Igreja Batista Central CBB

Teixeira de Freitas Bahia

 

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Correspondências

Recebidas

Pr. Eliel Soares (Out04)

Pr. Paulo Pimentel (Nov04)

 

 

Página pertencente ao Portal do Site Oficial da IGREJA BATISTA CENTRAL.cbb...Atualização em 2 de abril de 2008

 

 

 

 

 

 

Resposta:

IGREJA DIRIGIDA POR PROPÓSITO

 

Por que não se deixar levar pela onda do sistema de crescimento e administração de igreja mais difundido no momento, quando tantas igrejas batistas estão fazendo isto, muitas vezes, cegamente?

 

Já ouvi muito, já participei de congresso, já li muito sobre o assunto e tenho minhas próprias conclusões. Muita coisa aprendi, mas muita coisa me deixou assustado, quer dizer, quase assustado, já que estamos num tempo onde muitas novidades deverão surgir para agradar, não exatamente a Deus, mas às multidões. O que mais me impressionou foi a fala que resume bem o programa: “se quer ganhar pessoas para Jesus, adapte seu culto a Deus no formato que atraia estas pessoas para estarem com você”. Isso tem um cheiro forte de “o fim justifica qualquer meio”. O gosto do incrédulo não pode ser o gosto de Deus para Seu culto. É por isto que o verdadeiro evangelho não tem condição de atrair tantas pessoas.

 

Não me sinto bem em programas que precisam dizer que estamos num caos, e que estão surgindo soluções. Acreditar no caos da igreja de Cristo, é acreditar na ineficácia daquele que a tem sob seu total domínio, Deus, o Espírito Santo. Onde há o homem, há erros, há defeitos, mas não há caos onde o Espírito Santo está guiando. Um minuto da história pode dar a impressão de fracassos na igreja de Jesus Cristo, mas no tempo só há vitórias, lutas vencidas, somente avanços para a glória do Senhor. As soluções que aparecem, no primeiro momento são dificuldades, dúvidas, criam muitas impertinências, mas com o tempo, quando deixa de ser modismo, se tornam comuns, ineficazes, apenas se tornam lembranças, em um ou outro benefício que trás para a igreja do Senhor.

 

Há muita propaganda falsa e anti-bíblica como maneira de justificar e atrair mais gente para seus adeptos. A idéia de muita gente sendo salva é falsa. A idéia de multidões se convertendo é falsa. A Bíblia diz que poucos, muitos poucos, pouquíssimos, são os que se deixam levar pela Graça à porta do arrependimento. Isso nunca deixará de ser verdade, com esta ou aquela atuação da igreja, com este ou aquele programa a ser seguido. Na verdade, a igreja cresce, adequadamente, de verdade, corretamente, quando acontecem a soma destas coisas: pregação + motivação. Não precisamos mudar doutrina, prática bíblica ou qualquer outra coisa, por este motivo, ganhar almas só funciona se estas duas coisas se somarem.

 

Trata-se de mais uma imitação barata de programas de sucesso espalhados por muitos cantos do mundo. O que mais ouvi no congresso e nas leituras feitas, é uma crítica ferrenha contra o modelo existente, que segundo eles, foi implantada pelos americanos missionários, apesar que nossa prática seja diferente da deles. Igreja com Propósitos e outros programas, nada mais são, que imitações baratas, muitas vezes, de programas que estão acontecendo pelo mundo a fora, nas mais variadas circunstâncias. Um dos lemas que mais ouvi, foi: “não faz mal copiar nada”, e esta regra é religiosamente seguida por este sistema e tantos outros. A idéia é: fez sucesso lá, cresceu ou inchou a igreja lá, então serve cá, “o fim justifica os meios”. Queremos os resultados que eles conseguiram lá.

 

Há uma demonstração clara de crença na ineficiência do Espírito Santo. Tentando ajudar, acredito, a obra do Espírito em chamar e salvar o homem perdido, a coisa fica fora dos princípios bíblicos. São criadas situações de armadilhas, usando o culto, a proclamação, o estudo da Bíblia, a convivência eclesiástica, o relacionamento com outras igrejas heréticas ou bíblicas, a crítica acirrada contra aquelas que não se juntam a eles, com o grande objetivo de ajudar na salvação do maior número possível de pessoas.

 

São claras as conseqüências perniciosas que tudo isto vai trazer para a Igreja de Jesus Cristo. Que tipo de gente estarei formando na minha igreja, se deixo levar o culto ao Senhor, pelo gosto do incrédulo? Com a música, o ritmo e a letra que agradam o ímpio? Com a pregação e a interpretação da Bíblia, de um jeito agradável ao perdido? Acredito que além de estarem atrapalhando a obra do Senhor, estão colocando fora a ação dEle na formação de uma igreja sadia e de uma convivência denominacional saudável.

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Resposta:

Uma Explicação com Propósito

Uma palavra ao Pastor de uma Igreja Batista que assumiu a atuação “Com Propósitos” em nossa cidade.

 

“Meu irmão e colega

Meu prezado amigo

 

 

Primeiro de tudo, parabéns pela página na Internet, muito bela e criativa, dá muito gosto conhecer a igreja, também por meio dela.

 

Segundo, obrigado e parabéns pela sua participação....

 

Terceiro, ontem fui informado de um inconveniente, e gostaria de sua paciência para ouvir minha versão para a dificuldade surgida. Entendo que as igrejas batistas estão tomando caminhos diferentes para se chegar ao mesmo objetivo. Hoje, já há algumas iniciativas nossas, as igrejas que preferem continuar "tradicionais", que não podem ser comungadas por aquelas que preferiram tomar outros rumos, o que é normal, enquanto continuamos a ter iniciativas comuns, totalmente aceitas entre todas. Isto acontece ao contrário, também, e é totalmente normal.

 

Alguns dias atrás recebi dois membros de sua igreja que queriam que eu incentivasse meus jovvens e adolescentes a uma atividade que não concordamos como igreja e como pastor, e explicamos isto a eles. Mas, parece, entenderam que eu estava dizendo que discordávamos da Igreja Batista ..., ou que proibiríamos as pessoas de irem ao evento, o que não é verdade. Há muitas atividades na sua igreja, que concordamos, e sem problemas podemos juntos fazer para a glória de Deus. Só que, aquela atividade em si, não. Tudo porque, algum tempo atrás, uma "banda" de jovens e adolescentes, tocou numa atividade dos jovens de nossa igreja, e, aos olhos da nossa igreja, houve algum exagero quanto aos rítimos, danças, e etc. E por aquilo, não pudemos repetir o convite,  embora cremos que eles tivessem o direito de cultuar do jeito que quisessem, não tinhamos nada a ver com isto.

 

Gostariamos muito que fosse compreendido estas diferenças respeitosas, e naquilo que pensássemos semelhantes, iguais, pudéssemos continuar juntos fazendo para a glória do Senhor.

 

Pr. Jônatas David Brandão Mota

Maio de 2006”

 

 

 

 

 

Resposta:

PENTECOSTAL ESTÁ PERDIDO

 

Numa conversa com grupos de pentecostais, com todo o respeito que eles merecem, como qualquer outro religioso, um pastor me querendo provar que eles estavam salvos, e que tinham fé suficiente para isto, perguntou: você crer que está salvo? Todos responderam que sim, afirmaram ainda que a salvação era pela fé em Jesus Cristo, e isto eles tinham demais. Eu perguntei: e o que é que se você fizer, você perde a salvação? Todos, sem exceção, todos passaram a apontar algumas coisas que se fizessem, perderiam a salvação que acreditavam ter. Diante do que me disseram, perguntei de novo: então, enquanto vocês não fizerem estas coisas, continuarão salvos? Todos disseram “sim”, “continuaremos salvos enquanto não fizermos estas coisas”.

 

A doutrina pentecostal ensina isto, é por isto que Paulo lembra: “cuidado com o que ensina, a doutrina, pois fazendo isto, levará muita gente à salvação, ou não”. Essa doutrina com grande aparência espiritual, mas totalmente anti-bíblica, ensina que a salvação e a santificação depende do crente. Assim ele pode perder a salvação ou a santificação.

 

A Bíblia diz que a salvação é só pela fé, nunca, jamais é pelo merecimento pessoal, pela religiosidade ou dedicação individual (Efésios 2:8, Tito 3:5, 2Timóteo 1:9). Mas o que é pior, a Bíblia diz que quem confia em seus merecimentos, em sua dedicação, em sua fidelidade pessoal, está perdido, está fora da Graça, fora do plano que Deus estabeleceu para a salvação do ser humano (Romanos 11:6). É por causa disto que Jesus afirma que poucos são os salvos, a pesar de tantos que se dizem crentes, eleitos, escolhidos por Deus para a salvação (Mateus 7:13-14, 21-23).

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Resposta:

IMPRENSA É PODER BANDIDO

 (Julho de 2004)

 

Vende o que o espírito humano gosta, como catástrofes, escândalos e outros destrutíveis; não o que precisa.

Aprovam ou desaprovam pessoas, fazendo a opinião pública obedecer

 

Assim a imprensa vive:

(a)provocando intriga, jogando uns contra outros, para colher declarações bombásticas e maléficas a todos; futrica, buscam intriga para obterem notícias permanentes, entre artistas, independente do potencial artístico que tenham, e entre políticos, independente da ética e ação política que exerçam.

(b)a pesar de os políticos participarem de nossa vidas, a imprensa vive de lembrar aqueles que são dignos de críticas.

(c)com os artistas, que fazemos parte da vida deles, além de intrigas, busca a elevação de alguns e o esquecimento de outros.

(d)não noticia, interpreta, analisa e comenta como verdade.

(e)acima de tudo e de todos, mente, omite, faz o que quer; ninguém pode dizer nada contrário, declara-se perseguida.

(f)terrorista, amedrontando todos os seus desafetos; já vi repórteres ameaçando comerciantes.

(g)desinformando, produzindo notícias e vendendo exclusividades.

 

Assim...

(a)para se colocarem contra Bush, na guerra dos EUA contra o Iraque, defendem o 11 de Setembro como internacionalmente legítimo e legal; aplaudem homens-bomba em nome de seus motivos; criticam as torturas não oficiais, tentando apagar anos do flagelo institucional que sempre existiu por ali; apresentam os seqüestros e as decaptações como trunfos de todos pelo anti-americanismo.

(b)para atenderem o que interessa à expectativa popular, um exemplo que estou vivendo atualmente: No programa chamado Big Brother Brasil, muitos anônimos passaram, alguns permaneceram lembrados pela mídia, outros voltaram ao anonimato; a imprensa tem mantido em evidência, aqueles que se envolveram em drogas e tráficos, no ócio da ignorância, nos escândalos amorosos ou sexuais, os que foram para as páginas de revistas pornográficas; aqueles que estão dando duro nos estudos, como é o caso de uma que está sendo minha aluna na faculdade, passou para o time dos esquecidos, dos, parece, propositadamente recanteados, já que este tipo de informação não produz euforia.

 

Agora...

Está estampado em todas as capas de revistas e de jornais, o medo apavorante que a imprensa brasileira está vivendo com o projeto de se criar um Conselho para acompanhamento das atividades de jornalistas e de empresas detentoras das notícias. É um banditismo exagerado. Mas uma coisa é certa, mais cedo ou mais tarde, isso diminui, acabou esse tempo de farwest animalesco e cruel para todos, inclusive para eles mesmos.

 

25 de Setembro de 2004

A credibilidade da imprensa, hoje em dia, é tão grande, no seio de seus leitores e assinantes, que a melhor atitude de um político ou outro perspicaz qualquer, é fazer com que ela se coloque contra ele mesmo ou seus projetos. Foi assim que:

Lula foi eleito Presidente da República, quando a esperança venceu o medo

George W. Bush tem melhorado sua aceitação para as próximas eleições nos EUA (em 4 de novembro, ele já está eleito, com a maior votação que um presidente recebeu para chegar ou voltar à Casa Branca)

Chaves não deixou a presidência da República venezuelana

Os donos dela, políticos da ditadura, estão perdendo poder e respeito a cada eleição, no Brasil.

 

04 de Outubro de 2004

Apesar de muitas novidades, folheio uma revista de mais de 100 páginas em 10 minutos, sentindo satisfeito, pois a muitas reportagens que apresenta, um percentual de 80 % não merece meu crédito, então ler para que? não acredito que saibam tanta intimidade de tanta gente, e informe tanta coisa que nem mesmo os envolvidos saibam. São mentirosas e a mentira delas fazem mal ao intelecto. Estou preferindo a mentira, menos elaborada, da tv, pois além de não terem tanto tempo para construírem suas inverdades, ainda contam com o medo do outro tele-jornal desmentir o que está contando.

 

 

04 de Novembro de 2004

Estou disposto a, vez por outra, fazer uma análise geral e crítica de algumas atitudes e comportamentos da imprensa. As datas anteriores a esta, são materiais que me chegaram após este momento....

 

Revista IstoÉ, de 3 de Novembro de 2004 = depois de ter feito uma tendenciosa entrevista favorável a José Serra, candidato a prefeito de São Paulo, que publicou na semana que antecedia  o domingo do 2º turno, dando tempo a qualquer tipo de repercussão favorável ao candidato, ela faz uma entrevista amigável com Marta Suplicy, também candidata, publicando na semana, a partir do domingo da eleição, e coloca como um dos títulos de capa, “Marta encosta em Serra”. Nesta edição, há dois grandes espaços de direito de resposta, concedido pela justiça, por reportagem criminosa feita pela revista, contra alguém como resultado daquilo que o presidente Lula mencionou, o “denuncismo”, só para se fazer detentora de notícias de primeira mão. Nesta mesma revista há uma super valorização de uma novela, trazendo o de sempre, a mancha de que só uma emissora faz e faz bem feito, que ninguém mais sabe fazer, trancando todas as portas que poderiam absorver mais o potencial artístico do Brasil; assim, os poucos que estão na Globo, estão com tudo, e todos os outros estão à margem.

Revista Veja, de 10 de Novembro de 2004 = na capa, chama a atenção para Yasser Arafat, homem que depois de muitos anos de terrorismo direto, assumiu postura permissiva ao terrorismo de grupos, marqueteiramente, fora do seu controle; agora morto, é herói da humanidade para a imprensa; isso quer dizer que Bin Laden, com certeza já morto, tornar-se-á gente da mesma categoria dentro de pouco tempo. Entre muita propaganda, entrevista um cirurgião plástico brasileiro de sucesso na mídia americana, nas “cartas” dos leitores, um elogio sobre a capa anterior, quando a estátua da liberdade está de olho machucado por um soco, só porque o povo americano votou contra a imprensa mundial, e isso é tomado contrário à democracia; o “Radar”, na verdade, é um grupo de notícias fofoqueiras, o objetivo maior é criar intrigas, despertar medos e rancores. Em seguida vem um reportagem com interesse evidente de desbancar o PT, afirmando que, com todas estas letras, o partido está perdendo nos grandes centros e está sendo mais aceito pela gentalha do interior, o que dá vantagem ao PSDB que está rejeitado pelo povinho, e está sendo aceito nos grandes centros. Há uma reportagem de elogio aos políticos não políticos, os chamados “sem sal”; outra reportagem apontando o que o PT está isolando o Senador Eduardo Suplicy, por opiniões diferentes que ele tem em relação à cúpula, sem considerar que isto é uma constante no partido, simplesmente por causa de sua estrutura dialética, o que é diferente de outros muitos partidos. Uma reportagem mantendo o espírito pessimista, a pesar do ambiente avançador do país, quando informa sobre o crescimento vertiginoso do comércio externo brasileiro, porém sem esquecer que “ainda falta muito a avançar”. Depois, uma nota pequena, informando que em Salvador, Antônio Carlos Magalhães foi derrotado, com a foto do vencedor, mesmo sendo do PDT, junto da marca do PSDB, e o comentário de ACM dizendo que isto não o abala, pois Salvador sempre foi rebelde ao seu domínio. Um comentarista escreve uma “Carta ao Presidente”, onde, em letras garrafais, diz que com uns tipos de petistas ao lado dele, em 2006 não será reeleito. Uma reportagem paga, onde Xuxa vende produtos da Grendene. Uma reportagem doente expondo a opinião de alguns índios no Xingu sobre o namoro do Cacique com uma loira. Outra reportagem paga em favor do turismo em Porto de Galinhas, em Pernambuco e outras praias, em outros Estados. Uma reportagem sobre a reeleição de Bush, “O Segundo Império” onde apresenta uma lista de atitudes e posturas negativas que poderá tomar, compara os EUA com outros impérios do passado; na reportagem um interesse de demonstrar que foi um atraso para aquele país... tudo porque o povo americano, como no Brasil, e em muitas partes do mundo, deu uma “banana” para o que a imprensa pensa e quer. Depois um articulista, com o título “em tempo de trevas”, em legras grandes diz que o que mais assusta nas eleições americanas, além do belicismo do presidente, é o triunfo das trevas na terra da democracia e da liberdade. Em seguida, outra reportagem, afirmando que a Alta Corte estará com Bush “na cruzada conservadora dos costumes. Com o título de “o fim do dono da história”, a reportagem sobre a vida, os ódios, e as práticas terroristas, de todas as formas” do Bin Ladem palestino. O resto está dentro deste mesmo espírito geral da revista, da imprensa e da mídia de uma forma geral.

