Sexta-feira, Outubro 26, 2007

Volume da Bovespa Holding já é recorde histórico, antes mesmo do fechamento

Por: Gustavo Kahil
26/10/07 - 12h20
InfoMoney

SÃO PAULO - O volume girado pelos negócios com as ações da Bovespa Holding em sua estréia nesta sexta-feira (26) já é o maior da história. A marca já foi alcançada logo nas primeiras horas do pregão.

De acordo com números da Bovespa, o volume já ultrapassou o patamar dos R$ 2 bilhões. Até então, o recorde pertencia a Redecard em sua sessão de estréia (13 de julho), quando o volume chegou a R$ 1,67 bilhão.

O desempenho também já é superior ao registrado pelas maiores companhias listadas no índice Bovespa: Petrobras e Vale do Rio Doce. As ações preferenciais de classe A da mineradora, por exemplo, atingiram um volume de R$ 1,49 bilhão na sessão de 3 de outubro, dia em que os papéis caíram 7,76%.

Já os papéis da estatal alcançaram o patamar de R$ 1,13 bilhão em 15 de outubro, pregão em que as ações preferenciais subiram expressivos 3,65%.

Quebrando recordes
A oferta inicial de ações (IPO) da Bovespa Holding também foi marcada pela quebra de outros recordes. A Bovespa Holding já arrecadou um montante de R$ 6,625 bilhões, configurando o maior valor captado por uma operação desde a reabertura dos mercados, em 2004.

Até então, o posto era ocupado pela Redecard, que em agosto deste ano, arrecadou com sua oferta R$ 4,6 bilhões.

Comentário da semana: após certa instabilidade, mercado marca novos recordes

Por: Conrado Mazzoni Cruz
26/10/07 - 18h40
InfoMoney

SÃO PAULO - Os mercados brasileiros alternaram altas e baixas na semana de 22 a 26 de outubro, em meio a um quadro de incertezas na esfera internacional. Ao final, o saldo foi positivo, sobretudo por conta dos ganhos da sexta-feira, com um empurrão da esfera corporativa.

O Ibovespa acumulou elevação de 5,55% e estabeleceu novo recorde de pontos, enquanto o dólar comercial deu seqüência à tendência de baixa ao recuar 1,94%. O risco-país ficou praticamente estável entre semanas e os juros futuros avançaram.

Águia ainda voa?
A economia norte-americana voltou a emitir sinais de que os problemas derivados do crédito imobiliário de alto risco ainda perturbam. Mostrando fraqueza da construção civil, indicadores como o Existing Home Sales e o New Home Sales foram avaliados de perto.

O cenário corporativo também foi fonte de pessimismo. Resultados trimestrais aquém do esperado, com destaque para os números do banco de investimentos Merrill Lynch, reforçaram as preocupações com as mazelas do subprime.

Para contrabalançar o mau humor, as evidências de possibilidade de recessão nos EUA, ainda que por um breve período, serviram para alimentar as apostas de continuação do ciclo de reduções da Fed Funds Rate.

Copom esclarece manutenção da Selic
No âmbito doméstico, a publicação da ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) esclareceu a opção do colegiado pela manutenção da taxa Selic em 11,25% ao ano.

O documento revelou preocupações em relação a pressões inflacionárias em âmbito global e destacou a necessidade de espera, até que os efeitos defasados de política monetária se manifestem.

A política monetária brasileira dividiu as atenções com o noticiário corporativo. A temporada de resultados do terceiro trimestre trouxe os números da Vale do Rio Doce, com lucro líquido de R$ 4,659 bilhões.

E na sexta-feira as ações ordinárias da Bovespa Holding passaram a ser listadas no Novo Mercado, após uma captação recorde de recursos no total de R$ 6,6 bilhões, já considerada a opção de exercício de lote suplementar.

Confira as cotações
Depois de alguma volatilidade, o Ibovespa acumulou alta de 5,55%, para o recorde histórico de 64.276 pontos. Já no mercado de câmbio, o dólar comercial anotou baixa de 1,94%, a R$ 1,769, tendo atingido seu menor valor desde 2000.

Finalmente, no mercado de juros futuros, o contrato com vencimento em janeiro de 2010, que vem apresentando maior liquidez, projetou taxa de 11,61% na quinta-feira, frente aos 11,47% do final da semana anterior. Já a taxa anual do CDB prefixado de 30 dias fechou a 11,14%, na comparação com os 11,08% da sexta-feira anterior.

Calendário da semana
Dentro da agenda da última semana de outubro, os investidores estarão atentos à reunião do Federal Reserve, para a atualização do juro básico norte-americano.

No cenário nacional, ênfase para a publicação de índices de preços, como o IGP-M de outubro, na terça-feira.

Quinta-feira, Outubro 25, 2007

Surpreendentes, resultados trimestrais da Vale mostram crescimento sólido

Por: Gustavo Kahil
25/10/07 - 19h45
InfoMoney


SÃO PAULO - A Vale do Rio Doce anunciou resultados acima das expectativas em seu balanço referente ao terceiro trimestre. Como exemplo, o lucro líquido da empresa foi de R$ 4,7 bilhões, correspondente a um lucro por ação de R$ 0,96.

Em comunicado, a mineradora valorizou sua performance frente a uma conjuntura nem sempre favorável. Com destaque para o impacto da valorização do real sobre os custos e preços apenas moderados para o níquel.

Vale lembrar que, para facilitar comparações com o passado, a Vale reportou seus dados pro forma para o terceiro trimestre de 2006, como se a Inco tivesse sido adquirida desde o início do ano passado.

Custos maiores
Entre julho e setembro, o custo dos produtos vendidos alcançou R$ 7,267 bilhões, ficando bem acima do registrado no terceiro trimestre de 2006, de R$ 4,936 bilhões. Mesmo assim, as receitas permitiram um desempenho operacional líquido crescente no período.

Perspectivas
"Continuamos confiantes no crescimento sólido e contínuo da economia global", afirma a mineradora. Contudo, a projeção é de que o avanço seja mais moderado do que o verificado durante os últimos três anos.

Em sua análise setorial, a Vale aponta que as condições do mercado de aço global são muito boas, "com preços superiores aos praticados no passado e com a produção crescendo 7,3% nos primeiros nove meses de 2007".

De acordo com projeções do Instituto Internacional de Ferro e Aço, o consumo aparente de aço deverá crescer 6,8% em 2008, em grande parte impulsionado pelos BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China).

Reajuste de preços
O fraco desempenho dos preços do níquel no terceiro trimestre não reflete um cenário negativo para o setor de mineração. Ao contrário, a recente alta dos preços do minério de ferro no mercado spot e o aumento do preço do frete mostram um setor robusto.

Os analistas esperam que as negociações para o reajuste dos preços do minério de ferro iniciem na primeira semana de novembro e sejam realizados em um "ambiente difícil", alerta o Banif.

A alta dos preços do minério de ferro e a perspectiva de escassez do produto no próximo ano contribuem para a avaliação do banco. Os analistas da Merrill Lynch esperam um aumento de aproximadamente 30% nos preços do minério de ferro no próximo ano, além de uma recuperação nos preços do níquel.

Lucro da Vale do Rio Doce atinge R$ 4,7 bilhões no terceiro trimestre

Lucro da Vale do Rio Doce atinge R$ 4,7 bilhões no terceiro trimestre

SÃO PAULO - A Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) registrou lucro líquido de R$ 4,7 bilhões no terceiro trimestre do ano, correspondente a ganho de R$ 0,96 por ação, um crescimento de 17,3% em relação a igual período do ano passado, quando a empresa teve lucro líquido de R$ 4 bilhões. Nos nove primeiros meses do ano, a mineradora acumula lucro de R$ 15,6 bilhões, alta de 55% na comparação com os R$ 10,1 bilhões entre janeiro e setembro de 2006, período que não engloba a CVRD Inco.

De acordo com a companhia, o desempenho apresentado foi "sólido" no terceiro trimestre, "diante de um cenário de desvalorização do dólar americano frente ao real e ao dólar canadense, o que afetou negativamente seus custos". Preços mais moderados do níquel também contribuíram de maneira desfavorável para a evolução da receita, segundo a empresa.

A receita operacional bruta no terceiro trimestre deste ano atingiu R$ 16 bilhões, alta de 37,8% na comparação com os R$ 11,6 bilhões registrados em igual período do ano passado, mas representou um recuo de 11,9% em relação aos R$ 18,1 bilhões obtidos no segundo trimestre de 2007. Nos primeiros nove meses do ano, a receita bruta atingiu R$ 50,8 bilhões, 69,2% acima dos R$ 30 bilhões obtidos entre janeiro e setembro do ano passado.

A venda de minério de ferro e pelotas atingiu o recorde de 77 milhões de toneladas no terceiro trimestre, contribuindo para receita de R$ 7,8 bilhões obtidas pelos minerais ferrosos. Em relação aos demais produtos, os minerais não-ferrosos contribuíram com R$ 5,4 bilhões, a cadeia do alumínio com R$ 1,3 bilhões, o carvão com R$ 132 milhões, os serviços de logística com R$ 894 milhões, e outros serviços e produtos com R$ 423 milhões.A geração de caixa, medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Lajida) foi de R$ 8 bilhões, alta de 35,7% em comparação com o terceiro trimestre do ano passado. No ano, o Lajida soma R$ 27,2 bilhões, crescimento de 83,7% em relação aos R$ 14,8 bilhões registrados entre janeiro e setembro do ano passado.

As exportações consolidadas chegaram a US$ 2,9 bilhões no terceiro trimestre, alta de 18,4% em relação ao terceiro trimestre do ano passado. Nos nove primeiros meses do ano as exportações consolidadas somam US$ 9,2 bi, contra US$ 7,2 bilhões em igual período do ano passado.

(Rafael Rosas Valor Online)

Terça-feira, Outubro 23, 2007

Com forte procura, faixa de preço de ação da Bovespa é elevada

23/10/2007 - 07h33

SÃO PAULO (Reuters) - A forte demanda por ações da Bovespa Holding, controladora da Bolsa de Valores de São Paulo e da Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC), fez os coordenadores da oferta elevarem a faixa de preço estimada para o papel dias antes de sua estréia no mercado.
"Devido ao excesso de demanda constatado no livro de Investidores Institucionais para a aquisição de ações... o preço de venda por ação poderá ser fixado acima da faixa de preço constante no prospecto preliminar datado de 5 de outubro", informaram os coordenadores da operação.
De acordo com fato relevante publicado nos jornais nesta terça-feira, a nova faixa de preço da ação vai de 20 reais a 23 reais. Isso representa valor quase 30 por cento maior que o piso e cerca de 24 por cento superior ao teto anunciados anteriormente para o preço por ação da Bovespa Holding.
Os coordenadores ressaltam ainda que o "preço poderá ser fixado fora" da nova faixa estimativa.
Considerando o preço máximo da nova estimativa, a oferta pode movimentar mais de 6,5 bilhões de reais, incluindo emissão secundária e lote suplementar. Pelos valores anteriores, a operação poderia alcançar cerca de 5,3 bilhões de reais, e já seria a maior oferta de ações realizada no país.
Os prazos previstos para a operação foram mantidos: o período de reserva da ação da Bovespa termina nesta terça-feira, com precificação prevista para a quarta-feira e início da negociação dos papéis na sexta-feira, dia 26.
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) determinou que os investidores não-institucionais que já tiverem feito pedido de reserva das ações da Bovespa Holding terão dois dias úteis, a partir desta terça-feira, para manifestar se continuam interessados em comprar ações da empresa ou ainda alterar as condições da reserva, considerando a nova faixa de preço.
(Por Cesar Bianconi)

Quarta-feira, Dezembro 06, 2006

Faturamento cresce, mas setor industrial não acredita em crescimento de 3,2% da economia em 2006

BRASÍLIA - Mesmo com faturamento em alta, sinalizando maior aquecimento neste fim de ano, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) não acredita que a economia vá surpreender e chegar aos 3,2% de crescimento neste ano, como projeta o Ministério da Fazenda.

" Dificilmente, um trimestrezinho vai mudar esse quadro de frustração " , afirmou, hoje, o economista-chefe da entidade, Flávio Castelo Branco.

A CNI já revê sua projeção conservadora, divulgada em setembro, que dava uma variação de 2,9% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano. A revisão, a ser divulgada em duas semanas, deverá ser para baixo.

" Há um cenário favorável, de juros em queda, crédito em alta e inflação em baixa. Mas não acredito que aconteça nada neste fim de ano, que vá explodir " , comentou o economista. Em sua análise, " a economia está crescendo, na verdade, e deve ficar um pouquinho melhor que 2005 " , quando a variação foi 2,3%. " O que causa frustração é que cresce menos do que poderia; menos do que o resto do mundo cresce " , afirmou.

Para Castelo Branco, o que gera essa impressão de que a economia brasileira está mal são os fatores de sempre. Um deles é custo elevado do dinheiro, principalmente na ponta, já que os bancos não reduziram o chamado spread bancário, que é o ganho com a diferença entre o que pagam para captar recursos e o que cobram nos empréstimos.

Outra causa é a elevada carga tributária, que corrói o faturamento. E há ainda a ausência de " um modelo regulatório " que dê segurança e avanço em instrumentos importantes, como as parcerias público-privadas (PPPs), citou ele.

Ele destaca também o que chama de " incapacidade financeira do setor público, com o aumento contínuo de gastos correntes, sem que se traduzam em investimentos em setores básicos como o de infra-estrutura. "

Para Castelo Branco, essas " são restrições que brecam uma maior expansão " da atividade produtiva. Ele também não crê que o " pacote de bondades " em estudo pelo governo, que deve anunciar desonerações tributárias para as empresas, seja suficiente para impulsionar um crescimento de 5% do PIB em 2007, como quer o governo.

" As medidas do pacote já anunciadas, por si só, ainda serão insuficientes para um salto no nível de crescimento da economia " , opinou o economista da CNI.

Ao divulgar os indicadores industriais de outubro, Castelo Branco ressaltou a expansão de 10,74% sobre igual intervalo de 2005, o nível mais elevado desde 2004. Destaque ainda para o avanço do emprego na indústria.

De acordo com o levantamento, o total de pessoas ocupadas aumentou 3,28% sobre outubro do ano anterior, a maior taxa mensal de 2006. Para o economista, o fato do contingente de pessoal empregado estar crescendo mais que a economia como um todo (no acumulado até setembro o PIB registrou alta de 2,5%) sugere maior formalização de mão-de-obra que já trabalhava na indústria, porém sem carteira assinada.

" Essa é uma hipótese, que merece ser aprofundada. Mas o fato é que, nos últimos anos, aumentou o emprego formal na indústria e na economia como um todo " , disse o economista. Os indicadores da CNI são apurados com base em resposta espontânea de cerca de 3 mil grandes e médias empresas.

(Azelma Rodrigues/Valor Online)

Ibovespa superou seu 25º recorde de fechamento no ano. Há espaço para mais?

Por: Marcello de Almeida
05/12/06 - 10h22
InfoMoney

SÃO PAULO - Embalado pelo bom desempenho das bolsas internacionais e pelas melhores perspectivas para as empresas brasileiras de capital aberto, o Ibovespa superou na última segunda-feira seu 25º recorde de fechamento no ano, ao encerrar o pregão cotado a 42.654 pontos.

Analistas avaliam que a percepção de uma economia doméstica mais equilibrada, com juros em queda e melhores projeções de crescimento, aliada a uma melhora do humor dos investidores internacionais, eleva a atratividade da renda variável.

Evidenciando o fato, temos a retomada das compras por parte dos estrangeiros. No mês de novembro, o terceiro seguido de superávit, a entrada líquida mensal de capital externo ficou em R$ 1,489 bilhão. Agora, no acumulado do ano, a entrada líquida soma R$ 692,3 milhões, após vários meses de saldo no vermelho.

Perspectivas continuam otimistas
Os analistas do BB Investimentos comentam que ainda existem muitas dúvidas em relação ao futuro da economia norte-americana, mas que os fundamentos domésticos contribuem e que o mês de dezembro é historicamente favorável para as bolsas de valores. "A visão que permanece prevalecendo é de um cenário positivo para o final de 2006".

Em linha com esta visão, Álvaro Bandeira, da Ágora Corretora, se mostra confiante no desempenho do Ibovespa. "Seguimos acreditando que o patamar dos 42.600 pontos voltará a ser superado, já que graficamente abriu espaço para altas acima de 44 mil pontos".

Reforçando o otimismo, os analistas da Corretora Spinelli acreditam que o efetivo rompimento da barreira dos 42 mil pontos eleva a possibilidade de o target dos 45 mil pontos ser atingido ainda neste ano.

