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A VIA PARALELA

ÍNDICE

Prefácio

I - O Reino de Deus

A Organização do Reino
Autoridade Para Governar - O Papa
A Sucessão Apostólica
A Eucaristia
O milagre de Lanciano
Os Santos
Intercessão dos Santos
Maria, a Mãe de Deus (e nossa)
Maria na Sagrada Escritura
Maria, o Presente de Jesus para a Humanidade
Sempre Virgem Maria
Maria Está Viva e Cuidando de Nós
Descobertas Sobre o Manto da Virgem de Guadalupe

II - O Nascimento do Protestantismo

Martinho Lutero
Rebeldia e Excomunhão de Lutero
Consequências
Analogia das Desobediências de Adão e Eva x e de Martinho Lutero
Os Prostestantes: Um Povo Errante
E Afastado de Deus
Católicos e Protestantes
A Contradição dos Protestantes Protestando
As Incoerências do "Livre Exame"
A Bíblia Manda Seguir a Tradição

III - Considerações Finais

Fontes 


 “Eu encontrei o triste legado da divisão deixado pelos reformadores protestantes. Em cada denominação que eu visitei, encontrei diferentes doutrinas que clamavam ser a certa. Sendo verdade o nome ‘Protestante’, eu deixava uma denominação após outra, por discordâncias na doutrina. Na minha presunção, cada vez que eu ia para outra doutrina e achava que não era “bíblica”, eu me mudava para outra denominação.”

Bob Sungenis – Surprised by Truth

 


PREFÁCIO


     Eu gostaria de partilhar com você, leitor, este assunto muito polêmico para os protestantes em relação à Igreja Católica: o Reino de Deus.
   A minha idéia de escrever começou a ter consistência depois que eu li vários testemunhos de ex-pastores e ex-ministros protestantes norte americanos acerca de suas conversões ao catolicismo, após descobrirem que suas crenças não estavam de acordo com a doutrina deixada por Jesus Cristo. Eles descobriram que estavam buscando Jesus por um “caminho paralelo” ao que Jesus deixou.
     Conversão não é uma atitude fácil de ser tomada por um pastor porque significa mudança radical nos costumes, entrega total de si mesmo como o corpo, a mente, o intelecto, a ruptura de uma vida bem estruturada, como: segurança financeira, moradia, assistência médica, amizades, laços familiares, etc.
     Os ex-protestantes sabiam que iriam mesmo encontrar dificuldades para abraçar uma nova crença em detrimento da sua já há muito arraigada em seu ser, muitos dos quais a adquiriram desde a infância, mas eles não vacilaram na sua escolha porque o alvo principal a alcançarem era o próprio Cristo, ao qual já serviam na outra via. Mas agora, eles queriam caminhar na companhia de Nossa Senhora e dos santos pelo caminho certo, recebendo o Corpo e o Sangue de Jesus.
   Mas como começar, o que escrever, se é para escrever, foram as minhas dúvidas iniciais. Então, pedindo sempre a inspiração divina, e à luz da Sagrada Escritura, tratamos de abordar os pontos mais inaceitáveis do catolicismo pelos protestantes, os mesmos que contribuíram para aqueles ex-pastores se converterem.

 
I – O REINO DE DEUS

 Muitos têm a impressão, ou aprenderam que o Reino de Deus não é deste mundo e é-nos inalcançável porque somos pecadores. Ora, o Reino de Deus já começa aqui, entre nós, nos nossos corações quando permitimos que o Senhor Jesus reine em nossas vidas; está na Sua Palavra; está na Igreja que Ele nos legou antes de voltar aos céus, mas é lá onde vamos encontrar a plenitude desse Reino, o Reino do Céu, com Deus Pai, o Seu Filho Jesus, o Espírito Santo e os anjos e santos. 

A Palavra de Deus nos confirma que o Reino de Deus já começa aqui na terra e que devemos buscá-lo para receber a salvação que Ele nos trouxe.

 “Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno nunca prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus e o que ligares na terra será ligado nos céus, e o que desligares na terra, será desligado nos céus.”(Mt 16,18-19).

 Assim o Senhor Jesus fundou a Sua única Igreja e profetizou que as portas do inferno nunca prevalecerão contra ela porque Ele é o Senhor Deus, que tem o poder e está acima de tudo o que existe. Se igrejas, seitas, seja lá o que for surgem clamando serem as “verdadeiras”, estão indo em desacordo com a Sua Palavra, incorrendo numa mentira.

O Senhor Jesus antes de voltar ao Pai, preocupou-se em nos deixar amparados e em condições de ir buscar a salvação que ele nos deu. Seria uma casa, um lugar onde pudéssemos ir buscar e alcançar a santidade que o Pai nos cobrou.

Ele sabia que, sozinhos, isso nos seria impossível. Daí a criação de um lugar (o Reino) com uma pessoa escolhida por Ele para Lhe representar e nos guiar (Pedro, o primeiro papa), onde pudéssemos caminhar em comunidade, amparando-nos uns nos outros, e fortalecidos com a Sua Palavra, com o Seu Corpo e com o Seu Sangue.

 
A ORGANIZAÇÃO DO REINO

 O Senhor Jesus não organizou o seu Reino como o fazem os Estados com os seus poderes constituídos, com suas leis, decretos, etc., mas Ele dotou-o com tudo o que se faria necessário para tal, naquele primeiro momento, com a Sua Palavra, os Seus ensinamentos e, principalmente, deixou o Espírito Santo para inspirar os seus escolhidos a dirigi-lo conforme a Sua vontade. O Senhor Jesus é quem reina, é Ele o Rei.
   Caberia a eles darem forma a essas “diretrizes” para que, à Luz do Espírito Santo, elas se adaptassem e se tornassem a essência, a verdadeira doutrina cristã.
   Hoje o Reino de Deus é constituído, também, de um Estado (uma nação, o Vaticano) cujo chefe é o Papa, o chefe da Igreja Una, Santa, Católica, Apostólica, Romana, desde que o Senhor Jesus Cristo a fundou.
   Então, discorramos sobre os principais aspectos desse Reino.