 

Revista Veja, 17 de Novembro de 2004 = o editorial da revista é um resmungar, de novo, do vice-presidente do país, substituindo aquele ministro que se demitiu; na busca de fazer intrigas, uma reportagem destacada afirma que José Dirceu está em guerra ao receber a responsabilidade da articulação política do governo; noutro momento, ainda provocando intrigas, FHC diz que as forças armadas sempre pediram seu vice presidente como ministro da defesa, mas ele sempre resistiu; sobre a eleição americana, uma derrota para a imprensa, a vox populi descobriu, que a pesar de tanta campanha anti Bush por parte da imprensa nacional, para os brasileiros, somente 57% eram favoráveis à vitória de Kerry nos EUA; uma grande reportagem demonstrando a fisiologia do PMDB, atualmente e sempre, buscando respingar no governo, mostrando a visão de que se este partido ficar na base governista, é porque, com certeza, recebeu o que pretende. No desejo de mostrar que todos os políticos e todos os partidos são iguais, uma reportagem, “Um PT com ficha suja na Polícia”, onde dois políticos petistas estão sendo indiciados por crimes variados. Noutro momento, outro esforço, “briga paralisante entre as ministras Marina e Dilma perde força e as obras, finalmente, parece que vão andar”. Uma reportagem, tentando mostrar que tinham razão em propagar campanha anti-Bush, uma reportagem mostrando os vários tipos de eleitores que votaram mais nele, com uma pergunta: “ele vai levar em conta o eleitorado heterogêneo ou governar apenas para os religiosos?”. Um repórter imbecil, e com o mesmo espírito da revista e da mídia em geral, afirma que os evangélicos estão sofrendo preconceito cultural, político e étnico pelas elites pensantes das metrópoles (possivelmente gente “pensante” do tipo dele). Como sempre, neste novo sentido, falando sobre televisão, o repórter de sempre procura desfazer o empenho da Record em fazer “O Aprendiz”, fazendo questão de mostrar os defeitos. Em seguida, uma grande reportagem sobre o livro escrito pela viúva de Roberto Marinho. Lastimável, mas perfeitamente previsível, mais uma mídia doentia e desinformante que o Brasil pode se “orgulhar” de ter.

Agora eu encerro esta iniciativa, pois, com certeza, será sempre esta mesmice. É certo que não mudarão, e se, quando fizerem isto, volto a dizer aqui.

 

17 de Março de 2005 = estou com a Revista Veja nº 11, edição 1.896, de 16 de Março de 2005, e nela, um bom exemplo do que é a imprensa. Com apoio da revista, tendo letras grandes chamando a atenção, dizendo a política da revista, e da imprensa em geral: “Esta é a última coluna em que Lula irá aparecer. Achincalhá-lo foi uma farra por dois anos e meio. Agora a farra acabou. Peguei bode. Estou farto. Fico com perebas na pele só de ver sua cara ou ouvir sua voz. Somatizei Lula”. Alguns textos são: Enjoei de Lula... De hoje em diante, ele morreu. Desde que Lula chegou ao poder, dediquei cerca de 5 mil horas a ele... Li tudo que ele falou. Li sua obra completa. Fui de comício em comício, de palanque em palanque, recolhendo e analisando no microscópio cada despropositado perdigoto expelido por sua boca. Minha coluna se transformou numa espécie de bestiário lulista, em que colecionei todas as suas monstruosidades. Amolá-lo virou meu dever. Virou mer bordão. Virou meu ponto-de-venda. Semanalmente, eu era desafiado a inventar novas variações para a mesma piada... a idéia era usar qualquer artifício para ridicularizá-lo. Comparei-o a um escravo vestido de rei do Congo... Não sinto animosidade por Lula. Pelo contrário. Sou-lhe imensamente grato. Só tenho boas recordações do período. Acompanhei seu governo como se acompanha um filme vagabundo... filme vagabundo é para ser visto em companhia de amigos, assobiando, vaiando e avacalhando rumorosamente. Foi o que tentei fazer aqui na coluna. Filme vagabundo é assim: quanto pior, melhor. O divertimento está justamente na implausibilidade do roteiro, na incapacidade técnica, na precariedade de recursos na ruindade dos atores. Lula conseguiu reunir tudo isso, como nos grandes clássicos do filme B... Era bom depreciar Lula quando ninguém o fazia. Agora não. Todo mundo o deprecia. Mais e melhor do que eu... Lula só é elogiável quando se considera a baixa expectativa que havia em relação a ele... Para elogiar a gestão da economia de Lula, é necessário achar que o país estaria pior caso Serra tivesse sido eleito. Eu não acho isso. Acho que estaria melhor. Faríamos tudo igualzinho. Só que não teríamos perdido dois anos. Adeus Lula”.  Isso quer dizer que a imprensa recebe a concessão para atuar, e nisto ela se sente perfeitamente livre para sentir ou não animosidade por alguém, e a partir daí, “achincalhá-lo” como bem quiser. Isso é a imprensa.

 

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Resposta

Meu Petismo Lulista

(novembro de 2004)

 

Me perguntam do meu petismo, do meu lulismo e do meu anti-imprensa bandida.

Sou petista. Ainda não sou de carteirinha. Mas sou petista. Não sou Lulista ou outro personagem qualquer, sou apenas petista. Nunca fui da direita, mesmo nos idos da Arena e do PDS. Militei, dentro de minhas limitações, no MDB, ao lado de Ulisses Guimarães, em quem votei para presidente da República no primeiro turno. Em 1984, nunca esqueci, alguém me disse, quando reclamei do isolacionismo do PT, “não temos pressa, cremos que a cada eleição estamos conscientizando o povo”, e estavam, e eu, no segundo turno, tive que dar ouvidos ao PT, em quem votei e em quem nunca mais deixei de votar para qualquer tipo de cargo eletivo. Sou petista, ainda sem carteirinha, mas sou petista.

Uma dádiva que sempre admirei, e passei a defender, é o de não ter anseio de estar no governo, em cargos ou em favores dele. Votava no que deveria, mas sem a troca de buscar favores. Em todos os governos foi assim, mas com Itamar Franco, foi mais evidente. Todo apoio para que pudesse governar com tranqüilidade, sem no entanto, ter que participar, junto com outros partidos fisiologistas, da situação. Quando Erundina se apresentou para um cargo, em nome do partido, teve que ser deixada, pois estava fora da orientação partidária. Não me esqueço de ter ouvido, entre as poucas palavras do deputado João Alves, pela tv, afirmar a um questionador, na CPI dos Anões do Orçamento, “todos vocês vinham ao meu gabinete para buscar favores, somente os pessoal do PT esteve isento disso”.

Como disse aquele meu amigo, devagar, depois de algumas derrotas, sempre de cabeça em pé, sem ter que lançar mão de tudo que os concorrentes lançaram para ganhar ou para não perder tais eleições, chegaram ao poder. A esperança venceu o medo. Regina Duarte foi a grande protagonista desta verdade, conduzindo o povo ao medo. Estão no poder. O primeiro ano foi o ano da derruba das paredes da casa velha e viciada que estávamos. O segundo ano está sendo de soerguimento das paredes. O terceiro ano será aquele de desfrutarmos da casa, porém, ela, ainda sem o devido acabamento. O quarto ano o do verdadeiro crescimento nacional, o suficiente para o povo ver que valeu a pena ter colocado um partido sério, com programas voltados para as necessidades do povo. O Partido será re-eleito, sem necessidade de tudo que Fernando Henrique fez para voltar à presidência, no Congresso, pelo país inteiro e na campanha de difamação, principalmente com aqueles cinco dedos estendidos demonstrando suas prioridades, lembrando que seu opositor era trabalhador, operário, e por isso, só tinha quatro dedos.

Desde tempos antigos, e hoje muito mais, a grande preocupação da imprensa corrupta, é a de colocar os políticos do PT no mesmo patamar de respeito que seu proprietários têm, como políticos que são. O interesse é demonstrar que todos são iguais. Seus donos ganharam a concessão sendo pilantras no congresso, mantiveram-se políticos e no poder, com as pilantragens mil que sempre foram capazes de criar. A imprensa, mal acreditada pelo povo, tem sempre a necessidade de mostrar que não há diferença entre os políticos. Todos os partidos têm bandidos aos bandos, ninguém fica sabendo o partido deles, mas quando um nome do PT, pode ser até um amigo de algum político do partido, está, somente, em suspeita, a notícia corre como uma verdade sempre com o nome da agremiação em foco. Se por acaso, for provado que, como na maioria das vezes, a boataria foi infundada, um cantinho de página, talvez, é usado para informar, sem que seja preciso limpar o nome do partido.

A imprensa bandida, agora, está na carência de forçar um julgamento, do povo, ao presidente da República, pelas últimas eleições. Querem por querem, que todo mundo acredite que ele saiu manchado, derrotado, julgado em falha, pelo povo, diante das urnas. Desde antes, já insistiam que assim seria. Para tanto, neste “posteriore”, usam as informações do jeito que querem, afirmando tudo que querem, numa manipulação desenfreada e ensurdecedora.

Assim, esquecem não, escondem, que PT no poder é diferente do PSDB, que inchou, atraindo gente de dos mais variados partidos, oferecendo todos os privilégios e “condições”. Tornou-se moda sair do partido para ir ficar em apoio ao presidente Fernando Henrique, principalmente no auge de sua popularidade. Com o PT foi diferente, não houve esta atração para si, mas houve incentivo para que se crescesse o PTB, o PL e outros tantos de apoio ao governo atual. Assim, o partido continuou com seus tantos, nomes, pelas cidades e Estados, sem tanta publicidade. É só ver os candidatos que concorreram e deram trabalho por aí, são pessoa desconhecidas, contra poderosos economicamente e de mídia elevada.

Assim, esquecem não, escondem, que em São Paulo, capital dos nordestinos, e eu sou nordestino, só Maluf foi re-eleito e elegeu dos seus. O PT tentou quebrar esta história, deu trabalho, mas não conseguiu. Nordestino é nordestino, dessa vez, Maluf não foi, porque não interessava à imprensa bandida, que ele fosse, então bombardeou a lembrança dos seus, com tudo que se ouviu na época, a respeito dele.

Assim, esquecem não, escondem, que mesmo com os mesmos de sempre, sem expressão pelas cidades, o PT cresceu exageradamente. O número de prefeituras conquistadas, foi grande. O número de capitais foi enorme, a pesar de nomes desconhecidos estarem na disputa, pela partido, contra nomes conhecidíssimos.

Assim, esquecem não, escondem, que cresceu nas capitais, indo à segundo turno na grande maioria delas. O partido sempre foi forte nas capitais, mas não elegia seus candidatos. Com os mesmos nomes de sempre, sem medalhões de cada estado compondo seus quadros, o partido foi a segundo turno em quase todas elas, dando muito trabalho ao poder econômico de cada lugar.

Assim, esquecem não, escondem, que muita gente vota nos nomes do partido, mas a esmagadora maioria vota na legenda. É o único partido que elege gente, mesmo sem ninguém saber de quem se trata. Confiam no programa e na seriedade que todos os participantes têm, diante da causa pública.

Assim, esquecem não, escondem, que pelas pesquisas, o governo e o presidente estão bem avaliados, a pesar das eleições. Semanas antes das eleições, a resposta do povo foi de melhoria nesta avaliação. O povo acredita no governante que tem, acredita em seus propósitos. Acredita no que ele pode fazer, ainda mais, pelo país.

Por último, esquecem não, escondem, que lisura e verdadeiro cuidado com seus princípios, estão fazendo o Brasil ser outro em todos os sentidos. Salve o Brasil. Salve Luís Inácio Lula da Silva, presidente da Republica Federativa do Brasil.

 

 

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E-Mail:

IMPRENSA CONTRA O

CONSELHO FEDERAL DE IMPRENSA

(e-mail à Revista IstoÉ, em 16 de Agosto de 2004)

 

Sou leitor da revista Isto é

 

minha esposa, deixou de fazer sua assinatura da VEJA porque eu estava cansado de não acreditar naquilo que estava escrito por ali.

 

sempre acreditei no que esta revista escreveu, fazendo as devidas considerações de um momento ou outro, quando exageros jornalísticos ou falhas propositais, na busca de fazer furos jornalísticos para chegar ao alvo que tanto almeja, e que qualquer um teria, o de ser a a mais lida, e a de maior credibilidade.

 

confesso que estou repensando sobre o assunto, pois o empenho deste veículo de comunicação, em reprovar a existencia do Conselho Federal de Jornalismo, e o pior, mostrar que é algo totalmente contrário à democracia, só porque fere interesses da classe; forçar a barra para demonstrar que os interessados no assunto, estão promovendo meios de calar a imprensa; isso pra mim é muito grave.

 

estou começando a acreditar que a imprensa quer limitar a ação de todo mundo, de acordo com sua visão e interesses, principalmente quando os proprietários das empresas se beneficiam politicamente ou economicamente do que está acontecendo; mas não está disposta a ter seus limites.

 

Democracia, para ser real, precisa que todos tenham liberdade, mas tenham limites, responsabilidades. O desejo da imprensa em não ter estes limites, ser toda poderosa, com a afirmativa que o povo sabe escolher e punir os defeitos e erros, é perigoso, pra todo mundo.

 

é uma pena que seja assim. já sei o que fazer com a correspondência que esta revista enviou para minha esposa, pedindo que faça nova assinatura da revista.

 

Pr. Jônatas David

Teixeira de Freitas BA, Agosto de 2004

 

01 de Novembro de 2004 = já se vão uns dois dias que a Revista IstoÉ está tentando renovar a assinatura de minha esposa, sem nenhum sucesso. Agora a tarde, atendi um telefonema, me dizendo que a renovação foi automática e que eu teria que suportar a revista por mais um ano. Informei que não me interessava uma semana a mais, nem de graça, e que eu tomaria as providências para que o dinheiro lesado, fosse imediatamente devolvido, pois não tenho a obrigação de passar por este vexame, mais tempo.

 

03 de Novembro de 2004 = a Revista IstoÉ voltou ao ataque, desta feita, procurou minha esposa em seu trabalho, via telefone, me desmentiu, dizendo que não me chantageou, insistiu que ela renovasse a assinatura, disse que eu fui deseducado com ela, e incentivou insistentemente para que minha esposa me desobedecesse, renovando a assinatura, já que eu estava contrário e que ela pagava com o dinheiro dela. Que tal? A que ponto estamos. Minha esposa disse que não voltassem a telefonar, pois da próxima vez, ela seria deselegante, e que mais ainda, não iria nunca mais fazer assinatura daquela editora.

 

07 de Fevereiro de 2005 = vocês acreditam que, a pesar da assinatura de minha esposa já está vencida, desde o início de Dezembro, ela continua recebendo a revista. De lá para cá, vários telefonemas insistindo, perguntando o motivo do rompimento e tudo mais. Fato é que a imprensa brasileira está isto aí, ou está “Istoé” esta calamidade. Não quero pagar para escreverem o que querem. Minha esposa, no último telefonema disse que não apoiava a linha editorial atual, eles disseram que é assim mesmo, cada jornalista tem seu jeito de escrever, e que isto não era motivo para romper com a revista. É claro que é motivo para romper com a revista. Jornalista não tem que ter liberdade ilimitada para escrever qualquer coisa e eu ter que pagar a ele para isto. (acabei de enviar todo o conteúdo  referente a este tema para a redação da revista... é muito provável que dêem a mesma atenção que o primeiro e-mail)

 

07 de Março de 2005 = meus amigos, até a semana passada, a revista esteve chegando em meu endereço, até agora, a desta semana, ainda não chegou; no final da semana passada, minha esposa recebeu a visita de uma comitiva para questionar e negociar a continuação da assinatura dela; chegaram ao ponto de oferecer um preço abaixo de cinqüenta por cento, com mais a revista Dinheiro, ou outra do ramo, para que ela continuasse. Sem comentários, estou apenas dizendo a que ponto chegou tudo.

 

sobre o Conselho Federal dos Jornalistas... [clique aqui]

 

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E-Mail

Ritmos na Rádio Batista

 

“Algum tempo atrás eu podia selecionar o que ouvir, com um dispositivo de avançar que havia; hoje eu tento pelo "atualizar a página" o que as vezes não dá certo.

 

A emissora é ótima, com as opções de música, poesia e mensagens. sendo assim, por favor, vejam o que fazer para colocar opções, assim, quanto ao estilo de música. não me sinto bem ouvindo samba, rock, bossa nova e outros ritmos na música sacra, mas sei que tem gente pra tudo, e há aqueles que gostam disto. deve haver uma canal para cada um destes: coloca assim: para os modernos, e para os antiquados.

 

Várias vezes começo ouvindo a Radio e depois tenho que passar para a RRB ou Transmundial.

 

sei que se puder, atenderão esta minha sugestão.

 

Obrigado.