Volatilidade e ajustes são factíveis
É importante ressaltar, no entanto, que as boas perspectivas dos analistas passa pelo crivo de um quadro internacional favorável e sem maiores turbulências.

O estrategista Álvaro Bandeira lembra ainda que estamos às vésperas de um novo vencimento de índice futuro (13/12) e de opções (18/12), período em que os mercados ficam mais voláteis e os investidores e especuladores querem fazer valer suas estratégias.

Por fim, o expressivo histórico de valorização recente do Ibovespa também sugere que realizações de lucros pontuais podem ser verificadas nas próximas sessões, mas nada que mude a tendência ascendente do mercado.

Carteira "Top 5 Valor" da Itaú Corretora está mais agressiva em dezembro

Por: Juliana Pall Farias
05/12/06 - 11h25
InfoMoney

SÃO PAULO - A carteira "Top 5 Valor" da Itaú Corretora para o mês de dezembro apresenta alterações consideradas "agressivas" pela instituição. Usualmente, o perfil deste portifólio tem bases fundamentalistas, com menor peso das diretrizes do mercado.

Contudo, a corretora vê com arrojo o ingresso das ações preferenciais da Bradespar na carteira de dezembro. Já a manutenção dos papéis da Arcelor Brasil e do Bradesco contrapõe a entrada da Bradespar, numa posição mais defensiva, segundo a instituição.

Análise da carteira e desempenho em novembro
A Itaú Corretora acredita que as ações da Bradespar simbolizem a compra dos papéis ordinários da Vale e da CPFL Energia, com "cerca de 20% de desconto".

A reestruturação das empresas do Grupo Telemar, que, segundo a corretora pode influenciar na reestruturação da Vale, é vista como fator decisivo no desempenho dos papéis da Bradespar.

O desempenho da carteira "Top 5 Valor" do Itaú Corretora de novembro ficou acima dos benchmarks. No período, o portifólio valorizou-se 9,7%, contra ganhos de 6,8% do Ibovespa e 7,2% do IbrX-50.

Confira a carteira "Top 5 Valor" de dezembro
Quando comparado ao portifólio de novembro, a "Top 5 Valor" de dezembro apresenta as seguintes alterações: foram mantidos os papéis de Telemar e Light e os papéis da Duratex, CPFL Energia e TOTVS deram lugar a Bradesco, Arcelor Brasil e Bradespar.

Empresa Código Preço-alvo* Upside**
Telemar TNLP3 R$ 104,00 50,3%
Light LIGT3 R$ 30,00 47,9%
Bradesco BBDC4 R$ 109,17 34,1%
Arcelor ARCE3 R$ 55,90 39,8%
Bradespar BRAP4 em revisão -
*Preço esperado pelos analistas da Itaú Corretora para o final de dezembro
**Com base nas cotações de 30 de novembro de 2006

Bolsas dos EUA fecham em leve alta e S&P 500 atinge maior pontuação em 6 anos

Por: Equipe InfoMoney
05/12/06 - 19h55
InfoMoney

SÃO PAULO - As bolsas norte-americanas fecharam em alta nesta terça-feira, ampliando os ganhos ao final da sessão, e o S&P 500 atingiu seu maior patamar desde novembro de 2000.

Em um dia de agenda cheia, os indicadores foram mistos. Por um lado, o crescimento da produtividade do mercado de trabalho norte-americano e o volume de encomendas à indústria ficaram abaixo do esperado.

Ao mesmo tempo, o indicador que mede o crescimento do setor de serviços, divulgado pelo Institute for Supply Management (ISM), subiu em novembro, enquanto a expectativa do mercado era de queda. O bom desempenho do setor de serviços contagiou os investidores.

Cenário corporativo
O destaque do cenário corporativo foi a construtora de casas de luxo, Toll Brothers. A empresa registrou ganhos menores no último trimestre fiscal, mas sinalizou que a pior parte da desaceleração do setor está acabando. Suas ações fecharam em alta de 3,01%.

Na esteira dessa notícia, papéis de empresas concorrentes subiram. As ações da D.R. Horton (+1,29%), Hovnanian (+3,43%), Lennar (+2,55%) e outras construtoras encerraram o dia em alta.

Índices
O índice S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, fechou em leve alta de 0,40% a 1.415 pontos, acumulando no ano forte alta de 13,34%.

O Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, encerrou o pregão em leve valorização de 0,39% atingindo 12.332 pontos e subindo 15,06% no ano, enquanto o Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, apresentou alta de 0,16% chegando a 1.415 pontos e acumulando no ano forte alta de 11,20%.

Domingo, Dezembro 03, 2006

Risco-país avançou 6 pontos-base nesta sexta-feira, para 229 pontos

Por: Equipe InfoMoney
01/12/06 - 19h40
InfoMoney

SÃO PAULO - O risco-país, o principal indicador da confiança do investidor estrangeiro na economia brasileira, avançou 6 pontos-base nesta sexta-feira, para 229 pontos, refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira.

Apesar do movimento de valorização do preço dos Treasuries, os papéis brasileiros fecharam em queda nesta sessão.

Por sua vez, os títulos do Tesouro norte-americano refletiram a divulgação de novos dados econômicos dos EUA, sobretudo, a atividade industrial do país, que registrou o menor resultado em três anos em novembro, sugerindo um corte da Fed Funds Rate em 2007.

Global caiu
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em baixa de 0,26% na noite desta sexta-feira, cotado a 132,80 centavos de dólar. Entre outros bônus globais, o destaque ficou com o Global 27, que mostra baixa de 0,57%.

Quarta-feira, Novembro 29, 2006

Bovespa: cenário segue favorável e existe espaço para novas valorizações

Por: Marcello de Almeida
24/11/06 - 20h01
InfoMoney

SÃO PAULO - A quarta semana de novembro, além de pouco expressiva em termos de indicadores econômicos, principalmente na esfera internacional, foi mais curta devido aos feriados da Consciência Negra no Brasil e do Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos. O mercado acionário doméstico, no entanto, não encontrou dificuldades para renovar sua máxima histórica.

Embalado pelas interessantes projeções para as empresas de capital aberto e pela notícia de que a Standard & Poor's revisou de "estável" para "positiva" sua perspectiva para o rating de longo prazo do Brasil em moeda estrangeira, o Ibovespa renovou sua máxima histórica na quinta-feira, fechando o pregão aos 42.069 pontos.

Cenário segue favorável e realizações são bem vistas
Em relação às perspectivas de curto prazo, Álvaro Bandeira, da Ágora Corretora, segue otimista. "Em uma semana complicada, o mercado se comportou bem, o que indica manutenção de um quadro favorável. É claro que eventos extraordinários e imprevisíveis podem influenciar o mercado, mas, no geral, as premissas são favoráveis".

O estrategista comenta que, devido ao recente histórico de ganhos, existe a possibilidade de realizações de lucros pontuais, mas nada que altere o cenário de médio e longo prazo. Em linha com esta visão, Ângelo Larozi, da corretora Souza Barros, lembra que a próxima semana será carregada de importantes indicadores sobre a economia norte-americana e contará com a última reunião do ano do Copom (Comitê de Política Monetária).

"Dados sobre atividade e inflação nos Estados Unidos fora do esperado e uma postura mais conservadora por parte do Copom podem influenciar alguma correção dos indicadores técnicos, que se encontram bastante esticados. Vejo um possível movimento de realizações de lucros como positivo. Traria fôlego para novas altas".

Apresentando uma análise bastante parecida às anteriores, Mauro Giorgi, economista da corretora Geração Futuro, minimiza ainda a possibilidade de ajustes muitos expressivos. "Se avaliarmos a evolução dos volumes de negociação dos últimos dias, vemos que nas sessões de alta o giro foi muito mais expressivo do que nos dias de baixa, isso indica que quando cai ninguém quer vender e quando sobe todo mundo opera".

Perspectivas para a reunião do Copom
Em relação ao resultado da reunião do Copom, Álvaro Bandeira acredita que a aceleração dos últimos indicadores de preços é pontual e não altera a percepção de que os preços estão sob controle. "Acredito que o Banco Central está mais preocupado com o longo prazo. Aposto em corte de 50 pontos-base na Selic na próxima semana".

Ângelo Larozi também acredita em um corte de tal magnitude, mas não descarta uma postura mais conservadora. "Espaço para um corte de 0,50 ponto percentual existe e eu trabalho com esta hipótese. Mas neste mês estou mais receoso. Não me surpreenderia uma redução menor".

Mais cauteloso, Mauro Giorgi acredita que o Copom vai reduzir o ritmo e implementar um corte de 25 pontos-base, o que levaria a taxa Selic 13,50% ao ano.

Merrill Lynch lista ações de empresas com expectativa de forte crescimento dos lucros

Por: Felipe Abi-Acl de Miranda
27/11/06 - 15h23
InfoMoney

SÃO PAULO - Dasa, ALL, Brasil Telecom, Net, Embraer, Telemar e Vivo. Estas são as empresas brasileiras que encabeçam a lista de empresas cujos lucros corporativos em dólares devem apresentar o maior crescimento no biênio 2007/2008 dentro da América Latina, segundo estimativas da Merrill Lynch.

Para serem incluídas na listagem, as ações das empresas devem ter recebido recomendação de compra do banco de investimentos norte-americano.

A seleção das companhias pode render algumas boas alternativas de investimentos. Isso porque, de acordo com a Merrill Lynch, a evolução dos lucros corporativos estará em foco em 2007, dada a expectativa de desaceleração da economia mundial e de redução de liquidez internacional.

Perplexidade
Outro ponto interessante abordado pelo relatório divulgado nesta segunda-feira refere-se à perplexidade dos investidores com o forte crescimento dos lucros corporativos na América Latina, mesmo num cenário em que a expansão do PIB (Produto Interno Bruto) da região segue inferior a outros países emergentes.

Cálculos do banco apontam que, nos últimos doze anos, o incremento dos lucros tem sido um múltiplo elevado do crescimento econômico da região. No Brasil, por exemplo, o lucro em dólares das grandes empresas cresceu 4,9 vezes a expansão do PIB, revela a Merrill Lynch.

Dólar fraco no exterior pode ser bom sinal ao mercado de ações dos emergentes

Por: Felipe Abi-Acl de Miranda
28/11/06 - 15h37
InfoMoney

SÃO PAULO - Nas últimas semanas, o dólar assumiu trajetória de desvalorização frente às principais moedas internacionais, tendo alcançado seu menor valor na comparação com o euro desde março de 2005. Este pode ser um bom sinal para as ações dos mercados emergentes.

Em relatório divulgado na última segunda-feira, a Merrill Lynch constata uma correlação negativa desde o início dos anos 90 entre o dólar e a renda variável dos emergentes. Segundo cálculos do banco de investimentos, em momentos de queda da moeda norte-americana, as ações de tais mercados tendem a subir.

O porquê da correlação negativa
De acordo com os analistas da instituição, dois aspetos suportam a relação exposta acima. Primeiramente, um dólar mais baixo significa moedas locais mais valorizadas e, portanto, menores preços dos produtos importados. Em conseqüência, há menores pressões inflacionárias, permitindo taxas de juros menores, o que aumenta a atratividade relativa dos ativos de renda variável.

Ademais, um dólar fraco eleva os preços das commodities. E commodities em alta representam benefícios para as empresas dos países emergentes, cujas pautas de exportação são bastante dependentes de tais produtos.

Quais as melhores performances
Por fim, a Merrill Lynch enumerou os mercados que mais se beneficiam da trajetória descendente do dólar, a saber: Taiwan, Indonésia, Polônia, África do Sul e México.

Domingo, Novembro 26, 2006

Possível oferta de ações coloca ações da Eletrobrás entre as Top Picks da Ágora

Por: Fernanda Senra
24/11/06 - 10h00
InfoMoney

SÃO PAULO - Na última quinta-feira, a notícia de que o Governo considera a possibilidade de realizar uma oferta de ações da Eletrobrás, arrecadar recursos, realizar investimentos e tornar a elétrica o principal agente do setor movimentou o mercado e deu forte impulso às ações ordinárias da empresa.

Diante desta possibilidade, os analistas da Ágora inseriram as ações ordinárias da Eletrobrás em sua carteira recomendada arrojada, assim como em sua lista de ações Top Picks.

De acordo com a Ágora, a notícia é positiva e deve beneficiar as ações em bolsa. Todavia, ainda é cedo para falar nos termos da operação, mas a corretora já adianta que a venda do excesso de ações do governo deve dar uma maior liquidez aos papéis da empresa e melhorar sua precificação pelo mercado.

Duplo efeito
Além de arrecadar recursos com a oferta, ao vender o excesso de suas ações ordinárias da Eletrobrás, o Governo removeria outra barreira imposta à companhia, que atualmente não pode recorrer ao mercado internacional para captar recursos.

Tal restrição existe porque, em função da elevada participação do Governo no capital da elétrica, tomar recursos fora do país acarretaria em um aumento do endividamento da União.

Ordinárias ou preferenciais classe B?
A recomendação dos analistas para as ações ordinárias é de compra, enquanto, para os papéis preferenciais classe B, os analistas indicam manutenção.

Para as ações ordinárias, o preço-alvo estimado pela Ágora é de R$ 61,03, o que sugere um potencial de valorização de cerca de 25% frente ao último fechamento.

Bovespa: cenário segue favorável e existe espaço para novas valorizações

Por: Marcello de Almeida
24/11/06 - 20h01
InfoMoney

SÃO PAULO - A quarta semana de novembro, além de pouco expressiva em termos de indicadores econômicos, principalmente na esfera internacional, foi mais curta devido aos feriados da Consciência Negra no Brasil e do Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos. O mercado acionário doméstico, no entanto, não encontrou dificuldades para renovar sua máxima histórica.

Embalado pelas interessantes projeções para as empresas de capital aberto e pela notícia de que a Standard & Poor's revisou de "estável" para "positiva" sua perspectiva para o rating de longo prazo do Brasil em moeda estrangeira, o Ibovespa renovou sua máxima histórica na quinta-feira, fechando o pregão aos 42.069 pontos.

Cenário segue favorável e realizações são bem vistas
Em relação às perspectivas de curto prazo, Álvaro Bandeira, da Ágora Corretora, segue otimista. "Em uma semana complicada, o mercado se comportou bem, o que indica manutenção de um quadro favorável. É claro que eventos extraordinários e imprevisíveis podem influenciar o mercado, mas, no geral, as premissas são favoráveis".

O estrategista comenta que, devido ao recente histórico de ganhos, existe a possibilidade de realizações de lucros pontuais, mas nada que altere o cenário de médio e longo prazo. Em linha com esta visão, Ângelo Larozi, da corretora Souza Barros, lembra que a próxima semana será carregada de importantes indicadores sobre a economia norte-americana e contará com a última reunião do ano do Copom (Comitê de Política Monetária).

"Dados sobre atividade e inflação nos Estados Unidos fora do esperado e uma postura mais conservadora por parte do Copom podem influenciar alguma correção dos indicadores técnicos, que se encontram bastante esticados. Vejo um possível movimento de realizações de lucros como positivo. Traria fôlego para novas altas".

Apresentando uma análise bastante parecida às anteriores, Mauro Giorgi, economista da corretora Geração Futuro, minimiza ainda a possibilidade de ajustes muitos expressivos. "Se avaliarmos a evolução dos volumes de negociação dos últimos dias, vemos que nas sessões de alta o giro foi muito mais expressivo do que nos dias de baixa, isso indica que quando cai ninguém quer vender e quando sobe todo mundo opera".

Perspectivas para a reunião do Copom
Em relação ao resultado da reunião do Copom, Álvaro Bandeira acredita que a aceleração dos últimos indicadores de preços é pontual e não altera a percepção de que os preços estão sob controle. "Acredito que o Banco Central está mais preocupado com o longo prazo. Aposto em corte de 50 pontos-base na Selic na próxima semana".

Ângelo Larozi também acredita em um corte de tal magnitude, mas não descarta uma postura mais conservadora. "Espaço para um corte de 0,50 ponto percentual existe e eu trabalho com esta hipótese. Mas neste mês estou mais receoso. Não me surpreenderia uma redução menor".

Mais cauteloso, Mauro Giorgi acredita que o Copom vai reduzir o ritmo e implementar um corte de 25 pontos-base, o que levaria a taxa Selic 13,50% ao ano.

Quarta-feira, Agosto 16, 2006

Dólar comercial fecha em queda e atinge menor patamar desde maio

Por: Equipe InfoMoney
16/08/06 - 16h40
InfoMoney

SÃO PAULO - Pela terceira sessão seguida, o dólar comercial fechou em queda nesta quarta-feira (16) e atingiu seu menor patamar desde meados de maio, refletindo a perspectiva de um possível fim definitivo do aperto monetário norte-americano.

