As incriveis cinquenta plantas

Lelington Lobo Franco

 

 

 

 

 

 

    Prefácio

 

       

O professor Lobo Franco tem uma lida extensa dentro da medicina popular e com os tratamentos alternativos, sobre os quais dinamiza conhecimento, seja através dos seus bastante ouvidos programas de rádio e televisão, pelas palestras que faz no Brasil todo, ou ao ministrar aulas.

Conheci o seu primeiro volume destas plantas mágicas, muito bem ilustrado e que serviu de fonte de consulta para muitos buscadores da ciência e arte milenar da fitoterapia.

Agora em 5° edição, será complementado por este volume II, nas mesmas linhas do primeiro, e que certamente também será sucesso.

Temos mais cinqüenta plantas diferentes, mas não menos curativas que as precedentes.

O professor Lelington, fruto de sua busca por conhecer plantas e seu afã por trazê-las ao cotidiano, presta um serviço exemplar de orientação didática àqueles que sabem que as plantas medicinais são complementos indispensáveis ao bom curador.

Temos certeza que este livro ocupará lugar de destaque nas prateleiras e será manual dos que sabidamente se utilizam das ervas para auxiliar no minoramento das dores e males deste sofrido mundo.

Dr. Luiz Carlos Leme Franco

Médico e Professor de fitologia.

 

 

Introdução

 

 

 

Hoje, a maioria da população mundial, orientada pela Organização Mundial de Saúde, órgão ligado à ONU (OMS/ ONU), está procurando nas diversas plantas medicinais, um caminho que leve a conhecer da melhor maneira, a fitoterapia.

As plantas medicinais apresentam princípios ativos diferenciados, eficientes para ajudar a evitar ou mesmo bloquear certas doenças degenerativas. Nós, pesquisadores da área fitoquímica, estamos no rumo certo, procurando conhecer melhor as plantas, o solo, a época correta do plantio, da colheita, isolando os princípios ativos e usando em diversas enfermidades, testando com aplicações em cobaias e aguardando com paciência o resultado em seres humanos (no caso do câncer e diabetes, por exemplo), que muitas vezes nos deixam animados.

A maioria das plantas medicinais curam doenças comuns do dia-a-dia. Porém, a maioria dos usos, deve ser orientada por um fitologista (químico, biólogo, farmacêutico, médico), e acompanhado por um médico da área fitoquímica.

Neste segundo volume, você conhecerá plantas extraordinárias como kava-kava, a equinácea, as algas como a chlorella e outras, que os ajudarão a melhorar a imunidade e a saúde. 

Prof. Lelington Lobo Franco

Químico, fitologista, fitoperapeuta, especialista em medicina natural.

Endereço do autor:

Rua Des. Isaias Bevilaqua, 103 – Ap 51 – Mercês

CEP. 80430-040 – Curitiba – PR

E-mail: iscina@iscina.com.br

 

 

   

Amora

 

 

 

 

 

Nome científico: Morus nigra

Sinonímia: Maulbeerbanin, moral-negro

Família: Moraceae

Partes usadas: Frutos, folhas, raízes e cascas.

Características: É uma árvore de copa ampla, que atinge 5 a 20 metros de altura. Suas folhas grossas e ásperas em forma de coração, constituem o alimento do bicho-da-seda. As flores desabrocham em cachos e os frutos, ovalados e negros, são comestíveis e de sabor agridoce.

Habitat: É uma árvore originária do Oriente, perfeitamente aclimatada em nosso país, sendo bastante parecida com a amoreira branca (Morus alba), embora esta possua folhas mais delicadas e seus frutos sejam brancorosados.

Propriedades químicas: Contém grande quantidade de açúcar, sais, ácidos, peptona e goma.

Propriedades terapêuticas: Suas folhas, raízes e cascas são laxativas, expectorantes, emolientes, calmantes e diuréticas. É antiinflamatória, anti-reumática, anti-séptica, adstringente, depurativa, gota, vermífuga, cicatrizante, purgativa.

Indicações: tosses, prisão-de-ventre, pressão sangüínea alta, vermes, gota, diabetes, queda de cabelos, artrite, obstipação intestinal, aftas, gengivite, infecções (faringe, laringe, amígdalas).

 

Modo de usar:

Para infecções febris: suco diluído em água, tomar 1 copo diversas vezes ao dia.

Para dores ósseas, em ligação com inflamações e diabetes (nesse caso acrescentar alho e cebola): chá por infusão - 1 xícara 3 a 5 vezes ao dia.

Para antiinflamatório, diarréia, disenteria, tosse, gargarejos para dor de garganta: xarope.

Para diabetes: fruto in natura.

Para afecções renais e diuréticas: chá por infusão das flores frescas; tomar 3 a 5 vezes ao dia, adoçado com mel.

Para eliminar vermes e solitária: 30 a 50 gramas para 1 litro de água.

Para ferimentos e úlceras: suco das folhas, passar 3 vezes ao dia, nos lugares afetados.

