ADÃO, HUMANIDADE E MAÇÃ

AGÊNERES, CARACTERÍSTICAS

AGÊNERES / IMPORTÂNCIA DA REVUE

ÁGUA FLUIDIFICADA

AI DAQUELES?

ALEGRIA E ESPÍRITOS SUPERIORES

ALERGIA AO FUTURO

ALIMENTAÇÃO CARNÍVORA

ALIMENTAÇÃO E SENSAÇÕES MATERIAIS E ESPÍRITOS

ALIMENTAÇÃO / NADA QUE ENTRA PELA BOCA... ( MARCOS 7:15)

ALIMENTAÇÃO / RECOMENDAÇÃO AOS MÉDIUNS

ALLAN KARDEC ESPÍRITO

ALMA GRUPO?

ALMAS DAS COISAS / ANAIS ININTERRUPTOS...

ALMAS DOS HOMENS

ALMAS GÊMEAS?

AMOR MATERNO

ANÁLISE DAS COMUNICAÇÕES

ANDRÉ LUIZ E PREFÁCIO DE EMMANUEL

ANIMAIS NA ERRATICIDADE?"

ANIMAIS / ALIMENTAÇÃO DE CARNE DE...

ANJOS E A IGREJA CATÓLICA, (OS)

ANTIGO TESTAMENTO X NOVO TESTAMENTO

APARIÇÕES DE VIVOS

APOCALIPSE E O EVANGELHO DE JOÃO

APOCALIPSE / ESTILO APOCALÍPTICO

APOCALIPSES

ASHREI / EM MARCHA!

ASSISTENCIALISMO E DOUTRINA

ÁTOMO AO ARCANJO

AUTO-ANÁLISE

ATUALIZAÇÃO DOUTRINÁRIA?

BATISMO / TEBILA

BATISMO, IGREJA CATÓLICA E REENCARNAÇÃO

BEZERRA, ROMANCES E PARÁBOLAS

BÍBLIAS, TIPOS DE

BOM COMBATE, O

BUDA X CRISTO

CANÃA E SUA CONQUISTA

CAPELA, BANIMENTOS E COISAS DO GÊNERO

CARIDADE – EGOÍSTA SÁBIO X EGOÍSTA TOLO

CARIDADE MATERIAL

CARNAVAL

CÉREBRO / INSTRUMENTO MATERIAL DA MENTE

CÉREBRO, LESÃO CEREBRAL E CONSCIÊNCIA?

CHICO É KARDEC?

CHICO É KARDEC? II>

CIÊNCIA, FONÓGRAFO E PALAVRA FINAL

CIÊNCIA E SABEDORIA POPULAR

CIÊNCIAS, OUTRAS CIÊNCIAS E PSIQUISMO

CIRENEUS,ESPÍRITOS COMO?

CODIFICAÇÃO

CODIFICAÇÃO É A BASE

COMA E LUCIDEZ

CONCENTRAÇÃO NAS REUNIÕES

CONCÍLIO DE NICÉIA

CONCÍLIOS E SUAS REPRESENTATIVIDADES

CONCÍLIOS, HISTÓRIA DOS

CONCORDÂNCIA E CONAN DOYLE

CONSTANTINO

CONSTANTINO, ASPECTOS DA VIDA DE

CONSTANTINOPLA / CONCÍLIO DE

CONSTANTINOPLA / SÍNODO E CONCÍLIO

CONSULTAS À ESPIRITUALIDADE / TRABALHO POR SI

CORAÇÃO DO MUNDO?

CORDEIRO DE DEUS

CORPOS DO HOMEM (OS)

CREIO MESMO, QUE ABSURDO!

CRENTES ESPÍRITAS

CRISTIANISMO, MENSAGEM UNIVERSAL OU SECTÁRIA?

CRISTIANISMO PRIMITIVO, ALGUNS FATOS

CRISTIANISMO UNIVERSAL / DIFERENÇAS ENTRE OS HOMENS?

CRÍTICA NA CASA ESPÍRITA

CRÍTICAS SEM FUNDAMENTO E KARDEC

CULTO NO ESPIRITISMO?

DANTE ALIGHIERI

DECÁPOLIS

DEFESAS ESPIRITUAIS

DEMONOFOBIA

DESCRENÇA NA VIDA FUTURA

DESTRUIÇÃO DOS SERES VIVOS UNS PELOS OUTROS

DIFERENÇAS INDIVIDUAIS ENTRE ESPÍRITOS E SUA LOCALIZAÇÃO FÍSICA

DIFERENÇAS RELIGIOSAS

DIFICULDADES, COMO REAGIR?

DILÚVIO

DISCUSSÕES POUCO EDIFICANTES

DOGMAS DE FÉ / DOGMAS DA RAZÃO

DOUTRINA ESPÍRITA / CARACTERÍSTICAS

DOUTRINA ESPÍRITA, OPINIÃO PESSOAL DE UM ESPÍRITO?

ECTOPLASMA

EDUCAÇÃO / IMPORTÂNCIA DA

EDUCAÇÃO ESPÍRITA

EDUCAÇÃO, O PESO DA SERVIDÃO

EGRÉGORAS???

EINSTEIN E MATERIALISMO

EINSTEIN E UNIVERSO

ELEFANTE E OS CEGOS (O)

ELIZABETH KÜBLER-ROSS

ELOHIM E A GÊNESE

EMBRIÃO, ESPÍRITO PRISIONEIRO?

ENCARNAÇÃO E ERRATICIDADE

ENXERTIAS / DISTORÇÕES DO CRISTIANISMO

ERRO DE AVALIAÇÃO DO CODIFICADOR

ESCRIBAS, TRADUTORES E DISTORÇÕES

ESCRITURAS SAGRADAS E SUA INTERPRETAÇÃO

ESPÍRITAS CRISTÃOS

ESPÍRITAS MÍSTICOS E ESPÍRITAS CIENTIFICISTAS

ESPIRITISMO, DIVULGAÇÃO E ESTUDOS

ESPIRITISMO E EXPLICAÇÕES DEFINITIVAS

ESPIRITISMO E MISTÉRIOS

ESPIRITISMO E REGALIAS

ESPIRITISMO E RELIGIÃO

ESPIRITISMO E SUA TRANSFERÊNCIA

ESPIRITISMO: TRÊS ASPECTOS

ESPÍRITO DE VERDADE

ESPÍRITO: LIVRO DOS ESPÍRITOS

ESPÍRITO PROTETOR E A PRECE

ESPÍRITO PROTETOR, ESPÍRITOS FAMILIARES E ESPÍRITOS SIMPÁTICOS

ESPÍRITO SANTO?

ESPÍRITOS SUPERIORES E A IGREJA

ESTUDO PRÉVIO DA TEORIA

ETERNO?

EVANGELHO E ESPIRITISMO

EVANGELHOS SINÓTICOS E SUAS DATAS

EVOCAÇÃO OU COMUNICAÇÃO ESPONTÂNEA?

EVOCAÇÕES

EXISTÊNCIAS ANTERIORES

EXPERIÊNCIAS DIVIDIDAS

FALAR FÁCIL

FANATISMO E MATERIALISMO

FARISEUS, FERMENTO DOS (MARCOS 8:15)

FEB E A REVISTA ESPÍRITA

FEB E A TRADUÇÃO DO ESE

FEB E A UMBANDA

FEB, ROUSTAINGUISMO E ESTATUTOS

FILHO DO HOMEM

FILHO, SÚPLICA DE

FINADOS, ORAÇÃO PELOS QUASE MORTOS

FOGUEIRA, AGONIA NA

FORMA HUMANA

FORMA X FUNDO

FREDERICO FÍGNER E ANA PRADO

FUTURO, UMA SÓ NAÇÃO?"

GALILÉIA DOS GENTIOS / DAS ETNIAS

GANDHI, KALIL E O CRISTIANISMO

GENIALIDADE E CÉREBRO FÍSICO

GERASENOS OU GADARENOS / UMA NOVA INTERPRETAÇÃO (MARCOS 5:1 A 21)

GIORDANO BRUNO

GOVERNADOR DO PLANETA(?)

GRÉCIA ANTIGA E HOMOSSEXUALISMO

GRUPOS PEQUENOS OU GRUPOS GRANDES?

HEBRAICO (IDIOMA) E JESUS

HELEN WAMBACH, REENCARNAÇÃO E SEUS TRABALHOS (LIFE BEFORE LIFE)

HIPOCRISIA E ESPIRITISMOL

HIPÓCRITA, SANTIDADE

HISTÓRIA,ESTUDO DA

HOMEM / CÉREBRO E CORAÇÃO

HOMOSSEXUALISMO E REENCARNAÇÃO

HOSPITAIS PSIQUIÁTRICOS

HUMANIDADE E DUALIDADE

HUMBERTO DE CAMPOS FILHO E CHICO

IAVEH, CONSIDERAÇÕES SOBRE

IAVEH DOS JUDEUS

IAVEH GLUTÃO

IMPERFEIÇÕES / “CHAMADOS A SERVIR”

INCREDULIDADE E SUA UTILIDADE

ÍNDEX

INDULGÊNCIAS, PEQUENA AMOSTRA

INFALIBILIDADE ESPIRITUAL E EMMANUEL

INFALIBILIDADE PAPAL

INFERNO E IGREJA CATÓLICA

INFERNO PAGÃO E INFERNO CRISTÃO

INFLUÊNCIAS ESPIRITUAIS

INFORMAÇÕES ESPIRITUAIS/JULGAMENTO

INGRATIDÕES / DECEPÇÕES / DESAPONTAMENTOS

INQUISIÇÃO, ASPECTOS CURIOSOS

INTERPRETAÇÕES DIFERENTES, MESMOS TEXTOS

INTRODUÇÃO DO LIVRO DOS ESPÍRITOS

JERÔNIMO E A CARTA

JERÔNIMO E A VULGATA

JESUS E O FARISAÍSMO

JESUS E O SADUCEÍSMO

JESUS E SEU CORPO FÍSICO

JESUS, ESPÍRITO PURO OU SUPERIOR?

JESUS EXISTIU?

JOÃO EVANGELISTA E OS DOCETAS

JOÃO HUSS / JERÔNIMO DE PRAGA

JUDEUS / CALDEUS

JUDEUS X ROMANOS

JUIZO DEFINITIVO, OPINIÃO DEFINITIVA?

KARDEC MÉDICO?

KARDEC E A BÍBLIA

KARDEC MÍSTICO DE PRETENSÕES MESSIÂNICAS?

KARDEC X ROUSTAING

KARDECISMO E DOUTRINA ESPÍRITA

KIRLIAN, FOTOS E PESQUISAS

LEI CIVIL X LEI MORAL

LER DE TUDO!

LIVRE ARBÍTRIO?

LOMBROSO / MATERIALIZAÇÃO

LÓTUS / FLOR DE

LUTERO

LUTERO E A MORTE DE SUA FILHA

LUZ MATERIAL E LUZ ESPIRITUAL

MAGNETISMO E KARDEC

MAGNETISMO, HIPNOTISMO E ACADEMIA

MANDELKERN / TRADUÇÃO BÍBLICA

MANIFESTAÇÕES ESPÍRITAS SÃO DEMONÍACAS? (AS)

MATÉRIA, ABAFADOR DAS PERCEPÇÕES

MATÉRIA E ANTIMATÉRIA

MATÉRIA E PRAZER

MATÉRIA, LIVRO DOS ESPÍRITOS

MATERIALISMO

MATEUS, SEU EVANGELHO E CRONOLOGIA

MÉDIUM PERFEITO?

MEDIUNIDADE DE EFEITOS FÍSICOS X EFEITOS INTELIGENTES

MEDIUNIDADE E CORPO FÍSICO

MEDIUNIDADE TAMBÉM CATÓLICA?

MEDIUNISMO E MEDIUNIDADE

MÉDIUNS E CONTROLE DAS MANIFESTAÇÕES

MÉDIUNS E IDÉIAS PRECONCEBIDAS

MÉDIUNS MODESTOS

MEDIUNISMO E MEDIUNIDADE

MELHOR RELIGIÃO?

MEMÓRIA PERISPIRITUAL?

MESMER, FRANZ ANTON – 1773/1815

METEMPISCOSE, HINDUISMO

MÉTODO KARDEQUIANO

MISTICISMO E JESUS

MÔNADAS

MORRER É DOLOROSO?

MORRER, PREPARAÇÃO PARA

MORTE, DIFERENTES SITUAÇÕES

MOVIMENTO ESPÍRITA BRASILEIRO, NOSSA RESPONSABILIDADE

MOZART E MEDIUNIDADE

MUDANÇAS RÁPIDAS / TRANSFORMAÇÕES RÁPIDAS

NADA E SIMONE DE BEAUVOIR (O)

NEGRA, RAÇA E KARDEC

NOTRE DAME E AS ENXERTIAS PAGÃS NO CRISTIANISMO

NUNCA ACEITAR NADA CEGAMENTE!

OBJETIVO DO LIVRO DOS ESPÍRITOS

OBRA: O QUE É O ESPIRITISMO?

OBRAS, A CADA UM SEGUNDO...

OPINIÃO PESSOAL E ESPIRITISMO

ORÍGENES

ORTODOXIA X HETERODOXIA

ORTODOXIA X HETERODOXIA II

OVÓIDES – ANDRÉ LUIZ

OVÓIDES E ALLAN KARDEC

PAI NOSSO

PALAVRAS

PALESTRANTE E O AMBIENTE

PAPEL DOS MÉDIUNS NAS COMUNICAÇÕES

PARAPSICOLOGIA E ESPIRITISMO

PASCAL, BLAISE E A REENCARNAÇÃO

PASSE E ALEGORIAS

PASSE E FLUIDO VITAL

PASSE: ORIENTAÇÃO PARA,

PASSE: SHOW DE INDISCIPLINA!

PAULO, AGOSTINHO E A CULPA

PAULO E A MULHER

PAULO E PEDRO – DIFERENÇAS

PAZ, MUITA PAZ?

PECADO ORIGINAL

PEDAGOGIA ESPÍRITA

PENSAMENTO, CONDICIONAMENTO À CRENÇA

PENSAMENTO E FLUIDO ESPIRITUAL

PENSAMENTOS E PALAVRAS

PEQUENOS CENTROS X GRANDES CENTROS

PERDÃO E OS TEXTOS BÍBLICOS

PERISPÍRITO E ESPÍRITOS PUROS

PERISPÍRITO É MATÉRIA

PERISPÍRITO E SENSIBILIDADE AO AMBIENTE

PERISPÍRITO / PROVAS CIENTÍFICAS

PERSEVERANÇA

PERSONALIDADE DE KARDEC

PESTALOZZI, JOHANN HEINRICH

PESTALOZZI E SEUS CRÍTICOS

PNEUMATOGRAFIA

PNEUMATOGRAFIA II

POLÊMICAS ENTRE ESPÍRITOS E A FORÇA DA CONCORDÂNCIA

PONTUALIDADE EXCESSIVA

POSSESSÃO?

PRÁTICA MEDIÚNICA OFERECE RISCOS?

PRECE / INVOCAÇÃO DE RUBENS ROMANELLI

PRECESSÃO DOS EQUINÓCIOS E OS SIGNOS ZODIACAIS

PRESENÇA HUMANA

PROGRESSO NA VIDA ESPIRITUAL?

PROSELITISMO, ESPIRITISMO E HERMÍNIO MIRANDA

PROTESTANTISMO E MASSACRES RELIGIOSOS

PURGATÓRIO, ORIGEM E CONSEQÜÊNCIAS

QUINTESSÊNCIA

RAMATIS

REENCARNAÇÃO, CRISTIANISMO E EUROPA

REENCARNAÇÃO E HENRY FORD

REENCARNAÇÕES DAS MAIS MATERIAIS

REENCARNAÇÕES NA TERRA

REENCARNADOS, POESIA

REFORMA DOUTRINÁRIA?

RELIGIÃO E AS RELIGIÕES

RELIGIÕES E AS PRÁTICAS EXTERIORES (AS)

RELIGIÕES NEGRAS E ESPIRITISMO

RESSURREIÇÃO FÍSICA?

RETORNO À PÁTRIA ESPIRITUAL

REUNIÕES SIMPÁTICAS E SEUS EFEITOS

REVISTA ESPÍRITA E O CÉU E O INFERNO (A)

RICHET E KARDEC (NOBEL DE FISIOLOGIA)

RIQUEZA MATERIAL E ESPIRITISMO

ROUSTAING, PRIMEIRA CITAÇÃO NA REVISTA ESPÍRITA E EVOLUÇÃO DA AVALIAÇÃO DO MESTRE

ROUNSTAINGUISMO

RUSSEL WALLACE E DARWIN

SABEDORIA ANTERIOR AO DILÚVIO E AO ÉDEN? JAMAIS!

SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS E DE MARIA

SALVAÇÃO PELO SANGUE DO CRISTO?

SANTIDADE FORÇADA

“SANTO”AGOSTINHO E A MENTALIDADE RELIGIOSA DA ÉPOCA

“SANTO”AGOSTINHO E SUA VISÃO DO INFERNO

SANTOS NA CODIFICAÇÃO?

“SÃO” PEDRO E O PRIMEIRO CONCÍLIO

“SÃO” TOMÁZ DE AQUINO E A EDUCAÇÃO

SATANÁS E A BÍBLIA

SÉCULO XIX: APRECIAÇÃO DA REVISTA ESPÍRITA

SEMPITERNO

SENTENÇA DO MIN. VIVEIROS DE CASTRO, APOIANDO O ESPIRITISMO. 1898

SEPARAÇÃO HOMEM X MULHER NO CENTRO

SEPTUAGINTA E A SERPENTE

SEXO E ESPIRITISMO

SILÊNCIO E CUMPLICIDADE

SIMONIA

SOFRIMENTO ESPIRITUAL E ÁREAS DELIMITADAS

SONHOS

SOPRO, ALMA E ESPÍRITO

SUICÍDIOS, HOMICÍDIOS E GUERRAS

SWEDENBORG, EMMANUEL

TELEPATIA

TELLES DE MENEZES – BIOGRAFIA

TEORIAS SOBRE A LUA E OS ANÉIS DE SATURNO E A POSIÇÃO DE KARDEC

TIPTOLOGIA E PSICOGRAFIA

TÍTULOS MUNDANOS

THOMAS MANN

TODOS MÉDIUNS?

TRABALHO, IMPORTÂNCIA DO

TRADUÇÕES DAS ESCRITURAS

TRANSCOMUNICAÇÃO E KARDEC

TRANSFIGURAÇÃO

TRAVASSOS, JOAQUIM CARLOS

VERDADES E MENTIRAS (ERASTO)

VIDA FUTURA, DETALHES E O MÉTODO DE KARDEC

VIDA FUTURA, EXPECTATIVA DOS ESPÍRITAS

VIDA MATERIAL E AJUDA ESPIRITUAL

VIDA MATERIAL, FLORESTA DENSA

VIDAS PASSADAS

VIRGEM-MÃE E PÃO E VINHO

VISTA ESPIRITUAL NOS ENCARNADOS

WILLIAM CROOKES

ZOROASTRISMO


ADÃO, HUMANIDADE E MAÇÃ

Hoje é bem reconhecido que a palavra hebraica ‘haadam’ não é um nome próprio, e que seu significado é: ‘o homem em geral, a humanidade’, o que destrói toda a estrutura erguida sobre a personalidade de Adão.


Em nenhum texto, o fruto é indicado como ‘a maçã’; esta palavra só se encontra nas versões infantis. A palavra do texto hebreu é ‘peri’, que tem os mesmos significados que em francês, sem especificação da espécie, e talvez possa ser tomado no sentido material, moral, alegórico, em sentido próprio e figurado. Entre os israelitas, não há interpretação obrigatória; quando uma palavra tem diversas significações, cada um a compreende como quiser, desde que a interpretação não seja contrária à gramática. A palavra ‘peri’ tem sido traduzida pelo latim ‘matum’, que se refere à maçã e a todas as espécies de frutos. É derivado do grego ‘melon’, particípio do verbo ‘mélo’, interessar, tomar cuidado, atrair.

A Gênese – Allan Kardec – LAKE – Cap XII – item 17 –pg. 213



AGÊNERES, CARACTERÍSTICAS

“...tal é o caráter dos agêneres, com os quais podemos tratar, sem duvidar do que sejam, mas que jamais demoram por muito tempo, e não podem tornar-se comensais habituais de uma casa, nem figurar entre os membros de uma família.

Aliás, há em toda sua pessoa, em seus ademanes, algo de estranho e de insólito que se relaciona com a materialidade e com a espiritualidade: seu olhar, vaporoso e penetrante ao mesmo tempo, não tem a nitidez do olhar dos olhos da carne; sua linguagem breve e quase sempre sentenciosa, nada tem do brilho e da volubilidade da linguagem humana; sua aproximação faz experimentar uma sensação indefinível de surpresa, que inspira uma espécie de medo, e embora os tomemos por indivíduos iguais aos demais do mundo, involuntariamente se diz: Eis um ser singular.

A Gênese – Allan Kardec – LAKE – Cap. XIV – item 36 – pg. 253



AGÊNERES / IMPORTÂNCIA DA REVUE

“ Teríamos ainda de falar do estranho fenômeno dos agêneres, que por mais extraordinário que possa parecer à primeira vista, não é mais sobrenatural do que os outros. Mas como já explicamos na Revista Espírita (fevereiro de 1859) achamos inútil repetir aqui os seus detalhes.

Diremos apenas que é uma variedade de aparições tangíveis. É uma condição em que certos Espíritos podem revestir momentaneamente as formas de uma pessoa viva, a ponto de produzir perfeita ilusão. (do grego não gerado).”

O Livro dos Médiuns – Kardec – Lake – item 125 - pg. 111



ÁGUA FLUIDIFICADA

“Questão 33 – A mesma matéria elementar é suscetível de experimentar todas as modificações e de adquirir todas as propriedades? Sim e é isso o que se deve entender, quando dizemos que tudo está em tudo! NK: Este princípio explica o fenômeno conhecido de todos os magnetizadores e que consiste em dar-se, pela ação da vontade, a uma substância qualquer, à água, por exemplo, propriedades muito diversas: um gosto determinado e até as qualidades ativas de outras substâncias. Desde que não há mais de um elemento primitivo e que as propriedades dos diferentes corpos são apenas modificações desse elemento, o que se segue é que a mais inofensiva substância tem o mesmo princípio que a mais deletéria. Assim, a água, que se compõe de uma parte de oxigênio e de duas de hidrogênio, se torna corrosiva, duplicando-se a proporção de oxigênio. Transformação análoga se pode produzir por meio da ação magnética dirigida pela vontade. O Livro dos Espíritos – Kardec – FEB – Q.33 e Nota de Kardec – pg. 62


AI DAQUELES?

“Se makarioi não significa bem-aventurado, oïe também não quer dizer “ai de”, mas é uma interjeição de tristeza, equivalente ao “hélas” do francês (“infeliz de”, em português). Os quatro makarioi ashrei de Lucas têm por correspondentes quatro ouaï oïe. Lucas – André Chouraqui – Imago – 1a edição – pg. 119

ALEGRIA E ESPÍRITOS SUPERIORES

“Os Espíritos superiores não são, por isso, inimigos da alegria; algumas vezes gostam de rir também para vos ser mais agradáveis; mas cada coisa em seu tempo.” Espírito São Luís – Revista Espírita – Outubro 1858 – IDE – pg. 281

ALERGIA AO FUTURO

“... Esse instinto, bem manifesto no sócio-centrismo das instituições científicas ou de qualquer outra natureza, reage contra tudo o que possa modificar o saber já considerado como adquirido. Recentemente, o Prof. Remy Chauvin, do Instituto de Altos Estudos de Paris, denunciou a existência no campo científico de uma alergia ao futuro, responsável pela rejeição liminar, sem exame, de toda novidade, mesmo que sustentada por cientistas categorizados. Essa neofobia tem produzido muitos mártires no campo científico e cultural em geral.” Agonia das Religiões – Herculano Pires – Paidéia – pg. 49

ALIMENTAÇÃO CARNÍVORA

“Muitos espíritas se surpreendem ao saber que o Livro dos Espíritos não condena a alimentação carnívora e se deslumbram com livros onde ela é condenada. O exemplo da Índia seria suficiente para mostrar-lhes a razão da posição doutrinária. A subnutrição das populações indianas decorre em grande parte da zoolatria, da adoração de animais sagrados. O Espiritismo evita sacrificar o homem ao animal e ao mesmo tempo desviar os que o aceitam de um plano escorregadio de superstições. Nada é mais contrário ao racionalismo da doutrina e mais prejudicial à exata compreensão dos seus princípios do que o sentimentalismo extremado. O sacrifício brutal e brutalizante de animais em nosso mundo é realmente repulsivo. Mas estamos num mundo inferior em que as suas próprias condições naturais levam a isso”. Mediunidade – Herculano Pires – Edicel – 4ª edição – pg 100

ALIMENTAÇÃO E SENSAÇÕES MATERIAIS E ESPÍRITOS

“Sabemos que os Espíritos têm as nossas sensações e que percebem os odores tão bem quanto os sons. Na falta de poder comer, um Espírito material e sensual se repasta na emanação das comidas; ele as saboreia pelo odor como, quando vivo, o fazia pelo sentido do gosto. Há, pois, alguma coisa de material em seu prazer; mas, como em definitivo há mais desejo do que realidade, esse prazer mesmo, estimulando os desejos, torna-se um suplício para os Espíritos inferiores, que ainda conservaram as paixões humanas.” Revista Espírita – Allan Kardec – Nov/1860 – IDE – 1a edição – pg. 339

ALIMENTAÇÃO / NADA QUE ENTRA PELA BOCA... ( MARCOS 7:15)

“ Nada do que entra no homem, vindo de fora, pode sujá-lo. Mas o que sai do homem suja o homem. A proclamação solene de Iéshoua’ ultrapassa, singularmente, sua polêmica com os fariseus e os saduceus para atingir a essência dos significados espirituais e religiosos. O princípio verdadeiramente revolucionário firmado aqui por Iéshoua’ visa relativizar não somente a legislação alimentar definida pela Torá de Moshè, mas qualquer rito, prática exterior ou tradição. Ele não os suprime, mas os subordina – fiel nesse caso aos ensinamentos proféticos – à pureza de coração e à responsabilidade pessoal, de onde nasce toda emanação do bem e do mal.” Marcos – André Chouraqui – Imago – pg. 125

ALIMENTAÇÃO / RECOMENDAÇÃO AOS MÉDIUNS

“Todas as prescrições de medidas prévias a serem tomadas pelos membros da equipe de médiuns, como abstenção de carne, repouso antes do trabalho, abstenção de fumo e álcool, comportamento angélico durante o dia e assim por diante, não passam de prescrições secundárias. Os médiuns têm naturalmente o seu comportamento normal regidos por princípios morais e espirituais. Se não o tiverem, de nada valerão essas improvisações de santidade. Se o tiverem, não necessitam desses artifícios. Como Kardec explica, a única autoridade que se pode ter sobre os Espíritos é a de ordem moral, e o que vale no socorro espiritual não são medidas de última hora, mas a intenção pura de médiuns e doutrinadores, pois que: O Espiritismo é uma questão de fundo e não de forma. As medidas que se devem tomar, quando médiuns e doutrinadores não forem suficientemente esclarecidos, são apenas precauções que o bom-senso indica: não exceder-se na alimentação, na bebida, nos falatórios impróprios e maldosos no dia do trabalho. O Espírito e o Tempo – H. Pires – Edicel – pg.194

ALLAN KARDEC ESPÍRITO

“A abundância das matérias não nos permitindo publicar atualmente todas as instruções ditadas por ocasião dos funerais do Sr. Allan Kardec, nem mesmo todas aquelas que ele mesmo deu, reunimos, numa só e mesma comunicação, os ensinamentos de um interesse geral, obtidos por intermédio de diferentes médiuns. ... Sede tolerantes uns para com os outros; agi sobretudo pela caridade, pelo amor, pela atenção... ... Tenho ainda alguns conselhos a vos dar sobre a marcha que deveis seguir frente ao público, com objetivo de fazer progredir a obra à qual devotei minha vida corpórea, cujo aperfeiçoamento prossigo na erraticidade. O que vos recomendarei, primeiro e sobretudo, é a tolerância, a afeição, a simpatia em relação de uns para com os outros, e também em relação aos incrédulos. Espíritas, vós sois todos irmãos na mais santa acepção da palavra. Em vos pedindo para vos amar uns aos outros, não faço senão lembrar as divinas palavras daquele que, há mil e oitocentos anos, trouxe sobre a Terra o primeiro germe da igualdade. Segui sua lei, ela é a vossa, não faço senão tornar mais palpável alguns desses ensinamentos. Obscuro operário daquele Mestre, daquele Espírito Superior emanado da fonte de luz, refleti essa luz como o verme luzente reflete a claridade de uma estrela. Mas a estrela brilha nos céus e o verme luzente brilha sobre a terra, nas trevas, eis a diferença.” Revista Espírita – Allan Kardec- 1869 – Edicel – pg.157 e 184

ALMA GRUPO?

“...a teoria da conservação da individualidade nos estágios inferiores da evolução aparece na Teosofia com a doutrina da alma grupo dos animais. Cada espécie animal constituiria uma alma grupo para a qual voltaria a alma individual do animal após a morte, enriquecendo com suas experiências o psiquismo da espécie.” Obras Póstumas – Nota de Herculano Pires – Allan Kardec – Lake – pg 166

ALMAS DAS COISAS / ANAIS ININTERRUPTOS...

“Mas a ciência hodierna não crê na “alma das coisas”, e por isso repugnará todo o sistema de cosmogonia antiga. É inútil dizer que tal sistema não é fruto da imaginação de um ou mais indivíduos isolados; que se constitui dos anais ininterruptos de milhares de gerações de videntes, cujas experiências cuidadosas têm concorrido para verificar e comprovar as tradições, transmitidas oralmente de uma a outra raça primitiva, acerca dos ensinamentos de Seres superiores e excelsos que velaram sobre a infância da Humanidade.” A Doutrina Secreta – H. Blavatsky – vol 1 – pg 304

ALMAS GÊMEAS?

"A teoria das metades eternas é uma figura que pinta a união de dois seres simpáticos; ela é uma expressão usada mesmo na linguagem vulgar, em falando de dois esposos, e que não é preciso prender à letra; os Espíritos que dela se serviram não pertencem, seguramente, à mais elevada ordem; a esfera de suas idéias é, necessariamente, limitada, e puderam tomar seu pensamento pelos termos dos quais se serviram durante sua vida corpórea. É preciso, pois, rejeitar essa idéia de que dois Espíritos, criados um para o outro, devem, um dia, fatalmente, se reunir na eternidade, depois de estarem separados por um lapso de tempo mais ou menos longo." Revista Espírita _ Allan Kardec – Maio/1858 – IDE – 1a edição – pg. 137 “Alma Gêmea! Alma gêmea de minh’alma! Flor de luz da minha vida Sublime estrela caida Das belezas da amplidão... Quando eu errava no mundo Triste e só no meu caminho Chegaste, devagarinho E encheste meu coração. Vinhas na benção dos deuses Na divina claridade, Tecer-me a felicidade Em sorrisos de esplendor... És meu tesouro infinito Juro-te eterna aliança, Porque sua tua esperança, Como és todo o meu amor! Alma gêmea de minh’alma, Se eu te perder algum dia, Serei a escura agonia, Da saudade nos seus véus... Luz eterna dos meus amores, Hei de esperar-te, entre as flores Da claridade dos céus...” Espírito Emmanuel – FCX – FEB – Há Dois Mil Anos

ALMAS DOS HOMENS

“... Deve-se levar em conta ainda, como se refere Kardec, no livro Obras Póstumas, o conceito básico que deve reger o Espiritismo, é: Um dos primeiros resultados de minhas observações foi que os Espíritos, não sendo outros senão as almas dos homens, não tinham a soberana sabedoria, nem a soberana ciência: que o seu saber estava limitado ao grau de seu adiantamento, e que sua opinião não tinha senão o valor de uma opinião pessoal. Essa verdade, reconhecida desde o princípio, me preservou do grande escolho de crer na sua infalibilidade, e me impediu de formular teorias prematuras sobre o dizer de um só ou de alguns.” Wladimyr Sanchez – Universo Espírita – Fev 2004 – pg 9

AMOR MATERNO

890: Será uma virtude o amor materno, ou um sentimento instintivo, comum aos homens e aos animais? Uma e outra coisa. A Natureza deu à mãe o amor a seus filhos no interesse de conservação deles. No animal, porém, esse amor se limita às necessidades materiais; cessa quando desnecessários se tornam os cuidados. No homem persiste pela vida inteira e comporta um devotamento e uma abnegação que são virtudes. Sobrevive mesmo à morte e acompanha o filho até no além-túmulo. Bem vedes que há nele coisa diversa do que há no amor do animal.” O Livro dos Espíritos – Allan Kardec – FEB – 80a edição – pg. 410

ANÁLISE DAS COMUNICAÇÕES

“... Todo médium que se aborrece com as críticas das suas comunicações faz-se eco do espírito que o domina, e esse Espírito não pode ser bom, desde que lhe inspira o pensamento ilógico de recusar o exame. (item 248) Submetendo-se todas as comunicações a rigoroso exame, sondando e analisando suas idéias e expressões, como se faz ao julgar uma obra literária e rejeitando sem excitação tudo o que for contrário à lógica e ao bom senso, tudo o que desmente o caráter do Espírito que se pensa estar manifestando, consegue-se desencorajar os Espíritos mistificadores que acabam por se afastar, desde que se convençam de que não podem nos enganar. Repetimos que este é o único meio, mas é infalível porque não existe comunicação má que resista a uma crítica rigorosa. Os Espíritos bons jamais se ofendem, pois eles mesmos nos aconselham a proceder assim e nada têm a temer do exame...”(item 266) O Livro dos Médiuns – Kardec – Lake – pg. 222 e 236

“O Sr. Allan Kardec propôs, como objeto de estudo, o exame aprofundado e detalhado de certos ditados, espontâneos ou outros, que se poderiam analisar e comentar, como se faz nas críticas literárias. Esse gênero de estudo, teria a dupla vantagem de exercer a apreciação do valor das comunicações Espíritas, e, em segundo lugar e por conseqüência mesmo dessa apreciação, desencorajar os Espíritos enganadores que, vendo todas as suas palavras criticadas, controladas pela razão, e finalmente rejeitadas desde que tenham um sinal suspeito, acabariam por compreender que perdem seu tempo. Quanto aos Espíritos sérios, poder-se-ia chama-los para pedir-lhes explicações e desenvolvimentos sobre os pontos de suas comunicações que tivessem necessidade de serem elucidados. A Sociedade aprovou essa proposição.”

Revista Espírita – Allan Kardec – Maio/1860 – IDE – 1a edição – pg. 131

ANDRÉ LUIZ E PREFÁCIO DE EMMANUEL

“Emmanuel explica, prefaciando Os Mensageiros de André Luiz, que o autor espiritual se serve de figuras analógicas para explicar fatos e coisas que não poderiam ser explicados de maneira fidedigna em nossa linguagem humana. São perigosas duas posições extremadas: a dos que não aceitam essas obras como válidas e a dos que pretendem substituir por elas as obras de Kardec. Os princípios da Codificação não podem ser alterados pela obra de um espírito isolado. A Codificação não é obra de vidência, mas de pesquisa científica realizada por Kardec sob orientação e vigilância de Espíritos Superiores.” Mediunidade – H. Pires – Paidéia – pg 25

ANIMAIS NA ERRATICIDADE

“ Sabe-se que não há animais errantes no mundo invisível, e que, conseqüentemente, não pode haver aparições de animais, salvo em caso em que um Espírito fizesse nascer uma aparência desse gênero, com um objetivo determinado, o que não seria sempre senão uma aparência, e não o Espírito real de tal ou tal animal...” Revista Espírita – Allan Kardec – 1861 – IDE – 1ª edição – p. 216 br>

ANIMAIS / ALIMENTAÇÃO DE CARNE DE...

“... Espíritos encarnados, estais submetidos a essa inevitável lei do progresso que vos impele fatalmente para frente e sempre para frente. Deus pôs os animais ao vosso lado como auxiliares para vos alimentarem, para vos vestirem e vos ajudarem. Deu-lhes um pequeno grau de inteligência porque, para vos auxiliar, precisam compreender, e condicionou essa inteligência aos serviços que devem prestar...” Erasto O Livro dos Médiuns – Kardec – Lake – item 236 – pg. 213 “Questão 723: A alimentação animal é, com relação ao homem, contrária à lei da Natureza? Dada a vossa constituição física, a carne alimenta a carne, do contrário o homem perece. A lei de conservação lhe prescreve, como um dever, que mantenha suas forças e sua saúde, para cumprir a lei do trabalho. Ele, pois, tem que se alimentar conforme reclame a sua organização.” O Livro dos Espíritos – Allan Kardec – FEB – pg. 343

ANJOS E A IGREJA CATÓLICA, (OS)

“Os Pais da Igreja e os teólogos geralmente ensinam que os anjos se distribuem em três grandes hierarquias ou principados, e cada hierarquia em três companhias ou coros. Os da primeira e mais elevada hierarquia são designados por nomes que decorrem das funções de desempenho no céu. Uns são chamados Serafins porque são como que chamejantes perante Deus pelos ardores da caridade; outros se chamam Querubins porque são um reflexo luminoso da sabedoria divina; e outros ainda se chamam Tronos porque proclamam a grandeza de Deus e a fazem resplandecer. Os da segunda hierarquia recebem os seus nomes em virtude das operações que lhes são confiadas no governo geral do Universo. São as Denominações que determinam os anjos das ordens inferiores e suas missões e os seus encargos; as Virtudes que atendem aos prodígios exigidos pelos grandes interesses da igreja e do Gênero humano; as potências que protegem pelo seu poder e a sua vigilância as leis que o mundo físico e moral. Os da terceira hierarquia exercem em partilha a direção das sociedades e das pessoas. São os Principados, prepostos dos reinos, das províncias e das dioceses; os Arcanjos, que transmitem as mensagens de elevada importância, os Anjos Guardiães que acompanham a cada um de nós velando pela nossa segurança e pela nossa santificação.” O Céu e o Inferno – Allan Kardec – LAKE – Cap. VIII – pg. 92

ANIMAIS NA ERRATICIDADE?

“ Sabe-se que não há animais errantes no mundo invisível, e que, conseqüentemente, não pode haver aparições de animais, salvo em caso em que um Espírito fizesse nascer uma aparência desse gênero, com um objetivo determinado, o que não seria sempre senão uma aparência, e não o Espírito real de tal ou tal animal...” Revista Espírita – Allan Kardec – 1861 – IDE – 1ª edição – p. 216

ANTIGO TESTAMENTO X NOVO TESTAMENTO

“Hebreus 8,6-7.13: Mas, agora, Jesus foi encarregado de um ministério tanto mais excelente quanto melhor é a aliança da qual é mediador, sendo esta legalmente fundada sobre promessas mais excelentes. Se, na verdade, a primeira aliança tivesse sido sem falhas, não teria cabimento ser substituída por uma segunda. Dizendo: aliança nova, Deus declarou antiquada a primeira. Ora, o que se torna antiquado e envelhece está próximo a desaparecer.

APARIÇÕES DE VIVOS

“... um Espírito encarnado pode aparecer, num momento de liberdade, num outro ponto diferente daquele onde repousa seu corpo, com seus traços habituais e com todos os sinais de sua identidade. Foi este fenômeno, do qual há exemplos autênticos, que motivou a crença dos homens duplos. Um efeito particular a estas ordens de fenômenos, é de que as aparições vaporosas e mesmo tangíveis não são perceptíveis indistintamente por todas as pessoas; os Espíritos não se mostram senão quando querem, e a quem o desejam. Um Espírito poderia, pois, aparecer numa assembléia a um ou a diversos assistentes e não ser visto por outros. Isso deriva de que tais espécies de percepções se efetuam pela vista espiritual, e não pela vista carnal; pois não somente a vista espiritual não é dada a todos, mas pode ser retirada, se for preciso, pela vontade do espírito, daquele a quem não quer se mostrar, como pode dá-la momentaneamente, se ele o considerar necessário. A condensação do fluido perispiritual nas aparições, mesmo até sua tangibilidade, não tem, pois, as propriedades da matéria comum; sem isso, se as aparições fossem perceptíveis pelos olhos do corpo, o seriam por todas as pessoas presentes.” Ä Gênese – Allan Kardec – LAKE – Cap. XIV – item 38 – pg. 254

APOCALIPSE E O EVANGELHO DE JOÃO

“ Cristianismo e Espiritismo – Leon Denis – FEB – 5ª edição – pg 277

APOCALIPSE / ESTILO APOCALÍPTICO

“Qualquer crítica, qualquer dano à glória do império e à pax romana é passível de morte em virtude da Lex Julia Laesae Majestatis, cujas sanções foram agravadas por Augusto. Então, o melhor é calar-se: todo mundo se comunica por meias palavras. Quando é necessário se expressar, utiliza-se uma linguagem dificilmente compreensível pelo invasor: os hebreus empregam o estilo apocalíptico e nomes fictícios para dizer o que eles pensam do império que os esmaga.” Marcos – André Chouraqui – Imago – pg. 34

APOCALIPSES

“...Entretanto, a verdade é que este livro se insere, por assim dizer, na seqüência dos muitos apocalipses, que, naquele tempo, eram publicados na Judéia . Houve, na Judéia, uma fase apocalíptica, assim definida pelos historiadores do Cristianismo, por aqueles que pesquisaram o processo do advento e propagação do Cristianismo em nosso mundo. E que continuam estudando até hoje, descobrindo novos materiais de estudo, novas inscrições, novos documentos, que possam ir esclarecendo, pouco a pouco, como nasceu e se propagou o Cristianismo. O que se sabe em definitivo, desde as pesquisas de Renan até as atuais, é que na era apocalíptica, se deu pelo menos uns cem ou mais apocalipses, que se propagaram por toda a Judéia. Todos eles referiam-se a fatos espantosos, a calamidades terríveis, que iam abater-se sobre Jerusalém, sobre a Cidade Santa, sobre a Terra e iriam transformar o mundo. Entretanto, o Apocalipse de João foi o que mais sobressaiu, por ter sido aquele que o recebeu uma figura exponencial do Cristianismo nascente e um Apóstolo que nos mostrou, principalmente pelo seu Evangelho (O Evangelho de Jesus segundo João) a grandeza de seu Espírito e, ao mesmo tempo, de sua inteligência. ...Não obstante, os historiadores do Cristianismo acham que este Apocalipse se refere, particularmente, à época do Império Romano.” No Limiar do Amanhã – Herculano Pires – Ed. Camille Flammarion – 1a edição – pg144

ASHREI / EM MARCHA!

“... A primeira palavra do Sermão da Montanha constitui-se no principal obstáculo à compreensão da mensagem de Jesus. Makarioi (bem-aventurado), segundo o texto grego, orienta todos os tradutores na pista errada de supostas beatitudes adquiridas por antecipação, enquanto elas só serão realizadas plenamente no reino de Deus. “Felizes, bem-aventurados”, repetem todos os tradutores de todas as línguas e dialetos de todos os séculos, exemplo típico de uma interpretação que aplica em uma palavra supostamente conhecida um sentido diferente daquele que tinha originalmente. Porque Jesus não diz a palavra makarioi, ele pronuncia a palavra hebraica ASHREI, primeira palavra dos Salmos 1 e 119. Mateus, imperturbavelmente fiel às traduções do judaísmo helenístico, traduz ashrei por makarioi, segundo a equivalência imposta pelo uso da LXX. Durante mais de dois séculos, os tradutores gregos da Bíblia Hebraica já liam automaticamente makarioi onde o texto hebraico diz ashrei. Fazendo isto, eram fiéis as suas tendências apologéticas e sincretistas: a filosofia grega, pensavam, não é a única a poder propor ao homem o ideal hedonista da felicidade. Ashrei repete-se 43 vezes na Bíblia hebraica. Esta exclamação (no plural), tem com radical ashar, que não evoca uma vaga felicidade de essência hedonista, mas implica uma retidão (yashar) do homem marchando na estrada sem obstáculos que leva a Deus e, aqui, em direção ao reino de Deus. Todos os dicionários etimológicos do hebraico bíblico dão como primeiro sentido ao radical ashar o de MARCHAR; ser feliz é um sentido secundário e tardio. Jesus não tem a crueldade de declarar felizes a multidão de deserdados, de opositores condenados pelas legiões romanas, por qualquer coisa que digam, ao suplício da cruz ou, na melhor das hipóteses, à escravidão nas galés ou nos bordéis do império. Não se chamam de felizes os homens enviados às torturas, aos massacres ou aos genocídios deste mundo. Jesus, a exemplo do salmista, convida esses homens a se porem “em marcha” na direção do reino de Deus, do qual Ele lhes traz a esperança e lhes abre a porta, introduzindo em seus corações a certeza e a dinâmica da salvação universal.” Matyah – André Chouraqui – Imago – pg.85

ASSISTENCIALISMO E DOUTRINA ESPÍRITA

“...Você mudou sua forma de ver o Espiritismo depois disso, ou não tem nada a ver uma coisa com a outra? Mudei sim. Sabe, eu tinha uma reserva, essa coisa de sopa, distribuição de alimentos e eu falava: será que precisa de uma coisa tão assistencialista assim? E o Chico tem uma frase que eu acho muito boa, ele fala assim: ‘Se uma casa está pegando fogo, a gente deve cruzar os braços e esperar pelos bombeiros, ou a gente pode pegar uns baldes e tentar apagar o incêndio?’, ele fala isso, e eu comecei a ver que o Espiritismo conseguiu formar um círculo de solidariedade no Brasil que movimenta tanta gente, com tanto projeto bom, que isso é fundamental para o Brasil. Sabe, isso ajuda muita gente, tem desde tratamento odontológico de graça até médico de graça, alfabetização, tudo, partos e partos. Quando o Chico foi indicado para o Nobel da Paz, em 81, foram enviados 120 quilos de documentação à Noruega. Só em Fortaleza a renda dos livros permitiu que se fizessem milhares de partos, isso em 82, grátis. ...Ah! Que beleza! Que bonito! Então, a pessoa pode não acreditar, ser absolutamente céptico e dizer: ‘Eu não acredito em espírito, eu não acredito em vida depois da morte, nada disso’, mas, uma coisa de que ela não pode duvidar é da importância do trabalho social que o Espiritismo desenvolve. Entrevista de Marcel Souto Maior, biógrafo de Chico Xavier a Marília Gabriela em 22/5/95, na TV CNT. Anuário Espírita – IDE – 1996 – pg.115 e seguintes

ÁTOMO AO ARCANJO

“... É assim que tudo serve, que tudo se encadeia na Natureza, desde o átomo primitivo até o arcanjo, que também começou por ser átomo. Admirável lei de harmonia, que o vosso acanhado Espírito ainda não pode apreender em seu conjunto.” Livro dos Espíritos – Allan Kardec – Q. 540 – FEB – pg. 274

ATUALIZAÇÃO DOUTRINÁRIA?