Nesta manhã, foram divulgados os resultados do índice de preços ao consumidor dos, referente ao mês de julho, que registrou inflação de 0,4%, ficando em linha com o esperado. Já o núcleo do indicador, que exclui os itens mais voláteis, ficou abaixo das expectativas.

Na véspera, o núcleo do índice de preços no atacado nos EUA, que exclui itens cujos preços são considerados voláteis, registrou deflação 0,3%, ficando bem abaixo da expectativa dos investidores.

Intervenção do Banco Central
Como já era esperado, o Banco Central realizou uma nova atuação no mercado de câmbio à vista nesta quarta-feira.

De acordo com informações de operadores de mercado, a autoridade monetária aceitou sete propostas feitas por seis bancos, com taxa de corte definida em R$ 2,1335.

Dólar comercial fecha em leve baixa
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,1340 na compra e R$ 2,1370 na venda, leve baixa de 0,14% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$ 2,3510, representando um ágio de 10,17% em relação ao dólar comercial.

Com esta queda, o dólar acumula desvalorização de 1,70% em agosto, frente à baixa de 1,65% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 8,01%.

Dólar futuro na BM&F também fechou em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em setembro encerrou o dia cotado a R$ 2.145, baixa de 0,19% em relação ao fechamento de R$ 2.149 da última terça-feira. O contrato com vencimento em outubro, por sua vez, fechou em baixa de 0,23%, atingindo R$ 2.158 frente à R$ 2.163 do fechamento de ontem.

Já o dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F, fechou esta sessão cotado a R$ 2,137.

Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 5,20% para outubro de 2006, queda de 0,3 pontos percentuais em relação à cotação do último ajuste.

Terça-feira, Agosto 15, 2006

De olho nos indicadores: mercado espera confirmação do bom momento

Por: Cauê Todeschini de Assunção
15/08/06 - 18h15
InfoMoney

SÃO PAULO - A euforia observada nos mercados internacionais nesta terça-feira (15) pode ter vida curta, dependendo dos sinais apresentados pelos indicadores que serão divulgados na próxima sessão.

Pela manhã, a evolução abaixo das expectativas da inflação ao produtor norte-americano elevou as apostas em um fim definitivo para o ciclo de aperto monetário nos EUA, impulsionando as bolsas naquele país e no Brasil.

Na quarta-feira, no entanto, a divulgação dos números da inflação ao consumidor e da Produção Industrial nos Estados Unidos pode mudar o quadro, ou, quem sabe, confirmá-lo.

À espera de um sinal
Em sua última reunião, o Fomc interrompeu o ciclo de elevação da taxa básica de juro norte-americana, após dois anos de ajustes.

A fragilidade do cenário macroeconômico, no entanto, fez com que o comitê deixasse em aberto a possibilidade de retomar a campanha de alta nas taxas, afirmando que esta dependeria da evolução dos indicadores.

Tal possibilidade preocupou o mercado, que esperava o fim do aperto, mas que viu apenas uma pausa, a qual pouco ajudou na diminuição das incertezas.

Boas perspectivas
Se depender do investidor norte-americano, porém, o fim do aperto nos Estados Unidos já pode ser decretado.

De acordo com os mercados de juros futuros do país, a chance de uma elevação da Fed Funds Rate na próxima reunião do comitê é de apenas 38%.

No mesmo sentido, a possibilidade de um novo aumento até o final de 2006, que era de 90% na última semana, também começa a cair e já está em cerca de 65%.

Inflação ao produtor dos EUA sobe menos que o esperado e Ibovespa abre em alta

Por: Equipe InfoMoney
15/08/06 - 10h24
InfoMoney

SÃO PAULO - Com os investidores reagindo ao recuo dos preços ao produtor dos Estados Unidos no mês de julho, a Bolsa de Valores de São Paulo abriu esta terça-feira em alta de 0,98%, com o Ibovespa registrando 36.914 pontos.

A inflação ao produtor norte-americano registrou alta de 0,1% em julho, enquanto o núcleo do indicador revelou deflação de 0,3% no mês, ambos abaixo da expectativa do mercado, conforme revelou relatório divulgado pelo Departamento de Trabalho norte-americano nesta terça-feira.

Em meio às incertezas e preocupações em relação ao futuro da economia e juros nos Estados Unidos, os resultados do PPI e o Core PPI se apresentam como uma notícia bastante favorável aos mercados de renda variável.

Cenário corporativo
Na esfera corporativa, além dos números trimestrais da ALL, Cyrela, Copel, Bradespar, Cesp, CSU e Abyara, os investidores avaliam as perspectivas para o resultado da Light, que saem após o fechamento do mercado. A mineradora Inco anunciou nesta terça-feira que vai começar a negociar uma possível fusão com a Companhia Vale do Rio Doce.

Dentre os papéis que são negociados nesta manhã, destaque para Souza Cruz ON (CRUZ3, R$ 34,99, +2,91%), Telemar Norte Leste PNA (TMAR5, R$ 43,50, +2,59%), Light ON (LIGT3, R$ 15,77, +2,46%), Brasil Telecom Particopações ON (BRTP3, R$ 26,30, +2,33%) e CCR Rodovias ON (CCRO3, R$ 19,95, +2,30%).

O principal índice da bolsa paulista fechou o pregão de segunda-feira em baixa de 1,05%, atingindo 36.557 pontos e registrando uma alta acumulada no ano de 9,27%. O volume financeiro foi de R$ 1,78 bilhão.

Quarta-feira, Agosto 09, 2006

Risco-país recua 6 pontos-base e alcança menor nível da série histórica

Por: Equipe InfoMoney
09/08/06 - 17h59
InfoMoney

SÃO PAULO - O principal indicador da confiança do investidor estrangeiro na economia brasileira, o risco-país, alcançou seu menor nível de toda a série histórica nesta quarta-feira, fechando a 208 pontos-base, o que representa um recuo de 6 pontos em relação à sessão anterior.

As melhorias nos fundamentos macroeconômicos brasileiros, com controle da inflação e avanços nas contas externas - por exemplo -, vêm contribuindo para a trajetória de diminuição do indicador.

Nesta quarta-feira, especificamente, a queda refletiu, sobretudo, a manutenção da taxa básica de juro norte-americana em 5,25% ao ano, na véspera, que reduz ainda mais a percepção de risco do mercado, ao amenizar os temores em torno da liquidez internacional.

Global 40 subiu
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em alta de 0,19% na tarde desta quarta-feira, cotado a 129,75 centavos de dólar. Entre outros bônus globais, o destaque ficou com o Global 27, que mostra alta de 0,45%.

Terça-feira, Agosto 08, 2006

Custo de Vida apresenta deflação pelo 4º mês seguido em SP

Terça, 8 de Agosto de 2006, 12h16
Fonte: INVERTIA
Atualizada às 13h06

O Índice do Custo de Vida (ICV) calculado pelo DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) registrou, em julho, a quarta taxa negativa consecutiva. A variação apurada no mês ficou em -0,14%, o que corresponde a uma deflação menor que a verificada nos meses de maio (-0,37%) e junho (-0,21%).

Em abril, o primeiro mês com taxa negativa, o recuo foi de -0,06%. Os grupos pesquisados pelo ICV-DIEESE apresentaram variações pequenas, com predomínio de queda. Depois de recuar por cinco meses, a Alimentação subiu 0,13%, em julho, em conseqüência de aumentos ocorridos, principalmente, nos produtos in natura e semielaborados (0,39%); a indústria alimentícia (-0,19%) registrou pequena queda e a alimentação fora do domicílio (0,27%), taxa positiva.

As despesas com Saúde mantiveram-se, praticamente, inalteradas com -0,02%. Os gastos com Transportes apresentaram variação de -0,05%, resultado de queda no subgrupo individual (-0,32%) - devido à baixa nos preços dos combustíveis (-0,69%) - e alta no transporte coletivo (0,72%), conseqüência do aumento na tarifa do ônibus interestadual (7,89%).

O grupo com maior impacto negativo no cálculo do ICV foi a Habitação (-0,58%), com uma contribuição de -0,14 pontos percentuais.

Pausa do Fomc não elimina incertezas e derruba bolsas no Brasil e nos EUA

Por: Cauê Todeschini de Assunção
08/08/06 - 18h12
InfoMoney

SÃO PAULO - No topo das preocupações dos investidores desde meados de maio, a pausa no ciclo de elevações da taxa básica de juro norte-americana teve um efeito contrário do que se esperava sobre o mercado.

Nesta terça-feira, o Fomc, comitê de política monetária dos Estados Unidos, decidiu, pela primeira vez em dois anos, não elevar o juro local, interrompendo uma seqüência de 17 altas, que levou a taxa de 1% para 5,25% ao ano.

Pausa sim, mas fim ainda não
A percepção dos analistas é de que as condições que levaram à pausa no aperto ainda são muito frágeis e a porta para uma retomada das elevações permanece aberta.

Sinais disso seriam a não-unanimidade da decisão, que teve um voto pela elevação da taxa aos 5,5% ao ano, e a manutenção de comentários como o de que os riscos inflacionários continuam e que as novas decisões ainda dependem dos dados a serem divulgados.

Ou seja, a pausa do Fomc trouxe comentários similares aos das elevações anteriores, o que mostra que as condições ainda não são tão diferentes, como se podia pensar.

Incertezas permanecem
Olhando para trás, o mercado ficou com a impressão de que a reunião do Fomc passou, mas as incertezas em relação à política monetária norte-americana permaneceram, desenhando um quadro que, ao contrário da decisão, não era esperado pelos investidores.

Assim, as bolsas recuaram, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, revertendo o movimento verificado durante a maior parte do dia.

Só o que resta ao mercado, agora, é esperar até a próxima reunião da entidade, que acontece no dia 20 de setembro.

Segunda-feira, Agosto 07, 2006

À espera do Fomc, mercado mostra cautela e Ibovespa fecha em queda

Por: Equipe InfoMoney
07/08/06 - 18h45
InfoMoney

SÃO PAULO - Em linha com o comportamento do mercado acionário norte-americano, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou em queda de 0,40% nesta segunda-feira (07), cotado a 37.698 pontos. O volume financeiro foi de R$ 1,350 bilhão.

Na véspera da reunião do Fomc, investidores optaram por uma postura mais cautelosa, impedindo um desempenho favorável da renda variável em nível mundial.

Isso porque, embora a aposta majoritária seja na manutenção da Fed Funds Rate em 5,25% ao ano, ainda não há consenso a esse respeito. Ademais, há grande expectativa em torno dos comentários que acompanham a decisão a respeito do juro, trazendo possíveis sinalizações acerca da trajetória futura da política monetária dos EUA.

De olho no Fomc
De fato, qualquer evidência sugerindo o provável rumo da Fed Funds Rate deve mexer substancialmente com os mercados, dado que a atual situação da economia norte-americana impõe certa preocupação.

Se o Fomc optar pela interrupção do ciclo de alta do juro básico na próxima terça-feira, pode dar margem a um aumento das pressões inflacionárias. Já se promover a décima oitava elevação consecutiva na taxa, a desaceleração do crescimento econômico pode vir com maior intensidade, impactando negativamente sobre os lucros corporativos.

Outro aspecto que vem influenciando os mercados de ações se refere ao comportamento dos preços do petróleo e, nessa segunda-feira, não foi diferente. O barril da commodity chegou a superar a casa dos US$ 77 em Nova York, após a British Petroleum anunciar a interrupção das operações em um campo gigante de exploração do óleo na baía de Prudhoe, no Alasca.

As maiores baixas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1 Links
BRTO4 * Brasil Telecom PN 8,28 -2,59 -13,05 5,78M
BRTP3 * Brasil T Par ON 26,70 -2,55 +14,57 1,05M
BBDC4 Bradesco PN 72,20 -2,37 +8,06 88,54M
BRKM5 Braskem PNA 11,72 -2,33 -35,14 7,95M
VIVO4 Vivo Part PN 5,45 -2,33 -38,42 5,52M

As maiores altas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1 Links
ELET3 * Eletrobras ON 49,20 +2,93 +30,28 35,16M
ELET6 * Eletrobras PNB 44,90 +2,86 +19,08 24,42M
PRGA3 Perdigão ON 25,15 +2,65 -2,58 4,08M
CTAX4 Contax PN 1,65 +2,48 -40,45 2,48M
TNLP3 Telemar ON 64,90 +2,20 +25,11 4,89M

As ações mais negociadas, dentre as que compõem o Índice Bovespa, foram :

Código Ativo Cot R$ Var % Vol1 Vol 30d1 Neg
PETR4 Petrobras PN 46,25 +1,23 165,67M 231,32M 2.927
VALE5 Vale Rio Doce PNA 44,90 -1,62 94,48M 122,00M 2.471
BBDC4 Bradesco PN 72,20 -2,37 88,54M 74,61M 2.041
USIM5 Usiminas PNA 73,95 -1,27 45,71M 73,49M 1.032
CMIG4 * Cemig PN 97,00 -0,35 36,58M 32,77M 545

* - Lote de mil ações
1 - Em reais (K - Mil | M - Milhão | B - Bilhão)

Liderando a trajetória de queda desta segunda-feira, as ações preferenciais da Brasil Telecom Operadora fecharam em baixa de 2,59%, a R$ 8,28. Um quadro de incertezas em torno do controle societário da empresa, associado a perspectivas setoriais pouco animadoras, vem impedindo um bom desempenho dos papéis.

Vale ainda observar o recuo de 2,37% das ações preferenciais do Bradesco, após a publicação de seu resultado relativo ao segundo trimestre. Embora o lucro líquido tenha ficado em linha com o esperado, as taxas de inadimplência cresceram mais do que as previsões, trazendo certa preocupação.

Por outro lado, as ações ordinárias da Eletrobrás fecharam em forte alta de 2,93%, cotadas a R$ 49,20, marcando seu quarto avanço em seqüência. Especulações sugerindo a possibilidade da companhia ser privatizada, caso o candidato à presidência da República Geraldo Alckmin vença as eleições, vêm impulsionando os papéis.

Dólar teve leve alta
No mercado de câmbio, o dólar encerrou cotado a R$ 2,1840, o que representa uma alta de 0,09% frente ao fechamento anterior. Um cenário externo turbulento e uma nova intervenção do Banco Central no mercado de câmbio impulsionaram a divisa.

No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado a 129,25% de seu valor de face, o que representa uma queda de 0,04%. O risco-país, calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan, fechou cotado a 218 pontos-base, baixa de 1 ponto-base em relação ao fechamento anterior.

Bolsas dos EUA no vermelho
Nos Estados Unidos, diante da escalada dos preços do petróleo e das incertezas em torno do ciclo de aperto monetário, as principais bolsas do país fecharam em queda.

O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia norte-americanas, fechou em baixa de 0,60% e atingiu 2.073 pontos. Seguindo esta tendência, o índice S&P 500 desvalorizou-se 0,28% a 1.276 pontos. Da mesma forma, o índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, caiu 0,19% a 11.219 pontos.

Na Europa, o índice DAX 30 da bolsa de Frankfurt registrou baixa de 1,68% e atingiu 5.627 pontos. No mesmo sentido, o índice CAC 40 da bolsa de Paris desvalorizou-se 1,68%, chegando a 4.956 pontos. O FTSE 100, da bolsa de Londres, caiu 1,03% a 5.829 pontos.

Reunião do Fomc atrai atenção na terça-feira
Na terça-feira, será divulgado o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal), pela Fundação Getúlio Vargas.

Nos Estados Unidos, as atenções estarão voltadas para a reunião do Fomc. O Comitê Federal de Mercado Aberto atualiza os rumos da política monetária norte-americana, cujo principal parâmetro está na taxa básica de juro.

Também será anunciado o Productivity & Costs do segundo trimestre, com a produtividade e os custos da mão-de-obra norte-americana.

Quinta-feira, Agosto 03, 2006

Siderúrgica norte-americana fechou detalhes para fusão com a CSN

Por: Camila Schoti
03/08/06 - 13h45
InfoMoney

SÃO PAULO - A siderúrgica norte-americana Wheeling-Pittsburg declarou que fechou os detalhes para um acordo de fusão com a CSN, que deverá realizar investimento em dinheiro no montante de US$ 225 milhões, com um financiamento que será convertido em cerca de 11,8 milhões de ações da nova holding Wheeling-Pittsburg.

O negócio deve ocorrer dentro de um intervalo de tempo de três anos, mas ainda depende da aprovação do sindicato United Steelworkers.