Para ação anti-diabética e anti-queda dos cabelos: Chá por infusão das folhas - 1 xícara, 4 a 6 vezes ao dia.

 

 

 

 

Aveia

 

 

 

Nome científico: Avena sativa L.

Partes usadas: grãos, folhas, caules secos e palhas.

Família: Gramineae

Características: plantas com até um metro de altura, colmos (caule das gramíneas) eretos, nodosos, folhas lineares e ásperas. Suas flores, dispõem-se em pequenas espigas, formando panículas piramidais. Os frutos, com pericarpo esbranquiçado ou negro, são roliços e de sabor adocicado. Existem 16 espécies de aveia diferentes. Dá num período de 4 meses.

Habitat: originária do sul da Europa, se adapta a quase todos os climas. No Brasil, o cultivo é mais favorável na região sul. É cultivada no mundo todo devido à sua importância econômica. É o terceiro cereal mais cultivado do mundo, sendo primeiro o trigo, e segundo o

milho.

Propriedades químicas: amido, glicídios, proteínas, lipídios, lecitina, vitamina A, E, B 1, B 2, B 3 e B 5, ácidos pantotênico, enzimas, minerais: enxofre, cobre, zinco, iodo, ferro, cálcio, fósforo, potássio, magnésio, e manganês, contém também albumina, açúcares, gomas, alcalóide trigomeline, pectina, ácido silícico e linóico, avenamina, substâncias hidrogenadas, aminoácidos, alcalóides: trigolina, histamina, ergothioneína, hordenina.

Propriedades terapêuticas: antidepressiva (reconstituinte do sistema nervoso) é indicado para casos de esgotamento físico e mental, anti-stress, diurética, antidiabética, redutora do colesterol, indicada nos casos de desnutrição, gota, hemorróidas, artrite, nevralgias, avitaminoses, arterioclerose, ansiedade, diarréia, afecções do sistema urinário e hepático,

males da pele, dispepsias e insônia.

Indicações: em geral, se destina à alimentação humana, e chega pré-cozida ao consumidor, sem a película que a reveste, e sob a forma de farinha ou flocos, o que permite o seu preparo

instantâneo.

Implica num processamento industrial em que, quase nada se perde, ao contrário do arroz branco, por exemplo, que deixa nas máquinas de beneficiamento, as suas vitaminas e minerais. A industrialização da aveia não lhe tira os germes, fato raro entre os grãos.

Possui propriedades reconstituintes tanto da pele, como do sistema nervoso (além de estimulá-lo), é indicada para casos de nervosismo e de esgotamento físico e mental. É anti-hemorróica, diurética e emoliente. Atua também na formação óssea e sangüínea, estimula a energia física e psíquica, bem como a capacidade de concentração. Atua como preventiva nos casos de arteriosclerose, devido à sua gordura (ácido linóico) poliinsaturada, não aumentando o colesterol no sangue. É reguladora dos intestinos, suas fibras auxiliam na digestão, agem sobre a diarréia e infecções nas mucosas intestinais eliminando as toxinas, inclusive substâncias cancerígenas presentes no intestino.

Reduz a quantidade de açúcar no sangue, sendo um alimento indispensável aos diabéticos.

Ajuda também a diminuir a taxa de colesterol. Acredita-se que, se usada de manhã e à noite, durante 85 semanas, o colesterol poderá normalizar, combinado com exercícios físicos.

Quando usada na alimentação, seu consumo diário, proporciona a redução do cansaço e do sono. Por seu alto teor de fibras e mucilagens, atua na desinflamação de mucosas, eliminando a diarréia.

A aveia é um cereal de bastante importância, e seu uso como alimento básico é muito antigo. Os escoceses usam a aveia como fonte de energia há milhares de anos. Já os russos, usavam a aveia para ter resistência física durante as batalhas. No século V, Atila (chamado de flagelo de Deus), introduziu o "cereal mágico" entre as populações germânicas.

É um alimento energético, rico em manganês, que participa da regularização de vários processos que controlam a hemostase da glicose, aumenta a mobilização do cálcio intracelular e participa do metabolismo cerebral.

Possui grande quantidade de vitaminas do complexo B e é fonte de vitamina E, indispensável ao bom funcionamento do sistema nervoso, circulatório, excretor (devido às fibras, eliminando as toxinas), digestivo e respiratório.

Um artigo publicado pela revista Nature, sobre um experimento com fumantes crônicos de cigarro, que tomaram extrato de Avena sativa, perderam o interesse pelo cigarro. Até alguns viciados em ópio tiveram resultado.

Este estudo foi controlado por placebo, e depois de um mês, houve uma diminuição significante no número de fumantes entre as pessoas que usaram a aveia, quando comparado com as pessoas que usaram o placebo.

A lecitina da aveia, que é a fosfatidilcolina, está demonstrando efeitos muito úteis em tratamentos de inúmeras doenças e distúrbios neurológicos.