 
AUTORIDADE PARA GOVERNAR – O Papa

 O Senhor Jesus outorgou a autoridade, a missão de cuidar, de comandar a Sua Igreja, a Pedro, o primeiro papa: “toma as chaves do Reino dos Céus, Pedro. Tudo o que ligares na terra, será ligado nos Céus...” Jesus deu a Pedro o comando incontestável de Sua Igreja. Ele foi bem claro nessa hora e, para reforçar, depois ainda fez mais 3 referências a Pedro:

1) “Bem aventurado és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne ou o sangue que te revelaram isso, e sim o meu Pai que está nos céus”;

2) “Tu és Pedro...” e

3) “ Eu te darei as chaves do Reino dos Céus...” (Mat 16, 17-19).

   A primeira é claramente uma bênção, algo que eleva Pedro. Jesus o abençoa porque ele teve uma revelação especial de Deus quando Jesus perguntou aos apóstolos quem era o Filho do Homem e Pedro respondeu: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.” (Mat 16,16).
  Mesmo já tendo confiado essa missão a Pedro, ainda queria “ter a certeza” de que Pedro cuidaria bem de sua obra e depois de Sua Ressurreição, perguntou disse a Pedro: “Pedro, tu me amas? Apascenta minhas ovelhas”. (Jo 21,15-17).
   Jesus agiu como normalmente faz uma pessoa qualquer quando confia um objeto de estimação a outra pessoa para cuidar e lhe pede com carinho para aquela pessoa ter o maior cuidado possível, todo o zelo, porque aquele objeto é muito precioso.
   Então, sobre ele (Pedro) o Senhor Jesus construiu a Sua Igreja e lhe deu o comando para alimentar, para cuidar do Seu rebanho. Embora Jesus tenha dado outros poderes aos demais apóstolos, apenas a Pedro Jesus deu uma cadeira, uma fonte de toda autoridade, à qual todos os outros estavam subordinados.
  Naquela época, “as chaves” comumente significavam poder absoluto sobre uma casa, uma cidade, ou mesmo um reino.
  O profeta Isaías também usou essa metáfora: “Porei sobre os seus ombros a chave da casa de Davi; quando ele abrir, ninguém fechará; quando ele fechar, ninguém abrirá.” (Is 22,22).

A SUCESSÃO APOSTÓLICA

 
   O Papa é o sucessor direto de S. Pedro, primeiro Bispo de Roma.
   De acordo com as Sagradas Escrituras Pedro foi designado chefe visível da Igreja, com a investidura perpétua dada aos apóstolos, para serem os enviados de Cristo:

“Toda a autoridade sobre o céu e sobre a terra me foi entregue. Ide, portanto, e fazei que todas as nações se tornem meus discípulos, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-as a observar tudo quanto vos ordenei. E eis que eu estou convosco até a consumação dos séculos!”(Mt 28, 18-20).

     Daí está claro que o Senhor Jesus tem todo o poder e transmite este poder aos apóstolos até “a consumação dos séculos”.
    Então, se foi até a consumação dos séculos, este poder se transmitirá sucessivamente, uma vez que os apóstolos eram mortais. O poder foi dado a uma autoridade estabelecida sobrevivendo, assim, nos seus sucessores. Isto é uma prova evidente que o bispo de Roma, ou seja, o Papa é o sucessor de Pedro.
     A sucessão também é observada nos primeiros cristãos, que nomeavam diáconos e bispos, transmitindo-lhes as obrigações de seus antecessores.
     Dessa forma, cumpre-se o que manda a Bíblia: "Um só senhor, uma só fé, um só batismo" (Ef. 4,5)

 
A EUCARISTIA

 “... Em verdade, em verdade, vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Pois minha carne é verdadeiramente uma comida e o meu sangue é verdadeiramente uma bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim, e eu nele.” (Jo 6, 53-56)

Nesta passagem Jesus estava em Cafarnaum ao falar que nos daria o Seu Corpo e Sangue como alimento de vida eterna.
   Depois, na última ceia, Jesus instituiu solenemente a Eucaristia: “Enquanto comia, Jesus tomou um pão e, tendo-o abençoado, partiu-o e, distribuindo-o aos discípulos, disse: ‘Tomai e comei, isto é o meu corpo’. Depois, tomou um cálice e, dando graças, deu-lho dizendo: ‘Bebei dele todos, pois isto é o meu sangue, o sangue da Aliança, que é derramado por muitos para remissão dos pecados. Eu vos digo: desde agora não beberei deste fruto da videira até aquele dia em que convosco beberei o vinho novo no Reino do meu Pai’.”
   Isto é uma certeza da presença de Jesus na Eucaristia, porque a Bíblia é a palavra de Deus. Jesus não falou metaforicamente quando disse isto é o Meu Corpo ou disse a menos que comais minha carne e bebais meu sangue não tereis vida em vós. Ele disse solenemente “Em verdade, em verdade, Eu lhes asseguro... minha carne é verdadeiramente uma comida e meu sangue é verdadeiramente uma bebida”.
   Mais na frente (Jo 6,66) vamos ver que muitos discípulos voltaram aos seus caminhos de antes e não mais andaram com Jesus, o abandonaram. Mas Jesus não disse: Ei Vocês! Voltem aqui, vocês não Me entenderam bem! Não pensem que Eu queria dizer que vocês terão mesmo que comer minha carne e etc. Não. Jesus deixou-os ir e perguntou aos doze: “Não quereis também vós partir?” (vers 67).
   E Pedro respondeu: (Mt 26,26-29).“Senhor, a quem iremos? Tens palavra de vida eterna e nós cremos e reconhecemos que Tu és o Santo de Deus.” (vers 68). 
   Na história da Igreja muitos milagres aconteceram ora por incredulidade do celebrante ou mesmo para testemunhar ao Seu povo que ali, na Hóstia Consagrada, está o Seu Corpo.
   Para ilustrar, vamos apresentar este fato para aqueles que ainda não o conhecem:

 
O MILAGRE DE LANCIANO

 