Direito exclusivo de distribuição
No acordo firmado com a empresa norte-americana, a CSN receberá, em troca de sua contribuição, 49,5% de participação da nova holding que será criada com a conclusão do negócio, além dos direitos de distribuição exclusiva de seus produtos de aço plano e laminado no Canadá e nos EUA.

No último trimestre de 2005 a Wheeling-Pittsburgh registrou prejuízo de US$ 23,4 milhões e reduziu as perdas para US$ 2,1 milhões nos primeiros três meses do ano. A empresa tem capacidade de produção de 3,4 milhões de toneladas curtas de laminados a quente e 2,8 milhões de toneladas curtas de placas.

Ações da Vale ficam entre os destaques positivos do Ibovespa após resultados

Por: Equipe InfoMoney
03/08/06 - 11h30
InfoMoney

SÃO PAULO - Após a Vale do Rio Doce divulgar seus resultados referentes ao segundo trimestre de 2006, números bem recebidos pelo mercado, as ações da companhia operam em alta e estão entre os destaques positivos no Índice Bovespa.

O lucro de R$ 3,9 bilhões registrado pela Vale ficou mais de 12% acima do auferido no mesmo período do ano passado e, recorde trimestral, ficou muito acima do que esperado pelos analistas do Pactual, por exemplo.

Ações lideram ganhos
Assim, em reação ao bom desempenho da companhia, suas ações ordinárias operam em alta de 1,72%, cotadas a R$ 51,88, seguidas pelas ações preferenciais classe A, cuja valorização de 1,04% leva seu preço a R$ 44,63.

Com esta alta, desde o início do ano, as ações ordinárias da mineradora acumulam ganhos de 9,87%. As preferenciais classe A subiram 7,93% em 2006, enquanto, no mesmo período, a alta registrada pelo Índice Bovespa é de 10,92%.

Quarta-feira, Agosto 02, 2006

Ibovespa: ainda não é consenso, mas já há quem fale em tendência de alta

Por: Camila Schoti
02/08/06 - 20h00
InfoMoney

SÃO PAULO - O Ibovespa rompeu, ao longo desta semana, o patamar dos 37.000 pontos. Contudo, o índice precisa de mais força e volume para configurar uma tendência clara de alta e atingir patamares mais elevados, afirmam analistas técnicos.

De acordo com Gustavo Lobo e Marcelo Grande, a resistência primária do índice está próxima de 37.500 pontos, mas enquanto o índice não superar este patamar, não é possível afirmar com segurança o início de uma tendência de alta. Gustavo Lobo lembra ainda que a perda dos 36.500 pontos pode levar o índice a 35.000 pontos.

Já o analista Ricardo Borges, mais otimista, afirma que os gráficos sugerem a retomada de uma tendência altista de médio prazo, de maneira que a projeção inicial para o Ibovespa é o nível dos 38.270 pontos.

Petrobras pode trazer ganhos de curto prazo
Se as projeções para os rumos do Ibovespa não apresentam consenso, as recomendações para as ações da Petrobras não compartilham este quadro.

Os três analistas consultados pela InfoMoney acreditam que os papéis preferenciais da estatal têm uma tendência primária de compra e, de acordo com Ricardo Borges, o ativo segue em tendência de alta de curto prazo.A manutenção do preço do papel acima do nível de R$ 45,50, pode levá-lo ao patamar de R$ 48,00.

No mesmo sentido, as ações preferenciais classe A da Vale do Rio Doce têm tendência primária de compra e a manutenção das cotações acima de R$ 44,00 pode levar o papel a novos ganhos.

Já os papéis preferenciais da Telemar apresentam forte resistência em torno dos R$ 29,40, de maneira que o rompimento deste nível pode levar o ativo a R$ 31,35, afirma Ricardo Borges. No entanto, o analista sugere a utilização do stop loss a R$ 26,80, para prevenir perdas maiores.

Oportunidades de ganhos em papéis de menor liquidez
Junto com os ganhos recentes do Ibovespa surgiram novas oportunidades de compra, como as ações preferenciais do Bradesco. Segundo Marcelo Grande, o ativo rompeu a resistência em R$ 71,50 e o momento é oportuno para a compra, com stop curto. O objetivo de alta é de R$ 80,65.

As ações ordinárias da Cosan também receberam recomendação de compra. Os papéis estão próximos de um suporte e apresentam um objetivo de R$ 155,90, Grande também destaca a necessidade de operar com stop curto neste papel.

Por fim, as ações da Itaúsa foram recomendadas tanto por Grande quanto por Gustavo Lobo. Os papéis apresentam bom volume de negociação e o primeiro sinal de entrada, segundo Lobo, é acima da resistência de R$ 9,11.

Vale: lucro líquido de R$ 3,9 bilhões entre abril e junho representa recorde trimestral

Por: Cauê Todeschini de Assunção
02/08/06 - 19h46
InfoMoney

SÃO PAULO - A Vale do Rio Doce, maior empresa privada brasileira, divulgou nesta quarta-feira (02), após o fechamento dos mercados, seus resultados referentes ao segundo trimestre de 2006.

Os números no período vieram consideravelmente acima das estimativas da corretora Ágora. Em destaque, o avanço de 12% do lucro líquido entre anos: os R$ 3,9 bilhões auferidos nos três meses em pauta representam um recorde trimestral.

Resultados detalhados
(em R$ milhões) 2T06 2T05 % Projeção* %
Receita Líquida 9.780 9.551 +2,4% 8.808 +11,0%
Ebitda** 5.153 5.334 -3,4% 4.339 +18,7%
Lucro Líquido 3.906 3.479 +12,3% 3.298 +18,4%
*Dada pelos analistas da corretora Ágora.
**Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização.

Ajuda das exportações
As receitas com vendas externas da Vale contribuíram de modo determinante para a qualidade dos resultados. Foram US$ 4,4 bilhões em exportações líquidas no primeiro semestre. Nada menos que 22% do saldo da balança comercial brasileira.

Papéis fecharam em alta
Com os investidores aguardando a divulgação dos resultados, os papéis preferenciais classe A da Vale fecharam em alta de 1,77% nesta quarta-feira, sendo cotados a R$ 44,17.

Primeiros resultados colocam ações do setor siderúrgico em destaque na Bovespa

Por: Cauê Todeschini de Assunção
02/08/06 - 18h17
InfoMoney

SÃO PAULO - O início da temporada de divulgação de resultados colocou o setor siderúrgico em destaque na Bovespa nesta quarta-feira.

Entre a noite da última terça-feira e a manhã desta quarta-feira, três empresas divulgaram seus números referentes ao segundo trimestre, todas elas surpreendendo positivamente.

A percepção do mercado é de que os números apresentados pelas empresas confirmam a expectativa de recuperação do segmento.

Resultados positivos
A primeira a divulgar seus resultados foi a Acesita (+3,76%). Apesar de mostrar queda de 40% em seu resultado final, a empresa superou as expectativas, lucrando mais de R$ 100 milhões no período.

Já na manhã desta quarta-feira, Gerdau (+2,89%) e Arcelor Brasil (+3,31%) publicaram seus demonstrativos, os quais também trouxeram lucros acima do esperado.

Ainda vale ressaltar que, durante a tarde, a diretoria da Gerdau reforçou suas perspectivas otimistas para os próximos trimestres.

Decisão da CVM também contribuiu
Outro fator que impulsionou as ações da Arcelor Brasil nesta quarta-feira foi a notícia de que a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) decidiu ser necessária a realização de uma oferta pública de aquisição de ações da Arcelor Brasil pela Mittal Steel.

A decisão da CVM se refere à fusão entre a Arcelor européia e a Mittal Steel, as duas maiores siderúrgicas do mundo, que, segundo o órgão, caracterizaria como uma troca de controle da empresa brasileira. A Mittal, no entanto, promete recorrer.

Com incertezas precificadas e upside elevado, Pactual diz que é hora de comprar ações

Por: Camila Schoti
02/08/06 - 13h10
InfoMoney

SÃO PAULO - Com um potencial de valorização do Ibovespa em torno de 35%, já que a expectativa para o índice até o final do ano é, ainda, de 50.000 pontos, o banco de investimentos Pactual acredita que é hora de comprar ações, já que, para seus analistas, as incertezas quanto ao cenário econômico internacional já estão precificadas nos ativos.

Depois da forte queda do índice, verificada no mês de maio e meados de junho, o Pactual ressalta que os múltiplos do mercado acionário brasileiro são os mais atrativos dentre os mercados emergentes. Além disso, as perspectivas de ganhos das empresas seguem robustas, com projeção de crescimento médio de 18,5% para 2006 e 11,6% para 2007.

Fundamentos macro, fluxo estrangeiro e eleições
Adicionalmente, os fundamentos macroeconômicos brasileiros continuam fortes, com a inflação sob controle, perspectivas de manutenção da redução da taxa Selic, de aceleração no crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), com ênfase na parte doméstica, além de dados neutros a positivos no saldo de conta corrente e do cumprimento da meta de superávit primário.

Quanto aos fluxos estrangeiros, de grande importância para o bom desempenho do mercado acionário doméstico, já estão próximos de um nível neutro, depois de forte retirada de recursos e, concomitantemente, os investidores domésticos estão tornando-se mais ativos.

Quanto ao período de eleições, que já foi temido no passado, neste ano não deverá ser um problema, com chances até de impulsionar os mercados, já que ambos os candidatos líderes nas pesquisas, Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin, são bem recebidos pelo mercado.

Confira as apostas do Pactual
Neste contexto, os analistas destacam sua preferência por ativos ligados à economia doméstica em função das perspectivas de crescimento econômico do País.

Confira a lista de ativos recomendados pelo Pactual: Americanas PN, Submarino ON, Guararapes ON, Natura ON, Cemig PN, Equatorial Energia unit, Eletrobrás ON, Copel PNB, Transmissão Paulista PN, Banco do Brasil ON, Itaúsa PN, Net PN, Telemar ON, TIM ON, UOL PN, TAM PN, Petrobras PN, Gerdau PN.

Mittal diz que vai recorrer da decisão da CVM sobre oferta pública da Arcelor Brasil

Por: Cauê Todeschini de Assunção
02/08/06 - 10h39
InfoMoney

SÃO PAULO - A Mittal Steel afirmou nesta quarta-feira (02) que irá recorrer da decisão da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), que prevê a obrigatoriedade de uma oferta pública de aquisição de ações da Arcelor Brasil.

A decisão da CVM se refere à fusão entre a Arcelor européia e a Mittal Steel, as duas maiores siderúrgicas do mundo, que, segundo o órgão, caracterizaria como uma troca de controle da empresa brasileira.

As siderúrgicas, porém, afirmam que a operação não se tratou de uma troca de controle, mas de uma fusão entre iguais, o que eliminaria a obrigatoriedade da OPA, que pode elevar o custo da fusão em até € 5 bilhões.

Arcelor havia descartado operação
No início de julho, após muita especulação, a Arcelor havia anunciado que não realizaria uma oferta pública de aquisição de ações, frustrando os investidores.

Ações operam em forte alta
Mesmo com a percepção de que a batalha entre a empresa e a CVM deve demorar a apresentar resultados, as ações da Arcelor Brasil operam em forte alta de 3,89% nesta quarta-feira, dia em que foram divulgados seus resultados do segundo trimestre.

Lucro da Gerdau cresceu no segundo trimestre de 2006, surpreendendo analistas

Por: Cauê Todeschini de Assunção
02/08/06 - 09h42
InfoMoney

SÃO PAULO - A Gerdau, maior fabricante de aços longos do país, divulgou nesta quarta-feira (02), antes da abertura do mercado, seus resultados referentes ao segundo trimestre de 2006.

Impulsionado principalmente pelos ganhos obtidos com empresas localizadas no exterior, o lucro líquido da siderúrgica mostrou bom crescimento no período, surpreendendo os analistas consultados pela InfoMoney.

Ganhos com recolhimentos indevidos de PIS/COFINS (R$ 23,2 milhões) e com equivalência patrimonial (R$ 12,1 milhões) também contribuíram para o crescimento desta conta.

Lucro líquido acima do esperado:
(em R$ milhões) 1T06 1T05 % Projeção* %
Receita Líquida 5.901 5.435 8,6% 5.850 0,9%
Ebitda** 1.415 1.313 7,8% 1.315 7,6%
Lucro Líquido 976 892 9,4% 655 48,9%
*Média das projeções dos analistas de Pactual, Fator e Ágora
**Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização

No segundo trimestre, a produção de aço totalizou 4,0 milhões de toneladas, 7,4% superior ao volume do primeiro trimestre. As vendas consolidadas atingiram 3,8 milhões de toneladas no segundo trimestre deste ano, 1,7% superiores às do primeiro trimestre.

Os menores custos das vendas, resultado dos investimentos que vêm sendo realizados para melhorar a produtividade operacional, bem como o ganho de margens nas exportações e nas operações na América do Norte, foram decisivos para o crescimento da margem bruta, que cresceu 2,6 pontos percentuais.

Papéis fecharam em baixa
Com os investidores especulando sobre os números do segundo trimestre, os papéis preferenciais da Gerdau fecharam em baixa de 1,41% na última terça-feira, cotados a R$ 33,52.

Grupo Gerdau comunica o pagamento de proventos aos seus acionistas

02/08/06 - 09h27
Bovespa

SÃO PAULO - As empresas snviaram o seguinte Aviso aos Acionistas:

"Comunicamos aos Senhores Acionistas das empresas abaixo que, em 2 de agosto de 2006, os Conselhos de Administracao deliberaram sobre as propostas das Diretorias, de 28 de julho de 2006, referentes ao pagamento de dividendos relativos ao segundo trimestre do exercicio social em curso, encerrado em 30 de junho de 2006. Os valores, a serem pagos em 24 de agosto de 2006, serao calculados e creditados com base nas posicoes dos acionistas em 14 de agosto de 2006 e constituem-se em antecipacao do dividendo minimo estatutario como segue:

Empresa Valor por acao ON e PN
METALURGICA GERDAU S.A. R$ 0,54
GERDAU S.A. R$ 0,35

Os pagamentos serao feitos em 24 de agosto de 2006, pela instituicao depositaria das acoes, Banco Itau S.A., mediante credito automatico para aqueles acionistas que tenham informado o numero da sua inscricao no CPF/CNPJ e a respectiva conta bancaria. Os acionistas que nao tenham adotado o procedimento acima descrito receberao do Banco Itau S.A. um aviso que devera ser apresentado em uma de suas agencias, com as informacoes supracitadas, para processamento do respectivo credito a partir do 3 dia util apos a atualizacao dos dados cadastrais.

Os acionistas usuarios das Custodias Fiduciarias terao sua remuneracao creditada conforme procedimentos definidos pelas Bolsas de Valores. Chamamos a atencao para o fato de que, a partir de 15 de agosto de 2006, inclusive, as negociacoes dessas acoes em Bolsa serao realizadas EX-DIVIDENDOS.

Informacoes adicionais poderao ser obtidas no Setor de Acionistas:
Av. Farrapos, 1811 - CEP 90220-005 - Porto Alegre / RS
Telefone: 0 xx (51) 3323.2211 ou 0800.702.2001
Fax: 0 xx (51) 3323.2281 - E-mail: acionistas@gerdau.com.br."

Norma: a partir de 15/08/2006, acoes escriturais ex-dividendos.

Arcelor Brasil: CVM determina realização de OPA

02/08/06 - 09h18
Bovespa

SÃO PAULO - NO DIA 01/08/2006 A CVM EMITIU OFICIO DO SEGUINTE TEOR:

"Assunto: Oferta Publica de Aquisicao de acoes de emissao de Arcelor Brasil S.A. Processo CVM n RJ-2006-5105

Prezado Senhor,

Referimo-nos a documentacao protocolada nesta Comissao relativa ao resultado da Oferta Revisada, conforme definicao constante do Memorando de Entendimentos firmado em 25.06.2006, formulada por Mittal Steel Company N.V. ("Mittal"), objetivando a aquisicao de todas as acoes e titulos conversiveis de emissao da Arcelor S.A., bem como as reclamacoes de acionistas minoritarios da Arcelor Brasil S.A. ("Arcelor Brasil" ou "Companhia").

A proposito, comunicamos que, no entendimento destas areas tecnicas da CVM, adotado inclusive com base em manifestacao da Procuradoria Federal Especializada desta Autarquia, constante do Memo/PFE-cvm/n 1004/06, cuja copia segue anexa, e com fulcro nos arts. 10 do Estatuto Social da Arcelor Brasil, 9 da Lei de Introducao ao Codigo Civil e 116, paragrafo unico, da Lei n 6.404/76, a Mittal, adquirente do poder de controle indireto da Arcelor Brasil, tem o dever legal de cumprir a obrigacao estatutariamente prevista de realizacao de OPA para os acionistas minoritarios da Companhia.