“Todo o esquema da Doutrina Espírita apresenta-se harmonioso, perfeitamente conjugado em seus diferentes aspectos, antecedendo as conquistas em marcha nos vários setores do conhecimento. É por isso que não se pode falar em atualização do Espiritismo sem demonstrar ignorância doutrinária. Atualiza-se o que caducou, o que foi superado pela evolução, o que pertence ao passado. A própria linguagem da Codificação não comporta modificações pretensamente renovadoras. Se assim não fosse, teríamos de considerar como fracassados os Espíritos superiores que a revelaram e que, desde o princípio, indicam a sua função de plataforma do futuro.” Na Hora do Testemunho – Herculano Pires – Paidéia – 1a edição – pg. 58

AUTO-ANÁLISE

“O dever do espírita-cristão é tornar-se progressivamente melhor. Útil, assim, verificar, de quando em quando, com rigoroso exame pessoal, a nossa verdadeira situação íntima. Espírita que não progride durante três anos sucessivos (?) permanece estacionário. Testa a paciência própria: Estás mais calmo, afável e compreensivo? Inquire tuas relações na experiência doméstica: Conquistastes mais alto clima de paz dentro de casa? Investiga as atividades que te competem no templo doutrinário: Colaboras com mais euforia na seara do Senhor? Observa-te nas manifestações perante os amigos: Trazes o Evangelho mais vivo nas atitudes? Reflete em tua capacidade de sacrifício: Notas em ti mesmo mais ampla disposição de servir voluntariamente? Pesquisa o próprio desapego: Andas um pouco mais livre do anseio de influência e de posses terrestres? Usas mais intensamente os pronomes nós, nosso e nossa e menos os determinativos eu, meu e minha? Teus instantes de tristeza ou de cólera surda, às vezes tão conhecidos somente por ti, estão presentemente mais raros? Diminuíram-te os pequenos remorsos ocultos no recesso da alma? Dissipaste antigos desafetos e aversões? Superaste os lapsos crônicos de desatenção e negligência? Estudas mais profundamente a Doutrina que professas? Entendes melhor a função da dor? Ainda, cultivas ações aos necessitados com mais abnegação? Tens orado realmente? Teus ideais evoluíram? Tua fé raciocinada consolidou-se com mais segurança? Tens o verbo mais indulgente, os braços mais ativos e as mãos mais abençoadoras? Evangelho é alegria no coração: Estás, de fato, mais alegre e feliz, intimamente, nestes três (?) últimos anos? Tudo caminha! Tudo evolui! Confiramos o nosso rendimento individual com o Cristo! Sopesa a existência hoje, espontaneamente, em regime de paz, para que não te vejas na obrigação de sopesá-la amanhã sob o impacto da dor. Não te iludas! Um dia que se foi é mais uma cota de responsabilidade, mais um passo rumo à Vida Espiritual, mais uma oportunidade valorizada ou perdida. Interroga a consciência quanto à utilidade que vens dando ao tempo, à saúde e aos ensejos de fazer o bem que desfrutas na vida diária. Faze isso agora, enquanto te vales do corpo humano, com a possibilidade de reconsiderar diretrizes e desfazer enganos facilmente, pois, quando passares para o lado de cá, muita vez, já será mais difícil...” Espírito André Luiz – Opinião Espírita – Edição CEC – 2a edição – Waldo Vieira

BATISMO / TEBILA

“Essa imersão (tebila em hebraico) consistia em mergulhar, inteiramente nu, nas águas de um rio ou de uma piscina ritual. Era um rito de purificação que restabelecia a presença de Iaweh naquele que se submetia a esse ritual, e apressava sua total libertação. Esse rito era e continua a ser praticado pelos hebreus para sua purificação. Marcos – André Chouraqui – Imago – pg. 46

BATISMO, IGREJA CATÓLICA E REENCARNAÇÃO

“A Igreja Católica adota o batismo de água – o primeiro de seus Sete Sacramentos -, destinado a apagar o Pecado Original que todo homem herdou de seus primeiros pais – Adão e Eva. Há nessa cerimônia, embora não admitida pelo clero, uma clara alusão às vidas anteriores da alma. Pois, se admitirmos, como a Igreja, que a alma é criada com o corpo, esta alma não teria nenhuma relação, ou culpa, do pecado de seus primeiros pais, desde que ela não existia naquela época. O Pecado Original, portanto, pode ser interpretado como sendo os vícios que a alma traz de suas existências anteriores.” Valentim Lorenzetti Anuário Espírita – 1969 – pg.277

BEZERRA, ROMANCES E PARÁBOLAS

“Mas porque vimos decifrando certa inércia mental entre os aprendizes atuais da Terceira Revelação, eis-nos aderindo a um movimento de reexplicações daquilo mesmo que há mais de um século foi dito e que agora procuraremos algo encenar ou romantizar, a fim de divertir uma geração enquanto tentamos instruí-la no melindroso assunto, geração que não dispensa a positivação dos exemplos. Aliás, o exemplo será, efetivamente, o melhor método... e gostamos de aplica-lo sempre no-lo permita o ensejo, por mais fácil reter o aprendiz, na memória, o ensinamento necessário, através dele. Há dois mil anos, o Mestre da Seara em que miltamos criou a suavidade das Parábolas, cujos atraentes rumores ainda ecoam em nossa sensibilidade, ensinando-nos lições inesquecíveis.” Dramas da Obsessão – Bezerra/Yvonne A. Pereira – FEB – 8a edição – pg. 11

BOM COMBATE, O

“... o que mais temos dentro de nós são sensações negativas e deformadas, trazidas do passado. Por isso, é muito mais fácil sintonizar com o negativo do que com o positivo. Agora, como livrar-se? Isto já é mais difícil. Com exercícios diários e constantes de auto-reforma interior. Meditando e orando muito. Pedindo aos amigos espirituais que nos mostrem as coisas erradas que há dentro de nós para que possamos eliminá-las. Aceitando a nossa própria realidade de seres inferiores e cheios de mazelas morais e tentando nos melhorar, dia a dia. É uma luta enorme, difícil. Mas é o que nos cabe fazer. Não adianta querer ser bom e puro de uma hora para outra. Há que trabalhar, e muito mesmo. Carregamos séculos de erros e alguns anos (na existência atual) de boas intenções. É claro que não podemos mudar sem esforço.” Diversidade dos Carismas – Vol II – Hermínio Miranda – Arte e Cultura – 1ª edição – pg 176

BÍBLIAS, TIPOS DE

“As Bíblias hebraica, católica e protestante diferem quanto à inclusão dos livros sagrados. A Tanach, Bíblia hebraica, contém somente os 39 livros, escritos em hebraico do Antigo Testamento. A protestante acrescenta os 27 livros do Novo Testamento. A versão católica tem todos os livros da protestante e mais sete livros escritos em grego do Antigo Testamento (não aceitos pelos judeus): Tobias, Judite, sabedoria, Eclesiástico, Baruque, 1º e 2º de Macabeus, seis capítulos e dez versículos acrescentados no livro de Ester, e dois capítulos de Daniel.” Universo Espírita – Sérgio F. Aleixo – Maio 2004 – pg. 18

BUDA X CRISTO

“A concepção espírita vai mais longe e mais fundo, negando ao homem atual o direito de isolar-se do mundo para buscar a Deus, e portanto de buscar a Deus ou aos poderes espirituais através de processos artificiais. O meio natural de evolução, para o homem e para todas as coisas e todos os seres, é a RELAÇÃO. Se nos afastamos do relacionamento social e cultural para nos elevarmos, estamos nos colocando em posição errada e tomando um caminho ilusório. A busca solitária de Deus é um ato egocêntrico e preferencial. O místico vulgar não mergulha em si mesmo para encontrar em Deus a relação com o mundo, como o fez Descartes, mas, pelo contrário, para desligar-se do mundo e ligar-se isoladamente a Deus. Não é guiado pelo amor à Humanidade, mas pelo amor a si mesmo... A diferença absoluta entre a posição do Cristo e a posição de Buda e das chamadas religiões orientais é praticamente essa. Enquanto o Buda abandona o mundo para buscar Deus na solidão, o Cristo mergulha no mundo para religar os homens a Deus.” Agonia das Religiões – H . Pires – Paidéia – pg. 33

CANÃA E SUA CONQUISTA

“ A conquista brutal de Canãa, o incêndio impiedoso de seus castelos, a violação de seus templos por ordem de Iavé, um deus sanguinário que se deliciava com as ofertas de carne assada e, não podendo come-las, aspirava sua fumaça e o seu cheiro com a gula de Moloc, ainda nos incitam a novas atrocidades”. Adão e Eva – Herculano Pires – Paidéia – 2a edição – pg. XII

CAPELA, BANIMENTOS E COISAS DO GÊNERO

“ ...Quando todos os povos estiverem no mesmo nível, no tocante ao sentimento no bem, a Terra será ponto de reunião exclusivamente de bons Espíritos, que viverão fraternalmente unidos. Os maus, sentindo-se aí repelidos e deslocados, irão procurar, em mundos inferiores o meio que lhes convém, até que sejam dignos de volver ao nosso, então transformados...” O Livro dos Espíritos – Allan Kardec – FEB – 80a edição – Questão 789 - pg.369

CARIDADE – EGOÍSTA SÁBIO X EGOÍSTA TOLO

“Se você tentar dominar seus impulsos egoístas – raiva e assim por diante – e desenvolver mais bondade e compaixão pelos outros, no fim você mesmo estará se beneficiando mais do que estaria de outra forma. Por isso às vezes digo que o egoísta sábio deveria praticar desse modo. Os egoístas tolos estão sempre pensando em si mesmos, e o resultado disso é negativo. Os egoístas sábios pensam nos demais, ajudam-nos o quanto podem, e o resultado é que também eles recebem benefícios.” O Livro Tibetano do Viver e do Morrer – pg. 132

CARIDADE MATERIAL

“... Mesmo no meio espírita, muitas pessoas não compreendem o sentido da filantropia espírita, entendendo que ela se confunde com os remendos de consciências das esmolas dos ricos. A verdade, porém, é que a caridade é o único antídoto eficaz do egoísmo, esse corrosivo psíquico, que envenena os espíritos e toda a sociedade. A prática da caridade é o aprendizado necessário do altruísmo, é o treinamento moral das criaturas em expiação e prova, com vistas ao mundo de regeneração. O Espírito e o Tempo - H. Pires – Edicel – pg.176

CARNAVAL

“Nenhum espírito equilibrado em face do bom senso, que deve presidir a existência das criaturas, pode fazer apologia da loucura generalizada que adormece as consciências nas festas carnavalescas. É lamentável que na época atual, quando os conhecimentos novos felicitam a mentalidade humana, fornecendo-lhes a chave maravilhosa dos seus elevados destinos, descerrando-lhes as belezas e os objetivos sagrados da Vida, se verifiquem excessos dessa natureza entre as sociedades que se pavoneiam com os títulos da civilização. Enquanto os trabalhos e as dores abençoadas, geralmente incompreendidos pelos homens, lhes burilam o caráter e os sentimentos prodigalizando-lhes os bens físicos inapreciáveis do progresso espiritual, a licenciosidade desses dias prejudiciais opera, nas almas indecisas e necessitadas do amparo moral dos outros espíritos mais esclarecidos, a revivescência de animalidades que só os longos aprendizados fazem desaparecer. Há nesses momentos de indisciplina sentimental o largo acesso da treva nos corações e às vezes, toda uma existência não basta para realizar os reparos de uma hora de insânia e de esquecimento do dever. É estranho que as administrações elementos de governos colaborem para que se intensifiquem a longa série de lastimáveis desvios de espíritos fracos, cujo caráter ainda aguarda o toque miraculoso da dor para aprender as grandes verdades da vida. Enquanto há miseráveis que estendem as mãos súplices cheias de necessidades e de fome, sobram as fartas contribuições para que os salões se enfeitem e se intensifiquem o olvido de obrigações sagradas por parte das almas cuja evolução depende do cumprimento austeros dos deveres sociais e divinos. Ação altamente meritória seria a de empregar todas as verbas consumidas em semelhantes festejos na assistência social aos necessitados de um pão e de um carinho. Ao lado dos mascarados de pseudo alegria, passam os leprosos, os cegos, as crianças abandonadas, as mães aflitas e sofredoras. Porque protelar essa ação necessária das forças conjuntas dos que se preocupam com os problemas nobres da vida, a fim de que se transforme o supérfluo na migalha abençoada de pão e carinho que será a esperança dos que choram e sofrem? Que os nossos irmãos espíritas compreendam semelhantes objetivos de nossas despretensiosas opiniões, colaborando conosco, dentro de suas possibilidades para que possamos reconstituir e reedificar os costumes para o bem de todas as almas. É incontestável que a sociedade pode, com seu livre-arbítrio coletivo, exibir superfluidades e luxos nababescos, mas enquanto houver um mendigo abandonado junto de seu fastígio e grandeza, ela só poderá fornecer com isso um eloqüente atestado de sua miséria moral.” Emmanuel Universo Espírita – Fev 2004 – pg 16

CÉREBRO / INSTRUMENTO MATERIAL DA MENTE

“... Esta análise do papel dos médiuns e dos processos pelos quais se comunicam é tão clara quanto lógica. Dela decorre o princípio de que o Espírito não se serve das idéias do médium, mas dos materiais necessários para exprimir os seus próprios pensamentos, existentes no cérebro do médium, e de que, quanto mais rico for o cérebro, mais fácil se torna a comunicação. NT: Porque os Espíritos se referem ao cérebro e não a mente, nessas explicações, e Kardec segue a mesma linha nas suas observações? Porque estão explicando o processo de manifestação, que implica a materialização do pensamento.” O Livro dos Médiuns – Kardec – Lake – item 225 – pg. 198

CÉREBRO, LESÃO CEREBRAL E CONSCIÊNCIA?

“Concluía o autor citando outros casos do mesmo gênero, ainda mais extraordinários, entre os quais o muito conhecido de um suboficial da guarnição de Antuérpia, que havia dois anos se queixava de persistente dor de cabeça, o que, entretanto, nunca o impedira de cumprir os deveres do seu posto. Tendo morrido, subitamente, procederam-lhe à autópsia do cérebro e descobriram que um abscesso de evolução lenta lhe reduzira todo o órgão cerebral a uma papa de pus.” O Que É A Morte – Carlos Imbassahy – Edicel – 5a edição – pg.76 “Está nesse caso o Dr. Wilder Penfield, da McGill University, em Montreal, Canadá, que, após fazer inúmeras operações pelas quais removeu porções consideráveis do cérebro humano, verificou que a mente continua a funcionar. O fenômeno é conhecido de longa data. Muitas autópsias têm revelado cérebros praticamente destruídos, que não mais podiam servir de suporte ao pensamento, e que, não obstante, continuavam o seu curso, como se tudo estivesse normal. Há sobre isso uma narrativa dramática e pungente, escrita com muita emoção por um dos grandes autores do nosso tempo: John Gunther. Descreve ele a longa agonia de um filho genial, com o cérebro atacado pelo câncer. A cada avanço da moléstia terrível, uma porção da massa é sacrificada e, a despeito de ficar reduzida a uma fração do que era, o menino continua a raciocinar lucidamente, até que, afinal, a morte inevitável sobreveio.” Reencarnação e Imortalidade – Hermínio Miranda – FEB – 2ª edição – pg 139

CHICO É KARDEC?

“O Gênio Céltico e o Mundo Invisível coroa magistralmente a obra do Mestre. Nele deparamos, colhidas ainda em 1925, múltiplas comunicações do próprio Allan Kardec e, por isso, nesse livro Denis reconhece, uma vez mais, que sua obra é devida sobretudo à colaboração dos amigos espirituais. Foi – escreve – sob a instigação do espírito de Allan Kardec que eu realizei este trabalho. Nele se encontra uma série de mensagens que ele nos ditou por incorporação, em condições que excluem qualquer dúvida.” Léon Denis – Apóstolo do Espiritismo. Anuário Espírita – 1969 – pg. 229 “... recentemente traduzimos o livro de Mademoiselle Claire Baumard, que foi sua secretária e amiga fiel nos anos de sua cegueira, isto é, de 1918 até a sua morte. As revelações contidas em Léon Denis Intime e outras do próprio Denis, contém informações imensamente curiosas. Até 1925, por exemplo, o Espírito de Allan Kardec se comunicava nas sessões de Denis, em Tours, como se vai ler no livro que entregamos à Edicel Editora. Em Le Génie Celtique et le Monde Invisible, ainda não lançado em português porque, na obra de Denis esse é um livro que interessa mais particularmente aos celtas, aos franceses, etc., encontramos um grande número de comunicações de Kardec, quase sempre presente às reuniões do grupo de Tours. E a prova de que era realmente o Professor Rivail, pode ser tida por este episódio: Dennis fora convidado para ser o Presidente do Congresso Espírita Internacional de 1925, como de resto o foi. Ora, em uma das sessões em Tours, logo após ter recebido o convite, apresentando-se o Espírito de Kardec, Denis reclamou: estava velho, cego, enfermo; a viagem a Paris era muito cansativa e, também, cansativo, seria o Congresso Espírita Internacional. Porque não convidavam Camille Flammarion? E lá veio a resposta de Kardec, rápida e seca: Camille Flammarion não estará lá! Denis encheu-se de espanto: Mas como? Flammarion não participaria do Congresso? E o Espírito de Kardec, sem dar mais explicações: Camille Flammarion não estará lá! E sucedeu que, realizando-se o Congresso de 6 a 13 de setembro de 1925, não pode realmente ser assistido por Camille Flammarion, que desencarnara, inesperadamente, no Observatório de Juvissy, em julho. Aí está uma prova provada. Entretanto não apenas Kardec comparecia às sessões de Tours. Também, e regularmente, o Espírito de Jerônimo de Praga que era o guia espiritual de Denis.” Wallace Leal V. Rodrigues – Anuário Espírita – 1973 – pg.78


CHICO É KARDEC? II

“Em 1925, quando se reuniu em Paris o Congresso Espiritualista Internacional, o próprio Kardec, através de comunicações mediúnicas, teve de forçar Léon Denis, já velho e cego, a sair de Tours, na província, para defender o Espiritismo dos enxertos que lhe pretendiam fazer os representantes de várias tendências, com a aceitação ingênua de ilustres mas desprevenidos militantes espíritas. Todos eles professavam inabalável fidelidade à Doutrina, mas concordavam com a tese de que esta deveria avançar dos limites kardecianos. Denis foi o baluarte da resistência e venceu a batalha, mas sozinho, também ele solitário.” Na Hora do Testemunho – Herculano Pires – Paidéia – 1a edição – pg. 13

CIÊNCIA, FONÓGRAFO E PALAVRA FINAL

“Em 11 de março de 1878 assistia à sessão da Academia de Ciências (da França – Paris), de hilariante memória, em que o físico Du Moncel apresentou o fonógrafo de Édison à douta assembléia. Feita a apresentação, pôs-se o aparelho docilmente a recitar a frase registrada no cilindro. Viu-se, então, um acadêmico de idade madura, o espírito penetrado e mesmo saturado das tradições de sua cultura clássica, revoltar-se nobremente contra a audácia do inovador, atirar-se ao representante de Édison e agarrá-lo pela gola, gritando: ‘Miserável! Não nos deixaremos ludibriar por um ventríloquo!’ Este membro do Instituto chama-se Bouillaud! O mais curioso ainda, é que seis meses depois, em 30 de setembro, numa sessão análoga, ele timbrou em declarar que, após judicioso exame a que procedera, ficara convencido de que, no fonógrafo, não havia para ele senão ventriloquia e que não se podia aceitar a substituição do nobre aparelho da fonação humana por um vil metal. Na sua opinião, o fonógrafo não era senão uma ilusão de acústica.” A Morte e o Seu Mistério – Camille Flammarion – FEB – 3ª edição – Vol I – pg. 188

CIÊNCIA E SABEDORIA POPULAR

“Entre o homem humilde que, singelamente, se rende à evidência dos fatos e o orgulhoso cientista para o qual os fatos têm que se encaixar nas suas teorias prediletas, a gente prefere ficar com aquele. A criatura humana que, no silêncio de seu coração, recebeu amorosa mensagem de um ente querido, perfeitamente identificado, que passou para ‘o lado de lá’, não precisa de provas de laboratório nem de teorias parapsicológicas para aceitar a verdade que tem diante de si. Afinal de contas, é uma verdade tão nítida, tão pura, tão singela e ao mesmo tempo tão tremenda: que o Espírito sobrevive à desagregação do corpo físico.” Sobrevivência e Comunicabilidade dos Espíritos – Hermínio Miranda – FEB – 1ª edição – pg 231

CIÊNCIAS, OUTRAS CIÊNCIAS E PSIQUISMO

“O estudo do Psiquismo requer vasto conhecimento, porque intervém em quase todas as Ciências. Se há uma perturbação do espírito estamos na órbita da Psiquiatria; se no fenômeno se apresentam os propulsores, podemos dizer que estamos no domínio da Mecânica; se há levitações, transportes, alterações de peso, relações com os corpos, luminosidades, estaremos no terreno da Física; se o Espírito toma a forma somática, com os órgãos e funções, aí estaremos às voltas com a Anatomia e Fisiologia; no estudo da realidade do fenômeno, pelo número de acertos, caímos, pelo cálculo das probabilidades, em plena Matemática; assegurando que o ser peregrina por diversos mundos animados, vamos aos mistérios da Astronomia.” Hipóteses em Parapsicologia – Carlos Imbassahy – Eco – 2ª edição – pg.22

CIRENEUS,ESPÍRITOS COMO?

“Os Espíritos atuam como cireneus e não como solucionadores que tomassem sobre os ombros a responsabilidade, os compromissos e as tarefas dos seus protegidos.” Médiuns e Mediunidade – Espírito Vianna de Carvalho (Divaldo) – Arte e Cultura – 1a edição – pg.80

CODIFICAÇÃO

“As bases do Espiritismo já são hoje inabaláveis: os livros escritos com clareza e postos ao alcance de todas as inteligências serão sempre a exata expressão do ensino dos Espíritos, que o transmitirão intacto às futuras gerações.” Obras Póstumas - Kardec – Lake – pg 206

CODIFICAÇÃO É A BASE

“A obra de Kardec é a bússola em que podemos confiar. Ela é a pedra de toque que podemos usar para aferir a legitimidade ou não das pedras aparentemente preciosas que os garimpeiros de novidades nos querem vender. Essa obra repousa na experiência de Kardec e na sabedoria do Espírito de Verdade. Se não confiamos nela é melhor abandonarmos o Espiritismo. Não há mestres espirituais na Terra nesta hora de provas, que é semelhante à hora de exames numa escola do mundo. Jesus poderia nos responder, diante da nossa busca comodista de novos mestres, como Abraão respondeu ao rico da parábola: Porque eu deveria mandar-vos novos mestres, se tendes convosco a Codificação e os Evangelhos?” Mediunidade – Herculano Pires – Edicel – 4ª edição – pg 28


COMA E LUCIDEZ

“ Na agonia, o organismo está por tal forma abalado no seu equilíbrio, que a desordem se torna incompatível com a continuação da vida. Essa crise catastrófica do corpo determina o aniquilamento da função do pensamento ( coma ) e, no entanto, muitíssimas vezes, pouco modifica a consciência, que se conserva lúcida no desarranjo acelerado das funções. O agonizante percebe o racionalmente imperceptível, revela a realidade inacessível ao meio intelectual dos que o rodeiam.” O Que É A Morte – Carlos Imbassahy – Edicel – 5a edição – pg.75

CONCENTRAÇÃO NAS REUNIÕES

“A palavra concentração sugere um esforço mental contínuo para se manter o pensamento fixado numa imagem. Isso prejudicaria os trabalhos mediúnicos, criando um ambiente de tensão mental exaustiva. Não é de tensão, de esforço cansativo que se necessita, mas de afrouxamento e despreocupação. Todos devem voltar o seu pensamento para um alvo superior, geralmente Jesus ( pois pensar em Deus é mais difícil) e todos devem manter a idéia de Jesus na mente, sem esforço ou preocupação, como quem se lembra saudoso de um amigo distante. Esse estado mental de lembrança, não de uma imagem ou figura de Jesus, mas da sua pessoa, dos seus atos, dos seus ensinos e do que ele representa para nós, deve ser mantido no decorrer da sessão...” Mediunidade – Herculano Pires – Edicel – 4ª edição – pg 51

CONCÍLIO DE NICÉIA

“... Conferia ao poderoso Espírito, a que ela chama seu fundador, um prestígio, uma autoridade, cujo esplendor sobre ela recaía e assegurava o seu poder. Nisso esta o segredo da sua adoção pelo concílio de Nicéia. As discussões e perturbações que suscitou essa questão, agitaram os espíritos durante três séculos e só vieram a cessar com a proscrição doa bispos arianos, ordenada pelo imperador Constantino, e o banimento do papa Líbero que recusava sancionar a decisão do Concílio. A divindade de Jesus, rejeitada por três concílios, o mais importante dos quais foi o de Antioquia (269), foi, em 325, proclamada pelo de Nicéia, nestes termos: ‘A Igreja de Deus, católica e apostólica, anatematiza os que dizem que houve um tempo em que o Filho não existia, ou que não existia antes de haver sido gerado’. Cristianismo e Espiritismo – Leon Denis – FEB – 5ª edição – pg. 75

CONCÍLIOS E SUAS REPRESENTATIVIDADES

“... Esses concílios foram o de Nicéia (325), com 315 orientais e 3 ocidentais; o de Constantinopla (381), 149 orientais e 1 ocidental; o de Éfeso (431), 67 orientais e 1 ocidental; o do Calcedônia (451), 350 orientais e 3 ocidentais; os dois de Constantinopla, em 553, com 158 orientais e 6 ocidentais, e em 680, com 51 orientais e 5 ocidentais. Ao todo, 1109 do Oriente, e 19 do Ocidente.” O Papa e o Concílio – Janus – Ed. Leopoldo Machado – 1ª edição – vol 1 – pg. 102

CONCÍLIOS, HISTÓRIA DOS

Deformações do Cristianismo através dos séculos e como o Cristianismo primitivo se transformou no Catolicismo Romano. Hilda Fontoura Nami Não cabe aqui fazer crítica desvairada contra a religião católica, mas tecer uma visão histórica da implantação da mensagem consoladora de Jesus, a religião da igualdade e da fraternidade, asfixiada pela intolerância dos homens, ávidos de poder temporal. A luz que Jesus havia trazido acabou sendo apagada e a humanidade recaiu na obscuridade. A crença em um ser superior sempre esteve presente na história da humanidade. E a religião desempenha papel muito importante para nortear as pessoas. Mas ela nem sempre foi usada para indicar o caminho certo e levar ao bem comum. Na Antigüidade era usada para amedrontar as pessoas e manter convenientemente o poder sobre elas, ditando os passos a serem seguidos. Com o advento do Cristianismo, pela primeira vez na história da humanidade, alguém trouxe uma mensagem desprovida das ameaças ditadas pelo orgulho e o egoísmo. Jesus exaltou a humildade, o respeito às pessoas independente de seu talento ou posição social e, acima de tudo, enalteceu o Amor. No entanto, os cristãos passaram a ser detidos, queimados vivos ou estraçalhados pelas feras, nas arenas dos anfiteatros. Não obstante, a firmeza com que enfrentavam o sofrimento contribuía para atrair novos adeptos. Assim, a propagação do Cristianismo se acentuou no século III (anos 201 a 300). No início do século, o imperador Constantino reunificou o Império Romano e governou entre 313 e 337. A partir daí, tudo mudou. Os humildes cristãos mudaram a linguagem e logo se viu esse pretenso reino do outro mundo tornar-se neste, sob um chefe visível, o mais violento despotismo. As figuras mudaram de lugar, os perseguidos passaram a perseguidores. Abaixo, uma cronologia dos fatos históricos, para resumir e facilitar o entendimento: Ano 313 - Constantino assinou o Edito de Milão, concedendo liberdade religiosa aos cristãos. Ano 318 – Por influência pagã havia muito luxo nas igrejas. Nessa ocasião foram substituídos os sacrifícios de animais em louvor a Deus. Em lugar deles, foi instituída a missa, onde seria realizado, como sacrifício, o que se chamou “eucaristia”, sendo considerado “hóstia”, isto é, vítima, o corpo e o sangue de Jesus, representados pelo pão e vinho. Ano 320 – Ocorrem divergências entre Árius e o bispo Alexandre, de Alexandria, e seu assistente Atanásio. Na ocasião, o princípio da trindade divina era adotado por todas as religiões da antigüidade, menos pelo judaísmo e pelo budismo. Discutia-se a igualdade entre o Pai e o Filho e mais a terceira pessoa, representada por uma pomba branca. Árius dizia: “O Filho não é co-eterno com o Pai. Se o Pai gerou o Filho, houve um tempo em que o Filho não existia”. O bispo Alexandre tentou condenar o que entendia ser um erro de Árius, convocando um Concílio nesse ano, com os bispos do Egito e da Líbia. Nele, decidiu-se pela excomunhão de Árius. Árius não aceitou a reprimenda e foi procurar apoio na Palestina e na Bitínia. Apoiado por Eusébio de Cesaréia, ex-discípulo de Orígenes e os patriarcas da Ásia Menor e do Oriente, Árius foi reabilitado e anuladas as decisões de Alexandria. Ano 325 – Em 20 de maio, Constantino convoca o Concílio de Nicéia. Apesar de não ser nem batizado, preside os trabalhos do Concílio em seu trono de ouro. Constantinopla foi colocada sob grande pressão política, resultante da presença do imperador e de sua guarda. Poucos bispos dentre os que compareceram participaram da tomada de decisão. Compareceram 1.800 bispos, mas com Constantino votaram somente 300 bispos (homens iletrados, simples, incapazes de compreender o que se passava). Deixaram o Concílio sem entender que estavam alterando as bases do Cristianismo. Quando Árius levantou-se para falar, muitos se retiraram tapando os ouvidos “para não ouvir heresias”... O Concílio de Nicéia tomou as seguintes resoluções: - Jesus passa a ser Deus.( A igreja do Oriente liderada por Orígenes defendia a condição humana do Cristo). - Aprovação do dogma da Santíssima Trindade. - Para o Cristianismo, modificado e denominado Catolicismo, a ressurreição da carne ocorreria, como para os judeus, no dia do juízo final. - Negada a preexistência da alma, afirmando ser criada no momento da concepção, juntamente com o corpo (A negação da preexistência da alma abriria caminho para, mais tarde, como efetivamente ocorreu, eliminar a teoria da reencarnação). - Fixação de um código penal para os cristãos. - Condenação da igreja do Oriente. Constantino atacou os “hereges”, denominando-os inimigos e opositores da Verdade e da Vida. Determinou o confisco e a destruição das obras de Árius e a consulta a elas poderia ser punida com a morte. Árius morreu envenenado. Ano 364 – Concílio em Laodicéia - Dos 72 evangelhos conhecidos na época, somente 4 são selecionados e os demais considerados apócrifos. Ano 370 – Papa Ambrósio (depois santo da Igreja Romana) começou a propagar o culto às relíquias dos santos e mártires. Isso desencadeou verdadeira caça às relíquias, criando, por muito tempo, um próspero comércio dentro e fora da igreja. Ano 381 – Concílio de Constantinopla – Decidiu sobre a divindade do Espírito Santo e é declarada nova condenação aos defensores do Arianismo. Constantinopla passa a ser a capital do Império Romano do Oriente. A sede da igreja em Constantinopla (ou Bizâncio) – Segunda Roma – recebeu proeminência sobre as sedes de Jerusalém, Alexandria e Antioquia. O Imperador Teodósio decreta o Cristianismo como religião oficial do Império. E através de outro decreto, intitulou o bispo de Roma como sendo o Papa da igreja e sucessor do apóstolo Pedro. Ano 431 – Concílio de Éfeso – O papa é Celestino I. Decisões principais: definição do dogma da maternidade de Maria. Condenação do pelagianismo (de Pelágio), que negava os efeitos do pecado original. Ano 500 – Sacerdotes começam a vestir-se de forma distinta da dos leigos. Ano 525 – Uma doutrina originária da Pérsia, o Mitraísmo, se difundira por todo o Império Romano e havia criado o paramento de cabeça de seus sacerdotes pagãos. Os bispos católicos então passaram também a adotar a mitra sobre a cabeça. Há vários séculos, os adeptos desse culto comemoravam com grandes festividades, no dia 25 de dezembro (solstício de inverno), o dia do deus Sol. Eram de tal importância essas comemorações que no ano 525, a Igreja Romana, visando a redução do envolvimento dos cristãos nesse evento, resolveu adotar essa mesma data como a da comemoração do nascimento de Jesus, em substituição aos festejos dedicados a aquele deus pagão. Ano 526 – É instituída a Extrema-Unção. Ano 529 – São encerradas as escolas gregas e suas filosofias condenadas. Ano 553 – Quinto Concílio de Constantinopla . Efetivada a condenação oficial às idéias de Orígenes, pelo Imperador Justiniano, em Constantinopla, sem o apoio e a presença do Papa. Assim, a doutrina das vidas sucessivas e da preexistência da alma são anatematizadas. A reencarnação existiu sempre como verdade, inclusive no cristianismo, já que as demais religiões aceitavam pacificamente tal postulado. Os textos evangélicos à luz da reencarnação tornam-se mais claros e lógicos. Os interesses pessoais e políticos fizeram com que , neste ano de 553, tais citações fossem retiradas, dos evangelhos, apesar de algumas permanecerem, como a conhecida passagem com Nicodemos ou o diálogo entre Jesus e seus discípulos a respeito do cego de nascença. Também em Mateus, 17, vers. 11 e seguintes, consta: Por que diziam os escribas que importava vir Elias primeiro ? Jesus respondendo lhes disse: Elias já veio e não o reconheceram. Então eles entenderam que era de João Batista que Ele lhes falara. Ano 593 – Face às dificuldades de justificar a pena do “fogo eterno” para os pecados de menor importância, foi aprovada a existência do Purgatório, como local de expiação temporária. Mais um dogma estabelecido sem qualquer amparo ou referência nas Escrituras ou nos ensinamentos de Cristo. Ano 600 – O Latim é usado nas orações e cultos, imposto por Gregório I. Ano 607 – O Papa Bonifácio III cria o Papado. Desde o ano 58 AC já se festejava, com fogueiras, o solstício de Verão (tempo em que o Sol, tendo se afastado ao máximo do Equador, começa a aproximar-se novamente). Comemoravam a aproximação do Sol no Hemisfério Norte, a fertilidade da terra e das colheitas. Isso ocorria todos os anos de 21 a 24 de junho. Nessa ocasião, o catolicismo associou esse evento ao nascimento de João Batista, comemorado em 24 de junho. João era primo de Jesus. Assim, a antiga festa pagã tornou-se um acontecimento religioso. Ano 756 – a pedido do Papa e em retribuição a favores recebidos da Igreja, Pepino, o Breve derrotou os bárbaros lombardos do norte da Itália, que ameaçavam a cidade de Roma. Então doou à Igreja parte do território tomado dos vencidos e o Ducado de Roma, formando o que se denominou o Patrimônio de São Pedro (hoje o Estado do Vaticano). Ano 787 – Concílio de Nicéia II – Contra a opinião dos iconoclastas, decide que há sentido na veneração das imagens e recomenda o culto a elas. Ano 1054 – No século X, no Império do Oriente, denominado Império Bizantino, o Imperador, contrariando a posição do Papa Leão III determinou a destruição de todas as imagens ou ícones e que o povo cultuasse somente a Deus. Por um século foi mantida a reprovação ao culto das imagens. Esse império passou a adotar o grego no lugar do latim e culminou com a decisão do Patriarca de Constantinopla em não mais seguir a orientação do bispo de Roma, passando a se considerar o chefe da Igreja do Império Bizantino. Esse movimento de 1054 ficou conhecido como o Cisma do Oriente, dando origem à Igreja Ortodoxa Grega (Hoje Igreja Ortodoxa), que se mantém independente do Vaticano. Ano 1059 – Papa Nicolau II cria o Colégio de Cardeais para realizar a eleição dos Papas. Até então o Imperador influenciava na escolha dos Papas. Ano 1073 – Papa Gregório VII instituiu o celibato clerical, ou seja, a proibição do casamento dos sacerdotes católicos. O celibato foi instituído com a finalidade de impedir que os bens da igreja não se transferissem para a família do sacerdote. Ano 1090 – Pedro, o Ermitão, inventa o Rosário, oração mecânica com contas. Ano 1095 – No Concílio de Clermont, Urbano II convocou os cristãos para o que seria a Primeira Cruzada. Pedro, o Ermitão, foi encarregado de pregar a realização das Cruzadas, que contou com a participação de exércitos da Alemanha, França, Inglaterra e Itália. Em 1096 partiram em direção à Constantinopla, avançando até a conquista de Jerusalém, em 1099. Foram muito violentos com os sarracenos-muçulmanos, inclusive judeus, matando adultos, crianças, violentando mulheres, etc. Foi estabelecido o Reino de Jerusalém, tendo à frente o francês Godofredo de Bulhões. Ele não quis ser chamado rei, pois o único rei de Jerusalém foi Jesus Cristo. Foi, então, chamado de protetor do Santo Sepulcro. Ano 1123 – Concílio de Latrão - Assegura à igreja plena liberdade na escolha e ordenação de seus bispos, escolha até então influenciada pelos reis. É confirmado o celibato sacerdotal. Passaram a ser convocados pelos papas os Concílios Ecumênicos, onde o Papa fazia pessoalmente as leis e as promulgava. Ano 1139 – Concílio Ecumênico convocado por Inocêncio II. Anos 1147-1149 – Proposta e incentivada por São Bernardo, a Segunda Cruzada não obteve êxito. Ano 1179 – Concílio de Latrão III – convocado por Alexandre III, quando o Papa limitou-se a mandar informar aos bispos as decisões consideradas aprovadas. Ano 1184 – Pelo Concílio de Verona, os bispos foram nomeados “Inquisidores Ordinários” e deveriam atuar nos locais onde fosse constatado qualquer desrespeito às diretivas da Igreja. Ano 1200 – No século 13, em Portugal, novo movimento cristão agregou às Festas de Junho a comemoração do aniversário de nascimento de Santo Antônio, casamenteiro e milagroso. Nasceu em Lisboa e morreu em Pádua, na Itália. E ainda agregou a festa de São Pedro, considerado o primeiro papa, morto no dia 29 de junho, formando as Festas Juninas. Ano 1204 – Foi instituída a Santa Inquisição, autorizada pela bula papal “Ad-Extirpanda”. Quatro anos depois ficaram definidos seus objetivos: punir todos os que forem considerados inimigos da Igreja. Ano 1215 – O Concílio de Latrão IV – Proclama que o diabo e outros demônios foram por Deus criados bons em sua natureza e se tornaram maus. Estabelece a confissão auricular de pecados ao sacerdote, em vez de a Deus, antes instituída por Inocêncio, no Concílio de Latrão. A missa ensinada por Pascácio Rodbert é aprovada por este Concílio. Reconhece a legitimidade da Inquisição e, logo após, no Concílio de Nelun são concedidos poderes ilimitados aos inquisidores. O papa Inocêncio III lia os decretos para os bispos convocados, não permitindo discussões e só autorizando que se retirassem após pagar vultosas quantias em dinheiro, obrigando-os a obter empréstimos no Banco da Cúria a juros elevados. Ano 1220 – A adoração da hóstia é decretada pelo Papa Honório III. Ano 1229 – A Bíblia é proibida aos leigos e colocada no Índice de livros proibidos pelo Concílio de Valença. Ano 1251 – O escapulário é inventando por um monge inglês chamado Simão Stock. Ano 1252 – Foi autorizada pelo Papa Inocêncio IV e confirmada depois pelo Papa Urbano IV a prática da queima de hereges na fogueira, em cerimônias denominadas “Autos de Fé”. A realidade dessa época é bem descrita por Janus em sua obra “O Papa e o Concílio”. Uma suspeita era suficiente para que se instaurasse o processo, fosse aplicada a tortura para obter confissões e o acusado encerrado em celas estreitas, em regime de pão e água. Era obrigação dos filhos denunciar os pais e os entregar à tortura, ao cárcere e às chamas da fogueira. Não era dado ao acusado o direito de apelação. Extorquiam a família com o confisco dos bens, metade para os inquisidores e metade para o Papa. Afirmava Inocêncio III que: “ aos filhos dos hereges só deve ser deixada a vida, e assim mesmo, por misericórdia”. Ano 1270 – Início da 8 ª e última Cruzada. O Papa Bonifácio VIII quis impor a Felipe, o Belo, rei da França, a soberania da Igreja e o não pagamento de impostos. Durante a contenda, resolveu excomungar o rei e o considerou deposto. O conflito terminou com a prisão e morte do papa. Ano 1305 – Clemente V, bispo francês, foi nomeado Papa, dando início a uma seqüência de padres franceses tutelados pelo rei da França. Ano 1309 – O papado foi transferido para a cidade de Avignon, na França. Ano 1311 – Concílio de Viena – Suprimiu a Ordem dos Templários. Condenou os franciscanos que adotavam idéias consideradas heréticas sobre a pobreza. Também proibiu qualquer transação entre cristãos e judeus. Ano 1313 - .O Concílio de Zamora estabeleceu que se proibissem aos cristãos de se associarem aos judeus. E levou as autoridades seculares (como a igreja havia há muito estabelecido em Roma e nos estados papais) a confinar os judeus em quarteirões separados (guetos) e compeli-los a usar um distintivo (antes havia sido um chapéu amarelo) e assegurar sua freqüência aos sermões para que se convertessem. Ano 1377 – Passaram a existir dois papas, um em Roma e outro em Avignon. Ano 1410 – Baltazar Costa ( o 1º João XXIII) sucedeu Alexandre V, tendo sido responsabilizado pela morte deste. Foi denominado “o papa das 300 concubinas”. Decidiu tributar casas de prostituição, o jogo e os agiotas. Chegava a arrecadar quantias maiores do que reis de vários países. Em 1415 foi deposto e preso. Apesar de todas essas indignidades, os papas eram apresentados pela Igreja Romana como fonte divina de poder. Essa situação provocou uma crise que foi denominada “O grande Cisma”. Foi escolhido e nomeado pelos bispos um terceiro papa, tendo sua sede em Piza. Ano 1414 – É proibido ao povo o uso do vinho da comunhão. Ano 1418 – Os três papas: de Avignon, de Roma e de Piza, que haviam se excomungado reciprocramente, foram todos depostos, sendo eleito, pelo Concílio de Constança, Martinho V, que voltou a ser o papa com sede em Roma. Esse Concílio foi um marco de contradição em relação ao que sempre tentaram preservar: negava-se fundamentos da existência da Igreja, contrariava-se tudo o que havia sido ensinado nos livros de Direito Canônico e nas escolas monásticas de Teologia. Houve também a condenação da doutrina de João Huss, João Wycliff e Jerônimo de Praga, precursores das idéias de Lutero. Ano 1439 – Concílio de Florença, o Purgatório é proclamado como um dogma. Confirmada a doutrina dos Sete Sacramentos. 1508 – É proclamada a oração da Ave-Maria, sem a parte da última metade, a qual foi acrescentada 50 anos depois, no final do século XVI. Ano 1517 – O papa Leão X aceitou grande soma de dinheiro usada para construir uma nova basílica e, em troca, autorizou a concessão da absolvição dos pecadores que tivessem contribuído. Lutero revoltou-se contra o ato, publicando sua crítica nas chamadas “95 Teses”. O papa exigiu sua retratação, mas ele não voltou atrás e ainda queimou em praça pública a bula do papa que o excomungava. Estavam lançadas as bases para a grande reforma religiosa que iria gerar o Protestantismo. Ano 1534 – Henrique VIII, rei da Inglaterra, excomungado pelo papa rebela-se e constitui dois atos pelo Parlamento: o primeiro nega a autoridade papal na Inglaterra; o segundo declarava a Igreja da Inglaterra uma instituição separada, tendo no rei seu chefe supremo. Fica instituído o Anglicanismo, oficializado posteriormente, por Elizabeth I , como a religião do reino britânico. Nessa mesma ocasião, os laços que unem o teólogo Jean Calvino ao catolicismo se afrouxam. Seus discursos contêm heresias, no entender da igreja católica. Dirige-se, então, a Navarra e fica sob a proteção da rainha Margarida. Nos primeiros meses de 1534 passa-se para o protestantismo e acaba por instituir um novo regime de puridade doutrinária à fé evangélica. Fica instituído o Calvinismo, também conhecido como puritanismo. Ano 1540 – O Papa Paulo III reorganiza a Companhia de Jesus. Esta exaltava a penalidade aos hereges como benéfica. E nova onda de perseguições passou a ser desenvolvida. Principalmente na França, junto ao próprio rei, visando atingir os protestantes. Culminou com o massacre dos huguenotes, em Paris, na famosa Noite de São Bartolomeu, em 24 de agosto de 1572. Ano 1545 – Concílio de Trento – Decisões principais: - contra a Reforma de Lutero - afirmação da doutrina do pecado original - justifica a Eucaristia , o purgatório e as indulgências. - na Eucaristia estão contidos verdadeiramente, real e substancialmente o corpo e o sangue, com a alma e divindade de Jesus Cristo, isto é, o Cristo todo. Ano 1551 – Pelo Concílio de Trento, o catolicismo iniciou a definição de novas políticas para interromper o avanço de novas religiões. O Concílio, de 11 de outubro de 1551, decidiu sobre a presença real de Cristo na hóstia, pela transubstanciação (isto é, pão e vinho se convertendo no corpo e no sangue de Jesus – Mateus 26, 26-28). E ainda: - Foi criada a Congregação do Index, para censurar livros ou qualquer outra manifestação que pudesse ser hostil ao catolicismo. - Houve a restauração da Inquisição, visando impedir a penetração do Protestantismo na Espanha e em Portugal. - Foi mantida a supremacia do Papa. - Foi suprimida a venda e a concessão de indulgências. O número de crimes perpetrados em nome de Deus foi incalculável e ficará registrado na História como um dos maiores e mais abomináveis genocídios. Além de perseguir judeus, visando principalmente a posse de suas fortunas, a Igreja se voltava também contra o livre pensamento: - Galileu Galilei, frente ao Para Urbano VII abjura a heresia do movimento da Terra. - Jerônimo de Praga, sacerdote, físico e grande sábio, por afirmar a pluralidade das vidas e dos mundos habitados, foi condenado a morrer na fogueira, pelo Concílio de Constança. - Joana D’Arc foi condenada à fogueira por ouvir vozes misteriosas. - João Huss, heróico sacerdote foi condenado à fogueira por afirmar no púlpito a pluralidade das vidas sucessivas e as visões que tinha dos espíritos. - Giordano Bruno, monge dominicano, foi um dos últimos hereges a ser queimado vivo, em 1551. É considerado o maior filósofo da Renascença. Ano 1560 – O Credo do papa Pio IV é imposto como o credo da igreja. Ano 1854 – A imaculada concepção de Maria é proclamada pelo papa Pio IX. Ano 1864 – Silabo de Erros, proclamado pelo papa Pio IX e ratificado depois pelo Concílio Vaticano, condenando a liberdade de culto, de consciência, de pregação, de imprensa e os descobrimentos científicos que são desaprovados pela Igreja Romana e sustentando a temporal autoridade do papa sobre todos os governantes civis. Ano 1870 – Concílio Vaticano I - Assinalaria a falência da Igreja, com a declaração da Infalibilidade papal, em matéria de fé e de moral. A declaração, que tanto irritou o bispo Strossmeyer, o qual escreveu um grande libelo contra o que considerava um absurdo, atenta contra todos os critérios da razão. Em matéria de fé ou noutra qualquer, a criatura humana é sempre falível, não podendo estabelecer diretrizes irrevogáveis, sem o risco de erro, superando a própria divindade. Ano 1950 – Proclamada pelo papa Pio XII a ascensão corporal ao céu da Virgem Maria, pouco depois de sua morte. - - - - - Em torno do Evangelho em sua primitiva pureza, os homens se amavam e se consideravam todos irmãos do Cristo, o que é bem diferente do que fazem as igrejas dominantes da atualidade. Elas se valem da ignorância e do desespero das pessoas para mentir em nome de Deus, ao contrário do que efetivamente deveriam fazer. Isto é, sem que fosse necessário o rótulo desta ou daquela seita, ensinar o caminho do bem e da verdade no combate ao orgulho e ao egoísmo, levando o indivíduo a promover, por si mesmo, a sua reforma íntima. O Catolicismo diz: Fora da Igreja não há salvação. O Protestantismo diz : Fora do Evangelho não há salvação. Eles anatematizam-se reciprocamente. Mas o Espiritismo ensina que: Fora da Caridade não há salvação. A salvação aqui é no sentido da prática do bem, vez que nas religiões, a salvação delas localiza-se num céu hipotético. E a salvação no Espiritismo dá-se através da prática da caridade, no sentido de se fazer o bem pelo próprio bem, sem nenhuma outra recompensa. O Deus do Espiritismo é o Deus do Bem, a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas, como Kardec ensinou. Abaixo, os Postulados Básicos do Espiritismo: - Existência de Deus - Imortalidade do Espírito - Lei de Ação e Reação – Não há suplícios eternos. Nossa ações geram os frutos que semearam. A ação consumada encerra sua própria penalidade ou recompensa. - Reencarnação – Há a necessidade das vidas sucessivas, compatível com a Justiça Divina. É a mais antiga lei da Vida. Lei cósmica, que independe de se acreditar nela ou não. - Comunicação entre encarnados e desencarnados – Estes últimos nada mais são do que os mesmos espíritos que aqui viveram encarnados e agora estão libertos do corpo material. - Evolução – fatalidade do bem, sem jamais haver retrocessos. Bibliografia: ARMOND, Ismael – O Cristianismo Primitivo EMMANUEL, psicografia de Chico Xavier – A Caminho da Luz ROGRIGUES, Wallace - A Esquina de Pedra ROUSSEAU, Jean Jacques – O Contrato Social WAGNER, Jorge Jossi – Artigo intitulado: Religiões, os fatos históricos Site da Internet: chamada.com.br Site da Internet: www.hermeneutica.hpg.ig.com.br Site da Internet: www.veritatis.com.br Site da Internet: www.e-biografias.net