O ácido pantotênico, aumenta a resistência física dos atletas.

Modo de usar

Uso interno

Decoto - 40 g de aveia em 1 litro de água, ferver por meia hora. Esfriar, filtrar e tomar

várias vezes ao dia, sendo a primeira, em jejum, e a última antes de deitar. É diurético e

antigotoso.

 

Decocção - 20 g de sementes para 1 litro de água. Ferver, coar e tomar. Elimina catarros, é diurético e anti-cirrose hepática.

Cataplasma - cozinhar com leite, colocar num pano, envolvendo-os e aplicar na área afetada ainda quente. Combate as dores musculares e neuromusculares, como lúmbago e nevralgias.

Mingaus e sopas - misturada ao leite e na sopa, é recomendada contra diarréias e inflamações intestinais. É ótimo para crianças e convalescentes.

Infusões - 1 colher de chá de grãos para 1/4 de litro de água. Ferver por 5 minutos. Tomar 2 xícaras ao dia, para a recuperação pós-cirúrgica, doenças infecciosas ou magreza constitucional.

Palhas - utiliza-se para banhos quentes e aplicações externas, no combate à intoxicações generalizadas. Os banhos de assento são recomendados para casos de artrite, cálculos renais, gota e retenção urinária.

Extrato - auxilia para a desintoxicação quando o paciente deseja parar de fumar e contém poderes antidepressivos - 3 a 5 ml, três vezes ao dia. Tintura - 40 gotas, três vezes ao dia.

As pessoas sensíveis ao glúten, devem ter o cuidado de deixar a decocção ou tintura assentar, para posteriormente, decantar o líquido para o uso.

Decocção - em 1 litro de água, ferver 50 gramas de aveia mondada, depois de lavada em água corrente. Quando o líquido estiver reduzido à metade, filtrá-lo e adoçá-lo com mel.

 

 

 

Avenca

 

 

   

Nome científico: Adiantum capillus ueneris L.

Sinonímia: cabelo-de-Vênus, avenca-do-cariadá

Partes usadas: folhas e flores

Família: Polipodiaceae

Características: erva aromática que chega até 15 cm de altura, suas folhas verdes e delicadas são polimorfas, alternas e pecioladas, e mesmo mergulhadas em água, permanecem secas, as gotas de chuva deslizam sobre elas, sem as molhar. Possui frondes com folíolos triangulares, em forma de leque, chanfrados em lóbulos na extremidade, das quais nascem as esporângias. As bordas podem ser crenadas ou denteadas.

Habitat: planta originária da Ásia e Europa, hoje encontra-se na Europa Meridional, incluindo Portugal quase toda, Grã Bretanha e sul da França, nas grutas, nascentes, poços, rochedos úmidos, e solos calcários. No Brasil, é mais comum no Pará, Pernambuco e Rio de Janeiro.

Propriedades químicas: princípios amargos, capilarina, taninos, mucilagem, açúcares, óleos essenciais, amido, ácidos gálico e tânico, sais de cálcio e magnésio.

Propriedades terapêuticas: expectorante, emoliente, antiespasmódica uterina, alivia menstruações dolorosas e regulariza a menstruação. Combate a queda de cabelos, age contra catarros, rouquidão e afecções bronquiais.

 

Modo de usar:

Uso externo

Cataplasma – 10 g da planta amassada aplicada diretamente no couro cabeludo - para conseguir que o cabelo volte a crescer.

Uso interno

Infusão - 30 g para cada litro de água. Tomar 6 xícaras ao dia, para fortalecer os cabelos evitando a calvície e a caspa.

Uso externo

Para queda de cabelo - decocção - ferver 100 g de avenca seca em um litro de água por meia hora. Filtrar o líquido e empregá-lo em fricções diárias no couro cabeludo, evitando também a oleosidade.

Uso interno

Para rouquidão - xarope - macerar 30 g de folhas de avenca em meio litro de água, colocar numa panela adicionando o dobro do peso em mel e aquecer em banho Maria, até a sua dissolução. Acrescentar 30g de água de flor de laranjeira. Tomar 30 ml duas vezes ao dia.

 

 

 

 

 

Barbatimão

 

 

 

Nome científico: Stryphnodendron adstringens (Mart) Couille

Sinonímia: ibatimô, paricarana, casca-da-virgindade

Família: Leguminosae, Mimosoideae

Partes usadas: casca

Habitat: Goiás, Minas Gerais, São Paulo, DF e Paraná

Características: árvore alta, com folhas pequenas, compostas, florzinhas pequenas, miúdas, em bolotas terminais. O fruto é uma vagem que nasce diretamente no raminho desfolhado, e é parecido com o do feijão. A casca do tronco é áspera, e a parte ativa se encontra a partir do solo, até 10 cm de altura do tronco. O seu nome deriva da língua indígena Yba-timó, que significa "árvore que aperta". Ela é muito adstringente e o gosto da casca, se assemelha à fruta verde amarrenta. É árvore típica do Brasil.

