipamento para enfrentar as sombras , que tipo de arma tens?
  Nandi mostrou a adaga dizendo:
  -Isso é tudo que eu posso ter, afnal nós nunca precisamos de algo maior.
  -Claro que não precisaram, mas esta não vai servir , tente usar isso conta as sombras
  Argo tirou das costas uma espada de madeira , um pouco curvada e com uma guarda circular, e junto dela uma bainha , propria para carregar a espada nas costas , Nandi olhou a espada com desconfiança (não sabia porque uma arma de madeira seria mais efetiva que uma adaga) mas a pegou, e guardou nas costas.
  -Eu sei que tu não entendes o porque da arma de madeira, mas confie em mim só armas especiais podemm atingir essas criaturas , a tua adaga de nada servirá.
  -Acho que entendo
  -Também esteja avisado de daqui para frente os animais começarão a ficar hostis, a presença das sombras faz com que eles fiquem furiosos e ataquem qualquer um. Tambem deve saber que os portões para onde tu vais , ou ao menos a parte que tu chegaras a entrar são de pouca importancia, não reunem nem muitas sombras nem sombras muito poderosas , embora nao possamos acabar com as sombras de lá porque sempre se reunem mais, para proteger oque está lá , mas sendo que não é um grupo muito grande de sombras é bastante possivel que tu volte , o grande problema está em encontrar a sombra que fez aquilo a Ilene...
  -Sim,  essa é a grande dificuldade , nao existe modo algum de eu fazer isso?
  -Se a lenda estiver certa , e todos nós esperamos que esteja , quando tu encontra-lá tu vais poder sentir qual é a sombra que deves matar para restaurar Ilene. Bom por hora isso deve ser o suficiente, afinal tu nao tens o tempo nescessário para  eu te explicar todas as lendas que possam ter relação com isso, o tempo urge e tu tens muito o que fazer, tenha cuidado com os animais e boa sorte.
  Argo saiu andando entre as arvores , Nandi sentiu o mesmo que quando Fabiano disse que nao iria acompanha-lo , ele reamente esperava que alguem mais capaz e com mais conhecimento da floresta pudesse ir com ele , e não entendia por que parecia que todos achavam que ele devia fazer isso sosinho , ele arrumou melhor a espada nas suas costas e voltou a caminhar, sabendo a viajem nao permaneceria tranquila por mais muito tempo.
   E ele estava certo , em pouco tempo o terreno obrigou a marcha dele a ficar bem mais lenta e ele tambem já começava a ficar preocupado por estar se aproximando daquela parte da floresta,  mesmo nao tendo o conhecimento suficiente pra ter o medo que deveria daquela região ele sentia que algo estava errado , depois de mais algum tempo ele começou a ser atacado por animais, primeiro alguns pequenos, mas conforme ele ia avançando o tamanho medio dos animais q o atacavam ia aumentando , mas ele ia os enfrentando com sua adaga, e ate o momento ele não tinha tido maiores problemas, nem nenhums sinal das sombras maior do que aquela sensação de que algo estava errado , e ele logo começou a sentir que mesmo sabendo o caminho, mesmo sabendo para onde ia era como se ele nao estiveçe avançamdo diretamente... e isso o incomodava, já estava proximo a anoitecer e ele não parecia estar muito perto do seu objetivo.
   Ele já pensava em achar um lugar mais ou menos seguro para domrir quando percebeu uma agitaçao maior na floresta em frente... algo q se movia com rapidez em sua direçao , ele subiu numa arvore q estava ao seu ladopara nao ser pego de surpresa por o que quer que se aproximasse , logo ele viu um lobo pequeno se aproximando com toda velocidade, e diretamente na direçao dele, sem muito tempo para qualquer outra atidude ele resolver saltar sobre o lobo, pegando-o de modo que não pudesse se defender ou atacar muito bem , assim que ele chegou junto à arvore. Nandi saltou sobre ele conseguiu cravar a adaga em movimento unico , e embora tenha tido alguns arranhoes e tenha sofrido com o impacto ele ainda tinha totais condiçoes de seguir em frente.
