livre do medo ou muito além da paranóia
             Nada pode ser tão diferente daquilo esperado,                             Outubro de 2001
              nada pode ser o que se nega...                                                      
             Em uma expressão
             apenas
                                                                                         





            além da paranóia. muito além                                                                                                                   








          Sem fim, esta continuidade, sem fim...
         Diz alguma coisa, sem fim 
         Bem dentro de mim
         Sem fim, numa eternidade de mim...
        Silêncio. Ponto. Encontro do tudo e de todos,
         num abraço abraçado, reforçado de amor.
        E desse eterno aconchego, o tudo no todo e o todo no nada,
        um tudo em mim, e essa continuidade sem fim,
       esse eterno descanso de minha alma sem fim,





      muito além daquele jardim,
      acima do que se pode enxergar,
     não é história pra contar,
      é verdade, é mesmo pra valer,
     horizontes amplos de paixões lilases.



    um dia aquele moço tão cansado de esperar
   que a rotina de sua vida, por fim terminasse,
   resolveu assumir o papel de safir....e encantar o
   mundo com as belezas da vida,
   tão difícil foi saber, tão difícil esperar... que
   a resposta dessa vida tá pra quem quiser viver,
  e a sua anta interior acordava feito uma louca pra lutar,
  e aquele moço, cansado, vadio parou pra cantar alegrando corações,
  despertando emoções, realizando canções...
tudo isso pra mostrar que ele podia viver,
pra provar que ele sabia cantar..
.pra  ele mesmo saber que       
ele sabia viver mostrando pra todo mundo
que ele sabia esperar a morte chegar..
                               
                                  



  NÃO FALO MAIS DE NÓS DOIS,
  FALO DE MIM
  sabe por que? porque esqueci de dizer que aprendi
  que finalmente somos um.
E QUANDO PENSO EM MIM, PENSO        
no UM QUE SOU,
QUE NÃO É VOCÊ NEM NINGUÉM
SIMPLESMENTE EU QUE ME ASSUMO.



                               


  Neste momento que vivo...sinto,
  cães aflitos, corações amargos,
  ventres perdidos e penso...
Impedimentos a parte.
Tá tarde. Somente outrora, passado fim.
Seus impedimentos não ousem me perturbar;
teus impedimentos, sofrimentos, tantos prêmios perdidos e achados, resgatados pela memória franca como o meu jardim.
Um jardim de encantos e encontros..
enfim todo dia um jardim de encantos e encontros...em mim.
Somente assim posso
viver sofrida e breve
neste meu mundo que é o centro do mundo
daquilo que é resgatado, revivido, rememorado.
Agradeço a Deus hoje sofrida,
eu , memória assistida e mantida por ti.
                                





Se tudo que acontece for simplesmente obra do acaso
Da Moira,
  e  eu aqui perdida, esperando o tempo passar...numa vida dividida, repartida...
que fragmenta o oceano azul das lágrimas de meu pai que naufragaram em mim. Que o santo amor deste verso, peito herdado, gere a nobreza
das águas límpidas do lago,
espalhados de lembranças breves e dos ocasos sem fim.
                                     
No passado destes mares remados um pouco de tudo amei,
  por pura herança divina e pra contar: história sem fim..
perco tempo relatando, rimando, compondo a poesia do mundo,
a poesia de mim.
                                        
Um verso cantado, eterno relato, história sem fim..
.neste tempo inerte, tão bom,
tão parado, infinito extâse...
perto de Deus, talvez queimado e resgatado em mim.
                                         
Um mundo amparado, gozado, translúcido..
Um mundo, simplesmente um mundo pra contar.
Nesses entrelaces, fugazes ocasos do tempo,  estabelecidos e rimados, equilibrados nesta memória deste mundo inerte,
nesta vida de atividade e perdão,
sem egoísmos  nem prisões, eloquentes paixões,
que esquentam corações congelados pelo tempo perdido de
amar, pela falta de ilusões,
e descongelam devagar como quase corações mortos que renascem.
E nosso fogo sem fim
ilustra a festa desta vida sem rima, e descongela devagar
esses corações, que tremem de frio todas as noites,
sem conseguirem se  aconchegar no peito da mãe feliz.
Estes corações fugazes...acreditem...existem para nos incentivar à  fuga da destruição desses corações gelados,  ambiciosos corações desapegados do amor..
.que perderam na luta da vida por desamor.
Jamais saberão ser amados, a não ser que aprendam a amar.
Que nosso desprezo por eles  seja santo, a ponto de não lhes perturbar,
por isso desejo a glória da minha paz interior.
Preservo meu coração aceso na caminhada da vida,
pra poder amá-los sem cair na desgraça arrebatadora, desses homens de má vontade, por ambição exagerada e orgulho sem nome.
Não sei  se o que faço é poesia de conteúdo primevo;
talvez faça história inventando,
retirando pedaços eufóricos da imaginação amarela,
recordando a existência de vitórias e exclamando memórias, relembrando  verdades escritas pelo todo que sabe  em mim, agora. E quando digo Deus, digo esse todo que me rege em algumas horas dos dias,  das noites, dos  meus verões, feriados.
                                                                                                         


                                     





     Seu mel libertador
                                      

    Falar entre penumbras sem escurecer a manhã,
    ser poetisa sem perder a memória do sempre,
    sem se perder em teias.
   Não ser alheia nem a você nem a ninguém,
    ser simplesmente uma Aurora de uma vida de amor tão adocicado,
    quanto a flor mais bela do meu jardim.
   Refletir amor, beleza e brevidade. . . neste silêncio permitido.
   Somos breves, passageiros da vida.
   Relances de sóis entre milhares de outros relances de sóis,
    amanhecidos sóis que piscam  traiçoeiros? Até que ponto malditos?
    Olhos pisquentos, moscas no meu jardim de encantos...
    No meu mundo mágico da vida.
    Daquela mala escondida no âmago do meu coração,
    Daquele ventre só meu perdido no meu coração.          
    Assim meu amor aclama e se esparrama sobre ti
    que me escuta e me atinge com seu mel libertador.


                                     




    Tudo novamente

     Você
     ou talvez,
     eu mesma que me chamo
     reclamando a minha voz


     friamente  desfaço laços,
meu raciocínio desafia armadilhas,
  nós dessas teias de aranhas, que embaralham nossas vidas
                              





Livre da derrota e do conhecimento


                                        
juntar ciência e religião;
juntar tudo que se pode crer e fazer um só
num entendimento da vida de cada um e de todos.
Assim se pode viver,
livre da derrota e do conhecimento.
  E finalmente a lembrança daquela esperança ímpar,
sem igual...
                                       




   Entretantos...

                         
    Não há transgressão, existem sim estilos diferentes de confrontamentos...
    Meu coração as vezes treme,
    e eu sei que posso combater qualquer mal,
    com apenas uma prece.
   Então o mau se afasta e
   parece se esquecer de mim.
  É bom sentir-me tranquila. Depois de tudo...
  Estou bem, realmente bem, sinto-me amadurecida
  a ponto de cair do pé.
  Novamente...
  todo o meu precipício jogado
  pela janela do meu quarto pensativo
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