     – Descrito pelo Padre Jean Ladame (Chenoves 71940 SAINT BOIL, França) Traduzido da revista "La Revue du Rosaire", dos PP. Dominicanos de Saint-Maximin- junho de 1976. (pode ser visto na internet acessando o site:  http://www.youtube.com/watch?v=1UY2kHRp8iA
     A pequena cidade Italiana de Lanciano nos Abrozzes encontra-se a 4 km da estrada de rodagem Pescara-Bari, que contorna o Adriático, um pouco ao sul da Pescara e de Chies. Em uma igrejinha desta cidade, igreja dedicada a S. Legoziano (que se identifica com S. Longiano, o soldado que transpassou o coração de Cristo com a lança na cruz), no VIII século, um monge basiliano durante a celebração da Missa, depois de ter realizado a dupla consagração do pão e do vinho, começou a duvidar da presença na hóstia e no cálice, do Corpo e do Sangue do Salvador. Foi então que se realizou o milagre: diante dos olhos do Padre, a hóstia se tornou um pedaço de carne viva; e no cálice o vinho consagrado torna-se verdadeiro sangue, coagulando-se em cinco pedrinhas irregulares de formas e tamanhos diferentes. Conservaram-se esta carne e este sangue milagrosos, e no correr dos séculos várias pesquisas eclesiásticas foram realizadas.
     Quiseram, em nossos dias, verificar a autenticidade do milagre, e em 18 de novembro de 1970, os Frades Menores Conventuais que têm a seu cuidado a igreja do Milagre decidiram, com a autorização de Roma, a confiar a um grupo de peritos a análise científica daquelas relíquias, datadas de doze séculos. As pesquisas foram feitas em laboratório, com estrito rigor, pelos professores Linoli e Bertelli, este último da Universidade de Siena.

     A 4 de março de 1971, estes cientistas davam suas conclusões, que inúmeras revistas de ciência, do mundo inteiro divulgaram em seguida.
Ei-las:     
     "A Carne é verdadeiramente carne. O Sangue é verdadeiro sangue. Um e outro são carne e sangue humanos. A carne e o sangue são do mesmo grupo sangüíneo (AB). A carne e o sangue são de uma pessoa VIVA. O diagrama deste sangue corresponde a de um sangue humano que tenha sido retirado de um corpo humano NAQUELE DIA MESMO. A Carne é constituída de tecido muscular do CORAÇÃO (miocárdio). A conservação destas relíquias, deixadas em estado natural durante séculos e expostas à ação de agentes físicos, atmosféricos e biológicos, permanece um fenômeno extraordinário".

     Outro detalhe inexplicável: pesando-se as pedrinhas de sangue coagulado (e todos são de tamanhos diferentes) cada uma delas tem exatamente o mesmo peso das cinco pedrinhas juntas! Deus parece brincar com o peso normal dos objetos.

     Um segundo fato impressiona-me ainda mais: a Carne que lá esta é a carne do Coração. Não a carne de qualquer parte do Corpo adorável de Jesus, mas a do músculo que propulsiona o Sangue – e por tanto a vida – ao corpo inteiro, do músculo que é também o símbolo mais manifesto e o mais eloqüente do amor do Salvador por nós. Quando Jesus se entrega a nós na Eucaristia, é verdadeiramente seu próprio Coração que ele nos dá a comer, é ao seu amor que nós comungamos, um amor manso e humilde como esse Coração mesmo, um amor poderoso e forte mais que a morte, e que é o antídoto dos fermentos de morte física e espiritual que carregamos em nossa "carne de pecado".
     Somente na Igreja Católica Apostólica Romana o pão se transforma verdadeiramente no Corpo e o vinho se transforma verdadeiramente no Sangue de Jesus.
     Fora da Igreja Católica, ou seja, em outras igrejas ou comunidades, o pão apenas representa, faz de conta que é o Corpo de Jesus.

 
OS SANTOS

    Deus, o Pai, nos chama à santidade: “Pois eu sou o Senhor, vosso Deus. Vós vos santificareis e sereis santos, porque eu sou Santo” (Lev 11, 44s).
     Jesus disse: “Quanto aos mortos que hão de ressurgir, não lestes no livro de Moisés, no trecho sobre a sarça, como Deus lhe disse: ‘Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó?’ Ora, Ele não é Deus de mortos, mas sim de vivos...” (Mc 12, 26-27)

   Os santos foram pessoas que tiveram uma vida terrena como nós, mas mereceram a santidade por algo de extraordinário que fizeram. Eles são exemplos que a Igreja usa para o fortalecimento da nossa fé em nossa comunidade; são nossos intercessores junto a Deus, porque eles têm um lugar reservado junto ao Pai, como prometido àqueles que o merecerem.

   Um dia, um santo, São Simeão, o Novo Teólogo, teve uma experiência mística de Deus tão forte que exclamou para si: «Se o paraíso não for mais que isso, já me basta!». Mas a voz de Cristo lhe disse: «És bem mesquinho se te contentas com isso. O gozo que experimentaste em comparação com o do paraíso é como um céu pintado no papel com relação ao verdadeiro céu».

   São Paulo, em sua carta aos Coríntios (cap. 12), nos diz:

  “Com efeito, o corpo é um e, não obstante, tem muitos membros, mas todos os membros do corpo, apesar de serem muitos, formam um só corpo. Assim também acontece com Cristo. Pois fomos todos batizados num só Espírito para ser um só corpo, judeus e gregos, escravos e livres, e todos bebemos de um só Espírito.” (I Cor 12, 12-13).

   “Se um membro sofre, todos os membros compartilham o seu sofrimento; se um membro é honrado, todos os membros compartilham a sua alegria. Ora, vós sois o corpo de Cristo e sois os seus membros, cada um por sua parte.” (I Cor 12, 26-27)

    Destes versículos concluímos que nós, cristãos, somos levados a nos ajudar e a nos amarmos uns aos outros como membros de uma família e a ver a sua independência como membros de um simples corpo.

    Também, que não cessamos de ser membros do Corpo de Cristo com a morte.

 
INTERCESSÃO DOS SANTOS

     “Mas vós vos aproximastes do monte Sião e da Cidade do Deus vivo, a Jerusalém celestial, e de milhões de anjos reunidos em festa, e da assembléia dos primogênitos cujos nomes estão inscritos nos céus, e de Deus, o Jesus, mediador de uma nova aliança, e do sangue da aspersão mais eloqüente que o de Abel.”(Heb 12, 22-24). Isto quer nos dizer que quando vamos ao “monte Sião”, ou seja, à presença de Deus em prece, nós apenas não vamos para Deus, mas também para os espíritos dos homens justos que se fizeram perfeitos.