As areas tecnicas, tambem, com fundamento na citada manifestacao, julgam que a obrigacao acima descrita nao alcanca os acionistas minoritarios de Acesita S.A., uma vez que esta nao decorre da aplicacao do disposto no art. 254-A da Lei das S.A.

Em consequencia, determinamos, a imediata publicacao de Fato Relevante, nos termos do art. 10 da Instrucao CVM n 358/02, dando noticia ao mercado sobre o entendimento das Superintendencias de Registro de Valores Mobiliarios e de Relacoes com Empresas desta Comissao acima exposto. Ademais, informamos que a presente decisao esta sendo tornada publica, atraves da pagina da CVM na Internet, concomitantemente ao envio deste Oficio. Alertamos, outrossim, para os procedimentos e prazos a serem observados pelo adquirente do controle acionario da Arcelor Brasil, previstos no art. 29 da Instrucao CVM 361/02.

Informamos, finalmente, que do entendimento aqui emitido, cabe recurso ao Colegiado desta CVM, nos termos do item X da Deliberacao CVM 463/03.

Atenciosamente,

CARLOS ALBERTO REBELLO SOBRINHO
Superintendente de Registro de Valores Mobiliarios

ELIZABETH LOPEZ RIOS MACHADO
Superintendente de Relacoes com Empresas"

NOTA: o Memo/PFE-cvm/n. 1004/06 da Procuradoria Federal Especializada da CVM esta disponivel no site da CVM

Sem fluxo, desempenho da Bolsa deve seguir limitado, apesar dos bons fundamentos

Por: Equipe InfoMoney
02/08/06 - 08h52
InfoMoney

SÃO PAULO - Em um dia de agenda econômica pouco expressiva, a atenção dos investidores deve se voltar para o desempenho das bolsas internacionais, principalmente as norte-americanas. Analistas da corretora Ágora ressaltam que o stress continua localizado no mercado externo.

"Com a sinalização dada por importantes indicadores americanos de que a inflação de demanda pode vir a afetar o crescimento a longo prazo, cresce mais uma vez a corrente dos pessimistas de plantão. Sem fluxo externo e apesar dos ótimos fundamentos, a bolsa doméstica pode não vir a conseguir ultrapassar os 37 mil pontos com consistência a se manter este cenário no curto prazo", completam.

No entanto, cabe lembrar que a influência externa é mais positiva nesta manhã. As bolsas asiáticas e européias operam com ganhos, com o mesmo ocorrendo com o mercado futuro norte-americano. Apesar destes movimentos, o contrato futuro do Ibovespa opera em leve baixa de 0,05% na BM&F.

Noticiário corporativo e petróleo
Ademais, o noticiário corporativo também tende a influenciar de forma significativa as cotações na bolsa paulista. No fim da tarde de terça-feira, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) informou ser necessária a realização de uma oferta pública de aquisição de ações da Arcelor Brasil pela Mittal Steel, que recentemente adquiriu o controle da européia Arcelor. A Mittal disse que vai recorrer.

Além disso, os investidores vão avaliar uma série de importantes resultados corporativos trimestrais, como os da Gerdau e Arcelor Brasil, que serão publicados ainda nesta manhã, e as perspectivas para os que serão anunciados entre esta noite e quinta-feira: Vale do Rio Doce, Sadia, Ultrapar e Braskem.

A companhia aérea Gol lançou na terça-feira uma promoção de venda de passagens aéreas domésticas por R$ 1. A oferta vale para viagens a serem realizadas entre 7 de agosto e 6 de setembro. O imbróglio envolvendo as operações da Varig segue em evidência. Além disso, a Eternit informou que irá aderir ao Novo Mercado da Bovespa.

Por fim, no dia em que será revelado o relatório que aufere a evolução semanal das reservas norte-americanas de óleo e derivados, a evolução dos preços do petróleo será bastante observada. Em meio à intensificação dos conflitos no Oriente Médio, falência da petrolífera russa Yukos e temores sobre furacões no Golfo do México, o barril da commodity é negociado em alta em Londres e Nova York.

Mercado de câmbio
No mercado de câmbio, as incertezas em relação ao futuro dos juros nos EUA e humor dos investidores estrangeiros continuam balizando os negócios e limitando a influência dos melhores fundamentos, juros atrativos e bom desempenho comercial do país.

Os mercados estão alarmados quanto a mais um possível aumento na taxa de juros norte-americana, comentam analistas. O contrato futuro de dólar opera em leve alta de 0,02% na BM&F.

Quinta-feira, Julho 27, 2006

Performance operacional da Cosan mostra forte aumento no quarto trimestre fiscal

Por: Felipe Abi-Acl de Miranda
27/07/06 - 19h10
InfoMoney

SÃO PAULO - A Cosan publicou na noite desta quinta-feira (27) seus resultados relativos ao quarto trimestre fiscal de 2006. Nota-se um robusto crescimento da receita líquida e do Ebitda da empresa na comparação com o mesmo período do ano passado.

Ainda assim, a Cosan apurou prejuízo líquido de R$ 900 mil no trimestre em questão, levando o resultado negativo acumulado no exercício de 2006 a R$ 64,6 milhões.

Bom resultado operacional
(em R$ milhões) 4T06 4T05 % Projeção* %
Receita Líquida 748 463 +61,4% 706 +5,9%
Ebitda** 169 75 +125,0% 167 +1,1%
Lucro Líquido -0,9 1,3 - -27,4 -96,4%
*Estimativas da Fator Corretora
**Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização

Segundo a companhia, ainda que o resultado final tenha sido negativo - em virtude de eventos isolados -, esse não foi suficiente para ofuscar o excelente desempenho operacional no período.

No quarto trimestre fiscal de 2006, a Cosan vendeu 623 mil toneladas de açúcar, levando o total do ano a 2.470 toneladas, 6% acima do apurado em 2005. Além disso, ao longo de 2006, foram vendidos 1.016 milhões de litros de álcool, 24% a mais do que o observado no ano anterior.

Esclarecendo o prejuízo
A respeito do prejuízo líquido anual de R$ 65 milhões, a companhia esclareceu que esse se deve a:
- despesas extraordinárias de R$ 53 milhões relativas à Oferta Pública Primária de Ações;
- despesas administrativas duplicadas em função da aquisição da Corona;
- aumento de 6% no preço pago aos fornecedores de cana com efeito retroativo a toda safra; e perdas de R$ 209 milhões com operações de hegde.

Papéis fecharam em alta
À espera da divulgação dos resultados, as ações ordinárias da Cosan fecharam em alta de 2,01% nesta quinta-feira, a R$ 152,00.

Bom desempenho das siderúrgicas até julho se estenderá ao final do ano?

Por: Rodolfo Amstalden
27/07/06 - 19h13
InfoMoney

SÃO PAULO - O desempenho anual da siderurgia vêm agradando até o momento. Das ações do setor listadas no Ibovespa, a maior valorização anual é da CSN (+52,83%) e a menor pertence à Arcelor (+24,88%). No mesmo período, o índice acumula alta de 10,26%.

No entanto, analistas mostram incerteza com relação à performance futura das siderúrgicas em bolsa. Os otimistas apostam na combinação entre demanda doméstica e aço mais caro. Já os conservadores chamam a atenção para mensagens por trás das estatísticas.

Motivo para cautela
Dados publicados pelo Inda (Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço) na quarta-feira (26) relativos a junho permitem um panorama do segmento de aços planos no Brasil.

Segundo o Instituto, os estoques das centrais distribuidoras aumentaram pelo terceiro mês consecutivo. E os embarques caíram quase 2% em relação ao maio.

Ainda assim, a razão entre estoques e embarques ficou em 2,4 meses, seguindo abaixo da média histórica de 2,8 meses. Mas se essa tendência de elevação se confirmar, avalia a Itaú Corretora, as siderúrgicas nacionais podem ver-se obrigadas a direcionar vendas ao mercado externo, menos rentável.

Motivo para esperança
Apesar de concordarem com as ressalvas feitas pela Itaú, os analistas do Pactual chamam a atenção para um outro dado estatístico: as compras.

Em junho, elas avançaram 5,5%; o que reflete um comportamento em linha com expectativas de preços maiores à frente. De fato, o banco de investimentos espera que os preços domésticos dos produtos siderúrgicos voltem a subir em meados do segundo semestre.

Neutralidade
Fazendo um apanhado das variáveis expostas, a Itaú Corretora sugere cautela com o setor no curto prazo. Para o médio prazo, porém, as expectativas são melhores. O Pactual também evita posições ousadas e atribui recomendação "neutra" às ações de Arcelor, CSN e Usiminas.

Domingo, Julho 23, 2006

Confira os destaques da agenda do investidor para a quarta semana de julho

Por: Bruno Machado
21/07/06 - 18h55
InfoMoney

SÃO PAULO - Na agenda da quarta semana de julho, o mercado estará atento à ata do Copom, um termômetro do cenário econômico nacional e que tratará da última decisão sobre a Selic - que foi reduzida de 15,25% para 14,75% ao ano no dia 19 de julho.

Nos EUA, o foco dos investidores está voltado para o Employment Cost Index, com os custos da mão-de-obra norte-americana no segundo trimestre de 2006, e - também - com a divulgação do GDP (PIB) final do país.

Veja as referências da semana
Na segunda-feira (24/07), o Banco Central do Brasil divulga tradicionalmente o relatório Focus, com a opinião de reconhecidas instituições e consultorias financeiras sobre as principais variáveis macroeconômicas.

Também está programada a divulgação do IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal), organizado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas). A medida fornece uma visão atualizada da inflação nacional.

Além disso, serão publicados os dados a respeito da balança comercial brasileira, relativos à semana anterior. A fonte das estatísticas sobre importação e exportação nacional é o Ministério do Comércio Exterior.

Também nesta data, o Banco Central traz a Nota de Mercado Aberto e DPMFi, referente ao mês de junho. O documento descreve as operações realizadas pelo BC em mercado aberto e a dívida pública federal.

O relatório acerca das vendas dos supermercados e dos telefones celulares em operação durante o mês de junho também entram na agenda desta semana.

Nos Estados Unidos, não está prevista a divulgação de indicadores econômicos de maior relevância.

Na terça-feira (25/07), o Banco Central publicará a Nota de Política Monetária , com dados sobre a evolução dos agregados monetários do país no mês de junho.

Além disso, é esperado o IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor-15) do IBGE, que reflete a inflação nacional entre os dias 15 de junho e 15 de julho.

Já nos EUA, o mercado aguarda o Consumer Confidence . O índice de confiança dos consumidores é um dado importante, pois estima-se que dois terços do PIB (Produto Interno Bruto) do país sejam explicados pelo consumo.

Os norte-americanos contarão também com o Existing Home Sales de julho. As vendas de casas usadas representam a maior parte dos negócios imobiliários no país.

Ainda nos Estados Unidos, será publicado o Chain Store Sales, medida semanal de aproximadamente 10% das vendas do varejo. Seus índices podem ser conferidos em duas publicações: o Redbook e o ICSC-USB Index.

Na quarta-feira (26/07), o Banco Central divulgará as informações sobre o superávit primário, o pagamento de juros e a dívida bruta brasileira. Com essa Nota de Política Fiscal, o BC fecha o conjunto de Notas relativas ao mês de junho.

No mesmo dia, será divulgado o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor - Fipe), com a inflação do município de São Paulo na terceira quadrissemana de julho.

Divulgação também dos estoques de petróleo dos EUA, importantes para a cotação internacional da commodity, e do MBA Purchase Applications, que serve de aproximação para a demanda por imóveis e confiança econômica.

O Fed´s Beige Book também será divulgado nesta data. Agregando estatísticas dos 12 bancos centrais regionais, o livro bege explica a situação econômica geral dos Estados Unidos.

Na quinta-feira (27/07), o enfoque estará com a ata do Copom (Comitê de Política Monetária). Entendido como um termômetro do cenário econômico nacional, o documento trata da decisão sobre a Selic, que foi reduzida de 15,25% para 14,75% ao ano no dia 19 de julho.

A atenção dos investidores também deve estar direcionada à divulgação da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE referente ao mês de junho. O estudo traz dados sobre taxa de ocupação e remuneração da mão-de-obra.

Os brasileiros terão, ainda, o conhecimento do IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) da FGV, que mostrará a inflação nacional de julho.

Na agenda norte-americana, está marcado o Durable Goods Orders referente a julho. Esse índice mede os pedidos e entregas de bens duráveis no país e serve como amostra da atividade industrial.

Para a mesma data está programada a divulgação do Initial Claims, que mede o número de pedidos de auxílio-desemprego no país na semana terminada em 22 de julho.

Ainda com relação ao mercado de trabalho, o Help Wanted Index divulgará a medição das ofertas de emprego em jornais do país.

Os norte-americanos também estarão atentos ao New Home Sales de julho. Um relatório que mostra o número de casas novas, vendidas e postas à venda nos Estados Unidos.

Na sexta-feira (28/07), o destaque dos EUA fica com a divulgação da prévia do PIB trimestral, o GDP, e o seu deflator, o Chain Deflator, ambos divulgados pelo Departamento do Comércio.

Também será divulgado o Employment Cost Index, com os custos da mão-de-obra norte-americana no segundo trimestre de 2006.

Encerrando a semana, sairá a versão revisada do Michigan Sentiment de julho, que avalia a confiança dos consumidores na economia dos EUA.

Analistas mantêm viés de curto prazo negativo para o mercado acionário brasileiro

Por: Marcello de Almeida
21/07/06 - 19h00
InfoMoney

SÃO PAULO - Em linha com o esperado, a semana foi bastante volátil para as negociações na Bolsa de Valores de São Paulo. O desempenho do mercado acionário brasileiro novamente foi balizado pelo humor dos investidores estrangeiros e pela evolução das bolsas internacionais, principalmente as norte-americanas. O noticiário corporativo também chamou a atenção, assim como desenrolar da crise no Oriente Médio.

Basicamente, as atenções se voltaram para o discurso de Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve, na quarta-feira. O Chairman do Banco Central dos EUA disse que a economia norte-americana está a caminho de um período de crescimento moderado que deverá vir acompanhado de desaceleração da inflação.

A reação dos investidores aos dizeres foi expressiva. No entanto, teve pouca duração. Na quinta-feira, o conteúdo mais conservador da ata do Fomc, o comitê de política monetária do Fed, aliado aos dados econômicos contraditórios divulgados na semana, reacendeu a cautela dos investidores.

Viés negativo para o curto prazo
Em relação às perspectivas, Luiz Antonio Vaz da Neves, diretor da corretora Planner, descreve um cenário pouco animador. O estrategista aposta na manutenção da cautela por parte dos investidores e trabalha com um cenário negativo para o Ibovespa no curtíssimo prazo.

"Os fundamentos econômicos internos continuam positivos. No entanto, são as incertezas em relação ao futuro da taxa básica de juro dos Estados Unidos, que, em minha opinião, pode chegar a algo próximo de 6,0% ao ano, que estão preocupando os investidores", comenta.

Oportunidade de ganhos
Em linha com esta percepção, Luciano Varela, da Intra Corretora, visualiza poucas alterações no atual cenário e aposta em manutenção da volatilidade. "O mercado deve continua atento aos novos dados sobre a economia norte-americana e dependente do fluxo de capital externo. A correlação com Wall Street deve seguir elevada", conclui.

Questionado sobre as melhores possibilidades de ganhos no curto prazo, o analista recomenda a análise de papéis mais especulativos e de empresas de menor porte. "As blue chips e algumas empresas do setor elétrico devem apresentar bons números trimestrais. Entretanto, o desempenho destes papéis tende a ser limitado no curto prazo pelos mesmos fatores que estão segurando o mercado".

Mesmo concordando com as projeções anteriormente descritas, Clodomir Gabriel Vieira, da corretora Souza Barros, ainda se mostra otimista com as perspectivas de médio/logo prazo para o mercado acionário brasileiro. "Acredito que o Ibovespa vai fechar 2006 muito próximo dos 43 mil pontos".

Segunda-feira, Julho 10, 2006

Cesp: aviso ao mercado sobre oferta de ações tem boa repercussão

Por: Rodolfo Amstalden
10/07/06 - 18h21
InfoMoney

SÃO PAULO - Em uma segunda-feira de ligeira valorização para o Ibovespa (+0,11%), as ações preferenciais da Cesp fecharam com alta de 1,87%, cotadas a R$ 16,81. A publicação de um aviso ao mercado descrevendo a oferta de ações ordinárias e preferenciais classe B e a adesão ao Nível 1 da Bovespa foram bem recebidas pelo mercado.

