"tornando visível o carisma inaciano"
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Núcleo de Antigos-Alunos do Colégio Santo Inácio
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"âncora": Prof.Vicente Paim

jun-jul/2009 - n.° 69
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31 de julho
Dia de Santo Inácio
O Caminho do Peregrino
O Caminho de Inácio
Quem é esse Homem

P.Raul Paiva SJ
A Vocação Universal do Jesuíta
carta do Padre Geral
P.Adolfo Nicolás SJ
reencontros
Centro Esportivo Santo Inácio

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31
JULHO
DIA DE SANTO INÁCIO

Missa Solene
às 19h na Igreja do CSI

O CAMINHO DO PEREGRINO
O CAMINHO DE INÁCIO
QUEM É ESTE HOMEM

Acham que nasci no ano de 1491. Nem eu mesmo sei, pois não havia registro dessas coisas naquele tempo. Festa de aniversário? Nosso costume era, e ainda é, celebrar o “onomástico”, isto é, a festa do santo que nos deu o nome. Eu me chamava Iñigo de Loyola. Mais tarde passei a assinar Inácio de Loyola. Hoje sou conhecido como Santo Inácio de Loyola. Mas nem sempre fui santo...
Nasci no país basco. Lugar de montanhas, mar bravo, florestas, fronteira das terras de Espanha e da França. Nós, bascos, somos diferentes. Temos até campeonato de levantamento de pedras, em três categorias: esféricas, cilíndricas e cúbicas.
Minha língua materna não foi o castelhano, mas o basco. É uma língua única. Até hoje, no ano 2000, não descobriram de que outros falares ela é aparentada. Os fofoqueiros costumam dizer que o demônio não nos tenta porque não conseguiu aprender a língua... Claro que isto é bobagem, e sou testemunha disso, pois fui tentado e caí em tentação, como vou contar...
Minha casa era uma pequena fortaleza, pois minha família fazia parte da nobreza local, o restrito grupo dos “parentes maiores”. Na porta principal tínhamos esculpido na pedra nosso brasão: dois lobos com as patas na panela, “ola”, dos camponeses (“lobos y ola” = “Loyola”). Vendo esta imagem esculpida na pedra todos sabiam com quem estavam lidando: com gente brava!
Como não era o mais velho, e sim D. Beltrão, nada herdaria, a não ser o nome limpo de minha família, boas maneiras e o manejo de minha espada... Por isso, pelo ano de 1506, peguei o caminho da fortaleza de Arévolo, pondo-me a serviço de Juan Velazquez de Cuellar, ministro do rei Fernando, o Católico - aquele casado com Isabel, a rainha que enviou Colombo na sua grande aventura marítima, quando descobriu o Novo Mundo, a América.
Gostava de espadas e arcabuzes, as espingardas do tempo, e treinei bastante no uso destas armas e na arte de montaria.
Gostava de dançar, de namorar. Queria fazer alguma coisa grande que me elevasse aos olhos da corte e me pusesse na altura de uma bela de alta linhagem, mais elevada até do que as marquesas e duquesas. Confesso: era bastante vaidoso, ansioso por honras. Cheguei a cometer um delito grave e fui processado (1515), mas, como “quem tem padrinho não morre pagão”, as coisas se arrumaram...
“Rei morto, rei posto”. Mudando o rei, mudavam os tempos e os ministros. D. Velasquez, ministro da Rainha Isabel, caiu em desgraça e em relativa pobreza. Deu-me um cavalo e uma carta de recomendação para me ajudar a recomeçar a vida. Passei, então, a serviço do Vice-rei de Navarra, o Duque de Nájera, D. Antônio Manrique. As voltas da vida me faziam regressar bem perto de minha terra natal, junto à fronteira da Espanha com a França, zona de atritos e guerras. Corria o ano de 1517.
Combati, como voluntário do Vice-rei, na reconquista de Nájera, mas não quis participar da partilha do saque, que era a paga dos soldados de então. Mas participei de missão de paz com os bascos revoltados. Conseguimos um acordo de paz em 12 de abril de 1521. Logo reuni algumas forças auxiliares e fui em socorro da capital de Navarra, Pamplona, ameaçada pelos invasores franceses. Impedi a rendição da cidade por um tempo. Mas uma bala de canhão me partiu a perna direita e feriu a esquerda. Caímos eu e a cidade em mãos dos franceses. Lembro-me bem! Foi no dia 20 de maio de 1521.
Os franceses fizeram um primeiro curativo e me enviaram ao castelo de minha família, Loyola... Afinal, éramos adversários mas, em tempos de paz, os casamentos nos faziam aparentados de um e de outro lado dos Montes Pirineus, por onde passava a linha de fronteira. Eu não sabia, mas meu caminho estava para tomar um rumo inesperado.
P.Raul Paiva, SJ
diretor de redação da revista ‘Mensageiro do Coração de Jesus’ e orientador de exercícios espirituais; paivavk@gmail.com

a continuação deste “caminho” está em
R.Paiva SJ, O Caminho do Peregrino, Ed.Loyola

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