 

 

Pr. Jônatas David

Igreja Batista Central.cbb

Teixeira de Freitas BA

 

www.iigreja.com.br

 

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Opiniões do Pastor da Igreja

(A)...........Opiniões Teológicas

Entender a Bíblia  (A001)

Salvação não é para quem quer (A002)

 

(B).........Opiniões Existenciais

Democracia é Liberdade com Limites (B002)

Eleições em Teixeira de Freitas BA 2004  (B001)

 

A002.....Salvação não é para quem quer

Ela não é para quem quer, ela não é para quem diz ter, ela não é para religiosos, ela não é para quem acredita nela. Ela é só para pouquíssimos (MT.7:13-14). Só para quem passa, realmente pelo arrependimento. Só para quem tem fé, doada por Deus, pela Graça, a partir do arrependimento (Ef.2:8). Só a tem, quem tem esta certeza. É certo que todas as pessoas que acreditam em seus méritos, e por isto, acreditam que se perde salvação com o que se faz ou deixa de fazer, não são salvos, são a parte religiosa dos perdidos (Rm.11:6).Poucos grupos no cristianismo vivem isto, a grande maioria deles, pregam uma doutrina arminianista, e por isto levam multidões de bem intencionados, aos caminhos pseudo-espirituais do inferno, é a preocupação de Paulo em 1Timóteo 3:16. Não basta dizer que tem fé, é necessário que se tenha fé para descansar no perdão completo de Jesus (Jo.10:28). (Setembro 2004)

A001.....Entender a Bíblia

É inacreditável, mas entender o que a Bíblia está ensinando, não é interesse de todas as pessoas que dizem quere entender. Os que gostam ou precisam de fantasias e pseudos-espiritualizações das coisas, para serem ou manterem-se religiosos, com certeza querem tudo, menos saber o que realmente a Bíblia afirma em seus ensinos. Um dos princípios básicos para se saber o que ela está dizendo, de verdade, além de se considerar os contextos maiores ou menores daquele texto, deve-se saber a forma como o autor usou para dizer o que entendia que precisava dizer: Poesia se entende de um jeito, as cartas se entendem de outro jeito, os proféticos se entendem de outro jeito, os apocalípticos se entendem de outro jeito, os históricos se entendem de outro jeito. Quando, realmente, queremos entender a Bíblia, temos que entender, considerar e conhecer tudo isto. (Setembro 2004)

B002.....Democracia é Liberdade com Limites

Democracia é o Direito de todos. Isso quer dizer que todos podem, todos são dignos e nisto, todos devem ser respeitados. Os limites devem ser assegurados, por todos os meios. Uma constituição, para ser democrática, deve prever as liberdades e os limites a ela. Algum instrumento deve deixar claro as linhas limites de todas as liberdades. Atualmente estamos vivendo a preocupação da imprensa em não ter seus limites aclarados. Ela está querendo fazer tudo, falar tudo, atuar como quiser, como detentora da verdade. Prejuízos irreparáveis já provocou em muita gente, tudo a título de vender mais, atrair mais. Uma vírgula, um artigo, um verbo conjugado diferente, produz um preço caro para muita gente. Um Conselho pode ser uma das soluções urgentes a bem de uma democracia sadia. Um Conselho, a bem da liberdade com limites, pode ser solução até mesmo para as religiões e outros direitos democráticos, do ser humano. (Setembro 2004)

B001.....Eleições em Teixeira de Freitas BA 2004

É muito interessante o momento eleitoral em nossa cidade: (1)votará num dos candidato, quem tem um visão municipal para tal escolha; (2)votará em um de dois candidato, quem tem uma visão estadual para o momento; (3)votará em um outro candidato, quem tem uma visão nacional para a escolha que fará. Assim, quem tem a idéia de encontrar as melhores soluções para a cidade, aqui, na cidade, ou no Estado ou na União, tem ótimas escolhas, ótimas opções para dar seu volto, nesta momento eleitoral de nossa gente. Acredito que, pessoalmente, qualquer dos candidatos têm muito o que oferecer como prefeito de nossa cidade. Nossa gente está muito bem servida com aqueles que estão apresentados às nossas preferências. Parece até, que os melhores filhos estão em destaque para conduzir os destinos de nosso povo. Vamos apenas definir onde iremos buscar as soluções para nossas maiores carências societárias. (Setembro 2004)

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Correspondências Recebidas

Algumas das correspondências recebidas em relação ao site e seu conteúdo

 

Pr. Eliel Soares, 12 de Outubro de 2004

 

Caros Irmãos em Cristo,

Sou missionario e pastor nos Estados Unidos e tem acessado sempre este site que diga-se de passagem é atraente e criativo, gostaria de receber on line noticias e contatos, claro se for possivel, segue em anexo um relatório do nosso trabalho na California.

Solicito ainda a possibilidade de incluir no seu Link os nossos sites

www.igrejadebrasileiros.com

www.projetomenorah.com

Pr Eliel   www.elielsoares.com

http://graphics.hotmail.com/i.p.emthup.gif Assista Prog PENSANDO EM VOCE www.radioverdadenet.com participando ao vivo marcoaurelio2003@hotmail.com das 02:00 'as 03:00 pm California(EUA) e 18:00 e 19:00 pm (Brasilia) Terças e Quintas www.elielsoares.com  www.adbelem.net

(714) 534-9437 e 841-3252

 

Não Respondi e não atendi, so pelo fato de ser uma Igreja de ensino Pentecostal, o que desprega o que pregamos no site.

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Pr. Paulo Pimentel, 01 de Novembro de 2004

 

Assunto: IGREJA DIRIGIDA POR PROPÓSITO

 

Prezado Pr. Jônatas,

 

Li um artigo a respeito do assunto epigrafado atribuído a IBC em T. Freitas. O artigo segue abaixo. Bem, desejo saber se o mesmo é de sua autoria e se posso publicá-lo em meu jornal DESAFIO DAS SEITAS.

 

Sou membro da PIB Teresópolis-RJ e professor de Religiões Mundiais no Seminário Teológico Betel, no Rio. Após cancelar um convênio com a JMN para servir como missionário fazedor de tendas em Santa Catarina dei início a trabalhos de evangelização entre adeptos de seitas na cidade do Rio que resultou na fundação do Centro de Pesquisas Religiosas por mim em 1994.

 

Em meu jornal tenho procurado combater heresias dentro e fora das igrejas evangélicas, o que me tem causado alguns problemas com ambos os grupos. Mas, sendo fiel ao Senhor Jesus, continuo este ministério a mim confiado. Sou amigo do Pr. Celso Bueno e já publiquei artigo dele a respeito dos batistas e maçons do ES.

 

Aguardo um retorno, sobretudo favorável à publicação de seu texto que, creio, edificará muitos dos servos fiéis de Jesus espalhados entre os quase 1.500 assinantes do DS.

 

O texto é:  Igreja Dirigida por Propósito

 

Nos ternos laços do Calvário,

 

Pr. Paulo Pimentel

 

Já Respondi e já autorizei a utilização do texto mencionado, por atender o interesse para o qual o texto foi escrito.

 

 

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1ª Carta à Igreja

Lida no culto de domingo pela manhã, dia 21 de Novembro de 2004, depois de muitos fatos de vitórias e realizações para a igreja e para o Pastor. Por último, no dia anterior, houve a avaliação e a confraternização da direção e dos coordenadores do último evento do EJC, mesmo não tendo uma diretoria formada e oficializada no Ministério Geral de Encontros com Cristo.

 

Prezados irmãos...

A Bíblia ensina que:

(1)fomos chamados para sermos servos, para obedecermos ao Senhor, para estarmos à disposição de Deus, seus propósitos, seus interesses.

(2)fomos chamados para fazer a obra de Deus, independente de querermos, de estarmos preparados para isto, para fazermos a obra do Senhor, com responsabilidade e muita dedicação.

(3)fomos chamados para sermos servos, e desta, nunca deixarmos a obra de Deus por fazer, por causa da negligência nossa ou de outra pessoas.

(4)ela ensina também que fomos chamados para sermos servos obedientes, e não estaremos fazendo mais que nossa obrigação. Como servos, estaremos cumprindo nosso papel de servos, mordomos, instrumentos fiéis dele, para Sua obra.

(5)fomos chamados para sermos servos e assim darmos total prioridade para Deus e seus planos, como servos, não termos tempo para qualquer outra coisa, enquanto não tiver dado todo tempo suficiente para o Reino do Senhor.

(6)ela não nos convida a sermos servos, ela apenas diz que somos servos, Deus nos chamou do mundo, onde estávamos servindo ao pecado, para sermos servos dEle.

 

Pelo ensino da Bíblia, eu Pastor Jônatas David, posso afirmar o que já tenho tido a Deus, pelo que vejo, pelo que comparo, pelo que vivo: nós somos uma igreja repleta de servos, e dos bons. A misericórdia do Senhor nos tem feito servos da melhor qualidade. Qualquer Pastor sentiria alegria em Deus, pastorear esta igreja ousada, determinada, fácil e agradável. Como num ônibus que enguiça numa viagem, temos gente que é indiferente a tudo e a todos, não move uma palha para fazer a obra andar; temos também aqueles que descem do ônibus para olhar ao redor, a natureza, tudo, menos o que fazer para levar o ônibus avante; mas, mais que estes, temos muita gente que tem as mangas arregaçadas, disposição de leão para fazer a obra de Deus de maneira completa e bem feita.

 

Temos feito muito, temos servido muito, temos testemunhado muito, sem farisaísmos, sem medos, sem pavores, sem chantagens, sem misticismos, sem emocionalismos, sem nada destas coisas tão usadas e tão fraudulentas e eficazes para conduzir e explorar cabras, bodes e bichos afins, gente que se diz crente por aí; Deus tem nos levado, de um jeito ou outro, ao muito, ao agir cristão, aos desafios agradáveis, às aventuras gratificantes. Sem dúvida, somos uma igreja de muitos servos leais ao Senhor.

 

Mas, mesmo diante do muito já feito para a Glória de Deus, na igreja, em nossos empregos, em nossas famílias, sei que podemos fazer muito mais, crendo que Deus assim quer e Ele assim está disposto a nos capacitar. Sinto-me na obrigação, da parte do Senhor, a conclamar esta igreja de servos, a muito mais que tudo isto.

 

Podemos ser melhores em nossos grupos de comunhão ministerial, não permitindo indiferenças.

Podemos ser melhores em nossos Ministérios Gerais, não deixando amadorismos para o Senhor.

Podemos ser melhores em nosso testemunho e evangelismos pessoais, agindo com propósitos definidos.

Podemos nos entregar mais como “convidadores”, fazendo nosso papel e trazendo outros a esta responsabilidade.

Podemos, de verdade, encher a Casa do Senhor, obedecendo a ordem e vontade dEle quanto aos perdidos.

 

2ª Carta à Igreja [clique aqui]

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2ª Carta à Igreja

 

 

Prezados irmãos...

Em vez passada, como Pastor, falei do tanto de gente, servo do Senhor, abençoados que estão sempre de mangas arregaçadas, que não sabem, nem conseguem, por mais que queiram, ficar de fora do que entendem ser a vontade de Deus, para a vida da igreja. São muitos, tantos que são suficientes para fazer e manter esta igreja como corpo vivo e ativo, mesmo, de Jesus Cristo, nesta cidade. Fazemos enorme diferença neste Estado, por que estes existem e são instrumentos de Deus entre nós.

 

Naquela oportunidade, lembrando o ônibus enguiçado, mencionei, além dos bênçãos, os que estão fora, prontos para empurrar e dar tudo de si, e dos que ficam dentro, braços cruzados, zangados e reclamando de tudo e de todos; aqueles muitíssimos, estes pouquíssimos; um terceiro grupo, que não são nem uma coisa, nem outra, nem quentes contagiantes, nem frios indolentes, mas totalmente mornos, os que estão a ver navios, passam pela igreja sem que a igreja passe por eles. Não são freios e empecilhos, mas estão longe de serem aceleradores ou incentivadores da obra do Senhor. São admiradores de tudo, arranjam tempo para tudo, menos para o que interessa a Deus e seus propósitos.

 

Esses amados entre nós, não têm a visão do Reino. Se não têm nenhum cargo que exija tampo, ou talento, ou tesouro, ótimo, maravilhoso, ficam com mais condição de cuidar de suas prioridades pessoais, nunca farão esforço algum para mudar isto; se por acaso, qualquer, tem algum cargo destes, não são capazes de oferecerem nenhum sacrifício para a boa atenção a eles.; nestas funções, estão sempre faltando, fazendo do seu jeito, ou de qualquer jeito. Atuam sozinhos, não querem testemunhas nem ninguém cobrando nada em suas negligências.

 

Não são muitos, nem poucos. Agem ou deixam de agir, pelo sentimento do momento. Não fazem por Deus, não fazem visando beneficiar o Reino, mesmo que digam que sim, mas para agradar ou desagradar pessoas. São pobres de espírito, no sentido de pobres, não terem muito o que oferecer. Na verdade, para a igreja de Cristo, para a obra do Senhor, são mais necessários, em suas distrações , longe do serviço cristão, do que por perto com suas incomodações, falta de tempo e estrago mil.

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Propostas à Denominação

Nosso Primeiro Objetivo aqui, é levantar Dez Propostas que poderão ser alteradas e melhoradas a qualquer momento, visando fazer com que a Denominação Batista, que possui, pela Graça de Deus, e com o auxílio de sua história, dos seus Princípios e a Fé que desfruta em Jesus Cristo e em Sua Graça,  uma Denominação mais edificativa, mais proclamadora, mais prática e mais auto-desafiadora em nossa região, no Brasil e em todo mundo.

 

Proposta 1 = As Deliberações e os Congressos

Proposta 2 = Doutrinário Identidade

Proposta 3 = Ética e Outras Crenças

 

 

Proposta 1 = As Deliberações e os Congressos

Que as Deliberações sejam matérias, tão somente do encontro periódico de um Conselho de Lideranças formados por representantes das igrejas ou órgãos formadores. A Aliança Batista Mundial formada pelas Federações Continentais; esta pelas Convenções Nacionais; estas pelas Associações Estaduais; e estas pelas Uniões Regionais; e por fim, estas, pelas Igrejas no território regional. (Março 2005)

Que os Congressos sejam mais freqüentes, periodicamente, visando edificação, treinamento e evangelização, de representantes das igrejas, a nível mundial, Nacional, Estadual, Regional e Municipal (Março 2005)

 

Proposta 2 = Doutrinário Identidade

Que um estudo profundo, voltado à teologia histórica da denominação, defina a doutrina batista, considerando os itens mais simples de cada doutrina, declarando publicamente a identidade quanto às crenças que vive e prega. Intensamente, este doutrinário deve ser alvo de estudo minucioso nos seminários acadêmicos, nos concílios examinatórios de igrejas e candidatos a pastores, num determinado mês do ano na educação religiosa da igreja,e numa divulgação excessiva pela Internet e em cartazes pelos templos, bem como em material individual aos crentes como anexo em suas Bíblias.

 

Proposta 3 = Ética e Outras Crenças

Que os crentes e igrejas batistas, saibam e vivam a postura de uma ética responsável com a pregação do Evangelho; bem claro, todos sejam respeitados no direito que têm em crer diferente do que cremos, mas claro, também, nossa discordância com aquilo que pregam e acreditam; principalmente no que se refere à “só a fé”, “só a Bíblia” e “só a Graça”, dando uma palavra bem definida sobre quais doutrinas concordamos e quais discordamos, referente aos principais grupos religiosos dentro e for a do cristianismo; pregando que, visando o bem da humanidade em todos os aspectos sociais, a boa convivência tolerante, religiosa, entre os povos, e o reconhecimento de um Deus Todo Poderoso, podemos participar de todo ato ecumênico, desde que, necessariamente, não venha se identificar como culto ao Senhor.

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Com licença:

posso continuar tradicional?

(artigo do Pr. Eliseu Lucas, Pastor da Igreja Batista Vieira, em Teresópolis RJ – eliseulucas@yahoo.com.br –

publicado no O Jornal Batista em 24/4/05)

 

Hoje, no meio evangélico, e talvez até entre os batistas, quem quiser continuar sendo tradicional, quase tem de pedir desculpas aos chamados “contemporâneos” (me refiro aos praticantes do evangelho da pós-modernidade). Então, como pastor batista tradicional assumido (não fundamentalista, nem tradicionalista), gostaria de pedir desculpas, a quem interessa possa, pelos seguintes motivos:

 

1- Creio que em 2Timóteo 3:14 (Tu, porém, permanecesse naquilo que aprendestes, e de que fostes inteirados, sabendo de quem os tens aprendido.”), o Espírito Santo me ordena a permanecer naquilo que aprendi. Como tenho convicção que o que aprendi vem de o Senhor Jesus através de sua palavra infalível – a Bíblia Sagrada – quero continuar tradicional nesse permanecer, entendo, de forma simples, que a “fé que de uma vez por todas foi entregue aos santos” (Jd 3), não comporta novidade alguma como acréscimo. Prova disso é a convicção de Paulo em Atos 20:27, afirmando que anunciou aos irmãos de Éfeso “todo o conselho de Deus”. Creio também que todo o conselho de Deus já está lá, nas Escrituras Sagradas! Ela é completa e suficiente como rumo da fé! Como tenho medo de me “apartar da simplicidade e da pureza que há em Cristo” e seguir “outro evangelho” (2Cor. 11:3-4), prefiro continuar tradicional na doutrina bíblica a seguir os “visionários” do evangelho da pós-modernidade, temperado até com doutrinas da nova era (só não vou citar alguns nomes dos promotores deste evangelho anátema, porque teria, por uma questão de justiça, de citar nomes até de pastores batistas, incoerentes, pois de batistas só mantém o rótulo, ms o legado doutrinário e histórico já sacrificaram nos altares do humanismo e do pragmatismo), mesmo que muitos que estão seguindo “a visão” ou “a unção” dos anátemas estejam conseguindo o tão almejado “sucesso”.