   Porém ele nao consegui achar , antes de anoitecer um lugar melhor para pousar do que uma pequena clareira que se formava junto a uma pedra que se erguia no meio daquela floresta , ali ele teve uma pequena refeição antes de se escorar na pedra e dormir, um sono curto e intranqüilo, ele sabia que não podia demorar, e a  sensação que tivera de não estar se aproximando tanto quanto deveria o incomodava bastante.
   Quando Nandi acordou ainda estava escuro, mas mesmo assim ele decidiu proseguir , nao demorou muito para amanhacer, e durante aquela foi uma manha de avanço lento e de muitos animais, especialmente mais alguns lobos , e apesar de mais alguns machucados pequenos ele conseguiu se livrar deles quase intacto . Durante aquela manha manha e também para o almoço ele pegou o maximo de comida que pode da floresta, evitando assim que as provisões que trouxera fossem gastas.
   No meio daquela tarde ele encotrou algo que ele nao conseguiu reconhecer, parecia apenas um movimento no ar , mas ele sentia que era algo mais, quando aquela coisa disforme veio rapidamente em direçao a ele, ele se esquivou, e sabendo q aquilo era um ataque reagiu com sua adaga, ele acertou , e percebeu que seu ataque atingiu algo, ele estava certo , aquilo era um adversario , ele se esquivou de mais um ataque e com mais um golpe de sua adaga aquilo ( que mais tarde ele descubriria que era um elemental do ar ) estava acabado e ele poderia continuar sua conturbada caminhada.
   Ele obviamente já estava cansado , ele nunca foi um lutador e não estava acostumado a lutar, ainda mais tantas lutas em um periodo tão curto, mas ele estava obistinado e seguia seu caminho, mesmo sabendo que por algum motivo não estava chegando ao seu objetivo tão rapido quanto deveria , porém ele já estava em uma area onde a floresta era bem mais escura , ele sabia que provavelmente chegasse lá amanha. Isso dava forças para continuar mesmo com os continuos ataques de animais.
   Algum tempo depois ele encontrou aquilo que ele temia em sua viajem , ele nunca havia visto mas logo reconhece aquela criatura disforme , negra , flutuando à sua frente : uma sombra . ele tentou atacála com sua adaga mas ela apenas atracessou a sombra , a sombra se projetou na direção dele , mas ele se esquivou recuando , ele atacou de novo , e de novo sua adaga apenas atravessou a sombra, a sombra continuava fazendo ele recuar, e embora não o atingisse levava uma clara vantagem no combate, até que ele lembrou de Aldo, e da espada que ele lhe dera , largou a adaga e , enquanto se esquivava de mais um ataque da sombra , sacou a espada , ele tentou um ataque bem no meio da criatura e desta vez , embora a espada tambem atravessasse aquela criatura insubstancial , ele percebeu um efeito . A sombra o atacou dessa vez com mais impeto , mas nandi apenas aguardou com a espada a meia altura apontada para frente , a sombra antes de alcançar Nandi atingiu diretamente a espada , e se desfez , essa  foi a ultima batalha daquele dia , Nandi logo encontrou uma plataforma circular de madeira rodeando o tronco de uma arvore e dormiu naquele que deveria ser um antigo posto de vigia do povo da floresta.
   Aquela foi outra noite mal dormida , assim que acordou Nandi se pos novamente a caminho , ele esperava chegar ainda naquele dia , naquela manha os ataques foram ficando mais intensos, quanto mais ele se aproximava dos portes mais frequentes eles ficavam , entre aquela manha e a tarde foram mais tres ataques de sombras , quando a tarde já ia baixando ele final mente chegou aos portes , haviam muitas arvores , muito proximas e fechadas , formando uma muralha vegetal , e um potão duplo muito grande de madeira. as arvores eram todas muito escuras e a madeira dos portoes era bruta, nao trabalhada , ele tentou subir pelas arvores, mas nao conseguiu, elas eram muito altas, e nao tinham nenhum ponto de apoio, ele tentou forçar os portões mas tambem não conseguiu, ele além de não ter força para mover algo daquele tamanho tamb´pem não sabia eles PODIAM realmente ser abertos.