Propriedades químicas: taninos, alcalóides, mucilagens, flavonóides e corantes vermelhos.

Propriedades terapêuticas: antiescorbuta, antihemorrágica, antitumoral, antibiótica, antiblenorrágica, agindo também em casos de diarréia e úlceras.

Indicações: planta muito usada pelos indígenas, cujos ensinamentos estão à cargo do pajé da tribo. É muito comum as mulheres indígenas fazerem banho de assento com o chá da casca de barbatimão, para combater infecções e corrimentos vaginais, evitar doenças venéreas e ainda, muitas usam para constrição vaginal, por isso é também conhecida como casca da virgindade.

O creme básico feito com extrato da casca de barbatimão, é eficaz como cicatrizante de

feridas ou úlceras, comprovado pelo pesquisador farmacêutico Dr. João Carlos Polazzo de Mello, com pesquisas realizadas na Universidade Estadual de Maringá - Paraná. Ele comprovou em animais de laboratório, os efeitos cicatrizantes do barbatimão, que considerou superior ao nebacetim, o mais conhecido cicatrizante das farmácias.

Foi comprovado ainda, que o extrato foi bastante eficaz contra as bactérias Staphilococcus aureus e Pseudomonas aeruginosa, dois micróbios comuns em infecções hospitalares. Há

também testes realizados por pesquisadores de Pernambuco, que indicam que a planta tem ação contra tumores.

Externamente, quando reduzido a pó ou extrato, ela é empregada no tratamento das úlceras. Em banhos, atua contra leucorréia, catarros ureterais e vaginais. Tem ação na gastrite e no controle do câncer.

Modo de usar

Uso geral - ferver 20 g da casca picada de barbatimão em um litro de água. Tomar durante o dia.

Lavagem vaginal – 10 g de casca picada, em 500 ml de água. Ferver durante 10 min., esfriar, coar e acrescentar suco de limão. Fazer banhos locais de 2 a 3 vezes ao dia.

 

 

 

 

Camu-camu

 

 

 

Nome científico: Myrciaria dubia.(HBK) Mc.Vough

Sinonímia: caçari ou araçá- d'água.

Partes usadas: casca, frutas.

Família: Mirtaceae.

Características: possui uma frutinha de cor púrpura viva que é um pouco maior que a jabuticaba, possui o mesmo tipo de semente, (caroço) no centro e casca que se rompe, embora um pouco mais grossa. A árvore atinge de 4 m a 8 m de altura, e as frutinhas produzem três vezes ao ano, não apenas uma vez anualmente, como a maioria das frutas.

Habitat: O seu habitat natural é a Amazônia, onde estas árvores podem ser encontradas particularmente nas margens das várzeas e dos igapós, os lagos locais. Porém a aclimatização está sendo boa em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso e Paraná.

Propriedades químicas: flavonóides, vitamina C. Quantidade em 100 g de fruta:

 - Camu-camu - 2.880 mg de vitamina C (Ácido ascórbico).

 - Comparação com outras frutas:

 - Acerola 1.790 mg

 - Araçá 329 mg

 - Caju 220 mg

 - Goiaba branca 80 mg

 - Laranja 41 mg

 - Morango 73 mg

Hoje a camu-camu é considerada a rainha da vitamina C.

Propriedades terapêuticas: Aumenta a imunologia no sangue, a capacidade de memorização e raciocínio, aumenta a resistência e o tônus muscular. É absorvida na parte superior do intestino delgado, e desse ponto, passa para a corrente sangüínea onde se distribui para todos os tecidos. É um varredor de radicais livres.

Indicações: Protege os vasos sangüíneos, principalmente os vasos capilares, de menor

calibre, melhorando a irrigação e conseqüentemente, auxiliando no processo de cicatrização. Por tudo isto e muito mais, é a chave para a sua saúde. Atua também na prevenção de doenças como o raquitismo, participando no metabolismo ósseo; contra o reumatismo e ajuda na longevidade.

Apesar do alto valor nutritivo, os caboclos da Amazônia não apreciam o gosto ácido do camu-camu e o empregam como tira-gosto ou ainda como isca para peixes da Amazônia, pois eles, são grandes consumidores da frutinha. Durante a enchente, que ocorre durante a lua cheia nos meses de abril a setembro, os níveis dos rios, como o rio Negro, chegam a subir mais de 4 metros e as árvores ficam com o tronco praticamente submerso.

Modo de usar: Hoje, já existe o extrato em pó, que pode ser misturado à água e no liquidificador. É fabricado para se tomar como suco, com um pouco de açúcar.

 

 

 

 

Canela

 

 

 

Nome científico: Cinnamomum zeylanicum Blume

Sinonímia: canela-de-ceilão

Partes usadas: casca

Família: Lauraceae

Características: É uma árvore de porte médio, de 5 a 6 m de altura, com folhas sempre verdes, de 35 cm de comprimento, casca de glabre e espessa, com coloração âmbar, perfumada, e encontrada no comércio em pó ou em ramos. Seu fruto é uma baga de 2 cm, ovóide, oblonga, de coloração escura, que contém uma rica semente abundante em óleo. As flores são miúdas e reunidas em cachos. Toda essa planta é muito aromática, daí o seu vasto emprego na indústria de perfumaria e culinária.

