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Allan Kardec

(Resumo da Biografia de Allan Kardec, por Henri Sausse)

O relógio marcava 19:00hs na noite de 03 de outubro de 1804, no n.º 76 da rua Sala, em Lião, França, quando nasceu, em casa do Sr. Jean Baptiste-Antoine Rivail e de Dona Jeanne Duhamel, um menino, que seria registrado com o nome de Hippolyte Leon Denizard Rivail, o qual, mais tarde, ilustraria o nome de Allan Kardec.

Oriundo de uma família de magistrados e distintos advogados, pensou-se que o jovem Denizard galgaria os degraus que o levaria à fama e a glória dos tribunais, palco de grande número de seus antepassados. Enganara-se quem assim pensou, pois, desde cedo o jovem Rivail demonstrara tendência ao campo das ciências e da Filosofia.

Ainda em Lião, França, iniciou seus estudos primários, secundando-os em Yverdum, Suíça, com o célebre professor Pestalozzi, de quem tornou-se um dos mais eminentes discípulos. Formou-se bacharel em Letras e Ciências e doutor em Medicina; falava corretamente o alemão, o inglês, o italiano e o espanhol, além do francês, e conhecia bem o holandês.

De volta à França, fundou em Paris, à rua de Sévres, no 35, um estabelecimento de ensino semelhante ao existente em Yverdum. E foi nesse mundo docente que veio a conhecer a senhorita Amélie Boudet, professora, filha única do casal Julien-Louis Boudet e Julie Louise Seigneat de Lacombe, nascida aos 23 de novembro de 1795, com, pois, nove anos de idade a mais que seu futuro esposo.

Já casados, o Sr. e Sra. Rivail sofreram o primeiro revés de suas vidas juntos: o Instituto criado à rua Sévres, em sociedade com um tio do Sr. Denizard Rivail, faliu em conseqüência da paixão que esse tio detinha por jogos de azar. Da liquidação do Instituto coube-lhes 45.000 francos, os quais foram investidos em negócios de um amigo que, mau negociante, veio a perder tudo nada deixando aos credores.

Todavia, desânimo e lamentações não faziam parte do comportamento do casal Rivail e lançaram-se corajosamente ao trabalho. Durante o dia, encarregara-se da contabilidade de três casas comerciais, o que lhes rendia cerca de 7.000 francos; à noite, dedicava-se a escrever gramáticas, livros para estudos pedagógicos superiores, traduzia obras inglesas, alemãs e preparava todos os cursos de Levy-Alvarés, freqüentado por discípulos do faubourg Saint-Germain e organizou em sua casa, cursos gratuitos de física, química, astronomia e anatomia comparada, de 1835 a 1840.

Dentre as inúmeras obras do Dr. Denizard Rivail, podemos citar: Curso Prático e Teórico de Aritmética – 1824; Plano para o Melhoramento da Instrução Pública – 1828; Gramática Francesa Clássica – 1831; Manual dos Exames para Obtenção dos Diplomas de Capacidade – 1846; Catecismo Gramatical da Língua Francesa – 1848; e, em 1849, encontramos o Dr. Rivail como professor do Liceu Polimático, regendo as cadeiras de Fisiologia, Astronomia, Química e Física, quando, numa obra, resume seus cursos e depois os publica: Ditados Normais dos Exames na Municipalidade e na Sorbona; Ditados especiais sobre as dificuldades ortográficas, tendo todas as suas obras sido adotadas pela Universidade de França.

Por todo seu esforço e dedicação ao trabalho, o Sr. Rivail teve sua fortuna reconstruída e já podia gozar de uma vida farta e tranqüila, prosseguindo em sua carreira pedagógica. Mas, ao contrário do que se poderia imaginar, a sua missão não havia terminado, ou melhor, não havia nem começado. Tudo isso lhe serviu de base e amadurecimento imprescindíveis à missão que lhe legaria o pretérito nome de Allan Kardec.

Em 1854, por intermédio do Sr. Fortier (magnetizador), o Dr. Rivail tomou conhecimento do fenômeno das mesas girantes. Certa feita, ao ouvir do Sr. Fortier a afirmativa extraordinária de que poder-se-ia fazer a mesa, não só falar, mas responder a perguntas, o Sr. Rivail respondeu: “- ... eu acreditarei quando vir e quando me tiverem provado que uma mesa tem cérebro para pensar, nervos para sentir e que se pode tornar sonâmbula”.

O comportamento altamente racional e céptico norteou os primeiros passos do Sr. Rivail no mundo dos fenômenos mediúnicos. Estava diante de um fato que embriagava os que o vivenciavam. Mas eram fatos que o menor conhecimento da natureza das coisas materiais negava-lhe exeqüibilidade. Mas, os fatos estavam ali a espera de uma explicação plausível dentro das leis físicas da natureza que ele conhecia muito bem.

Num dos primeiros dias do ano de 1855, o Dr. Rivail encontrou-se com o Sr. Carlotti, amigo de há mais de 25 anos. Nesse encontro, o Sr. Carlotti discorreu sobre o assunto mesas girantes por mais de uma hora. O entusiasmo era notório na maneira esfuziante com que o Sr. Carlotti falava de suas experiências. E esse entusiasmo não passou despercebido pelo espírito astuto e positivo do Druida reencarnado, o que lhe serviu para gerar mais dúvida que esclarecimento.