     “Ao receber o livro, os quatro Seres vivos o os vinte e quatro Anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, cada um com uma cítara e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos, cantando um cântico novo: ‘Digno és tu de receber o livro e de abrir seus selos, pois foste imolado e, por teu sangue, resgataste para Deus homens de toda tribo, língua, povo e nação. Deles fizeste, para nosso Deus, uma Realeza e Sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra’.” (Apo 5, 8-10)

     Aqui a bíblia nos mostra santos nos céus intercedendo com Deus por nós e Deus respondendo suas preces.

     O Pe. Raniero Cantalamessa, ofmcap, escreveu o seguinte comentários acerca dos santos:    

     “Os santos, isto é, os salvos, não são apenas os que o calendário ou o santoral enumeram. Existem os ‘santos desconhecidos’: que arriscaram suas vidas pelos irmãos, os mártires da justiça e da liberdade, ou do dever, os ‘santos leigos’, como alguém os chamou. Sem saber, também suas vestes foram lavadas no sangue do Cordeiro, se viveram segundo a consciência e lhes importou o bem dos irmãos.

     O que os santos fazem no paraíso? Os salvos adoram, deixam suas coroas ante o trono, exclamando: “Louvor, honra, bênção, ação de graças...”. Realiza-se neles a verdadeira vocação humana, que é a de ser ‘louvor da glória de Deus’ (Ef 1, 14). 

     Seu coro é guiado por Maria, que no céu continua seu canto de louvor: ‘Minha alma proclama a grandeza do Senhor’. É neste louvor que os santos encontram sua bem-aventurança e seu gozo: ‘Meu espírito se alegra em Deus’. O homem é aquilo que ama e aquilo que admira. Amando e louvando a Deus, ele se une Deus, participa de sua glória e de sua própria felicidade.”

     Portanto, não são os católicos que elegeram os santos intercessores, nem há erro em lhes pedir sua intercessão. A própria escritura é que nos mostra a importância que eles têm na vida da Igreja: eles são parte seu corpo para adorar a Deus e para nos ajudar em nossa caminhada ao Pai.

 
MARIA, A MÃE DE JESUS (e nossa)

     “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!”... “Encontraste graça junto de Deus.” (Luc 1, 28-30). Esta foi a saudação que Maria recebeu do anjo Gabriel em sua visita, para anunciar que ela seria a Mãe do Filho de Deus.
     É a mulher que mais se aproximou da Santíssima Trindade em toda a história.
     A maior honra que Deus, o Pai, jamais concedeu a um ser humano, Ele concedeu a Maria quando a convidou para ser a Mãe do Seu Filho, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade.
     Com o sim de Maria, Deus Espírito Santo O formou em seu ventre e o Deus Filho veio ao mundo para a nossa salvação.
     Por Eva o pecado entrou no mundo; por Maria entrou a salvação.
     Maria, a Virgem Maria, a Arca da Nova Aliança que foi escolhida para carregar a Palavra de Deus em carne, no seu ventre.
     Ao visitar sua prima Isabel, que também estava grávida, Maria a saudou: “Ora, quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre e Isabel ficou repleta do Espírito Santo. Com um grande grito, exclamou: ‘Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! Donde me vem que a mãe do meu Senhor me visite? ’” (Luc 1, 41-43)
     Isabel disse: “a mãe do meu Senhor” e não, “a mãe ‘do corpo’ do meu Senhor”. Enfatizamos esta frase porque, para os não-católicos, Maria foi apenas usada por Deus para dar a vida ao Seu Filho, sem mais nenhuma importância na história da nossa salvação.

 
MARIA NA SAGRADA ESCRITURA

     “Minha alma engrandece o Senhor e meu espírito exulta em Deus, meu Salvador, porque olhou para a humilhação de sua serva. Sim! Doravante as gerações todas me chamarão de bem-aventurada, pois o Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor. Seu nome é santo”. (Luc 1,46-48).

      “Feliz aquela que creu, pois o que lhe foi dito da parte do Senhor será cumprido!” (Luc 1,45). “Porei hostilidade entre ti e a mulher, entre tua linhagem e a linhagem dela. Ela te esmagará a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar.” (Gen 3, 15).

      “Um sinal grandioso apareceu no céu: ma Mulher vestida com o sol, tendo a lua sob os pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas.”
(Apo 12,1).

     Portanto, se nós podemos testemunhar as grandes personalidades do Antigo Testamento como Abraão, Isaac, Jacó, Moisés, Davi e mesmo no Novo Testamento como os apóstolos, como poderia ela ser excluída desse contexto, se foi e continua sendo tão importante nos planos de Deus?

 

MARIA, O PRESENTE DE JESUS PARA A HUMANIDADE

 
     “Jesus, então, vendo Sua mãe e, perto dela, o discípulo a quem amava, disse à sua mãe: ‘Mulher, eis o Teu Filho! Depois disse ao discípulo: Eis a tua Mãe!’. E a partir dessa hora, o discípulo a recebeu em casa.” (Jo 19, 26-27).

      Antes de morrer Jesus fez da Sua Mãe também a nossa mãe. A nossa Mãe do Céu, como nós católicos costumamos chamar.
       Para reforçar mais esta condição, em Gen 3,15, está escrito: “Porei hostilidade entre ti e a mulher, entre tua linhagem e a dela. Ela te esmagará a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar”.
    Isto quer dizer que a linhagem (Jesus) da mulher esmagará a cabeça da serpente. A mulher é a Virgem Maria e nós os seus filhos na fé, tal qual Jesus proclamou ao discípulo João “eis aí tua mãe”, a exemplo dos povos de Israel que são filhos de Abraão.
     Maria é nossa mãe sim, uma mãe terna, zelosa pelos seus filhos e que sofre com o pecado da humanidade. Uma mãe que está sempre nos orientando por meio de mensagens em aparições, tentando-nos fazer seguir o caminho que nos leva a Seu Filho.