   Ele sentou ao lado dos portões e ficou pensando e esperando, ele tinha que entrar, por algum tempo ele tentou cortar uma entrada com sua adaga, mas obviamente era impossivel. Quando começou a anoitecer ele percebeu a aproximação de uma sombra , ele se afastou do portao e se escondeu atras de uma arvore, a sombra parou em frente ao portão e , no exato momento que o sol sumia , o portão se abriu. Nandi correu em direção a sombra e atacou,  a sombra tentyou atacar ele mas ele se esquivou e a destruiu com mais um ataque , ele correu para dentrou dos portões viu lá dentro uma grande cidade , em ruinas , com ruas largas mas com os predios quase todos semi destruidos e com plantas e arvores crescendo por todos os lados algumas sombras estavam indo na direçao oposta a ele, bem à frente , ele seguiu correndo sem reparar na cidade à sua volta , o portão atras dele permanecia aberto.
   Ele seguia correndo por aquela rua em direçao as sombras, e conforme se aproximava foi percebendo que haviam muitas  sombras aglomeradas em volta de uma muralha, alta de pedras , que parecia cercar um grande predio, talvez o palacio daquela antiga cidade . ele entrou por uma rua lateral e por ela começou a circular a area que as sombras estavam , quando atingiu o lado oposto ao que estava antes ele percebeu que as sombras estavam em volta de um homem , em frente aos postos daquela muralha interna, e ele falava em direçao aos portoes. Nandi sem saber como ou porque percebeu que era aquele homem que ele deveria derrotar para restaurar a condição de Ilene . Ele pensava em um modo de se aproximar dele , porque enfrentar todas aquelas sombras seria suicidio.
   Enquanto ele se preocupava com isso algo pareceu acontecer na multidão das sombras , um clarão de luz saiu dos portões , como que uma explosão , o homem foi jogado longe para trás e as sombras se disperçaram , algumas se aproximaram dele , quando ele se levantou apanhou uma mochila que estava a seu lado , e que nandi não havia visto , e começou a correr para a direçao de Nandi. Nandi não havia percebido , mas atras dele também haviam portões das muralhas externas .
   As sombras o notaram antes que aquele homem , elas se adiantaram e o atacaram , o homem quando notou desviou por outra rua , ele sabia que deveria deixar aquela cidade o mais rapido possivel e que mesmo que Nandi derrotasse as sombras ele acabaria ficando na cidade por tempo demais...
   Nandi tentou lutar , ele enfrentou as sombras como podia mas elas eram muitas , o cercaram e foram forçando ele em direçao a muralha interna, Nandi recuou ate os portões, agora com as costas protegidas ele podia lutar com mais tranquilidade , assim ele pensou, mas logo os portoes se abriram, e ele quase caiu para tras. Ele se virou e correu em direçao a algo que realmente parecia um palacio, a porta era de madeira estava cvaida, ele fugiu das sombras correndo por dentro dele ate chegar a uma porta de pedra, no final de um corredor, soh podendo ser atacado por uma sombra por vez ele lutou. Mas mesmo ele conseguindo derrotar varias delas elas eram muitas, elas o atingiram algumas veses e ele jah estavaquase caindo quando a porta que ele estava encostado finalmente abriu para dentro , ele recuou e as sombras o seguiram, mas todas as sombras que entraram naquela sala imediatamente se desfizeram , as poucas que nao o seguiram fugiram.
   Nandi olhou em volta e viu uma sala praticamente vazia, de paredes limpas, a unica coisa que havia nela eram duas estruturas de pedra , em sobrecada uma dela estava um corpo , perfeitamente intacto , um homem e uma mulherque aparentavam 40 anos, eles estavam com armadures de couro e estavam completamente armados para combate, estavam ali deitados , imoveis ,mas logo uma luz começou a brilhar ao redor do corpo da mulher e nandi ouviu uma voz feminina dizer:
   - Tu abriste os portões do palácio, e agora eu poderei te dar alguma ajuda, pois o tempo da nossa volta parece estar proximo, e mais uma vez enfrentaremos as sombras , como a mais de 300 anos atras.