 

2- Lendo o contexto do texto (2Tm. 3:1-9 e 4:3-4), entendo que o apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, já estava antevendo a influência maléfica que o humanismo, o antropocentrismo, o misticismo-sincrétista e o relativismo iriam exercer sobre as igrejas. Essa influência trouxe, dentre outras mudanças importantes (para não dizer letais, pois aí seria muito negativismo...), pelo menos duas muito sensíveis:

 

2.1- A maneira de encarar a fé. A fé deixou de ser alicerçada na revelação do mistério de Deus – Cristo – que  é seu autor, consumador e ápice desta revelação, contida tão somente na palavra de Deus, a Bíblia Sagrada, e passou a ser encarada como uma “lei que pode ser dominada por qualquer pessoa que aprende os seus segredos”. Sendo assim, “a fé perdeu sua base nas escrituras e passou a ser intimizada: o que cada um pode sentir passou a ter mais valor do qeu o que está escrito. A fé intimizada, vivida em nível de sensações e sentimentos... (com isso) a tradição e a história perdem o valor e dá-se muito mais valor às emoções, visões, sonhos....” (Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho).

 

2.2- A questão da liturgia. Mesmo que muitos digam que liturgia não tem nada a ver com doutrina, na verdade ela expressa a doutrina que abraçamos. A liturgia do “evangelho da pós-modernidade” transformou o culto num “show”, num entretenimento para afagar o ego humano. Num ambiente assim, vale o que está na moda e fazendo sucesso (aqui em minha cidade, uma igreja “evangélica” promove roda de capoeira no santuário, para atrair jovens). As músicas e hinos são julgados pelo tempo de uso e pelo ritmo, não mais pela sua mensagem. Mesmo que um hino seja pura adoração e tenha uma teologia realmente bíblica, pode ser duramente rechaçado se estiver num hinário considerado antigo, tradicional, como Cantor Cristão por exemplo.

Peço licença para não aceitar essa forma simplista e imatura de julgar o valor de uma música de adoração, e também não posso aceitar o desvio da fé que o tal “movimento da fé” está impondo sobre as igrejas. Se isso é contextualização, tô fora! Como professor, trabalhando na rede públicas com adolescentes, tenho lutado para ensinar aos meus alunos que contextualização não é massificação – o ato de deixar de pensar – e que eles não precisam colocar piercing em toda parte do corpo para se sentirem contextualizados. Será que os nossos cultos têm que seguir todos um mesmo padrão (o padrão lagoinha!).

Prefiro continuar tradicional e ter a liberdade de poder pensar, de poder julgar o que presta e o que não presta. Prefiro ficar cm a liberdade de usar somente a Bíblia como regra de fé e conduta e como referencial para o culto, para a adoração e o louvor, tendo assim liberdade para cantar os cânticos contemporâneos que me convierem e também, a liberdade de cantar hinos considerados antigos, sem ter que ficar “constrangido” por isso, o que me interessa é se sua mensagem é abalizada pela Bíblia.

 

3- Por fim, peço licença para continuar tradicional, crendo que minha maior necessidade não é entrar para esse ou aquele movimento ou conhecer “o mais novo método” de crescimento da igreja (assim como no louvor, sou livre também para conhecer e praticar ou não um método, desde que seja realmente bíblico e viável para a realidade de minha igreja). O de que mais necessito é conhecer a Jesus, saber mais dele e me envolver cada vez mais com ele, tornando assim possível que outros venham a conhecê-lo também. “Antes crescei na graça e no conhecimento de Cristo Jesus” (2Pedro 3:18). Esse conhecimento é muito mais escriturístico do que místico. Continuar tradicional, a meu ver, não é ignorar os desafios e as necessidades (crises) do homem do meu tempo e viver preso ao passado nostálgico, não! É, dentre outras coisas, viver a fé de maneira vibrante, dinâmica, com alegria contagiante (opa! Mas sem pula-pula e requebdrados”!). A abordagem ao homem contemporâneo, certamente é contemporânea, mas a resposta aos seus dilemas certamente é tradicioanl: “Cristo é a Única Esperança!”  A resposta não é uma campanha, ou um método, não são palavras mágicas de “mantras evangélicos”, não é um movimento de primeira ou “terceira onda”, a resposta é uma pessoa É Jesus!

Ele deixou em seu testamento o rumo da igreja, a base e o objetivo da fé: Ele mesmo. Mas, para muitos, como diz o já citado Pr. Isaltino, “a visão é ser uma mega-igreja. Neste afã, doutrinas e posições históricas são sacrificadas por métodos esquisitos e antibíblicos desde que estes dêem certo. O que vale é o pragmatismo de ajuntar gente, de ter uma igrejona... A igreja precisa de rumo. Ela não precisa de novos propósitos como alguns parecem interpretar”.

 

Quero continuar tradicional pregando  apenas a sã doutrina, a palavra, a pessoa de Jesus e sua obra redentora, singular, na cruz “que ainda firme está”. Mesmo que isto signifique ter um “perfil” inadequado para a cultura vigente (viva e venerada em nossos processos de sucessão pastoral). Nossa “cultura” prefere se voltar às fábulas. Quero ser um “pastor desnecessário”, pregando a Cristo, considerando isso um grande privilégio que me faz tremer de temor.

 

Termino fazendo um apelo: Que outros irmãos, pastores, líderes, assumam posição. Mesmo que alguns achem esse tema “controverso” e cheguem a ficar “ababelados”. Mesmo que haja “um zelo insano para conter o debate”, como disse o dc. Joel Evangelismo Bueno (OJB nº37, edição de 12/904, p.7). Mesmo que alguns venham a dizer que isso é fundamentalismo. Não importa, é preciso assumir e manifestar posição. Louvo a Deus por aqueles que já o tem feito com maestria. Dentre os quais cito:

Pr. Wilson Franklim

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

Pr. Aloízio Penido

Pr. Júlio Sanches e seus abençoados e corajosos “Bilhetes de Sorocaba”

Rolando de Nassau

Pr. João Falcão Sobrinho em seu recente livro analisando heresias à luz da Bíblia

Pr. Antônio Mendes

E outros

 

A todos meu muito obrigado. Quanto aos que não concordam com uma tomada de posição, além do meu pedido de desculpas, quero pedir licença para parafrasear Paulo: Daqui pra frente ninguém me importune, pois trago em minha consciência a convicção de um batista tradicional e em meu caráter quero ter as marcas de Cristo.

 

 

E-Mail

enviado pelo Pr. Jônatas David, em resposta ao antigo anterior, “Com Licença: Posso Continuar Tradicional?”

 

 

Prezado colega, Pr. Eliseu Lucas

 

 

 

Gostei, me identifique, e até Exaltei ao Senhor por seu artigo no O Jornal Batista.

Apesar de todo o ocaso que atravessamos, até parecendo que estamos fora da ação do Espírito Santo,

se considerarmos as opiniões desta maioria, ou o que parece ser, entre as igrejas,

principalmente, já que nos interessa, as igreja Batistas,

não tenho dúvida que o Senhor sabe manter um número suficiente de fiéis, de gente séria,

de Pastores e Igrejas confiantes em Sua ação, e não em programas de pseudo-crescimentos;

foi assim no tempo de Elias, a pesar do pessimismo daquele profeta, foi assim em todos os tempos

e tem sido assim. O futuro pode parecer diferente, mas o Senhor saberá usar os seu remanescente fiel

para continuar perpetuando seus "tradicionais", que de um jeito ou outro, continuarão enfrentando tudo e todos

e com uma ética requintada, pedindo licença para continuar coerente com o que tem "aprendido".

 

Sou um destes. acredito que Deus não descobriu fórmulas evangelísticas, agora, mostrando

aos movimentos que por todo lado surge com um método diferente, mas sempre fora do ensino bíblico.

 

Me inclua, e inclua a nossa igreja na sua lista e nas suas orações.

 

Estaremos orando por sua vida, seu ministério e sua igreja.

 

Que o Senhor continue lhe abençoando.

 

 

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Batista Tradicional, sim, Senhor!

Estava eu no meu caminho quando um pastor batista, fazendo uma meditação devocional no Velho Testamento, saiu-se com esta: “O que os batistas tradicionais têm de entender é que os tempos são outros.” Confesso que aquela frase me incomodou. Não só porque tal declaração não se encaixava no texto bíblico, em questão, mas também pela altivez e o sarcasmo com que foi mencionada. Estou acostumado a este tipo de argumentação, não vindo dos nossos, mas de alguns grupos pentecostais e carismáticos que, julgando-se donos de toda a verdade cristã, nos tratam como sub-cristãos. Mas, agora, aquela empáfia vinha do nosso arraial, e o colega em causa referia-se a nós como espécies de igrejas que jogam na segunda divisão do cristianismo.

 

 No meio batista, hoje, o termo tradicional assumiu um sentido pejorativo. Para alguns, o tradicional é o saudosista: aquele que defende, zelosamente, as formas de culto, os métodos de trabalho e os pormenores de organização eclesiástica de cinqüenta anos atrás.

 

Hoje, as igrejas evangélicas no Brasil se parecem com McDonald. É que quem conhece essa cadeia de fast-food sabe que ao pedir um Big-Mac, em qualquer parte do mundo, receberá o mesmo sanduíche. É tudo igualzinho, não muda nada. Com o perdão do neologismo, estamos vendo a “Mcdonaldização” das igrejas evangélicas no Brasil. Todas cantam e imitam a Ana Paula Valadão. Todas cantam os mesmos corinhos em altos decibéis, com aqueles mesmos sermõezinhos inócuos, todas usam os velhos e vazios chavões, sempre as mesmas repetições. Quem foge disso é visto como mumificado e ultrapassado. Numa palavra: tradicional.

 

Esta gente se esquece que os “tradicionais” firmaram o evangelho no mundo. Foram os grupos históricos, tradicionais, que chegaram aqui, no final do século XIX, para evangelizar o Brasil. Entre os batistas, foi gente da cepa de Wiliam Bagby, Salomão Ginsburg, Francisco Soren e outros que deixaram a base da nossa fé. Tivemos mártires. Tivemos templos incendiados, Bíblias queimadas e pastores perseguidos. Abrimos seminários, inclusive os que formaram os líderes desta gente que hoje tanto nos critica. Fizemos traduções da Bíblia. Criamos universidades, faculdades, colégios e hospitais. Construímos uma identidade evangélica com suor e com sangue.

 

Além disso, deixamos um legado ético, lamentavelmente, tão esquecido hoje no arraial evangélico. Ainda somos vistos como gente séria, de palavra digna de ser respeitada, porque assumimos um compromisso com Deus e com os valores do evangelho.

 

Ser batista tradicional é não ser exótico e querer honrar a Jesus, então sou tradicional. Se ser batista tradicional é querer ter o caráter de Cristo em sua vida, então sou tradicional. Se ser batista tradicional é privilegiar conteúdo bíblico ao invés de gritos e barulhos em cultos públicos; então sou tradicional. Se é cultivar reverência e temor a Deus em tudo o que faz, até  mesmo no culto comunitário, então sou tradicional. Se ser batista tradicional é entender que o culto que Deus aceita é prestado com a nossa vida, 24horas por dia; e não naquele período que se passa dentro de um salão de cultos, aos domingos; então sou tradicional.

 

Respeito grupos evangélicos que têm práticas e crenças diferentes das minhas. Que Deus os abençoe. Só queria entender que tipo de experiência profunda com Deus tem um homem que, ao invés de torná-lo cheio do Fruto do Espírito (Gálatas 5.22,23), faz dele uma pessoa besta e cheia de empáfia.

 

(Transcrito) Renato Cordeiro de Souza.      www.ibrp.org.br

 

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Mídia ajuda a alimentar crise no Brasil
Esta notícia da BBC, foi publicada no Portal Terra, na terça feira, dia 19 de Julho de 2005, exatamente dando coordenadas a tudo que temos mencionado sobre a Imprensa brasileira e a legislação frágil sobre os partidos, que facilita a corrupção, a ponto de obrigar governos, em todos os níveis, à barganha institucionalizada com seus legislativos equivalentes.

 

O diário britânico Financial Times analisa o papel da mídia brasileira na crise, e como a competição para trazer novos furos de reportagem põe em risco a cobertura dos escândalos. Segundo o artigo, a mídia impressa brasileira tem poucos leitores e compete furiosamente por eles neste escândalo, já que boas histórias rendem prestígio e mais anúncios.

O FT diz que os "críticos da mídia alertam que, ao não investigar apropriadamente as acusações, os repórteres acabam alimentando o desvario e simplesmente amplificando as alegações em vez de tentar investigar a seriedade das mesmas".

O artigo diz que, "depois de ter escapado da censura há mais de 20 anos, a mídia brasileira ainda tem que descobrir como reportar acusações de corrupção sem assumir que todos os acusados são necessariamente culpados". O jornal diz ainda que a situação é particularmente ruim porque o PT construiu uma imagem de ética na política.

Afastando da crise
O jornal argentino Clarín publica, nesta terça-feira, a entrevista dada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na França. Em uma de suas manchetes na editoria internacional, o Clarín destaca que Lula admitiu o uso de fundos não declarados em campanhas do PT, afirmando que isso é prática comum no Brasil.

Para o diário argentino, Lula tenta se distanciar das acusações de corrupção afirmando que, depois das denúncias, o PT tem a obrigação de explicar à sociedade brasileira "os erros que cometeu e o que fará para corrigi-los". O jornal também destaca a declaração de Lula de que, desde que foi eleito à presidência, não dirige mais a cúpula do partido.

Problema de todos
O díario britânico The Guardian, também destacou a entrevista de Lula dada na França e, em pequeno editorial, afirma que a corrupção é um problema de todos. O jornal analisa a discussão sobre boa governança como solução para acabar com a corrupção nos países africanos, pouco antes do encontro do G8 em Gleneagles, na Escócia, em que esta ajuda seria discutida.

O artigo afirma que é mais fácil combater do que erradicar a corrupção e, em seguida, cita o Brasil como exemplo de um país importante que hoje sofre com suspeitas corrupção. O diário The Guardian também cita outros casos de corrupção na Alemanha e nos Estados Unidos. Para o The Guardian, isso prova que escândalos são um fato - horroroso - em democracias estáveis.

Dos golpes à corrupção
E nos Estados Unidos, o mensalão é destaque em um editorial do Washington Post. O artigo começa afirmando que, em muitas maneiras, o presidente Lula é uma boa exceção na política brasileira e latino-americana.

O jornal comenta a origem humilde de Lula e afirma que ele combina estabilidade macro-econômica com políticas sociais progressivas mas que, mesmo assim, o governo dele está agora envolvido em um escândalo de corrupção.

O jornal afirma que o problema de Lula é parte de um problema maior da América Latina que, apesar de ter superado o período de golpes e ditaduras, ainda conta com instituições políticas fracas e corrupção endêmica.

Segundo o Washington Post, o atual escândalo brasileiro reflete isso. "Por causa da fraqueza dos partidos políticos brasileiros, Lula teve dificuldades para formar coalizões e implementar seu programa", diz o editorial.

O jornal afirma que, se o PT usou subornos como um atalho para alcançar as reformas, não teria sido a primeira vez. Segundo o Washington Post, a maior parte dos sistemas políticos na América Latina apresenta facções que permanecem unidas apenas por conta do dinheiro.

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O “off” controlado pelas fontes, por Carlos Chaparro

Comunique-se, Fevereiro de 2004....   http://www.luispaixaomartins.net/arquivo03offdasfontes.htm

Antigamente, “off” era arma de repórter, nas artes de seduzir fontes e fazer alianças convenientes ao jornalismo. Hoje, o uso do “off” mudou de mão, faz parte do arsenal das fontes. Até que ponto a informação em “off”, controlado por fontes organizadas, pode ameaçar a confiabilidade da linguagem jornalística?

1. Tempos de “off”

Em um dos registros de sua coluna, Dora Kramer passou um pito em Lula, por causa daquela nota oficial por meio da qual, dois dias antes, a Presidência da República “desautorizava” as especulações sobre nomes e prazos  para “uma possível reforma ministerial”. Dora Kramer se sentiu particularmente incomodada pela frase que dava fecho à nota oficial: “O Presidente considera (...) que tal noticiário especulativo não ajuda o país, na medida em que pode ter como efeito prejudicar o bom andamento de setores da administração pública”.

Por causa dessa frase, Dora Kramer achou que o Presidente interferia em um assunto no qual “não convém o Estado se imiscuir”: o trato da informação. Para a colunista, “o acesso à informação é um direito constitucional, não uma questão de gosto”.

Para além do exagero interpretativo (o de atribuir significado de indevida intromissão do Estado em questões de direitos constitucionais a uma nota oficial de alcance meramente tático), creio que Dora Kramer caiu no mesmo equívoco que levou os jornais a enfiar a carapuça, como se as críticas e as queixas presidenciais fossem dirigidas à imprensa.

Ao desautorizar o “noticiário especulativo”, a nota oficial apontava para as redações ou para as fontes ocultas que nutriam esse noticiário?

Se apontava para as redações, teve o sentido de “reprimenda ética” aos jornalistas. Mas se – e essa é a leitura que faço – teve como alvo as partes em conflito, escondidas nos bastidores não revelados do noticiário, a nota oficial cumpriu, e bem, a função de vigoroso lance de afirmação do “comando do jogo”, por parte de quem o deve comandar.

Ora, em momentos de divisão de espaços, benesses e poderes políticos, como este da reforma ministerial, faz parte do jogo a intensa utilização da informação em “off”, por parte dos protagonistas interessados. Pelo noticiário em “off”, sob a proteção do compromisso de anonimato, correm os recados táticos das partes em conflito. E a “engenharia política” do governo sabe muito bem disso, até como usuária do processo, quando lhe convém.