 
SEMPRE VIRGEM MARIA

     Os protestantes tentam macular a santidade de Nossa Senhora e Nossa Mãe de várias formas. Uma delas é de que ela não é a Virgem Maria, como cremos e afirmam que depois de Jesus ela teve outros filhos e citam sempre as passagens que falam na “família de Jesus”:    “...quando disseram: “Tua mãe e Teus irmãos estão aí fora e Te procuram.” (Mar 3, 32) e “Não é ele o filho do carpinteiro? Não se chama a mãe dele Maria e os seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas? E as suas irmãs não vivem todas entre nós?”(Mat 13, 55-56)
     Ora, Lucas 6, 15-16 (“Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Simão, chamado Zelota, Judas, filho de Tiago, e Judas Iscariot que se tornou um traidor.”) revela que Tiago embora chamado um “dos irmãos” de Jesus, era filho de Alfeu cf Mat 10,3 (“Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, o filho de Alfeu, e Tadeu;)  e 27,56 (“Entre elas Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu.”) cuja esposa Maria era a irmã da Virgem Maria, ou sua prima cf Jo 19,25 (“Perto da cruz de Jesus, permaneciam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena”).

     Estes “irmãos” eram primos ou outro tipo de parentesco na escritura. Na verdade, naquela época, não existia a palavra primo em aramaico. Eram todos chamados irmãos, tal qual se usa ainda em comunidades cristãs.

 
MARIA ESTÁ VIVA E CUIDANDO DE NÓS


   A Igreja Católica prova o que diz através dos milagres que acontecem.
   Uma das muitas provas da presença de Nossa Senhora em nosso meio vai aqui descrito: a história de sua aparição em Guadalupe, no México.

DESCOBERTAS SOBRE O MANTO DA VIRGEM DE GUADALUPE

     1. Estudos oftalmológicos realizados nos olhos da imagem de Maria detectaram que, ao aproximar luz, a retina se contrai e ao afastá-la, ela se dilata, exatamente como ocorre em um olho vivo;

       2. A temperatura da fibra de “maguey”, no qual foi confeccionado o ponche que usou Juan Diego, se mantém constante em 36,6° C, a mesma de um corpo humano vivo;

       3. Um dos médicos que analizou o ponche colocou seu estetoscópio embaixo do cinto que Maria possui e escutou pulsações, que se repetiam em rítmos 115 vezes por minuto, igual a um bebê no ventre materno;

      4. Não se descobriu nenhum vestígio de pintura no tecido. Na realidade, a uma distância de 10 centímetros da imagem, só se vê o tecido de “maguey” crú: as cores desaparecem. Estudos científicos não conseguem descobrir a origem da coloração que forma a imagem, nem a forma que a mesma foi pintada. Não se detectou vestígios de pinceladas nem outra técnica de pintura conhecida. Os cientistas da NASA confirmaram que o material que dá origem às cores não pertence a nenhum dos elementos conhecidos na terra;

     5. Foi passado um raio lazer no sentido lateral sobre o tecido e descobriu-se que a coloração da mesma não está nem na frente e nem no verso, e sim, que as cores flutuam a uma distância de três décimos de milímetro sobre o tecido, sem tocá-lo;

     6. A fibra de “maguey” que constitui o tecido da imagem, não dura mais que 20 ou 30 anos. Há varios séculos se pintou uma réplica da  imagem em um tecido de fibra de “maguey” idêntica e a mesma se desintegrou depois de varias décadas,  enquanto que, há quase 500 anos do milagre, a imagem de Maria continua tão firme como no primeiro dia. A ciência não consegue explicar porque a tela não se desintegrou;

     7. No ano de 1791, derrubou-se, acidentalmente, ácido muriático no lado superior direito do tecido. Num intervalo de 30 dias, sem tratamento algum, o tecido afetado se reconstituiu milagrosamente;

     8. As estrelas visíveis no Manto de Maria refletem a exata configuração e a posição em que se apresentava o céu do México, no dia em que aconteceu o milagre. Desta maneira, ficam identificadas, na sua totalidade e no seu lugar, um pouco comprimidas, as 46 estrelas mais brilhantes que rodeiam o horizonte do Vale do México.

     9. No início do século XX, um homem escondeu uma bomba de alto poder entre um arranjo floral e o colocou aos pés do manto. A explosão destruiu tudo ao redor, menos o manto, que permaneceu intacto;

     10. A ciência descobriu que os olhos de Maria possuem os três efeitos de refração da imagem de um olho humano;

     11. Nos olhos de Maria (de apenas 7 e 8 mm) se descobriram minúsculas imagens humanas, que nenhum artista poderia pintar. São duas cenas e elas se repetem em ambos os olhos.

     A imagem do bispo Zumárraga nos olhos de Maria foi aumentada com tecnologia digital, revelando que nos seus olhos está retratada a imagem do índio Juan Diego abrindo seu ponche frente ao bispo. O tamanho desta imagem é uma quarta parte de um milésimo de milímetro.

   Para finalizar, mais 3 fatores surpreendentes:

  1. "Guadalupe" significa no idioma indígena: “amassa a cabeça da serpente". É o que está em Genesis 3,15: …“Ela (a mulher) te esmagará a cabeça (da serpente)…” é Maria, Vencedora do Mal.

  2. A imagem é uma pintura tal qual detalha Apocalipse 12: “Apareceu no céu um grande sinal: uma Mulher vestida com o sol, tendo a lua sob os seus pés…".

  3. A Virgem tem um cinto no ventre: está “grávida" para indicar que Deus queria que Jesus nascesse na América, no coração de cada americano.

“Exaltarei ao Senhor toda minha vida, cantarei ao meu Deus enquanto exista.” (Sal 146,2).

 
II – O NASCIMENTO DO PROTESTANTISMO

     A Igreja Católica manteve-se unida até o início do século XVI, utilizando seu grande poder econômico e político para vencer os líderes religiosos que tentavam reformá-la.
      A contestação de dogmas e a crítica radical à hierarquia e estrutura da Igreja, basearam-se numa reação contra o pensamento de São Tomás de Aquino, sobretudo quanto ao livre arbítrio e aos Sacramentos. O pensamento dos reformadores orientava-se, de certa maneira, de acordo com uma teoria na qual o livre arbítrio era sensivelmente prejudicado pela concepção do homem como um ser totalmente depravado, cuja salvação dependia da vontade divina. Outro fator importante era o grande número de padres que, sem nenhuma vocação religiosa, prejudicavam de maneira contundente o primado espiritual e a organização da Igreja. Nessas circunstâncias e nessa época, nasceu Martinho Lutero.