CONCORDÂNCIA E CONAN DOYLE

“... Dizia Conan Doyle que, à proporção que sua razão se esclarecia, o seu cepticismo se ia tornando menos sólido: Tendo chegado tão longe o meu raciocínio, já minha posição de céptico não era tão firme. Que provas possuímos da veracidade das afirmações dos Espíritos? Não tendo como comprová-las, elas me deixavam desorientado. Agora, entretanto, que uma experiência mais longa me permite verificar que informações da mesma natureza foram dadas a muitas pessoas, desconhecidas umas das outras, e de países diferentes, creio que a concordância dos testemunhos constitui, como em todos os casos de investigação, um argumento em favor de tais informações. New Revelation – London, 1918, pg. 23 e 31.” A Missão de Allan Kardec – Carlos Imbassahy – FEP – 2ª edição – pg 107

CONSTANTINO

“Retomemos o fio, a partir de Diocleciano. Após sua abdicação, Constantino é proclamado imperador e marcha da Gália para Roma, combatendo Maxêncio, que também aspirava o poder. Durante a luta, ele vê nos céus a cruz e as célebres palavras “In hoc signo vinces” (Com este sinal vencerás). Coloca-as em seu estandarte e, vitória sobre vitória, chega a Roma, em 312. Suspendeu imediatamente as perseguições, concedendo a todos, pelo Édito de Milão (313), liberdade de consciência e o direito de a Igreja existir. Decidido a implantar o Evangelho no Império, toma a Igreja sob sua proteção, impõe a guarda do domingo, isenta o clero de encargos civis e militares, extingue a crucificação, faz vultosas doações à Igreja, promove e ajuda a construção das grandes basílicas constantinianas, combate as chamadas heresias e faz convocar o Concílio de Nicéia contra o Arianismo. ( Jesus não seria co-eterno com Deus).” O Atalho – L. dos Anjos – Lachatre – pg.25

CONSTANTINO, ASPECTOS DA VIDA DE

“...Já não era mais esta, certo, a igreja dos primeiros cristãos. Estes repeliram como sacrilégio as monstruosas concessões ao odioso absolutismo dos imperadores, as homenagens ao déspota que ensangüentou com a morte de dois sobrinhos, do cunhado, do filho e da mulher, e que, enquanto recebia reverência nas basílicas cristãs, aceitava adoração como Deus nos templos do paganismo. Adquiriu a igreja a influência temporal, mas a sua autoridade moral decresceu na mesma proporção; de perseguida tornou-se perseguidora; buscou riquezas, e corrompeu-se; derramou sangue, para impor silêncio à heterodoxia; e, sujeitando o espírito à letra, iniciou esse formalismo, que foi o primeiro sintoma de sua decadência, e, se não se suprimir, por uma reforma que a aproxime de sua origem, há de ser a causa final de sua ruína.” O Papa e o Concílio – Janus – Ed. Leopoldo Machado – 1ª edição – vol 1 – pg.33

CONSTANTINOPLA / CONCÍLIO DE

“Não esqueçamos que o Cristianismo é doutrina reencarnacionista, assim pregada pelos primeiros padres da própria Igreja Católica. Depois, por deliberação apertada do Concílio de Constantinopla, em 553 ( a diferença foi de apenas 1 voto) é que veio a acusação de heresia e a negação, que dura até nossos dias.” (Justiniano e Teodora) O Atalho – L. dos Anjos – Lachatre – pg. 23

CONSTANTINOPLA / SÍNODO E CONCÍLIO

“O Sínodo de Constantinopla ocorreu em 543. Foi nesta data precisamente que se condenou ao esquecimento um ensinamento sublime que a Igreja tinha o dever de conservar preciosamente e transmitir às gerações futuras como um farol em meio aos escolhos sociais, um ensinamento que teria desenraizado esse egoísmo estúpido que ameaça aniquilar o mundo, que nos dá uma perfeita idéia da justiça de Deus, contrapondo-a à velha doutrina das graças e predestinações, que anula o valor do esforço humano em detrimento de afirmativas inconsistentes e originárias de uma escolástica profundamente humana. Em 553, no grande Concílio realizado em Constantinopla, convocado por Justiniano, que se envolvia em questões teológicas tratou-se de três pequenos escritos diferentes, que não se conhecem mais em nossos dias. Eram denominados “os três capítulos”. Disputou-se também sobre algumas passagens de Orígenes. O bispo de Roma, um certo Virgílio, quis ir até lá em pessoa; mas Justiniano fê-lo por em cadeias. O patriarca de Constantinopla presidiu a este Concílio. Nele não compareceu ninguém da Igreja latina, porque, então, o grego não era mais compreendido no Ocidente, tornado inteiramente bárbaro. (Voltaire, Dict. Philosophique, pg. 609). Wallace Leal V. Rodrigues – Anuário Espírita 1971 – IDE – pg. 121

CONSULTAS À ESPIRITUALIDADE / TRABALHO POR SI

“As conferências mensais, que ele (Espírito de Verdade) me havia prometido, não foram pontualmente realizadas, a princípio, e mais tarde deixaram de o ser completamente. Foi sem dúvida para advertir-me de que devia trabalhar por mim mesmo e não me acostumar a recorrer a ele, para resolver qualquer dificuldade, por mais insignificante que fosse.” Obras Póstumas – Kardec – Lake – pg 223


CORAÇÃO DO MUNDO?

“Os fatos são estes: somos vanguardeiros na fila dos países analfabetos; esquecemos que a leitura é necessidade fundamental para a evolução do Espírito; as estatísticas mostram elevadíssimo percentual de mortalidade infantil, traduzindo condições de vida muito abaixo dos padrões mínimos exigidos pela dignidade humana; a tuberculose, que os médicos, a despeito do bacilo, chamam doença social ou moléstia de carência, eufemismos sinônimos de fome permanente, faz larga devastação nas classes média e inferiores. ...constatado no vale amazônico largas faixas onde o teor de glóbulos vermelhos no sangue dos habitantes não vai além dos 35% da taxa normal, o que, por seu caráter generalizado, atraiu a atenção para outros aspectos da vida rudimentaríssima daqueles nossos irmãos. A razão estará, ainda, e por muito tempo, com Euclides da Cunha, quando fala de uma civilização importada, sem raízes na terra, vivendo parasitariamente à beira do Atlântico. Mas um Espírito (Humberto de Campos?) disse: Coração do Mundo... Então é dogma!” Erros Doutrinários – Júlio Abreu Filho – Edições Cairbar – 1a edição – pg. 158

CORDEIRO DE DEUS

“Era crença do povo hebreu, que os pecados deveriam ser expiados pelo sacrifício de animais oferecidos em holocausto a Deus. Ato cerimonial, que, segundo a Bíblia, começou a ser praticado por ordem de Deus. Na ocasião em que Deus ordenou a Moisés para que isso fosse feito, inicialmente descreveu como deveria ser construído o altar dos holocaustos, depois estabeleceu as regras que deveriam ser, rigorosamente, observadas na celebração das oblações remissoras, para cujo exercício foram nomeados, também por indicação de Deus, aqueles que se tornariam sacerdotes de tal ofício. Era também crença dos israelitas, que o “cheiro agradável” que subia ao céu dos animais queimados em holocausto, acalmava Deus. É grande o número de criaturas que, bitoladas nessa forma de conceber, cultuam ainda hoje a “salvação pelo sangue de Cristo” como uma “graça ofertada, gratuitamente, por Deus”. Em todas as seitas evangélicas, é pregado que Jesus nos salva, remindo-nos de todas nossas faltas, pelo seu sangue que foi derramado na cruz. Para eles, baseados no que esta escrito nas epístolas, a reforma da criatura é secundária.... Em suma, como sabemos, essa crença se originou em conseqüência da falta de conhecimento das criaturas daquela época, que não sabiam “donde vem o espírito e nem para onde vai”, pois pensavam que o espírito nascia por ocasião do nascimento do corpo, como consta na história da criação descrita no livro “Gênese” de Moisés. Por isso, entenderam que o Messias os salvaria de seus pecados por um meio, relacionado ao que aprenderam, por tradição, nas sinagogas do Judaísmo.” - Bruno Bertocco Anuário Espírita – 1970 – pg. 217

CORPOS DO HOMEM (OS)

“Várias instituições espiritualistas do mundo criaram complicadas teorias sobre os corpos do homem, chegando a dar-lhes o número atordoante e cabalístico dos véus de Ísis. No próprio movimento espírita, que deveria aprofundar o conhecimento de sua própria doutrina, ainda tão mal conhecida e pior compreendida, pretensos mestres introduziram conceitos estranhos sobre este conceito. Kardec negou-se à estas fascinações do maravilhoso, lutou para afastar da mente humana os resíduos mágicos do passado, dando à Doutrina Espírita a clareza positiva da Ciência, sempre apoiado na razão e na pesquisa. Seu esquema tríplice dos corpos do homem é uma síntese luminosa de todos os esforços da Humanidade para compreender essa questão de importância fundamental. Não podemos nos levar pela vaidade ingênua e fátua de aparecer como sábios perante as multidões incultas, vangloriando-nos como pavões do colorido fictício de nossa plumagem. O Espiritismo busca sempre a verdade pura, que é sempre simples, pois não necessita de visagens para impor-se às mentes perquiridoras e sensatas... Os espíritas não têm o direito de menosprezar as lições do Espírito da Verdade, ministradas por Kardec, em favor de mentiras ridículas que vão buscar poeira de civilizações mortas, cujo próprio desaparecimento atesta que se esgotaram no tempo. Tenhamos a humildade de nos contentar com os nossos três corpos, ao invés de buscarmos em ruínas milenares os corpos das múmias faraônicas soterradas na areia. Curso Dinâmico de Espiritismo – Herculano Pires – Editora Herculano Pires – 1a edição – pg.106/107

CREIO MESMO, QUE ABSURDO!

“... Dessa maneira, Dewey confirma a posição de Descartes, que iniciou a filosofia moderna com a prática da dúvida metódica. Mas como a dúvida criou muitas dificuldades ao pensamento dogmático, as religiões dogmáticas acabaram por condená-la como de origem diabólica. A frase de Tertuliano: credo quia absurdum (creio mesmo que absurdo) teve longo curso no combate às heresias.Como os dogmas eram considerados de origem divina, pontos fundamentais da revelação feita por Deus aos homens, estes não tinham o direito de duvidar, mesmo que os dogmas fossem aparentemente absurdos.” Agonia das Religiões – Herculano Pires – Paidéia – pg 71 “Não temos necessidade de nenhuma ciência depois do Cristo” escreveu Tertuliano (155-220dC), “nem de nenhuma prova depois do evangelho; aquele que crê não deseja mais nada; a ignorância é boa, em geral, a fim de que não se aprenda o que é inconveniente”. Essa frase de Tertuliano foi reverenciada por muitos como uma sentença, e infelizmente posta em prática durante séculos e séculos, comentou Camille Flammarion. Tertuliano definiu a alma do crente que ele buscava para ser salva: “Não me refiro àquela alma que se formou na escola, que se treinou na biblioteca, que se empanturrou na Academia e no Pórtico da Grécia e agora dá seus arrotos culturais. Para reponder, é a ti que chamo, alma simples, ainda não manipulada e privada de cultura, alma íntegra que vens dos ajuntamentos, das ruas. Preciso da tua ignorância, porque ninguém confia em quatro noções de cultura”. Paulo Henrique de Figueiredo – Universo Espírita – Fev/04 – pg 42

CRENTES ESPÍRITAS

“Os crentes apresentam três nunças bem caracterizadas: os que não vêem nessas experiências, senão uma diversão, um passatempo...mas que não vão alem. Há, em seguida, as pessoas sérias, instruídas, observadoras, às quais não escapa nenhum detalhe, e para as quais as menores coisas são objeto de estudo. Vem, em seguida, os ultra-crentes, os crentes cegos, aos quais se pode censurar um excesso de credulidade; aos quais a fé, insuficientemente esclarecida, lhes dá uma total confiança nos Espíritos, que lhes emprestam todos os conhecimentos e, sobretudo, a presciência...” Revista Espírita – Fev 1858 – Allan Kardec – IDE – 1ª edição – pg. 53

CRISTIANISMO, MENSAGEM UNIVERSAL OU SECTÁRIA?

“...Jesus aparece como o único mediador entre Deus e os homens e o único meio de salvação ou redenção. Essa interpretação fecha as fronteiras da redenção na pessoa única de Jesus, o que determinou o estabelecimento das alfândegas da fé no processo ecumênico. Todo o universalismo da Revelação Cristã desaparece, com essa volta ao sociocentrismo judaico. Não obstante, o que mais ressalta dos textos evangélicos é precisamente a ruptura do sociocentrismo da antiga Israel com a definição nova de Deus oferecida e pregada por Jesus através de uma única palavra – Pai – que anulou os divisionismos antigos e estabeleceu a fraternidade universal dos povos. A sofisticada tessitura da doutrina chamadas Igrejas dos Gentios e ligando-as à Casa do Caminho, de Jerusalém, fundou a Igreja Cristã, desligando para isso a de Antioquia da Sinagoga local e dando-lhe a independência necessária à sua sibilina da Igreja reduz a redenção do mundo à simples redenção de uma seita religiosa. O Cristianismo era o próprio anticristo, pois a obra de redenção virara obra de restrição, o sonho de amor e fraternidade dos Evangelhos revertera em pesadelo de perseguições, guerras e atrocidades.” Revisão do Cristianismo – Herculano Pires – Paidéia – 2a edição – pg. 23

CRISTIANISMO PRIMITIVO, ALGUNS FATOS

1) Jesus não fundou nenhuma religião nem instituiu nenhuma igreja, segundo sustentam os grandes pesquisadores da História Cristã, desde Renan até Guignebert. Não instituiu nenhum sacramento nem procedeu a nenhuma espécie de ordenação sacerdotal. Afastado de todas as instituições religiosas dos judeus, não se subordinou a nenhuma delas e criou apenas um movimento livre e aberto de preparação do homem para um mundo de paz e concórdia, justiça e amor. Nesse movimento eram admitidos publicanos e samaritanos, ladrões e cortesãs, os puros e os impuros de Israel, o que escandalizava os judeus ortodoxos e os levou a rejeitá-lo. 2) As palavras de Jesus a Pedro, chamando-o de pedra e dizendo que sobre essa pedra construiria a sua Igreja, são contestadas no próprio meio cristão. Igrejas Protestantes defendem a tese de que a pedra não era Pedro, mas a revelação que ele fizera de que Jesus era o Cristo. E Pedro, na verdade, não fundou nenhuma Igreja. Participou do movimento cristão, revelando não o compreender suficientemente, como vemos nas atitudes relatadas no LIVRO DOS ATOS e nas epístolas de Paulo. Este sim, Paulo de Tarso, aglutinando na completa institucionalização. Mas Paulo não se colocou na posição de chefe da Igreja, nem procedeu a ordenações sacerdotais, recusando-se mesmo a batizar, pois segundo afirmou, só batizara uma vez e não mais voltara a fazê-lo, porque a sua missão não era batizar, mas pregar o Evangelho. Apesar de sua formação farisaica, Paulo de Tarso compreendeu a orientação de Jesus e não pretendeu criar uma Igreja Cristã nos moldes judaicos. Cortou o processo das ordenações, depois de haver circuncidado Apolo, o que passou a considerar como um dos seus erros. A possível transmissão da ordenação de Paulo pelo próprio Cristo não se efetivou, mesmo porque Paulo não se considerou ordenado, mas somente esclarecido pelos ensinos do Cristo. 3) Pedro, apontado como o primeiro Papa, nunca exerceu esta função em Roma, e em parte alguma. Até mesmo o fato de haver estado em Roma, é hoje posto em dúvida pelos pesquisadores universitários, não havendo nenhuma prova válida da sua presença em Roma ou do seu suposto Papado. Por outro lado, não consta que Pedro se tenha arrogado, em algum momento do seu apostolado, o direito de fazer ordenações sacerdotais em seu nome ou em nome do Cristo. 4) O episódio do Pentecoste, considerado como ordenação divina do próprio Céu, dando aos apóstolos o direito de transmiti-la às gerações seguintes, não foi de ordenação sacerdotal, mas de confirmação da validade do culto pneumático, que a Igreja mais tarde extinguiu. As línguas de fogo sobre os apóstolos, fazendo-os falar línguas estranhas, eram uma manifestação espiritual que confirmava simplesmente a capacidade dos mesmos para receber e divulgar mensagens espirituais. O Rev. Harold Nilson, tradutor da Bíblia para o irlandês, em seu livro “O Espiritismo e a Igreja”, descreve uma sessão espírita em que esse fato se reproduziu, tendo o Bispo que o acompanhava, seu superior em Belfast, declarado que só naquele momento entendera a realidade e o significado das línguas de fogo. Estava diante do fenômeno de xenoglossia, da mediunidade de línguas. Ocorrências desse e de outros fenômenos eram comuns na fase de divulgação do Evangelho, para a confirmação objetiva dos princípios pregados. Revisão do Cristianismo – Herculano Pires – Paidéia – 2a edição – pg.67 e 68

CRISTIANISMO UNIVERSAL / DIFERENÇAS ENTRE OS HOMENS?

“O apóstolo Paulo, antes do seu encontro com Jesus na estrada de Damasco,’respirava ameaças e mortes’, como diz o Livro dos Atos, e assolava com perseguições terríveis os hereges cristãos, ou seja, os cristãos primitivos, que ele considerava hereges. Mas depois que se converteu ao Cristianismo, passou a ensinar que: ‘Não há diferenças entre judeu e grego, pois um mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos que o invocam.’(Romanos 10:12) E condenando os excessos da lei mosaica, o sectarismo arrogante dos judeus, que se julgavam únicos filhos de Deus, que diziam estar a verdade e a palavra de Deus unicamente com eles, não proibia a leitura dos textos contrários a esse novo ensino. Antes os recomendava, com estas sábias palavras: ‘Não extingais o espírito, não desprezeis as escrituras. Examinai tudo, retende o que é bom.’ (Tessalonicenses 5:19-21)” O Homem Novo – Herculano Pires – Correio Fraterno – 1a edição – pg.58

CRÍTICA NA CASA ESPÍRITA

“Se a reunião encaminhar-se mal – poderão perguntar – os homens sensatos e bem intencionados não terão o direito de crítica e deverão deixar que o mal se efetue sem nada dizer, aprovando-o pelo silêncio? Não há dúvida que esse direito lhes assiste, constitui-se mesmo num dever, mas se a intenção for realmente boa eles farão a sua advertência de maneira conveniente e benévola, abertamente e não com subterfúgios. Se não forem ouvidos, se retirarão. Porque não se conceberia que quem não estivesse de segunda intenção se obstinasse a permanecer numa sociedade de cuja orientação discordasse.” O Livro dos Médiuns – Kardec – Lake – item 337 – pg. 312

CRÍTICAS SEM FUNDAMENTO E KARDEC

“De resto, todos vós que combateis o Espiritismo, o compreendeis? Vós os estudastes, encrustaste-o em seus detalhes, pesando maduramente todas as suas conseqüências? Não, mil vezes não. Falais de uma coisa que não conheceis; todas as vossas críticas, não falo das tolas, deselegantes e grosseiras diatribes, desprovidas de todo raciocínio e que não têm nenhum valor, falo daquelas que têm pelo menos a aparência do sério; todas as vossas críticas, digo eu, acusam a mais completa ignorância da coisa.” Revista Espírita – Allan Kardec – Jan/1860 – IDE – 1a edição – pg. 3

CULTO NO ESPIRITISMO?

“... Não é ele, porém, uma religião constituída, visto que não tem culto, nem rito, nem templo, e, entre os seus adeptos, nenhum tomou nem recebeu o título de sacerdote ou papa...” Obras Póstumas – Kardec – Lake – Breve Resposta aos Detratores do Espiritismo - pg 212

DANTE ALIGHIERI

“Histórico é o sonho graças ao qual Jacob, filho de Dante, pode encontrar 13 cantos do poema de seu pai. Alighieri morreu em Ravena, na noite de 13 para 14 de Setembro de 1391. Os filhos do poeta trataram prontamente de reunir o “Poema Sacro”, cujos manuscritos estavam dispersos, e a isso principalmente se dedicou Jacob. Fácil, porém, não foi a tarefa. Refere Boccaccio, a respeito da recuperação dos últimos 13 cantos da “Divina Comédia”, que Jacob e Pedro os procuraram por todos os remotos ângulos da casa, persuadindo-se depois de que “Deus não havia deixado Dante, no mundo, o suficiente para que pudesse compor o pouco que faltava de sua obra”. “Estavam, aconselhados por alguns amigos, decididos a suprir, quanto possível, a obra paterna, ainda que imperfeitamente, quando Jacob teve sonho verdadeiramente admirável: viu o genitor, com alva vestimenta e rosto resplandecente de inusitada luz, caminhar ao seu encontro”. Jacob aproveitou o azo e fez à sombra do pai várias perguntas, entre as quais a seguinte: Se havia terminado sua obra antes de haver passado à Vera Vida, e, caso afirmativo, onde encontrar o que faltava, e não fora possível achar. A isso lhe pareceu, por duas vezes, ouvir em resposta: Sim, eu a terminei! E lhe pareceu também que, pegando-lhe na mão, o levava à habitação onde costumava dormir, quando vivo, e que, tocando em determinado sítio, lhe dizia: Aqui está o que tanto haveis procurado. E com estas palavras terminou a visão. Jacob Alighieri, comovido ao mesmo tempo pela alegria e pelo espanto, ergueu-se, a despeito da avançada hora da noite, e, célere pelas desertas ruas de Ravena, rumou à casa de Píer Giardini, notário que fora amigo íntimo de Dante, e, lhe comunicou a visão. Por isso, ainda que faltasse muito para amanhecer, seguiram ambos para o local indicado, e ali encontraram uma esteira fixada na parede, e, ao levantá-la, viram uma portinhola, que ambos desconheciam e nem dela haviam tido notícia, achando então alguns manuscritos, todos embolorados pela ação da umidade e próximos da deterioração que ocorreria. Cuidadosamente limpos, foram lidos, verificando-se constituírem os 13 cantos tão procurados”. Elias Barbosa – Anuário Espírita 1966 – IDE – Pg. 64/65

DECÁPOLIS

“A Decápolis compreendia nove cidades na Transjordânia e uma a oeste do Jordão... Algumas delas foram fundadas pelo próprio Alexandre, o Grande, ou por seus generais. As dez cidades eram: Béit-Shéân, Pela, Dion, Kanatan, Rafana, Hippos, Gadara, Filadélfia ou Rabiat-‘Amôn, Damasco e Gerasa. Todas eram muito helenizadas e ricas.” Marcos – André Chouraqui – Imago – pg. 98

DEFESAS ESPIRITUAIS

“...À invasão dos maus fluidos, pois, é preciso opor os bons fluidos; e, como cada um tem em seu próprio perispírito uma fonte fluídica permanente, trazemos o remédio em nós mesmos; trata-se de purificar esta fonte e dar-lhe tais qualidades, que sejam um verdadeiro repulsor para as más influências, em lugar de ser para elas uma força de atração. O perispírito é pois uma couraça à qual é preciso dar a melhor têmpera possível; ora, como as qualidades do perispírito estão em razão das qualidades da alma, será preciso trabalhar em sua própria melhoria, pois são as imperfeições da alma que atraem os maus Espíritos. Os espíritos realmente bons, encarnados ou desencarnados, nada têm a temer da influência dos maus Espíritos.” O Céu e o Inferno – Allan Kardec – LAKE – Cap. XIV – item 21 – pg. 244

DEMONOFOBIA

“O absurdo temor aos demônios tornou os padres e teólogos ortodoxos inaptos a combater, pela via experimental, os materialistas e incrédulos. Essa demonofobia tornou-se, infelizmente, em nossa época, verdadeira demonolatria”. Nas Fronteiras do Além – Hermínio Miranda – FEB – 2ª edição – pg. 22

DESCRENÇA NA VIDA FUTURA

“ ...Descriam da espiritualidade várias escolas: os saduceus na Judéia, os epicuristas na Grécia, os estóicos em Roma; os peripatéticos na Antiguidade, os averroístas na Idade Média, os cientistas na Contemporânea.” O Que É A Morte – Carlos Imbassahy – Edicel – 5a Edição – pg.60 “... e a incerteza relativa às coisas da vida futura faz com que o homem se atire com uma espécie de frenesi sobre as coisas da vida material.” A Gênese – Allan Kardec – Cap. IV – item 14 – LAKE – pg.77

DESTRUIÇÃO DOS SERES VIVOS UNS PELOS OUTROS

“ ... Pergunta-se o porquê da necessidade de entredestuição, para que uns se nutram à custa dos outros. A verdadeira vida, do animal, tal como a do homem, não se encontra no envoltório corporal, como também não se encontra em seu vestuário; ela está no princípio inteligente, que preexiste e sobrevive ao corpo. Que importa, pois, que o Espírito mude mais ou menos de envoltório! Nem por isso, ele será menos espírito; é exatamente como se um homem renovasse cem vezes suas roupas no decurso de um ano; nem por isso, seria menos homem. Pelo incessante espetáculo da destruição, Deus ensina aos homens o pouco apreço que devem dar ao seu veículo material, e suscita neles a idéia da vida espiritual, fazendo com que eles a desejem como compensação. ... os corpos orgânicos não se alimentam senão com a ajuda de matérias orgânicas, uma vez que estas matérias são as únicas que contêm os elementos nutritivos necessários à sua transformação.” A Gênese – Kardec – Cap III – itens 21 e 22 – LAKE – Pg. 67 e 68

DIFERENÇAS INDIVIDUAIS ENTRE ESPÍRITOS E SUA LOCALIZAÇÃO FÍSICA

“Os espíritos são criados simples e ignorantes, mas dispondo de aptidão para todas as aquisições e para progredir, em virtude do seu livre-arbítrio. Pelo progresso adquirem novos conhecimentos, novas faculdades, novas percepções e por conseguinte novas possibilidades de prazer, desconhecidas dos espíritos inferiores. Eles v6eem, ouvem, sentem e compreendem aquilo que os Espíritos atrasados não podem ver, nem ouvir, nem sentir e nem compreender. A felicidade está na razão do progresso realizado. Dessa maneira, de dois espíritos, um pode não ser tão feliz como o outro unicamente porque não é tão avançado intelectual e moralmente como ele, sem haver necessidade de cada um se encontrar numa região diferente. Embora estando lado a lado, um pode se encontrar nas trevas enquanto para o outro tudo é resplandecente ao seu redor, da mesma maneira como um cego e um vidente podem dar as mãos. Um percebe a luz que entretanto não impressiona o outro. A felicidade dos Espíritos, sendo inerente às suas próprias qualidades, eles a gozam por toda a parte, onde quer que se encontrem, na face da Terra, entre encarnados ou no espaço.” O Céu e o Inferno – Allan Kardec – LAKE – Cap. III – item 6 – pg. 32

DIFERENÇAS RELIGIOSAS

“ O último item do Livro dos Espíritos, em suas conclusões, o IX, é encerrado com um breve, mas profundo aconselhamento do Espírito Santo Agostinho, por meio de mensagem voltada para a união e o amor ao próximo, com o seguinte teor: ‘Durante muito tempo os homens se estraçalharam e se anatematizaram em nome de um Deus de paz e de misericórdia, ofendendo-o com um tal sacrilégio. O Espiritismo é o laço que os unirá um dia, porque lhes mostrará onde está a verdade e onde está o erro. Mas, ainda, por muito tempo, haverá escribas e fariseus que o negarão, como negaram o Cristo. Quereis, pois, saber sob influência de que Espíritos estão as diversas seitas em que se divide o mundo? Julgai-as pelas suas obras e pelos seus princípios. Jamais os bons Espíritos foram instigadores do mal; jamais aconselharam ou legitimaram o assassínio e a violência; jamais excitaram o ódio dos partidos nem a sede de riquezas e honrarias, nem a avidez dos bens terrenos. Somente os bons, humanos e benevolentes para com todos, são os seus preferidos, como são também os preferidos de Jesus, porque seguem a rota indicada para levar a ele”. Allan Kardec – A Epopéia De Uma Vida – Demóstenes Pontes – CEAC – 1ª edição – pg 123


DIFICULDADES, COMO REAGIR?

“Provavelmente você estará atravessando longa faixa de provações em que o ânimo quase que se lhe abate. Crises e problemas apareceram. Entretanto, paz e libertação, esperança e alegria dependem de sua própria atitude. Se veio a colher ofensa ou menosprezo, você mesmo pode ser o perdão e a tolerância, doando aos agressores o passaporte para o conhecimento deles próprios. Se dificuldades lhe contrariam a expectativa de auto-realização, nesse ou naquele sentido, a sua paciência lhe fará ver os pontos fracos que precisa anular a fim de atingir a concretização dos seus planos em momento mais oportuno. Se alguém lhe impôs decepções, o seu entendimento fraterno observará que isso é uma benção da vida imunizando-lhe o Espírito contra a aquisição de pesados e amargos compromissos futuros. Se experimenta obstáculos na própria sustentação, o seu devotamento ao trabalho lhe conferirá melhoria de competência e a melhoria de competência lhe elevará o nível de compensações e recursos. Se você está doente, é a sua serenidade, com a sua cooperação, que se fará base essencial de auxílio aos médicos e companheiros que lhe promovem a cura. Se sofre com a incompreensão de pessoas queridas, é a sua bondade, com o seu desprendimento, que se lhe transformará em arrimo para que os entes amados retornem ao seu mundo afetivo. Evite as complicações de rebeldia e inconformidade, ódio e inveja, egoísmo e desespero que apenas engrossarão o seu somatório de angústia. Mudanças, aflições, anseios, lutas, desilusões e conflitos sempre existiram no caminho da evolução. Por isso mesmo, o mais importante não é aquilo que aconteça e sim o seu modo de reagir.” Na Era do Espírito – Chico e Herculano – GEEM – Espírito André Luiz – 5a edição – pg. 130

DILÚVIO

“A impossibilidade torna-se ainda mais evidente, se admitirmos com a Gênese, que o dilúvio destruiu todo o gênero humano, exceto Noé e sua família, a qual não era numerosa, no ano 1656 do mundo, ou seja, 2348 anos antes da era cristã. Em realidade, pois, daquele patriarca é que dataria o povoamento do globo; ora, quando os hebreus se estabeleceram no Egito, 612 anos depois do dilúvio, já o Egito era um poderoso império que teria sido povoado, sem falar de outras regiões, pelo menos há seis séculos, pelos próprios descendentes de Noé – o que não é admissível. De passagem, observemos que os egípcios acolheram os hebreus como estrangeiros; seria de admirar que eles tivessem perdido a recordação de uma comunidade de origem tão próxima, quando conservaram religiosamente os manuscritos de sua história.” A Gênese – Allan Kardec – LAKE – Cap. XI – item 42 – pg. 193

DISCUSSÕES POUCO EDIFICANTES

“Esperemos que os sectários do Magnetismo e do Espiritismo, melhor inspirados, não dêem ao mundo o escândalo de discussões muito pouco edificantes, e sempre fatais para a propagação da verdade, de qualquer lado que esteja.” Revista Espírita – 1858 – Março – IDE – 1ª edição – pg 92 “Nossa revista será, assim, uma tribuna aberta, mas, onde a discussão não deverá jamais desviar-se das leis, as mais estritas, das conveniências. Em uma palavra, discutiremos, mas não disputaremos. As inconveniências da linguagem jamais tiveram boas razões aos olhos de pessoas sensatas; é a arma daqueles que não a têm melhor, e essa arma reverte contra quem dela se serve.” Revista espírita – 1858 – Janeiro – IDE – 1ª edição – pg 3

DOGMAS DE FÉ / DOGMAS DA RAZÃO

“...Temos, portanto, no dogma de fé, um dos motivos fundamentais da crise das religiões em nossos dias. No Espiritismo, como em todas as doutrinas filosóficas, existem dogmas da razão, como o da existência de Deus, o da reencarnação, o da comunicabilidade dos espíritos após a morte. Muitos adeptos estranham a presença dessa palavra nos textos de uma doutrina que se afirma antidogmática, aberta ao livre exame de todos os seus princípios. São pessoas ainda apegadas ao sentido religioso da palavra. Não há nenhuma razão para essa estranheza, como já vimos, do ponto de vista cultural.” Agonia das Religiões – Herculano Pires – Paidéia – pg.28

DOUTRINA ESPÍRITA / CARACTERÍSTICAS

“ A Doutrina Espírita é a resultante do ensino coletivo e concordante dos Espíritos.” A Gênese – Kardec – Página Face

DOUTRINA ESPÍRITA, OPINIÃO PESSOAL DE UM ESPÍRITO?

“Antes de entrarmos em matéria, pareceu-nos necessário definir claramente os papéis respectivos dos Espíritos e dos homens na elaboração da nossa Doutrina. Essas considerações preliminares, que a escoimam de toda idéia de misticismo, fazem objeto do primeiro capítulo, intitulado ‘Caracteres da Revelação Espírita’. Pedimos séria atenção para esse ponto, porque, de certo modo, esta aí o nó da questão. Sem embargo da parte que toca à atividade humana na elaboração desta Doutrina, a iniciativa da obra pertence aos Espíritos, porém não a constitui a opinião pessoal de nenhum deles. Ela é, e não poderia deixar de ser, a resultante do ensino coletivo e concorde por eles dado. Somente sob tal condição se lhe pode chamar Doutrina dos Espíritos. De outra forma, não seria mais que a doutrina de um Espírito e teria apenas o valor de uma opinião pessoal.” A Gênese – Allan Kardec – FEB – 36a edição – Introdução à 1a edição – pg. 10/11

ECTOPLASMA

“Parece , no entanto, apropriado repetir o que ele informa sobre o ectoplasma, citando o eminente pesquisador Barão Schrenck-Notzing, que examinou a substância e assim a descreveu: Incolor, ligeiramente vaporosa, fluida, sem cheiro; traços de detritos celulares e saliva. Depósito esbranquiçado. Reação ligeiramente alcalina. Ao microscópio, mais as seguintes características: Numerosos discos dérmicos, alguns corpos semelhantes à saliva, numerosos granulados de membrana mucosa, numerosas partículas de carne; traços “sulphozyansaurem” de potássio. O resíduo seco pesou 8,6 gramas por litro; 3 gramas de cinzas. Com essa complexa substância, evidentemente emanada do corpo do médium e talvez de alguns dos circunstantes, os espíritos desencarnados compõem as manifestações tangíveis chamadas algo impropriamente, a meu ver, de materializações. Ao que parece, o espírito manifestante atrai para o campo magnético do seu perispírito a massa ectoplasmática que o torna visível. Uma vez restituído o ectoplasma ao médium, o Espírito volta à sua invisibilidade.” Reencarnação e Imortalidade – Hermínio Miranda – FEB – 2ª edição – pg 146

EDUCAÇÃO / IMPORTÂNCIA DA

“Educa e transformarás a animalidade em humanidade, a humanidade em inteligência e a inteligência em angelitude!” Emmanuel – F.C. Xavier – mensagem privada

EDUCAÇÃO ESPÍRITA

“Num trabalho educacional verdadeiramente transformador haverá diálogo, participação e atividade. Estes não surgem num ambiente por efeito de mágica ou milagre, mas são construídos por todos os envolvidos. Alunos passivamente sentados em seus lugares tomando notas, em carteiras enfileiradas não serão vistos com freqüência. (Trecho do artigo ‘A Educação Para Pensar e a Comunidade de Investigação’, do professor Marcos Antonio Lorieri, disponível no site: www.cbfc.com.br) Sentir-se à vontade num grupo para falar e para ter opiniões próprias, para estar certo ou errado – será isto fácil ou difícil? Podemos começar por nós mesmos, verificando nossas inseguranças, inibições e a a dificuldade de nos expressar em certos ambientes, mais que em outros. Minha vivência em grupos de diferentes faixas etárias demonstra que muitas pessoas deixam de participar ativamente de um estudo, de dar opiniões e fazer perguntas, não porque não tenham nada importante a dizer, mas pela vergonha da exposição e medo de parecerem ridículas. Será este um problema de cada indivíduo ou do grupo? Começo a formular minha resposta dizendo: com os dois. Se existe, por um lado, uma tradição que confere o monopólio do saber ao professor/educador, também existe todo um sistema que nada faz para mudar isso. Na casa espírita se encontram muitos expositores e dirigentes de reuniões que não apreciam ser questionados ou confrontados, que atuam mais como pregadores e pastores de rebanho que como companheiros de caminhada evolutiva. Já o aluno que se ‘fecha em copas’, que não exprime as suas dúvidas, que só quer falar quando tiver certeza de estar correto e quando puder ser aprovado, sofre os efeitos do próprio orgulho e vaidade. Agindo assim ele se mostra prisioneiro da idéia equivocada segundo a qual já deveria saber aquilo que está ali para aprender, além de estar, em parte, convencido pelo sistema de que não traz, em seus próprios conteúdos internos, nada relevante a acrescentar. Pensemos: se nos propusemos a estudar mediunidade, por exemplo, é porque ainda nos consideramos ignorantes sobre muitos de seus aspectos. Se somos ignorantes não precisamos nos envergonhar de nossa ignorância. E o fato de não haver estudado em profundidade não quer dizer que não se tenha fatos e opiniões válidas a respeito. Um caldo de idéias erradas e falsas expectativas criam, porém, um meio opressivo à liberdade de pensar e falar. Não existe receptividade, por parte do educador e dos participantes do grupo, para as contribuições individuais ao tema, nem para as dúvidas, nem para o ‘não saber’. O trabalho permanece focalizado numa interpretação específica e as outras visões são descartadas. Como mudar essa realidade? Trabalhar a troca de conhecimentos e experiências numa nova rotina de trabalho é possível quando substituímos o modelo tradicional da sala de aula por um ambiente mais flexível. Como educadores, estimularemos a reflexão se, em vez de nos considerarmos detentores exclusivos do saber, acolhermos e valorizarmos o pensamento e vivências de cada elemento do grupo. Afinal, quando falamos em ensinar a pensar, não falamos em pensar como ou o que pensar, nem simplesmente em ruminar idéias sem conseqüência prática, mas em treinar processos mentais, em usar a razão para realizar os anseios da alma: sabedoria e felicidade. Para chegar a isso, o diálogo e a participação ativa possibilitam uma profunda experiência interior. ‘Por estarem participando ativamente de todos os assuntos em discussão, começam a vivenciar a relação entre teoria e prática, em contraste com falar sobre’. (Trecho do artigo A Educação Para o Pensar e a Comunidade da Investigação, do professor Marcos Antonio Lorieri, disponível no site www.cbfc.com.br) Dentre várias estratégias que podem ser utilizadas para esse fim, como projetos, passeios, atividades dentro e fora da casa espírita, destacamos as dinâmicas de grupo e os jogos, que não implicam em grande estrutura material para serem realizados e trazem resultados significativos para a evolução individual e coletiva na compreensão e aprofundamento nos temas estudados, bem como percepção mais clara de seus aspectos práticos.” Rita Foelker – Universo Espírita – Abril 2004 – pg 62

EDUCAÇÃO, O PESO DA SERVIDÃO

Celestin Freinet nasceu no dia 15 de outubro de 1896, na vila de Gaves, Alpes franceses. Teve uma infância e juventude rural, fato que, anos mais tarde, influenciou suas teorias pedagógicas. Após ter lutado na 1a Guerra Mundial, decidiu ser professor primário, função que desenvolveu brilhantemente ao longo de sua vida. Freinet chegou a ser preso por suas idéias inovadoras sobre educação, que visavam construir um homem mais livre e autônomo. Nos anos 50, a pedagogia de Freinet se espalhou pelo mundo, criando um movimento em prol da escola popular. Célestin Freinet morreu em Vence, França, no dia 8 de outubro de 1966. “Dizem que as ovelhas são estúpidas. Nós é que as tornamos estúpidas, ao encerra-las em estábulos acanhados, sem ar e sem luz, onde não tem outro recurso senão baterem com as patas no chão, balindo sempre até aparecer o pastor ou o açougueiro. “E nós as tornamos estúpidas também quando, em plena montanha e sob a ameaça do chicote e dos cães, as obrigamos a seguir passivamente, pelo atalho tortuoso, os passos da ovelha dianteira, que por sua vez segue o carneiro de longos chifres que também não sabe para onde leva o rebanho, mas que se orgulha de ser carneiro. “Nós as tornamos estúpidas porque reprimimos brutalmente todas as tentativas de emancipação, todas as veleidades dos jovens carneiros de fazer suas experiências fora dos caminhos batidos, perdendo-se nas matas, demorando-se entre as rochas, mesmo se conseguirem colher apenas arranhões e ranger de dentes. “Mas nós temos desculpa. O nosso fim não é educar nossas ovelhas nem torna-las inteligentes, mas somente treina-las para suportar, aceitar e até desejar a lei do rebanho e da servidão – aquela que dá boa carne e grandes benefícios. “Infelizmente, porém, ainda ouço crianças balbuciando em cantochão – ia dizer balindo -, por trás das portas fechadas das suas escolas-estábulo, mesmo que sejam escolas-estábulos luxuosas; vejo-as bater os pés como as nossas ovelhas, à entrada e à saída, e nada falta, nem os pastores autoritários, nem os regulamentos tão severos quanto nossos chicotes e os nossos cães. Vejo-as virar, todas ao mesmo tempo, as mesmas páginas, repetir as mesmas palavras, fazer os mesmos sinais... “E mais tarde você se admirará ao vê-las oferecer miseravelmente os braços à exploração e o corpo ao sofrimento e à guerra, como as ovelhas se oferecem ao matadouro! “É a servidão que nos torna fracos, é a experiência vivida, mesmo perigosamente, que forma os homens capazes de trabalhar e viver como homens. Não aceite a volta à servidão escolar. Faça por merecer a liberdade! Universo Espírita – Junho 2004 – Editora HMP – pg 64

EGRÉGORAS???

