Meu Porto, a Solidão

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Visão de espumas flutuantes,
A água batendo nos rochedos,
Vôo das gaivotas, por instantes,
Acho-me a mostra em meus medos.

Um barco está solto a deriva,
O mar é seu comandante,
Não existe modo da esquiva,
Horizonte é meu distante.

O destino ao meu ouvido confia,
O teu casco não é mais tão forte,
Você foi veleiro e não ouvia,
Se entregue ao destino da sorte.

Levo-me sem mais entender,
Não é teu este caminho,
Nada mais poderás ter,
Teu destino é teu sozinho.

Não dê murros em coisas vazias,
Seu futuro já está determinado,
Deixe as velas nas calmarias,
Ame, mas não será amado.

Não escreva palavras no céu,
Elas de nada mais valem agora,
Não cubra com fino véu,
Não existe mais nada lá fora.

Colocarei o meu barco no mar,
Só consegui trazer sofreguidão,
Meu amor terá de guardar,
Mesmo tendo medo da solidão.



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