Habitat: É uma planta originária do Ceilão, hoje Sri Lanka, mas com a denominação de canela-da-China (Cinnamemum Arometic Nees) encontrada em abundância nesse país. A canela é comum também no Brasil, principalmente na Bahia e em São Paulo.

Propriedades químicas: Aldeído cumínico e terpenos, tanino, oxalato de cálcio, mucilagem, óleo essencial, como aldeído cinâmico, pineno, cineol, vanilina e felandreno, possui também sacarose, amido, resinas, eujenol, oimol e linabol.

Propriedades terapêuticas: Antibéquica, cardiotônica, anti-reumática, anti-gripal, bactericida, anti-diabética. antihemorrágica, atonia gástrica e bronquite.

 

Indicações: O chá de canela é estimulante cardíaco, ajudando a aumentar a tensão sangüínea. A canela tem propriedades adstringentes e carminativas, além de ser forte estimulante do sistema glandular. Por deu efeito anti-ácido, emprega-se para solucionar no tratamento de resfriados, gripes, tosses, bronquites e dores de garganta: É indicada também para cólicas, diarréia e incontinência noturna infantil. É antidiabética, pois baixa a glicose dos diabéticos.

O chá ajuda a reduzir a glicose dos diabéticos. As cascas, logo após as colheitas são secas ao sol, que logo enrolam-se umas nas outras, formando os tubos.

Modo de usar:

Uso interno

Para estômago - Tintura: colocar 50 g de casca de canela em 250 ml de álcool de cereal numa garrafa. Tomar uma colher de sopa antes das refeições. Na Amazônia é mais freqüente

o uso das folhas do que das cascas, especialmente em bolos e mingaus.

Infusão - 5 g de canela em pó em 100 ml de água fervente, deixando em infusão por 15 minutos. Tomar 3 vezes ao dia.

Casca em decocção - ferver por 20 minutos, em 250 ml de água. Tomar durante o dia.

OBS: Não deve ser utilizada por gestantes por causar irritações nas mucosas e pele. O óleo

essencial puro deve ser usado com moderação.

 

 

 

 

Capuchinha

 

 

 

 

Nome científico: Tropaeolum Majus

Sinonímia: Chagas, flor-de-Chagas, agrião- do- México, mastruço.

Partes usadas: Folhas frescas ou secas, flores, botões e sementes.

Família: Tropaeolaceae.

Características: Planta herbácea, rasteira, de caule mole, suculento e retorcido. Cultivada em jardins como planta ornamental. Suas folhas são arredondadas, de cor verde claro; o fruto é formado de 3 aquênios pequenos, de coloração esverdeada: Exala um perfume muito agradável.

Habitat: Originário do Peru e México, cresce facilmente em qualquer solo.

Propriedades químicas: Senevol, Benzílico-Glicosídeo (glucotropacolíneo), Heterosídeo sulfúrico, Vitamina C., óleo essencial, nirosina, pectinas, sais minerais e substâncias antibióticas.

Propriedades terapêuticas: Antibiótico, anticatarral, purgativa, combate a psoríase, bronquite, enfisema pulmonar, queda de cabelo, é expectoraste, estimulante, emenagogo, combate problemas no coração, eczemas, problemas na pele, escorbuto e escrofulose.

Indicações: Nas folhas, flores e frutos, encontram-se substâncias anti-microbianas que agem como poderosos antibióticos e bacteriostáticos, atuando sobre infecções das vias urinárias, cistites, nefrites, feridas e úlceras. Além de excelente cicatrizante, regenera e suaviza a pele seca, estimula o crescimento dos cabelos, fazendo-os crescer. É a planta mais

utilizada para este fim. Outras vantagens na utilização desta planta, é que a flora intestinal não provoca sensibilidades nem reações alérgicas. Por seu teor de vitamina C, é considerada revigoraste e tonificante, afrodisíaca, bem como reguladora dos ciclos menstruais, auxiliando a circulação sangüínea e coronária.

 

Modo de usar:

Uso interno

Suco (para uso geral): bater num liquidificador, 5 g das folhas num copo de água. Tomar 1 colher de sopa de suco de folhas de capuchinha de 2 em 2 horas. Por decocção: 40 a 50 g de sementes. Ferver por aproximadamente 1/2 hora, num litro de água. Coar e beber 4 ou 5 xícaras por dia.

Por infusão: 2 g de folhas para 100 ml de água fervente. Tampar por 10 min. Tomar 2 a 3 vezes ao dia. Poderá ser usada também como loção tônica para o couro cabeludo, combatendo a queda dos cabelos.