2. Do “off” à especulação

A despeito da nota oficial, o jogo do “off” prosseguiu, e de forma incrementada, alimentando a especulação política – que faz parte do jogo. Assim, na edição de 8 de janeiro, a Folha de S. Paulo, em texto de Kennedy Alencar, anunciou, sem ressalvas nem prudências condicionantes: “Planalto convida Eunício e Campos para o ministério”.

A notícia é precisa: “Com o aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro José Dirceu (Casa Civil) convidou anteontem o líder do PMDB Eunício de Oliveira (CE), para integrar o ministério sem definir a pasta e acertou ontem a substituição de Roberto Amaral (Ciência e Tecnologia) por Eduardo Campos (PE), líder do PSB na Câmara.”

Só faltou identificar a fonte da notícia, como aval de credibilidade. Ainda assim, é provável que tudo se confirme ou já esteja confirmado. E se assim for, confirmado estará também o “noticiário especulativo” tão criticado pela nota oficial da Presidência da República.

Mas o que me interessa salientar, aqui, é a força da informação em “off”, na construção do noticiário político, em momentos de crise ou tensão, como este da reforma ministerial.

Voltemos ao texto de Kennedy Alencar. Depois daquela introdução marcada pela precisão do relato, a reportagem (?) entra em um labirinto de hipóteses e predições, de intenso sabor especulativo, em torno das acomodações políticas que permitam a concessão de dois ministérios ao PMDB. Se verdadeiras, são revelações de uma intimidade que o governo certamente gostaria de manter preservada. Se falsas, comprometem a confiabilidade do jornalismo, de forma geral, e a do jornal e do repórter, de modo particular.

Como está em jogo um “capital político” de elevado valor de troca, é lógico supor que, atrás da trama especulativa elaborada por Kennedy Alencar, estejam fontes não independentes, mas altamente interessadas.

Quem são elas?

Kennedy Alencar as oculta sob expressão “a Folha apurou”, que faz parte dos códigos de linguagem do jornal, devidamente regulamentados no Manual de Redação. Assim está escrito no Manual, no verbete que define e regulamenta o uso do “off-the-record”, capítulo “Produção”:

“(...) A Folha trabalha com três tipos de informação ‘off-the-record’: a) ‘Off’ simples –Obtido pelo jornalista e não cruzado com outras fontes independentes. Se tiver relevância jornalística, pode ser publicado em coluna de bastidores, com indicação (...) de  informação ainda não confirmada (...); b) ‘Off’ checado – Informação ‘off’ checada com  o outro lado ou com pelo menos duas outras fontes independentes. Em texto noticioso, o ‘off’ checado deve aparecer sob a forma a Folha apurou que etc.(...); ‘Off’ total – Informação que, a pedido da fonte,não deve ser publicado de modo algum, mesmo que se mantenha o anonimato de quem passa a informação (...)

Eis aí o conceito e a norma que explicam a alta freqüência de matérias especulativas no jornalismo da Folha de S. Paulo, em especial na área política.

3. Problemas novos

No jornalismo de três, quatro décadas atrás, o “off” era ferramenta das mais importantes no trabalho dos grandes repórteres. Sou desse tempo. As fontes eram passivas, mais se escondiam do que se mostravam, preferiam mecanismos e estratagemas de não divulgar. Precisavam ser seduzidas. Saber seduzir fontes era uma habilidade de repórter. E o “off” fazia farte das artes de sedução.  Por isso, repórter bom era o que tinha boas fontes. E fontes próprias, só dele.

Hoje, o uso do “off” faz parte do arsenal das fontes, que se profissionalizaram, tanto para a produção de acontecimentos noticiáveis quanto para a sua divulgação. Por isso e para isso, empregam e treinam jornalistas e profissionais de outras especializações. Muito mais do que nas redações, as áreas de comunicação nas organizações complexas são ambientes de multidisciplinaridade. Porque a notícia faz parte do agir estratégico e tático das instituições, que utilizam o jornalismo como espaço público dos conflitos em que se envolvem – e isto faz parte da fisionomia e da lógica das democracias contemporâneas, quer em seus formatos representativos, quer em suas manifestações participativas.

É um quadro irreversível, sem espaços nem razões para saudosismos. Mas que coloca problemas novos ao jornalismo, um dos quais o “caos informativo” produzido pela mistura de quantidade, fragmentação e repetitividade noticiosa da atualidade. Essa é uma questão complexa, por enquanto mal discutida.

Mas há problemas mais simples, que devem e podem ser questionados imediatamente. Um deles, a questão da informação em “off” e a sua utilização, nas práticas atuais. Pergunta-se: - Até que ponto a informação em “off”, hoje ferramenta das fontes organizadas, pode ameaçar a confiabilidade da linguagem jornalística? Que procedimentos de prudência deveriam ser ensinados nos cursos de jornalismo e adotados nas redações, em relação ao “off-the-record”?

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Fim do PT seria ruim para o Brasil

diz Kennedy Alencar     Quarta-feira, 17 de Agosto, 2005



O senador Cristóvam Buarque (DF) diria, em 15 de agosto, se deixaria ou não o PT. O paulista Aloizio Mercadante, líder do governo no Senado, pensou em sair do partido quando ficou com a cabeça quente ao saber do forte depoimento de Duda Mendonça à CPI dos Correios. Um grupo de 22 deputados federais e quatro senadores da legenda se declarou independente do PT em sua atuação parlamentar. Muitos choram de tristeza, raiva e decepção ao tomar conhecimento a cada dia de uma revelação que mostra que a antiga direção do PT cedeu a um esquema de financiamento político indecente e criminoso.

Todos esses petistas têm o direito de deixar a legenda e administrar as suas carreiras políticas como bem entenderem, mas cometerão um erro se o fizerem no calor da crise. De imediato, deveriam sair do PT aqueles que traíram o partido, não os que se sentem traídos por "práticas inaceitáveis", como disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em pronunciamento na sexta-feira (12/08).

O PT ainda tem muita lenha para queimar. Os erros da antiga direção do partido não podem significar uma sentença de morte de todos os seus membros. O que os prefeitos Marcelo Déda (Aracaju) e Fernando Pimentel (BH) têm a ver com isso? Qual a participação da maioria dos parlamentares da sigla nessa lambança? Que culpa têm militantes que dedicaram 25 anos de suas vidas a construir um partido inovador na esquerda brasileira?

Um partido político é uma construção humana. Sujeito a erros, portanto. Um lado bom de tanta coisa ruim poderá ser o fim de certa arrogância petista, daquele sentimento de que políticos bons só existiam no PT. O fim do maniqueísmo na política será bom para o país. Dito isso, convém registrar que, ao lado do PSDB, o PT ainda tem os melhores quadros políticos do Brasil. Aqueles que pensam em sair da sigla deveriam refletir sobre algumas questões. Sair da legenda para ingressar em quais partidos? As alternativas são melhores? Há espaço para a criação de um novo partido de esquerda ou centro-esquerda?

Cristóvam avalia ingressar no PPS ou no PDT. Para entrar no PDT, sua condição é que Anthony Garotinho, atualmente peemedebista, não volte a ser pedetista. Com todo o respeito, o PPS e o PDT são feudos partidários a serviço de caciques políticos. Ciro Gomes, por exemplo, deixou o PSDB pelo PPS para viabilizar um projeto presidencial mais pessoal do que partidário.

O PSB, que perdeu Miguel Arraes neste final de semana, é outra legenda dominada por interesses personalistas. O nanico e atrasado PC do B é uma alternativa? O recém-criado e messiânico P-Sol de Heloisa Helena, que defende a estapafúrdia tese de antecipar as eleições de 2006, é uma opção consistente ao PT? O radical PSTU tem um projeto realista de poder?

É uma saída o PFL de ACM, aquele político que renunciou ao mandato para não ser cassado quando foi descoberto que violara o segredo do painel de votação do Senado que presidia? O PSDB, partido com rivalidades mais de ordem pessoal do que ideológica com o PT, receberá Cristóvam num Distrito Federal onde está aliado a Joaquim Roriz (PMDB)?

O PTB, o PL e o PP, legendas alugadas e escravizadas pelo mensalão, são orgulhos da democracia brasileira? O PMDB, agremiação fracionada de caciques regionais, seria um bom destino para Mercadante, que se dá muito bem com uma ala do partido? A crise do PT é gravíssima. É uma ilusão minimizá-la, tentando, por exemplo, preservar Delúbio Soares e José Dirceu. O Partido dos Trabalhadores nunca mais será o mesmo depois de conhecer Marcos Valério.

O PT, no entanto, ainda tem um papel importante a cumprir na política brasileira. Sua ligação com movimentos organizados da sociedade, uma espécie de amortecedor social, não pode ser substituída da noite para o dia. Sua pregação pela ética na política civilizou o país --aliás, teve tanto êxito que hoje devora parte do partido. É verdade que, em política, não há vácuo. Fernando Collor de Mello, apoiado por alguns de nossos principais veículos de comunicação, foi uma prova disso ao final do governo José Sarney. A destruição do PT não interessa à democracia brasileira.

Kennedy Alencar é colunista da Folha Online.

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O fuzilamento político

JOSÉ DIRCEU

Revogar um mandato popular só com provas. Só a população, pelo voto, é que tem o direito de fazer um julgamento político sem provas. José Márcio Camargo, economista-sócio da consultoria Tendências

 

A sabedoria popular adverte: "As aparências enganam". No conselho transmitido de geração para geração, os pais recomendam aos filhos que não se deixem levar pela ilusão das primeiras impressões. Para confiar cegamente em alguém ou em alguma coisa, é preciso ter certeza. Quanto mais graves as conseqüências desse juízo, mais absoluta e inequívoca deve ser a convicção. Sob pena de cometermos injustiças irreparáveis, levados por falsas percepções, mal-entendidos, mentes confusas ou manipulação de interesses, muitas vezes ilegítimos e inescrupulosos. Prova de que as aparências enganam é a falsa notícia que quase toda a imprensa transmitiu à opinião pública na semana passada. A sociedade foi iludida com a informação de que as CPIs dos Correios e da Compra de Votos "pediram" a cassação de deputados. Não foi isso que aconteceu. Quem ler com isenção o relatório verá que houve recomendação para que a Mesa Diretora da Câmara iniciasse processos para analisar os casos de parlamentares citados nas investigações.

 

As CPIs lavaram as mãos, deixando o juízo de valor para o Conselho de Ética e para o plenário da Câmara. Mas a impressão geral ventilada pela mídia foi a de um veredicto público. Tanto que essa foi a interpretação da Folha no editorial "A cassação de Dirceu" (pág. A2, 4/9). Esse tipo de distorção tem sido constante neste processo. Transmitem convicções falsas e ignoram, ou reduzem a importância de, fatos e declarações favoráveis aos denunciados. Só recebem destaque versões convenientes para respaldar o julgamento sumário, o fuzilamento político. Ao invés de investigar, apostam em declarações acusatórias, seja de quem for, venha de onde vier, mesmo sem filtro de credibilidade. Esse amontoado de fragmentos inconsistentes vai transformar-se na base de indícios que tende a prevalecer no julgamento político para saciar o "clamor nacional por punição". Nesse sentido, o relatório distorceu depoimentos para induzir conclusões erradas. Deturparam confirmações e afirmações de testemunhas, como Marcos Valério, Renilda de Souza e Emerson Palmieri. Transformaram suposições em assertivas. E suposições desmentidas por quem as teria induzido. Como foi o caso de Delúbio Soares, fato "esquecido" pelas comissões. Sem falar nos relatos do deputado Roberto Jefferson, que só merecem "elevado grau de verossimilhança" quando servem para me prejudicar. Esse conjunto de impressões falsas constrói o imaginário no qual se formará a convicção da sociedade e de seus representantes no Congresso. Por essa razão, meus advogados traçaram uma linha auxiliar de defesa visando um recurso ao Poder Judiciário em caso de eventual injustiça. Isso não é chicana. É acrescentar argumentos ao debate, aproveitando um caso individual para chamar a atenção sobre riscos futuros de outros parlamentares que exercem, tenham exercido ou venham a exercer cargos no Poder Executivo. Até agora, as CPIs estimularam o denuncismo irresponsável para criar um ambiente de horror, cenário favorável às ambições políticas de alguns de seus integrantes. Estão longe de comprovar o desvio sistêmico de dinheiro público, e a tese do mensalão vai ficando mais frágil à medida que o tempo passa e a evidência concreta não aparece. Como as aparências não se comprovam, recorrem a ilações subjetivas para justificar as decapitações políticas. Se fosse eu um superministro, como apregoa o editorial da Folha, não precisaria ter debatido tantos assuntos conflituosos nos grupos interministeriais coordenados pela Casa Civil. Se fosse um ditador no PT, não teria participado de disputas acirradas nem instituído o mais democrático processo de escolha de dirigentes partidários, com a participação de todos os filiados. Qual partido faz isso? Se houve algum ato isolado de corrupção no governo, não posso ser responsabilizado. Não recebi vantagens indevidas nem participei ou fui conivente com qualquer esquema destinado a captar e distribuir recursos a partidos ou parlamentares. Essa é a verdade. Tenho consciência de que estou sendo julgado não por meus eventuais erros ou supostos delitos, mas pelo que represento na história da esquerda, do PT e do governo Lula. Estou na linha de tiro, mas o objetivo das forças que me atacam é interromper o processo de organização dos trabalhadores e de consolidação de uma alternativa popular para o país. Se a Folha considera que nada será suficiente para apagar a convicção preconcebida de que exerci "papel ativo na trama de corrupção", é porque o processo está contaminado pelo prejulgamento próprio dos regimes autoritários. Nesse caso, a imprensa perde a legitimidade para formar opinião na sociedade. O julgamento é político. Mas, se não houver uma constatação inequívoca da quebra do decoro parlamentar, qualquer eventual condenação será ilegítima. Condenar pelas aparências, especialmente se o conjunto de indicações estiver distorcido, é romper a linha que separa a autoridade da tirania.

 

José Dirceu, 59, advogado, é deputado federal (PT-SP). Foi ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República (2003-5).

Publicado na Folha OnLine, em 6 de Setembro de 2005

 

 

 

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O Silêncio de Chaui

da Folha de S.Paulo em 21 de Setembro de 2005.... Folha Online

A filósofa Marilena Chaui, 63, endereçou a alunos da USP, onde leciona, uma carta na qual dá satisfações a respeito de seu comportamento diante do escândalo do "mensalão". Segundo Chaui, o "silêncio" que a ela se atribui é uma "construção" dos meios de comunicação, os quais ela critica, enumerando as razões que a fizeram encerrar sua "manifestação pública por meio da imprensa".


A carta data de 31 de agosto. É, portanto, anterior à participação da filósofa num debate sobre a "refundação do PT", realizado em São Paulo no último dia 12. Nele, Chaui afirmou que o partido foi o grande responsável pela construção da democracia no país e, por isso, seria vítima de "ódio" inédito da direita. Concluiu então com o grito de guerra "No pasarán!" --usado pelos comunistas espanhóis nos anos 30, contra a escalada fascista. A fala de Chaui, registrada pela Folha, dividiu opiniões dentro e fora do PT.

A professora já havia provocado controvérsias no mês passado, quando disse no ciclo de debates sobre "O Silêncio dos Intelectuais" que não comentaria a crise do governo Lula porque, entre outras coisas, não dispunha de conhecimentos suficientes sobre o que estava acontecendo.

A carta da filósofa, que a Folha reproduz abaixo na íntegra, está circulando pela internet no ambiente acadêmico. Nela, Chaui diz que "a mídia está enviando a seguinte mensagem: 'Somos onipotentes e fazemos seu silêncio falar. Portanto, fale de uma vez!'".

Filiada ao PT desde os anos 80, do qual se tornou uma das principais ideólogas, Chaui foi secretária da Cultura na gestão de Luiza Erundina (1989-1992). Suas teorizações sobre a democracia, influenciadas pelo pensador e amigo francês Claude Lefort, tiveram forte impacto na formação do partido.

 

 

"Prezados alunos,
soube, por alguns colegas professores, que muitos de vocês estão intrigados ou perplexos com meu suposto 'silêncio'. Digo suposto porque, como lhes mostrarei a seguir, essa imagem foi construída pelos meios de comunicação, particularmente pela imprensa. Na verdade, tenho falado bastante em vários grupos de discussão política que se formaram pelo país, mas tenho evitado a mídia e vou lhes dizer os motivos. Antes de fazê-lo, porém, quero fazer algumas observações gerais.

1. Vocês devem estar lembrados de que, durante o segundo turno das eleições presidenciais, a mídia (imprensa, rádio e televisão) afirmava que Lula não iria poder governar por causa dos radicais do PT, isto é, pessoas como Heloisa Helena, Babá e Luciana Genro. Você não acham curioso que, de meados de 2003 e sobretudo hoje, essas pessoas tenham sido transformadas pela mesma mídia em portadores da racionalidade e da ética, verdadeiros porta-vozes de um PT que foi traído e que teria desaparecido? Como indagava o poeta: 'Mudou o mundo ou mudei eu?'. Ou deveríamos indagar: a mídia é volúvel ou possui interesses muito claros, instrumentalizando aqueles podem servi-los conforme soprem os ventos?

2. Vocês devem estar lembrados de que, desde os primeiros dias do governo Lula, uma parte da mídia, manifestando preconceito de classe, afirmava que, o presidente da República, não tendo curso universitário nem sabendo falar várias línguas, não tinha competência para governar? Cansando dessa tecla, que não surtia resultado, passou-se a ironizar e criticar os discursos de Lula e seus improvisos. Não tendo isso dado resultado, passou-se a falar o populismo presidencial, isto é, a forma arcaica do governo. Como isso também não deu resultado, passou-se a falar num país à beira da crise, alguns chegando a dizer que estávamos numa situação parecida com a de março de 1964 e, portanto, às vésperas de um golpe de Estado! Como o golpe não veio (ele veio agora, sob a forma de um golpe branco), passou-se a falar em crise do governo (as divergências entre Palocci e Dirceu) e em crise do PT (as divergências entre as tendências).