MARTINHO LUTERO

   Filho de família humilde, Martinho Lutero nasceu em Eilesben em 1483. A morte de dois companheiros o impressionou de tal maneira que, repentinamente, abandonou o curso de direito e ingressou no Convento Agostiniano de Erfurt. Logo depois foi nomeado professor da Universidade de Wittenberg. Uma viagem a Roma parece ter exercido grande influência em suas idéias já distanciadas da ortodoxia católica. Seu rompimento com a Igreja foi provocado diretamente pelo fato de Tetzel, um monge dominicano haver, em nome do Papa, percorrido algumas regiões alemãs reunindo fundos para a reparação da Igreja de São Pedro. A Lutero tal fato pareceu como uma venda de indulgências. A princípio as discussões entre ambos parecia apenas uma contenda entre frades, mas o rumo de franca rebelião dado por Lutero ao pregar suas teses na porta da igreja local, levou o Papa Leão X a interferir junto à ordem dos agostinianos para que o frade rebelde se retratasse, o que não se deu.

 
REBELDIA E EXCOMUNHÃO DE LUTERO

    Em 1520, as idéias de Lutero foram condenadas numa bula promulgada por Leão X, e lhe foi dado o prazo de 60 dias para se retratar, sob pena de heresia. Lutero queimou publicamente a bula papal. Carlos V, soberano do Sacro Império Romano Germânico, a quem preocupava o movimento iniciado pelo rebelde, intimou-o a comparecer à Dieta de Worms. Nela, Lutero reafirmou suas idéias e, garantido por um salvo-conduto, refugiou-se num castelo de seu amigo Frederico III, da Saxônia.

    Lutero havia desencadeado uma onda de descontentamento e de revolta social. Em 1522 rebentava uma tremenda rebelião da pequena nobreza, abafada pelos exércitos da alta nobreza com o apoio da Igreja. Logo em seguida, em 1524, um levante de classes inferiores estourou no sul da Alemanha, com reivindicações de liberdade e igualdade social, que acabou dominada pelos nobres, prestigiados pelo próprio Lutero que os apoiou na repressão da rebelião campesina, na qual era nítida a influência dos anabistas. Estes constituíam o grupo protestante mais radical de seu tempo. Recomendavam aos cristãos a divisão dos bens e recusavam a prestação de serviço militar. Nessa altura dos acontecimentos, os protestantes já constituíam uma força político-religiosa na Alemanha e, parte da nobreza, havia se apoderado dos bens do clero católico.

    Reuniu-se a Dieta de Spira (1526-1529), para resolver as grandes divergências existentes entre católicos e reformistas. Pediram os católicos que não fosse abolida a missa nos lugares onde ainda era celebrada e que fosse proibida a pregação doutrinária dos reformistas, nos lugares onde ainda não haviam dominado. Os luteranos protestaram contra estes pedidos, donde lhes veio o nome de "protestantes", pelo qual ainda hoje são conhecidos.

 CONSEQUÊNCIAS

     Tal movimento expandiu-se pela Europa. Na Suécia e Dinamarca o protestantismo tornou-se religião oficial. Na Suécia, sua implantação foi política, pois o rei Gustavo Wasa, desejando anular a autoridade dos bispos, recuperou os domínios que haviam sido legados à Igreja Católica, fazendo profissão de fé luterana e procurando-a introduzir em todo o reino. Na Dinamarca, Frederico I declarou-se abertamente protestante e, mais tarde, seu filho Cristiano III aboliu a hierarquia católica e confiscou-lhe os bens. Na Suíça a reforma foi introduzida por Ulrich Zwinglio que, persuasivo, atraiu tão grande número de adeptos a ponto de, em 1529, provocar uma guerra civil-religiosa, na qual morreu. Enquanto a Suíça se debatia entre os dois grandes partidos políticos, chega a Genebra João Calvino, que sofrera profunda influência dos discípulos de Lutero. Definiu elementos básicos de sua teologia em suas Instituições da Religião Cristã. Alastrou-se o calvinismo pela Holanda e França, tendo também se infiltrado nos reformistas da Inglaterra (puritanos) e da Irlanda (presbiterianos).

    Na Inglaterra, a revolução protestante teve como causa, entre outras, o casamento de Henrique VIII com Ana Bolena. O Soberano inglês era casado com Catarina de Aragão, mas apaixonara-se por Ana Bolena e pedira ao Papa Clemente VII a anulação de seu casamento, usando como pretexto a suposta existência de parentesco com a própria esposa. Não tendo conseguido o intento, Henrique VIII convocou uma assembléia do clero que o reconheceu como chefe da igreja anglicana, conseguindo, junto ao Parlamento abolição dos pagamentos de rendas ao Papa e proclamou a igreja anglicana como órgão oficial sob autoridade exclusiva do rei.

 
ANALOGIA DAS DESOBEDIÊNCIAS DE ADÃO E EVA X E DE MARTINHO LUTERO

     Eu vejo essa rebelião fazendo uma analogia (minha, pessoal) com outro fato ocorrido na história da humanidade: no início, Satanás usou a serpente para levar Eva e Adão ao pecado da desobediência, afastando-nos da graça de Deus.

     Na Reforma Protestante Satanás usou Martinho Lutero para fazer a mesma coisa: afastar o povo de Deus pelo pecado da desobediência.

     Outra coisa: quem é o inimigo número 1 de Satanás? Nossa Senhora. Portanto, como se justifica o ódio que os protestantes sentem por ela? Só algo sobrenatural a fazê-los rejeitarem a Mãe de Jesus como eles o fazem. 

  - Mas os protestantes não estão afastados de Deus porque O seguem, porque lêem a Palavra, porque têm Jesus como Salvador, porque seguem exclusivamente a Bíblia, etc., alguém dirá, por certo.

   Muito bem! Os protestantes fazem tudo isso, mas estão afastados dos Sacramentos. Martinho Lutero começou a caminhar por sua conta com as suas ideologias e com seus seguidores, mas não levou consigo os Sacramentos da Igreja Católica. Eles estão sem a essência do cristianismo: a EUCARISTIA.

