O ponto parece ser uma expressão da própria experiência da autora, não imediatamente ao nível dos fatos, acontecimentos, vivências, mas enquanto transfigurados na experiência da linguagem.
Reflexivos ou poéticos estes textos provêm de um sentimento do mundo---aí onde a vida particular e a generalidade da existência estão fundidos na escrita. Pode-se dizer que este é um livro de “formação” da sensibilidade; um mergulho, mediado pela linguagem, na matéria viva da existência; um livro destinado a suprir aquele interesse, tão manifesto hoje em dia, de voltar aos mitos da experiência individual e coletiva em contrapartida à diluição da vida pública e às determinações da sociedade técnico industrial.

                                                                  Luiz Gil Finguermann





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O ponto

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