A serpente de bronze

"Assim como Moisés levantou a serpente no deserto, da mesma forma importa que o Filho do Homem seja levantado para que todo o que nele crê tenha a vida eterna." (João 3:14-15)

Números 21:4-9

Quando o povo se deu conta da longa jornadaa percorrer ainda ficou impaciente. A ingratidão tomou conta do coração e abriu espaço para a rebeldia. Quando não enxergamos que cada passo, cada dia e cada decisão é uma glória para Deus, ou quando não avistamos a Terra que teremos por herança - a qual ainda não enxergamos com olhos humanos - quando não vemos as coisas assim só nos resta a ver o caminho desértico e árido, espaço para dúvidas, rebelião e ingratidão.

Deus mandou serpentes mortíferas picarem e assim trazer morte ao povo. Só então, consciêntes do pecado, o povo se colocou em seu lugar, de quem recebe favor, de quem não tem o que exigir. Seu clamor era "tire de nós as serpentes". Moisés ora a Deus, mas a resposta do Senhor é diferente. Ele não tirou as serpentes, mas mandou Moisés levantar uma serpente de bronze em uma haste para que aquele que fosse picado, olhando para essa vivesse.

Os israelitas pareceiam não lembrarde quantas vezes já haviam se rebelado contra Moisés - contra Deus na verdade - e continuavam insistindo em desafiar a paciente misericórdia de Deus.

Nós não somos diferentes. Simplesmente eliminar nossa natureza pecador, ou as consequencias dos nossos pecados ou dos outros em nós não eliminaria nossa rebeldia e ingratidão. Somente tiraria nossa liberdade de poder crer ou não em Deus.

Jesus erguido do chão à Cruz é Deus ferido por nossas iniquidades. Mostrando tanto as consequencias do pecado quanto a salvação pela graça.

Você tem tentado enfrentar as lutas e aguentado a dor sem olhar para a Cruz?

A travessia do deserto tem perdido a glória para você e voltar para o Egito parece ser a melhor opção?

Olhando para a Cruz nossas reclamações não fazem sentido algum, nosso caminhar não é tão deserto e já não temos por que sentir as dores das picadas. Pela fé, olhando através da Cruz enxergamos a Terra Prometida, a vida eterna e seguimos. Esquecemos o Egito que fica para trás, esquecemos nossas reclamações e exigências e as serpentes que nos picaram e as que nos picarão ainda já não tiram mais nossa atenção. Nosso caminhar é firme. Atravessar o deserto não é mais tortura, e sim glória. Dessa forma seguir Moisés não é um difícil absurdo. Seguir a Cristo então, mesmo que seja para a Cruz, não é mais um peso, mas sim uma honra. Portanto, "livremo-nos de tudo o que nos atrapalha e do pecado que nos envolve, e corramos com perseverança a corrida que nos é proposta, tendo os olhos fitos em Jesus, autor e consumador da nossa fé"



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