Penso que um dos pontos altos dessa seqüência foi um artigo de um jornalista que dizia que, na arma do policial que matou o brasileiro em Londres, estava a impressão digital de Lula, pois não criando empregos, forçara a emigração! Além de delirante, a afirmação ocultava: a) que aquele brasileiro estava na Inglaterra há cinco anos (emigrou durante o governo FHC); b) estavam publicados os dados de crescimento do emprego no Brasil nos últimos dois anos. Eu poderia prosseguir, mas creio ser suficiente o que mencionei para que se perceba que estamos caminhando sobre um terreno completamente minado.

3. As duas primeiras observações me conduzem a uma terceira, que julgo a mais importante. Vocês sabem que, entre os princípios que norteiam a vida democrática, o direito à informação é um dos mais fundamentais. De fato, na medida em que a democracia afirma a igualdade política dos cidadãos, afirma por isso mesmo que todos são igualmente competentes em política. Ora, essa competência cidadã depende da qualidade da informação cuja ausência nos torna politicamente incompetentes. Assim, esse direito democrático é inseparável da vida republicana, ou seja, da existência do espaço público das opiniões. Em termos democráticos e republicanos, a esfera da opinião pública institui o campo público das discussões, dos debates, da produção e recepção das informações pelos cidadãos. E um direito, como vocês sabem, é sempre universal, distinguindo-se do interesse, pois este é sempre particular. Ora, qual o problema? Na sociedade capitalista, os meios de comunicação são empresas privadas e, portanto, pertencem ao espaço privado dos interesses de mercado; por conseguinte, não são propícios à esfera pública das opiniões, colocando para os cidadãos, em geral, e para os intelectuais, em particular, uma verdadeira aporia, pois operam como meio de acesso à esfera pública, mas esse meio é regido por imperativos privados. Em outras palavras, estamos diante de um campo público de direitos regido por campos de interesses privados. E estes sempre ganham a parada.

Apesar de tudo o que lhes disse acima, fiz, como os demais (no mundo inteiro, aliás), uso dos meios de comunicação, consciente dos limites e dos problemas envolvidos neles e por eles. Exatamente por isso, hoje, vocês perguntam por que não os usei para discutir a difícil conjuntura brasileira. Tenho quatro motivos principais para isso. O primeiro, é de ordem estritamente pessoal. Os que fizeram meu curso no semestre passado sabem que mal pude ministrá-lo em decorrência do gravíssimo problema de saúde de minha mãe. Aos 91 anos, minha mãe, no dia 24 de fevereiro, teve um derrame cerebral hemorrágico, permaneceu em coma durante dois meses e, ao retornar à consciência, estava afásica, hemiplégica, com problemas renais e pulmonares. De fevereiro ao início de junho, permaneci no hospital, fazendo-lhe companhia durante 24 horas. Cancelei todos os meus compromissos nacionais e internacionais, não participei das atividades do ano Brasil-França, não compareci às reuniões do Conselho Nacional de Educação, não participei das reuniões mensais do grupo de discussão política e não prestei atenção no que se passava no país. Assim, na fase inicial da crise política, eu não tinha a menor condição, nem o desejo, de me manifestar publicamente.

O segundo motivo foi, e é, a consciência da desinformação. Vendo algumas sessões das CPIs e noticiários de televisão, ouvindo as rádios e lendo jornais, dava-me conta do bombardeio de notícias desencontradas, que não permitiam formar um quadro de referência mínimo para emitir algum juízo. Além disso, pouco a pouco, tornava-se claro não só que as notícias eram desencontradas, mas que também eram apresentadas como surpresas diárias: o que se imaginava saber na véspera era desmentido no dia seguinte. Mas não só isso. Era também possível observar, sobretudo no caso dos jornais e televisões, que as manchetes ou 'chamadas' não correspondiam exatamente ao conteúdo da notícia, fazendo com que se desconfiasse de ambos. A desinformação (como disse alguém outro dia: 'da missa, não sabemos a metade'), não permitindo análise e reflexão, pode levar a opiniões levianas, num momento que não é leve e sim grave.

Além disso, a notícia já é apresentada como opinião, em lugar de permitir a formação de uma opinião. Por isso mesmo, a forma da notícia tornou-se assustadora, pois indícios e suspeitas são apresentados como evidências, e, antes que haja provas, os suspeitos são julgados culpados e condenados. Esse procedimento fere dois princípios afirmados em 1789, na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, quais sejam, todo cidadão é considerado inocente até prova em contrário e ninguém poderá ser condenado por suas idéias, mas somente por seus atos. Ora, vocês conhecem o texto de Hegel [filósofo alemão, 1770-1831], na 'Fenomenologia do Espírito', sobre o Terror (em 1793), isto é, a transformação sumária do suspeito em culpado e sua condenação à morte sem direito de defesa, morte efetuada sob a forma do espetáculo público. Essa perspectiva, como vocês também sabem, é também desenvolvida por Arendt [Hannah Arendt, filósofa alemã, naturalizada norte-americana, 1906-1975] e Lefort [Claude Lefort, filósofo francês] a respeito dos totalitarismos e seus tribunais, e para isso ambos enfatizam, na Declaração de 1789, o princípio referente à não criminalização das idéias, assinalando que nos regimes totalitários a opinião dissidente é tratada como crime.

Assim, na presente circunstância brasileira, a impressão geral deixada pela mídia é da mescla de espetáculo e terror, tornando mais difícil do que já era manifestar idéias e opiniões nela e por meio dela.

Meu terceiro motivo será compreendido por vocês quando lerem os artigos de jornal que inseri no final desta carta. Um artigo foi escrito antes da posse de Lula ['Desconfiança saudável', na Folha, em 8.dez.2002], alertando para o risco de uma 'transição', isto é, um acordo com o PSDB. Os outros dois foram escritos em 2004, quando do 'caso Waldomiro' [ambos na Folha: 'A disputa simbólica', em 18.fev.2004, e 'Em prol da reforma política', em 11.mar.2004]. Ambos insistem na necessidade urgente da reforma política. Os fatos atuais (ou o que aparece como fato) não modificam em nada o que escrevi há quase um ano, pelo contrário, reforçam o que havia dito e por isso não vi razão para voltar a escrever, pois eu escreveria algo ridículo, do tipo: 'Como já escrevi no dia tal em tal lugar...'. Ou seja, se meu segundo motivo me leva a considerar que não há a menor condição para opinar no varejo sobre cada fato ou notícia, o meu terceiro motivo é que, no que toca ao problema de fundo, já me manifestei publicamente.

Resta o quarto motivo. Aqui, há duas ordens diferentes de fatos que penso ser necessário apresentar. A primeira, se refere ao ciclo 'O Silêncio dos Intelectuais'; a segunda, à atitude da mídia. Há 20 anos, Adauto Novais organiza anualmente ciclos internacionais de conferências e debates sobre temas atuais. Sempre com um ano de antecedência, Adauto se reúne com alguns amigos para discutir e decidir o tema do ciclo. Participo desse grupo de discussão. Em abril de 2004, quando nos reunimos para decidir o ciclo de 2005, alguns membros do grupo (entre os quais, eu) preparavam-se para um colóquio, na França, cujo tema era 'Fim da Política?', outros iam participar de um seminário, nos Estados Unidos, sobre o enclausuramento dos intelectuais nas universidades e centros de pesquisa, e outros iniciavam os preparativos para a comemoração do centenário de Sartre, símbolo do engajamento político dos intelectuais.

Nesse ambiente, acabamos propondo que o ciclo discutisse a figura contemporânea do intelectual e Adauto propôs como título 'O Silêncio dos Intelectuais'. Uma vez feitos os convites nacionais e internacionais aos conferencistas, recebidas as ementas e organizada a infra-estrutura, Adauto fez o que sempre faz: com muitos meses de antecedência, conversou com jornalistas, passou-lhes as ementas, explicou o sentido e a finalidade do ciclo.

Ou seja, no início de 2005, a imprensa tinha conhecimento do ciclo e de seu título. E eis que, de repente, não mais que de repente, durante a crise política, alguns falaram do 'Silêncio dos Intelectuais', referindo-se aos intelectuais petistas! Curiosa escolha de título para uma matéria jornalística... ['O silêncio dos inocentes', reportagem da Folha em 19.jun.2005] Veio assim, sem mais nem menos, por pura inspiração. Mais curiosa ainda foi essa escolha, se se considerar que, ao longo de 2005, praticamente todos os intelectuais petistas (talvez com exceção de Antonio Candido e de mim) se manifestaram em artigos, entrevistas, programas de rádio e de televisão!!! Onde o silêncio? Como eu lhes disse, notícias são produzidas sem ou contra os fatos. E com as notícias vieram as versões e opiniões, os julgamentos sumários e as desqualificações públicas, culminando no tratamento dado ao ciclo, quando este se iniciou.

A mídia decidiu que o ciclo se referia aos intelectuais petistas, apesar de saber que fora pensado em 2004, de ler as ementas, de haver participantes que não são petistas, para nem falar dos conferencistas estrangeiros. O ciclo virou espetáculo.

Uma revista afirmou que, entre os patrocinadores (Minc, Petrobras e Sesc), estavam faltando os Correios. Uma outra afirmou que os participantes eram intelectuais do tipo 'porquinho prático' (não explicou o que isso queria dizer). Um jornal colocou a notícia da primeira conferência (a minha) no caderno de política, sob a rubrica 'Escândalo do Mensalão', com direito a foto etc.

A segunda ordem de fatos está diretamente relacionada comigo. Quando publiquei o artigo sobre o 'caso Waldomiro', um jornalista escreveu uma coluna na qual me dirigiu todo tipo de impropérios e usou expressões e adjetivos com que me desqualificava como pessoa, mulher, escritora, professora e intelectual engajada.

Não respondi. Apenas escrevi o segundo artigo, sobre a reforma política, e dei por encerrada minha intervenção pública por meio da imprensa. A partir de então, além de não publicar artigos em jornais, decidi não dar entrevistas a jornais, rádios e televisões (dei entrevistas quando tomei posse no Conselho Nacional de Educação porque julgo que, numa República, alguém indicado para um posto público precisa prestar contas do que faz, mesmo que os meios disponíveis para isso não sejam os que escolheríamos). A seguir, veio a doença de minha mãe e, depois, a crise política como espetáculo.

No entanto, paradoxalmente, não fiquei fora da mídia: houve, por parte de jornais, revistas, rádios e televisões, solicitações diárias de entrevistas e de artigos; a matéria jornalística 'O silêncio dos Intelectuais', não tendo obtido entrevista minha, citava trechos de meus antigos artigos de jornal; matérias jornalísticas sobre o PT e sobre os intelectuais petistas traziam, via de regra, uma foto minha, mesmo que nada houvesse sobre mim na notícia.

Finalmente, quando se iniciou o ciclo sobre o silêncio dos intelectuais, um jornal estampou minha foto, colocou em maiúsculas NÃO FALO (resposta que dei a um jornalista que queria uma entrevista quando da reunião dos intelectuais petistas com Tarso Genro, em São Paulo) e o colunista concluía a matéria dizendo que o silêncio dos intelectuais petistas era, na verdade, o silêncio de Marilena Chaui, o qual seria rompido com a conferência ['Ciclo expõe mal-estar e silêncio da academia', reportagem da Folha em 21/08/2005].

Resultado: jornais e revistas, com fotos minhas, não deram uma linha sequer sobre a conferência, mas pinçaram trechos dos debates, sem mencionar as perguntas nem dar por inteiro as respostas e seu contexto, transformando em discurso meu um discurso que não proferi tal como apresentado.

E entrevistaram tucanos (até as vestais da República, Álvaro Dias e Artur Virgílio!!!), pedindo opinião sobre o que decidiram dizer que eu disse! E os entrevistados opinaram!!! Num jornal do Rio de Janeiro e num de São Paulo, FHC disse uma pérola, declarando que por não entender de Espinosa, não fala nem escreve sobre ele e que eu, como não entendo de política, não deveria falar sobre o assunto. Como vocês podem notar, o princípio democrático, segundo o qual todos os cidadãos são politicamente competentes, foi jogado no lixo.

Qual é o sentido disso? Deixo de lado o fato de ser mulher, intelectual e petista (embora isso conte muitíssimo), para considerar apenas o núcleo da relação estabelecida comigo. A mídia está enviando a seguinte mensagem: 'Somos onipotentes e fazemos seu silêncio falar. Portanto, fale de uma vez!' É uma ordem, uma imposição do mais forte ao mais fraco. Não é uma relação de poder e sim de força.

Vocês sabem que a diferença entre a ordem humana, a ordem física e a ordem biológica (para usar expressões de Merleau-Ponty [filósofo francês, 1908-1961]) decorre do fato de que as duas últimas são ordens de presença enquanto a primeira opera com a ausência. As leis físicas se referem às relações atuais entre coisas; as normas biológicas se referem ao comportamento adaptativo com que o organismo se relaciona com o que lhe é presente; mas a ordem humana é a do simbólico, ou seja, da capacidade para relacionar-se com o ausente.

É o mundo do trabalho, da história e da linguagem. Somos humanos porque o trabalho nega a imediateza da coisa natural, porque a consciência da temporalidade nos abre para o que não é mais (o passado) e para o que ainda não é (o futuro), e porque a linguagem, potência para presentificar o ausente, ergue-se contra nossa violência animal e o uso da força, inaugurando a relação com o outro como intersubjetividade.

Num belíssimo ensaio sobre 'A Experiência Limite', Blanchot [Maurice Blanchot, escritor e crítico francês, 1907-2003] marca o lugar preciso em que emerge a violência na tortura de um ser humano. A violência não está apenas nos suplícios físicos e psíquicos a que é submetido o torturado; muito mais profundamente ela se encontra no fato horrendo de que o torturador quer forçar o torturado a lhe dar o dom mais precioso de sua condição humana: uma palavra verdadeira.

NÃO FALO.

Vocês já leram La Boétie [Étienne de la Boétie, filósofo francês, 1530-1563, amigo do filósofo Michel de Montaigne]. Sabem que a servidão voluntária é o desejo de servir os superiores para ser servido pelos inferiores. É uma teia de relações de força, que percorrem verticalmente a sociedade sob a forma do mando e da obediência. Mas vocês se lembram também do que diz La Boétie da luta contra a servidão voluntária: não é preciso tirar coisa alguma do dominador; basta não lhe dar o que ele pede. NÃO FALO.

A liberdade não é uma escolha entre vários possíveis, mas a fortaleza do ânimo para não ser determinado por forças externas e a potência interior para determinar-se a si mesmo. A liberdade, recusa da heteronomia, é autonomia. Falarei quando minha liberdade determinar que é chegada a hora a vez de falar." (Marilena Chaui)

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Contesta Mentiras na Imprensa

da Folha On-line de S.Paulo em 03 de Outubro de 2005.... Folha Online

"Sobre matéria publicada neste domingo pelo jornal Folha de S.Paulo, intitulada 'Direção do PT sabia do caixa 2, diz ex-secretário', desejo esclarecer os seguintes pontos:

O título da referida reportagem distorce minha declaração, publicada corretamente nas páginas internas. Em nenhum momento disse que os dirigentes do PT tinham conhecimento de operações com receitas não-contabilizadas. Questionado pelo jornalista Leonardo Souza sobre o tema, respondi com outra pergunta: 'Qual o membro da alta direção do PT que não poderia supor que pudesse existir [o caixa dois]?'. Fiz apenas, como está claro, uma alusão ao fato de que dirigentes partidários poderiam especular sobre a possibilidade de campanhas eleitorais estarem recebendo verbas sem registro oficial. Jamais afirmei, portanto, que a direção do partido soubesse ou tivesse tratado de recursos irregulares, como faz crer a manchete do jornal. Repito: em nenhum momento presenciei ou fui informado de qualquer discussão a este respeito nas instâncias partidárias.

Afirmei ao jornalista que o PT fez acordos eleitorais que pressupunham o compartilhamento dos custos de campanha. Não disse, em qualquer momento, que o partido tivesse pago a outros partidos por apoio eleitoral. Muito menos, como destaca a reportagem, 'que havia um acordo com o PTB, nas eleições municipais do ano passado, pelo qual o partido receberia recursos de caixa dois do PT'. Esta afirmação é de autoria do jornalista.

Não tive participação alguma nos acordos eleitorais referentes à disputa na cidade de São Paulo, ao contrário do que afirma a matéria."

 

Silvio Pereira.

 

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Desarmamento Nacional

 

 

Segunda feira, dia 03 de Outubro de 2005, aconteceu um debate, na Loja Maçônica Profeta Issa, a respeito da comercialização de armas no país, e sua proibição já em vigor, e o referendo que esta legislação será submetida na próxima votação em todo território nacional. O Pr. Jônatas David, representando a Igreja Batista Central, esteve, com outras autoridades municipais e regionais, presente e à mesa diretora, opinando, para então o plenário se manifestar com informações, comentários ou perguntas.