OBS: As flores e as folhas podem ser ingeridas cruas, se misturadas nas saladas. Se macerados no vinagre, os botões das flores, são utilizados como tempero.

Uso externo para queda de cabelos: l0 g de capuchinha, 10 g de bardana. Amasse-os e deixe em 100 ml de álcool de cereais, deixando em maceração durante 7 dias. Coe e usenos cabelos massageando o couro cabeludo.

 

 

Cardo-mariano

 

 

 

 

Nome científico: Silybum Marianum (L.) Gaertn

Sinonímia: Alcachofra-selvagem, cardo-Santa-Maria, cardo- prateado, cardo-de-Nossa- Senhora, cardo-Maria.

Família: Compositae.

Características: Planta com espinhos chegando a medir 2 metros de altura, suas folhas são grandes e espinhosas, com manchas brancas ao lado dos nervos. As flores são de cor vermelho-púrpura, ou rosa, e seus frutos são de cor escuras e rijos.

Habitat: Planta nativa da Europa e da Espanha, tendo adaptado-se bem no Brasil.

Propriedades químicas: bioflavonóides, antioxidantes, (silimarina), taminas, lipídeos, tiramina, óleo essencial, albumina, proteínas, açúcar, ácidos graxos, mucilagem, princípio amargo, cinina.

Propriedades terapêuticas: Males hepáticos tais como: hepatite aguda e crônica, litíase biliar, cirrose, icterícea, é anti-asmático, hipotensão, constipação, alergias, hipocondria, dispepsias, urticária, varizes.

É também digestivo, estimulante, anti-hemorrágico uterino, galactogênico, antidepressivo, diurético.

Indicações: Combate eficazmente todos os males do fígado, desde o fígado gorduroso até os casos de hepatite B. Quanto à hepatite C, ainda estão sendo realizados estudos para provar sua eficácia. Nos casos de cirrose, comprovou-se que há uma redução na progressão da doença. Medicamentos alopáticos que atacam o fígado, podem ter seus efeitos reduzidos se aliados a ingestão de cardo-mariano. Há possibilidades de sucesso em casos de câncer de fígado. É utilizado também nos casos de sangramento nasal, asma, hemorragias, etilismo, intoxicações por alimentos e asma brônquica.

A silimarina é comprovadamente uma protetora das células hepáticas, por estabilizar membranas, evitando a degeneração hidrópica e a esteatose hepática. Ajuda a aumentar o leite nas mães que amamentam.

Modo de usar:

As flores novas sem espinhos (como a alcachofra), podem ser usadas como saladas.

Chá por infusão: (A mesma porção pode ser usada para fazer em decocção).

Para um litro de água, 30 a 50 g de raízes ou folhas. Beber 3 a 5 xícaras ao dia.

 

 

 

Castanha-da-índia

 

 

Nome científico: Aesculus hippocastannum L.

Sinonímia: castanheiro-da-índia

Família: Hippocastanaceae

Partes usadas: sementes, folhas e cascas

Habitat: originárias da índia e Balcãs.

Características: Árvore de grande porte, com caule ereto, cilíndrico e ramificado, podendo atingir até 25 metros de altura. As folhas são opostas com 5 a 7 folíolos de tamanhos diferentes, com flores brancas e amarelas, com manchas vermelhas ou róseas. O fruto é uma cápsula esverdeada, eriçada de espinhos curtos, com sementes e caroços.

Propriedades químicas: taninos, saponinas triterpênicas, cumarinas, aescina, flavonóides, quercetina, canferol, esculina, vitaminas B, K, C e fitosterol.

Propriedades terapêuticas: tem ação anti-hemorrágica, antiinflamatória, vasoconstritora, anti-hemorróica, fragilidade venosa (flebites, varizes), úlceras varicosas e circulação venosa (venotrópicos).

Indicações: para quem tem problemas de circulação nas pernas, os princípios ativos como aescina, saponídeos, cumarinas, quercetina e outros, tem ação sobre o sistema venoso, aumentando a resistência e o tônus da veia, ativando a circulação sangüínea e ajudando o retorno venoso. Cerca de 20 a 30 minutos após a ingestão da castanha-da-índia, o paciente pode notar o alívio da dor.

É a melhor planta medicinal com atuação nos problemas de circulação venosa como varizes, e junto com o ginkgo biloba, completa-se o tratamento ativando a circulação arterial,

e com a hamamelis, potencializa-se a ação dos anticoagulantes.

Os pesquisadpres japoneses demonstraram que as saponinas, principalmente a aescina, possuem ação antiinflamatória.

Modo de usar

Infusão ou decocção - folhas - 5 g de folhas em 1/2 litro de água fervente, tomar 2 copos ao dia.

Pó - uso interno - para circulação venosa, varizes, hemorróídas e fissuras anais -1 xícara de chá de água fervente para 1 colherzinha de café do pó. Abafar por 10 minutos. Tomar 1 xícara, 2 vezes ao dia.

