
Soldado do amor
Rogério
Gomes
Foi enfim a luta desenfreada, Não deter o
poder descomunal, Mesmo sabendo do destino
fatal, Vi a frase fugindo enganada.
Como uma arma eu me senti, Sendo bala zunindo
no ar, Querendo meu alvo alcançar, Foi na parede
fria que atingi.
Despi-me das vestes da alma, Em couraças me
fiz fortalecido, Em estocadas eu fui
ferido, Pedindo da dor toda calma.
Lutei sem medos e desistências, Expus-me de
tal forma cruel, Senti o forte sabor do fel, Não
ajoelhei pedindo clemências.
Guerra estranha eu deparei, Não era meu o teu
tesouro, Da vitória não quis o louro, Pois a
batalha eu não ganhei.
Eu
era só o teu comandado, Arcos e flechas, fogo e
paixão, Meu escudo foi meu coração, Com um general
renegado.
Que sorte eu fui escolher, Teu terreno era
sentimento, Que entregou pelo momento, Achando que
teria sem ter.
Perguntei-me se por vaidade, Teu exército iria
entregar, Se em toda forma de amar, Em nada era a
realidade.
Nas suas fileiras chorando, Sinto ir ao
encontro final, Inimigo com arma letal, Tua força
foi sugando.

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