 

Na oportunidade, o pr. Jônatas David, elogiando a oportunidade, inclusive de estar numa mesa tão seleta, afirmou que a pesar de se ser necessário algumas considerações, como (1)estatísticas anteriores e posteriores à lei de desarmamento no país, (2)o número de vidas que a arma tem salvo e o número que tem levado a morrer, semelhante ao que acontece com a preocupação com o cinto de segurança, que já matou muita gente, mas tem salvo muito mais, (3)a opinião de homens muito sérios, inteligentes e conhecedores da vida judiciária, (4)as mudanças sociais que já são de fáceis percepção, e aquelas que já se demonstram vir no futuro imediato, (5)que a iniciativa de desarmamento não inibe que outras iniciativas virão no sentido de se somar contra a violência... alguns princípios bíblicos, verdades bíblicas, semelhantes à questão do aborto, que mesmo que pareça que é fora de época defender a vida, como faz a Igreja Católica, ainda assim, por ser uma verdade bíblica, ela insiste, contra tudo e todos, naquilo que é uma verdade acima de qualquer circunstância.

 

O primeiro princípio anotado, é o de que um erro não justifica nenhum outro erro. A estrutura política e de segurança que temos, não justifica mantermo-nos no erro, nos defendendo com armas; a bandidagem estar muito bem armada, não justifica nenhum erro de nossa parte, a falta de visão dos governantes quanto à segurança pública, a deficiência em outras áreas sociais, a existência de outros tipos de violência, não justifica, em nada, erros que venhamos cometer com o porte de uma arma.

 

O segundo princípio anotado, é o de que uma abismo, necessariamente atrai outros muitos abismos; a violência provoca e alimenta a violência; armas inspiram violência “justa” ou “injusta”.

 

O Pr. Jônatas David, concordou com muitas opiniões a favor da paz, da não proliferação da violência, como lembrou a Secretária Municipal de Educação, a Sra. Gine Alberta; com o Promotor de Justiça, o Dr. Gilberto, de que armas tem matado mais inocentes que bandidos; com o Tenente França da Polícia Militar, de que a grande maioria de armas que estão com os bandidos estão vindo das mãos de gente de bem que um dia registrou devidamente, e com outras pessoas mais. Mas resumiu sua fala, com algo que ouviu do Padre José, que estava ao seu lado, à mesa, de que não se trata de uma questão técnica, mas muito ética.

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Por que a Veja mente, deseperadamente?

Este artigo foi escrito para a edição de novembro2005 da revista Caros Amigos


Veja é a pior revista do Brasil. Não é um título fácil de obter, porque ela tem duros competidores –Isto É, Época, Caras, Isto é Dinheiro, Quem? etc. etc. Mas Veja se esmera na arte da vulgaridade, da mentira, do sensacionalismo, no clima de “guerra fria”, em que a revista defende as cores do bushismo no Brasil. A revista, propriedade privada da família Civita, merece o galardão.

Todo país tem esse tipo de publicação extremista, que defende hoje prioritariamente os ideais dos novos conservadores estadunidenses. Herdam os ideais da guerra fria, se especializam em atacar a esquerda, reproduzem as mesmas matérias internacionais e as bobagens supostamente científicas sobre medicamentos, tratamentos de pele, de problemas psicológicos, de educação, para tentar passar por uma revista que atende a necessidades da família.

Seus colunistas são o melhor exemplo da vulgaridade e da falsa cultura na imprensa brasileira. Uma lista de propagandistas do bushismo, escolhidos seletivamente, reunindo a escritores fracassados, a ex-jornalistas aposentados, a autores de auto-ajuda, a profissionais mercantis da educação, misturando-se e mesclando esses temas em cada uma das colunas e nos editoriais do dono da revista. Uma equipe editorial de nomes desconhecidos cumpre a função de “cães de guarda” dos interesses dos ricos e poderosos – que, em troca, anunciam amplamente na revista – de plantão.

O MST, o PT, a CUT, os intelectuais críticos - são seus alvos prioritários no Brasil. Para isso tem que desqualificar o socialismo, Cuba, a Venezuela, assim como tudo o que desminta o Consenso de Washington, do qual é o Diário Oficial no Brasil.

Só podem fazer isso mentindo. Mentindo sobre o trabalho do MST com os trabalhadores do campo, nas centenas de assentamentos que acolhem a centenas de milhares de pessoas, famílias que viveram secularmente marginalizadas no Brasil. Têm que esconder o funcionamento do sistema escolar nacional que o MST organizou, responsável, entre outras tantas façanhas, de ter feito mais pela alfabetização no Brasil do que todos os programas governamentais. A Veja não sabe o que é agricultura familiar, com sua mentalidade empresarial se soma ao agronegócio, aos transgênicos e à agricultura de exportação. Ao desconhecer tanta coisa, a Veja tem que mentir para esconder tudo isso dos leitores, passando uma imagem bushiana do MST.

Mentem sobre Cuba, porque escondem que nesse país se produziu a melhor saúde pública do mundo, que ali não há analfabetos – funcionais ou não -, que por lá todos tem acesso – além de saúde, educação, casa própria, a cultura, esporte, lazer. Que o IDH de Cuba é bastante superior ao brasileiro.

A Veja tem que mentir sobre a Venezuela, país em que se promove a prioridade do social, com ¼ dos recursos obtidos com o petróleo irrigando os programas sociais. Que o governo de Hugo Chávez triunfou sobre a mídia privada golpista – as Vejas de lá -, pelo apoio popular que granjeou, quando a Veja, defasada – como sempre – já noticiava na sua capa a queda de Chávez. Depois o governo venezuelano derrotou a oposição em referendo previsto na Constituição daquele país, em que os eleitores, no meio do mandato, se pronunciam sobre a continuidade ou não do governo, em um sistema mais democrático que em qualquer outro lugar do mundo.

A Veja mente sobre os efeitos da globalização neoliberal, que concentrou renda como nunca na história da humanidade, que canaliza recursos do setor produtivo para o especulativo, que cassa os direitos básicos da grande maioria da população, que não retomou o crescimento econômico, como havia prometido.

A Veja mente quando anunciou a morte do PT, no mesmo momento em que mais de 300 mil membros do partido, demonstrando vigor inigualável em qualquer outro partido, foram às urnas escolher, por eleição direta, seus novos dirigentes, apesar da ruidosa e sistemática campanha da mídia bushista brasileira.

A Veja mente para tentar demonstrar que a política externa brasileira é um fracasso, quando ninguém, dentre os comentaristas internacionais, daqui ou de fato, acha isso. Ao contrário, a formação do Grupo dos 20 na última reunião da OMC, o bloqueio ao inicio de funcionamento da ALCA – lamentado pela revista bushista.

A Veja mente, mente, mente, desesperadamente, porque suas verdades são mentiras, porque representa o conservadorismo, a discriminação, a mentalidade mercantil, a repressão, a violência, a falsa cultura, a vulgaridade – enfim, o que de pior o capitalismo brasileiro já produziu. Choca-se com o humanismo, a democracia, a socialização, os interesses públicos. Por isso, para “fabricar consensos” – conforme a expressão de Chomsky, a Veja mente, mente, mente, desesperadamente.

 

Emir Sader, professor da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), é coordenador do Laboratório de Políticas Públicas da Uerj e autor, entre outros, de “A vingança da História".

Emir Sader

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01/11/2005 - Americanos compõem conselho da Veja,

 

O conselho de administração do grupo Abril, que detém a propriedade da revista semanal "Veja", tem a participação de representantes norte-americanos. A constatação é do deputado Doutor Rosinha (PT-PR). Dois representantes da Capital International — terceiro maior administrador de fundos dos EUA e parte integrante do conglomerado multinacional Capital Group— fazem parte do conselho da Abril.

Um deles é o norte-americano William Bannister-Parker. Outro é o executivo brasileiro Guilherme Lins. Segundo a página do Capital Group na internet, Parker atua em Londres como vice-presidente do Capital International Research. Já Lins trabalha num escritório do Capital Group em Gênova.

Em julho de 2004, a Capital International adquiriu 13,8% do capital do grupo Abril. Conforme dados divulgados na época, a operação —viabilizada através de uma emenda constitucional sancionada em 2002 pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso— teria resultado na injeção de R$ 150 milhões no grupo.

A Abril foi a primeira empresa nacional beneficiada pelo novo texto da Constituição Federal, que limita a participação externa em até 30%. Em tese, o controle das empresas de mídia e de seus conteúdos editoriais permaneceria sob o comando de brasileiros.

"É verdade que o conselho de administração do grupo Abril é formado por dez pessoas. Mas como medir a real influência do capital externo sobre a linha editorial dos veículos de comunicação da empresa?", questiona o deputado Doutor Rosinha.

"Nos últimos meses, a `Veja`, por exemplo, tem adotado uma linha editorial absolutamente golpista em relação ao governo federal."

Venezuela x Brasil - O parlamentar da esquerda petista está buscando apurar eventuais ligações entre o grupo Abril e a Cisneros Group of Companies, holding cujo controlador é Gustavo Cisneros —um dos principais apoiadores do golpe midiático contra o presidente venezuelano Hugo Chávez. Ocorrido em 2002, o fracassado golpe durou menos de 48 horas.

Inimigo de Chávez, Cisneros é dono de um império que congrega 75 empresas nas áreas de mídia, entretenimento, internet e telecomunicações, instaladas no Canadá, Estados Unidos, América do Sul, Espanha e em Portugal. Detém, por exemplo, a Univisión Communications, principal canal espanhol nos Estados Unidos.

Conforme levantamento realizado por Gustavo Barreto, pesquisador da Escola de Comunicação da UFRJ, as primeiras parcerias da Editora Abril com o grupo Cisneros datam de 1995. Na época, a parceria girou em torno de transmissões via satélite e da criação da empresa Galaxy Latin América.

Cisneros é sócio da DirecTV, de cuja participação acionária a Abril se desfez antes da sua injeção de capital externo. Desde 2000, Cisneros e Abril, conforme Barreto, são parceiros comerciais na empresa resultante da fusão entre a AOL e a Time Warner.

"O tipo de matéria que vem sendo produzido por `Veja` é de uma brutal irresponsabilidade jornalística", avalia Doutor Rosinha. "Seu pseudo-jornalismo está cada vez mais próximo da cobertura feita pela mídia de Cisneros na Venezuela."

"Veja" x PSDB - Desde julho, o deputado Doutor Rosinha tem revelado uma série de ligações entre a principal revista do grupo Abril e o PSDB, maior partido de oposição ao governo Lula. Uma delas diz respeito ao fato de o ex-presidente da Caixa Econômica Federal sob o governo FHC, Emílio Carazzai, ocupar hoje o cargo de vice-presidente de Finanças e Controle do grupo Abril.

Doutor Rosinha revelou ainda que a Editora Abril S/A doou, nas eleições de 2002, R$ 50,7 mil a candidatos do PSDB. Conforme dados do TSE, o atual líder da bancada do PSDB na Câmara dos Deputados, Alberto Goldman (SP), recebeu R$ 34,9 mil dos donos da revista.

Outro beneficiado pela doação da editora foi o deputado licenciado Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP). Ex-ministro da Justiça durante o governo FHC, Aloysio, hoje secretário de José Serra na Prefeitura de São Paulo, recebeu R$ 15,8 mil.

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O que a Veja quer esconder

Renato Rovai é jornalista e editor da revista Fórum, onde este artigo foi originalmente publicado.    (4 Nov. 2005)

 

A melhor maneira para esconder uma forte notícia é produzir outra que cause maior impacto. Não à toa que o panfleto semanal dos Civita traz na capa desta semana um Fidel de olhos arregalados substituindo Benjamin Franklin no verso de uma nota de cem dólares. Franklin é reconhecido pelo papel que desempenhou na independência norte-americana, principalmente por ter construído o tratado de paz assinado em 1783. Mas também foi o inventor do pára-raios. Como se sabe, o distinto invento serve para atrair as danosas descargas elétricas oriundas dos céus. A revista Veja bem sabia que nesta semana cairiam raios sobre líderes da oposição. Para neutralizá-los, nada mais fulminante do que atrair Fidel para o centro do esquema petista de captação de recursos ilegais.    

Mas o que Veja quer esconder? Em primeiro lugar, busca tirar de cena o caso do senador mineiro Eduardo Azeredo, revelado na semana passada (21/10) pela concorrente Isto É. A revista provou que Marcos Valério pagou o silêncio do ex-tesoureiro da campanha de Azeredo, Marcos Mourão, com um cheque de 700 mil. A denúncia da Isto É, que derrubou o senador da cadeira de presidente nacional do PSDB, ainda trazia revelações que ficaram sem explicações.

A ver: “Embora os caciques do PSDB argumentem que o dinheiro que abasteceu o caixa 2 de Azeredo não tinha origem em corrupção nem em verbas públicas, as provas indicam o contrário: boa parte dos recursos da campanha mineira teve origem em empresas estatais, como as Centrais Elétricas de Minas Gerais (Cemig)”.

Em 21 de outubro de 1998, por exemplo, saiu R$ 1,6 milhão dos cofres da Cemig como pagamento à SMP&B, uma das agências de Marcos Valério. O pretexto para o pagamento era a produção de uma campanha publicitária da estatal para convencer os mineiros a gastar menos energia. Segundo a investigação do MP, o dinheiro teve outro destino. No dia seguinte, R$ 1,2 milhão foi parar nas contas de políticos aliados de Azeredo.”

Mas não era só aos amigos tucanos que a capa com Fidel na nota de cem dólares interessava. Desde o fim de semana passado comentava-se em Salvador que a revista Carta Capital desta semana (28/10) traria fortes revelações sobre o esquema da Bahiatursa, estatal de turismo local subordinada a Secretaria de Cultura e Turismo do governo do Estado. E trouxe. Mas a operação pára-raios de Veja parece ter dado resultado. O midiático poder ignorou a descarga elétrica que, se bem investigada, pode aniquilar com o esquema de ACM.

A denúncia publicada por Carta Capital tem origem em um relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE) assinado pelo conselheiro Pedro Lino. São 200 páginas que revelam como funciona um caixa 2 operado a partir de contratos do governo do Estado com a agência de publicidade Propeg e ONGs formadas por funcionários públicos do esquema carlista. O relatório de Pedro Lino fala de uma movimentação, entre janeiro de 2003 a abril de 2005, de R$ 101 milhões em uma conta bancária não registrada no sistema de controle do caixa oficial do Estado. Para se ter uma idéia da grandeza dos números é praticamente o dobro dos R$ 55 milhões movimentados pelo PT via Marcos Valério. Os 55 milhões que, segundo o deputado federal ACM Neto, um dos mais escandalosos acusadores, produziu o maior escândalo da história da República.

ACMinho sabia que a matéria seria capa de Carta Capital. Seu painho-avô também. E tudo indica que já tinham trabalhado para que a denúncia deixasse de circular em semanas anteriores. Carta Capital mostra que a revista Época trouxe destaque no índice para o caso por duas vezes. Na edição do dia 10/10, apontava que a denúncia contra o esquema carlista circularia na página 43. Nenhuma linha. Na edição de 17/10, a página anunciada era a 37. Outra vez, nada. O leitor que achar um caso como esse na história do jornalismo deve enviá-lo para redação da revista Fórum. Uma matéria por duas vezes anunciada em um índice e que ficou sem publicação. Com a Carta Capital, os carlistas sabiam que seria diferente. A matéria sairia. E dessa conclusão pode ter nascido a solução Fidel.

Se não fosse isso, Veja poderia apurar melhor o material coletado. A própria reportagem se justifica dizendo que há contradições nos números apresentados pelas duas testemunhas vivas e que a única pessoa que teria conhecimento total do caso está morta.

Mas não pense, leitor, que Veja faz isso tudo só porque não gosta da barba quase branca do presidente Lula.

Os laços entre os Civita e a família tucano-pefelê são sanguíneos e os interesses comerciais comuns. O atual vice-presidente de Finanças do grupo Abril foi presidente da Caixa Econômica Federal durante o governo FHC. Emílio Carrazai ficou na CEF até 2002. De lá saiu para ajudar a Abril a enfrentar a campanha presidencial vindoura. Deixou a presidência de um banco público, para dirigir o caixa de uma revista de banca.

Há outros irmãos de sangue tucano-pefelê na turma dos Civita. Claudia Costin, secretária de Cultura do governo Alckmin até maio deste ano, é a vice-presidente da Fundação Victor Civita. Costin foi também ministra de Administração Federal e Reforma do Estado nos tempos FHC. Lembram-se da reforma de Estado na era FHC?

Em Veja nada é por acaso. A revista é a matriz intelectual da elite bufona. Seus petardos têm objetivo claro, criminalizar a esquerda. E defender seus interesses políticos e econômicos. Agora, Lula e o PT que se expliquem. É assim que funciona. A revista sabe que para ela é difícil comprovar a veracidade da história. Para os acusados é tão ou mais difícil desmenti-la. Imaginem Palocci reconstituindo um caso de recebimento de garrafas de uísque ou de rum. Sendo assim, a reportagem ficará sempre ali, a postos, para ser tratada como algo sem explicação. O jornalismo de Veja é isso, covarde. E a elite brasileira, nojenta. Pena que Lula e o hoje chantageado Palocci tenham sido tão dóceis com esses escroques.

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Procura-se Uma Igreja

 

Procura-se uma igreja que use a Bíblia Sagrada do jeito que era usada no passado não muito distante. Que use a Bíblia como revelação de Deus. Aliás, uma boa bíblia tradicional e FIEL, e não as publicações "à la carte" (bíblia para idosos, para jovens, para gays, para empresários, etc.). Não importa que tenha capa preta e letras de tipos antigos. Não importa que uma ou outra palavra precise ser consultada no dicionário.