Uso externo - para hemorróidas, prurido vaginal e anal. - 10 g do pó e 3 colheres de sopa de folhas de mamona em 1/2 litro de água fervente. Amornar e fazer banho de assento.

Cápsulas - 1 g ao dia ou 3 cápsulas, uma em cada refeição.

 

 

 

Catinga-de-Mulata

 

 

 

Nome científico: Tanacetum uulgare L

Sinonímia: Atanásia das boticas, erva lombrigueira, erva contra vermes, tasneira.

Partes usadas: folhas, flores e frutos.

Família: Compositae.

Características: pequena planta silvestre, aromática, lembra limão e cânfora misturados, seu sabor apimentado não é muito apreciado. O caule reto possui cerca de um metro de altura, as folhas são finas, longas, ovais, de cor verde intenso. flores amarelas e tubulosas que

desabrocham durante o verão.

Habitat: originária da Europa, mas aclimatada também na América. Muito freqüente em terrenos baldios e até às margens dos caminhos.

Propriedades químicas: Ácido tanásico, tanacetona e canfol e inulina .

Propriedades terapêuticas: vermífuga, tenífuga, emenagoga, hepática e contra dismenorréia.

Indicações: tênia, vermes, menstruações difíceis, alivia as náuseas, icterícias, debilidade cardíaca e contusões, problemas no nervo ciático.

Os antigos gregos e romanos consideravam-na símbolo da imortalidade, utilizando-a em cerimônias fúnebres.

Na páscoa, muitos descendentes europeus, utilizam-na no preparo de pastéis. A infusão de suas folhas ainda é empregada em banhos aromáticos que os nativos da Amazônia usam na época junina.

 

Modo de usar:

Tônico amargo - uso interno: distúrbios menstruais: infusão- 20 g de flores em meio litro de água fervente. Filtrar quando estiver morno e tomar duas xícaras ao dia.

Tênia: decocção- Ferver por um minuto 100 ml de água coxas 5 g de frutos. Filtrar, beber esta porção uma vez ao dia. Vermes: infusão: 200 ml de água fervente, adicionar 10 g de folhas e flores. Coar e tomar sem adoçar, uma vez ao dia, durante uma semana.

Nota: por ser uma planta levemente tóxica, não ultrapassar as doses indicadas.

Uso externo: nas contusões e ciáticas, aplicar as folhas frescas, limpas e amassadas diretamente no local, envoltas com tecidos finos.

Pode-se preparar uma solução com 50 g de folhas amassadas, cobrir com 1/2 litro de álcool, uma colher de sopa de sal, colocar num frasco de vidro transparente e bem fechado. 

Aplicar nas contusões, 3 vezes ao dia, que a dor desaparecerá em pouco tempo.

 

 

 

 

Cavalinha

 

 

 

Nome científico: Equisetum arvense L.

Sinonímia: Rabo-de-cavalo, erva-de-esfregar, lixa-vegetal, erva-canudo, milho-de-cobra.

Partes usadas: Ramos ou talos.

Família: Equisetaceae.

Características: São plantas desprovidas de folhas, flores e sementes. Constituídas de um rizoma alongado que emite talos aéreos de cor verde-acinzentado, dividida por vários nós, em toda sua extensão, apresentando uma espiga de esporos na sua porção terminal. Não apresenta sementes.

Habitat: Originária da Europa, desenvolve-se em solos siliciosos que tenham muita água.  

Ocorre geralmente nas margens de lagos. Seu nome deriva do latino, equi: cavalo setum: cauda ou rabo.

Propriedades químicas: Potássio, silício (ácido silícico), ferro, sódio, manganês, fósforo, cálcio, magnésio, enxofre, flavonóides, saponina (equisetonina), ácidos orgânicos, resina, taninos, alcalóides e vitamina C e fitosterol.

Propriedades terapêuticas: Depurativa, diurética, hemostática, remineralizante, cicatrizante, combate problemas de pele, do tecido conjuntivo, rugas, estrias, úlceras varicosas, abscesso, eczema, acne, ferimentos, unhas frágeis, celulite, obesidade, flacidez, hemorragias, edemas, cálculos renais, gota, ácido úrico, males do fígado, é depurativa, desintoxicante, pode ser usada em cortes, contusões, ferimentos, úlceras, disenterias, e é também adstringente.

Tem muito bom resultado nos casos de arteriosclerose, osteoporose, artrose, amenorréia, hemorróidas, descalcificação óssea, raquitismo, reumatismo, doenças urinárias, hemorragias gástricas, gastrite, anemia, além de consolidação de fraturas, devido a ação adstringente dos taninos, e ácido silícico.

Indicações: Como chá poderá ser indicada para combater as doenças reumáticas (artrose e reumatismo), tosse crônica: inflamação das pernas por problemas metabólicos, gota, disenteria, cálculo renais. Usado para lavar feridas expostas não cicatrizadas. Para banho, atua como estimulante do tecido conjuntivo, revigorando o organismo às doenças reumáticas que são perturbações metabólicas em que o corpo reabsorve parcialmente os ácidos silícicos.