 
OS PROTESTANTES: UM POVO ERRANTE

   Lutero não dividiu a Igreja Católica que permanece Una e Santa até hoje, ao contrário da sua criação: sua comunidade se dividiu em milhares (e continua), todas elas sem cabeça.
     Eles estão caminhando para Deus por um caminho errado, uma via paralela que, por certo, não levará a lugar nenhum.
     É um caminho de rebelião, de protesto à Igreja Católica, um caminho onde não há santos, não há uma Mãe para cuidar deles, não há um representante de Deus para guiar o seu rebanho.
     Não é incomum para “igrejas” protestantes se dividirem duas ou três vezes numa geração. Muitas delas surgem quando um grupo de pessoas apóia uma proeminente figura que apresenta uma “brilhante” interpretação da Bíblia.
     Imbuídos com esse fervor, eles deixam sua ex-igreja com aquela “verdade bíblica” para formarem uma nova e supostamente melhor igreja.  Mas logo esse entusiasmo inicial se desvanece, as doutrinas começam a mudar e uma vez mais as pessoas caem, indo algumas delas começar uma nova seita. Este cenário aconteceu milhares de vezes no pouco tempo de existência do Protestantismo. Esta síndrome de fragmentação é o trágico legado de confusão e desunião da Reforma.
     Cada um é o próprio intérprete da Bíblia e, por isso, se julga o único que tem a verdadeira iluminação ‘direta’ do Espírito Santo sem intermediários, quer dizer, sem a Igreja.
     Podemos imaginar como Jesus agiu com essa rebelião protestante contra a Sua Igreja: se Ele tivesse agido como Deus agiu na rebelião de Coré, Datã e Abiram (Num 16),  poderia ter exterminado Lutero e seus seguidores na mesma hora.
     Mas Ele preferiu dizer: “Vocês querem uma igreja diferente? Eu lhes darei uma igreja diferente. Eu lhes darei tantas igrejas que vocês não poderão contá-las.”
     Não foi exatamente isso o que aconteceu? O Senhor deu aos protestantes o que eles queriam e muito mais. Deu-lhes uma enorme e contínua linha de protestantes: protestantes protestando contra a Igreja Católica e protestantes protestando contra os próprios protestantes, ou seja: uma praga de protestantes que se espalharam por milhares de denominações, como chamam, protestando.
     O tempo mesmo mostrou que o protestantismo não está nos planos de Deus para Sua Igreja.
     Um relato de um ex-protestante, agora católico: 

     “Eu encontrei o triste legado da divisão deixado pelos reformadores protestantes. Em cada denominação que eu visitei, encontrei diferentes doutrinas que clamavam ser a certa. Sendo verdade o nome ‘Protestante’, eu deixava uma denominação após outra, por discordâncias na doutrina. Na minha presunção, cada vez que eu ia para outra doutrina e achava que não era “bíblica”, eu me mudava para outra denominação.”

Bob Sungenis – Surprised by Truth

 
E AFASTADO DE DEUS

       Atrás, nós já vimos que muitos discípulos abandonaram Jesus porque não entenderam quando Ele disse: “...Se não beberdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós...” (Jo 6,53)
       Então, o que estão fazendo os protestantes, senão o mesmo, rejeitando a Carne e o Sangue de Cristo? É um povo afastado da Sagrada Eucaristia, o Corpo e o Sangue de Jesus.

 
CATÓLICOS E PROTESTANTES

        No protestantismo não há santos. Então, eles dizem com os católicos: "adoram as imagens... são idólatras!"
      Pobres protestantes, como dizia o Pe. Júlio Maria: "os ídolos são eles". O protestante "é um ateu envolvido na capa de uma Bíblia... conservando só a capa, sendo ele mesmo o texto da Bíblia, isto é, sua própria vontade, pela livre interpretação".
    Aos protestantes, deixai de protestar e voltai à religião dos vossos pais, à religião de Jesus Cristo, ensinada pela Igreja católica. Ela é a única que possui dogmas imutáveis e faz praticar uma moral santa e santificante, a única que possui um culto interior, exterior, digno de Deus e dos homens, a única, enfim, que foi fundada por Jesus Cristo, e atravessou os séculos, sempre a mesma, sempre idêntica, sempre divina, porque com ela está o Espírito de Deus: "Eis que eu estarei convosco até o fim dos tempos" (Mt 28, 20).
       O protestantismo só pode viver da negação do catolicismo. Assim, se o catolicismo pudesse morrer - o que é impossível - no mesmo dia e na mesma hora estaria morto o protestantismo.

       A Igreja católica é o objeto positivo; o protestantismo é a sua negação.

     A Igreja católica é o sol luminoso e resplandecente do dia: ("Vae ponentes tenebras lucem" - Is 5, 20); o protestantismo são as trevas da noite onde se tropeça e perde o caminho.


     A Igreja católica é uma instituição que mantém a unidade através do Papa ("Super hanc petram aedificabo ecclesiam meam" - Mt 16, 18), o protestantismo é a anarquia, a desordem, onde cada pastor é livre em sua interpretação, onde cada fiel é 'inspirado pelo espírito santo'.


      A Igreja católica é a árvore frondosa, em cujos ramos as aves do céu, que são os santos, fazem seus ninhos ("Fit arbor, ita ut volucres caeli... habitent in ramis ejus" - Mt 13, 32); o protestantismo procura envolver o tronco e chupar-lhe a seiva, para esterilizá-lo.


     A Igreja católica é o farol luminoso, que Deus colocou à beira da estrada humana, para indicar aos homens a verdade e a virtude ("Possui te in lucem gentium" - At 13, 47); o protestantismo é a noite escura da 'interpretação pessoal', do subjetivismo e do orgulho individual, que cega o olhar do viajante e o faz precipitar-se no abismo.


     A Igreja católica é a ponte que liga a terra ao céu, e onde os homens devem passar para, da terra, subirem ao céu ("Arcta via est, quae ducit ad vitam" Mt 7, 14); o protestantismo é o abismo que desvia as almas da ponte.


     A Igreja católica é a arca fora da qual ninguém se salva, sendo todos - como no dilúvio - arrastados pelas ondas em furor ("Tanquam navis quae pertransit fluctuantem aquam" - Sab 5, 10); o protestantismo é o arrecife, formado pelas árvores arrancadas, pelas casas destruídas, que procura atalhar a navegação da arca.


     A Igreja é a barca de S. Pedro que leva, através do oceano do mundo, os filhos de Deus, até aportar no céu ("Navicula... in medio maris factabatur fluctibus" - Mt 14, 24); o protestantismo é o vento rígido que sopra contra a barquinha procurando afogá-la.