“... É dirigida pelos Egrégoras, isto é, os chefes das almas, que são os espíritos da energia e da ação.” Prefácio de Histoire de la Magie – Eliphas Lévi

EINSTEIN E MATERIALISMO

“O Materialismo morreu por falta de matéria” Obras Póstumas – Ed. LAKE – pg. 65

EINSTEIN E UNIVERSO

“Um ser humano é parte de um todo chamado por nós de “Universo”, uma parte limitada no tempo e no espaço. Ele experiência a si mesmo, seus pensamentos e sentimentos, como alguma coisa separada do resto – uma espécie de ilusão de ótica de sua consciência. Essa ilusão é uma forma de prisão para nós, restringindo-nos aos nossos desejos pessoais e à afeição por umas poucas pessoas próximas. Nossa tarefa deve ser a de nos libertarmos dessa prisão alargando nossos círculos de compaixão para envolver todas as criaturas vivas e o todo da natureza em sua beleza.” O Livro Tibetano do Viver e do Morrer – pg.137

ELEFANTE E OS CEGOS (O)

“As confusões que ainda hoje se fazem a respeito nos lembram a parábola do elefante e dos cegos, no evangelho hindu de Ramakrishna. Um cego afirma que o elefante é uma coluna, porque só lhe apalpa uma das pernas; outro, que é um tonel, porque lhe toca o ventre; outro, que é uma bengala, pois lhe tateia a tromba; outro, um chicote, pois lhe examina a cauda. Mas quem tem olhos de ver sabe que o elefante é muito mais do que os aspectos parciais que seus membros podem apresentar ao tacto. Assim também, se nos ativermos a um dos aspectos do Espiritismo, e não voltarmos os olhos para os demais, negaremos fatalmente a sua natureza tríplice.” O Infinito e o Finito – H. Pires – pg. 113 – Ed. Correio Fraterno – Jul/89

ELIZABETH KÜBLER-ROSS

“A jovem doutora, suíça de nascimento, formara-se na conceituada Universidade de Zurique, onde nascera, e clinicara em Meilen, pequena vila não muito distante de onde vivia Carl G. Jung. Seus pacientes morriam, de preferência em suas próprias casas, com a assistência médica necessária, mas cercados pela família e visitados pelos amigos, ou seja, continuavam sendo gente até o fim da vida terrena e não um código numérico na ficha hospitalar. Foi aí, por volta de 1965, já nos Estados Unidos, para onde emigrara com o marido, o dr. Emmanuel Ross, que Kübler Ross entrevistou, pela primeira vez, diante de um grupo de estudantes, um jovem paciente terminal, algo impensável para a época. Diz ela, no prefácio de seu livro DEATH – THE FINAL STAGE OF GROWTH, que a entrevista não fora planejada nem preconcebida, e que ninguém poderia imaginar, àquela época, que estava surgindo ali uma longa e impactante série de seminários sobre a morte e a inevitável rotina de morrer. A doutora começou a chamar a atenção para o seu trabalho a partir de um seminário conduzido por ela na Universidade de Chicago, dirigido basicamente a estudantes de medicina e religiosos. Foi nessa ocasião que ela formulou os cinco estágios da negação da morte: a negação, a raiva, a negociação, a depressão e a aceitação. Do seminário saiu o livro ON DEATH AND DYING, escrito em três meses. Pouco depois da publicação da obra, uma reportagem na revista LIFE, no dizer de Jonathan Rosen, “tocou mundialmente, um nervo exposto”e a doutora ficou instantaneamente famosa. Até hoje recebe cerca de 250 mil cartas por ano de gente que quer falar com ela sobre a morte. A Reinvenção da Morte – Hermínio Miranda – Lachatre – 1ª edição – pg 105

ELOHIM E A GÊNESE

“Se lermos com atenção os primeiros capítulos do Gênesis verificaremos que encerram duas narrativas distintas da Criação. Os capítulos I e II, vv. 1 a 3, contém uma primeira exposição, mas, no capítulo II, 4, começa uma outra narração; essas duas narrativas nos revelam o pensamento de dois autores diferentes. Um falando de Deus, o chama Elohim, isto é, ‘os deuses’. Na opinião de certos comentadores, esse termo designaria as forças, os seres divinos, os Espíritos colaboradores do Único. Esse parecer é confirmado por muitas passagens do sagrado livro.” Cristianismo e Espiritismo – Leon Denis – FEB – 5ª edição – pg 278

EMBRIÃO, ESPÍRITO PRISIONEIRO?

“344) Em que momento a alma se une ao corpo? A união começa na concepção, mas só é completa por ocasião do nascimento. Desde o instante da concepção, o Espírito designado para habitar certo corpo a este se liga por um laço fluídico, que cada vez mais vai se apertando até o instante em que a criança vê a luz. O grito, que o recém-nascido solta, anuncia que ela se conta no número dos vivos e dos servos de Deus. 345) É definitiva a união do Espírito com o corpo desde o momento da concepção? Durante esta primeira fase, poderia o Espírito renunciar a habitar o corpo que lhe está destinado? É definitiva a união, no sentido de que outro Espírito não poderia substituir o que está designado para aquele corpo. Mas, como os laços que ao corpo o prendem são ainda muito fracos, facilmente se rompem e podem romper-se por vontade do Espírito, se este recua diante da prova que escolheu. Em tal caso, porém, a criança não vinga.” O Livro dos Espíritos – Allan Kardec – FEB – 80a edição – pg.199

ENCARNAÇÃO E ERRATICIDADE

“Porém, a encarnação do Espírito nem é constante, nem é perpétua; não é senão transitória; deixando um corpo não retoma outro instantaneamente; durante um lapso de tempo mais ou menos considerável, vive na vida espiritual, que é sua vida normal; de tal sorte que a soma do tempo passado nas diferentes encarnações é pouca coisa, comparada ao tempo que passa no estado de Espírito livre. No intervalo de suas encarnações, o Espírito igualmente progride, no sentido de que ele põe a funcionar, para seu progresso, os conhecimentos e a experiência adquiridos durante a vida corporal; examina o que fez em sua permanência terrestre, passa em revista o que aprendeu, reconhece suas faltas, traça seus planos, e toma as resoluções segundo as quais contará guiar-se a uma nova existência em que procurará fazer melhor. É assim que cada existência é um passo avante na vida do progresso, uma espécie de escola de aplicação.” A Gênese – Allan Kardec – LAKE – Cap. XI – item 25 – pg. 184

ENXERTIAS / DISTORÇÕES DO CRISTIANISMO

“ A- Depois de três séculos, reconhecendo o dom da profecia, ou da mediunidade, um soberano meio de elucidar os problemas religiosos e fortificar a fé, a igreja chegou a declarar que tudo que provinha dessa fonte era pura ilusão ou obra do demônio. Ela se declarou, do alto de sua autoridade, a única profecia viva, a única revelação perpétua e permanente. Tudo o que dela não provinha foi condenado, amaldiçoado. Todo o lado grandioso do Evangelho, toda obra dos profetas que o completava e esclarecia, foi recalcado para a sombra. Não se tratou mais dos Espíritos nem da elevação dos seres na escala das existências e dos mundos, nem do resgate das faltas cometidas, nem de progressos efetuados e trabalhos realizados através do infinito dos espaços e do tempo. B- O pecado original é dogma fundamental em que repousa todo o edifício dos dogmas cristãos. C- O dogma das penas eternas com a conseqüente criação de satanás e do inferno, passou a ser uma arma terrível nas mãos do padre, que com ela criou uma ameaça suspensa sobre a cabeça do homem; ele foi para a igreja um instrumento incomparável de domínio. D- A santíssima trindade, defendida pela igreja é o retorno às crenças pagãs, especialmente da Índia e do Egito. E- A confissão auricular, deu ao padre o poder de remissão sobre o pecado, constituindo arbítrio exclusivo para a condenação e a absolvição do pecado. F- A eucaristia, ou a presença real do sangue e do corpo do Cristo, a hóstia consagrada, o sacrifício da cruz todos os dias se renova. Todas as formas do culto romano são uma herança do passado. Suas cerimônias, seus vasos de ouro e prata, os cânticos, a água lustral, são legados do paganismo. Do Bramanismo tomaram o altar, o fogo sagrado que ele arde, o pão e o licor consagrados à divindade. Do Budismo copiaram o celibato dos padres e a hierarquia sacerdotal. Os deuses pagãos se transformaram em demônios. As divindades dos fenícios e dos assírios foram transformadas em potências infernais. Os espíritos familiares do Platonismo se transformaram em diabos. Dos heróis, das personagens veneradas na Gália, na Grécia, na Itália, fizeram os santos. O Zendavestá, como a doutrina cristã, contém as teorias da queda e redenção, dos anjos bons e maus, a desobediência inicial do homem e a necessidade de salvação mediante a graça. Conservaram as festas religiosas dos antigos povos, dando-lhes apenas formas diferentes. José Eurípedes Garcia – Anuário Espírita 2001 – pg. 23

ERRO DE AVALIAÇÃO DO CODIFICADOR

“... podemos dizer-lhes, com exatidão, que poucos anos se passarão para que ocorra com os Espíritos, como na maioria das descobertas que foram combatidas com todo exagero,...” Revista Espírita – Allan Kardec – Jan – 1858 – IDE – pg. 26

ESCRIBAS, TRADUTORES E DISTORÇÕES

“Como assim dizeis: sábios somos nós, e a lei do Senhor está conosco? Verdadeiramente o ponteiro mentiroso dos escribas gravou a mentira. Confundidos foram os sábios, aterrados têm sido, e presos, porque desprezaram a palavra do Senhor, e nenhuma sabedoria há neles”. Jeremias – Cap 8 – versículo 8

ESCRITURAS SAGRADAS E SUA INTERPRETAÇÃO

“ Mas, quem ousará interpretar as Escrituras Sagradas? Quem tem esse direito? Quem possui as luzes necessárias, senão os teólogos? Quem o ousa? Primeiramente a ciência, que a ninguém pede permissão para fazer conhecer as leis da Natureza e que salta por cima dos erros e dos procedimentos. Quem tem esse direito? Neste século de emancipação intelectual e de liberdade de consciência, o direito de exame pertence a todo mundo e as Escrituras Sagradas não são a Arca Santa, na qual ninguém ousava encostar o dedo sem o risco de cair fulminado. Mas quem será o juiz das interpretações diversas e muitas vezes contraditórias, dadas fora do campo da Teologia? O futuro, a lógica e o bom senso. Os homens, cada vez mais esclarecidos à medida que novos fatos e novas leis se forem revelando, saberão separar os sistemas utópicos e a realidade...” A Gênese – Kardec – Cap. I – item 29.

ESPÍRITAS CRISTÃOS

“Os que não se contentam em admirar apenas a moral espírita, mas a praticam e aceitam todas as suas conseqüências. Convictos de que a existência terrena é uma prova passageira, tratam de aproveitar os seus breves instantes para avançar na senda do progresso, única que pode eleva-los de posição no Mundo dos Espíritos, esforçando-se para fazer o bem e reprimir as suas más tendências. Sua amizade é sempre segura, porque a sua firmeza de convicção os afasta de todo mau pensamento. A caridade é sempre a sua regra de conduta. São esses os verdadeiros espíritas, ou melhor os espíritas cristãos.” O Livro dos Médiuns – A Kardec – Lake – pg. 30

ESPÍRITAS MÍSTICOS E ESPÍRITAS CIENTIFICISTAS

“... Isso porque existem no movimento espírita, basicamente, duas faixas destoantes da legítima posição kardeciana: a mística e a cientificista. Os espíritas místicos tratam dos assuntos escriturísticos com aquele peculiar ranço eclesiástico. Imbuídos do absolutismo bíblico, confundem o respeito às figuras de Jesus e dos apóstolos e profetas com o respeito ultra cego à letra da Bíblia. Como diria Deolindo Amorim, os espíritas místicos aceitam o ‘Espiritismo segundo o Evangelho, e não o Evangelho segundo o Espiritismo.’ Ainda não se situaram corretamente no processo histórico da evolução do próprio Cristianismo. Já os espíritas cientificistas tratam dos assuntos escriturísticos com dissimulada ou desabrida indiferença. Procuram desprezar ou mesmo negar a ascendência confessadamente cristã da Doutrina, almejando viabilizar uma espécie de ‘divórcio’ entre o Espiritismo e a temática escriturística, mutilando-o, indubitavelmente, em sua integridade. Um estudo sério dos programas kardecianos demonstra que espíritas místicos e espíritas cientificistas estão em completo desalinho com o equilíbrio consensual do Espiritismo, ou seja, com os ditados dos espíritos superiores e as análises críticas do codificador. Os espíritas cientificistas devem perceber que a Doutrina é inequívoca em definir-se como obra espiritual do mestre Galileu; e os espíritas místicos, que Jesus não se encontra limitado às forjas dos mitos da Escritura, porque, nas páginas kardecianas, o Cristo, por sua própria vontade, tornou-se conhecimento acessível à razão esclarecida.” Sérgio F. Aleixo – Universo Espírita – Julho/04 – pg. 30

ESPIRITISMO, DIVULGAÇÃO E ESTUDOS

“ ... Mais tarde, sem nenhuma dúvida, quando o momento oportuno chegar, o Espiritismo terá também os seus oradores simpáticos, somente nós lhe recomendaremos para não caírem na má direção dos adversários, quer dizer, estudar a fundo a questão, afim de não falar senão com perfeito conhecimento da causa.” Revista Espírita – Allan Kardec – 1869 – Edicel – pg.87

ESPIRITISMO E EXPLICAÇÕES DEFINITIVAS

“O Espiritismo, entretanto, não pretende dar explicações cabais, definitivas e absolutas. Seu objetivo é a penetração gradual no desconhecido, que a razão humana não pode tomar de assalto. Por isso mesmo, sua posição é científica, como assinalava Kardec, e não religiosa ou mística, ao tratar dos problemas fundamentais da vida humana.” O Espírito e o Tempo – H. Pires – Edicel – pg 62 “...Todavia, como o Espiritismo não tem a pretensão de dar a última palavra sobre todas as coisas, mesmo sobre aquelas que são de sua competência, não se dá a posição de regulador absoluto do possível, e deixa de lado os conhecimentos reservados ao futuro. Do fato, porém, de que o Espiritismo admite os efeitos que são conseqüências da existência da alma, não se segue que aceite todos os efeitos qualificados como maravilhosos, e que se proponha a justifica-los e dar-lhes foros de verdade; que ele se faça o campeão de todos os sonhadores, de todas as utopias, de todas as excentricidades sistemáticas, de todas as lendas miraculosas; seria conhecê-lo muito pouco para pensar assim”. A Gênese – Allan Kardec – LAKE – Cap. 13 – itens 8 e 11 – pg. 224

ESPIRITISMO E MISTÉRIOS

“Para a Filosofia Espírita, não há zonas interditas ao conhecimento humano. O saber metafísico é tão possível quanto racional. A própria razão transcende os limites de suas categorias, na proporção em que novas experiências lhe vão sendo acessíveis. O homem é um processo, e na proporção em que se desenvolve, supera-se a si mesmo, superando as suas limitações. A interdição às zonas superiores do conhecimento não decorre de nenhuma determinação misteriosa, e nem mesmo de qualquer espécie de incapacidade, mas apenas da falta de crescimento, de desenvolvimento, de evolução e maturação do homem. O Espírito e o Tempo – H. Pires – Edicel – pg.151

ESPIRITISMO E REGALIAS

“... Como a doutrina não permite as regalias do sistema igrejeiro, era necessário arranjar alguns substitutivos. Um deles, é o das graduações mediúnicas e das reencarnações suntuosas. Surgiram e surgem constantemente as complicações da prática.” Mediunidade – Herculano Pires – Edicel – 4ª edição – pg 127

ESPIRITISMO E RELIGIÃO

“ A prova das razões porque Kardec evitou a palavra religião, para definir Espiritismo, nos é dada pela sua própria confissão, no discurso que pronunciou na Sociedade Espírita de Paris, a primeiro de novembro de 1868: “Porque então declaramos que o Espiritismo não é uma religião? Porque só temos uma palavra para exprimir duas idéias diferentes, e porque, na opinião geral, a palavra religião é inseparável da palavra culto: revela exclusivamente uma idéia de forma, e o Espiritismo não é isso. Se o Espiritismo se dissesse uma religião, o público só veria nele uma nova edição, uma variante, se assim nos quisermos expressar, dos princípios absolutos em matéria de fé, uma classe sacerdotal com seu cortejo de hierarquias, de cerimônias e de privilégios; o público não o separaria das idéias de misticismo e dos abusos contra os quais sua opinião se tem levantado tantas vezes.” “ O Espírito e o Tempo – H. Pires – Edicel – pg. 169

ESPIRITISMO E SUA TRANSFERÊNCIA

“... O movimento progressivo da Humanidade partiu do Oriente. E se propagou pouco a pouco para o Ocidente, teria já transposto o Atlântico e plantado sua bandeira no continente, deixando a Europa para trás, como a Europa deixou a Índia? É uma lei, e o círculo do progresso teria já feito várias vezes a volta ao mundo? O fato seguinte poderia fazê-lo supor. Emancipação das mulheres nos Estados Unidos...” Revista Espírita – Allan Kardec – 1869 – Edicel – pg. 79

ESPIRITISMO: TRÊS ASPECTOS

“Nenhuma explicação nos parece mais feliz, mais precisa e mais didática, do que a formulada pelo espírito de Emmanuel, no livro O Consolador, recebido mediunicamente por Francisco Cândido Xavier. Interpelado a respeito do tríplice aspecto da doutrina, o espírito respondeu nesses termos: “Podemos tomar o Espiritismo, simbolizado desse modo, como um triângulo de forças espirituais. A Ciência e a Filosofia vinculam à Terra essa figura simbólica, porém, a religião é o ângulo divino, que a liga ao céu. No seu aspecto científico e filosófico, a doutrina será sempre um campo de investigações humanas, como outros movimentos coletivos, de natureza intelectual, que visam ao aperfeiçoamento da humanidade. No aspecto religioso, todavia, repousa a sua grandeza, por constituir a restauração do evangelho de Jesus Cristo, estabelecendo a renovação definitiva do homem, para a grandeza de seu imenso futuro espiritual.” O Espírito e o Tempo – H. Pires – Edicel – pg.135

ESPÍRITO DE VERDADE

“Pelo menos nas manifestações que chegaram ao nosso conhecimento, o Espírito de Verdade recusou, sistematicamente, a identificar-se a Kardec, como se observa no diálogo constante de Obras Póstumas, ocasião na qual o Codificador insistiu e reiterou sua solicitação, enquanto a entidade se manteve irredutível. Só ficamos sabendo, por lógica inferência, que se tratava do próprio Cristo, ante a bela mensagem que aparece assinada por Jesus, em o Livro dos Médiuns, cap XXXI e, posterirmente, reproduzida com ligeiras alterações, mas com idêntico conteúdo, em O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap VI – O Cristo Consolador.” Diversidade dos Carismas – Vol II – Hermínio Miranda – Arte e Cultura – 1ª edição – pg 136

ESPÍRITO: LIVRO DOS ESPÍRITOS

“Q. 23: Que é o espírito? O princípio inteligente do Universo. Q. 24: É o espírito sinônimo de inteligência? A inteligência é um atributo essencial do espírito. Uma e outro, porém, se confundem num princípio comum, de sorte que, para vós, são a mesma coisa.”

ESPÍRITO PROTETOR E A PRECE

“... O protetor volta desde que este (o protegido) o chame. É uma doutrina, esta, dos anjos guardiões, que, pelo seu encanto e doçura, deverá converter os mais incrédulos. Não vos parece grandemente consoladora a idéia de terdes sempre junto de vós seres que vos são superiores, prontos sempre a vos aconselhar e amparar... ... Interrogai vossos anjos guardiões; estabelecei entre eles e vós essa terna intimidade que reina entre os melhores amigos. Não penseis em lhes ocultar nada... Não receeis fatigar-nos com as vossas perguntas. Ao contrário, procurai estar sempre em contato conosco.” O Livro dos Espíritos – Allan Kardec – FEB – Questão 495 – pg 257

ESPÍRITO PROTETOR, ESPÍRITOS FAMILARES E ESPÍRITOS SIMPÁTICOS

“Das explicações acima e das observações feitas sobre a natureza dos Espíritos que se afeiçoam ao homem, pode-se deduzir o seguinte: O Espírito Protetor, anjo de guarda, ou bom gênio é o que tem por missão acompanhar o homem na vida e ajudá-lo a progredir. É sempre de natureza superior, com relação ao protegido. Os Espíritos familiares se ligam a certas pessoas por laços mais ou menos duráveis, com o fim de lhe serem úteis, dentro dos limites do poder, quase sempre muito restrito, de que dispõem. São bons, porém muitas vezes pouco adiantados e mesmo um tanto levianos. Ocupam-se de boa mente com as particularidades da vida íntima e só atuam por ordem ou com permissão dos Espíritos protetores. Os espíritos simpáticos são os que se sentem atraídos para o nosso lado por afeições particulares e ainda por uma certa semelhança de gostos e sentimentos, tanto para o bem quanto para o mal. De ordinário, a duração de suas relações se acha subordinada às circunstâncias. O mau gênio é um Espírito imperfeito ou perverso, que se liga ao homem para desviá-lo do bem. Obra, porém, por impulso próprio e não no desempenho de missão. A tenacidade de sua ação está em relação direta com a maior ou menor facilidade de acesso que encontre por parte do homem, que goza sempre da liberdade de escutar-lhe a voz ou de lhe cerrar os ouvidos.” O Livro dos Espíritos – Allan Kardec – NK Questão 514

ESPÍRITO SANTO?

“Essa palavra pneuma, traduziu-a (S) Jerônimo como spiritus, reconhecendo, com os evangelistas, que há bons e maus Espíritos. A idéia de divinizar o Espírito não surgiu senão no século II. Foi somente depois da Vulgata que a palavra sanctus foi constantemente ligada à palavra spiritus, não conseguindo essa junção, na maioria dos casos, senão tornar o sentido mais obscuro e mesmo, às vezes, ininteligível... É um contra-senso. Na Vulgata, tradução latina do grego, está escrito Spiritum bonum, palavra por palavra espírito bom. A Vulgata não fala absolutamente de Espírito Santo. O primitivo texto grego é ainda mais frisante, e nem de outro modo poderia ser, pois que o Espírito Santo, como terceira pessoa da Trindade, não foi imaginado senão no fim do século II. Convém, todavia, notar que a Bíblia, em certos casos, fala do Espírito Santo, mas sempre no sentido de Espírito familiar, de Espírito ligado a uma pessoa. Assim, no Antigo Testamento (Daniel, XIII, 45) se lê: ‘O Senhor suscitou o espírito santo de um moço chamado Daniel.” Criatianismo e Espiritismo – Leon Denis – FEB – 5ª edição – pg. 293

ESPÍRITOS SUPERIORES E A IGREJA

“A 30 de setembro de 1863, como se pode ver em Obras Póstumas, Kardec recebeu dos Espíritos Superiores este aviso: ‘Chegou a hora de a Igreja prestar contas do depósito que lhe foi confiado, da maneira como praticou os ensinamentos do Cristo, do uso que fez de sua autoridade, enfim do estado de incredulidade a que conduziu os espíritos’” O Céu e o Inferno – Allan Kardec – Notícia sobre o Livro – LAKE – pg.IX

ESTUDO PRÉVIO DA TEORIA

“... A segunda precaução é dedicar-se com escrupuloso cuidado a reconhecer, por todos os indícios que a experiência oferece, a natureza dos primeiros Espíritos comunicantes, dos quais sempre é prudente desconfiar. Se esses indícios forem suspeitos, deve-se apelar com fervor ao anjo guardião e repelir com todas as forças o mau Espírito, provando-lhe que não conseguiu enganar, para o desencorajar. Eis porque o estudo prévio da teoria é indispensável, se o médium pretende evitar os inconvenientes inseparáveis da falta de experiência. As instruções a respeito, bem desenvolvidas, estão nos capítulos sobre a Obsessão e a Identidade dos Espíritos.” O Livro dos Médiuns – Kardec – Lake – item 211 – pg. 176

ETERNO?

“A palavra eterno, que tão freqüentes vezes se encontra nas Escrituras, parece não dever ser tomada ao pé da letra, mas como uma dessas expressões enfáticas, hiperbólicas, familiares aos orientais. É um erro esquecer que tudo são símbolos e imagens em seus escritos. Quantas promessas, pretensamente eternas, feitas ao povo hebreu ou a seus chefes, não tiveram realização! Onde está essa terra que os israelitas deveriam possuir eternamente – in aeternum (Pentateuco). Onde essas pedras do Jordão, que Deus anunciava deverem ser, para o seu povo, um monumento eterno (Josué, VI, 7). Onde essa descendência de Salomão que devia reinar eternamente em Israel e tantas outras, idênticas promessas? Em todos esses casos, a palavra eterno parece simplesmente significar longa duração. O termo hebraico ôlam, traduzido por eterno, tem como raiz o verbo âlam, ocultar. Exprime um período cujo fim se desconhece. O mesmo acontece à palavra grega aion e à latina aeternitas. Tem esta a raiz aetas, idade. Eternidade, no sentido que o entendemos hoje, dir-se-ia em grego aidios e em latim sempiternus, de semper, sempre.” Cristianismo e Espiritismo – Leon Denis – FEB – 5ª edição – pg 94

EVANGELHO E ESPIRITISMO

“Na introdução de O Evangelho segundo o Espiritismo, logo nas primeiras linhas, Kardec oferece um exemplo da maneira pela qual o Espiritismo “quebra a noz para tirar a amêndoa”, segundo uma sua expressão. O respeito aos textos não se refere à forma, mas ao conteúdo. O Espiritismo respeita a essência, os ensinos contidos na letra, o espírito que nela se incorpora, e não a própria letra... É nesse sentido que o Espiritismo respeita as escrituras, e nelas se apóia, para confirmar a sua própria legitimidade, mas a elas não se escraviza. Pelo contrário, o Espiritismo recebe as escrituras como um acervo cultural, do qual retira as energias criadoras, as forças vitais condensadas em suas formas, para reelaborá-las em novas expressões de espiritualidade. É assim que o Cristianismo se liberta e se renova, na expansão de suas mais profundas e poderosas energias, para libertar e renovar o mundo.” O Espírito e o Tempo – H. Pires – Edicel – pg. 90/91

EVANGELHOS SINÓTICOS E SUAS DATAS

“O Evangelho de Marcos, na forma que conhecemos, foi escrito no ano 45, em grego, provavelmente em Roma. O de Mateus foi escrito entre os anos 55 e 60, provavelmente na Síria, em hebraico. O de Lucas entre os anos 70 e 80, em grego literário de fino lavor, possivelmente na Europa ou na Ásia. O de João nos anos 80, em grego e na cidade de Éfeso. Renan, no passado, e Charles Guignebert, no presente, são os dois grandes pesquisadores históricos, ambos franceses, que conseguiram melhor estabelecer esses dados.” O Verbo e a Carne – Herculano Pires – Edições Cairbar – 1a edição – pg.21

EVOCAÇÃO OU COMUNICAÇÃO ESPONTÂNEA?

“Dois sistemas igualmente preconizados e praticados se apresentam no modo de se receberem as comunicações de além-túmulo; uns preferem esperar as comunicações espontâneas, os outros as provocam por uma chamada direta feita a tal ou tal Espírito. Os primeiros pretendem que na ausência de controle para constatar a identidade dos Espíritos, esperando sua boa vontade, se está menos exposto a ser induzido em erro, já que aquele que fala é porque quer falar, ao passo que não é certo que aquele que se chama possa vir ou responder. Objetam que deixar falar o primeiro que aparece, é abrir a porta aos maus tão bem quanto aos bons. A incerteza da identidade não é objeção séria, pois que, freqüentemente, existem meios de constata-la, e que, aliás, essa constatação é objeto de um estudo que se prende aos próprios princípios da ciência; o espírito que fala espontaneamente se encerra, o mais ordinariamente, em generalidades, ao passo que as perguntas lhe traçam um quadro mais positivo e mais instrutivo. Quanto a nós, não condenamos senão os sistemas exclusivos; sabemos que se obtém coisas muito boas por um e por outro modo, e se damos a preferência ao segundo, é porque a experiência nos ensinou que, nas comunicações espontâneas, os Espíritos enganadores não deixam de se ornamentar com nomes respeitáveis que nas evocações; eles têm mesmo o campo mais livre, ao passo que pelas perguntas são dominados, são dirigidos mais facilmente, sem contar que as perguntas são de uma utilidade incontestável nos estudos. É a esse modo de investigação que devemos a multidão de observações que recolhemos, a cada dia, que nos fazem penetrar mais profundamente esses estranhos mistérios. Quanto mais nós avançamos, mais o horizonte aumenta diante de nós, e nos mostra o quanto é vasto o campo que temos a ceifar.” Revista Espírita – Allan Kardec – Jul/1859 – IDE – 1ª edição – pg 162 “Há pessoas que tem por princípio nunca fazerem evocações e esperarem a primeira comunicação espontânea que se apresente sob o lápis do médium; ora, querendo-se lembrar do que dissemos sobre a multidão muito misturada dos Espíritos que nos cercam, conceber-se-á, sem dificuldade, que é colocar-se segundo a opinião do primeiro que venha, bom ou mau; e como nessa multidão há mais maus do que bons, há maior chance de haver os maus, absolutamente como se abrísseis vossa porta a todos os que passam pela rua; ao passo que pela evocação, fazeis vossa escolha, e vos cercando de bons Espíritos, impondo silêncio aos maus, que poderão muito bem, apesar disso, procurar algumas vezes se introduzirem habilmente – os bons mesmo o permitirão para exercer a vossa sagacidade em reconhecê-los – mas eles não terão influência. As comunicações espontâneas têm uma grande utilidade quando se está certo da qualidade de sua companhia, então, freqüentemente, deve-se felicitar pela iniciativa deixada aos Espíritos; o inconveniente não está senão no sistema absoluto que consiste em se abster do apelo direto e das perguntas.” Revista Espírita – Allan Kardec – Set/1859 – IDE – 1ª edição – pg 212

EVOCAÇÕES

“médiuns de evocações - ... Mas há, para os casos de evocação, médiuns inteiramente especiais. NT: O problema das evocações é dos mais complexos. As evocações de Kardec eram feitas para estudos. Nas sessões habituais de natureza religiosa não se fazem evocações...” O Livro do Médiuns – Kardec – Lake – item 192 – pg.165

EXISTÊNCIAS ANTERIORES

“As origens que certos Espíritos nos dão pela revelação de pretensas existências anteriores, freqüentemente, são um meio de sedução e uma tentação para nosso orgulho, que se vangloria por ter sido tal ou qual personagem.” Revista Espírita – Allan Kardec – Maio/1859 – IDE – 1a edição – pg. 132 br>

EXPERIÊNCIAS DIVIDIDAS

“Seu coração e sua inteligência entenderão as minhas palavras. A principal virtude dos que sofreram é a de acender uma luz para as almas desprevenidas que seguem, despreocupadamente, pelos caminhos escuros e enganosos da vida terrestres. Aproveite a experiência dolorosa e difícil de seu pai... ... cônscio de que as lições aprendidas por seu pai devem ter utilidade para os filhos queridos que deixou na Terra e que ele, no seu egoísmo, considerará, sempre, como as melhores criaturas do Universo. ... implorando-Lhe que conserve, no coração de meu filho, a estrela fulgurante da Verdade, não para que ele seja um santo, sobre o mundo de perversidade e de dores amargas, mas que ele seja o companheiro leal e o homem de bem.” Irmão X, Meu Pai – Humberto de Campos Filho – Lúmen Editora – pg. 144

FALAR FÁCIL

“Não teríamos desejado senão uma coisa, que é um pouco mais de clareza nas demonstrações e no método na ordem das matérias. O senhor Auguez tratou a questão como sábio, porque se dirigia a um sábio capaz, seguramente, de compreender as coisas mais abstratas, mas não teria pensado que escrevia menos para um homem do que para o público, que lê sempre, com mais prazer e proveito, o que compreende sem esforços.” Allan Kardec dirigindo-se ao Sr. Paul Auguez, que respondeu a uma publicação do Sr. Viennet, onde este fez pesadas críticas ao Espiritismo. Revista Espírita – 1858 – Março – IDE – 1ª edição – pg. 64

FANATISMO E MATERIALISMO

“... o Fanatismo e o Materialismo – um que tudo aceita e o outro que tudo nega. Sábio é aquele que se mantém tranqüilo entre os dois extremos, e que confia na justiça eterna das coisas.” A Doutrina Secreta – H Blavatsky – vol 1 - pg. 63

FARISEUS, FERMENTO DOS (MARCOS 8:15)

“ O fermento é o que faz crescer a massa mas, sozinho, não é comestível. ... Ao excluir o fermento dos fariseus, Iéshoua’ pretende condenar um ensinamento que enfatiza os gestos exteriores da religião mais do que sua interioridade....” Marcos – André Chouraqui – Imago – pg. 135

FEB E A REVISTA ESPÍRITA

“Qual o estudioso do espiritismo que não gostaria de ter na sua estante, para folhear à vontade, ler e estudar com carinho, os números da revista de Kardec? Pois os atuais (1949) dirigentes da Federação não pensam desta maneira, e no número 3 deste ano, correspondente a março último, da revista “Reformador”, órgão oficial da FEB, inseriram, à página 50, com artiguete de má-fé, intitulado “Ensaio”, no qual afirmavam: “as velhas coleções da “Revue Spirite” só tem valor como curiosidade histórica, não para estudo da doutrina...” Herculano Pires, o Apóstolo de Kardec – J. Rizzini – pg 98

FEB E A TRADUÇÃO DO ESE

“... porque as traduções brasileiras das obras de Allan Kardec andam sendo adulteradas e mutiladas, como se pode verificar nos capítulos XX e XXI de O Evangelho Segundo o Espiritismo que, depois de ter tido uma tradução correta, que vinha dos tempos da velha guarda, em lugar de a reverem, se fosse o caso, os diretores da FEB mandaram o Sr. Antonio Lima fazer, em 1931, uma tradução baseada no 48o milheiro da edição francesa – justamente o adulterado e mutilado. Esta é a fonte das versões brasileiras desde 1932.” Erros Doutrinários – Júlio Abreu Filho – Edições Cairbar – 1a edição – pg. 88

FEB E A UMBANDA

“E assim terminou a minha experiência, ou melhor, o meu estudo inesperado do chamado Espiritismo de Umbanda” Chocante a expressão, a de um presidente da FEB: Espiritismo de Umbanda! Mas, Wantuil de Freitas e quase todos os seus companheiros estavam, convencidos de que havia “Espiritismo de Umbanda”. Pois oito anos antes desta entrevista radiofônica – exatamente em maio de 1945 – ele organizou o que chamou de plano das Sociedades Coligadas, convidando ao seio da Federação todas as organizações existentes, desde a Liga Espírita do Brasil que é 100% Kardecista, até as tendas “afro-católicas” mais esdrúxulas, com as suas excêntricas batucadas. ... Não é de admirar-se, portanto, que anos depois da entrevista na Rádio Clube do Brasil, Wantuil de Freitas, novamente hipnotizado pelo fascínio umbandístico fizesse que a Federação Espírita Brasileira, através do Conselho Federativo Nacional (também presidido e pressionado por ele) divulgasse nos centros espíritas de norte a sul do país que “fenômeno mediúnico com ou sem doutrina é Espiritismo”. E mais: “doutrinariamente, toda prática mediúnica é espírita, embora nem sempre kardeciana”. E ainda mais: “Umbanda é Espiritismo, mas não é Doutrina Espírita”. Outra afirmação do Conselho é a de que “todo umbandista é espírita, mas nem todo espírita é umbandista”. Como se vê, uma confusão primária, que nenhum estudante de Kardec pode aceitar.” Herculano Pires, o Apóstolo de Kardec – J. Rizzini – Paidéia – pg 101

FEB, ROUSTAINGUISMO E ESTATUTOS

“... foi por um abuso de confiança, tomando procurações dos kardecistas votantes, que deveriam se reunir em assembléia, na qual seria eleita a direção da FEB, que, num golpe baixo, os roustainguistas assaltaram o poder; feito isso, reformaram os seus estatutos, introduzindo um dispositivo que exige a confissão do credo roustainguista para poder participar do conselho e da diretoria; ainda pelos estatutos, a diretoria completa o conselho, e este elege a diretoria. Vejam-se Art. 2o , letra a e Art. 36o , par. 3o.” Erros Doutrinários – Júlio Abreu Filho – Edições Cairbar – 1a edição – pg.147

FILHO DO HOMEM

“... Mas Jesus é também, para o evangelista, o Rabi e o Adôn, repetindo-se este nome oitenta vezes em Mateus. Filho do homem, salvador anunciado da humanidade e de Israel, a cristandade nascente, após os evangelistas, vê nele o filho de Elohim. Esta expressão em hebraico (Ben Elohim) não tem e não pode ter o mesmo significado que em grego (huios tou theou). Em hebraico, a palavra “ben” exprime uma dependência que muitas vezes não é a de uma filiação biológica. Além disso, no universo bíblico, Elohim é o pai não apenas de todo homem, mas de toda criatura, de todo objeto.” Matyah – André Chouraqui – Imago – pg. 43

FILHO, SÚPLICA DE

“Não me procures, Mãe, sob o jazigo Que recobres de jóias e açucenas!... Fita o campo das lágrimas terrenas, Levanta-te da lousa e vem comigo. Aqui, chora a viuvez amargas penas, Ali, geme a orfandade ao desabrigo, Ergamos para a dor um pouso amigo E as nossas dores ficarão pequenas!... Transformemos o luxo, Mãe querida, Em consolo, agasalho, pão e vida, Na inspiração do bem que nos governa!... E seguiremos juntos, dia-a-dia, Convertendo a saudade escura e fria Em bendito calor de luz eterna. Luís Roberto Espírito – Médium F.C. Xavier – Mensagem recebida 1/5/65, Comunhão Espírita Cristã

FINADOS, ORAÇÃO PELOS QUASE MORTOS

“Senhor Jesus!... Enquanto os irmãos da Terra procuram a nós outros – os companheiros desencarnados – nas fronteiras da cinza, rogando-te amparo em nosso favor, também nós, de coração reconhecido, suplicamos apoio em auxílio de todos eles, principalmente considerando aqueles que correm o risco de marginalizarem-se nas trevas!... Pelos que perderam a fé, recusando o sentido real da vida, e jazem quase mortos de desespero; pelos que desertaram das responsabilidades próprias, anestesiando transitoriamente o próprio raciocínio, e surgem quase mortos de inanição espiritual; pelos que se entregaram à ambição desmesurada a se rodearem sem qualquer proveito dos recursos da Terra, e repontam do cotidiano quase mortos de penúria da alma; pelos que se hipertrofiaram na supercultura da inteligência, gelando o coração para o serviço da solidariedade, e aparecem quase mortos ao frio da indiferença; pelos que acreditaram na força ilusória da violência, atirando-se ao fogo da revolta, e se destacam quase mortos de angústia vazia; pelos que se perturbaram por ausência de esperança, confiando-se ao desequilíbrio, e se revelam quase mortos de aflição inútil; pelos que abraçaram o desânimo por norma de ação, parando de trabalhar, e repousam quase mortos de inércia; e pelos que se feriram ferindo aos outros, encarcerando-se nas cadeias da culpa, e estão quase mortos de arrependimento tardio! Senhor!... Para todos os nossos irmãos que atravessaram a experiência humana quase mortos de sofrimentos e agravos, complicações e problemas criados por eles mesmos, nós te rogamos auxílio e benção!... Ajuda-os a se libertarem do visco de sombra em que se enredaram e traze-os de novo à luz da verdade e do amor, para que a luz do amor e da verdade lhes revitalize a existência a fim de que possam encontrar a felicidade real contigo, agora e para sempre.” Na Era do Espírito – Chico e Herculano – Espírito Emmanuel – GEEM – 5a edição – pg. 124

FOGUEIRA, AGONIA NA

“A dor era de enlouquecer. A gente deveria orar a Deus quando está morrendo, se é que se pode orar em plena agonia.... Eu não sabia que quando a gente morre queimada a gente sangra. Eu sangrava que era um horror. O sangue pingava e chiava nas chamas. Gostaria de ter bastante sangue para apagá-las. O pior, porém, foram os meus olhos. Detesto a idéia de ficar cega. Já basta o que penso quando estou acordada, mas nos sonhos não posso me livrar dos meus pensamentos. Eles persistem... Tentei fechar os olhos, mas não pude. Eles devem ter sido queimados e agora aquelas chamas iriam arrancar-mos com seus maléficos dedos. Eu não queria ficar cega.” Nas Fronteiras do Além – Hermínio Miranda – FEB – 2ª edição – pg. 124

FORMA HUMANA

“A forma humana, com algumas diferenças de detalhes e as modificações orgânicas exigidas pelo meio em que o ser tem de viver, é a mesma em todos os globos. É pelo menos, o que dizem os Espíritos. E é também a forma de todos os Espíritos não encarnados, que só possuem o perispírito. O Livro dos Médiuns – Kardec – Lake – item 56 - pg.52

FORMA X FUNDO

“Para os Espíritos, principalmente para os Espíritos superiores, a idéia é tudo, a forma não é nada. Livres da matéria, sua linguagem é rápida como o pensamento, pois é o próprio pensamento que entre eles se comunica sem intermediários.” O Livro dos Espíritos – Kardec – Introdução XIV – Lake - pg. 45

FREDERICO FÍGNER E ANA PRADO

“Frederico Fígner, introdutor do fonógrafo no Brasil, levou sua esposa desolada a Belém do Pará, na esperança de um reencontro com a menina Rachel, sua filha que haviam perdido, o que quase os levara à loucura, ele e a esposa. Procuraram a médium Ana Prado, também mulher do campo,e numa sessão com ela a menina apareceu materializada, estimulando os pais a enfrentarem o caso com serenidade, pois ali estava ela, viva, e falava e os beijava, e, sentava-se em seus colos, provando que não morrera. Fígner, ao voltar para o Rio de Janeiro, dedicou-se dali por diante ao Espiritismo, com a chama da fé acesa em seu coração e no coração da esposa, mas agora uma fé inabalável, assentada na razão e nos fatos. A beleza de um reencontro de um filho com a mãe, que estreita o médium nos braços ansiosos e o beija com toda a efusão da saudade materna, compensa, de muito, a impiedade dos que o acusam de praticar bruxarias” Mediunidade – Herculano Pires – Edicel – 4ª edição – pg 38

FUTURO, UMA SÓ NAÇÃO?

“Questão 789: O progresso fará que todos os povos da Terra se achem um dia reunidos, formando uma só nação? Uma nação única, não; seria impossível, visto que da diversidade dos climas se originam costumes e necessidades diferentes, que constituem as nacionalidades, tornando indispensáveis sempre leis apropriadas a esses costumes e necessidades. A caridade, porém, desconhece latitudes e não distingue a cor dos homens. Quando, por toda parte, a lei de Deus servir de base à lei humana, os povos praticarão entre si a caridade, como os indivíduos. Então, viverão felizes e em paz, porque nenhum cuidará de causar dano ao seu vizinho, nem de viver a expensas dele.” O Livro dos Espíritos – Allan Kardec – FEB – 80a edição – pg 367

GALILÉIA DOS GENTIOS / DAS ETNIAS

1) “Os esconderijos da Galiléia estavam cheios de homens que queriam fugir às represálias dos invasores romanos: eles eram chamados Galil ha-goim, a Galiléia das etnias. Mas, como quase sempre acontece, a exigência do segredo leva a um resultado inverso e favorece a difusão mais rápida daquilo que se queira esconder.” Marcos – André Chouraqui – Imago – pg.59 2) “De uma maneira geral, os habitantes da Judéia reivindicavam a pureza de suas origens tribais, da qual se orgulhavam, o que significava um certo desdém pelas populações mistas, mais ou menos taxadas de impuras, como os galileus miscigenados a inúmeros estrangeiros, vindo de países distantes.” Marcos – André Chouraqui – Imago – pg. 122 3) “A Galiléia dos Gentios é um mosaico de raças, religiões, línguas e culturas que Iéshoua’conclama a um futuro de unidade messiânica.” Marcos – André Chouraqui – Imago – pg. 128

GANDHI, KALIL E O CRISTIANISMO

“O Mahatma Gandhi exclamou, ao ler os Evangelhos: Como pôde uma árvore como esta dar os frutos que conhecemos? Kalil Gibran viu Jesus de Nazaré encontrar-se com o Jesus dos Cristãos numa colina do Líbano, onde conversaram, e Jesus de Nazaré retirar-se murmurando: Não podemos nos entender!” Revisão do Cristianismo – Herculano Pires – Paidéia – 2a edição – Apresentação do Autor.