Estes banhos são altamente recomendados para as pessoas asmáticas. É utilizada também para a cura da incontinência urinária de crianças.

A capacidade de provocar diurese sem danificar a função renal, faz da cavalinha uma das melhores plantas no ponto de vista farmacológico, principalmente se considerarmos que ao mesmo tempo conduz à eliminação do sódio e do ácido úrico. Sua ação remineralizadora, repõem minerais e oligoelementos, dos quais o organismo se encontra em falta.

Seu alto teor de ácido silícico age também nas paredes das artérias, e a cavalinha tem sido usada também no tratamento do câncer, devido aos seus componentes ricos nesse mineral, e acredita-se que muitos do seus efeitos estejam relacionados à ele. Atua de maneira específica em problemas de inchaço e inflamação da próstata, como excelente antiinflamatório. Tem

bons resultados clínicos com o uso local em neoplasias cutâneas, em experimentos realizados na Áustria e Alemanha.

 

 

 

Centella

 

 

 

Nome científico: Centella asiática.

Família: Umbelliferas (Umbelíferas). Alguns editores citam que trata-se da Gotu-Kola.

Partes usadas: folhas, parte aérea.

Características: herbácea de tamanho pequeno, vivaz, com caule rasteiro de 30 cm de comprimento. Possui flores brancas, pequenas, e folhas em forma de coração. É conhecida pelos chineses com o nome de Fo-Ti-Tieng), é de sabor amargo e acre.

Habitat: conhecida há 3 milênios na índia, esta erva é nativa da Ásia tropical, desenvolve-se em terras úmidas e com sombras muito facilmente, sendo uma planta refrescante, porém acre e amarga. As folhas são suas partes mais utilizadas. Na América do Sul, é facilmente encontrada, principalmente na região Sul do Brasil.

Propriedades químicas: Alcalóides (asiaticosídeo), saponina, valerina, triterpeno, óleos essenciais, flavonóides, quercetina, cânfora, cineol, sais minerais e aminoácidos, ácidos asiáticos e madecássicos, cálcio, ferro e fibras.

Propriedades terapêuticas: Cicatrizante, depurativa, antibiótica, tônico, estimulante cerebral, anti-reumática, sedativa, vaso-dilatadora periférica, anti-celulítica, antihemorróidas e esquisofrenia.

Indicações: Como depurativa do sangue, restauradora do sistema de defesa do corpo, ajuda no metabolismo da gordura, é indicada para afecções na pele, aplicando-a em forma de cataplasmas.

Favorece o processo de cicatrização, devido aos ácidos asiaticosídeos, que agem como antibióticos. É indicado para eczemas de pele, úlceras. varicosas, hematomas, rachaduras da pele, varizes e celulite, isto com uso interno. No externo pode ser usada para gordura localizada e também para celulite. Controla a ação sobre edemas de origem venosa, orienta tratamento de celulites localizadas. Notadamente ela atua como estimulante da concentração e da atenção.

Contra-indicações: Não deve ser ministrado em pacientes com hipertensão, problemas cardiovasculares ou úlceras. Deve-se evitá-la em casos de sangramento interno, pois pode recomeçar a hemorragia. Em doses excessivas. pode causar hipoglicemia.

A Centella asiática tem sido usada há milênios como tônico, devido ao seu efeito energizador, porém não possui cafeína em sua composição, apenas alcalóides.

Na medicina tradicional chinesa, é considerada a erva da fonte da juventude, pois acredita-se que aumenta a longevidade daqueles que a usam freqüentemente.

Ela é muito estimulante devido aos polissacarídeos que contém, segundo uma pesquisa de Sri Lanka, publicada em 1999. Houve também um estudo que relatou que dezenas de pessoas que sofriam de úlcera de pele foram beneficiadas devido ao efeito da centella, que contém glicosídeos.

Modo de usar          

Uso interno - em cápsulas - 3 a 4 cápsulas diariamente, atua como um tônico generalizado.

Por infusão: para reumatismo - tomar 35 ml de chá, 2 vezes ao dia. Sendo 33 g para 1 litro de água.

Uso externo: misturar 2 colheres de chá com 25 ml de água, sendo recomendado para eczemas.

Tintura: 300 g de folhas frescas bem trituradas, com um litro de álcool de cereais. Tomar 30 gotas com água, 3 vezes ao dia. Para memória e concentração. Para fazer a tintura, é necessário deixá-la depois de misturada durante 10 a 14 dias, agitando durante o período, 2 vezes ao dia. Deve ser colocado em um lugar escuro. Depois, filtra-se, coloca-se em vidros escuros e fecha-se bem.

Cápsulas anti-celulíticas: tomar 2 cápsulas, 3 vezes ao dia. Deve-se tomá-las no almoço e

no jantar. É utilizada para combater celulite, estrias e gordura localizada.

OBS: não é recomendada para crianças.