   Os ferimentos dele imediatamente se fecharam, ele se sentiu em perfeito estado novamente, a luz parou de brilhar, e ele desmaiou.
   Quando Nandi acordou o sol já nascia , ele fez uma pequena refeiçao e saiu na mesma direçao q o homem da noite anterior, ainda existia uma trilha bem visivel q ele podia seguir.
   As marcas eram ainda mais faceis de seguir por que acompanhavam a trilha pela floresta , durante toda a manhã nandi seguiu aquela trilha por entre arvores como aquelas que estavam proximas aos portoes, mas depois disso a floresta foi começando a clarear, e ficar mais parecida com aquela proxima a vila , e ele continuava seguindo e subindo, pois o terreno tinha uma começava a se inclinar, conforme ele avançava.
   Nandi só parou quando realmente nao suportava mais andar, ele juntou frutas da floresta e usou parte de suas provisoes para fazer uma refeiçao bastante maior do que as que ele vinha fazendo  , ele dormiu um sono intranquilo e acordou no outro dia antes do sol , para continuar sua perseguição .
   Nandi estva tão transtornado e com tanta pressa que nem notoava a paisagem e certamente não saberia a descrever perfeitamente alguns dias depois, ele só se preocupava em seguir a trilha andando o mais rapido q podia, ele sabia q Ilene não tinha muito tempo. Nandi mal percebia que o tereno ficou mais ingreme e mais pedregoso conforme o dia avançava, ele novamente seguiu com minimas paradas para comer, conforme a tarde avançava o terreno já se encaminhava para uma zona montanhosa, porem em um momento Nandi chegou em uma area de terra boa, contrastando com as pedras que ele vinha vendo , coberta de pastagens, logo avistou vacas , cabras e talvez outros animais, na pressa que ele estava ele nao se preocupou em olha-los , mas logo ele chegou a uma plantaçao, e avistou uma casa.
   Ele podia perceber que alem da casa o terreno ficava uma cadeia de montanhas propriamente dita , quando se aproximou mais ele percebeu que seguido a trilha da casa ficava o unico caminho que parecia viavel para atravessar entre as montanhas.
   Quando chegou enfrente a casa ele notou um homem , moreno queimado de sol , sentado na frente dela , o sol jah começava a se por e ele não conseguia entender como alguem poderia habitar ali , no meio do nada.
   O homem o chamou:
   - Mais um viajante ? Esta estrada esta movimentada hoje , não? -dizia ele em tom de piada
   - Bom, então realmente , passou um outro homem antes de mim, estou no caminho certo.
   - Sim, mas ao contrario de ti ele não parecia disposto a conversar, mas bom... já está anoitecendo, pare por hoje e durma aqui, não acho que tu consiguirá achar o caminho nas montanhas à noite. E eu posso te ensinar o caminho melhor hoje.
   - Tudo bem.. deve ser mesmo o melhor a fazer , mas pode me dizer a quanto tempo ele passou?
   - No começo da tarde , bom ... entre e conheça minha mulher.
   Nandi entrou na casa, o homem , que se apresentou como Nikac Oru , apresentou sua mulher , Nila , e descreveu a regiao para ele, contou que aquelas plantaçoes eram dele, só eles moravam naquela região , e ensinou o melhor caminho para seguir entre as montanhas.
   - Isso certamente te dará uma boa vantagem sobre ele - disse Nikac.
   Nandi contou para ele o porque de sua busca, e ele não pareceu tão surpreso quanto Nandi esperava quano contou sobre as sombras e o ataque (será que ele era a unica pessoa do mundo que não sabia sobre isso?!? ) . Depois Nandi comeu uma refeição e teve uma noite de sono como não tinha a tempos.
   Qunado acordou ele se depediu de Nikac e se preparou para a perseguiçao pelas montanhas, one ele nao poderia seguir rastros, só confiar que o seu alvo não tinha como seguir sem ser pela trilha. Nandi olhou para frente e seguiu, confiando que ainda podia salvar Ilene.

FIM DA PRIMEIRA PARTE

SEGUNDA PARTE : Ilene