GENIALIDADE E CÉREBRO FÍSICO

“Há muito tempo os cientistas estudam minuciosamente o cérebro humano, buscando relacionar seus detalhes anatômicos e fisiológicos com a inteligência. No início do século passado, Wagner, um anátomo-fisiologista alemão, resolveu estudar os cérebros dos cientistas mortos, comparando-os com os das demais pessoas. Teve a profunda decepção de vê-los idênticos em seus aspectos externos, internos e microscópicos. Os cérebros de um intelectual e de um parvo eram iguais em tudo. E, até hoje, ninguém pode afirmar que as células cerebrais são a sede de processos mentais – o grande sonho dos materialistas. ... um dos argumentos que mais depõe contra a teoria materialista é o seguinte: a maior parte dos homens célebres tiveram ascendentes de inteligência medíocre e sua descendência foi-lhes notoriamente obscura. Hércio Marcos Cintra Arantes Anuário Espírita 1970 – pg.22 23

GERASENOS OU GADARENOS / UMA NOVA INTERPRETAÇÃO (MARCOS 5:1 A 21)">

“O lugar onde supostamente se passou o incidente permanece desconhecido e as variações que apresentam os evangelistas e os manuscritos quanto ao nome que lhe é dado (gadarenos em Mateus e gerasenos em Lucas) mostram bem que, mesmo na época em que foram redigidos, esse lugar não era identificado. Deve tratar-se de um nome imaginário... Legião é meu nome: Eis a palavra decisiva, aquela que dá autenticidade a nossa leitura de toda essa passagem. Ao escutá-la, os ouvintes de Iéshoua’ não podiam pensar senão na Décima Legião romana, sediada em Damasco, cujo símbolo era um porco e encarregada de manter a ordem naquela região, de fazer respeitar a pax romana, que era, para os hebreus como para todos os povos que não obedeciam cegamente às ordens do império, a paz dos cemitérios. Aquela legião contava com 6.000 homens que eram enviados logo que surgiam as menores perturbações. Os legionários eram detestados, como o são todos os soldados de um exército de ocupação, por causa de sua brutalidade e da arbitrariedade de suas medidas. Do alto do penhasco: Procurou-se em vão onde poderia se encontrar esse penhasco do qual a manada se precipitara ao lago. Com efeito, as margens do lago de Tiberíades são todas rigorosamente planas, sem o menor penhasco. Marcos – André Chouraqui – Imago – pg. 92/96

GIORDANO BRUNO

“O procedimento que a Igreja usa hoje em dia não é aquele que os apóstolos usaram, porque convertiam as pessoas com ensinamentos e com o exemplo de uma vida boa. Mas agora, quem não desejar ser católico deve suportar a punição e a dor. A força é usada e não o amor. O mundo não pode continuar assim, pois nada há senão ignorância e nenhuma religião que seja boa, disse Giordano Bruno. Nascido em 1548, sua vida foi um testamento dessas suas palavras. Ao ser julgado, em 1589, quando sugeriram que se retratasse, respondeu: “Não o farei. Nada tenho a renunciar. Nem sei a que deveria renunciar”, enfurecendo ainda mais os nove cardeais que o inquiriam. Entre eles estava o cardeal Roberto Bellarmino, que iria instigar a prisão e o julgamento de Galileu. Curiosamente, a Igreja o declarou santo, canonizando-o em 1930. Prisioneiro do Vaticano, Bruno foi confinado nas masmorras da Inquisição Romana, em 27 de fevereiro de 1593. Numa cela com paredes de um metro de espessura, a escuridão, imundice, umidade, temperaturas extremas, ratos e o cheiro causticante já eram uma tortura. Depois de novas tentativas de capitulá-lo, eles decidiram pela seguinte sentença, que resumimos: “Tendo invocado o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo e de sua Mui Gloriosa Mãe Maria Sempre Virgem na causa do Santo Ofício, o acima mencionado Giordano Bruno, acusado, examinado, trazido a julgamento e considerado culpado, impertinente, obstinado e pertinaz, um herege impenitente, tendo incorrido em todas as censuras e punições do Cânone Sagrado, deve ser degredado e expulso de todas as ordens. Condenamos e proibimos todos os seus livros e escritos como heréticos e errôneos. Ordenamos que todos sejam destruídos e queimados na Praça de São Pedro diante dos degraus e sejam colocados no Index de Livros Proibidos”. Ficou registrado que, numa quinta-feira, 19 de fevereiro de 1600, Bruno foi levado para a execução. Um espeto de metal foi enfiado em sua bochecha esquerda, prendendo sua língua e saindo pelo outro lado. Outro espeto prendeu seus lábios, formando uma cruz. Temiam que ele falasse ao público. Destruíram seu corpo, seus textos e seus livros nas chamas da fogueira. Quase dez anos antes, em sua obra De Monade, escreveu: “Muito lutei. Pensei que seria capaz de vencer. (...) Contudo nenhum século futuro negará o que me pertence: não ter temido morrer, não ter me rendido ao meu igual em firmeza de espírito, e ter preferido uma morte corajosa a uma vida sem combate”, profetizou Giordano Bruno. Universo Espírita – Janeiro – No 5 – pg 41 – Paulo Henrique Figueiredo

GRÉCIA ANTIGA E HOMOSSEXUALISMO

“ ... Tinha razão o Eclesiastes: não há nada de novo sob o sol. Na fase final da esplendente civilização grega o homossexualismo expandiu-se de tal forma que chegou-se a organizar batalhões de duplas amorosas para a guerra. A teoria novíssima daquele tempo era a seguinte: o amante não quer fazer feio diante do amado, de maneira que esses batalhões deviam ser mais heróicos do que os outros...” O Homem Novo – Herculano Pires – Edições Correio Fraterno – 1a edição – pg.18

GOVERNADOR DO PLANETA(?)

“ Resta-nos explicar o que se deve entender por alma da Terra, porque não pode entrar no pensamento de ninguém atribuir uma vontade à matéria. Os Espíritos sempre disseram que certos dentre eles têm atribuições especiais; agentes e ministros de Deus dirigem, segundo o grau de sua elevação, os fatos de ordem física, assim como aqueles de ordem moral. Do mesmo modo que alguns velam sobre os indivíduos, dos quais se constituem os gênios familiares ou protetores, outros tomam sob sua proteção as reuniões de indivíduos, os grupos, as cidades, os povos e mesmo os mundos. A alma da Terra deve, pois, ser entendida como Espíritos chamados, por sua missão, para dirigi-la e para faze-la progredir, tendo sob suas ordens as inumeráveis legiões de Espíritos encarregados de velar pelo cumprimento dos seus desígnios. O Espírito diretor de um mundo, necessariamente, deve ser de uma ordem muito superior e tanto mais elevada quanto o próprio mundo seja mais avançado.” Revista Espírita – Allan Kardec – Abril/1860 – IDE – 1a edição – pg 110

GRUPOS PEQUENOS OU GRUPOS GRANDES?

“Do ponto de vista da propaganda, há ainda um fato certo, é que não é nas grandes reuniões que os novatos podem haurir elementos de convicção, mas bem na intimidade; há, pois, duplo motivo para se preferir os pequenos grupos, que podem se multiplicar ao infinito; ora, vinte grupos de dez pessoas, por exemplo, sem contradita, obterão mais e farão mais prosélitos do que uma única assembléia de duzentos membros.” Revista Espírita – Allan Kardec – Outubro/1860 – IDE – 1a edição – pg. 302

HIPOCRISIA E ESPIRITISMO

“O Espiritismo, sendo o Consolador prometido por Jesus, que nos leva a toda verdade, não pode conciliar-se com as simulações e fantasias das convenções humanas. Temos de aprender a enfrentar a verdade à luz do dia, a mostrar-nos como realmente somos, a não esconder ao público as deficiências naturais da nossa condição humana. Inútil querermos passar por criaturas modelares e infalíveis ou querermos fingir que o movimento doutrinário não tem falhas.” Na Hora do Testemunho – F.C. Xavier e Herculano Pires – Paidéia – 1a edição – pg.63

HIPÓCRITA, SANTIDADE

“O Espiritismo não se organizou em igreja para evitar os prejuízos dessa hipocrisia contrária à lei do amor do Evangelho. Mesmo assim, aparecem ainda agora no meio espírita os pregadores da santidade hipócrita. São os pregadores angélicos que semeiam essas idéias na ingenuidade pretensiosa das massas espíritas... É inacreditável que isso possa acontecer no meio espírita, contrariando os princípios racionais e científicos da doutrina. Mas tudo pode acontecer num período de transição como este que estamos vivendo. Espíritas dizendo-se abstêmios, de mãos postas e olhos voltados para o Além, tentando negar sua condição humana para alcançar o Céu, é o de mais ridículo e absurdo se possa imaginar. As funções normais da espécie não podem ser suprimidas num organismo humano sem causar desequilíbrios perigosos. A função sexual não tem por objetivo o gozo sensual, mas a reprodução da espécie. Não obstante,o prazer sexual natural, na ligação normal e afetiva de duas criaturas que se amam é importante elemento de equilíbrio orgânico, psico-físico. A condenação do sexo é estúpida manifestação da hipocrisia. Os que tentam agora introduzi-la no meio espírita só podem ser indivíduos frustrados ou lamentavelmente desviados das funções normais... O masoquista é um esquizofrênico de sensibilidade invertida. A esquizofrenia o afasta da realidade imediata e o envolve no delírio dos prazeres futuros que ele transforma em satisfações subjetivas no processo das transposições alienantes... A dor, o sofrimento e a morte não têm, na concepção espírita, esse sentido delirante. Pelo contrário, tudo no espiritismo se define como articulações do processo único e universal da evolução.” Educação Para a Morte – Herculano Pires – Correio Fraterno – 1ª edição – pg. 105.

HEBRAICO (IDIOMA) E JESUS

“... somos levados a nos contentar com as possibilidades fundadas em fatos. João (5,12; 19,13; 19,17; 19,20; 20,16) e o Apocalipse (9,11 e 16,16) falam sete vezes da língua hebraica, mas jamais da aramaica ou grega, para designar a língua falada por Jesus. Ver At 9,36; 21,37. Parece certo que Jesus falava, geralmente o hebraico para comentar a Torá ou ensiná-la. Mesmo que ele falasse aramaico também e que seus apóstolos difundissem sua mensagem em grego, é indubitável que para eles todos o substrato de todo o pensamento, o último termo de referência e o valor supremo se encontravam na Torá, portadora da única autoridade limitadora, a palavra viva de Iaweh. A pesquisa neo-testamentária contemporânea se esforça, assim, para encontrar sob o texto grego seu substrato semítico e interpretá-lo em função de seu contexto histórico. O cisma judaico-cristão havia sido uma das causas da supressão total ou parcial do substrato semítico do Novo Testamento. É notável que a reconciliação da Igreja Romana com o Estado de Israel – judeus e cristãos tendo cessado de se considerar com rivais para se reconhecerem enfim com parceiros – tende a reparar as funestas conseqüências desta ruptura. Numerosos cristãos puseram-se à procura de suas raízes hebraicas.” Matyah – André Chouraqui – Imago – pg 26

HELEN WAMBACH, REENCARNAÇÃO E SEUS TRABALHOS (LIFE BEFORE LIFE)

“Noventa por cento de seus pacientes mergulharam nesse fantástico depósito de lembranças e emergiram com algumas surpresas para si mesmos e para a competente psicóloga. Uma delas: a de que morrer até que é bom, nascer é que não é nada interessante... Mas voltemos aos dados estatísticos. 1) 81% dos pacientes disseram que eles próprios haviam decidido renascer. 19% afirmaram que não tinham lembrança de nenhuma decisão ou que nada lhes ocorrera dizer, quando questionados com relação a esse ponto. 2) Do total pesquisado, 68% declaravam-se relutantes, tensos ou resignados ante a perspectiva de viver nova existência. Somente 26% consideravam a nova oportunidade com certo otimismo, mas, curiosamente, não estavam interessados em fazer da vida um contínuo fluxo de prazeres e, sim, nutriam esperança de alcançar alguma conquista evolutiva. 3) 90% dos pesquisados informaram que as mortes foram experiências agradáveis, mas que os nascimentos constituem momento de desventura e tensão. 4) Ainda quanto aos objetivos planejados para a vida a ser vivida, não observou a cientista nenhum projeto especial de desenvolver talentos ou faculdades, mas, “prioritariamente, aprender a relacionar-se com os outros e amar sem ser exigente e possessivo”. Deste grupo, 28% tinham consciência de haver trazido uma espécie de “mensagem”à humanidade, no sentido de que é preciso ser solidário com o semelhante e “desenvolver o consciente superior”, ou seja, o conceito de que somos todos, primariamente, seres espirituais. Os pacientes da Dra. Wambach foram “praticamente unânimes em rejeitar qualquer intenção voltada para o aumento da riqueza, do status e do poder”. 5) 87% das pessoas consultadas – uma taxa elevadíssima – declararam haver conhecido seus pais, amantes, parentes e amigos de uma ou outra vida anterior. Nenhuma consistência encontrou a doutora em apoio às teorias freudianas do complexo de Édipo e do complexo de Electra, segundo os quais os filhos experimentam forte atração sexual pelas mães e as filhas pelos pais. O relacionamento anterior pode ter sido o mais diversificado possível.” Nossos Filhos são Espíritos – Hermínio Miranda – Lachatre – 5ª edição – pg. 45

HISTÓRIA, ESTUDO DA

"O conhecimento dos processos históricos é indispensável ao espírita, para imunizá-lo contra as deturpações místicas ou supersticiosas da doutrina, tão comuns num mundo que, apesar de se orgulhar do seu progresso científico, ainda não se libertou de sua pesada herança mitológica.” O Espírito e o Tempo – Herculano Pires – Edicel – 7a edição – pg 32

HOMEM / CÉREBRO E CORAÇÃO

“Quanto poder, quanta inteligência, quanta majestade encerrados nesse mísero fragmento de argila! No entanto, quanta dor, quanta tortura, quanto desespero se lhe estampam no semblante congestionado! Que doloroso contraste se esconde nas dobras de seu mundo interior: um cérebro inundado de luzes e um coração carregado de sombras! De um lado, a inteligência que o glorifica como gênio criador de uma civilização de esplendores e, de outro lado, o sentimento que o degrada, como o gênio destruidor de sua própria obra.” Primado do Espírito – Rubens Romanelli – Lachatre – pg. 129

HOMOSSEXUALISMO E REENCARNAÇÃO

“Enganam-se as entidades espirituais e os estudiosos do Espiritismo quando atribuem a responsabilidade dos desvios sexuais à reencarnação, aludindo ao problema das mudanças de posição sexual de uma encarnação para outra. Sabemos hoje com segurança que a sexualidade é um sistema de polaridade não adstrito à forma específica do aparelho sexual. Na verdade, a sexualidade é fonte única dos dois sexos, o masculino e o feminino. Para a mudança de sexo na reencarnação, em face da necessidade de experiências novas no plano evolutivo, basta a inversão da polaridade na adaptação do espírito ao novo corpo material. Essas inversões se processam no perispírito, como ensina Kardec, pois é este e não o corpo o controlador de todo o funcionamento orgânico e fisiológico do corpo material. Seria estranho que, num caso de importância básica para a evolução humana na Terra, essas mudanças não estivessem sujeitas a rigoroso controle das inteligências responsáveis. ... Nesse sentido, as tendências anormais aparecem como conseqüências de faltas ou crimes dos indivíduos que as sofrem, sempre com a finalidade de as superar na encarnação presente, jamais de entregar-se a elas. Não vivemos para refocilar nas esterqueiras da espécie, mas para nos libertarmos dela. Cabe aos espíritas, que conhecem a outra face da existência, medir a distância qualitativa entre entregar-se às forças negativas do passado, como escravos de uma situação miserável entre os homens, e o ato de empossar-se nos seus direitos de criatura humana em evolução, avançando na direção dos anseios superiores da sua consciência humana.” Mediunidade – Herculano Pires – Edicel – 4ª edição – pg 64.

HOSPITAIS PSIQUIÁTRICOS

“No caso dos hospitais psiquiátricos o que se passa merecia um longo estudo. O oficialismo médico e governamental, embora consciente das deficiências da Medicina para curar a maioria dos doentes, fecha-se numa rigidez irracional, negando aos espíritas o direito de socorrer aqueles doentes com seus recursos próprios, que, no máximo, seriam inócuos. As alegações teóricas em contrário não resistem ao volume de fatos favoráveis aos espíritas e particularmente às conquistas atuais das ciências no tocante à realidade espiritual.” Agonia das Religiões – Herculano Pires – Paidéia – pg.92

HUMANIDADE E DUALIDADE

“Assim é o ser humano... Estranhíssimo e complexo. Sua vida é amalgamada num misto de piedade e de ironia: um sábio e um ignorante, um anjo de luz e um demônio de sombras. Olha para o céu e enchafurda-se na lama; beija entre lágrimas os olhos de seus filhinhos e mata os filhos dos outros nos campos de batalha; suas mãos afagam e apedrejam; seus lábios sorriem e sua boca espuma; ora e blasfema; renuncia e rouba; cura e envenena; esculpe filigranas e destrói cidades; luta pela verdade e calunia; escreve livros e queima bibliotecas; prega o perdão e vinga-se; ama os animais e devora-os; semeia o campo e derruba florestas; defende o fraco e humilha o débil e, finalmente, usa a razão e age como louco... Assim é o homem. O mais contraditório ser. É mortal e eterno; vive na terra e alça-se ao infinito; é luz e sombra; é matéria e energia. Está perpetuamente preso à razão dual de sua vida: uma, fugaz como o raio; outra eterna como o Sol. Dois seres num só: um homem de carne, outro de centelha; Um pouco conhecido; Outro apenas pressentido. Na sua vida de argila animada encontra-se prisioneiro entre duas janelas de grades que delimitam o seu entendimento: o nascimento e a morte. Eis o ser humano. Aceitá-lo é compreender o maior milagre da Vida... Porque sua própria existência é a prova patente da realidade das sombras e da verdade da Luz! Esoterismo – Luis Goulart – Editora Própria – pg. 8

HUMBERTO DE CAMPOS FILHO E CHICO

“ E suas relações com Chico Xavier, atualmente, Humberto? Pergunta o redator São e sempre foram ótimas. Você acredita que as mensagens de Chico, são mesmo obra do espírito de seu pai? Você é a milionésima pessoa que me faz esta pergunta, ou melhor, estas perguntas. Vou tentar responder ambas, agora, contando uma passagem de minha vida: Por volta de 1957, vindo com uma caravana de espíritas até Uberaba, como tanta gente que busca, incansavelmente, uma resposta às suas perguntas angustiosas sobre o fenômeno da morte, do destino e da dor, fui conhecer de perto o Chico Xavier. Passados tantos anos, quase duas décadas, ia encontrar-me com aquele que tinha sido alvo de uma ação movida por minha família. Foi um encontro realmente comovente, pois, desta vez, ambos estávamos do mesmo lado da trincheira. Participei da feitura da sopa dos pobres, descascando cenouras sob um telheiro, numa atmosfera que lembrava as cenas simples dos primeiros dias do verdadeiro cristianismo. Caminhei ao lado do Chico ao longo da romaria que era realizada no sábado à tarde, levando um saco com mantimentos, que seriam distribuídos aos pobres, visitados no trajeto. Presenciei no interior de uma palhoça o tocante momento em que um doente grave era visitado pelo espírito de Meimei, que se anunciava por um pronunciado cheiro de éter que, depois, era substituído pelo aroma de flores silvestres. E, por final, já na noite anterior ao nosso regresso, a conversa realmente impressionante que tive com ele. De início, envolvido por aquela atmosfera de paz e bondade que sua presença transmite, conversamos sobre o passado e sobre as coisas que julgávamos importantes, em relação ao momento que vivíamos. De repente, sem as bufadas ou contorções tão comuns para quem freqüenta reuniões desse tipo, notei que o Chico deixava de ser o Chico para ser, talvez, alguém que identifiquei como meu pai. Pelas coisas que dizia e pela forma que dizia. E o que ouvi naquela noite, guardei para o resto da minha vida. Foram coisas que agora me fazem pensar se não estamos bem próximos ou já chegamos aos instantes de decisão, vaticinados por aquela voz. “O mundo é uma fogueira que se consome nos mais baixos impulsos da vaidade e da ambição do homem. Nesse mundo que está sendo transformado, fisicamente, sem nenhuma consciência e sem nenhum escrúpulo, numa rapidez surpreendente, o próprio homem, vivendo nesse contexto e agindo de acordo com as regras vigentes, para não ser aniquilado, já começa a desconfiar de que alguma coisa está profundamente errada.” Essa entrevista com Humberto de Campos Filho, falando sobre Chico Xavier pessoa humana, sobre Chico Xavier, homem de paz e de bondade, comove aos espíritas e espiritualistas. E o momento inesquecível na vida de Humberto, no qual as palavras e as coisas ditas por Chico, pareciam vir da mente de seu querido pai – também são registros importantes – pois que dificilmente um filho esquece as maneiras, os pensamentos e conceitos íntimos de seu pai. Pode ser que o Espiritismo não tenha conquistado em Humberto um adepto fervoroso, mas – segundo ele mesmo confessa – a figura de Chico Xavier; naquela noite longínqua, plantou, em seu coração, uma semente de esperança, que jamais deixará de ser cultivada.” Luz Bendita – Rubens Silvio Germinhasi – IDEAL – pg.181

IAVEH, CONSIDERAÇÕES SOBRE

“Iavé nada mais era que o Espírito orientador do clã arrogante e ganancioso de Abraão, Isaac e Jacó na velha cidade mesopotâmica de Ur. Um guia espiritual de inferioridade inegável, deus guerreiro como os de Atenas e Roma, que se serviu da mediunidade espantosa de Moisés e dos Anciãos no deserto, para materializar-se entre aventureiros rudes e ignorantes, nas fumaradas de ectoplasma que envolviam em nuvens assustadoras a tenda do deserto... Frederic Zollner demonstrou, na Universidade de Upsala (Alemanha)??? que este elemento, o ectoplasma, pode produzir explosões violentas, raios e relâmpagos, causando destruições como o poder de dinamites. Essas provas científicas modernas podem também explicar as manifestações ígneas assustadoras do Monte Sinai, no momento em que Moisés falava com Iavé e este lhe aparecia em forma de sarça ardente, segundo a Gênese.” Curso Dinâmico de Espiritismo – Herculano Pires - Editora Herculano Pires – 1a edição – pg. 143

IAVEH DOS JUDEUS

“Todas as religiões primitivas, de acordo com a natureza dos povos tiveram deuses guerreiros que combatiam à frente dos exércitos. O Jeová dos hebreus lhes proporcionava todos os meios necessários para que exterminassem os seus inimigos, e os recompensava pela vitória ou os punia pela derrota. Segundo a idéia que faziam de Deus, acreditavam honrá-lo ou apaziguá-lo com o sangue dos animais ou dos homens. Vêm daí os sacrifícios sangrentos que tiveram papel tão considerável em todas as religiões antigas.” O Céu e o Inferno – Allan Kardec – LAKE – Cap. VI – Item 8 – pg. 67

IAVEH GLUTÃO

“Na descrição do Dilúvio, no Gênese bíblico, vemos que Noé fez um altar no monte Ararat para dar graças à Iavé pela salvação de sua família. No altar foram colocados alimentos de carne fumegante e Iavé compareceu para aspirar as emanações dos alimentos. É incrível que as igrejas Cristãs até hoje aceitem que esse Iavé glutão era o Deus Supremo e Único que Jesus pregou contra o politeísmo da época.” Mediunidade – H. Pires – Paidéia – pg 47

IMPERFEIÇÕES / “CHAMADOS A SERVIR”

“Chamados para servir, quantos de nós temos alegado, até agora, insuficiência, falha, defeito pu incapacidade, tentando justificar a própria omissão? Curioso pensar, porém, que o Evangelho do Senhor não nos convida para exercer o ministério dos anjos e sim nos solicita engajamento para desempenhar o papel de servidores. Neste sentido importa recordar os elementos imperfeitos da própria Terra, convocados para a organização sócio-planetária conquanto as deficiências com que se caracterizam. Enumeremos alguns. A pedra é agressiva e capaz de ferir, mas suportando corte e ajustamento é a base da moradia e da estrada nobre em que os homens edificam intercâmbio e segurança. O solo em si é matéria primitiva concentrada, todavia, em se deixando tratar convenientemente, é celeiro de produção intensiva. Certos fios metálicos atirados ao léu são resíduos para a sucata, no entanto, se ligados ao serviço elétrico fazem-se de imediato condutores de luz e força. Os bichos-da-seda não são agradáveis ao olhar, mas se atendem aos programas de trabalho do sericicultor dão origem a tecidos valiosos. O ouro é a garantia simbólica das riquezas de cúpula da organização social, entretanto, o esterco é o agente que assegura a vitalidade e o perfume das rosas. Chamados para servir! – eis a indicação do Mais Alto no rumo de quantos amadurecem nas experiências do mundo, buscando a compreensão do Bem. Se escutaste semelhante convite, não alegues inutilidade ou imperfeição para cobrir a própria fuga. O Senhor nos concede claramente a condição de Espíritos ainda incompletos, mas se nos dispusermos a lhe ouvir a palavra, disciplinando-nos para o valor da utilidade, estaremos logo no clima do progresso em plenitude, de melhoria e de elevação.” Na Era do Espírito – Chico e Herculano – GEEM – Espírito Emmanuel – 5a edição – pg. 44 “...Estamos todos no rumo da angelitude. Nossa humanidade (nossa natureza humana) caracteriza-se pela imperfeição, pelo predomínio dos instintos, pelos resíduos da animalidade ainda atuantes em nossa constituição psicossomática. Mas estes resíduos vão sendo eliminados na lapidação das vidas sucessivas. E como somos conscientes do processo de lapidação a que estamos sujeitos, podemos e devemos ajudar esse processo. ... O chamado para o serviço do bem é a oportunidade que Deus oferece à criatura imperfeita para acelerar a sua caminhada rumo à perfeição. Quem não aproveita a oportunidade divina, apegando-se por comodismo ou displicência aos seus defeitos, desculpando-se com as imperfeições naturais que ainda carrega, furta-se ao cumprimento do dever espiritual. ... O comodista será sacudido e alijado do seu comodismo, mais hoje, mais amanhã, pela vergasta da dor. O sofrimento é tão grande na Terra porque maior é o comodismo dos homens. A seara continua imensa e os trabalhadores ainda são tão poucos! Não somos anjos para ser perfeitos e puros, mas trazemos em nós as potencialidades da angelitude. Se não acelerarmos a nossa lapidação pelo serviço, o lapidário oculto – e que está oculto em nós mesmos – agirá como convém para completar a sua obra.” Na Era do Espírito – Chico e Herculano – GEEM – Irmão Saulo – 5a edição – pg. 46 “Um dia Jesus nos afirmou que os obreiros do Evangelho serão conhecidos pelos frutos. E Allan Kardec, no item 10 do capítulo XIX de O Evangelho Segundo o Espiritismo vos comparou às árvores proveitosas. Não nos será licito esquecer que todas as árvores da Terra, por mais preciosas, se lançam frondes, flores e frutos na direção dos Céus, nenhuma delas produzirá se não tiver as raízes vinculadas aos ingredientes no chão.” Na Era do Espírito – Chico e Herculano – GEEM – Espírito Emmanuel – 5a edição – pg. 114

INCREDULIDADE E SUA UTILIDADE

“... Eis como a idéia do inferno pagão perpetuou-se até os nossos dias. Era necessária a difusão dos conhecimentos nos tempos modernos e o desenvolvimento geral da inteligência humana para lhe dar a justa medida. Mas como nada de positivo pode ser colocado em lugar dessas velhas concepções, ao longo do período dominado por uma crença cega sucedeu, como fase de transição, o período de incredulidade ao qual a nova revelação vem pôr um fim. Era necessário demolir para depois reconstruir, porque é mais fácil fazer aceitar idéias justas pelos que em nada acreditam, em virtude de sentirem que apesar disso alguma coisa lhes falta, do que aos que já possuem uma fé robusta, embora absurda.” O Céu e o Inferno – Allan Kardec – LAKE – Cap. IV – item 6 – pg. 43

ÍNDEX

“A Reforma Protestante foi uma reação aos dogmas, cerimônias e ritos. Mas, sobretudo questionou a autoridade religiosa. Discutiu a autoridade do papa e dos bispos, inclusive o fato de Deus ter-lhes dado o direito de ungir reis. Questionou o privilégio de apenas alguns poderem ler e interpretar os livros sagrados. Os questionamentos atingiram a relação Igreja e governo, discutindo o poder monárquico e defendendo a resistência ao poder do papado e dos reis católicos. A reação articulou-se por meio da Contra-Reforma. A Inquisição toma novo fôlego, e, diferente da Idade média, em que os alvos eram os magos e as feiticeiras, o novo alvo são os sábios, defensores da liberdade. Giordano Bruno é queimado como herege, Galileu interrogado e censurado. Qualquer obra precisava da sanção do Santo Ofício para ser publicada. Os livros dos protestantes eram proibidos. Em 1557, a Inquisição instituiu uma lista de livros proibidos: o Index Librorum Prohibitorum, reeditado sucessivas vezes. As obras de Galileu e Copérnico ficaram no Index até 1835 por tirarem a Terra do centro do universo. A 32ª edição, em 1948, tinha 4000 obras listadas. Em 1864 as obras da Codificação figuraram pela primeira vez. Em 1966 a Igreja determinou que a lista passaria a ser “uma guia moral para alertar a consciência dos fiéis para evitar as obras perigosas à fé e a moral.” Entre os autores proibidos estão: Alexandre Dumas, Allan Kardec, Baruch de Espinosa, Blaise Pascal, Darwin, Diderot, Emmanuel Swedenborg, Emmanuel Kant, Erasmus, Ernest Renan, Giordano Bruno, Helvétius, Jean-Jacques Rousseau, John Calvino, La Fontaine, Malebranche, Montaigne, Rabelais, René Descartes, Victor Hugo, Voltaire, entre outros...” Universo Espírita – Jan 04 – Paulo Henrique Figueiredo – pg 40

INDULGÊNCIAS, PEQUENA AMOSTRA

“As promessas blasfemas, empregadas pelos traficantes de indulgências para obter procura a esse gênero de mercancia, não respeitavam nem os pontos mais melindrosos da fé, nem as considerações da decência mais trivial. “Com segurança pode ter por certa a salvação da alma”, asseguravam Tetzel e os seus companheiros na prédica da impiedade papal, “quem quer que comprar bulas de indulgências. É só soar o dinheiro na caixa, e no mesmo ponto escaparem do purgatório, e alaram-se ao céu as almas a benefício de quem as indulgências forem mercadas. Tão grande é a eficácia delas que chegariam a remir e expiar os maiores pecados, ainda o daquele que (por impossível) violasse a mãe de Deus, e a granjear aos pecadores absolvição de pena e culpa. São mercês inefáveis do Senhor, empenhado em reconciliar consigo os homens. A cruz alçada pelos pregadores de indulgências tem tanta força como a própria cruz do Cristo. Eia! Os céus estão descerrados; se ora não entrardes, quando entrareis? Por alguns chavos resgataríeis do purgatório a alma de vossos pais; e tão ingratos sois, que às almas dos vossos progenitores não tenhais empenho em livrar dos tormentos? Ainda que tivésseis uma veste só, devê-la-íeis despir logo e já, para comprar benefícios tamanhos.” O Papa e o Concílio – Janus – Ed. Leopoldo Machado – 1ª edição – vol 1 – pg. 46

INFALIBILIDADE ESPIRITUAL E EMMANUEL

“... Avesso à política me sentiria mais à vontade se fosse inquirido a cerca do Evangelho. Todavia, opiniões são coisas que pouco se custa a oferecer; contudo os meus pareceres são igualmente pessoais, como os vossos, sem o caráter da infalibilidade.” Notáveis Reportagens com Chico Xavier – Hércio Marcos Cintra Abrantes – IDE – 1ª edição – pg 96

INFALIBILIDADE PAPAL

“... Apesar dos opositores, a fórmula adotada pelo Concílio e sancionada por Pio IX diz o seguinte: Nós, com a aprovação do Sacro Concílio, ensinamos e definimos ser dogma revelado por Deus que o Pontífice Romano, quando fala ex-cathedra, isto é, quando em sua função de Pastor e Mestre de todos os cristãos, em virtude de sua suprema autoridade apostólica, define que uma doutrina resguardante da Fé e dos costumes deve ser abraçada por toda a Igreja, graças à assistência divina que lhe foi prometida na pessoa de São Pedro, goze aquela infalibilidade da qual o Divino Redentor quer que seja dotada a sua Igreja todas as vezes em que deva ser definida uma doutrina concernente à Fé e aos costumes, pelo que tais definições do Pontífice Romano, por si mesmas, e não por consenso da Igreja, são irreformáveis. Era então o dia 18 de julho de 1870”. O Papa e o Concílio – Janus – Ed. Leopoldo Machado – 1ª edição – vol 1 – pg 9

INFERNO E IGREJA CATÓLICA

“A Igreja, pelo órgão dos seus mais autorizados teólogos, julgou ter o direito de afirmar que nenhum sentimento de piedade e caridade subsistia no coração dos crentes e dos bem-aventurados a respeito dos que tivessem, porventura, sido seus pais, parentes, companheiros de existência neste mundo: “Os eleitos, no céu, não conservam sentimento algum de amor e amizade pelos réprobos; não sentem por eles compaixão alguma e até gozam do suplício de seus amigos e parentes.” “Os eleitos o gozam no sentido de que se sentem isentos de torturas, e que, por outro lado, neles terá expirado toda compaixão, porque admirarão a justiça divina.” (Summa Theologia, de S. Tomás de Aquino; suplemento da parte III, quest. 95, arts. 1,2 e 3) Cristianismo e Espiritismo – Leon Denis – FEB – 5ª edição – pg. 259

INFERNO PAGÃO E INFERNO CRISTÃO

“O inferno dos pagãos, descrito e dramatizado pelos poetas, é o modelo mais grandioso do gênero e se perpetuou, projetando-se como o dos cristãos, que também teve seus poetas. Comparando-os podemos encontrar, salvo os nomes e algumas variações de detalhes, numerosas analogias entre eles. Num e noutro o fogo material é o elemento básico das torturas porque simboliza os mais cruéis sofrimentos. Mas, coisa estranha, os cristãos conseguiram, em diversos sentidos, exagerar o inferno dos pagãos. Se estes últimos tinham no seu tonel das Donaides, a roda de Íxion, o rochedo de Sísifo, esses eram suplícios individuais. O inferno cristão tem por toda parte caldeiras ferventes, cujas tampas os anjos erguem para verem as contorções dos condenados. Deus ouve sem piedade os gemidos desses últimos pela eternidade. Jamais os pagãos figuraram os habitantes dos Campos Elíseos inspecionando os suplícios do Tártaro. A semelhança dos cristãos, os pagãos têm o seu rei dos infernos que é Satanás, com a diferença de que Plutão se limitava a governar o império sombrio que havia recebido, mas sem praticar maldades. Ele retinha nesse império os que haviam praticado o mal, porque essa era a sua missão, mas não procurava induzir os homens ao mal pelo prazer de os submeter ao sofrimento. Satanás entretanto recruta as suas vítimas por toda parte e se alegra de faze-las atormentar por legiões de demônios aramados de tridentes para revolve-los nas chamas. Tem-se mesmo discutido seriamente sobre a natureza desse fogo que queima sem cessar os condenados, sem jamais os consumir, chegando-se a perguntar se seria um fogo de betume. O inferno cristão não permite, pois, que o inferno pagão o exceda em nada. O Céu e o Inferno – Allan Kardec – LAKE – Cap. IV – itens 3 e 4 – pg. 42

INFLUÊNCIAS ESPIRITUAIS

“Questão 459: Influem os Espíritos em nossos pensamentos e em nossos atos? Muito mais do que imaginais. Influem a tal ponto, que, de ordinário, são eles que vos dirigem.” Livro dos Espíritos – Allan Kardec – FEB – pg. 246

INFORMAÇÕES ESPIRITUAIS/JULGAMENTO

“ 12. As comunicações dos Espíritos são opiniões pessoais que não devem ser aceitas cegamente. O homem não deve, em nenhuma circunstância, fazer abnegação de seu julgamento e de seu livre arbítrio. Seria dar prova de ignorância e de leviandade aceitar como verdades absolutas tudo o que vem dos Espíritos; eles dizem o que sabem; cabe a nós submeter seus ensinos ao controle da lógica e da razão.” Revista Espírita – Allan Kardec – 1869 – Edicel – pg 104

INGRATIDÕES / DECEPÇÕES / DESAPONTAMENTOS

“Q.937: Para o homem de coração, as decepções oriundas da ingratidão e da fragilidade dos laços de amizade não são também uma fonte de amarguras? São; porém deveis lamentar os ingratos e os infiéis; serão muito mais infelizes do que vós. A ingratidão é filha do egoísmo e o egoísta topará mais tarde com corações insensíveis, como o seu próprio foi... A ingratidão é uma prova para a vossa perseverança na prática do bem; ser-vos-á levada em conta e os que vos forem ingratos serão tanto mais punidos, quanto maior lhes tenha sido a ingratidão.” O Livro dos Espíritos – Allan Kardec – FEB – pg. 435

INQUISIÇÃO, ASPECTOS CURIOSOS

“...Nesse caso o antigo instituto da Inquisição ficaria, por uma conseqüência lógica, não só justificado, mas também recomendado como necessidade urgente, à vista da excessiva incredulidade dos nossos tempos. Há já muito tempo que a Civilità a assinala como um sublime espetáculo de perfeição social. (Ano de 1853, tomo 1, pg.55). Confrontadas com isto, as duas canonizações de Inquisidores, que ultimamente se efetuaram uma após outra, mostram-se a um aspecto novo, e não deixam de ter um importante significação”. O Papa e o Concílio – Janus – Ed Leopoldo Machado – 1ª edição – vol 2- pg 24

INTERPRETAÇÕES DIFERENTES, MESMOS TEXTOS

“Tomemos um de seus mais dramáticos exemplos. É o versículo 43, capítulo 23, do Evangelho de Lucas, que assim diz: Eu te asseguro: hoje estarás comigo no Paraíso. O leitor sabe, naturalmente, que se trata do diálogo de Jesus com o chamado “bom ladrão”. Pois bem, o dr. George M. Lamsa, competente conhecedor da Bíblia, nascido no Kurdistão, onde ainda se fala o aramaico, a língua de Jesus, entende que a ênfase correta para a frase deveria ser posta na palavra hoje, ficando o texto reapresentado da seguinte forma: Eu te asseguro hoje: estarás comigo no Paraíso. Em verdade, se atentarmos para o processo evolutivo das vidas sucessivas, observamos que o texto proposto pelo dr. Lamsa faz sentido. É difícil entender que mesmo um bom ladrão pudesse ir direto ao paraíso, naquele mesmo dia, para ficar em companhia do Cristo. Essa posição ele só teria conquistado ao cabo de inúmeras existências. ( Estamos admitindo o termo Paraíso, como um estado de pureza e felicidade espiritual, não como um local geográfico).” Diversidade dos Carismas – Vol II – Hermínio Miranda – Arte e Cultura – 1ª edição – pg 116

INTRODUÇÃO DO LIVRO DOS ESPÍRITOS

“O Courrier de Paris, de 11 de junho de 1857, continha, sobre esse livro, o artigo seguinte:... O Livro dos Espíritos, do senhor Allan Kardec, é uma página nova do grande livro do infinito, e estamos persuadidos de que se colocará um marcador nessa página. Ficaríamos desolados se cressem que fazemos, aqui, um reclamo biográfico; se pudéssemos supr que assim fora, quebraríamos nossa pena imediatamente. Não conhecemos, de modo algum, o autor, mas, confessamos francamente que ficaríamos felizes em conhecê-lo. Aquele que escreveu a introdução, colocado no cabeçalho de O Livro dos Espíritos, deve ter a alma aberta a todos os nobres sentimentos.” Revista Espírita – Allan Kardec – Jan 1858 – IDE – pg. 33

JERÔNIMO E A CARTA

“ A falta de fidelidade encontrada nos textos traduzidos, para nossa língua, fez-me recordar a carta que (São) Jerônimo escreveu ao papa Dâmaso sobre a tradução da Bíblia do grego para o latim, tradução esta que passou a chamar-se “Vulgata”. Eis o conteúdo da carta: Da velha obra me obrigais a fazer uma nova. Quereis que, de alguma sorte, me coloque como árbitro entre os exemplares das Escrituras que estão dispersos por todo o mundo, e, como diferem entre si, que eu distinga os que estão de acordo com o verdadeiro texto grego. É um piedoso trabalho, mas é também um perigoso arrojo, da parte de quem deve ser por todos julgado, julgar ele mesmo os outros, querer mudar a língua de um velho e conduzir à infância o mundo já envelhecido. Qual, de fato, o sábio e mesmo o ignorante que, desde que tiver nas mãos um exemplar (novo), depois de o haver percorrido apenas uma vez, vendo que se acha em desacordo com o que está habituado a ler, não se ponha imediatamente a clamar que eu sou um sacrílego, um falsário, porque terei tido a audácia de acrescentar, substituir, corrigir alguma coisa nos antigos livros? Um duplo motivo me consola desta acusação. O primeiro é que vós, que sois o soberano pontífice, me ordenais que o faça; o segundo é que a verdade não poderia existir em coisas que divergem, mesmo quando tivessem elas por si a aprovação dos maus. Ele respondeu zombando aos partidários de uma tradução imutável: Para o asno a lira canta inutilmente!” Analisando as Traduções Bíblicas – Severino Celestino da Silva – Idéia – 3a edição – pg.21

JERÔNIMO E A VULGATA

“A fim de por termo a essas divergências de opinião, no próprio momento em que vários concílios acabam de discutir acerca da natureza de Jesus, uns admitindo, outros rejeitando a sua divindade, o papa Damaso confia a Jerônimo, em 384, a missão de redigir uma tradução latina do Antigo e do Novo Testamento. Essa tradução deverá ser, daí por diante, a única reputada ortodoxa e tornar-se-á a norma das doutrinas da Igreja: foi o que se denominou ‘Vulgata’. Esse trabalho oferecia inúmeras dificuldades. Jerônimo achava-se, como ele próprio o disse, em presença de tantos exemplares quantas cópias. Essa variedade infinita dos textos o obrigava a uma escolha e a retoques profundos. É o que, assustado com as responsabilidades incorridas, ele expõe nos prefácios da sua obra, prefácios reunidos em um livro célebre. Jerônimo assim termina sua carta ao papa: ‘Esse curto prefácio tão somente se aplica aos quatro Evangelhos, cuja ordem é a seguinte: Mateus, Marcos, Lucas e João. Depois de haver comparado certo número de exemplares gregos, mas dos antigos, que se não afastam muito da versão itálica, combinamo-los de tal modo (ita calamo temperavimos) que, corrigindo unicamente o que nos parecia alterar o sentido, conservamos o resto tal qual estava. (Obras de São Jerônimo, edição dos Beneditinos, 1693, tomo I, col 1425). Assim, é conforme uma primeira tradução do hebraico para o grego..... que se constitui a Vulgata, tradução corrigida, aumentada, modificada, como o confessa o autor, de antigos manuscritos. Essa tradução oficial, que deveria ser definitiva segundo o pensamento de quem ordenara a sua execução, foi, entretanto, retocada em diferentes épocas, por ordem dos pontífices romanos. O que havia parecido bom, do ano 386 ao de 1586, o que fora aprovado em 1546 pelo concílio ecumênico de Trento, foi declarado insuficiente e errôneo por Sixto V, em 1590. Fez-se nova revisão por sua ordem; mas a própria edição que daí resultou, e que trazia o seu nome, foi modificada por Clemente VIII em uma nova edição, que é a que hoje está em uso e pela qual têm sido feitas as traduções dos livros canônicos, submetidos a tantas retificações através dos séculos.” Cristianismo e Espiritismo – Leon Denis – FEB – 5ª edição – pg. 32.

JESUS E O FARISAÍSMO

“... os fariseus ficam apaixonadamente intrigados com a pessoa e o ensinamento desse homem poderoso que sentem tão próximo e tão distante deles: eles o pressionam com questões a fim de força-lo a se revelar como amigo ou inimigo. Mas Iéshoua’ sempre escapa de suas armadilhas. Entretanto, os ensinamentos fundamentais do farisaísmo (a validade da tradição oral evolutiva, a ressurreição dos mortos, a missão junto às nações, a recusa à violência armada, uma desconfiança respeitosa em relação aos poderes estabelecidos) serão, graças aos Evangelhos e, mais ainda, às cartas de Paulo, os fundamentos do pensamento teológico da Igreja.” Marcos – André Chouraqui – Imago – pg. 29

JESUS E O SADUCEÍSMO

“Iéshoua’ certamente não é um saduceu. É contra este partido que ele se levanta com mais veemência. Tem poucas afinidades com esses ricos aristocratas helenizados desde os tempos dos Selêucidas, colaboradores imediatos dos romanos, que negavam qualquer autoridade à tradição oral, qualquer probabilidade de ressurreição dos mortos, ocupados demais com suas retiradas de fundos do Templo, de onde extraíam claramente sua influência e suas rendas. Iéshoua’ confundirá publicamente os saduceus ao afirmar sua crença na ressurreição dos mortos e expulsar os mercadores do Templo do qual eram os principais administradores.” Marcos – André Chouraqui – Imago – pg. 29

JESUS E SEU CORPO FÍSICO

“Como homem, tinha a organização dos seres carnais; mas como espírito puro, destacado da matéria, devia viver na vida espiritual mais que na vida corporal, da qual não tinha as fraquezas. A superioridade de Jesus sobre os homens não era relativa às qualidades particulares de seu corpo, mas às de seu espírito, que dominava a matéria de maneira absoluta, e ao seu perispírito alimentado pela parte a mais quintessenciada dos fluidos terrestres. Sua alma não devia estar ligada ao corpo senão por laços estritamente indispensáveis; constantemente separada, ela devia lhe dar uma vista dupla não só permanente como também de uma penetração excepcional e por outro modo muito superior àquela que se encontra nos homens comuns. O mesmo devia acontecer com todos os fenômenos que dependem dos fluidos perispirituais ou psíquicos. A qualidade de tais fluidos lhe dava um imenso poder magnético, secundado pelo desejo incessante de fazer o bem.” A Gênese – Allan Kardec – LAKE – Cap. XV – item 2 – pg. 263

JESUS EXISTIU?

“Qual foi o homem que, humildemente andando de sandálias, pelas praias de um lago humilde, como o lago de Genesaré, pregando nas estradas, nos povoados, nas ruas das cidades judaicas daquele tempo, numa província obscura do império romano, que era a Judéia, qual foi o homem, repito, que desta humildade e nesta humildade, conseguiu produzir, através simplesmente de palavras, ensinos orais, uma revolução total, que transformou a civilização greco-romana na civilização cristã? Quem conseguiu isso? Ninguém. Só Jesus. Esta é a maior prova, a mais decisiva prova de sua existência, do seu trabalho, de sua grandeza.” No Limiar de Amanhã – Herculano Pires – Editora Camille Flammarion – 1a edição – pg. 73

JESUS MÉDIUM?

“Nas curas que operava, agia como médium? Pode-se considera-lo como um poderoso médium curador? Não; pois o médium é um intermediário, um instrumento do qual se servem os Espíritos desencarnados. Ora, o Cristo não tinha necessidade de assistência, ele que assistia e auxiliava os demais; agia pois por si mesmo, em vista de seu poder pessoal, tal como fazem os encarnados em certos casos, e na medida de suas forças. Aliás, qual seria o Espírito que ousaria insuflar-lhe seus próprios pensamentos e encarrega-lo de os transmitir? Se ele recebesse um influxo estranho, não poderia ser senão de Deus; segundo a definição dada por um Espírito, era o médium de Deus.” A Gênese – Allan Kardec – LAKE – Cap. XV – item 2 – pg. 263

JESUS, ESPÍRITO PURO OU SUPERIOR?