Essa distribuição prevê R$ 1 bilhão em papéis ON e R$ 1,8 bilhão em PNBs. O montante total de R$ 2,8 bilhões - excluídos eventuais lotes adicionais - deve ser usado para quitar parte da dívida da companhia, avaliada em aproximadamente R$ 10 bilhões.

Trata-se de um braço do programa de capitalizações que pretende reestruturar o passivo da Cesp e prepará-la para uma futura privatização.

Aguardando bookbuilding
Embora o mercado tenha repercutido a notícia de forma positiva, um parecer mais preciso só será possível a partir do anúncio do preço de subscrição da oferta, que será fixado em 26 de julho.

Até lá, investidores apostarão em especulações sobre a demanda pelos novos papéis, que já está parcialmente garantida pela reserva do governo de São Paulo, financiada pela privatização da Cteep.

MMX Mineração poderá captar mais de R$ 2,0 bilhões com sua oferta de ações

Por: Marcello de Almeida
10/07/06 - 11h27
InfoMoney

SÃO PAULO - A MMX Mineração e Metálicos, controlada pelo Grupo EBX, do empresário Eike Batista, divulgou nesta segunda-feira, dia 10 de julho, o prospecto da sua distribuição pública primária de ações ordinárias. O código de negociação para as ações, que farão parte do segmento do Novo Mercado da Bovespa, é MMXM3.

Sob a coordenação do Banco Pactual (Líder) e do Banco de Investimentos Credit Suisse, serão distribuídas 1.262.590 ações ordinárias, escriturais e sem valor nominal. Além disso, o coordenador da oferta poderá elevar a quantidade ofertada de ações em até 15% do total, ou 189.388 ações, na forma de lote suplementar.

A critério da Companhia e dos Coordenadores, a oferta ainda pode ser aumentada em 252.518 ações adicionais, não excedendo 20% do total das ações inicialmente ofertadas.

Estimativa de preço
A fixação do preço inicial das ações será feita após a efetivação dos pedidos de reservas e a conclusão do procedimento de bookbuilding.

A estimativa inicial dos coordenadores é que o preço das ações ordinárias fique entre R$ 1.000,00 e R$ 1.363,00, perfazendo o montante mínimo projetado de R$ 1,262 bilhão.

Caso o lote adicional e as opções dos acionistas vendedores sejam exercidas, o valor total da oferta pode superar R$ 2,323 bilhões, considerando a margem superior do intervalo estimativo de preços.

Duas ofertas distintas
As ações emitidas pela mineradora serão distribuídas através de duas ofertas distintas: uma de dispersão e outra institucional, sendo que um mesmo investidor não poderá participar simultaneamente das duas.

O público alvo da oferta são os investidores qualificados, tanto no exterior como no Brasil, o que inclui instituições financeiras, entidades de previdência complementar e pessoas físicas e jurídicas, com o valor de reserva de no mínimo R$ 300 mil.

Cronograma de eventos
Confira as principais datas que regem a operação:

17 de julho
Início do período de reservas.

19 de julho
Encerramento do período de reservas.

20 de julho
Precificação.

21 de julho
Início do prazo para opção de ações suplementares.

24 de julho
Início das negociações.

26 de julho
Liquidação financeira.

20 de agosto
Término do prazo para opção de ações suplementares.

CVM aumenta exigências para laudo de avaliação em oferta pública de ações

Por: Equipe InfoMoney
10/07/06 - 17h17
InfoMoney

SÃO PAULO - A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) publicou nesta segunda-feira uma nova norma ampliando as exigências para o laudo de avaliação das companhias em oferta pública de ações.

Entre outras mudanças, o laudo de avaliação deverá trazer a opinião do avaliador quanto ao valor da oferta, com base nas demonstrações financeiras auditadas, mas o preço dos papéis deve ser definido pelo ofertante.

Cálculo do valor da companhia
O valor da empresa deve ser calculado a partir do preço médio ponderado de cotação das ações, do valor do patrimônio líquido por ação e do valor econômico da companhia avaliada.

Neste último critério, o avaliador deverá determinar o valor por ação aplicando ao menos um dos seguintes métodos: fluxo de caixa descontado; múltiplos de mercado e múltiplos de transação comparáveis. A nova instrução detalha cada uma dessas metodologias e todas as informações adicionais que devem constar no relatório.

Após pregão instável, Ibovespa fecha com ligeira valorização

Por: Equipe InfoMoney
10/07/06 - 17h35
InfoMoney

SÃO PAULO - Depois de alternar altas e baixas ao longo do pregão, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou próximo à estabilidade nesta segunda-feira (10), com ligeiro avanço de 0,11%, cotado a 36.141 pontos. O volume financeiro foi de apenas R$ 1,820 bilhão.

Por um lado, novas evidências de solidez dos fundamentos macroeconômicos trouxeram um certo otimismo aos investidores; de outro, porém, a persistência das preocupações em torno da economia norte-americana impediu uma sessão positiva para o índice paulista.

De fato, o cenário externo segue como a principal fonte de preocupação para os investidores, mais especificamente a possível configuração de um ambiente de baixo crescimento econômico nos EUA - com conseqüências sobre os lucros corporativos - e aumento das pressões inflacionárias.

Bons sinais para a economia doméstica
No âmbito doméstico, no entanto, o panorama parece ser bem diferente, com controle das expectativas de inflação, tendência de queda das taxas de juros e, por conseguinte, aceleração do crescimento econômico.

Neste contexto, vale observar que a mediana das projeções do relatório Focus desta semana para a taxa Selic ao final de 2006 foi reduzida para 14,25% ao ano, enquanto a estimativa para a inflação oficial de 2006 passou de 3,98% para 3,81%.

Outro bom desempenho refere-se às contas externas brasileiras. Na semana passada, o saldo comercial somou US$ 1,693 bilhão, levando o superávit acumulado pelo País desde o início do ano a US$ 21,226 bilhões.

Papéis da Telesp tiveram forte alta
Mostrando recuperação após fraco histórico recente, as ações preferenciais da Telesp fecharam em forte alta de 3,27%, a R$ 45,98. A nomeação de Plínio de Aguiar Júnior para a presidência da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), na última sexta-feira, parece ter sido bem recebida pelo mercado.

Em contrapartida, as ações ordinárias da CCR caíram 3,45%, com investidores realizando lucros depois da alta de quase 5% da sessão anterior.

Destaque também para a queda de 3,23% dos papéis preferenciais classe B da Braskem. O setor petroquímico brasileiro vem atravessando um momento delicado diante da manutenção dos preços do petróleo em patamares bastante altos e da tendência de apreciação do real.

Sexta-feira, Junho 02, 2006

Bolsas dos Estados Unidos fecham em alta com temores de inflação enfraquecidos

Por: Equipe InfoMoney
01/06/06 - 17h55
InfoMoney

SÃO PAULO - As principais bolsas norte-americanas fecharam em alta nesta quinta-feira (1), baseadas na publicação de dados sugerindo diminuição nas pressões inflacionárias sobre a economia dos EUA.

O ISM Index, que mede o nível de atividade industrial, veio abaixo do esperado em maio. Já o Construction Spending mostrou que os gastos com construção em abril caíram pela primeira vez em mais de dez meses.

Setor de tecnologia em alta
O índice Nasdaq obteve bom desempenho na sessão, atingindo valorização próxima de 2%. Entre as principais altas dentro do setor de tecnologia, destaque para os papéis da Apple (+4,02%) e da Cisco (+4,17%).

As ações de varejistas conseguiram ganhos consideráveis nesta quinta-feira após a publicação de boas vendas no mês de maio. Em evidência, a valorização de 7,24% dos papéis da Guess?.

Bolsas dos EUA em alta
O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, fechou em alta de 1,88%, a 2.220 pontos, acumulando no ano alta de 0,66%.

O S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, encerrou o pregão em valorização de 1,23%, atingindo 1.286 pontos, e subindo 3,00% no ano.

Por fim, o Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, apresentou alta de 0,82%, chegando a 11.260 pontos, e acumulando no ano valorização de 5,06%.

Mercado financeiro: junho começa e afasta fantasmas do mês de maio

Por: Cauê Todeschini de Assunção
01/06/06 - 18h03
InfoMoney

SÃO PAULO - A primeira sessão do mês de junho trouxe aos investidores a esperança de que os acontecimentos de maio possam, finalmente, fazer parte (apenas) do passado.

A agonia dos investidores começou no dia 10, quando os comentários que acompanharam a elevação da taxa básica de juro norte-americana trouxeram temores em relação à evolução da política monetária nas economias centrais, levando a correções nos mercados de ações e nos preços das commodities.

O resultado foi que o dólar comercial e os mercados emergentes de ações tiveram os seus piores desempenhos desde setembro de 2002, quando os EUA invadiram o Iraque. Para o Ibovespa, este foi o pior mês de maio desde 1998.

Início de junho anima mercado
O início de junho, no entanto, animou o mercado brasileiro, com o Ibovespa 3,33% para cima e o dólar comercial 3,06% para baixo.

Juros futuros e risco-país em queda também deram contribuições positivas para a recuperação do otimismo dos investidores, assim como a valorização das principais bolsas internacionais.

Cabe destacar que um relatório divulgado pelo banco de investimentos Merrill Lynch nesta sessão trouxe a perspectiva de que o movimento negativo nos emergentes estaria perto do fim.

Quinta-feira, Junho 01, 2006

Initial Claims sobe, surpreendendo o mercado, que esperava queda

Por: Cintia Lucas
01/06/06 - 09h45
InfoMoney

SÃO PAULO - O Departamento de Trabalho norte-americano divulgou nesta quinta-feira o Initial Jobless Claims, que mede o número de pedidos de auxílio-desemprego feitos pela primeira vez nos Estados Unidos, referente à semana terminada em 27 de maio.

O indicador registrou no período um total de 336 mil pedidos, acima das expectativas de 320 mil. O índice revisado da semana anterior acusou 329 mil pedidos.

Metodologia do Initial Claims
O Initial Jobless Claims é um índice importante, pois dá uma boa idéia do nível de atividade econômica. Um aumento do número de pedidos mostra crescimento do desemprego, o que provavelmente indica desaquecimento da economia.

Por outro lado, uma queda no número de pedidos reflete diminuição no índice de desemprego e um bom desempenho da economia, o que pode ocasionar pressões inflacionárias.

Ajuste nos emergentes criará boas oportunidades de entrada, enfatiza Citigroup

Por: Felipe Abi-Acl de Miranda
01/06/06 - 09h47
InfoMoney

SÃO PAULO - A atual correção nos ativos de economias emergentes criará oportunidades interessantes de entrada em vários mercados locais da América Latina. A percepção é do Citigroup, evidenciada em relatório publicado na última quarta-feira.

Segundo o banco, a perspectiva é especialmente válida para os mercados locais de juros e de câmbio de Brasil, Colômbia e México, assim que a volatilidade corrente comece a dar sinais de estabilização.

Para os analistas da instituição, o processo em pauta é fruto de uma correção necessária nos mercados emergentes, e não uma inversão da tendência positiva.

Curto prazo ainda é turbulento
No entanto, o Citi pondera que a maior volatilidade deve continuar no curto prazo, dadas as incertezas em torno da inflação, do juro e do crescimento econômico dos EUA. Já em um cenário de médio prazo, a volatilidade deve ser normalizada, projetam os analistas.

Porém, os níveis de calmaria observados no período de 2003 a 2005 não devem ser novamente atingidos, acredita o banco, em função da liquidez internacional mais reduzida e do aumento das incertezas.

Dessa forma, o Citigroup sugere que as oportunidades de entrada nos ativos de mercados emergentes estarão condicionadas aos fundamentos macroeconômicos externos e domésticos; em especial, às expectativas de inflação e crescimento norte-americano.

Banco do Brasil torna-se o segundo banco a aderir ao Novo Mercado da Bovespa

Por: Camila Schoti
01/06/06 - 09h14
InfoMoney

SÃO PAULO - O Banco do Brasil anunciou na noite da última quarta-feira a assinatura do contrato de adesão ao Novo Mercado da Bovespa. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, na qualidade de representante do governo brasileiro, acionista controlador, foi responsável pela assinatura do contrato.

A medida vem em linha com as expectativas do mercado e reflete os esforços do banco realizados recentemente. O mercado aguarda ainda para este ano que o BB realize uma oferta pública de ações, com o objetivo de elevar seu free float e atender a uma das exigências para integrar o Novo Mercado, a de ter ao menos 20% do capital social em circulação na bolsa.

Além disso, já havia sido votado a ampliação da participação de investidores estrangeiros no capital social do BB, cujo percentual ainda é restrito. A medida tinha o intuito de elevar a liquidez dos papéis em bolsa e garantir bons resultados na oferta pública de ações, quando esta se materializasse.

Vantagens do Novo Mercado
Um dos pontos negativos relacionados às ações do BB é que estes papéis têm liquidez relativamente baixa quando comparada a de seus principais concorrentes, como Itaú e Bradesco, contudo, o ingresso no Novo Mercado deverá permitir não só o aumento da liquidez dos papéis, mas também assegurar práticas de governança corporativa diferenciada.

Ao integrar o Novo Mercado, o BB se torna o segundo banco brasileiro com ações na Bovespa a fazer parte deste segmento, junto com a Nossa Caixa. Dentre as melhores práticas de governança, destaque para a garantia de 100% de de tag along a acionistas minoritários, ou seja, o direito a voto e a receber, em caso de venda de controle do banco, um valor por ação equivalente ao pago aos acionistas majoritários.

Quarta-feira, Maio 31, 2006

Taxa Selic: corte não surpreende, mas decepciona setor produtivo

SÃO PAULO - A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central não surpreendeu os diversos setores da economia. Apesar de lamentarem o "conservadorismo", muitos já apostavam em um corte desta magnitude por parte da autoridade monetária.

Pela oitava reunião consecutiva, o Copom (Comitê de Política Monetária) voltou a reduzir a Selic. O corte foi de 0,50 ponto percentual, para 15,25% ao ano. A decisão já era esperada pelo mercado.

Comércio paulista
O presidente da Fecomercio (Federação do Comércio do Estado de São Paulo), Abram Szajman, em nota oficial, considerou insuficiente a redução da taxa Selic. "Para o resultado positivo do PIB no primeiro trimestre se repetir no segundo e configurar uma tendência de crescimento superior aos 2,5% dos últimos anos, teria sido necessário um corte menos tímido", avaliou o empresário, dizendo-se decepcionado.

Já o presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Guilherme Afif Domingos, afirmou que a decisão do Copom, embora cautelosa, foi correta, levando-se em conta as perturbações do cenário financeiro internacional. Afif disse esperar que o Banco Central permaneça na trajetória de redução das taxas de juros, mas que não perca novas oportunidades para cortes mais ousados, como ocorreu no passado, se as condições se apresentarem favoráveis.

Indústria
Já o presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, destacou que as reduções "homeopáticas" dos juros estão minando a saúde e a resistência da economia brasileira.

O executivo salientou ainda não haver o que comemorar, como está preconizando o Governo, pela expansão de 3,4% da economia brasileira no primeiro trimestre de 2006, em relação a igual período de 2005. "Com a redução da Selic em apenas 0,5 ponto percentual anunciada nesta quarta-feira (31), o Copom reafirma sua disposição de evitar, a qualquer custo, o 'risco' do crescimento".

O Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) informou, também em comunicado à imprensa, que mais uma vez o conservadorismo do Copom predominou. "Na visão do Ciesp, havia espaço para a redução da Selic em, pelo menos, 0,75%, mas o que vimos foi uma atitude de exagerada cautela por parte do Comitê de Política Monetária", declarou em nota Antônio Correa de Lacerda, diretor do Departamento de Economia da entidade.

Para a CNI (Confederação Nacional da Indústria), o BC foi influenciado pelas oscilações da economia mundial nos últimos dias e desconsiderou as condições favoráveis da economia brasileira, como a baixa inflação.

Segundo os economistas da CNI, a taxa de juro real no país, acima de 10%, ainda é muito preocupante e só seria justificável ficar neste patamar se o país vivesse sob ameaças à ordem econômica. Na avaliação da entidade, a decisão desta quarta-feira do Copom mostra que é imprescindível ao País substituir o gradualismo na condução da política monetária pela promoção de condições fiscais que dêem sustentabilidade ao processo permanente e definitivo de queda dos juros. "Entre elas, a redução dos gastos e da dívida pública e da carga tributária", diz nota técnica da entidade.