     A Igreja católica é a salvação prometida pelo Salvador; é a porta do céu ("Si ecclesiam non audierit, sit tibi sicut ethnicus" - Mt 18, 17); o protestantismo é a perdição das almas na negação da Igreja.


     A Igreja católica é o Reino de Deus, reino triunfante no céu; reino padecente no purgatório, reino militante na terra.

     Para terminar, resumamos tudo em duas palavras: a Igreja Católica é a obra de Deus, fundada por Deus, sustentada por Deus, inspirada por Deus, fazendo as obras de Deus; o protestantismo é obra dos homens.

 
A CONTRADIÇÃO DOS PROTESTANTES PROTESTANDO 

 
     Apenas a Bíblia

     A Bíblia, só a bíblia... é o grito dos filhos de Lutero. 
     Onde, porventura, encontram eles na Bíblia esta passagem: "só a bíblia"?
     Como eles podem defender "só a bíblia" se essa afirmação não consta na Bíblia?
     E como fica frase de S. Pedro: "Assim vos escreveu também o nosso caríssimo irmão Paulo, segundo a sabedoria que lhe foi dada, falando-vos dessas oisas, como faz também em todas as suas cartas. Nelas há, porém, alguma coisa difícil de compreender, que as pessoas pouco instruídas ou pouco firmes deturpam, como fazem também com as outras escrituras, para sua própria ruína" (2Pd 3, 15-16). Se só a Bíblia, como pode ela levar ao engano?

 AS INCOERÊNCIAS DO “LIVRE EXAME”

     Aqui aparecem outras contradições aberrantes:

  Segundo a tese protestante, cada um com a sua Bíblia não precisa de explicação de ninguém, ele mesmo pode e deve interpretá-la segundo a "iluminação" ou "inspiração" do espírito santo. Ora, e para que servem os seus pastores, oradores, debatedores, etc.?

  E como fica o "exame" católico? Por que não vale? Todos têm liberdade, menos os católicos? No fundo, cada um dos 'intérpretes' se julga juiz da "Bíblia".

  E como é possível o mesmo 'espírito santo' interpretar de forma diferente o mesmo texto em cada denominação protestante? Mas que contradição absurda! Ou Deus é contraditório, ou o "livre exame" leva ao erro!


A BÍBLIA MANDA SEGUIR A TRADIÇÃO

"Em nome de Nosso Senhor, Jesus Cristo, mandamos que vos afasteis de todo irmão que se entrega à preguiça e não segue a tradição que de nós recebestes." (2 Tm 3,6).

“Tu, pois, meu filho, sê forte na graça de Cristo, e o que de mim ouviste perante muita testemunha confia-o a homens fiéis capazes de ensinar a outros." (2 Tm. 1-2). Eis aqui a tradição oral.

Nem tudo está na Bíblia:

     "Há ainda muitas coisas feitas por Jesus, as quais, se se escrevessem uma por uma, creio que este mundo não poderia conter os livros que se deveriam escrever." (Jo 21,25).

S. Paulo: "Irmãos, ficai firmes e conservai as tradições que aprendestes, quer por palavra, quer por escrita nossa." (2 Tess 2,15).

   E como ficam os protestantes sem a tradição e sem a Igreja? O Antigo Testamento prescreve uma série de normas que não foram abolidas pela Bíblia, mas pela Igreja. Como fica a observância dessas normas se só a Bíblia é fonte de revelação?

    Exemplos: “Não acender fogo (para cozinhar) em nenhuma moradia no sábado.” (Ex. 35,3).

    Não semear diferentes espécies no mesmo campo   (Lev. 19,19).

    Não semear e colher nada, nos campos e na vinha, no ano sabático (Ex. 23, 10-11) e (Lev. 25 3-5). Não comer os frutos das árvores nos primeiros três anos (Lev 19, 23-25).

    Só a Bíblia, dizem os protestantes, tudo deve apoiar-se sobre a Bíblia! Mas por que então Cristo não deu esta Bíblia? Por que ele não disse aos apóstolos: “Sentai-vos e escrevei o que vos dito, ou, então, viajai e distribui bíblias; em vez de: 'ide e pregai - quem vos ouve, ouve a mim." (Lc 10, 16).

   E os apóstolos foram fiéis à sua missão; poucos escreveram, e escreveram pouco; mas todos pregaram, e pregaram muito.

   Se basta a Bíblia, para que servem os pastores protestantes? Por que estas casas de culto... desde que há uma Bíblia em casa?

   Ora, o que convém conhecer é menos a letra que o Espírito. A observação é de S. Paulo: "A letra mata, mas o Espírito vivifica" (2 Cor 3, 6). Deus fez o sacerdote "ministro do Espírito e não da letra" (2 Cor 3, 6).

     A Bíblia do Antigo Testamento existia no tempo de Jesus Cristo; entretanto, Ele nunca recomendou aos seus apóstolos a leitura da Bíblia; nem que adquirissem uma Bíblia, mas recomendou que escutassem àqueles que lhes explicavam a Bíblia, de modo autêntico, fossem eles até homens perversos e viciados, desde que constituem a autoridade legítima: "Sobre a cadeira de Moisés se assentaram os escribas e os fariseus; observai, pois, e fazei tudo o que eles vos disserem; mas não imiteis as suas ações." (Mt 23, 2).

     Fica claro que Jesus não recomenda "ler a Bíblia", mas praticá-la, conforme as explicações dos chefes capazes de interpretá-la.

     Portanto, esta é mais uma “teoria” sem fundamento dos protestantes, refutado pela própria Bíblia.

 
III – CONSIDERAÇÕES FINAIS

     Para complementar sugiro a leitura do site www.cot.org.br, esperando que este trabalho sirva para dirimir as dúvidas e abrir as mentes daqueles que ainda não perceberam esta verdade. 

 Firmino Augusto

   

FONTES:

 A Bíblia de Jerusalém – Sociedade Bíblica Católica Internacional e Paulus
ISBN 853490291-7 
Surprised by Truth – Basilica Press ISBN 0964261081 USA
Frente Universitária Lepanto – www.lepanto.com
Página Oriente  - www.paginaoriente.com

faugusto2@gmail.com

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