O Ponto caracteriza-se por uma linguagem livre, completamente espontânea e cheia de sentimento, mas significativa filosoficamente à medida que tem como meta principal estabelecer o ponto entre a vida e o homem, restabelecendo o seu real significado.
A superação do eterno retorno nietzschiano é buscada através de uma vida cuja existência é abundante em forças afirmativas em relação à vida, a uma existência possível sobre-humana.
O Ponto é aquele limite do possível, onde a inteligência se reconhece como plena. Um retorno às origens; a idade de ouro?
Ele não é ficção, muito menos um romance dantesco. O Ponto é a realização do ser cuja entidade se compreende através de uma sobre-humanidade?
De cunho existencialista procura o ser do homem, a essência através do amor humano.
O Ponto é o momento exato em que a essência manifesta-se na expressão corpórea transmitindo ao corpo a plenitude e liberdade do sensível e inteligível no ser inteiro.
O êxtase de vida que a protagonista tenta realizar a cada momento é a expressão máxima da vontade de potência nietzschiana. É o gozo pela vida. O extremo amor transmitido ao homem através de sentimentos intensos, reluzentes que dão a protagonista o prazer de sentir em si a eternidade que é sua e não do outro, porém através do outro, ela se reconhece como ser que é pura relação, sentido de aproximação e de vida. Reconhece o Deus morto que é a própria realização de si e do outro através do ponto, daquele momento exato em que o homem se reconhece como um Deus, o Deus exterior que morre para Nietzsche e se apossa do seu si.
                      


                                                                          Natali Caseir.



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O ponto

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por Natali C.


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