Afinal, a Bíblia deve servir também para aprimorar os conhecimentos de seus leitores. Que use a Bíblia acreditando nela. Confiando em seus escritos, linha por linha, letra por letra. Que creia em sua inerrância e em sua total confiabilidade. Que a use no púlpito, não por pretexto para eventos sociais, políticos ou comerciais, mas como a Palavra de Deus, revelação divina para todos os povos.

Procura-se uma igreja que tenha púlpito. Sim, porque o tablado das igrejas tem abrigado toda sorte de coisas, menos um púlpito. Lá
encontram-se baterias, guitarras, pandeiros, atabaques, porta-microfones, câmeras, luzes, castiçais de Israel, óleos de Jerusalém, cartazes comerciais, "links" ao vivo para a TV e Internet, mas dificilmente se encontra um púlpito. Para aqueles que não estão
familiarizados, púlpito é aquele móvel que os pastores antigamente usavam para colocar as suas bíblias e pregar a Palavra de Deus.
Usualmente era colocado no centro da plataforma, numa disposição que alcançasse todos os presentes, ou mesmo em um dos lados, no alto. O lugar era mais ou menos aquele onde estão os "levitas" ou os animadores do "auditório gospel". Encontram-se muitos desses móveis antigos nos "museus eclesiásticos".

Procura-se uma igreja com templo. Não precisa ser um grande templo, nem um pequenino templo. Não precisa ter torre, relógio e cruz, nem tampouco ter um órgão de tubo e um vestíbulo. Apenas um templo, um lugar
reservado para adoração a Deus, um lugar onde as pessoas se consagrem para a oração, a meditação, o respeito e a dedicação a Deus. Geralmente encontram-se ex-templos onde hoje estão casas lotéricas, açougues, mercados ou agências bancárias, porque as igrejas que os usavam acabaram por alugar grandes auditórios, cinemas, fábricas, pizzarias ou ginásios esportivos. O templo tornou-se tão obsoleto quanto a adoração tradicional bíblica. O templo não era adequado para a atual "aeróbica cristã", que faz com que os participantes suem tanto quanto uma boa aula de ginástica. Procura-se uma igreja que tenha um templo, seja de
tijolos, de barro ou de bambus, mas que seja "Casa de Oração", lugar de adoração, de reverência, de alegria espiritual, de encontro com Deus. Se for grande, muito bom. Se for pequeno, bom também. Se tiver ar condicionado, ótimo. Caso contrário, não haverá problema, desde que o povo tenha consciência de que "a minha casa será chamada CASA DE ORAÇÃO". (citação das palavras de Jesus em Mateus 21.13).

Procura-se uma igreja que cante hinos. Uma igreja que ainda ouse usar um "Cantor Cristão", um ""Hinário para o Culto Cristão", um "Hinário Evangélico," um "Melodias de Vitória", um "Salmos e Hinos" ou outro hinário que contenha as preciosidades da hinódia evangélica. Uma igreja que ouse cantar coisas que vão de encontro à música chamada "do momento", e ao encontro do coração de Deus, em adoração firmada em verdades da Palavra do Senhor, e não em palhas e restolhos de emoção fútil. Uma igreja que ainda use os hinos publicados em forma de livrinho, não apenas um retro-projetor com transparências, que priva as pessoas de levarem a letra para casa e estudá-la, decorá-la, entoá-la em sua devocional particular. Uma igreja que cante "Rocha Eterna", "Fala, Deus", "Bendita a Hora de Oração", "Vamos à Igreja", "Já Refulge a Glória Eterna", "A Doce Voz do Senhor", "Tu és Fiel", "O Rei Está Voltando", "Grande é Jeová", etc. Uma igreja que embase o que canta na Palavra de Deus, rejeitando cânticos que não têm razão de ser, como os que dizem que Deus está "passeando" (estaria Ele de férias?) "Agarre as penas das asas dos anjos" (seriam eles galinhas despenando?), "Dá-me a mão e meu irmão serás" (é tão simples assim? Nem de Cristo se precisa?). Uma igreja que não tenha um "hit parade", ou um
índice das "10 mais de hoje", mas cante coisas de ontem, de hoje e de sempre, concretas, profundas e permanentes.

Procura-se uma igreja de gente renascida. Não reencarnada, pois reencarnação não existe (cf Hebreus 9.27). Mas uma igreja de gente que foi regenerada pelo novo nascimento, através de sua conversão a Cristo (Cf. João cap. 3 e II Co 5.17). Uma igreja que abre as portas para o povo do mundo, mas coloca um aviso: "o pecador é bem-vindo; o pecado não!". Uma igreja que tenha gente que leve a sério o que aprende, que pratique o que ouve ser pregado, que procure ser "luz do mundo" e "sal da terra", que manifeste as "virtudes daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz". Uma igreja de gente que não fume. Gente que não beba álcool. Gente que não use drogas. Gente que não fale palavrões. Gente que não seja escravizada pelo entretenimento, que não toma a forma do mundo, mas que renova dia a dia o seu entendimento pela Palavra da Verdade. Uma igreja que não tenha receio de firmar posturas indigestas à maioria das outras igrejas, como exigir de seus membros uma vestimenta decente, um namoro moralmente aceitável, um casamento que possua "leito sem mácula", uma fraternidade construtiva, cidadãos cumpridores de seus compromissos, crentes honestos em suas transações. Uma igreja que pregue o que é certo e viva o que pregue.

Procura-se uma igreja que tenha amor não fingido. Uma igreja que não faça acepção de pessoas. Que não faça uma entrada "só para automóveis", para evitar que crentes pobres ou sem condução congreguem ali. Uma igreja que não coloque os crentes bem sucedidos nos bancos da frente, e reserve os últimos assentos para os pobres e os inexpressivos socialmente. Uma igreja que não dê assistência apenas para os que têm polpudos salários, desprezando os que contribuem apenas com três míseras moedas de centavos. Uma igreja que não trate seus membros pelo grau de instrução, dignificando o douto e desprezando o inculto, uma igreja que use de amor, misericórdia e atenção para com todos. Uma igreja que não tenha duas leis, dois pesos e duas medidas, disciplinando severamente os que não fazem diferença no orçamento mensal, e encobrindo os adultérios, as desonestidades, as falcatruas, as maledicências e os muitos pecados dos mais ricos. Uma igreja que não coloque um político no púlpito e uma pobre velhinha malcheirosa no canto, junto à porta de saída.

Procura-se uma igreja que tenha pastor. Mas não um pastor do tipo "profissional da área religiosa", mas "profissional da área celestial".
De preferência um pastor que não tenha especialização em vendas, "tele-marketing", venda de consórcios ou carnês do baú. Também não precisa ser especialista em análise de mercados e doutor em planos mirabolantes de crescimento de igreja. Procura-se uma igreja cujo pastor esteja mais interessado em pastorear cada um como um filho, do que contar cada um como um número. Esse pastor poderia ser até de origem humilde, sem o grau de "latus census" ou "restritus census". Que tenha apenas "bom census" de levar a sério o seu chamado de "ganhador de almas, amigo do rebanho, pregador da Palavra, intercessor em oração pela sua comunidade, porta-voz da sã doutrina, líder respeitado, manso e cordato", porém, peremptório em suas afirmações. Um pastor que tenha cara de pastor, coração de pastor, postura de pastor, vida de pastor.

Que use a Bíblia, não o "manual de igrejas do sucesso" ou "plano de restauração do propósito do discipulado dos grupos da unção" , ou quaisquer outras inovações evangélicas que estejam em alta BMIF - Bolsa de Mercadorias de Igrejas com Futuro. Procura-se um pastor que esteja de joelhos diante do Pai, pois é a única forma de não cair; um pastor que sorria com os que sorriem, chore com os que choram, que visite o pobre, e também o rico; que ame o bonito, e acolha também o feio; que se importe com a dor de um idoso e com a alegria de um jovem. Um pastor que diga a verdade, pela bíblia, doa a quem doer, sem, contudo, jamais perder a ternura. Um pastor que não busque a glória dos homens, mas a glória de Deus; que não esteja de olho nas recompensas terrenas, mas nas celestiais. Um pastor que saiba ser homenageado, rendendo glórias a Deus, e saiba também resignar-se quando for esquecido. Um pastor segundo o coração de Deus.

Procura-se essa igreja.

Aos que souberem do seu paradeiro, favor ligarem para os crentes de bom senso, notificando o achado. Talvez não restem muitas dessas por aí. E me avisem também, para que eu saiba para onde ir, se acaso precisar".

Pr. Wagner Antonio de Araújo

 

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Ministros do STF apontam abuso de CPIs

Magistrados vêem uso eleitoral de investigações e sugerem legislação que evite quebras de sigilo sem a devida fundamentação
SILVANA DE FREITAS   DA SUCURSAL DE BRASÍLIA  - Folha de São Paulo on-line, 24 de Março 2006 

Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) aproveitaram ontem o julgamento de um mandado de segurança contra a CPI dos Correios para fazer um protesto geral contra o que consideram ser abusos nas investigações parlamentares, principalmente quebras de sigilo sem justificativas formais. A reação às críticas freqüentes das CPIs a liminares do STF partiu de Celso de Mello, mas foi reforçada por outros cinco ministros: o presidente do tribunal, Nelson Jobim, Gilmar Mendes, Cezar Peluso, Carlos Ayres Britto e Eros Grau. O julgamento se transformou em uma espécie de sessão de desabafo. "As CPIs, tanto quanto os tribunais, estão sujeitas às limitações que a Constituição da República impõe", disse Mello. Ele lembrou que, embora fosse extremamente polêmica, a CPI do Judiciário teve apenas dois ou três atos contestados judicialmente, porque tomou decisões conforme a jurisprudência do STF. Jobim lamentou o uso das CPIs para fins políticos ou eleitorais. "Como estamos em uma sociedade midiática, fundamentalmente televisiva, o que emociona não é a razão, mas o fato, a imagem. A mensagem emociona pelo olho. Esses instrumentos absolutamente dignos [as CPIs] vão se transformando em instrumentos exclusivamente do processo eleitoral. Isso pode justificar esses abusos", disse Jobim. Segundo ele, as CPIs foram criadas para apurar fatos que ajudassem a atividade legislativa, mas "acabaram sendo utilizadas exclusivamente no sentido investigatório, se tornaram um fim em si mesmo, porque muitas vezes isso traz a notoriedade". Complementando Jobim, Britto falou em "fenômeno da espetacularização". Mendes atacou a quebra de sigilo do caseiro Francenildo dos Santos Costa pela Caixa Econômica Federal. "A par de todos esses abusos cometidos eventualmente por CPIs, verificamos que já há uma quebra de sigilo à brasileira, realizada pela CEF, segundo os jornais afirmam. Talvez porque as CPIs já não bastem." Mendes afirmou ainda: "Estamos vivendo um quadro extremamente delicado no que diz respeito aos direitos fundamentais". Ele defendeu aprovação de uma lei que defina os poderes de atuação das CPIs. Peluso disse que, enquanto não houver a lei, o STF deve editar uma súmula para "cristalizar" o entendimento já existente de que é nulo o ato de CPI que quebre o sigilo bancário, fiscal ou telefônico do investigado sem fundamentação. Em defesa da atuação dos 11 ministros do STF, Eros Grau fez uma breve intervenção, afirmando: "Não somos mais do que intérpretes da Constituição." O desabafo ocorreu no julgamento do mérito de um mandado de segurança da corretora de seguros Alexander Forbes Brasil contra a CPI dos Correios. Por decisão unânime, o plenário do STF confirmou liminar de Celso de Mello que suspendera a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico da corretora. Na liminar, concedida em novembro de 2005, Mello escrevera: "É preciso advertir que a quebra de sigilo não se pode converter em instrumento de devassa indiscriminada dos dados bancário, fiscais ou telefônicos."

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Restituições

Joel 2:25-26... “ Assim vos restituirei os anos que foram consumidos pela locusta voadora, a devoradora, a destruidora e a cortadora, o meu grande exército que enviei contra vós. Comereis abundantemente e vos fartareis, e louvareis o nome do Senhor vosso Deus, que procedeu para convosco maravilhosamente; e o meu povo nunca será envergonhado.”

 

O livro e Joel é muito sugestivo para a vida de todo ser humano, especialmente para todos que se interessam em conhecer melhor o conteúdo, real, da Palavra de Deus, sem buscar nelas, suporte para idéias pequenas e entusiasmadas de uma religião que contrarie a verdadeira vontade do Senhor. Por exemplo, este texto está inserido na segunda parte do livro do profeta, mostrando a ação contínua de Deus para com aquele povo de Israel, chamado “povo de Deus”. Na primeira parte, capítulo 1 até o capítulo 2, verso 17, Deus alerta o povo para a “ruína”, a conseqüência do afastamento daquele povo para com o Senhor e Seus planos. Em seguida, pela misericórdia de Deus, dentro do projeto dEle em preparar aquele povo para a vinda de Jesus Cristo, vem a segunda parte, “O Resgate”, a “Restituição” o trazer de todos aos trilhos essenciais para que tudo fosse adequado ao projeto do Senhor para a salvação da humanidade.

 

A palavra do profeta vai além de uma simples restituição. Não era a idéia de se recomeçar da estaca zero, do nada, como se tudo estivesse começando ali, sem passado, sem revisão da vida e de tudo que se conseguiu no correr dos anos anteriores. A restituição era completa, todos os níveis, e todas as áreas seriam alvo da ação de Deus. Os prejuízos, as perdas, tudo seria reconduzido, mais cedo u mais tarde, às mãos do povo. A restituição incluía as coisas materiais e espirituais. O povo seria reconduzido ao convívio com o Senhor, ao relacionamento com a vida religiosa devotada a Deus. Além de se tirar toda ação devoradora, conseqüências do primeiro estado mencionado pelo profeta em seu livro, Deus produziria meios para que o povo pudesse experimentar progressos surpreendentes.

 

Israel seria “voltada” por Deus, com um propósito definido. Neste contexto, do verso 18 até o 27, está sendo feita uma promessa que deveria acontecer imediatamente, o “trazer” daquele povo aos desígnios do Senhor. O projeto era para o “povo”, é claro que as responsabilidades individuais continuariam individuais. Cada um dará conta de si a Deus. Nenhum israelita seria salvo pelo fato e está incluído neste projeto. Cada um deveria rever sua situação pessoal em relação a Deus e em relação ao pecado. Cada um deveria ter seu arrependimento interior, para que, além de desfrutar da “restituição nacional”, vivesse a “restituição pessoal”, exatamente como diz Paulo em Romanos 3:9, 11:2, 4-5.

 

A restituição individual, na verdade é o grande objetivo do Senhor. Ao fazer tudo isto com o povo, prevendo ações preparatórias para a vinda de Cristo, o Messias, o grande interesse de Deus é fazer um grande povo, real, espiritual, lavado pelo sangue de Cristo. Aquele povo era essencial para a formação do povo salvo, formado, também, por muitos deste povo, o que Paulo chama de “remanescente” do povo de Israel. Este novo povo é a Igreja. Este povo é formado espiritualmente por salvos, mas visivelmente, materialmente assim dizendo, por joio e trigo, por bodes e ovelhas. As ovelhas são os verdadeiramente salvos, um pequeníssimo número de pessoas que passaram pelo arrependimento pessoal, que é a porta estreita de Mateus 7:13-14, e, por isto, recebeu a fé de Deus, o dom que nos conduz à salvação eterna, dito em Efésios 2:8; a uma vida de “boas obras”, testemunho cristão, Ef.2:10; a estarmos fora do domínio do pecado, Rm.6:14; fazendo com que nunca permaneçamos em pecados, 1Jo.3:9; com tudo isto nos dando certeza de que nunca perderemos tal salvação, Jo.10:28, Rm.8:38-39.

 

O joio, que faz parte da igreja visível, espalhada no mundo, é a grande maioria, são os que parecem com o trigo, mas não são, se esforçam para isto, mas não são. São excelentes religiosos, como Nicodemos, mas não têm certeza de sua salvação eterna; aliás são religiosos exemplares, justamente por que não têm esta certeza, e buscando ou querendo manter tal salvação se esforçam a todo sacrifício, para que possam ter ou não perder, o que na verdade não têm. É o que Paulo diz em Romanos 11:6. Estas pessoas são como aqueles israelitas que confiavam sua salvação, não em Jesus, somente, mas também em alguns merecimentos pessoais, o que Paulo diz estarem fora da Graça de Deus, sem salvação. Na verdade são pessoas bem intencionadas, querem muito estar com Deus para agradá-lo, mas estão confiadas em fatores errados.

 

A restituição que Deus quer operar, na palavra do profeta Joel, com certeza, não é somente em relação ao povo de Israel, mas, principalmente, a restituição individual daqueles israelitas, visando fazer deles, o povo salvo, a igreja; na igreja, não aquela parte que vive do “parecer”, mas aquele que vive do “ser” salvo, ser ovelha, ser trigo. Reveja-se, envolva-se na “restituição” que Deus quer operar, que já está operando. Muita gente já foi alcançado, não fique de fora. Não deixe que a “restituição do povo” lhe seja suficiente, mas busque a “restituição individual”, você e Deus. Esta é a verdadeira restituição que Ele quer operar, naquele tempo, em todo tempo, em nosso tempo.

 

Que Deus continue abençoando sua vida e coração.

Pr. Jônatas David – 24 de Junho de 2006.

(texto encomendado por lideranças de mocidade de uma igreja pentecostal)

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