Eu sou eles
Rogério Gomes

Dei nomes aos meus
personagens,
Dei passos largos ao horizonte,
Um filho da mãe, estonteante,
Não me peça para que te conte,
É sorriso do tamanho do elefante,
Que acredita em todas imagens,
Do fato criei o Porto da Solidão,
Não tem só sabor de tristeza,
Ele procura somente a beleza,
Ele quer o teu coração,
Navega nos mares bravios,
Desemboca nas águas dos rios,
Como disse uma vez a canção,
Dei forma ao poeta sonhador,
Que de fato nada encerrou,
Põe na tela, a voz do senhor,
E sua amada não entregou,
Avancei na espiritualidade,
Quando surgiu o meu feiticeiro,
Seu poderoso caldeirão,
Media as suas ilusões,
Buscava em tudo um cheiro,
Para completar suas poções,
Tenho dúvidas ainda sobre o cisco,
Era primo do filho, ou apenas um petisco?
Para completar, mantenho a vaidade,
E repito quase a exaustão,
Não se divide um coração,
Quem divide é menos que a metade,
Não se divide o amor,
Se for de outra não é de uma,
É charlatão, vamos, assuma,
Não existe meio calor,
Prefiro sempre ver as flores,
Do que ser cheio de amores,
Não importa, coragem ou medo,
Ou a cabeça dá um nó,
Do homem, mantive neles Um Segredo,
Pois sou todos eles num só.

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