“Estando os homens em expiação na Terra, Deus, como bom pai, não os entregou a si mesmos, sem guias. Eles têm primeiro seus Espíritos protetores ou anjos guardiães, que velam por eles e se esforçam para conduzi-los ao bom caminho; têm ainda os Espíritos em missão na Terra, Espíritos superiores encarnados de quando em quando entre eles para lhes iluminar o caminho através de seus trabalhos e fazer a humanidade avançar. Se bem que Deus tenha gravado sua lei na consciência, ele achou que devia formulá-la de maneira explícita; mandou primeiro Moisés, mas as leis de Moisés estavam ajustadas aos homens de seu tempo; ele só lhes falou da vida terrestre, de penas e de recompensas temporais. O Cristo veio depois completar a lei de Moisés através de um ensinamento mais elevado: a pluralidade das existências, a vida espiritual, mas as penas e as recompensas morais. Moisés os conduziu pelo medo, o Cristo pelo amor e pela caridade.” Espiritismo – Sua Mais Simples Expressão – Allan Kardec – FEESP – 2a edição – pg.13

JESUS / RECONHECIMENTO DOS JUDEUS

“... provar a realidade da humanidade de Jesus a todos que a têm por uma invenção. Não só de sua humanidade mas de sua genialidade, numa hora em que as perspectivas prometidas ao universo pelo Apocalipse também não são mais visões imaginárias, mas possibilidades imediatas. Pois se o mundo deve desaparecer em um fogo nuclear, a arma de sua destruição está totalmente pronta e também, quem sabe, a mão que a provocará. Se há um recurso contra o universal horror aos massacres que se cometem ou se preparam, ele não se encontra senão na força todo-poderosa do amor. Esta obra o afirma de novo: só haverá salvação a partir de nossa renúncia a toda forma de homicídio, toda forma de guerra, na universal reconciliação do homem com o homem, seu irmão. Depende de nós e de nosso despertar que ao final da noite se encarne, enfim, a utopia profética, com o nascimento de um homem novo. Uma terra nova já o espera. Homens, meus irmãos, é tempo de responder ao chamado do amor.” Matyah – André Chouraqui – Imago – pg. 36

JOÃO EVANGELISTA E OS DOCETAS

“ Os docetas sustentavam que Jesus não tinha realidade física, que o seu corpo era apenas aparente. Sua posição contrariava as teses da encarnação do Cristo, apresentando-o como uma espécie de deus mitológico, sob a influência das idéias helenísticas. João refutou a tese doceta como herética, pois além de não corresponder à realidade histórica, transformava o Cristo num falsário. Renan conta um curioso episódio em que João se dirige com seus discípulos ao balneário público de Éfeso, e ali chegando volta com os discípulos, dizendo-lhes: O balneário vai cair, pois lá se encontra Cerinto, o maior dos mentirosos. Cerinto era um dos introdutores do Docetismo em Éfeso.” Revisão do Cristianismo – Herculano Pires – Paidéia – 2a edição – pg. 56

JOÃO HUSS / JERÔNIMO DE PRAGA

“Lembro-me do episódio histórico de Jerônimo de Praga. Depois de haver assistido, pelas grades da prisão, seu mestre João Huss ser queimado vivo em praça pública, foi também glorificado com a graça especial de uma fogueira semelhante. No momento em que as chamas começavam a iluminar sua figura estranha, caridosamente amarrada ao palanque do suplício (para salvação de sua alma rebelde) viu uma pobre velhinha aproximar-se da fogueira com uma acha de lenha e atirá-la ao fogo. Era a sua contribuição piedosa para a salvação do ímpio. Jerônimo apenas exclamou: “Santa simplicidade!” Pouco depois estava reduzido a cinzas, para glória de Deus, e suas cinzas foram lançadas ritualmente nas águas do Reno.” Agonia das Religiões – H. Pires – Paidéia – pg. 22 “... Por isso um dos artigos fundamentais, senão o principal, no libelo contra João Huss e Jerônimo de Praga foi o que os acusava de terem ensinado que a soberania das nações é superior à dos reis, idéia intolerável às propensões invencivelmente absolutistas de Roma, que subjuga os povos aos reis, para enfeudar os reis ao sumo pontífice.” O Papa e o Concílio – Janus – Ed. Leopoldo Machado – 1ª edição – vol 1 – pg. 45

JUDEUS / CALDEUS

“Se tomarmos como exemplo o clã judaico de Abraão, do grupo étnico dos Haribu, na Caldéia, veremos que ali se formava uma nova sociedade e uma nova religião que iriam exercer papel fundamental no desenvolvimento da civilização. Ambas, sociedade e religião, nasciam no seio de outra sociedade e outra religião, organizadas, tradicionais, e delas se distinguiam pelas características étnicas e pela destinação histórica tipicamente carismática, determinada pela tendência monoteísta do clã, sob o impulso de crenças que se corporificavam nas manifestações de entidades mitológicas. ...” Agonia das Religiões – H. Pires – Paidéia – pg. 13

JUDEUS X ROMANOS

1) “ ... De fato, a revolta dos judeus contra o jugo romano que os esmaga mantém-se latente no coração dos hebreus fiéis à Iaweh: ela explode abertamente quando se reúnem os meios para enfrentar as legiões ou quando o desespero está tão vivo que impele os patriotas a buscar o martírio... Mas segundo as fontes hebraicas, a revolta fez eco em todas as mentes e todos os corações contra um inimigo que mata, rouba, estupra, abastece os bordéis do império com as jovens de Israël, os mercados de escravos e as galerias imperiais, de hebreus arrancados de seus lares ou perseguidos em seus esconderijos.... ... Todos gravaram no coração estas duas máximas hebraicas retiradas de um repertório infindável de condenações: “Mesmo o melhor dos goîm (romanos), mata-o.” Ou, ainda: “Não se deve confiar num goï (romano), mesmo que ele esteja no túmulo há quarenta anos.” Tais gritos não são inventados e nem se exprimem se não têm o consentimento de um povo.” Matyah – André Chouraqui – Imago – pg18 2) “...Os historiadores não exageram a gravidade do genocídio físico e cultural de Israel, esmagado por Roma após o incêndio do Templo de Jerusalém: Tácito avalia em seiscentos mil o número se vítimas da Guerra dos Judeus, enquanto Flávio Josefo fala em um milhão e o Talmude, em um milhão e meio de mortos e deportados vendidos como escravos: um escravo hebreu, sublinha Tácito, valia, então, menos do que um jumento nos mercados do Mediterrâneo.” Marcos – André Chouraqui – Imago – pg17

JUIZO DEFINITIVO, OPINIÃO DEFINITIVA?

“... Podemos ir mais longe e perguntar: quem se conhece a si mesmo e pode avaliar-se com segurança? Se os nossos estudos e as nossas práticas espíritas ainda não nos deram sequer a compreensão da inferioridade de nosso planeta, da precariedade dos juízos humanos, da nossa incapacidade para dominar os problemas de ordem superior do plano espiritual, é evidente que precisamos de uma revisão imediata e profunda da nossa posição doutrinária.” Mediunidade – Herculano Pires – Edicel – 4ª edição – pg 125

KARDEC E A BÍBLIA

“Ao fazer sua obra, Kardec apoiou-se, quanto à parte moral e bíblica, na versão de Saci, que tem o apoio da catolicidade de fala francesa. ...transcreveremos as passagens da Bíblia da Lemaistre de Saci, conforme o texto da edição de 1759, a mesma que foi usada por Allan Kardec.” Erros Doutrinários – Júlio Abreu Filho – Edições Cairbar – 1a edição – pg. 84 e 126

KARDEC MÉDICO?

“O próprio Kardec foi médico e clinicou em Paris, como se pode ver pela sua recente biografia de André Moreil. Discute-se o problema da sua graduação em medicina, que não se conseguiu provar, mas seu contemporâneo Henri Sausse, que foi também seu primeiro biógrafo, afirma que ele defendeu brilhantemente sua tese de doutoramento. O que não se pode negar é que conhecia profundamente ciências médicas e lecionou-as em Paris.” Agonia das Religiões – Herculano Pires – Paidéia – pg. 91

“... Esperemos que o hipnotismo tenha, como meio de provocar a insensibilidade, todas as vantagens dos agentes anestésicos, sem ter-lhes os inconvenientes; mas a medicina não é de nosso domínio e, para não sair de nossas atribuições, nossa Revista não deve considerar o fato senão sob o aspecto fisiológico.” Revista Espírita – Allan Kardec – Jan/1860 – IDE – 1a edição – pg. 10


KARDEC MÍSTICO DE PRETENSÕES MESSIÂNICAS?

“O Prof. Rivail contava então cinqüenta anos de idade. Era um conhecido autor de obras didáticas, adotadas nas escolas francesas, membro da Academia Real de Arras, discípulo de Pestalozzi e propagandista dos princípios pedagógicos do mestre, professor do Liceu Polimático, autor de uma gramática francesa e de um manual de preparação para os cursos científicos da Sorbonne. Homem de cultura ampla e sólida, dedicado aos estudos positivos, e não, como querem fazer crer adversários do Espiritismo, um místico de pretensões messiânicas.” O Espírito e o Tempo – H. Pires – Edicel – pg. 115

KARDEC X ROUSTAING

“ ... Posteriormente assinalou, como vemos no artigo de crítica publicado na Revista Espírita, número de junho de 1867, e reproduzido para contestação no primeiro volume da obra de Roustaing... Mas o tópico mais importante do artigo sereno de Kardec foi o seguinte, que mais duramente feriu os melindres do autor e dos seus seguidores: Convém considerar tais explicações como opiniões pessoais dos Espíritos que as formularam, opiniões que podem ser justas ou falsas, mas que, em todo caso, precisam da sanção da concordância universal e até confirmação mais ampla não devem ser tidas como parte integrante da Doutrina Espírita.” O Verbo e a Carne – Herculano Pires – Edições Cairbar – 1a edição – pg. 33 e 34

KARDECISMO E DOUTRINA ESPÍRITA

“Doutor Lacerda costumava dizer que Kardec criou o Espiritismo e que os espíritas brasileiros criaram o “kardecismo”, uma prática ou tentativa de vivência da Doutrina Espírita, permeada de religiosidade, com tendência a se transformar em crença ou seita.” Espírito/Matéria, Novos Horizontes para a Medicina – José Lacerda de Azevedo – Ed. Palotti 1988

KIRLIAN, FOTOS E PESQUISAS

“Em Rostov-sur-Don (Rússia) um hospital lançou-se num empreendimento de longo curso. O projeto consiste em fotografar a aura de 100 crianças nascidas em 1973 e 1974, desde o momento do parto e, daí em diante, uma vez por mês, durante cinqüenta anos. Enorme acervo de preciosos dados ficará assim documentado e muitas doenças poderão ser detectadas antes de se manifestarem no corpo físico, como se sabe. Já se cogita de identificar até mesmo a primeira célula cancerosa, no momento em que ela aparecer. Muito sugestivo, porém, é o comentário de Kirlian a essa notícia: Obviamente – diz ele – nem todos estaremos por aqui dentro de cinqüenta anos, o que é válido para os médicos no hospital Rostov-sur-Don. Mas estaremos todos observando de onde estivermos. “ Nas Fronteiras do Além – Hermínio Miranda – FEB – 2ª edição – pg. 168

LEI CIVIL X LEI MORAL

“A lei civil não modifica senão a superfície; a lei moral é que penetra no foro íntimo da consciência e o reforma.” Obras Póstumas – Allan Kardec – Lake – pg.308

LER DE TUDO

“ Mas os que desejam conhecer completamente uma ciência devem ler necessariamente tudo o que foi escrito a respeito, ou pelo menos o principal, não se limitando a um único autor. Devem mesmo ler os prós e os contras, as críticas e as apologias, iniciar-se nos diferentes sistemas a fim de poder julgar pela comparação. Nesse particular, não indicamos nem criticamos nenhuma obra, pois que não queremos influir em nada na opinião que se possa formar. Levando nossa pedra ao edifício, tomamos apenas o nosso lugar. Não nos cabe ser ao mesmo tempo juiz e parte e não temos a pretensão ridícula de ser o único a dispensar a luz. Cabe ao leitor separar o bom do mau, o verdadeiro do falso.” O Livro dos Médiuns – Kardec – Lake – item 35 - pg. 35

LIVRE ARBÍTRIO?

“Mas, em que sentido é livre o espírito humano? Percebemos nitidamente que, sob vários aspectos, não o é; que há inúmeros acontecimentos inevitáveis, razão do conceito de fatalidade, que devemos reformar... Mesmo nas piores situações, esclarece André Luiz (Ação e Reação), como numa prisão em cela, ainda vigora certa dose de liberdade de decidir, que poderá ser empregada para melhorar ou piorar a própria situação conforme o comportamento adotado; podemos sempre, na expiação, agravar ou atenuar nossa posição perante a Lei. Funciona melhor o livre arbítrio no Espaço. O Espírito tem conhecimento do que lhe cumpre passar e realizar na Terra e concordou com isso. A chamada fatalidade é a escolha feita, antes da encarnação, de uma expiação ou prova. Foi exercida a liberdade nessa ocasião. Depois é como se o Espírito houvesse traçado para si mesmo uma sorte de destino infalível. É uma escolha ou ajuste de interesse para a evolução moral e terá de cumprir-se inexoravelmente.” Evolução Para o Terceiro Milênio – Carlos Toledo Rizzini – Edicel – 1ª edição – pg. 110.

LOMBROSO / MATERIALIZAÇÃO

“Nos casos de materialização, nada mais belo que Lombroso com sua mãe materializada através da mediunidade de Eusápia Paladino, na sessão a que fora levado pelo Prof. Chiaia de Milão. Eusápia era uma camponesa analfabeta e mil vezes caluniada. Lombroso, o fundador da Antropologia Criminal, retratou-se na revista Luce e Sombra de seus violentos artigos contra o Espiritismo, e declarou comovido: Nenhum gigante do pensamento e da força poderia me fazer o que me fez esta pequena mulher analfabeta: arrancar minha mãe do túmulo e devolvê-la aos meus braços!” Mediunidade – H. Pires – Paidéia – pg 36

LÓTUS / FLOR DE

“O lótus ou padma é, aliás, um símbolo antiqüíssimo... . Em primeiro lugar, precisamente o fato de conter a semente do Lótus, dentro de si, uma miniatura perfeita da futura planta, o que simboliza a existência dos protótipos espirituais.... a outra circunstância de que o Lótus cresce através da água, com suas raízes no lodo, para abrir suas flores no ar. A raiz do Lótus mergulhada no lodo representa a vida material; o talo, que se lança para cima e atravessa a água, simboliza a existência no mundo astral; e a flor, que flutua na água e se abre para o céu, é o emblema da vida espiritual.” A Doutrina Secreta – H. Blavatsky – vol 1 – pg. 118

LUTERO

“Martinho Lutero vivia ainda na obscuridade, como um monge agostiniano, em Wittemberg, quando Erasmo já exercia enorme influência em toda a Europa, na luta contra o fideísmo dogmático. Em 1516, Erasmo teve conhecimento da existência de Lutero, através de uma carta de Spalatinus. Já nessa ocasião, o reformador alemão discordava de Erasmo, no tocante ao dogma do pecado original. Essa discordância se acentuaria mais tarde e se estenderia a outros pontos. Em 1517, quando Lutero afixou, na porta da igreja em Wittemberg, as suas noventa e cinco teses, desencadeando a revolução reformista, Erasmo de Rotterdam se assustou com a audácia e a violência do movimento germânico. Alegrou-se com a ampliação da luta, mas ao mesmo tempo encheu-se de temor, chegando mesmo a lamentar aquilo que considerava como os exageros de Lutero. Por outro lado, as circunstâncias históricas o favoreciam, dando-lhe como aliados os príncipes alemães, cujos interesses se voltavam contra o império romano do papado. Lutero pretendia substituir os símbolos medievais pela verdade evangélica, substituir o aparelhamento do culto pela presença do Cristo. Era um impulso decisivo de volta às origens cristãs. ... Mas o mais curioso da Reforma foi substituir uma idolatria por outra. Em lugar dos ídolos, das relíquias, do instrumental variado do culto, do dogmatismo dos concílios e da autoridade papal, o luteranismo consagrou a idolatria da letra, a infalibilidade dos textos sagrados. Sem esse florescimento da seara cristã, sem essa floração magnífica do Evangelho, por toda parte, não poderíamos chegar ao tempo dos frutos e da colheita, que viria mais tarde, quando se cumprisse a Promessa do Consolador.” O Espírito e o Tempo – H. Pires – Edicel – pg. 87/88

LUTERO E A MORTE DE SUA FILHA

“ Junto ao leito de Magdalena, sua filha adolescente, Lutero chorava e rezava: Senhor – dizia ele – eu a amo muito, mas se é da Tua vontade tomá-la, eu concordo. Como eu gostaria de ficar com ela! Mas, senhor, que Tua vontade se faca. Nada melhor poderia acontecer-lhe. Em seguida, voltando-se para a menina, agonizante, manteve com ela um pequeno e comovente dialogo: Minha querida Magdalena, você bem que desejaria ficar junto de seu pai, não e mesmo? Você ira voluntariamente para junto de teu Pai, que esta la em cima? Sim querido papai – respondeu ela – como Deus achar melhor. Sim filha, você também tem um pai no céu, e é para ele que você irá. Mas a dor estava também lá, sufocando as consolações de sua fé, e ele, virando-se para os amigos presentes comentou: O espírito é forte, mas a carne é fraca. Amo-a tanto! O afeto dos pais – comentou Melanchthon – é a imagem do amor divino. Se o amor de Deus em relação aos seres humanos é tão grande quanto o dos pais pelos seus filhos, pode-se dizer que tal amor é uma chama. Quando, afinal, a menina partiu, às nove horas da manha do dia seguinte, Lutero comentou, sufocado pelas lagrimas : Sinto-me tão feliz em espírito, mas muito triste segundo a carne. Ai de mim, a carne recusa-se a concordar. A separação é muito dolorosa. Não é admirável saber-se que, de tanto haver sofrido, ela está, agora, em paz, em um lugar excelente?” Nossos Filhos são Espíritos – Hermínio Miranda – Lachatre – 5ª edição – pg. 182

LUZ MATERIAL E LUZ ESPIRITUAL

“Se a vista espiritual não se efetua pelos olhos do corpo, é porque a percepção das coisas não se realiza pela ação da luz comum. Com efeito, a luz material é feita para o mundo material; para o mundo espiritual existe uma luz especial cuja natureza nos é desconhecida, mas que sem dúvida é uma das propriedades do fluido etéreo afetado pelas percepções visuais da alma. Há, pois, luz material e luz espiritual. A primeira tem focos circunscritos aos corpos luminosos; a segunda tem seu foco por toda a parte: essa é a razão pela qual não há obstáculos à vista espiritual; ela não é detida pela distância, nem pela opacidade da matéria; a obscuridade não existe para ela. O mundo espiritual é portanto clareado pela luz espiritual, que tem seus efeitos próprios, como o mundo material é iluminado pela luz solar.” A Gênese – Allan Kardec – LAKE – Cap. XIV – item 24 – pg. 247

MAGNETISMO E KARDEC

“...Em nossa opinião, a ciência magnética, ciência que nós mesmos professamos há 35 anos, deveria ser inseparável da compostura” Revista Espírita – Junho – 1868 – IDE – 1ª edição – pg. 176

MAGNETISMO, HIPNOTISMO E ACADEMIA

“O Magnetismo, colocado à porta, entrou pela janela graças a uma dissimulação e a um outro nome; em lugar de dizer: Eu sou o magnetismo, o que provavelmente não lhe valeria um acolhimento favorável, ele disse: Eu me chamo hipnotismo ( do grego upnos, sono). Graças a esta palavra de passe, chegou, contudo, depois de vinte anos de paciência, mas não perdeu por esperar, uma vez que soube introduzir-se por uma das maiores personagens. Guardou-se de apresentar-se com seu cortejo de passes, de sonambulismo, de visão a distâncias, de êxtases que o teriam traído...” Revista Espírita – Allan Kardec – Jan/1860 – IDE – 1a edição – pg. 6

MANDELKERN / TRADUÇÃO BÍBLICA

“... Tratava-se, para mim, de dominar o necessário rigor técnico resultante das exigências de uma problemática e de uma metodologia da tradução, a fim de não destruir o grande espírito da tradução bíblica. A homogeneidade do vocabulário foi verificada por referência à CONCORDÂNCIA DE MANDELKERN. Este sábio classificou todas as palavras da Bíblia em ordem alfabética: pude verificar minha tradução não apenas versículo por versículo, mas seguindo, graças à ele, o emprego de cada termo, do começo ao fim dos Livros. Graças a esse método, pude descobrir nas palavras novas ressonâncias, colorações inimagináveis, nuanças que revelavam seu lugar e grau de freqüência no texto.” Matyah – André Chouraqui – Imago – pg.8

MANIFESTAÇÕES ESPÍRITAS SÃO DEMONÍACAS? (AS)

“...Não obstante, é esse o papel estúpido que atribuem ao demônio, pois é fato notório que em conseqüência das instruções provenientes do mundo invisível, diariamente se vêem os incrédulos e os ateus retornando a Deus e orando com fervor, o que há muito não faziam, ao mesmo tempo que pessoas viciosas lutam com ardor para se melhorarem. Pretender que seja essa uma obra das artimanhas do demônio, seria transforma-lo num verdadeiro pobre diabo. Como isso não é uma suposição, mas um resultado da experiência, e como contra fatos não há argumentos, temos de concluir que o demônio é um desastrado de primeira, não sendo tão esperto nem tão mau como se pretende, e portanto que não é justo temê-lo, desde que ele trabalha contra os seus próprios interesses, ou então que nem todas as manifestações são produzidas por ele.” O Céu e o Inferno – Allan Kardec – LAKE – Cap. X – pg. 119

MATÉRIA, ABAFADOR DAS PERCEPÇÕES

“Poder-se-ia dizer, segundo isto, que a matéria que envolve o espírito é uma espécie de abafador que amortece a acuidade da percepção. O Espírito liberto, recebendo esta percepção sem intermediário, pode apanhar nuanças que escapam àquele que a ela chega passando por um meio mais denso que o perispírito. Concebe-se, desde então, que os Espíritos sofredores possam ter dores que, por não serem físicas, do nosso ponto de vista, são mais pungentes que as dores corpóreas, e que os Espíritos felizes têm gozos dos quais as nossas sensações não podem dar-nos uma idéia.” Revista Espírita – Allan Kardec – Março/1860 – IDE – 1a edição – pg. 84

MATÉRIA E ANTIMATÉRIA

“ A descoberta científica da antimatéria, seria suficiente para estourar todas as estruturas religiosas do Cristianismo dominante. Os próprios cientistas se aturdiram com ela, e a princípio entenderam que havia Universos separados de matéria e antimatéria. Mas o avanço das pesquisas mostrou o contrário: Que matéria e antimatéria se conjugam em forma de verso e reverso nas estruturas atômicas. A produção de partículas de antimatéria em laboratório, e, por fim, a produção de um antiátomo de Hélio na URSS, revelaram a possibilidade da existência de Universos interpenetrados. Dois Universos diferentes, de estruturas contraditórias, podem coexistir num mesmo espaço, sem que seja normalmente percebido pelo outro. Revisão do Cristianismo – Herculano Pires – Paidéia – 2a edição – pg. 105

MATÉRIA E PRAZER

“... É preciso compreender, porém, que os prazeres que ela proporciona não foram criados com a intenção ardilosa de seduzir a entidade espiritual, mas como uma espécie de compensação pelos desconfortos e dificuldades que ela, igualmente, oferece. Há outros exemplos disso: O mecanismo da reprodução foi dotado de sensações de prazer, a fim de assegurar-se a natureza da continuidade das espécies. Também junto à necessidade inapelável da alimentação acoplou-se um prazer correspondente. Nos seus exatos limites de utilização, eles constituem indispensáveis dispositivos de sobrevivência do indivíduo e da espécie. Ultrapassados tais limites, tornam-se nocivos e tendem a fixar o ser espiritual na matéria por um tempo muito mais dilatado do que ele realmente necessitaria para empreender sua jornada até os patamares superiores da perfeição, subvertendo o projeto evolutivo pessoal, ou, no mínimo, retardando o seu ritmo.” Alquimia da mente – Hermínio de Miranda – Lachatre – 1ª edição – pg33

MATÉRIA, LIVRO DOS ESPÍRITOS

“Q. 22ª: Que definição podeis dar de matéria? A matéria é o laço que prende o espírito; é o instrumento de que este se serve e sobre o qual, ao mesmo tempo, exerce sua ação.” Q. 22: Define-se geralmente a matéria como sendo o que tem extensão, o que é capaz de nos impressionar os sentidos, o que é impenetrável. São exatas estas definições? Do vosso ponto de vista, elas o são, porque não falais senão do que conheceis. Mas a matéria existe em estados que ignorais. Pode ser, por exemplo, tão etérea e sutil, que nenhuma impressão vos cause aos sentidos. Contudo, é sempre matéria. Para vós, porém, não o seria. Q. 30: A matéria é formada de um só elemento ou de muitos elementos? De um só elemento primitivo. Os corpos que considerais simples não são verdadeiros elementos, são transformações da matéria primitiva. Q. 29: A ponderabilidade é um atributo essencial da matéria? Da matéria como a entendeis sim; não, porém, da matéria considerada como fluido universal. A matéria etérea e sutil que constitui esse fluido vos é imponderável. Nem por isso, entretanto, deixa de ser o princípio da vossa matéria pesada. Q. 41: Pode um mundo completamente formado desaparecer e disseminar-se de novo no Espaço a matéria que o compõe? Sim. Deus renova os mundos, como renova os seres vivos.”

MATERIALISMO

“Esta palavra surgiu em 1702, mas só ganhou força pública em meados daquele século e era definida como: ‘dogma muito perigoso segundo o qual alguns filósofos, indignos de tal nome, pretendem que tudo é matéria, negando a imortalidade da alma’ (1752) e ‘opinião dos que não admitem outra substância além da matéria’(1762) . De acordo com essa corrente, toda existência se reduz à matéria. Todos os fenômenos mentais, sociais e históricos são definidos por ela. Um dos precursores do materialismo foi John Locke (1632-1704), esse filósofo inglês afirmou que o homem é produto do meio em que vive, nasce como uma ‘folha em branco’, contestando as ‘idéias inatas’de Sócrates e reduzindo o homem a apenas uma existência. As vertentes do materialismo são, entre outras: o mecanicista, no qual os fenômenos da Natureza são apenas mecânicos. O anti-religioso, num contraponto ao dualismo cristão, representado por Denis Diderot (1713-1789) e Julien Offroy de la Mettrie (1709-1751). E o materialismo histórico de Karl Marx (1818-1883), Friedrich Engels (1820-1895) e Vladimir Illitch Lenin (1870-1924). O materialismo extremo é conhecido com monismo materialista. A segunda metade do século XIX assistiu, no domínio da ciência, ao triunfo de um monismo materialista que nem sempre é confessado. O famoso escritor e físico indiano, Amit Gosswami nega o materialismo. Para o autor de, entre outros, Universo Autoconsciente, o materialismo se impõe como um dogma da ciência. Veja sua opinião na obra já citada: ‘Um nível crítico de confusão satura o mundo contemporâneo. Nossa fé nos componentes espirituais da vida – na realidade vital da consciência, dos valores e de Deus – está sendo corroída sob o ataque impalcável do materialismo científico. Por um lado recebemnos de braços abertos os benefícios gerados por uma ciência que assume a visão mundial materialista. Por outro, essa visão predominante não consegue corresponder às nossas intuições sobre o significado da vida. Nos últimos 400 anos, adotamos, gradualmente, a crença de que a ciência só pode ser construída sobre a idéia de que tudo é feito de matéria – os denominados átomos, em um espaço vazio. Viemos a aceitar o materialismo como dogma, a despeito de sua incapacidade de explicar as experiências mais simples de nossa vida diária. Em suma, temos uma visão de mundo incoerente. As tribulações em que vivemos alimentaram a exigência de um novo paradigma – uma visão unificadora que interage mente e espírito na ciência. É importante frisar que Goswami não é espírita”. Universo Espírita – Abril 2004 – pg 54

MATEUS, SEU EVANGELHO E CRONOLOGIA

“A seguinte passagem de Mateus (XXIII,35) – a menos que se trate de uma interpolação bem verossímil – prova que essa obra é posterior à tomada de Jerusalém (ano 70). Jesus dirige esta veemente apóstrofe aos fariseus: ‘Para que venha sobre vós todo o sangue inocente que se tem derramado sobre a terra, desde o sangue de Abel até o sangue de Zacarias, filho de Barraquias, que vós matastes entre o templo e o altar.’ Ora, segundo os historiadores e, em particular, Flávius Josefo ( A Guerra dos Judeus Contra os Romanos), esse assassínio foi praticado no ano 67, ou sejam trinta e quatro anos depois da morte de Jesus. Se atribuem ao Cristo a menção de um fato que ele não pudera conhecer, ao que se não terão animado acerca de outros pontos?!” Cristianismo e Espiritismo – Leon Denis – FEB – 5ª edição – pg 284

MÉDIUM PERFEITO?

“Qual seria o médium que poderíamos considerar perfeito? Perfeito? É pena, mas bem sabes que não há perfeição sobre a Terra. Se não fosse assim, não estarias nela. Digamos antes bom médium, e já é muito, pois são raros. O médium perfeito seria aquele a quem os maus Espíritos jamais ousassem fazer uma tentativa de enganar. O melhor é o que, simpatizando somente com os bons Espíritos, tem sido enganado menos vezes. Se ele simpatiza apenas com os bons Espíritos, como estes permitem que seja enganado? Os Espíritos bons permitem que os melhores médiuns sejam às vezes enganados, para que exercitem o seu julgamento e aprendam a discernir o verdadeiro do falso. Além disso, por melhor que seja um médium, jamais é tão perfeito que não tenha um lado fraco, pelo qual possa ser atacado. Isso deve servir-lhe de lição. As comunicações falsas que recebe, de quando em quando, são advertências para evitar que se julgue infalível e se torne orgulhoso. Porque o médium que recebe as mais notáveis comunicações não pode se vangloriar mais que o tocador de realejo, que basta virar a manivela do instrumento para obter belas árias.” O Livro dos Médiuns – Allan Kardec – LAKE – item 226, Nos. 9 e 10 – pg. 201 “No interesse da conservação e do aperfeiçoamento de sua faculdade, fazemos votos de que não caiam jamais no erro dos médiuns que crêem em sua infalibilidade. Não há um deles que possa se gabar de nunca ter sido enganado; as melhores intenções nisso não garantem sempre e, freqüentemente, é uma prova para exercer o julgamento e a perspicácia; mas com relação àqueles que têm a infelicidade de se crerem infalíveis, os Espíritos enganadores são muito ágeis para disso não se aproveitarem, eles fazem o que os homens fazem: exploram todas as fraquezas.” Revista Espírita – Allan Kardec – Nov/1860 – IDE – 1a edição – pg. 335

MEDIUNIDADE DE EFEITOS FÍSICOS X EFEITOS INTELIGENTES

“ Afirmação do interlocutor: Tomando o lápis diretamente, tem-se notado que a pessoa mistura os seus sentimentos e as suas idéias com as idéias e os sentimentos do invisível, de sorte que, assim, não dão senão comunicações moderadas; ao passo que empregando caixas, cartões e pranchetas, sob a mão de duas pessoas em conjunto, essas pessoas permanecem absolutamente estranhas às manifestações, que é, então, unicamente a do invisível: é por isso que eu declaro este último muito superior e preferível ao da Sociedade Espírita. Resposta de Allan Kardec: Essa opinião poderia ser verdadeira, se não estivesse contraditada pelos milhares de fatos observados, seja na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, seja alhures, e que provam, até a evidência mais patente, que os médiuns animados, mesmo intuitivos, e com mais forte razão os médiuns mecânicos, podem ser instrumentos absolutamente passivos e gozarem da mais completa independência de pensamentos. No médium mecânico, o Espírito atua sobre a mão, que recebe um impulso inteiramente involuntário e desempenha o papel do que o senhor Brasseur chama médium inerte, quer esteja só ou armada de um lápis, ou apoiada sobre um objeto móvel munido de um lápis.” Revista Espírita – Allan Kardec – Out/1859 – IDE – 1a edição – pg. 246

MEDIUNIDADE E CORPO FÍSICO

“Quanto à ligação da mediunidade com o corpo, que muitos espíritas não entenderam, confundindo-a com uma suposta origem orgânica da mediunidade, trata-se de coisa muito diferente disso, a mediunidade está ligada ao corpo pelo espírito que a ele se liga, mas não pertence ao corpo e sim ao perispírito, que enquanto estivermos encarnados faz parte do corpo e permite a ligação do espírito comunicante com o perispírito do médium.” Mediunidade – H. Pires – Paidéia – pg 72

MEDIUNIDADE TAMBÉM CATÓLICA?

“... Lá estava aquele curioso livrinho intitulado MINHAS CONVERSAS COM AS POBRES ALMAS. (Gráfica Editora São Lourenço Ltda). Trata-se do diário da princesa Eugenie Von der Leyen (1867-1929), da Baviera, traduzido pelo frei columbano Gilberto, OFM, que esclarece ter feito uma adaptação de trechos do texto original alemão. Informa ainda o tradutor que o papa Pio XII era amigo íntimo da família e os recebia sempre em audiência particular. Foi depois da Segunda Guerra mundial, que a princesa Ludovica entregou pessoalmente ao papa os originais do diário de sua falecida sobrinha Eugenie.” A Reinvenção da Morte – Hermínio Miranda – Lachatre – 1ª edição – pg17

MEDIUNISMO E MEDIUNIDADE

“A diferença entre Mediunismo e Mediunidade está no problema de conscientização do fato mediúnico. Nas religiões primitivas não havia nem poderia haver reflexão sobre os fenômenos e seu sentido e natureza. Tudo se resumia na aceitação dos fatos e nas tentativas de sua utilização para finalidades práticas, objetivas. A Mediunidade é o Mediunismo desenvolvido, racionalizado e submetido à reflexão religiosa e filosófica e às pesquisas científicas necessárias ao esclarecimento dos fenômenos, sua natureza e suas leis. Enquanto o Mediunismo absorve a herança mágica do passado e mistura-se com religiões, crenças e superstições de toda a espécie, a Mediunidade rejeita infiltrações que possam prejudicar a sua natureza racional, e comprometer o seu desenvolvimento natural. Não podemos condenar o Mediunismo, pois isso seria condenar a fonte que nos fornece a água. Há ricos filões de fenômenos no solo fecundo do Mediunismo à espera dos investigadores espíritas.” Mediunidade – Herculano Pires – Edicel – 4ª edição – pg 45

MÉDIUNS E CONTROLE DAS MANIFESTAÇÕES

“... o médium precisa precaver-se para que o Espírito manifestante também se mantenha dentro de um comportamento razoável, sustentando-se entre ambos uma atitude de mútuo respeito e colaboração. É, por certo, nesse sentido que Paulo recomendou, nas suas instruções aos coríntios sobre a mediunidade, que “o espírito do profeta (médium) está sujeito ao profeta”. Ou seja, não deve o médium permitir que o manifestante faça e diga o que bem entenda, da mesma forma que deve abrir-lhe espaço para que diga ao que veio e expresse, responsavelmente e com autenticidade, o seu pensamento.” Diversidade dos Carismas – Vol II – Hermínio Miranda - Arte e Cultura – 1ª edição – pg 30

MÉDIUNS E IDÉIAS PRECONCEBIDAS

“As relações dos médiuns com o público, cada vez mais ansioso por ajuda e esclarecimentos espirituais, são geralmente prejudicadas pelos preconceitos religiosos. As raízes místicas e mágicas de nossa formação religiosa levam as pessoas a encararem os médiuns como criaturas privilegiadas, dotadas de dons sobrenaturais. Os médiuns, por sua vez, dificilmente compreendem que esse é um fator desfavorável à sua relação normal e incentivam essa falsa idéia com palavras e atitudes que brotam da vaidade individual, do desejo de realmente passarem como dotados de condições superiores às normais. Quando a ingenuidade dos interlocutores chega às raias do absurdo, e eles crêem, nos poderes do médium, tornam-se crentes inúteis, dominados por uma subserviência medrosa. Essa é a causa do endeusamento dos médiuns, não raro desprovidos até mesmo dos predicados normais da espécie. Se os médiuns compreenderem isso e conseguirem enfrentar essas situações com despretensão e humildade natural, espontânea, nunca exagerada, que também é uma manifestação de vaidade, poderão realmente ser úteis, receber intuições orientadoras e socorrer os necessitados.” Mediunidade – Herculano Pires – Edicel – 4ª edição – pg 85

MÉDIUNS MODESTOS

“Médiuns modestos – Os que não se atribuem nenhum mérito pelas comunicações recebidas, por melhores que sejam. Consideram-nas como alheias e não se julgam livres de mistificações. Longe de fugirem às advertências imparciais, eles as solicitam.” O Livro dos Médiuns – Kardec – Lake – item 197 – pg. 169

MELHOR RELIGIÃO?

“Questão 842: Por que indícios se poderá reconhecer, entre todas as doutrinas que alimentam a pretensão de ser a expressão única da verdade, a que tem o direito de se apresentar como tal? Será aquela que mais homens de bem e menos hipócritas fizer, isto é, pela prática da lei de amor na sua maior pureza e na sua mais ampla aplicação. Esse o sinal por que reconhecereis que uma doutrina é boa, visto que toda doutrina que tiver por efeito semear a desunião e estabelecer uma linha de separação entre os filhos de Deus não pode deixar de ser falsa e perniciosa.” Livro dos Espíritos – Allan Kardec – FEB – pg. 387

MEMÓRIA PERISPIRITUAL?

“ A inteligência se revela por atos voluntários, refletidos, premeditados, combinados, segundo a oportunidade das circunstâncias, incontestavelmente, isto é um atributo exclusivo da alma.” A Gênese – Kardec – Cap III – item 12 – LAKE – pg. 62 “ 16. Todas as faculdades intelectuais e morais têm sua fonte no princípio espiritual, e não no princípio material.” Revista Espírita – Allan Kardec – 1869 – Edicel – pg 105 “As propriedades sui generis que são reconhecidas no princípio espiritual provam que ele tem sua existência própria independente, pois, se tivesse sua origem na matéria, não teria essas propriedades. Desde que a inteligência e o pensamento não podem ser atributos da matéria, chega-se a essa conclusão, remontando aos efeitos às causas, que o elemento material e o elemento espiritual são dois princípios constitutivos do universo. O elemento espiritual individualizado constitui os seres chamados Espíritos, assim como o elemento material individualizado constitui os diferentes corpos da Natureza, orgânicos e inorgânicos.” A Gênese – Allan Kardec – LAKE – Cap. XI – item 6 – pg. 176

MESMER, FRANZ ANTON – 1773/1815

“No fim do século XVIII, a ciência foi tão profundamente dividida pela aparição de Mesmer, como a arte o foi pela de Gluck (compositor alemão, 1714/1787 que executou uma reforma no Gênero ópera, transformando-o num drama cheio de paixão e emoção). Apõe ter descoberto o magnetismo, Mesmer foi à França, aonde, desde tempos imemoriais, os inventores acorreram para legitimar suas descobertas. A França, graças à sua linguagem clara, é, de certo modo, a trombeta do mundo. Mesmer teve adeptos e antagonistas tão ardentes quanto contra os gluckistas. A França culta agitou-se, abriu-se um debate solene. Antes de qualquer julgamento, a Faculdade de Medicina proscreveu em massa o que chamava de charlatanismo de Mesmer, sua selha magnética, seus fios condutores e suas teorias. Mas, diga-se de passagem, aquele alemão comprometeu infelizmente sua magnífica descoberta com enormes pretensões pecuniárias. Mesmer sucumbiu pela incerteza dos fatos, pela ignorância do papel que desempenham os fluidos imponderáveis, então, não observados; por sua inaptidão em pesquisar os vários aspectos daquela ciência. Mas, se ao descobridor faltou gênio, é triste, para a razão humana e para a França, ter de constatar que uma ciência contemporânea das sociedades, tenha experimentado, em Paris, em pleno século XVIII, a mesma sorte sofrida pela verdade na pessoa de Galileu no século XVI, e que o magnetismo tenha sido rejeitado pelos duplos ataques dos religiosos e dos filósofos materialistas, igualmente alarmados. Algumas pessoas honestas, sem preconceitos, convencidos por fatos conscienciosamente estudados, perseveraram na doutrina de Mesmer, que reconhecia no homem e existência duma influência penetrante, dominadora, de indivíduo para indivíduo, posta em atividade pela vontade, curativa conforme a abundância do fluido, e cujo mecanismo constitui um duelo entre vontades, entre um mal a curar e a vontade de curar. Os fenômenos do sonambulismo, apensa suspeitados por Mesmer, foram devidos aos Srs. Puysegur e Deleuze”. Allan Kardec – A Epopéia De Uma Vida – Demóstenes Pontes – CEAC – 1ª edição – pg. 67.

METEMPSICOSE, HINDUISMO

“O fundo dessa religião é a crença num ser primeiro e supremo, na imortalidade da alma, e na recompensa da virtude. O verdadeiro e único Deus se chama Brahm, que não se pode confundir com Brahma, criado por ele. é a verdadeira luz, que é a mesma, eterna, feliz em todos os tempos e em todos os lugares. Da essência imortal de Brahm emanou a deusa Bhavani, quer dizer a natureza, e uma legião de 1.180 milhões de Espíritos. Entre esses Espíritos, há três semi-deuses ou gênios superiores: Brahma, Vichnou e Shiva, a trindade dos hindus. Por longo tempo a concórdia e a felicidade reinaram entre os Espíritos; mas, em seguida, uma revolta estourou entre eles, e vários recusaram obedecer. Os rebeldes foram precipitados do alto do céu aos abismos das trevas. Então ocorreu a metempsicose: cada planta, cada ser foi animado por um anjo decaído. Essa crença explica a bondade dos hindus para com os animais: eles consideram-nos como seus semelhantes e não querem matar nenhum. Assim, segundo os hindus, as almas tinhas sido criadas felizes e perfeitas, e sua queda foi o resultado de uma rebelião; sua encarnação no corpo de animais é uma punição. Assim, a metempsicose dos hindus está fundada sobre o princípio da degradação das almas. Segundo os hindus, a alma começou pela perfeição para chegar à abjeção; a perfeição é o início e a abjeção o resultado. É, pois, por uma completa ignorância de princípios que algumas pessoas a confundem (a metempsicose), com Espiritismo. Revista Espírita – Allan Kardec – Dez/1859 – IDE – 1a edição – pg. 305

MÉTODO KARDEQUIANO

1) “A garantia única, séria do ensinamento dos Espíritos está na concordância que existe entre as revelações feitas espontaneamente, por intermédio de um grande número de médiuns, estranhos uns aos outros, e em diversos lugares.” ESE – Kardec – Introdução II – IDE 78 – pg.13 2) “Armado desses princípios, escudado rigorosamente nesse critério, Kardec pode realizar a difícil tarefa de reunir a série de informações que lhe permitiram organizar este livro. Interessante lembrar que esse mesmo critério, em parte, havia sido ensinado por João, em sua primeira epístola (IV:1) bem como pelo apóstolo Paulo, em sua primeira epístola aos Coríntios. As raízes do método kardeciano estão no Novo testamento.” Livro dos Espíritos – Kardec – Introdução H. Pires – Lake – pg. 17 3) “Não é somente porque veio dos espíritos que nós e tantos outros nos fizemos adeptos da pluralidade das existências. É porque essa doutrina nos pareceu a mais lógica e porque só ela resolve questões até então insolúveis. O Livro dos Espíritos – Kardec – FEB – Q.222 – pg. 152

MISTICISMO E JESUS

“Todo o esforço de Jesus no combate à mitologia foi anulado pelos teólogos, que transformaram ele mesmo em novo mito, fazendo de sua natureza humana uma espécie de simples manifestação pragmática da sua divindade. O Espiritismo retoma a tradição racionalista do cristianismo primitivo e, da mesma forma que os antigos cristãos, prova na prática os ensinos teóricos de Jesus através das manifestações espíritas, da prova concreta das materializações e das aparições tangíveis (como a de Jesus para os apóstolos no cenáculo) dos fenômenos de voz-direta (como a voz que soou no espaço na hora do batismo) e dos casos pesquisáveis de reencarnação, hoje em pauta na pesquisa científica mundial.” Agonia das Religiões – Herculano Pires – Paidéia – pg. 84

MÔNADAS

“... O pensamento divino ligado à matéria adquire autonomia, sem com isso desligar-se da fonte que o alimenta. Transforma-se na MÔNADA, elemento básico e estrutural da matéria, de que são compostas as próprias partículas atômicas. A palavra mônada procede de Pitágoras, foi empregada por Platão como idéia e desenvolvida modernamente por Leibniz e Renouvier como substância inteiramente simples, pura, indivisível e refratária a qualquer influência exterior. A Mônada é dotada de uma força interior que a transforma, de potencialidades que se desenvolvem continuamente e de capacidade de percepção e vontade. As mônadas são diferentes entre si no tocante a essas potências internas.” Agonia das Religiões – Herculano Pires – Paidéia – pg.56

MORRER É DOLOROSO?

