Os Profetas do Fim do Mundo
Os Profetas do Fim do Mundo
O estudo dos eventos relacionados com o fim das coisas se chama escatologia. A principal fonte de controvérsia é o livro de Apocalipse escrito por João. Existem quatro sistemas de interpretação principais referentes ao Apocalipse e às profecias bíblicas sobre o momento do fim:
1. O sistema alegórico - Este foi o dogma oficial do Catolicismo medieval. Neste sistema se interpreta o Apocalipse como um relato alegórico das etapas na vida cristã: a conversão, as provas, a vitória final, etc.
2. O sistema histórico - Foi a versão promovida pela Reforma Protestante nos séculos XVI e XVII. Neste sistema o Apocalipse é visto como um panorama histórico do cristianismo desde seu começo.
3. O sistema preterista - Foi um dos sistemas desenvolvidos pela Contra-reforma Católica. Aqui se interpreta que o Apocalipse se refere em sua totalidade aos eventos relacionados com a perseguição dos cristãos de Roma por parte do Imperador Nero no primeiro século.
4. O sistema futurista - Este foi o outro sistema desenvolvido pela Contra-reforma. No mesmo, o relato do Apocalipse se refere a eventos que irão acontecer no final do mundo.
O futurismo se infiltrou eventualmente nas igrejas protestantes e, é a interpretação que predomina nos nossos tempos. Ainda que os detalhes variem, as diferentes versões futuristas propõem que no fim dos tempos haverá uma série de sinais, como guerras e catástrofes naturais, na seqüência das quais os cristãos serão "raptados" para estarem nos céus. Por um período de 7 anos (ou 3 - dependendo da versão), chamado a Grande Tribulação, a terra estará sob o domínio de um poderoso líder, o Anticristo. Os judeus são perseguidos, porém 144.000 aceitam a Cristo. Finalmente Cristo voltará e derrotará o Anticristo e estabelecerá o Reino de 1.000 anos, após os quais Satanás levantará as nações contra o Reino de Cristo, porém será derrotado.
A variedade de interpretações tende a vir do emocionalismo diante de tempos de crise ou circunstâncias do momento histórico. Cada geração parece sentir-se como se fosse a "geração escolhida", a geração histórica na qual Deus estava pensando quando fez com que a Bíblia fosse escrita. É interessante que as interpretações de hoje em dia não sejam realmente tão inovadoras ou originais.
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