Trabalhadores
Para o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, "o País está cansado dessa política de queda de juros a conta-gotas". Na sua opinião, quedas bruscas da taxa Selic são fundamentais para voltar a geração de empregos.

Segundo o líder sindical, a taxa Selic de 15,25% ao ano mostra um recuo do Governo Federal na sua política de apressar a redução dos juros para proporcionar a reativação do crescimento econômico, gerar empregos e redistribuir riqueza e renda.

Na opinião do presidente da CGT (Confederação Geral dos Trabalhadores) e do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo, Antonio Carlos dos Reis, Salim, juros altos e, por conseqüência, falta de investimentos, inibem o nível de atividade e eliminam postos de trabalho.

O líder sindicalista lembra ainda que, no Brasil, o crescimento da economia tem ficado aquém da média mundial, dos países emergentes e dos próprios vizinhos latino-americanos.

Brasil deve dominar 50% do mercado de açúcar, diz organização

LONDRES (Reuters) - O Brasil deverá ampliar para 50% nos próximos anos seu domínio sobre o mercado internacional de açúcar com produtores e indústria elevando a produção em resposta à alta dos preços, afirmou a Organização Internacional do Açúcar (OIA).

"O Brasil, como maior produtor mundial de açúcar e álcool, está aproveitando a onda dos altos preços internacionais das duas commodities e estabeleceu um programa ambicioso de expansão de sua indústria", segundo estudo da OIA sobre o Brasil.

"As receitas totais de exportação de açúcar e etanol hoje estão rivalizando com as de soja, produto que tem a maior safra no Brasil", disse a OIA no estudo intitulado "Novos investimentos e capacidade de expansão no setor de açúcar e álcool do Brasil".

"A participação do Brasil no mercado de exportação de açúcar deve crescer para cerca de 50% em 2010/11, em comparação aos 40% atuais", prevê o estudo.

Fatores como produção em larga escala, custos baixos, pesquisas avançadas e grande disponibilidade de terras cultiváveis têm dado suporte para uma grande expansão no setor açucareiro.

De acordo com o estudo, o crescimento médio anual da produção de cana-de-açúcar no Brasil tem sido de mais de 5%, embora não tenha sido incomum, em alguns anos um avanço de 10%.

Através de um grande número de novos projetos de investimento, a produção de cana deve aumentar dos atuais 387 milhões de toneladas para 600 milhões de toneladas em 2010/11, segundo a OIA.

A estimativa oficial para a nova safra de cana do Brasil, no entanto, divulgada nesta quarta-feira, já indica produção de 423,4 milhões de toneladas.

(Por David Brough)

Ibovespa: 36 mil pontos são críticos e fim das incertezas deve determinar tendência

Por: Camila Schoti
31/05/06 - 18h45
InfoMoney

SÃO PAULO - A volatilidade continua nos mercados de capitais mundiais e no mercado acionário doméstico a tendência não é diferente. Depois de uma forte correção do Ibovespa de 17% em apenas nove dias de pregão, a maior desde que a tendência de alta começou em outubro de 2002, o índice parece ter atingido um patamar de suporte acima dos 36 mil pontos.

Há um consenso entre os analistas técnicos consultados pela InfoMoney de que, se perder esse importante suporte, o índice poderá iniciar nova seqüência de quedas, podendo chegar próximo dos 33 mil pontos. Porém, se o processo de recuperação iniciado a partir do suporte continuar, o índice pode buscar os 39.400, de acordo com o analista Leandro Ruschel.

Apesar dos gráficos indicarem os possíveis rumos do índice, os analistas Alex Rocha e Gustavo Lobo lembram que o comportamento e volatilidade do índice também dependem muito das sinalizações da ata do Federal Open Market Committee e da decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) acerca da taxa Selic.

Por fim, Ruschel acredita que o comportamento do mercado a partir da forte queda citada anteriormente é muito importante, já que uma recuperação rápida do índice de volta aos 42.000 pontos pode sinalizar a retomada da tendência de alta ou, de uma perspectiva mais negativa, uma demora na recuperação pode levar ao início de um ciclo de correção ainda mais longo. Ruschel lembra que há três anos o mercado está em tendência de alta e que, em algum momento, este movimento sofrerá uma correção.

Vale e Petro dependem de continuidade da recuperação
Já as perspectivas para as principais bluechips, Vale do Rio Doce e Petrobras, são muito parecidas. Os papéis apresentaram alguma recuperação depois de atingirem seus suportes mais fortes, por volta de R$ 40,00 para a Vale e R$ 41,00 para a Petrobras, mas dependem ainda da continuidade desse movimento, para além dos R$ 45,00 para definirem de fato uma tendência de alta, percepção esta que é compartilhada pelos analistas Ruschel e Alex Rocha.

As ações preferenciais da Telemar, por sua vez, vêm apresentando forte tendência de baixa e, de acordo com Gustavo Lobo, apresenta suporte significativo em torno dos R$ 30,00. Segundo o analista, que não recomenda posição comprada no papel, se perder este patamar, a ação deve buscar os R$ 27,00. Já Ruschel acredita que a perda deste suporte poderia levar os preços a R$ 23,00.

Oportunidades de curto prazo
Não obstante a forte volatilidade dos mercados e a constante recomendação de cautela na hora de comprar ações, os analistas sugerem alguns papéis que podem representar boas chances de ganhos no curto prazo. Neste sentido, Alex afirma que os papéis ordinários da Souza Cruz então em um bom momento e se romperem os R$ 33,00 devem buscar os R$ 35,90.

Os papéis preferenciais da Klabin são citados por Lobo, já que estão com forte suporte no patamar dos R$ 4,85 e, numa tendência de alta do Ibovespa, devem ser alavancados. Por sua vez, os papéis ordinários da TOTVS estão em situação semelhante, com o suporte em R$ 35, segundo o analista.

Por fim, o analista Ruschel sugere que "o ideal é reduzir o tamanho das operações, aguardando uma definição do mercado e a diminuição da volatilidade. Outra possibilidade é o aproveitamento das fortes movimentações para operações mais curtas, do tipo day-trade", lembrando que este tipo de estratégia é recomendada para investidores com mais experiência e disponibilidade de tempo para acompanhar o mercado minuto a minuto.

Incertezas sobre juros nos EUA permanecem, mas Bolsa tem leve alta

DENYSE GODOY
da Folha Online

O mercado financeiro esperava que a ata da última reunião do Fed (Federal Reserve, banco central norte-americano), divulgada nesta tarde, dissipasse um pouco das incertezas a respeito do rumo da taxa de juros dos Estados Unidos.

Mas não foi o que aconteceu. Os investidores continuaram perdidos em meio aos dizeres da autoridade monetária de que a economia do país está crescendo de forma robusta, mas ainda não foram sentidos os efeitos das últimas elevações de juros, por isso não se sabe se mais aumentos serão necessários nem o tamanho deles.

Logo depois que saiu o documento, a Bovespa, que tinha engrenado uma consistente alta desde a abertura, recuou, mas depois se recuperou e acabou fechando com tímida elevação de 0,32%, aos 36.530 pontos, e volume financeiro de R$ 3,230 bilhões. No mês, a Bolsa acumula 9,5% de perdas.

O dólar comercial manteve a tendência de alta que apresentava antes e terminou o dia com valorização de 0,6%, vendido a R$ 2,324. O risco Brasil tinha queda de 3,24%, a 268 pontos.

"Nem o Fed, nem nós, nem ninguém sabe para onde ir", comenta Jason Vieira, economista da consultoria GRC Visão. Na sua opinião, o humor do mercado a partir de agora vai ser ditado pelos indicadores de inflação que saírem --o seu comportamento determinará novas elevações ou uma pausa no ciclo de aumentos --o último, de 0,25 ponto percentual, para 5% ao ano, foi o 16º consecutivo.

Quando os juros norte-americanos sobem, provocam uma fuga de capitais de mercados emergentes, como o brasileiro, para ativos mais seguros, por exemplo os treasuries (títulos do Tesouro dos EUA). Esse movimento foi nítido nos últimos dias, causando forte nervosismo.

"Ainda há potencial para volatilidade, mas é preciso ressaltar que o recente mau humor foi exagerado" diz Vieira. "Uma correção de preços era natural depois que, no início de maio, a Bovespa se aproximou dos 42 mil pontos e o dólar caiu para o nível de R$ 2,05, porém houve um excesso." Segundo ele, o mercado local continuará acompanhando o que acontece em Wall Street.

Pela manhã, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informou que o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro aumentou 1,4% no primeiro trimestre deste ano em relação aos últimos três meses de 2005. A taxa, levemente abaixo das expectativas dos economistas, significa um crescimento anualizado de 5,7%, e foi bem recebida pelo mercado.

As atenções agora estão voltadas para a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) a respeito da Selic, que sai à noite --a expectativa dos analistas é de mais um corte de 0,5 ponto percentual da taxa.

Membros do Fomc mostram incerteza quanto a futuros ajustes na Fed Funds Rate

Por: Rodolfo Amstalden
31/05/06 - 15h40
InfoMoney

SÃO PAULO - Os membros do Federal Open Market Committee mostram-se quase tão incertos quanto o próprio mercado em relação à necessidade de mais uma elevação na taxa básica de juro norte-americana.

Na minuta referente à sua última reunião, divulgada na tarde desta quarta-feira (31), o Fomc afirmou que as expectativas inflacionárias estão se enfraquecendo, mas ainda não permitem uma apuração definitiva sobre o fim do aperto monetário nos EUA.

Até quando?
"Nossa intenção é alcançar, mediante a elevação de 25 pontos-base, um crescimento moderado da atividade econômica, a contenção da alta nos preços de matérias-primas e o controle dos núcleos de inflação", descreve a minuta. Ela não descreve, entretanto, o momento do alcance.

Buscando exatidão
O comitê de política monetária dos Estados Unidos votou de forma unânime pela Fed Funds Rate em 5% ao ano na última reunião. Porém, conforme relata a minuta publicada nesta sessão, as hipóteses de manutenção da taxa em 4,75% ou aumento para 5,25% também foram discutidas.

Economistas alertavam que, conforme a taxa básica de juro norte-americana se aproximasse de seu "nível ótimo" - casando controle inflacionário e crescimento estável -, a exigência de ajustes finos encheria o mercado de incertezas.

Indicador de atividade industrial de Chicago subiu, surpreendendo o mercado

Por: Cintia Lucas
31/05/06 - 11h10
InfoMoney

SÃO PAULO - Foi divulgado, nesta quarta-feira nos EUA, o Chicago PMI (Purchasing Managers Index) referente ao mês de maio de 2006.

Nesse período, o indicador, que mede o nível de atividade industrial na região de Chicago, atingiu 61,5 pontos, ficando acima das projeções do mercado, de 56 pontos. No mês anterior, o índice havia registrado 57,2 pontos.

Desta maneira, o índice aponta para uma atividade econômica mais aquecida do que o esperado na principal economia do mundo.

Entenda o índice
O índice PMI, Purchasing Managers Index se refere a uma pesquisa que mede o nível de atividade industrial na região de Chicago, nos EUA.

Um índice igual a cinqüenta indica que a atividade industrial está estabilizada, enquanto um índice maior que cinqüenta significa que ela está em expansão. O índice é divulgado no último dia do mês corrente.

Período de reservas das ações da Brasil & Movimento termina nesta quarta-feira

Por: Fernanda Senra
31/05/06 - 09h40
InfoMoney

SÃO PAULO - Motivada pelas incertezas e instabilidade no mercado de ações, a Brasil & Movimento alterou o cronograma de sua oferta pública primária e secundária de ações ordinárias.

Retomando a operação, a versão do prospecto preliminar com as novas datas foi divulgada no dia 24 de maio e o período de reserva foi estendido até esta quarta-feira (31).

Novas datas
O código de negociação para as ações, que farão parte do Novo Mercado da Bovespa, será SUND3 e o preço das ações deverá ser definido já no dia 01 de junho, com o fim do procedimento de bookbuilding.

O novo cronograma também prevê que a liquidação financeira deverá ocorrer no dia 07 de junho, e o início de negociação das ações da oferta na Bovespa está previsto para o dia 05 de junho.

Além disso, o início do prazo de exercício da opção do lote suplementar ocorre no dia 02 de junho e o encerramento se dará no dia 03 de julho, data que também é limite para a publicação do anúncio de encerramento.

Oferta primária e secundária
Sob a coordenação do BB Investimentos e da Planner Corretora, serão distribuídas 8.744.000 ações ordinárias, sendo que 1.800.000 de ações serão vendidas em oferta primária e 6.944.000 das ações ordinárias restantes em oferta secundária.

Além disso, os acionistas vendedores, responsáveis pela oferta secundária de ações, poderão ampliar a quantidade inicialmente ofertada em até 15%, ou 1.311.600 ações ordinárias.

Oferta de no mínimo R$ 153 milhões
A fixação do preço inicial das ações será feita após a efetivação dos pedidos de reserva e da conclusão do procedimento de bookbuilding, mas a estimativa inicial dos coordenadores é que o preço das ações ordinárias fique entre R$ 17,50 e R$ 22,50, perfazendo o montante mínimo projetado de R$ 153,02 milhões.

Caso a opção de lote suplementar dos acionistas vendedores seja exercida, considerando a margem superior do intervalo estimativo de preços o valor total da oferta poderá superar os R$ 226,2 milhões.

O público alvo da oferta são as pessoas físicas ou jurídicas, tanto no exterior como no Brasil, inclusive clubes de investimento registrados na Bovespa, com o valor de reserva podendo ficar entre R$ 1 mil e R$ 300 mil.

Oferta pública de BDRs da GP Investments superou R$ 644 milhões

Por: Fernanda Senra
31/05/06 - 10h13
InfoMoney

SÃO PAULO - Assim como a Brasil & Movimento, a GP Investments também realizou alterações no cronograma de sua oferta primária de BDRs e, nesta quarta-feira, juntamente com as novas datas revelou o preço fixado por BDR .

Fixado pelo mecanismo de bookbuilding, o preço de cada BDR, que representa uma ação classe A de emissão da companhia, ficou em R$ 34,27.

Preço acima do intervalo
O preço das BDRs (Certificados de Depósitos de Ações) foi fixado na última terça-feira e ficou acima do limite superior da estimativa inicial dos coordenadores, que esperavam que o preço dos papéis ficasse entre R$ 26,76 e R$ 33,97. Vale destacar que estas estimativas tinham como base a taxa de câmbio de R$ 2,0587.

Os papéis, que serão registrados para negociação na Bovespa sob o código GPIV11 serão da espécie patrocinado nível III, não podendo ser negociados fora do ambiente da Bovespa. As BDRs da GP, que tem sede em Bermuda, serão registradas para negociação no segmento EuroMTF da bolsa de valores de Luxemburgo.

Captação atingiu R$ 644,6 milhões
Considerando os 18.810.287 BDRs ofertados pela companhia em distribuição primária, a operação corresponde a um montante total de R$ 644,628 milhões. Além disso, a quantidade de papéis inicialmente ofertada poderá ser acrescida de até 15%, na forma de lote suplementar, para atender um eventual excesso de demanda.

Agenda da oferta
O prazo de exercício da opção de ações suplementares teve início na última terça-feira (30) e se estende até o dia 30 de junho. As ações devem começar a ser negociadas no dia 01 de junho e a liquidação financeira será no dia 05 de junho.

Em função das alterações no cronograma, os investidores não-institucionais podem desistir dos pedidos de reserva até o dia 02 de junho. A data limite de publicação do anúncio de ficou para o dia 30 de novembro.

Dólar cai e Bovespa sobe mais de 2% enquanto mercado aguarda ata do Fed

DENYSE GODOY
da Folha Online

O dia começou com otimismo no mercado financeiro. Às 10h52, o dólar comercial recuava 0,38%, vendido a R$ 2,301, acompanhando o risco Brasil, que tinha queda de 2,52%, aos 270 pontos. A Bovespa avançava 2,11%, para 37.183 pontos, e a Bolsa de Nova York também abriu em alta.

Todas as atenções estão voltadas para a divulgação, à tarde, da ata da última reunião do Fed (Federal Reserve, banco central norte-americano), na qual os juros dos Estados Unidos foram elevados em 0,25 ponto percentual, para 5% ao ano. Espera-se encontrar no documento sinais claros sobre o rumo da taxa, cujo mais recente aumento foi o 16º consecutivo. Assim, diminuiria a forte volatilidade observada nos últimos dias.

As incertezas quanto à continuidade do ciclo de altas é que têm provocado nervosismo entre os investidores. Quando os juros norte-americanos sobem, provocam uma fuga de capitais de mercados emergentes, como o brasileiro, para ativos mais seguros, por exemplo os treasuries (títulos do Tesouro dos EUA).