“Q. 154: É dolorosa a separação da alma e do corpo? Não; o corpo quase sempre sofre mais durante a vida do que no momento da morte; a alma nenhuma parte toma nisso. Os sofrimentos que algumas vezes se experimentam no instante da morte são um gozo para o Espírito, que vê chegar o termo do seu exílio. Q. 161: Em caso de morte violenta e acidental, quando os órgãos ainda não se enfraqueceram em conseqüência da idade ou das moléstias, a separação da alma e a cessação da vida ocorrem de forma simultânea? Geralmente assim é; em todos os casos, muito breve é o instante que medeia entre uma e outra. Q. 162: Após a decapitação, por exemplo, conserva o homem por alguns instantes a consciência de si mesmo? Não raro a conserva durante alguns minutos, até que a vida orgânica se tenha extinguido completamente. Mas, também, quase sempre a apreensão da morte lhe faz perder aquela consciência antes do momento do suplício.” O Livro dos Espíritos – Allan Kardec

MORRER, PREPARAÇÃO PARA

“...Com o propósito de evitar decepções dessa natureza, egípcios e tibetanos escreveram seus LIVROS DOS MORTOS, verdadeiros guias turísticos destinados a orientar o recém-desencarnado na exploração do território cósmico do além. É lá que a morte despeja, a cada momento que passa, enorme quantidade de gente, em grande parte inteiramente desprevenida. Longos trechos desses livros eram lidos para os moribundos a fim de que partissem mais bem informados a respeito do que os esperava do outro lado da cortina.” A Reinvenção da Morte – Hermínio Miranda – Lachatre – 1ª edição – pg 11

MORTE, DIFERENTES SITUAÇÕES

“O fenômeno da morte – uma palavra que reconhece inadequada – ocorre de maneira tão natural e simples que grande número de pessoas, depois de abandonarem o corpo físico, não têm consciência de que a transição se deu e, sem conhecimento da vida espiritual, ficam totalmente inconscientes do fato de haverem passado para outro estado do ser. E como se acham privados de seus órgãos físicos, mergulham numa escuridão incompreensível para ele – as trevas exteriores mencionadas na Bíblia – e continuam presos aos planos terrestres. Por outro lado, a morte não faz de um pecador um santo e de um ignorante um sábio. Há os que permanecem presos aos interesses que por aqui ficaram: Onde está o teu tesouro – anotou Mateus – aí estará o teu coração. Muitos ficam em estado de sonolência pesada, outros se acham perdidos e confusos. Alguns, impelidos por inclinações egoístas ou maldosas, buscam uma evasão para as suas tendências, permanecendo em tais condições até que esses desejos destrutivos sejam superados, quando a alma brada por compreensão e luz e os Espíritos evoluídos conseguem alcançá-los e ajudá-los” Reencarnação e Imortalidade – Hermínio Miranda – FEB – 2ª edição – pg 161

MOVIMENTO ESPÍRITA BRASILEIRO, NOSSA RESPONSABILIDADE

“A investigação das causas da adulteração revelou a fragilidade do movimento espírita brasileiro resultante de dois fatores principais: a ignorância e o beatismo. A maioria dos espíritas não estuda a sua doutrina e se entrega a um beatismo igrejeiro. Os cursos doutrinários ministrados pela Federação e outras instituições são orientados por obras escritas por pessoas que pretendem superar Kardec e misturam idéias pessoais de elementos de variadas correntes espiritualistas. O beatismo, elemento residual de nossa formação religiosa nacional, não é combatido mas estimulado por esses cursos sincréticos. A incompreensão da natureza especificamente científica e cultural do Espiritismo é alarmante. O religiosismo popular, o interesse pelo sobrenatural, o apelo à emoção ao invés do estímulo à razão nas palestras e pregações asfixiam os elementos culturais no meio espírita. A pretensão a mestres e orientadores estufa a vaidade daqueles que pretendem assumir posições de liderança. A vaidade dos líderes afasta-os do estudo sério e humilde da Doutrina.” Na Hora do Testemunho – Herculano Pires – Paidéia – 1a edição – pg. 9

MOZART E MEDIUNIDADE

“Mozart confessava, em uma carta, não saber de onde, nem como lhe vinha a inspiração, mas informava que em estado de quietude, quando só, ‘ouvia’ espiritualmente linhas melódicas completas e acabadas, que ele ia retendo na memória prodigiosa que sempre teve. É tão magnífico o seu trabalho psíquico que ele tem a ‘visão’ estática da peça toda, fora do tempo, e pode ‘inspecioná-la tal como se tivesse diante dos olhos um belo quadro ou uma notável estátua’. Acrescentava que ‘ouvia’ (palavra sua), na imaginação, as partes integrantes da peça, não sucessivamente, na sua seqüência natural, mas como se fossem executadas ao mesmo tempo’. Ora, seria impossível, em estado normal de consciência, ‘ouvir’ uma peça musical complexa como se executada de uma só vez, sem a seqüência natural a que estamos habituados. Mediunismo puro, portanto.” Sobrevivência e Comunicabilidade dos Espíritos – Hermínio Miranda – FEB – 1ª edição – pg 190

MUDANÇAS RÁPIDAS / TRANSFORMAÇÕES RÁPIDAS

“ Questão 800: Não será de temer que o Espiritismo não consiga triunfar da negligência dos homens e do seu apego às coisas materiais? Conhece bem pouco os homens quem imagine que uma causa qualquer os possa transformar como que por encanto. As idéias só pouco a pouco se modificam, conforme os indivíduos, e preciso é que algumas gerações passem, para que se apaguem totalmente os vestígios dos velhos hábitos. A transformação, pois, somente com o tempo, gradual e progressivamente, se pode operar. Para cada geração uma parte do véu se dissipa. O Espiritismo vem rasgá-lo de alto a baixo...” O Livro dos Espíritos – Allan Kardec – FEB – pg. 373

NADA E SIMONE DE BEAUVOIR (O)

“Cem anos depois de Kardec a Filosofia em França quase se desfez nos sofismas do nada, com Jean Paul Sartre e sua escola. Mas Simone de Beauvoir, companheira e discípula de Sartre, confirma e ilustra as considerações de Kardec ao escrever: ‘... detesto pensar no meu aniquilamento. Penso com melancolia nos livros lidos, nos lugares visitados, no saber acumulado e que não mais existirá. Toda a música, toda a pintura, tantos lugares percorridos – e de repente mais nada!’- La Force des Choses, final do último capítulo. A aproximação da morte, sob a idéia do nada, acarreta às criaturas mais cultas essa desesperança amarga. (N.T.) O Céu e o Inferno – Allan Kardec – Notícia sobre o Livro – LAKE – pg. 15

NEGRA, RAÇA E KARDEC

“ Esses Espíritos de selvagens, entretanto, pertencem também a humanidade, atingirão um dia o nível de seus irmãos mais velhos, mas certamente isso não se dará no corpo da mesma raça física, impróprio a um certo desenvolvimento intelectual e moral. Quando o instrumento não estiver mais em relação ao desenvolvimento, emigrarão de tal ambiente para se encarnar num grau superior, e assim por diante até que hajam conquistado todos os graus terrestres, depois do que deixarão a Terra para passar a mundos mais e mais adiantados. (Revue Spirite, abril de 1863, pg. 97; Perfectibilidade da raça negra) A Gênese – Allan Kardec – LAKE – Cap. XI – item 32 – pg. 187

NOTRE DAME E AS ENXERTIAS PAGÃS NO CRISTIANISMO

“Onde quer que os cristãos se impusessem pela força do número e das armas, as igrejas pagãs eram transformadas em templos cristãos... O exemplo clássico e mais conhecido desta tática romana é a Catedral de Notre Dame, em Paris, que ainda guarda nos seus subterrâneos os restos do templo pagão da Deusa Lutécia. A Deusa pagã foi conservada no templo, mas com o nome de Nossa Senhora, para que o povo ingênuo aceitasse assim o culto cristão a Maria sob o prestígio secular da deusa pagã.” Curso Dinâmico de Espiritismo – Herculano Pires – Editora Herculano Pires – 1a edição – pg. 133

NUNCA ACEITAR NADA CEGAMENTE!

“Mas nunca será demasiado repetir: não aceiteis nada cegamente. Que cada fato seja submetido a um exame minucioso, aprofundado e severo.” O Livro dos Médiuns – Kardec – Lake – item 98 - pg. 83

OBJETIVO DO LIVRO DOS ESPÍRITOS

“...Sei haver muitos que dizem ser positivo o presente e incerto o futuro. Ora, esta exatamente a idéia que estamos encarregados de eliminar do vosso íntimo, visto desejarmos fazer que compreendais esse futuro, de modo a não restar nenhuma dúvida em vossa alma. ... Com esse objetivo é que ditamos O Livro dos Espíritos.” O Livro dos Espíritos – Kardec – FEB – item 919a – pg. 425 – último parágrafo.

OBRA: O QUE É O ESPIRITISMO?

“Produção para o conhecimento do mundo invisível ou dos Espíritos. Contendo os princípios fundamentais da Doutrina Espírita e a resposta a algumas objeções prejudiciais. As pessoas que não têm do Espiritismo senão um conhecimento superficial, são naturalmente levadas a fazer certas perguntas que um estudo completo dar-lhe-ia solução, mas o tempo, e, freqüentemente, a vontade lhes faltam, para se entregarem a observações continuadas. Gostariam antes de empreender essa tarefa, saber ao menos do que se trata, e se vale a pena se ocupar disso. Portanto, pareceu-nos útil apresentar, em um quadro restrito, a resposta a algumas das questões fundamentais, que nos são diariamente dirigidas; isso será, para o leitor, uma primeira iniciação, e, para nós, tempo ganho com a dispensa de repetir constante mente a mesma coisa. A forma de conversação nos pareceu a mais conveniente, porque não tem a aridez da forma puramente dogmática. Terminamos essa introdução por um resumo que permitirá apanhar, por uma leitura rápida, o conjunto dos princípios fundamentais da ciência. Aqueles que, depois dessa curta exposição, crerem a coisa digna de sua atenção, poderão aprofunda-la em conhecimento de causa. As objeções nascem, o mais freqüentemente, das idéias falsas que se faz, a priori, sobre o que não se conhece; retificar essas idéias é ir antes das objeções: tal é o objetivo que nos propusemos, publicando esse pequeno escrito. As pessoas estranhas ao Espiritismo nele encontrarão, pois, os meios de adquirirem, em pouco tempo e sem grande despesa, uma idéia da coisa, e as que estão já iniciadas, a maneira de resolverem as principais dificuldades que se lhes opõem.” Revista Espírita – Allan Kardec – Jul/1859 – IDE – 1ª edição – pg 182 br>

OBRAS, A CADA UM SEGUNDO...

Jó 34,11: Pois retribuirá ao homem segundo as suas obras, e faz que a cada um toque segundo o seu caminho. Salmo 28,4: Paga-lhes segundo as suas obras, segundo a malícia dos seus atos; dá-lhes conforme a obra das suas mãos; retribui-lhes o que mereceram. Salmo 62,12: A ti também, SENHOR, pertence a graça: pois a cada um retribuis segundo as suas obras. Provérbios 12,14: Cada um se farta de bem pelo fruto da sua boca, e o que as mãos do homem fizerem ser-lhe-á retribuído. Provérbios 24,12: Se disseres: Não o soubemos, não o perceberá aquele que pesa os corações? Não o saberá aquele que atenta para a tua alma? E não pagará ele ao homem segundo as suas obras? Jeremias 17,10: Eu, o SENHOR, esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos; e isto para dar a cada um segundo o seu proceder, segundo o fruto das ações.

OPINIÃO PESSOAL E ESPIRITISMO

“... É verdade que todos têm o direito de ter suas idéias, suas opinões, e até mesmo de expor seus possíveis sistemas. Mas ninguém tem o direito de fazer dessas coisas, dessas interpretações ou visões pessoais, elementos capazes de integrar-se numa doutrina rigorosamente científica. Agem com leviandade e imprudência os que desejam transformar as suas opiniões em novas leis da Ciência Espírita. A evolução desta, o seu desenvolvimento real – só podem ser realizados em termos de pesquisa científica e análise filosófica, por criaturas lúcidas, equilibradas, conscientes de suas possibilidades e seus limites, conhecedoras das exigências do processo científico. Fora dessas condições só poderemos desfigurar a doutrina e ridicularizá-la aos olhos das pessoas de bom senso e culturalmente capacitadas.” Mediunidade – Herculano Pires – Edicel - 4ª edição – pg. 7

ORÍGENES

“Dentre os padres da Igreja, Orígenes é um dos que mais eloqüentemente se pronunciaram a favor da pluralidade das existências. Respeitável a sua autoridade. “São” Jerônimo o considera, ‘depois dos doze apóstolos, o grande mestre da igreja, verdade, diz ele, que só a ignorância pode negar’. Jerônimo vota tal admiração a Orígenes que assumiria, escreve, todas as calúnias de que ele foi alvo, uma vez que, por esse preço, ele, Jerônimo, pudesse ter a sua profunda ciência das Escrituras. Em seu livro célebre, ‘Dos Princípios’, Orígenes desenvolve os mais vigorosos argumentos que mostram, na preexistência e sobrevivência das almas noutros corpos, em uma palavra, na sucessão das vidas, o corretivo necessário à aparente desigualdade das condições humanas, uma compensação ao mal físico, como ao sofrimento moral que parece reinarem no mundo, se não se admite mais que uma única existência terrestre para cada alma. ...Orígenes esse sábio que Jerônimo considerava o grande mestre da Igreja, depois dos apóstolos, fala muitas vezes, em suas obras, da manifestação dos mortos. Em sua controvérsia com Celso, diz ele: ‘Não duvido de que Celso escarneça de mim; as zombarias, porém, não me impedirão de dizer que muitas pessoas tem abraçado o Cristianismo a seu pesar, tem sido de tal modo seu coração repentinamente transformado por algum espírito, quer numa aparição, quer em sonho, que, em lugar da aversão que nutriam pela nossa fé, adotaram-na com amor até ao ponto de morrer por ela. Tomo Deus por testemunha da verdade do que digo; Ele sabe que eu não pretendo recomendar a doutrina de Jesus-Cristo por meio de histórias fabulosas, mas com a verdade dos fatos incontestáveis. (Orígenes, edição Beneditina de 1733, tomo I, páginas 361 e 362)” Cristianismo e Espiritismo – Leon Denis – FEB – 5ª edição – pg 64

ORTODOXIA X HETERODOXIA

“Muitas Casas Espíritas começaram a deteriorar-se quando se entregaram à orientação de supostos mestres espirituais. Dali por diante, numa seqüência natural, encheram-se de doutrinas próprias, chegando algumas a retirar dos seus cursos as obras de Kardec, fundando escolas meio igrejeiras e meio esotéricas, instituindo-se uma ginástica de passes classificados e manobrados em estilo das antigas escolas magnéticas, criando ordens especiais no tipo de congregações marianas, chegando ao cúmulo de declarar em artigos de jornais que a sua linha doutrinária não era ortodoxa, mas heterodoxa. Isso quer dizer que não seguiam a doutrina certa de Kardec, mas uma mistura de doutrinas espiritualistas.” Curso Dinâmico de Espiritismo – Herculano Pires – Edições Herculano Pires – 1a edição – pg. 139

ORTODOXIA X HETERODOXIA II

“Pode alguém transigir com o erro sem dele participar? Fomos acusado de ortodoxo. Mas ortodoxia quer dizer “doutrina certa” e a heterodoxia, largamente pregada em nosso meio em nome de uma falsa tolerância quer dizer “mistura de doutrinas, confusão de princípios, colcha de retalhos”. Não nos julgamos puros nem santos e muito menos sábios. Todos nós, que nos reunimos para repelir a adulteração, só tivemos em vista a pureza, a santidade e a sabedoria da doutrina que professamos. Somos apenas fiéis, conscientes de nossas responsabilidades doutrinárias e contrários a todas as formas de aviltamento do Espiritismo.” Na Hora do Testemunho – Herculano Pires – Paidéia – 1a edição – pg. 20

OVÓIDES E ALLAN KARDEC

“De semelhantes ilusões não podem provir senão uma observação incompleta; quem haja estudado seriamente a natureza dos Espíritos por todos os meios que a ciência prática dá, compreenderá tudo o que elas têm de pueril. Se esses glóbulos aéreos fossem Espíritos, seria necessário convir que estariam constrangidos a um papel muito mecânico para seres inteligentes e livres; papel passavelmente fastidioso para Espíritos inferiores, com a mais forte razão incompatível com a idéia que fazemos dos Espíritos superiores.” Revista Espírita – Allan Kardec – Fev/1860 – IDE – 1a edição – pg. 42 “De semelhantes ilusões não podem provir senão uma observação incompleta; quem haja estudado seriamente a natureza dos Espíritos por todos os meios que a ciência prática dá, compreenderá tudo o que elas têm de pueril. Se esses glóbulos aéreos fossem Espíritos, seria necessário convir que estariam constrangidos a um papel muito mecânico para seres inteligentes e livres; papel passavelmente fastidioso para Espíritos inferiores, com a mais forte razão incompatível com a idéia que fazemos dos Espíritos superiores.” Revista Espírita – Allan Kardec – Fev/1860 – IDE – 1a edição – pg. 42

OVÓIDES – ANDRÉ LUIZ

“ André Luiz refere-se a ovóides, espíritos que perderam seu corpo perispiritual e se vêem fechados em si mesmos, envoltos numa espécie de membrana. Isso lembra a teoria de Sartre sobre o “em si”, forma anterior do ser espiritual, que a rompe ao se projetar na existência por necessidade de comunicação. A ação vampiresca desses ovóides é aceita por muitos espíritas amantes de novidades. Mas essa novidade não tem condições científicas nem respaldo metodológico para ser integrada na Doutrina. Não passa de uma informação isolada de um espírito. Nenhuma pesquisa séria, por pesquisadores competentes, provou a realidade dessa teoria. Não basta o conceito do médium para validá-la. As exigências doutrinárias são muito mais rigorosas no tocante à aceitação de novidades. André Luiz manifesta-se como um neófito empolgado pela Doutrina, empregando às vezes termos que destoam da terminologia doutrinária e conceitos que nem sempre se ajustam aos princípios espíritas. A ampla liberdade que o Espiritismo faculta aos adeptos tem os seus limites rigorosamente fixados na metodologia kardeciana.” Vampirismo – H. Pires – Paidéia – pg.15

PAI NOSSO

“A prece que ensina a seus discípulos, o Pai Nosso (Mt 6:9-13) conjuga dois textos que os hebreus recitam cotidianamente nas liturgias, o Kadish e as Dezoito Bênçãos.” Marcos – André Chouraqui – Imago – pg. 32

PALAVRAS

“A dra. Wambach declarou ao dr. Snow que uma das mais valiosas lições da vida de toda uma existência à tarefa da psicologia clínica foi a de que as palavras são cortinas de fumaça , o que confere com o conceito de antigo autor – lamento confessar a ingratidão de haver esquecido seu nome - , segundo o qual as palavras foram inventadas não para expressar o pensamento, mas, para ocultá-lo.” A Reinvenção da Morte – Hermínio Miranda – Lachatre – 1ª edição – pg 116

PALESTRANTE E O AMBIENTE

“...Acontece o mesmo com um homem que deve falar numa reunião. Se sentir que todos os pensamentos lhe são simpáticos e favoráveis, a impressão que recebe age sobre suas idéias e lhe dá maior vivacidade. A unanimidade dessa influência exerce sobre ele uma espécie de ação magnética que decuplica os recursos, enquanto a indiferença ou a hostilidade o perturbam e paralisam....” O Livro dos Médiuns – Kardec – Lake – item 331 – pg. 308

PAPEL DOS MÉDIUNS NAS COMUNICAÇÕES

“Os nossos pensamentos não têm necessidade da vestimenta da palavra para serem compreendidos pelos Espíritos, e todos os Espíritos percebem o pensamento que desejamos lhes comunicar, unicamente pelo fato de dirigirmos esse pensamento a eles, e isso em razão de suas faculdades intelectuais; quer dizer, que tal pensamento pode ser compreendido por tais e tais, segundo o seu adiantamento, ao passo que em tais outros, esse pensamento não desperta nenhuma lembrança, nenhum conhecimento no fundo do seu coração ou do seu cérebro, não é perceptível para eles... Assim, quando encontramos num médium o cérebro equipado de conhecimentos adquiridos na vida atual, e o Espírito rico de conhecimentos anteriores latentes, próprios para facilitarem as nossas comunicações, dele nos servimos com preferência, porque com ele o fenômeno da comunicação nos é mais fácil, do que com um médium cuja inteligência seria limitada, e cujos conhecimentos anteriores teriam ficado insuficientes... ...qualquer que seja a diversidade dos Espíritos que se comunicam a um médium, os ditados obtidos por ele, mesmo procedendo de Espíritos diversos, trazem uma marca de forma e cor pessoal a esse médium...” Revista Espírita – Allan Kardec – 1861 – IDE – 1ª edição – pg. 218

PARAPSICOLOGIA E ESPIRITISMO

“... Só uma suposição, entre tantas, não pode ser vislumbrada; e até considerada obtusa, impossível: a aparição de mortos, a comunicação do defunto. Que um indivíduo veja pelo epigástrio, que se lembre do que nunca lhe ocorreu, que fale uma língua de que jamais teve o menor conhecimento, ou porque a sugou de um inconsciente qualquer, ou porque ela lhe estava no cérebro em estado larvar, tudo isso é admissível, claro, facilmente compreensível. O falecido, porém, jamais! Pode ele demonstrar a sua presença como quiser, pode apresentar as provas que entender, será sempre uma superstição de que estão isentos os espíritos esclarecidos como o químico Chevreul e o teólogo Quevedo.” Hipóteses em Parapsicologia – Carlos Imbassahy – Eco – 2ª edição – pg.226

PASCAL, BLAISE E A REENCARNAÇÃO

“A imortalidade da alma é uma coisa de tal importância, interessa-nos tão profundamente, que é preciso ter perdido toda a sensibilidade para ser-se indiferente ao seu conhecimento. O nosso primeiro interesse e o nosso primeiro dever são os de nos esclarecermos sobre este assunto, de que depende toda a nossa conduta: e é por isso que eu faço uma distinção extrema entre os que trabalham com todas as suas forças para nele se instruírem, e os que vivem sem dele cuidarem e sem nele pensarem. Esta negligência numa questão em que se trata deles mesmos, da sua eternidade, do seu todo, irrita-me mais do que me comove, surpreende-me e espanta-me, é monstruosa para mim. Não falo assim pelo zelo piedoso duma devoção espiritual. Pelo contrário, entendo que se deve ter esse sentimento por um princípio de interesse humano.’ 1623/1662 – Filósofo, matemático e físico francês, considerado uma das mentes privilegiadas da história intelectual do Ocidente. Formulou a teoria matemática da probabilidade, junto com o matemático Pierre de Format. Outras contribuições importantes são a dedução da lei que estabelece que os líquidos transmitem pressões com a mesma intensidade em todas as direções (Princípio de Pascal) e suas pesquisas sobre as quantidades infinitesimais. Além de ser um dos mais eminentes matemáticos e físicos da sua época, foi um dos maiores escritores místicos da literatura cristã. Seus trabalhos religiosos caracterizam-se por sua especulação sobre assuntos que ultrapassam a compreensão humana”. A Morte e Seu Mistério – Camille Flammarion – FEB – 3ª edição – Vol I – pg de face Enciclopédia Encarta – Microsoft.

PASSE E ALEGORIAS

“O passe tornou-se popular por sua eficácia. Mas é tão simples um passe que não se pode fazer mais do que dá-lo. Criaram-se então as complicações. São necessários cursos especiais, com lições de anatomia e fisiologia, para que uma criatura de boa-vontade estenda as mãos sobre uma cabeça sofredora. Mas como impor as mãos é coisa muito simples, criaram-se também as técnicas do passe, com palavrórios fantasiosos e gesticulação de ginástica sueca, que os humildes passistas têm de aprender com especialistas em educação física. Veja-se a mistura que se conseguiu fazer, numa espécie de liga metálica em que entram diversos reforços. O resultado foi a transformação do passe numa exibição de passes de balé. Ninguém se lembra de que o passe não é uma técnica, mas uma doação fluídica de amor. O passe espírita é apenas a imposição das mãos ensinada e praticada por Jesus. Não é passe magnético, é passe mediúnico. A palavra mediúnico já diz que não é o passista quem dá o passe. Mas quando o guia encontra o passe estilizado, padronizado, transformado num ritual de candomblé, desiste e espera que o sofredor procure um local de simplicidade cristã, em que ele possa agir com eficácia.” Mediunidade – Herculano Pires – Edicel – 4ª edição – pg 128.

PASSE E FLUIDO VITAL

“A quantidade de fluido vital não é a mesma em todos os seres orgânicos: varia segundo as espécies, e não é constante no mesmo indivíduo, nem nos vários indivíduos de uma mesma espécie. Há os que estão, por assim dizer, saturados de fluido vital, enquanto outros o possuem apenas em quantidade suficiente. É por isso que alguns são mais ativos, mais enérgicos, e de certa maneira, de vida superabundante. A quantidade de fluido vital se esgota. Pode tornar-se incapaz de entreter a vida, se não for renovada pela absorção e assimilação de substâncias que o contêm. O fluido vital se transmite de um indivíduo. Aquele que o tem em maior quantidade pode dá-lo ao que tem menos e, em certos casos, fazer voltar uma vida prestes a extinguir-se”. O Livro dos Espíritos – Kardec – Q.70 – NK

PASSE: ORIENTAÇÃO PARA,

“Nas reuniões de passes proibe-se o toque dos médiuns nos pacientes, a não ser para ajudá-los em casos extremos, para evitar mal-entendidos e suspeitas maliciosas que atentam contra o médium, a instituição e a doutrina. Não é necessário de maneira alguma o toque do médium, nem mesmo a pretexto de transfusão fluídica, como se faz em algumas modalidades de sincretismo religioso afro-brasileiro. As mãos do médium funcionam nos passes como antenas captadoras e emissoras de vibrações dos espíritos, o que pode ser feito até a grandes distâncias. A Moral Mediúnica não é nem pode ser preconceituosa, mas não dispensa medidas de segurança e defesa em meio à malícia do mundo.” Mediunidade – Herculano Pires – Edicel – 4ª edição – pg 79

PASSE: SHOW DE INDISCIPLINA!

“Desabafa um companheiro com ares de inconformismo para dar passe é preciso cenas de teatralismo? Revela que foi num centro para dar fim nos seus medos, viu que um médim dava passe pulando e estralando os dedos Noutro canto do salão Viu porém que outros irmãos, Antes de aplicar o passe Esfregavam suas mãos. As cenas que viu ali deixaram-no transtornado. Diz que viu as mãos dos médiuns Tocarem por todo lado. Diz também que um dos passistas Com todo desembaraço, Retirou antes do passe Relógio do próprio braço. Uma médium por sinal daquelas bem agitadas, advertiu a quem estava com mãos e pernas cruzadas. Diz que um outro companheiro ao respirar ofegante, soltava fortes arrotos e tremia a todo instante... As cenas que você viu Difamam nossa Doutrina. O que você viu por lá Foi um show de indisciplina”. Jair Presente (Espírito) Semeadores da Verdade – Alaor Borges Jr. – Editora Espírita Pedro e Paulo – 1ª edição – pg 44

PAULO, AGOSTINHO E A CULPA

“Por outro lado, houve duas figuras expoentes do cristianismo, primeiro o apóstolo Paulo e 300 anos depois, Agostinho, que eram espíritos brilhantes, mas carregados de complexos de culpa: Paulo, pela sua violência contra os cristãos, antes de ver Jesus às portas de Damasco e Agostinho, por sua vida desregrada, antes de se converter ao cristianismo. (Isso, porque não conhecemos os complexos trazidos por eles de outras vidas, como espíritos inteligentes e atormentados). Pois é sucessivamente com os dois, que se firma a idéia do pecado original. Paulo, em primeiro lugar, sob a influência judaica, concebe a teoria de que somos herdeiros de Adão e nascemos manchados e que foi preciso a intervenção de um salvador para nos resgatar do pecado. Agostinho reforça a idéia dizendo que ninguém pode alcançar a salvação por mérito próprio, mas apenas por uma graça divina. A perfeição é inacessível ao ser humano. Daí todas as idéias de condenação e inferno de um lado, e de salvação e céu para poucos. Jesus, como filho de Deus, e como o próprio Deus, veio resgatar com o sangue da cruz os pecados daqueles que nele acreditarem. Temos então delineadas duas grandes linhas de interpretação do cristianismo: uma otimista, que descende diretamente de Jesus, a outra, a pessimista, que descende de Paulo e Agostinho. Não que estes autores não estivessem de posse de grandes verdades, mas aqui trata-se dessa perspectiva em relação à natureza humana. E mesmo aí, existem ambigüidades em ambos. É de Paulo a frase de que “ somos herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo” e de Agostinho, a afirmação de que “não é da natureza da alma o vício. É, sim, contra a sua natureza”. Para Entender Allan Kardec – Dora Incontri – Lachatre – 1ª edição – pg. 95

PAULO E A MULHER

”. Observem que até muito tempo depois da morte de Jesus, o pouco valor da mulher era predominante, vejamos: “A mulher aprenda em silêncio com toda a submissão. E não permito que a mulher ensine, nem que exerça autoridade de homem; esteja, porém, em silêncio. Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva. E Adão não foi iludido, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão”, como Paulo em 1 Timóteo 2,11-14.

PAULO E PEDRO – DIFERENÇAS

“ Paulo, que exemplifica o drama da transição da consciência judaica para a cristã, adverte que Deus não deseja cultos externos, semelhantes aos dedicados às divindades pagãs, mas “um culto racional”, em que o sacrifício não será mais de plantas ou animais, mas da animalidade, ou seja, do ego inferior do homem. A religião se depura dos resíduos tribais, despe-se dos ritos agrários e da complexidade que esses ritos adquiriram no horizonte civilizado. Torna-se espiritual. Os próprios apóstolos do Cristo não compreendem de pronto essa transição. Pedro chefia o movimento que Paulo chamou de “judaizante”, tendendo a fazer do Cristianismo uma nova seita judaica. Mas Paulo é a flama que mantém o ideal do Cristo. Inteligente e culto, é um dos poucos homens capazes de compreender a nova hora que surge, e por isso o Cristo o retira das hostes judaicas, para colocá-lo à frente do movimento cristão.” O Espírito e o Tempo – H. Pires – Edicel – pg. 66

PAZ, MUITA PAZ?

“... Jesus e o Espiritismo esclarecem que não existe verdadeira paz sem preço. Quem quiser a luz da paz, por dentro do coração, aceite o combate da sombra em derredor. Assim será sempre.” Eurípedes Barsanulfo Espírito – Seareiros de Volta – FEB – 3a edição – pg. 92

PECADO ORIGINAL

“ E, pois, pecado original não foi à desobediência, mas a rivalidade. Porque a corrupção do homem nasceu da briga pela primogenitura. Adão e Eva são símbolos da inocência e da pureza. Comer uma fruta do pomar edênico, amar sob as árvores e iniciar a primeira geração do Éden não podiam constituir desobediência, pois Deus criara as frutas para alimentar os homens, criara Eva para o amor de Adão e criara a Serpente para sibilar estórias de amor aos ouvidos sensíveis da primeira mulher. Os rabinos judeus, que fundariam mais tarde a sociedade mais fechada e xenófoba do mundo, cheia de preconceitos e formalismos com suas regras de pureza que Jesus condenaria, foram os inventores da tragédia do Éden. A hipocrisia famosa dos fariseus, esquecendo as cantigas de amor de Davi, condenaria o sexo como pecado e aviltaria o amor como invasão diabólica. Durante quase dois mil anos as Igrejas Cristãs gastaram rios de água sagrada em suas pias batismais para lavar as crianças inocentes do pecado original.” O Espírito e o Tempo – H. Pires – Edicel – pg.212

PEDAGOGIA ESPÍRITA

“ O Peso da Servidão Dizem que as nossas ovelhas são estúpidas. Nós é que as tornamos estúpidas, ao encerrá-las em estábulos acanhados, sem ar e sem luz, onde não têm outro recurso senão baterem com as patas no chão, balindo sempre até aparecer o pastor ou o açougueiro. E nós as tornamos estúpidas também quando, em plena montanha e sob a ameaça do chicote e dos cães, as obrigamos a seguir passivamente, pelo atalho tortuoso, os passos da ovelha dianteira, que por sua vez segue o carneiro de longos chifres que também não sabe para onde leva o rebanho, mas que se orgulha de ser carneiro. Nós as tornamos estúpidas porque reprimimos brutalmente todas as tentativas de emancipação, todas as veleidades dos jovens carneiros de fazer as suas experiências fora dos caminhos batidos, perdendo-se nas matas, demorando-se entre as rochas, mesmo se conseguirem recolher apenas arranhões e ranger de dentes. Mas nós temos desculpa. Nosso fim não é educar nossas ovelhas nem torná-las inteligentes, mas somente treiná-las para suportar, aceitar e até desejar a lei do rebanho e da servidão – aquela que dá boa carne e grandes benefícios. Infelizmente, porém, ainda ouço crianças balbuciando em cantochão – ia dizer balindo – por trás das portas fechadas das suas escolas-estábulo, mesmo que sejam escolas-estábulo luxuosas; vejo-as bater os pés como as nossas ovelhas, à entrada e à saída, e nada falta, nem os carneiros, nem os pastores autoritários, nem os regulamentos tão severos quanto os nossos chicotes e os nossos cães. Vejo-as virar, todas ao mesmo tempo, as mesmas páginas, repetir as mesmas palavras, fazer os mesmos sinais... E mais tarde você se admirará ao vê-las oferecer miseravelmente os braços à exploração e o corpo ao sofrimento e à guerra, como as ovelhas se oferecem ao matadouro! É a servidão que nos torna fracos, é a experiência vivida, mesmo perigosamente, que forma os homens capazes de trabalhar e de viver como homens. Não aceite a volta à servidão escolar. Faça por merecer a liberdade! Célestin Freinet 1896-1966 – França. Universo Espírita – Junho 2004 – pg. 64

PENSAMENTO, CONDICIONAMENTO À CRENÇA

“Há hoje, sem dúvida, na própria Igreja, muitos homens de bom senso que não mais admitem essas coisas ao pé da letra e as consideram como simples alegorias das quais é necessário apreender o sentido. Mas essa opinião é apenas individual e não constitui lei. A crença no inferno material, com todas as suas conseqüências, ainda permanece como artigo de fé. Pergunta-se como os homens puderam ver essas coisas em estado de êxtase, se elas não existem. Não é este o lugar de explicar a fonte dessas imagens fantásticas, que as vezes se produzem com a aparência de realidade. Diremos somente que devemos ver nisso uma prova do princípio de que o êxtase é a menos segura de todas as formas de revelação, porque esse estado de superexcitação nem sempre resulta de um completo desprendimento da alma, como se poderia crer, e nele encontramos muito freqüentemente o reflexo das preocupações do estado de vigília. As idéias de que a mente se nutre e o que o cérebro, ou melhor o invólucro perispiritual correspondente ao cérebro, conserva, se reproduzem e amplificam como numa miragem, sob as formas vaporosas que se desenvolvem e se misturam, compondo esses conjuntos estranhos. Os extáticos de todos os cultos sempre viram coisas em relação com a fé a que se apegam. Não é pois de surpreender que os que, como “Santa”Teresa se acham fortemente convencidos das idéias do inferno, segundo se apresentam as descrições verbais ou escritas e as pinturas, tenham visões que nada mais são, propriamente falando, do que a reprodução dessas idéias, produzindo o efeito de um pesadelo. Um pagão cheio de fé teria visto o Tártaro e as Fúrias, como teria visto no Olimpo o próprio Júpiter tendo um raio na mão. NT (Herculano): Kardec antecipa, nesta maravilhosa explicação, a Teoria do Condicionamento à Crença que Charles Richet formularia mais tarde na Metapsíquica e hoje revivida na Parapsicologia. Como se vê, as chamadas Novidades Parapsicológicas nada mais fazem do que confirmar teses espíritas escritas há mais de um século, e às vezes de maneira incoerente, contrastando com a explicação espírita, que é sempre clara e precisa.” O Céu e o Inferno – Allan Kardec – LAKE – Cap. IV – item 15 – pg. 58

PENSAMENTO E FLUIDO ESPIRITUAL

“Os Espíritos agem sobre os fluidos espirituais, não que os manipulem como os homens manipulam os gases, mas com o auxílio do pensamento e vontade. O pensamento e a vontade são para os espíritos aquilo que a mão é para o homem. Pelo pensamento, eles imprimem a tais fluidos esta ou aquela direção; eles o aglomeram, os combinam ou o dispersam; formam com esses materiais, conjuntos que tenham uma aparência, uma forma, uma cor determinadas; mudam suas propriedades como um químico altera as propriedades dos gases ou de outros corpos, combinando-os segundo determinadas leis. É a grande oficina ou laboratório do mundo espiritual. Algumas vezes essas transformações são resultado de uma intenção; freqüentemente, são o produto de um pensamento inconsciente; basta ao espírito pensar numa coisa para que tal coisa se produza, assim como basta modular uma ária para que a música repercuta na atmosfera. ...seu perispírito toma instantaneamente aquela forma, a qual também deixa instantaneamente, desde que o pensamento cesse de agir. Se, pois, ele foi uma vez negro e outra vez como branco, apresentar-se-á como negro ou como branco, segundo qual das duas encarnações será evocado, e à qual reportará seu pensamento. A Gênese – Allan Kardec – LAKE – Cap. XIV – item 14 – pg. 239

PENSAMENTOS E PALAVRAS

“Os nossos pensamentos não precisam da vestidura da palavra para serem compreendidos pelos Espíritos e todos os espíritos percebem os pensamentos que lhes desejamos transmitir, sendo suficiente que lhes dirijamos esses pensamentos e isto em razão de suas faculdades intelectuais. (A. Kardec). O problema lingüístico não ocorre nesse nível, portanto; quando, se torna indispensável vestir o pensamento com a palavra para que o destinatário (encarnado) o compreenda, cabe ao médium fazê-lo. Essa a razão por que, seja qual for a diversidade dos Espíritos que se comunicam com um médium, os ditados que este obtém, embora procedendo de Espíritos diferentes, trazem, quanto à forma e ao colorido, o cunho que lhe é pessoal. Com efeito, se bem o pensamento lhe seja de todo estranho, se bem o assunto esteja fora do âmbito em que ele habitualmente se move, se bem o que nós queremos dizer não provenha dele, nem por isso deixa o médium de exercer influência, no tocante à forma, pelas qualidades e propriedades inerentes à sua individualidade. (A. Kardec)”. Diversidade dos Carismas – Vol II – Hermínio Miranda – Arte e Cultura – 1ª edição – pg 104

PEQUENOS CENTROS X GRANDES CENTROS

“... A dificuldade de reunir ainda numerosos elementos dessa maneira homogênea leva-nos a dizer que, no interesse dos estudos e para o bem da própria causa, as reuniões espíritas devem multiplicar-se mais pela constituição de pequenos grupos do que de grandes associações. Esses grupos, correspondendo-se entre si, visitando-se, permutando suas observações podem desde logo formar um núcleo da grande família espírita que um dia reunirá todas as opiniões, unindo os homens no mesmo sentimento de fraternidade caracterizado pela caridade cristã.” O Livro dos Médiuns – Kardec – Lake – item 334 – pg. 310

PERDÃO E OS TEXTOS BÍBLICOS

“É na conceituação do perdão, contudo, que vamos encontrar os mais fortes contrastes no confronto entre a lei moisaica e a nova mensagem do amor universal. Relativamente à sua extensão e volume físico – os textos evangélicos representam cerca de 20% da Bíblia, isto é, uma página em cada cinco – há no Antigo Testamento menor número de referências ao perdão do que no Novo e, mesmo assim com enfoque bem diverso. Somente nas linhas finais da Gênese (50,17) cogita-se do perdão. Depois de tramar contra José e o vender como escravo, seus irmãos se vêem ante a surpreendente realidade de que o irmão desprezado e aviltado tornara-se uma das personalidades mais importantes no Egito, depois do faraó. Temem uma vingança arrasadora, nada surpreendente naqueles tempos. É hora, portanto, de pleitearem o perdão do poderoso irmão. Com o tempo surge a engenhosa doutrina da propiciação. A lei vedava, por exemplo, que um homem coabitasse com escrava ou concubina de outrem, mas Levítico (19,22) documenta uma fórmula mágica de “lavar” o pecado: bastaria ao culpado arranjar um carneiro e levá-lo ao templo para ser sacrificado. “Com esse carneiro da reparação”- diz o versículo – “o sacerdote fará sobre o homem o rito da expiação diante de Javé, pelo pecado cometido; e o pecado que cometeu ser-lhe-á perdoado.” Estava, assim, inventado o bode ( ou carneiro) expiatório, expressão que se preservou na linguagem de outros povos – o bouc emissaire, do francês, o scapegoat, do inglês, etc.” A Reinvenção da Morte – Hermínio Miranda – Lachatre – 1ª edição – pg 95

PERISPÍRITO E ESPÍRITOS PUROS

“Q 186: Haverá mundos onde o Espírito, deixando de revestir corpos materiais, só tenha por envoltório o perispírito? Há e mesmo esse envoltório se torna tão etéreo que para vós é como se não existisse. Esse o estado dos Espíritos puros.” O Livro dos Espíritos – Allan Kardec

PERISPÍRITO É MATÉRIA

“Na Doutrina Espírita, entretanto o perispírito é considerado como simples envoltório fluídico da alma ou Espírito. Constituindo-se o perispírito de uma forma de matéria, embora muito eterizada, para o sistema em causa a alma seria também de natureza material, mais ou menos essencial, segundo o seu grau de depuração.” O Livro dos Médiuns – Kardec – Lake – item 50 - pg. 47 “Quaisquer que sejam a sutilidade e imponderabilidade do perispírito, não deixa de ser uma espécie de matéria, cujas propriedades físicas nos são ainda desconhecidas. Desde que é matéria, pode agir sobre a matéria...” Revista Espírita – Julho 1858 – Allan Kardec – IDE – pg.181.

“ O Sr. Deschanel se esforça por provar que o perispírito deve ser da matéria; mas é o que dizemos com todas as letras... Onde ele viu que tenhamos dito que o perispírito é que pensa?... Revista Espírita – Allan Kardec – 1861 – IDE – 1ª edição – pg. 69


PNEUMATOGRAFIA

“A Pneumatografia é a escrita produzida diretamente pelo Espírito, sem nenhum intermediário; ela difere da psicografia no fato de que esta é a transmissão do pensamento do espírito, por meio da escrita, pelas mãos de um médium. Demos essa duas palavras no Vocabulário Espírita colocado à entrada de nossa Instrução Prática, com a indicação de sua diferença etimológica. Psicografia, do grego psuikê, borboleta, alma, e graphó, eu escrevo; pneumatografia, de pneuma, ar, sopro, vento, espírito. No médium escrevente, a mão é o instrumento; mas sua alma, ou Espírito encarnado nele, é o intermediário, o agente ou o intérprete do Espírito estranho que se comunica. Na Pneumatografia, é o próprio Espírito estranho que escreve diretamente, sem intermediário.” Revista Espírita – Allan Kardec – Ago/1859 – IDE – 1ª edição – pg. 190

PERISPÍRITO E SENSIBILIDADE AO AMBIENTE

“O perispírito dos encarnados é de natureza idêntica à dos fluidos espirituais, e por isso os assimila com facilidade, como a esponja se embebe de líquido. Esses fluidos têm sobre o perispírito uma ação tanto mais direta, quanto, por sua expansão e por sua irradiação, se confunde com eles. Tais fluidos agem sobre o perispírito, e este, por sua vez, reage sobre o organismo material com o qual está em contato molecular. Se os seus eflúvios forem de boa natureza, o corpo recebe uma impressão salutar; se forem maus, a impressão, a impressão é penosa; se os fluidos maus forem permanentes e enérgicos, poderão determinar desordens físicas: certas moléstias não têm outra causa senão esta. Os ambientes nos quais abundam ao maus Espíritos são, pois, impregnados de maus fluidos que as pessoas absorvem por todos os poros perispirituais, tal como se absorvem pelos poros do corpo, os miasmas pestilenciais. Se o conjunto for harmônico, a impressão é agradável; se for discordante, a impressão é penosa. Ora, para tal, não é necessário que o pensamento seja expresso em palavras; a irradiação fluídica nem por isso é menor, quer seja expressa ou não.” O Céu e o Inferno – Allan Kardec – LAKE – Cap. XIV – itens 18 e 19 – pg. 243

PERISPÍRITO / PROVAS CIENTÍFICAS

“Desde o século passado, vários cientistas se empenharam na descoberta de meios para provar a existência no homem do chamado corpo espiritual ou duplo-etéreo. Em 1943 Raoul Montandon publicou na Suiça um curioso livro intitulado De La Bête a l’Homme (Do animal ao Homem) relatando pesquisas psicológicas que mostram semelhanças significativas entre o reino animal e o hominal e pesquisas que provam a existência nos animais de um corpo energético. Essas pesquisas são relatadas no capítulo Sobrevivência Animal. Várias fotografias batidas com filmes sensíveis à luz infravermelha, de grupos de gafanhotos e insetos mortos com éter, revelavam ao lado dos animais mortos uma sombra semelhante ao corpo morto, enquanto ao lado dos que não haviam morrido, não aparecia à mesma sombra. No capítulo das fotografias psíquicas, batidas ocasionalmente ou em sessões mediúnicas experimentais, os anais espíritas apresentam impressionante volume de casos significativos, cercados de todos os recursos de garantia de autenticidade do fenômeno. No caso atual das pesquisas soviéticas, com aparelhagem técnica de precisão, a demonstração a demonstração da existência desse corpo extrafísico (para usarmos a expressão parapsicológica atual) foi decisiva. Os soviéticos, operando em comissão científica oficial, na Universidade de Alma-Ata, no Casaquestão, fizeram experiências com moribundos e conseguiram verificar a retirada total do corpo-bioplasmático dos mortos, cujos corpos materiais só então se cadaverizavam. Não tendo sido possível fotografar esse corpo depois do seu desprendimento do cadáver, empregaram a técnica de pesquisa por meio de detectores de pulsações biológicas e verificaram, surpreendidos, que as pulsações captadas indicavam a presença do corpo-bioplasmático no ambiente.” A Agonia das Religiões – H. Pires – Paidéia – Pg. 67 “As pesquisas começaram num grupo de cientistas localizados perto do centro espacial soviético em Kazakstan, em Alma-Ata. (tinha que ser num lugar chamado Alma-Ata). Reuniram-se alguns biologistas, bioquímicos e biofísicos para estudar a espetacular descoberta do casal Kirlian: uma câmara de alta freqüência que, ultrapassando a barreira da matéria densa, vai mostrar a contra-parte imaterial dos seres vivos. Com equipamentos óticos conjugados à câmara dos kirlian, os cientiatas soviéticos tiveram, um dia, visão maravilhosa, que até então era reservada com exclusividade aos videntes: o corpo espiritual de um ser vivo. Há mais, no entanto, pois uma comissão de alto nível foi designada, em 1968, para estudar o fenômeno e emitir parecer conclusivo. Compunha-se o grupo de Doutores Inyushin, Grischchenko, Verobev, Shouiski, Fedorova e Gibaldulin. A conclusão que apresentaram não poderia ser mais objetiva e corajosa: Todos sos seres vivos – plantas, animais e seres humanos - não apenas têm um corpo físico, formado de átomos e moléculas, mas também, como contraparte, um corpo de energia, a que deram o nome de “Corpo de Plasma Biológico.” Reencarnação e Imortalidade – Hermínio Miranda – FEB – 2ª edição – pg 141

PERSEVERANÇA

“Na antiga mina abandonada, ele sabia, por informações de um amigo, na extrema hora do corpo, que havia grande bolsão de ferro, com pepitas de ouro valendo milhões. Uma pedra enorme entupira o veio e a riqueza lá ficara esquecida e inútil. Sonhando realizar grande plano de caridade, ele, o detentor do segredo, empunhou picareta e martelo, iniciando a demolição. Suou um dia. Dois dias. Três dias. Vinte dias. Cinqüenta dias. Em seguida desanimou. Semanas depois, contudo, passou por ali um gatuno experiente e sentindo que a obra abandonada cheirava interesse, começou a malhar e, com apenas algumas horas, a pedra cedeu, entregando-lhe o tesouro escondido. Não menospreze a perseverança no serviço da luz e do amor que você haja começado. Desistência de fé no resultado a atingir não apenas desfavorece a você mas encoraja igualmente as forças da sombra e do ódio, que rondam perto... Quantas almas belas você pode acordar para o bem, desentranhando-lhes as possibilidades valiosas em benefício da vida e por simples caprichos do suposto cansaço se dispõe a entrega-las à influência do crime, por abandono do dever a cumprir! Pense nisso. A vitória do mal, quase sempre, aparece na negligência do bem. Valérium – Página recebida por Waldo Vieira, em reunião na noite de 2/5/65 em Uberaba, Minas

PERSONALIDADE DE KARDEC

“Um fato quase análogo nos é pessoal. Enquanto estávamos pacificamente em nossa cama, um dos nossos amigos viu-nos várias vezes em sua casa, embora sob uma aparência não tangível, sentado a seu lado e conversando com ele como de hábito. Uma vez nos viu com roupão, outras vezes com paletó. Transcreveu nossa conversa, que nos comunicou no dia seguinte. Ela era, pensando bem, relativa aos nossos trabalhos prediletos. Para fazer uma experiência, ofereceu-nos refrescos, e eis nossa resposta: Deles não necessito, uma vez que não é meu corpo que aqui está; vós o sabeis, não há nenhuma necessidade de vos produzir uma ilusão. Uma circunstância, bastante bizarra, se apresentou na ocasião. Seja predisposição natural, seja resultado de nossos trabalhos intelectuais, sérios desde nossa juventude, poderíamos dize-lo desde a infância, o fundo de nosso caráter sempre teve uma extrema gravidade, mesmo na idade em que não se pensa mais do que no prazer. Essa preocupação constante nos dá um encontro muito frio, excessivamente frio mesmo; ao menos é pelo que somos freqüentemente censurados; mas, sob essa falsa aparência glacial,o Espírito sente, talvez mais vivamente, como se tivesse mais expansão exterior. Ora, em nossas visitas noturnas ao nosso amigo, este ficou surpreso por nos achar diferente; éramos mais aberto, mais comunicativo, quase alegre. Tudo respirando, em nós, a satisfação e a calma do bem-estar. Não está aí um efeito do Espírito desligado da matéria? Revista Espírita – Allan Kardec - Fev/1859 – IDE – 1ª edição – pg. 38

PESTALOZZI, JOHANN HEINRICH

“Educador suíço, nascido em Zurique. Fundou, em 1805, o famoso Internato de Yverdon, que durante os seus vinte anos de funcionamento foi freqüentado por numerosos estudantes estrangeiros. Era a escola modelo da Europa. Por seus bancos escolares, passaram, entre outros, os sábios naturalistas Humboldt, Geoffroy Saint-Hilaire, a escritora Madame de Stäel, o reformador socialista Robert Owen, o filósofo Maine de Biran, e o codificador do Espiritismo Allan Kardec, pseudônimo de Hippolyte-Léon Denizard Rivail. É considerado o Educador da Humanidade. Seu método de ensino foi adotado por educadores de todo o mundo, e as suas idéias foram largamente difundidas na Europa e América”. Allan Kardec – Epopéia De Uma Vida – Demóstenes Pontes – CEAC – 1ª edição – pg. 53

PESTALOZZI E SEUS CRÍTICOS

“...Fiel a Pestalozzi, esse ladrão de crianças de um novo tipo, segundo o chamaram nos meios pedagógicos, Kardec ainda sonha com o castelo de Yverdun dos novos tempos, que o vampirismo esconde em suas negras revoadas de morcegos sobre toda a Terra...” Vampirismo – H. Pires – Paidéia – pg. 93

PNEUMATOGRAFIA II

“... A isso responderemos decididamente: Não, não basta que o invisível tenha a sua disposição um instrumento qualquer para se manifestar, porque ele necessita do concurso fluídico de uma pessoa, e é essa pessoa que, para nós, é o verdadeiro médium. Se bastasse ao Espírito ter a sua disposição um instrumento qualquer, ver-se-iam cestas ou pranchetas escreverem sozinhas, o que jamais se viu. A escrita direta, que é o fato, em aparência, mais independente de toda cooperação, ela mesma não se produz senão sob a influência de médiuns dotados de uma aptidão especial.” Revista Espírita – Allan Kardec – Out/1859 – IDE – 1ª edição – pg. 246

POLÊMICAS ENTRE ESPÍRITOS E A FORÇA DA CONCORDÂNCIA

“ Na sessão da Sociedade de 19 de julho de 1861, o Espírito de Lamennais seu espontaneamente a dissertação seguinte, sobre o aforismo de Buffon: O estilo é o homem, por intermédio do Sr. A. Didier, médium. Buffon, achando-se atacado, replicou alguns dias depois, por intermédio do Sr. d’Ambel. Depois, sucessivamente, o Visconde Delaunay (Senhora Delphine de Girardin), Bernardin de Saint-Pierre e outros mantiveram uma discussão. É esta polêmica, tão curiosa quanto instrutiva, que reproduzimos em sua íntegra. Notar-se-á que ela não foi nem provocada nem premeditada, e que cada Espírito veio espontaneamente tomar parte nela; Lamennais abriu a discussão, os outros o seguiram.” Revista Espírita – Allan Kardec – 1861 – IDE – 1ª edição – pg. 256 “ Por uma singular coincidência, estas duas últimas comunicações chegaram no mesmo dia. Embora tratando do mesmo assunto, vê-se que os espíritos o encaram cada um de acordo com o seu ponto de vista pessoal. O primeiro vê Roma religiosa, e, segundo ele, porque será sempre a capital do mundo cristão; o segundo vê a Roma material, e diz que nada daquilo que os homens levantam pode ser eterno. De resto, sabe-se que os Espíritos têm as suas opiniões, e que podem diferir entre eles na maneira de ver, quando estão imbuídos das idéias terrestres; só os Espíritos mais puros estão isentos de preconceitos...” Revista Espírita – Allan Kardec – 1861 – IDE – 1ª edição – pg. 318

PONTUALIDADE EXCESSIVA

“Mas acentuamos que embora os Espíritos prefiram a regularidade, os verdadeiramente superiores não são tão meticulosos. A exigência de rigorosa pontualidade é sinal de inferioridade, como o tudo que é pueril.” O Livro dos Médiuns – Kardec – Lake – item 333 – pg. 309

POSSESSÃO?