Outros encontros e conversas ocorreram. Nesses encontros foram registradas as presenças de várias figuras da época, dentre elas, a Sra. Roger (sonâmbula), o Sr. Fortier (magnetizador), a Sra. Plainemaison, o Sr. Carlotti, entre outros, sendo esses encontros, na maioria das vezes, em casa da Sra. Plainemaison. Foi nessas reuniões que o Sr. Rivail teve os primeiros contatos com os fenômenos espíritas e onde começou a tentar entendê-los com menos entusiasmo que o Sr. Carlotti, aplicando sempre o método da experimentação e da dedução, nunca se valendo de conceitos pré-concebidos. Desse comportamento eminentemente científico, surgiu a primeira conclusão desse astuto pesquisador: “- ... os espíritos, sendo senão a alma dos homens, não tinham nem a soberana sabedoria, nem a soberana ciência; que seu saber era limitado ao grau do seu adiantamento, e que a sua opinião não tinha senão o valor de uma opinião pessoal”.

Assim sendo, o Sr. Rivail observou que cada espírito não lhe transmitia senão o que sabia, e utilizou a todos como fontes de informação para suas conclusões e nunca como reveladores predestinados com a missão de lhe trazer uma verdade nova. Mesmo assim, o Sr. Rivail não tornou-se ainda um entusiasta do assunto e quase desistiu dos estudos espíritas, justificando-se com o acúmulo de responsabilidades que detinha. Todavia, numa noite, seu espírito protetor, por uma médium, deu-lhe uma comunicação na qual dizia tê-lo conhecido noutra existência, ao tempo dos Druidas, quando viveram juntos nas Gálias, e ele, Denizard Rivail, chamara-se Allan Kardec, e como a amizade que lhe tinha só aumentara desde então, prometera-lhe secundá-lo na importante tarefa para a qual estava sendo chamado e que facilmente lavaria a cabo.

Após essa comunicação, o Sr. Rivail lançou-se ao trabalho. Passou a freqüentar as reuniões com perguntas previamente elaboradas e metodicamente dispostas, as quais eram respondidas com precisão, clareza e modo lógico. Não tinha o Sr. Rivail nenhuma pretensão para o questionário, além das de resolver os problemas que lhe interessavam do ponto de vista da filosofia, da psicologia e da natureza do mundo invisível. Mas o fato é que desse questionário, sucessivamente desenvolvido e completado, surgiu a base do que seria O Livro dos Espíritos, editado pela primeira vez em abril de 1857.

A partir daí o incansável pesquisador tomou as rédeas de seu destino e debruçou-se sobre a tarefa de dar corpo à terceira revelação. Em razão do êxito de O Livro dos Espíritos, criou um Jornal Espírita, cujo primeiro número saiu no dia 1o de janeiro de 1858; publicou, em 1861, o Livro dos Médiuns; em 1864, o Evangelho Segundo o Espiritismo; em 1865, O Céu o Inferno ou A Justiça Divina segundo o Espiritismo; e em janeiro de 1868, A Gênese.

Aos doze de junho de 1856, através da médium Aline, Allan Kardec recebeu uma comunicação cujo reflexo nos ressalta o grande valor do fundador do Espiritismo e o seu mérito em ter sabido triunfar. Vejamos:

“P. – Quais são as causas que me poderiam fazer fracassar? Seria a insuficiência das minhas aptidões?

R. – Não; mas a missão dos reformadores é cheia de escolhos e perigos; a tua é rude; previno-te, porque é ao mundo inteiro que se trata de agitar e de transformar. (...) Contra ti se açularão terríveis ódios, implacáveis inimigos tramarão a tua perda; estarás exposto à calúnia, à traição, mesmo daqueles que te parecerão mais dedicados; as tuas melhores instruções serão impugnadas e desnaturadas;(...) é uma luta quase constante que terás de sustentar com o sacrifício do teu repouso, da tua tranqüilidade, da tua saúde e mesmo da tua vida, porque tu não viverás muito tempo.(...)

Vês que a tua missão está subordinada a condições que dependem de ti.”

E não foram poucos os sacrifícios por que teve que passar o Codificador da Doutrina Espírita. Dentre tantos, destacamos queima de trezentas obras espíritas na fogueira da Inquisição, na cidade de Barcelona, Espanha, no lugar em que eram executados os criminosos condenados à pena última, por ordem do bispo da cidade.

Não obstante, nada do que foi feito pelos perseguidores conseguiu obumbrar a obra da Terceira Revelação do Criador. O Espiritismo floresceu e migrou do Velho Continente para os mais recônditos pontos da terra. Das inestimáveis mensagens deixadas pelo mestre de Lion, destacamos duas: “Fora da caridade não há salvação” e “Reconhecei, pois, o verdadeiro espírita na prática da caridade por pensamento, palavras e obras, e persuadi-vos de quem quer que nutra em sua alma sentimentos de animosidade, de rancor, de ódio, de inveja ou de ciúme, mente a si próprio se tem a pretensão de compreender e praticar o Espiritismo”.

Hippolyte Leon Denizard Rivail desencarnou em Paris, rua e passagem Sant’Ána, 59, em 31 de março de 1869, na idade de 65 anos, sucumbindo da ruptura de um aneurisma.

Referência Bibliográfica

Kardec, Allan. O que é o Espiritismo. FEB, 1990.

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Reformador - A mais antiga revista espírita do Brasil
A revista Reformador, de março de 2006, lembra em seu Editorial que foi em 31 de março de 1869 que Allan Kardec retornou ao Plano Espiritual, encerrando seu ciclo de trabalho na Terra. Um ano depois, com o translado do seu corpo do Cemitério de Montmartre para o Père- Lachaise, em Paris, foi inaugurado o dólmen que lhe serve de túmulo. Na ocasião, o Sr. A. Desliens, que fora seu secretário particular, pronunciou importante discurso em sua homenagem. (Clique Aqui para Ler)
 

 

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