Atualidades da Dra. Carla de J. Rodrigues, 25 de novembro de 2001:

Associação entre Amamentação no Peito e Excesso de Peso em Crianças Pequenas

 

tradução de Carla
de Mary L. Hediger, PhD; Mary D. Overpeck, DrPH; Robert J. Kuczmarski, DrPH, RD; W. June Ruan, MA


Vem sendo sugerido que a amamentação no peito protege a criança contra a obesidade e que tal efeito depende do tempo de duração, isto é, existe uma relação dose-dependente.

Os dados da alimentação, duração e peso da criança foram abstraídos do terceiro National Health and Nutrition Examination Survey, uma avaliação norte-americana conduzida de 1988 até 1994.
Uma amostra de 2685 crianças americanas entre as idades de 3 até 5 anos, com certidões de nascimento, medidas de altura e peso, além de informações sobre a alimentação foi aplicada.
O índice de massa corpórea entre 85 e 94% foi considerado como risco de obesidade e maior ou igual a 95% foi considerado como obesidade.

Depois de excluir as possóssiveis margens de erro houve uma redução do risco de obesidade para todas as crianças amamentadas no peito comparadas com aquelas que nunca foram amamentadas. Não houve uma clara relação dose-dependente e o fator predisponente mais forte sobre o status de obesidade foi o peso da mãe. A proporção de crianças obesas praticamente triplicou nos casos em que as mães estavam com excesso de peso e quase quadruplicou com as mães que já eram consideradas obesas.
Concluiram-se associações inconsistentes entre a amamentação, sua duração e o risco de excesso de peso em crianças pequenas. A amamentação no peito continua sendo fortemente recomentdada mas pode não ser tão efetiva como o controle dos fatores familiares como os hábitos alimentares e atividade física para prevenção de crianças com excesso de peso.
JAMA. 2001;285:2453-2460
Fonte em inglês: http://jama.ama-assn.org/issues/v285n19/abs/joc00478.html

 

Dra. Carla de J. Rodrigues; Fisiopediatria - Pesquisa em Saúde Infantil, São Paulo/SP, Brasil.
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