À noite, sai também a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) a respeito da Selic --a expectativa dos analistas é de mais um corte de 0,5 ponto percentual.

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) já informou que o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro aumentou 1,4% no primeiro trimestre deste ano em relação aos últimos três meses de 2005. A taxa, levemente abaixo das expectativas dos economistas, significa um crescimento anualizado de 5,7%, e foi bem recebida pelo mercado.

Na Bovespa, os investidores aproveitam para comprar papéis que estão com preços atraentes depois da desvalorização de ontem. Mas se a recuperação vai ser firme depende do que o Fed disser.

Para tentar conter o avanço do dólar, que neste mês já subiu 10,63%, o BC realiza das 12h às 13h mais uma venda de contratos de swap cambial para instituições financeiras credenciadas. Pela operação, o BC dá a variação da taxa de câmbio no período e recebe juros, o que na prática equivale a uma venda de dólares pelo BC no mercado futuro. Dessa forma, quem tem medo de que as cotações subam muito fica protegido.

Na terça-feira, o BC vendeu 8 mil contratos, com volume financeiro de US$ 399 milhões.

O dólar paralelo ficava estável a R$ 2,45 e o turismo tinha baixa de 2,04%, a R$ 2,39.

Terça-feira, Maio 30, 2006

Mercados latino-americanos lideram terça-feira de pessimismo generalizado

Por: Rodolfo Amstalden
30/05/06 - 17h53
InfoMoney

SÃO PAULO - Os mercados acionários da América Latina lideraram as perdas em uma terça-feira ruim para a renda variável internacional. Investidores optaram pela cautela na véspera da divulgação da minuta do Fomc (Federal Open Market Committee), sobretudo frente aos emergentes.

Os comentários do comitê de política monetária dos EUA na quarta-feira (31) podem sugerir um prolongamento do ciclo de aperto monetário no país. Com isso, a tendência seria de um movimento generalizado de elevações em taxas de juro e conseqüente queda na liquidez que vem alimentando ativos de "alto risco, alto retorno".

Em complemento, a idéia de que a redução do crescimento global derivada de um aumento no nível dos juros afetaria consideravelmente a demanda por matérias-primas, base das economias latino-americanas.

Desempenho da América Latina
Veja o desempenho dos principais índices latino-americanos nesta terça-feira:

País Índice Variação
Argentina Merval -3,53%
Brasil Ibovespa -4,54%
Chile IPSA -1,58%
Colômbia IGBC -4,97%
México Bolsa -3,38%
Peru IGBVL -1,96%

No Brasil, pré-Copom também influencia
Além do padrão comum aos mercados da América Latina, no Brasil contou também o clima de expectativas em relação ao término da reunião do Copom, na quarta-feira.

A mediana das projeções descritas no relatório Focus do Banco Central aponta para uma queda de 0,50 ponto percentual da taxa Selic, menor do que o 0,75 ponto percentual de reuniões anteriores.

No entanto, alguns analistas alertam que a forte volatilidade do mercado internacional observada nas últimas semanas pode levar a uma política monetária mais cautelosa.

Chineses rejeitam reajuste de 19% dos preços do minério de ferro

Por: Cauê Todeschini de Assunção
30/05/06 - 17h50
InfoMoney

SÃO PAULO - Após rumores terem indicado que as siderúrgicas chinesas teriam aceitado o reajuste de 19% nos preços do minério de ferro para 2006, um oficial da CISA (Associação Chinesa de Ferro e Aço) afirmou que as negociações ainda não terminaram.

"Não aceitamos o reajuste de preços", afirmou nesta terça-feira um oficial da CISA não identificado pela Xinhua News, que é a principal agência governamental do país. "Continuaremos as negociações em junho", completou.

O site da CISA ainda trouxe nesta terça-feira uma nota dizendo que as siderúrgicas locais lutam uma batalha solitária contra o aumento, em alusão à aceitação do reajuste pelas maiores empresas do mundo.

Empresas se reúnem
Dezesseis siderúrgicas chinesas reuniram-se nesta terça-feira para discutir os impactos de uma elevação dos preços do minério de ferro sobre as empresas.

A percepção das empresas é que os preços do aço na China são muito baixos para suportar um aumento significativo dos preços da matéria-prima.

Negociações devem continuar
Com o não-fechamento do acordo, as negociações entre as grandes mineradoras e a Baosteel, que lidera as empresas chinesas, devem continuar.

Dólar comercial fecha em forte alta, sendo cotado acima dos R$ 2,30

Por: Equipe InfoMoney
30/05/06 - 16h35
InfoMoney

SÃO PAULO - Na véspera de acontecimentos importantes para a economia brasileira, o dólar comercial fechou em alta de mais de 1,5%, apesar da atuação do Banco Central nesta terça-feira.

Pela primeira vez desde 2004, o BC realizou um leilão de swap cambial tradicional, no qual oferece a variação da taxa de câmbio e recebe juros, mas a operação não foi o suficiente para conter a valorização da moeda.

Agenda cheia na quarta-feira
Na próxima quarta-feira, sai a ata da última reunião do Fomc, comitê de política monetária dos EUA. O documento deve trazer pistas sobre o rumo do juro no país e é bastante aguardado.

E no início da noite, o Copom (Comitê de Política Monetária) decide a nova taxa básica de juros da economia brasileira e deve centrar as atenções do mercado durante as negociações da próxima quarta-feira.

Dólar fecha em forte alta
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,3090 na compra e R$ 2,3100 na venda, forte alta de 1,54% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$ 2,3750, representando um ágio de 2,86% em relação ao dólar comercial.

Com esta alta, o dólar acumula valorização de 10,63% em maio, frente à baixa de 1,65% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 0,56%.

Dólar futuro na BM&F também fechou em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em junho encerrou o dia cotado a R$ 2.310, forte alta de 1,49% em relação ao fechamento de R$ 2.276 da última segunda-feira. O contrato com vencimento em julho, por sua vez, fechou em forte alta de 1,65%, atingindo R$ 2.335 frente à R$ 2.297 do fechamento de ontem.

Já o dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F, fechou esta sessão cotado a R$ 2,3220

Volatilidade afeta mercado, porém novas empresas planejam entrar na Bovespa

Por: Camila Schoti
30/05/06 - 12h20
InfoMoney

SÃO PAULO - Até o mês de maio deste ano, o número de ofertas públicas de ações registradas na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) já superou todo o ano de 2005. Enquanto no ano passado 28 ofertas primárias e secundárias foram registradas, com volume total de R$ 11 bilhões, apenas nos primeiros cinco meses deste ano o número de registros já soma 30 e o volume R$ 10,5 bilhões.

O bom momento dos mercados de capitais no início do ano foi um dos fatores fundamentais para esta corrida rumo à bolsa por parte das empresas. E não só as empresas buscaram o mercado, mas também investidores, já que alguns papéis, como os da Company e da Equatorial Energia, que subiram, respectivamente, quase 20% e 17% em seu pregão de estréia.

Volatilidade atrapalha ofertas
Contudo, o "bom momento" do mercado parece ter dado uma pausa nas últimas semanas e a volatilidade verificada, em função de temores envolvendo juros maiores que os previstos nos Estados Unidos, pode atrapalhar o cronograma de ofertas já em andamento, como foi o caso da Brasil & Movimento. Outro caso em que o processo foi alterado é o da GP Investments

A turbulência nos mercados acionários do mundo todo e a maior aversão ao risco podem prejudicar os processos de distribuição de ações. Isso porque a maioria dos papéis são precificados de acordo com o procedimento de bookbuilding, que é determinado pela demanda pelos papéis que, por sua vez, tem sido menor que no início do ano, em função da volatilidade dos mercados.

Muitas empresas com ofertas planejadas
Contudo, a despeito da situação atual, diversas empresas seguem com pedidos de registro de oferta pública na CVM e têm suas ofertas em análise pela autarquia. São ao menos 12 as empresas que aguardam a decisão da CVM para ingressar na Bovespa ou para aumentar a quantidade de ações disponíveis no mercado.

O setor de maior destaque é o imobiliário. Depois de Rossi Residencial, Gafisa, Cyrela Realty e Company ofertarem ações no mercado, a Multiplan Empreendimentos Imobiliários, a Abyara Planejamento Imobiliário, a Klabin Segall, a Brascan Residential Properties e a Cyrela, novamente, também pretendem realizar oferta de ações na Bovespa.

Outro setor que vem entrando com mais intensidade no mercado de ações é o de tecnologia e telecom. Depois da TOTVS e da Datasul, cujas ações ainda não estrearam na Bolsa, a CPM e a GVT Holdings também aguardam a autorização da CVM para integrar o segmento de tecnologia na Bolsa.

Vale lembrar que a própria Bovespa também está estudando abrir seu capital e oferecer ações ao mercado

Emergentes: fundos de ações têm a maior retirada semanal em dois anos

Por: Felipe Abi-Acl de Miranda
30/05/06 - 11h17
InfoMoney

SÃO PAULO - Os fundos de ações dos mercados emergentes registraram sua maior perda líquida de recursos em dois anos na semana terminada no dia 24 de maio, diante dos temores de que a trajetória da inflação nos EUA conduzirá a novos ajustes para cima na Fed Funds Rate.

A saída líquida acumulada no período foi de cerca de US$ 5 bilhões, a maior retirada desde maio de 2004, informou na última segunda-feira o Emerging Portfolio Fund Research.

Considerando os fundos de investimento dos BRICs (Brasil, Russia, Índia e China), houve uma saída líquida de US$ 370 milhões, o primeiro resultado semanal negativo desde outubro do ano passado.

Emergentes em momento ruim
Depois de atingir seu recorde histórico de pontuação no último dia 8 de maio, o índice Morgan Stanley Capital International Emerging Markets acumula queda de 12%, evidenciando o momento desfavorável para os ativos de mercados emergentes.

Contudo, vale observar que a percepção predominante entre os analistas de mercado é de que o ajuste observado ao longo das últimas semanas é apenas uma correção, ainda não concluída, mas que deve se estabilizar nos próximos dias ou semanas, dado que os fundamentos das economias emergentes não apresentaram mudança.

Ibovespa inicia o dia no vermelho e encosta nos 37.500 pontos

Por: Equipe InfoMoney
30/05/06 - 10h32
InfoMoney

SÃO PAULO - Acompanhando o fraco desempenho registrado pelas principais bolsas internacionais e futuros dos Estados Unidos, a Bolsa de Valores de São Paulo abriu esta terça-feira em baixa de 1,64%, com o Ibovespa registrando 37.520 pontos.

"Os mercados devem continuar nervosos na volta do feriado do Memorial Day nos EUA e no Reino Unido, uma vez que os investidores externos continuam preocupados com o processo inflacionário e principalmente com a perspectiva de ampliação da taxa de juros num plano mais global", acredita o analista Álvaro Bandeira, da Ágora Senior.

Neste contexto, ressalta-se que os próximos dias serão bastante instáveis para as negociações na Bovespa, uma vez que uma série de importantes indicadores econômicos será divulgada tanto no Brasil como nos Estados Unidos. A volatilidade tende a seguir elevada, assim como a correlação com os mercados externos.

Nesta sessão, o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) da Fundação Getúlio Vargas mostrou significativa aceleração dos preços em maio e, com perspectivas negativas, é esperado o anúncio do Consumer Confidence nos EUA. A expectativa do mercado é de que o índice tenha caído de 109,6 pontos em abril para 100 pontos em maio.

Carregada agenda econômica de quarta-feira
Apesar da importância destes indicadores, é a carregada agenda econômica de quarta-feira que deve pautar e possivelmente elevar a cautela dos investidores nesta sessão.

Além do anúncio da nova taxa básica de juro do país e dos dados sobre o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) no primeiro trimestre, será publicada a ata da última reunião do comitê de política monetária do Federal Reserve, documento de suma importância para a formação das expectativas em relação aos Fed Funds Rate.

Papéis em destaque
Dentre os papéis que são negociados nesta manhã, destaque para TIM Participações ON (TCSL3, R$ 7,65, -4,96%), Eletropaulo PN (ELPL4, R$ 93,00, -4,22%), Telemar ON (TNLP3, R$ 67,51, -3,96%), Vivo Participações PN (VIVO4, R$ 6,30, -3,81%) e Cemig ON (CMIG3, R$ 77,52, -3,47%).

O principal índice da bolsa paulista fechou o pregão de segunda-feira em baixa de 1,25%, atingindo 38.145 pontos e registrando uma alta acumulada no ano de 14,02%. O volume financeiro foi de R$ 946,65 milhões.

Comentário da Semana: após forte queda, mercado se recupera

Por: Cauê Todeschini de Assunção
26/05/06 - 17h32
InfoMoney

SÃO PAULO - A quarta semana de maio foi marcada por forte volatilidade, alternando entre quedas exageradas e euforia, em uma magnitude que não era registrada há alguns anos. O balanço final variou entre os diversos segmentos do mercado, mas boa parte encerrou o período em patamares não muito distantes do encerramento da semana anterior.

No período, o Ibovespa registrou alta de 2,38%, bem como o dólar comercial, que avançou 1,45%. Os juros futuros e o risco-país também fecharam a semana em alta.

Juro nos EUA ainda preocupa
No cenário externo, a volatilidade marcou o período. Preocupações acerca da trajetória do juro básico norte-americano prejudicaram os mercados emergentes no início da semana, que sofreram com a significativa saída de recursos externos.

Além disso, declarações do diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Rodrigo Rato, de que o Fomc deverá promover novos ajustes para cima na Fed Funds Rate, intensificaram ainda mais os temores de uma re-alocação global de portifólios.

No decorrer da semana, no entanto, indicadores como o PIB norte-americano, que veio abaixo do esperado, e o PCE, que mede os gastos pessoais dos consumidores nos EUA e não surpreendeu, tranqüilizaram os investidores, que vêem com mais dificuldade a ampliação do aperto monetário nos EUA.

Vindo da Ásia, porém, outro fato negativo abalou o mercado. A Organização Mundial de Saúde alertou sobre a suspeita da transmissão entre seres humanos do vírus H5N1 - responsável pela gripe aviária - na Indonésia. O temor é de que, caso o vírus ganhe a habilidade de se espalhar através do contato humano, uma epidemia da doença prejudique o consumo e, por conseqüência, o crescimento global.

Austeridade mantida
No cenário interno, o destaque da semana foi a divulgação do superávit primário do setor público em abril, que somou R$ 19,426 bilhões, o maior saldo de toda a série histórica, iniciada em 1991. O indicador, embora inflado por itens extraordinários, tranqüilizou parte do mercado, que teme o afrouxamento da política fiscal em função do calendário eleitoral.

No que diz respeito à evolução dos preços, poucas novidades. O IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15) e a prévia do IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) indicaram leve aceleração dos preços, mas não surpreenderam o mercado, que ainda acredita que os preços estão sob controle.

E o quadro eleitoral começa a tomar forma, com as pesquisas de maio marcando o início da corrida pela presidência. CNT/Sensus e Datafolha mostraram a tendência de crescimento da candidatura do presidente Lula, que ganharia no primeiro turno em todos os quadros. Analistas comentam que a posição de Lula é mais confortável do que a do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em 1998.

Dólar e bolsa sobem
O dólar comercial encerrou a semana em alta de 1,45%, sendo cotado a R$ 2,2410 no fechamento de sexta-feira, quando acabou encerrando em desvalorização de 2,27%. Durante a semana, a moeda norte-americana chegou a ser cotada acima dos R$ 2,40, em sua maior cotação desde agosto do ano passado.

No mercado de juros futuros, o contrato com vencimento em janeiro de 2007 projetou taxa de 15,12% na sexta-feira, frente à taxa de 14,88% do encerramento da semana anterior. Já a taxa anual do CDB pré-fixado de 30 dias fechou a 15,29%, pouco abaixo da taxa de 15,43% registrada no encerramento da semana passada.

Finalmente, o Ibovespa, principal índice da bolsa paulista, encerrou a semana em alta de 2,38%, sendo cotado a 38.630 pontos. Apesar da forte volatilidade, a semana terminou positiva para o mercado de ações brasileiro, refletindo a recuperação dos emergentes.

Próxima semana: Fomc e Copom
Na última semana de maio, o destaque no cenário interno fica com a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que na quarta-feira decide a nova taxa básica de juro da economia brasileira. A expectativa é de que o comitê reduza a Selic em 50 pontos base, para 15,25% ao ano.

Nos Estados Unidos, a minuta do Fomc, o comitê de política monetária local, sai na quarta-feira e deve ser bastante acompanhada pelos analistas. O relatório do emprego sai na sexta-feira.

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