“... No segundo caso, o obsessor ‘atua sobre os órgãos materiais e provoca movimentos involuntários’, obrigando a sua vítima a gestos de dramático e lamentável ridículo. Ao comentar esses aspectos, Kardec é de opinião que o termo subjugação é mais apropriado que possessão, de uso mais antigo e corrente. O que conhecemos, assim, por possessão, seria então um caso extremo e grave de obsessão. O Codificador justifica sua escolha, informando que a possessão implicaria admitir a existência de seres criados para o mal, o que não existe, pois todos são suscetíveis de progresso espiritual. Segundo, ‘porque implica igualmente a idéia do apoderamento de um corpo por um Espírito estranho, de uma espécie de coabitação, ao passo que o que há é apenas constrangimento’, o que pode ser perfeitamente expresso pela palavra subjugação. Ao reexaminar, porém, o assunto em ‘A Gênese’, talvez por uma questão de clareza didática, ele preferiu os termos mais usuais, chamando a obsessão de ‘ação persistente que um Espírito mau exerce sobre um indivíduo’, enquanto que na possessão, ‘em vez de agir exteriormente, o Espírito atuante se substitui, por assim dizer, ao Espírito encarnado; toma-lhe o corpo para domicílio, sem que este, no entanto, seja abandonado pelo seu dono, pois que isso só pode se dar pela morte. A possessão, conseguintemente, é sempre temporária e intermitente, porque um Espírito desencarnado não pode tomar definitivamente o lugar de um encarnado, pela razão de que a união molecular do perispírito e do corpo só pode se operar no momento da concepção’”. Sobrevivência e Comunicabilidade dos Espíritos – Hermínio Miranda – FEB – 1ª edição – pg 297

PRÁTICA MEDIÚNICA OFERECE RISCOS?

“Mas, dir-se-á, não atraireis os maus Espíritos evocando homens que foram a escória da sociedade? Não, porque não sofremos jamais a sua influência. Não há perigo senão quando é o Espírito que se IMPÕE, ele jamais existe quando se IMPÕE ao Espírito. Sabeis que esses Espíritos não vêem ao nosso chamado senão como constrangidos e forçados, e que, em geral, encontram tão pouco do seu meio entre nós, que sempre têm pressa de se irem. Sua presença é para nós um estudo, porque, para conhecer, é necessário ver de tudo...” Revista Espírita - Allan Kardec – Jul/1859 – IDE – 1a edição – pg. 165

PRECE / INVOCAÇÃO DE RUBENS ROMANELLI

Senhor, Inundas-me no esplendor de tua luz E, contudo, cego, não Te vejo. Falas-me na eloqüência de teu verbo E, no entanto, surdo, não Te ouço. Abrasas-me na ardência de teu amor E, todavia, insensível, não Te sinto. Oh! Estranha contradição! Tu, bem perto de mim, e eu, tão longe de Ti! Desvela-me Senhor, os olhos, cegos de orgulho; abra-me os ouvidos, surdos de vaidade, e sensibiliza-me o coração, duro de maldade, para que eu descubra tua divina presença na intimidade de meu ser! Primado do Espírito – Rubens Romanelli – Lachatre – pg.23

PRECESSÃO DOS EQUINÓCIOS E OS SIGNOS ZODIACAIS

“A precessão dos equinócios produz outra mudança, aquela que se opera na posição dos signos do zodíaco. Na duração de um ano, a Terra gira em redor do Sol, à medida que ela avança, o Sol se encontra a cada mês em face de uma nova constelação. Estas constelações são doze, a saber: ... São chamadas constelações zodiacais ou sinais do zodíaco, e formam um círculo no plano do equador terrestre, Segundo o mês de nascimento de um indivíduo, dizia-se que nascera sob o signo de tal: daí os prognósticos da astrologia. Porém, em conseqüência da precessão dos equinócios, sucede que os meses não correspondem mais às mesmas constelações; assim, quem nasce no mês de julho, não está mais no signo de Leão, mas no de Câncer. Cai assim a idéia supersticiosa ligada à influência dos signos. (Cap. V, n. 12) A Gênese – Allan Kardec – LAKE – Cap. IX – item 7 – NK 3 – pg. 153

PRESENÇA HUMANA

“...Os Espíritos gostam da presença humana e por isso preferem os lugares habitados aos abandonados.” O Livro dos Médiuns – Kardec – Lake – item 132 – pg. 118

PROGRESSO NA VIDA ESPIRITUAL?

“Se o Espírito não progredisse na vida espírita, reentraria na vida corpórea como dela saiu, nem mais avançado nem mais atrasado, o que, positivamente, é contradito pela experiência.” Revista Espírita – Allan Kardec – Out/1860 – IDE – 1ª edição – pg. 312 LE-Cap.VI, ítem 230 - O Espírito progride no estado errante? -Pode melhorar-se muito, segundo a sua vontade e o seu desejo; mas, é na existência corporal que ele põe em prática as novas idéias que adquiriu.

PROSELITISMO, ESPIRITISMO E HERMÍNIO MIRANDA

“ Insisto em dizer ao caro leitor e à querida leitora, nestas linhas finais, que este livro não foi elaborado com intenção proselitista, ou seja, com o objetivo de atraí-los para as fileiras do movimento espírita. Não sou muito chegado a essas questões, meramente estatísticas, mesmo porque, como também já foi dito, o Espiritismo não se considera proprietário dos conceitos básicos em que se apóiam suas estruturas doutrinárias. A verdade não tem dono, porque é de todos. É, portanto, sua também, leitor/leitora.” Nossos Filhos são Espíritos – Hermínio Miranda – Lachatre – 5ª edição – pg. 196

PROTESTANTISMO E MASSACRES RELIGIOSOS

“Isabel (1558-1603), filha de Ana Bolena, implantou definitivamente, na Inglaterra, a facção anglicana do protestantismo, promovendo cruéis perseguições aos católicos. Bispos foram condenados à prisão perpétua; párocos, depostos; religiosos, expulsos. Os cárceres se encheram por “crimes” religiosos: ir à missa, receber sacramentos ou não assistir ao culto protestante! Pena de morte foi estabelecida para os padres que exercessem o ministério, ou para quem os abrigasse. Prêmios eram dados aos delatores dos católicos. Torturas foram empregadas, com o acréscimo de alguns gêneros desconhecidos e até então não utilizados pelos católicos... e viva Deus! O historiador protestante Cobbet diz que Isabel “fez mais vítimas em cada ano de seu reinado do que a Inquisição espanhola em toda a sua história”! (Como se pode verificar, é difícil saber, afinal, quem matou mais em nome de Deus e do Cristo, se católicos ou protestantes). O Atalho – Luciano dos Anjos – Lachatre 1994 – pg.105

PURGATÓRIO, ORIGEM E CONSEQÜÊNCIAS

“O evangelho não faz nenhuma menção do purgatório, que só foi admitido pela Igreja no ano de 563. Trata-se inevitavelmente de um dogma mais racional e mais conforme a justiça de Deus que o inferno, pois estabelece penas menos rigorosas e mais aceitáveis para as faltas de mediana gravidade. ...mas a noção do purgatório teria de ser necessariamente incompleta, pois só conhecendo o suplício do fogo procuraram diminui-lo numa idéia atenuada do inferno. As almas ainda se queimam, mas de maneira menos intensa. Não conciliável o progresso com o dogma das penas eternas, as almas não podem sair do purgatório através de seu próprio adiantamento, mas sim pela virtude das preces que se fazem ou se mandam fazer em sua intenção. Se a idéia inicial foi boa, não se deu o mesmo com as suas conseqüências, em razão dos abusos de que ela se tornou fonte. Em virtude das preces pagas o purgatório se transformou numa mina mais produtiva que o inferno. NT (Herculano): O purgatório deu origem ao escandaloso comércio das indulgências, com as quais se vendia a entrada no céu. Esse abuso foi a causa primeira da Reforma e foi por causa dele que Lutero rejeitou o purgatório. (Kardec). Este caso nos mostra o processo da evolução: o erro da concepção do inferno gerou a idéia do purgatório, e esta determinou, por sua vez, a reformulação da Teologia cristã e a tentativa de volta ao Cristianismo primitivo, que preparou, com a Reforma protestante, o caminho do Espiritismo.” O Céu e o inferno – Allan Kardec – LAKE – Cap. V – itens 1 e 2 – pg. 58

QUINTESSÊNCIA

“A palavra quintessenciada significa ‘o que há de principal, de mais alto grau, de essencial, de plenitude’ A palavra quinta-essência surgiu entre os gregos para conceituar tudo aquilo que era constituído de matéria diferenciada daquela conhecida pelo seus quatro estados, água, terra, fogo e ar.” Wladimyr Sanchez – Universo Espírita – Fev 2004 – pg 10

RAMATIS

“Ramatis (escreveu Herculano Pires a propósito do livro “O Sublime Peregrino”, de Ramatis, psicografado por Hercílio Maes) é um espírito pseudo-sábio, a serviço da confusão nos meios doutrinários. Esse livro é o mais grave da sua produção, porque atenta diretamente contra o próprio Cristo, oferecendo a espíritas e não-espíritas uma visão deformada da vida do Senhor e dos seus ensinos, acusando espíritas kardecistas de intransigentes e sustentando o dogma da Santíssima Trindade.(...) Entre as suas novidades figuram estas: Jesus não carregou a cruz; nada disse aos seus companheiros de suplício; não foi o Cristo, mas o médium do Cristo (tese teosofista); durante a gravidez de Maria, procurou impregnar o seu novo corpo com o gosto dos alimentos de sua predileção em encarnação anterior(!); sua entrada em Jerusalém foi uma baderna que ele não pode controlar, e assim por diante. Jesus não tinha consciência de sua missão e Maria Madalena era um espírito elevado, que combinou com Jesus, no espaço, o encontro na Terra. “Nossa responsabilidade é grande, ao aceitarmos e ajudarmos a semeadura desses absurdos, que ridicularizam o Espiritismo”- concluiu o mestre.” Herculano Pires, o Apóstolo de Kardec – J. Rizzini – Paidéia – pg 96

REENCARNAÇÃO, CRISTIANISMO E EUROPA

“Diz o Dr. Ian Stevenson que a leitura do livro (Reencarnação: Estudo de uma esquecida verdade, de E. D. Walker, Editora New Hyde Park, NY) impressiona pela grande quantidade de povos, tanto temporal como geograficamente, que tem acreditado na reencarnação. Lembra que até o século sexto da era cristã predominava essa crença na Europa. Depois a coisa degenerou a tal ponto que o filósofo Schopenhauer dizia que: se um asiático me pedisse a definição da Europa, eu seria forçado a dizer-lhe o seguinte; é aquela parte do mundo na qual prevalece a incrível falácia de que o homem foi criado do nada e que o seu nascimento atual constitui sua primeira entrada na vida.” Reencarnação e Imortalidade – Hermínio Miranda – FEB – 2ª edição – pg 73

REENCARNAÇÃO E HENRY FORD

Henry Ford “Adotei a teoria da reencarnação quando tinha vinte e seis anos. A religião não oferecia nada no gênero. Mesmo o trabalho não podia me dar satisfação completa. Ele é fútil se não podemos utilizar a experiência que ganhamos em uma vida na próxima. Quando descobri a reencarnação... o tempo deixou de ser limitado para mim. Eu não era mais escravo do relógio... Gostaria de transmitir aos outros a tranqüilidade que uma visão de longo alcance da vida nos dá.” O Livro Tibetano do Viver e do Morrer – pg. 117

REENCARNAÇÕES DAS MAIS MATERIAIS

“Q. 172: As nossas diversas existências corporais se verificam todas na Terra? Não, vivemo-las em diferentes mundos. As que aqui passamos não são as primeiras, nem as últimas; são porém, das mais materiais e das mais distantes da perfeição.” O Livro dos Espíritos – Allan Kardec – FEB – pg. 122

REENCARNAÇÕES NA TERRA

“Neste ponto de vista, a Terra é um dos menos adiantados, povoada por Espíritos relativamente inferiores, a vida corporal ali é mais penosa que noutros mundos, assim como há outros mais atrasados, onde a vida é mais penosa ainda que sobre a Terra; para alguns desses mundos, a Terra seria relativamente um mundo feliz.” A Gênese – Allan Kardec – LAKE – Cap. XI – item 27 – pg.185

REENCARNADOS, POESIA

“Estes versos são de Chiquito de Moraes, psicografados por Chico Xavier no livro Orvalhos de Luz. Ontem – corsário afamado Matava sedento de ouro Hoje – menino enjeitado A beira do ancoradouro. Ontem – mulher de ilusão Mentiras e cabriolas... Hoje – bendita prisão De pratos e caçarolas. Ontem – autor insensato Ganhando à custa do vício... Hoje – doente sem tato, Vivendo com sacrifício. Ontem – tirano na praça, Falava insincero em tudo... Hoje – mendigo que passa, Gaguejando, tartamudo. Destino desventurado?!... Nada disso, meu irmão. Presente mostra o passado, Bendita a reencarnação! Universo espírita – Abril de 2004 – pg . 41

REFORMA DOUTRINÁRIA?

“Quando certos confrades começaram a proclamar que os livros de Emmanuel e André Luiz constituíam uma reforma doutrinária, esses dois Espíritos, seguidos por Bezerra de Menezes e outros luminares da Espiritualidade, começaram a transmitir mensagens de valorização da obra de Kardec. Emmanuel, ante o aparecimento de correntes chamadas de emmanuelistas e andréluizistas chegou mesmo a transmitir uma série de livros correspondentes a cada uma das obras da Codificação comentando os trechos fundamentais dessas obras.” Na Hora do Testemunho – F.C. Xavier e Herculano Pires – Paidéia – 1a edição – pg.34

RELIGIÃO E AS RELIGIÕES

“A religião é o sentimento divino que prende o homem ao Criador. As religiões são organizações dos homens, falíveis, imperfeitas como eles próprios; dignas de todo acatamento pelo sopro da inspiração superior que as fez surgir, são como gotas de orvalho celeste misturadas com os elementos da terra em que caíram. Muitas delas, porém, estão desviadas do bom caminho pelo interesse criminoso e pela ambição lamentável dos seus expositores; mas a verdade um dia brilhará para todos, sem necessitar da cooperação de nenhum homem.” Notáveis Reportagens com Chico Xavier – IDE – 1ª edição – Hércio Matos Cintra Arantes – pg. 209 Espírito Emmanuel – Repórter de O Globo – 1935 – Clementino de Alencar.

RELIGIÕES E AS PRÁTICAS EXTERIORES (AS)

“Todas as religiões deviam estar, em sua origem, em relação com o grau de adiantamento moral e intelectual dos homens. Estes, ainda muito materiais para compreender o valor das coisas puramente espirituais, fizeram consistir a maioria dos deveres religiosos na prática de fórmulas exteriores. Durante algum tempo essas fórmulas satisfizeram à sua razão. Mais tarde, esclarecendo-se os seus espíritos, sentiram o vazio dessas fórmulas, e como a religião não mais os satisfazem eles a abandonam e se tornam filósofos. Se a religião, a princípio apropriada aos conhecimentos limitados dos homens, tivesse sempre seguido o desenvolvimento progressivo do espírito humano, não haveria incrédulos porque a necessidade de crer está na própria natureza do homem e ele sempre crerá desde que lhe dêem o alimento espiritual em harmonia com as suas exigências intelectuais. Ele quer saber de onde vem e para onde vai. Se lhe mostrarem um alvo que não corresponde às suas aspirações nem à idéia que ele faz de Deus, nem aos dados positivos que a ciência lhe fornece, se além disso lhe impõem, para atingir a Deus, condições que a sua razão considera inúteis, ele repele a tudo. NT. O materialismo e a descrença são flores de estufa, criações artificiais das fases de desenvolvimento cultural. Nessas fases, o desequilíbrio entre as estruturas religiosas, que vêm do passado, e as exigências novas da evolução cultural provoca a defecção religiosa. Por isso os ateus e materialistas constituem sempre minorias. Essas minorias correspondem ao número de pessoas que puderam acompanhar a evolução cultural. A massa da população permanece apegada às formulas religiosas tradicionais, mas, na proporção em que a cultura se divulga, a descrença e o materialismo florescem. Kardec colocou o problema numa síntese admirável como se vê no período acima.” O Céu e o Inferno – Allan Kardec – LAKE – Cap. I – itens 12 e13 – pg.20/21

RELIGIÕES NEGRAS E ESPIRITISMO

“Por outro lado, os espíritas têm uma dívida moral e espiritual para com as religiões negras e mestiças. Quando Luiz Olímpio Telles de Menezes lançou na Bahia o primeiro jornal espírita, “O Eco de Além-Túmulo”, no século XIX, a Revista Espírita de Kardec registrou o fato com espanto, por considerar o Império Brasileiro, estreitamente ligado à Igreja Católica, como um dos países mais refratários ao Espiritismo, como realmente o era. Mas nesse mesmo instante as práticas de “macumba” no Brasil rompiam as barreiras católicas e abriam a brecha necessária para a penetração do Espiritismo em nossa terra. Não podemos esquecer essa contribuição importante de negros e índios para o arejamento do nosso asfixiante clima religioso.” Agonia das Religiões – H. Pires – Paidéia – pg.

RESSURREIÇÃO FÍSICA?

“Os ortodoxos usaram a frase “com Deus tudo é possível” para explicar a falta de lógica de uma ressurreição física. Mas Orígenes classificou esta crença como “pobreza intelectual” ou “falta de instrução”. Qualificando-a como “uma idéia excessivamente baixa e insignificante”, disse que essas especulações contradiziam a afirmação de Paulo de que o corpo ressurrecto é espiritual. Orígenes achava que a doutrina da ressurreição física era para os “simplórios” e para o “povo comum, que é induzido a viver uma vida melhor através da sua crença. (...) A ressurreição física é um conceito de difícil explicação e talvez por isso a Igreja Católica diga àqueles que perguntam como ela ocorre que a resposta “excede a nossa imaginação e compreensão e só pode ser aceita através da fé”. Reencarnação-O Elo Perdido do Cristianismo – Elizabeth C. Prophet – NOVA ERA – 1a edição – 1999 – pg.152

RETORNO À PÁTRIA ESPIRITUAL

“Q. 160: O Espírito se encontra imediatamente com os que conheceu na Terra e que morreram antes dele? Sim, conforme a afeição que lhes votava e a que eles lhe consagravam. Muitas vezes aqueles seus conhecidos o vêm receber à entrada do mundo dos Espíritos e o ajudam a desligar-se das faixas da matéria. Encontra-se também com muitos dos que conheceu e perdeu de vista durante a sua vida terrena. Vê os que estão na erraticidade, como vê os encarnados e os vai visitar. O Livro dos Espíritos – Allan Kardec – FEB – pg 116

REUNIÕES SIMPÁTICAS E SEUS EFEITOS

“O pensamento produz uma espécie de efeito físico, que reage sobre o moral; é isso que unicamente o Espiritismo poderia fazer compreender. O homem o sente instintivamente, pois que procura as reuniões homogêneas e simpáticas, onde sabe que pode absorver novas forças morais; poder-se-ia dizer que ele ali recupera as perdas fluídicas que sofre a cada dia pela irradiação do pensamento, assim como recupera através dos alimentos, as perdas do corpo material. É que, efetivamente, o pensamento é uma emissão que ocasiona perdas reais nos fluidos espirituais, e por conseguinte nos fluidos materiais, de tal sorte que o homem tem necessidade de se retemperar nos eflúvios que recebe de fora”. O Céu e o Inferno – Allan Kardec – LAKE – Cap. XIV – item 20 – pg. 244

REVISTA ESPÍRITA E O CÉU E O INFERNO (A)

“Dois capítulos de O Céu e o Inferno foram publicados antecipadamente na Revista: o capítulo intitulado Da Apresentação da Morte, vigorosa peça de acusação, no número de janeiro de 1865, e o capítulo Onde é o Céu, no número de março do mesmo ano. Apareceram ambos com se fossem simples artigos para a Revista, mas o último trazia uma nota final anunciando que ambos pertenciam a uma ‘nova obra que o Sr. Allan Kardec publicará proximamente” O Céu e o Inferno – Allan Kardec – Notícia sobre o Livro – LAKE – pg.IX

RICHET E KARDEC (NOBEL DE FISIOLOGIA)

“A acusação mais comum que se faz ao Espiritismo, nos meios cultos, é a da simplicidade e da ingenuidade. Richet reconheceu, no seu “Tratado de Metapsíquica”, os méritos de Alan Kardec, mas não deixou de taxar as suas convicções de “crença ingênua”. Numa carta de Ernesto Bozzano, chegou a declarar: “... não creio no Espiritismo, segundo as fórmulas infantis de Allan Kardec ou Conan Doyle.” Depois de ter lido, entretanto, as monografias de Bozzano sobre os casos espíritas, confessou, humilde e confidencialmente, ao grande mestre italiano: “Elas contrastam, estranhamente, com as teorias obscuras que atravancam a nossa ciência.” E logo mais, numa carta a Cairbar Schutel, abriu-se definitivamente: “A morte é a porta da vida.” O Infinito e o Finito – H. Pires – pg106 – Ed. Correio Fraterno – Jul/89

RIQUEZA MATERIAL E ESPIRITISMO

“ ... De que vale amparar apenas os pobres, os necessitados, e entregar à loucura e a embriaguez do dinheiro e do poder os ricos do mundo? Espiritualmente os dois são necessitados, pois o rico voltará na pobreza, a fim de corrigir-se pela reencarnação. Cumpre, por isso mesmo, lutar pela transformação social, pela modificação da ordem egoísta que incentiva e perpetua o egoísmo, no círculo das reencarnações dolorosas.” O Espírito e o Tempo – H. Pires – Edicel – pg. 178

ROUSTAING, PRIMEIRA CITAÇÃO NA REVISTA ESPÍRITA E EVOLUÇÃO DA AVALIAÇÃO DO MESTRE

“ A carta seguinte nos foi dirigida pelo Sr. Rounstaing, advogado na Corte Imperial de Bordeaux, antigo chefe da ordem dos advogados. Os princípios que ali estão altamente expressos da parte de um homem que a sua posição coloca-o na classe dos mais esclarecidos, darão talvez a refletir a alguns daqueles que, crendo ter o privilégio da razão, alinham, sem cerimônia, todos os adeptos do Espiritismo entre os imbecis... Proponho-me, a fazer a viagem a Paris para ter o prazer de vos conhecer pessoalmente, de vos apertar fraternalmente a mão; minha saúde a isso se opõe até o presente...” Revista Espírita – Allan Kardec – 1861 – IDE – 1ª edição – pg. 170

ROUNSTAINGUISMO

“O maior caso de mistificação, capaz de levar qualquer pessoa à fascinação (escreveu ele) é a obra “Os Quatro Evangelhos”, de Jean-Baptista Rounstaing, que a Federação Espírita Brasileira tomou como fundamento de sua orientação doutrinária. (...) Nessa obra, Jesus é transformado num mistificador que fingiu nascer mas não nasceu, fingiu mamar mas não mamou, fingiu morrer na cruz mas não morreu, fingiu ressuscitar mas não ressuscitou, pois era um agênere, uma criatura não gerada, uma simples aparição tangível que combinou no espaço encontrar-se na Terra com Maria Madalena. (...) Rounstaing é o anti-Kardec, mente confusa, misticismo beato e portanto vulgar, crendice popularesca, falta absoluta de critério científico, desprezo pelos dados históricos, mitologia arcaica, raciocínio confessadamente avariado, aceitação pacífica de teses clericais obscurantistas, posições anedóticas na explicação dos fatos evangélicos (a falsa gravidez de Maria, Jesus-menino fingindo que sugava o seio da mãe e devolvendo-lhe magicamente o leite aos vasos sangüíneos em forma de sangue, espíritos superiores reencarnando em mundos inferiores como criptógamos carnudos, em forma de lesmas em carne humana e assim por diante). Um montão de ridicularias que se repetem nos cansativos volumes da obra num ritornelo desesperante. E homens de cultura regular (não pode ser superior) a vangloriar-se dessas tolices a ponto de considerarem a FEB – pasmem as criaturas de mediano bom senso – como a Casa-Máter do Espiritismo. Ignoram certamente a existência histórica da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas e todo o trabalho exaustivo de Kardec. Várias Federações estaduais atrelaram-se ao carro funerário dessa mistificação. (...) Bastam esses fatos para nos mostrar que o Espiritismo é o Grande Desconhecido dos próprios espíritas – concluiu o mestre constrangido, mas com razão.” Herculano Pires – o Apóstolo de Kardec – J. Rizzini – Paidéia – pg. 256

RUSSEL WALLACE E DARWIN

“Eu era um materialista tão completo e convicto que não podia haver no meu espírito lugar para a existência espiritual, senão a matéria e a força. Os fatos, porém, são coisas bem teimosas. A minha curiosidade foi, a princípio, despertada por alguns fenômenos ligeiros, mas inexplicáveis, que se produziam numa família de minhas relações, e o desejo de saber e o amor pela verdade forçaram-me a prosseguir nas investigações. Os fatos tornaram-se cada vez mais exatos e variados, e ao mesmo tempo distantes de tudo que a Ciência moderna ensina e de todas as especulações da filosofia atual. Os fatos venceram-me!” Segundo o professor Charles Smith, na época de sua desencarnação (1913), Wallace era o mais famoso cientista do mundo. A imprensa o denominava como: ‘O maior naturalista inglês vivo’; ‘Uma das duas mais importantes e significativas figuras do século XIX’; ‘Uma figura que se pode chamar única’; ‘O último dos gigantes ingleses da ciência do século XIX’. Darwin: “Sempre julguei muito possível que alguém se antecipasse a mim, porém imaginava ter uma alma suficientemente nobre para não me importar; entretanto descobri-me equivocado e punido”. “Todas as pessoas com quem estive julgaram o vosso artigo muito bem redigido e interessante. Ele deixa ofuscados os meus excertos (escritos em 1839, já se vão 20 anos!), os quais, devo dizer à guisa de desculpa, nunca foram, nem por um instante, destinados à publicação”. No entanto, registrou a história, o foram.” Universo Espírita – Paulo Henrique de Figueiredo – maio 2004 – pg. 29

SABEDORIA ANTERIOR AO DILÚVIO E AO ÉDEN? JAMAIS!

“Os dias de Constantino foram o último ponto crítico da história, o período da luta suprema que acabou por destruir as velhas religiões no mundo ocidental, em favor do novo credo, edificado sobre os corpos daquelas. Desde então, a perspectiva de um passado remoto, de períodos pré-históricos anteriores ao Dilúvio e ao Jardim do Éden, começou a ser interceptada por todos os meios, lícitos e ilícitos, aos olhares indiscretos e às indagações da posteridade. Todas as saídas foram interditadas, e destruídos todos os documentos que poderiam estar ao alcance.” A Doutrina Secreta – H. Blavatsky – Vol 1 – pg.66

SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS E DE MARIA

“Todas as invocações ímpias, com que a Cúria tem paganizado o catolicismo, desde o culto materialista do Sagrado coração de Jesus, inaugurado nos fins do século XVIII, até a devoção do Sagrado coração de Maria, todo esse misticismo supersticioso, com que se tem propagado, em detrimento do culto de Deus, a mariolatria e a adoração abusiva das imagens, tudo isso é artefato deles (jesuítas); mas em tudo isso não foram senão agentes solícitos da soberania papal. Maria Alacoque, a vidente, a reveladora dessa nova devoção (SC de Jesus), afirma que o Cristo lhe dissera uma e muitas vezes: Alegras-me preferindo a vontade dos teus superiores à minha, quando te proibirem fazer o que eu tiver ordenado! É, bem se vê, a hierarquia sacerdotal acima do próprio Deus(?): este é o espírito de Roma e dos jesuítas. Definitivamente consagrada no século atual (XIX), essa triste superstição (SC de Maria), foi iniciada em 1655 por uma religiosa, Maria des Vallées. Referem os seus biógrafos que o Cristo lhe dissera: Se a Igreja te ordenar que me renegues, podes fazê-lo! O Papa e o Concílio – Janus – Ed. Leopoldo Machado – 1ª edição – vol 1 – pg. 58

SALVAÇÃO PELO SANGUE DO CRISTO?

“... na ação exercida nos ambientes reformados, onde se acredita, ao pé da letra, que as almas imateriais se salvam por meio de um banho no sangue material de Jesus, coisa que, além de paradoxal é imoral, por ser a justificação de um crime... Erros Doutrinários – Júlio Abreu Filho – Edições Cairbar – 1a edição – pg.169

SANTIDADE FORÇADA

“... a dificuldade maior está em se fazer o médium compreender que, para tanto, não precisa tornar-se santo mas apenas um homem de bem. Os objetivos da santidade perseguidos pelas religiões, através dos milênios, geraram no mundo uma expectativa incômoda para todos os que se dedicam aos problemas espirituais. Ninguém se torna santo através de sufocação dos poderes vitais do homem e adoção de um comportamento social de aparência piedosa. O resultado disso é o fingimento, a hipocrisia que Jesus condenou incessantemente nos fariseus, uma atitude permanente de condescendência e bondade que não corresponde às condições íntimas da criatura. O médium deve ser espontâneo, natural, uma criatura humana normal, que não tem motivos para se julgar superior aos outros. Todo fingimento e todo artifício nas relações sociais leva os indivíduos à falsidade e à trapaça. A chamada reforma-íntima esquematizada e forçada não modifica ninguém, apenas artificializa enganosamente os que a seguem. As mudanças interiores da criatura decorrem de suas experiências na existência, experiências vitais e conscienciais que produzem mudanças profundas na visão íntima do mundo e da vida.” Mediunidade – Herculano Pires – Edicel – 4ª edição – pg13

“SANTO”AGOSTINHO E A MENTALIDADE RELIGIOSA DA ÉPOCA

“E se até o Messias sofrera esse castigo infamante, porque estranha razão os hereges comuns, desprovidos de imunidades sacerdotais, não podiam ser queimados vivos para, com o suplício do fogo passageiro da Terra, possivelmente se livrarem do fogo eterno dos caldeirões do Diabo, onde frigiriam por toda a eternidade? Santo Agostinho, que se nutria em Platão, chegou a afirmar que a maior delícia das almas bem-aventuradas, no Céu, era verem as almas desgraçadas em estertores, quando mãos diabólicas ou piedosas levantavam a tampa dos caldeirões do Inferno...” Vampirismo – H. Pires – Paidéia – pg.106

“SANTO”AGOSTINHO E SUA VISÃO DO INFERNO

“Santo Agostinho não concorda que essas penas físicas sejam simples imagens das penas morais. Ele vê num lago realmente de enxofre, vermes e serpentes verdadeiros apegando-se a todas as partes dos corpos dos condenados e juntando as suas mordidas às queimaduras do fogo. Ele pretende segundo um versículo de “São” Marcos que esse fogo estranho, embora material como o nosso, agindo sobre corpos materiais os conservará como o sal conserva a carne de animais sacrificados. Mas os condenados sentirão esse fogo que queima sem destruir e que penetrará sob sua pele. Eles ficarão encharcados e saturados em todos os seus membros, na medula dos ossos e na pupila dos olhos, bem como nas fibras mais ocultas e mais sensíveis do ser. A cratera de um vulcão, se nela pudessem atirar-se, seria para eles um lugar de refrigério e descanso.” O Céu e o Inferno – Allan Kardec – LAKE – Cap. IV – item 12 – pg. 52

SANTOS NA CODIFICAÇÃO?

“Os Espíritos considerados pelos homens como santos, não tomam geralmente essa qualidade; assim São Vicente de Paulo assina simplesmente Vicente de Paulo; São Luís assina Louis, e aqueles, ao contrário, que usurpam nomes e qualidades que não lhes pertencem, comumente, ostentam seus falsos títulos, crendo, sem dúvida, com isso se impor mais facilmente; mas essa máscara não pode enganar a quem se dê ao trabalho de lhes estudar a linguagem; a dos Espíritos realmente superiores tem uma marca com a qual não se pode equivocar.” Revista Espírita – Allan Kardec – Dez/1859 – IDE – 1ª edição – pg. 317

“SÃO” PEDRO E O PRIMEIRO CONCÍLIO

“O que a história diz, porém, é que a realidade é diametralmente oposta: Os que buscam vincular a Pedro a soberania do papa começam esquecendo a primeira manifestação coletiva da Igreja cristã, o concílio de Jerusalém, tipo necessário de todos os outros, no qual a preponderância na definição do ponto controvertido coube, não ao apelidado príncipe dos apóstolos, mas a Tiago, bispo da cidade, irmão do Senhor. Nem é esse unicamente o lance, em que os livros santos depõem contra a pretensão da infalibilidade personificada em Pedro. As epístolas de Paulo testemunham que esse principado nunca teve realidade entre os primeiros seguidores do Cristo, e que a fé do apóstolo dos judeus não era menos frágil que a dos outros pregadores da boa nova.” O Papa e o Concílio – Janus – Ed. Leopoldo Machado – 1ª edição – vol 1 – pg 64

“SÃO” TOMÁZ DE AQUINO E A EDUCAÇÃO

“...As penitências, os cilícios, o isolamento, as autoflagelações de toda espécie tornaram mais negra a Idade Média e ainda hoje se escondem nas furnas da ignorância religiosa que só serviram para desequilibrar milhões de criaturas que constituem o triste e pesado legado da Antiguidade para nosso tempo. São Tomáz de Aquino advertiu: ‘Mães, vossos filhos são cavalos’, e a educação das crianças transformou-se em domesticação, processo esmagador da sensibilidade infantil e das esperanças da adolescência. Gerações recalcadas saíram das estrebarias escolares em que mestres domavam crianças e jovens a pancadas e castigos brutais, para moldá-los segundo os modelos estabelecidos à formação de multidões padronizadas.” Curso Dinâmico de Espiritismo – Herculano Pires – Editora J. Herculano Pires – 1a edição – pg. 92

SATANÁS E A BÍBLIA

“ Embora o povo hebreu refutasse influências externas, a Bíblia recebeu muitas influências das conquistas sofridas por ele. Uma das mais marcantes dessas influências foi a figura de satanás que veio do Zoroastrismo Persa. Quando da conquista da Babilônia, Ciro, o rei persa, permitiu ao povo hebreu reconstruir o segundo Templo de Jerusalém que tinha sido destruído por Nabucodonosor. Ciro ainda devolveu todos os tesouros roubados por Nabucodonosor. Isso fez com que o povo hebreu adquirisse uma grande simpatia pelos persas, no entanto, receberam a influência do Zoroastrismo que era a religião desse povo. Para o Zoroastrismo persa, “Ahriman” representava o espírito mau que combatia o deus supremo “Ahura-Mazda”, deus do bem. Ahriman entrou no judaísmo com o nome de “Satan”, o acusador ou opositor. Isso pode ser identificado nos livros da Bíblia escritos antes e depois do cativeiro babilônico. A figura de satanás só aparece na Bíblia a partir do livro de Jô, que foi escrito depois do cativeiro babilônico. Os livros escritos antes desse acontecimento, do Gênese ao Jô, não falam em satanás. Podemos citar como esclarecimento o 2º livro de Samuel, escrito em 622 a.C., portanto antes da influência persa, em seu capítulo 24:1 está a seguinte citação: “A cólera de JAHVÉ se inflamou novamente contra Israel e excitou David contra eles, dizendo-lhe: Vai recensear Israel e Judá”. Agora veja a mesma citação no 1º livro das Crônicas, 21:1, escrito no começo do ano 300 a.C., portanto já sob a influência do Zoroastrismo persa com o conhecimento de satanás: “E levantou-se Satã contra Israel e excitou David a fazer o recenseamento de Israel. Observe que Deus no 2º livro de Samuel virá satã no 1º livro das Crônicas tamanha era a influência persa no momento que este foi escrito.” Severino C. da Silva – Universo Espírita – abril 2004 – pg. 27

SÉCULO XIX: APRECIAÇÃO DA REVISTA ESPÍRITA

“... Ao ver as escolas modernas que fazem tumulto ao redor de certos princípios fundamentais e de certezas adquiridas, é fácil compreender que o século de dúvida e desencorajamento em que vivemos está tomado de vertigem e de cegueira. Entre todos esses dogmas, o que foi mais agitado, foi, sem contradita, o da imortalidade da alma. É que com efeito tudo está lá: é questão por excelência, é o homem todo inteiro, é seu presente, é seu futuro; é a sanção da vida, é a esperança da morte; é a ela que vem se ligar todos os princípios da existência de Deus, da alma, da religião revelada. ... seria curioso interrogar hoje esses pretensos sábios que, do alto de seu orgulho e de sua ignorância, decretavam, há pouco tempo ainda, com um desdém soberbo, a loucura desses homens gigantes que procuravam, ao vapor e à eletricidade, aplicações novas. A morte felizmente os poupou dessas humilhações.” Revista Espírita – 1869 – Allan Kardec - Edicel – pg. 10

SEMPITERNO

“O termo “sempiterno”, que é o eterno somente em relação ao futuro, ...” A Doutrina Secreta – H. Blavatsky – Vol 1 – pg.101

SENTENÇA DO MIN. VIVEIROS DE CASTRO, APOIANDO O ESPIRITISMO. 1898

“Comentários da FEB à época: Ahi têm, pois, os nossos confrades, n’esse brilhante julgado, um precedente jurídico a invocar, cabendo-lhes o recurso do habeas-corpus, sempre que se sentirem ameaçados no livre exercício de suas crenças. Se, entretanto, no logar em que se acharem, o amparo da lei lhes for negado; quando não encontrem juízes sufficientemente zelosos da integridade de sua missão protectora, para proteger com a sua toga; quando em summa lhes faltar esse pacífico recurso, como espíritas christãos o seu dever é submeter-se e, à imitação dos apóstolos do Christo, mudar de cidade, fugindo às perseguições, mas jamais esmorecendo em sua missão de caridade. Tal é o conselho que lhes damos, o único de resto que lhes podemos dar.” Suzana Mouzinho – Anuário Espírita – 1969 - pg. 259

SEPARAÇÃO HOMEM X MULHER NO CENTRO

“Certas instituições tomam medidas extremadas como a divisão de homens e mulheres em grupos separados em seus trabalhos mediúnicos ou de palestras e cursos. Trata-se de resquícios de uma moral hipócrita de tempos excessivamente místicos, em que os moralistas cristãos faziam como os fariseus acusados por Jesus: coavam um mosquito e engoliam um camelo. Toda forma de extremismo é sempre negativa, denotando insegurança e desconfiança de tudo e de todos. Medidas extremadas como essa revelam falta de maturidade de quem as impõe e falta de respeito pelos freqüentadores.” Mediunidade – H. Pires – Paidéia – pg 83

SEPTUAGINTA E A SERPENTE

“... Ao demais, se a serpente por haver enganado a mulher, foi condenada a arrastar-se sobre o seu ventre, isso poderia significar que antes possuía pernas, e nesse caso não se trataria de uma serpente. ...Não é senão na versão dos Setenta, que a palavra ‘nâhâsch’ foi traduzida por serpente; essa versão, segundo Hutcheson, apresenta o texto hebreu corrompido em muitas passagens: foi escrito em grego no II século antes da era cristã. As inexatidões dessa versão, sem dúvida, são relativas às modificações que a língua hebraica sofreu em tal lapso de tempo; pois o hebraico do tempo de Moisés já era então língua morta, que diferia do hebraico vulgar tanto quanto o grego antigo e o árabe literário do grego e do árabe moderno.” A Gênese – Allan Kardec – LAKE – Cap. XII – item 17 – pg. 213

SEXO E ESPIRITISMO

“Chegou-se recentemente a introduzir numa grande instituição espírita paulista o princípio do jejum sexual, mesmo para casais... A repressão sexual leva fatalmente a situações patológicas. Sexo é lei, é lei básica da Natureza. Querer suprimi-la é querer suprimir a vida. Condená-la é condenar o homem, a criatura humana, é censurar a Deus que a estabeleceu de maneira irrevogável. Se a relação sexual é pecado, somos todos filhos do pecado. Nada e ninguém nasce de geração espontânea, pois mesmo os vírus, hoje indicados como prova dessa forma de geração, resultam de formas sexuais específicas de formações cristalinas. A função sexual não é apenas reprodutora, mas também diretora do equilíbrio orgânico e psíquico da criatura humana. Estabelecer sistemas de abstinência sexual nos Centros, como forma de comportamento espiritual para os espíritas, é simplesmente negar toda a Doutrina, que tem por fundamentos a evolução humana através da reencarnação, dos processos afetivos entre homem e mulher, da criação e educação dos filhos, da formação familial como célula básica de todas as estruturas sociais e raciais. O celibato religioso contradiz os fundamentos da religião... Por isso, a História Religiosa está povoada e íncubos e súcubos, os espíritos vampirescos que, durante a Idade Média atormentavam frades e freiras na suposta santidade dos mosteiros e conventos... O ensino de Jesus a Nicodemos: “É preciso nascer de novo”; o caso de Madalena, a cortesã compreendida pelo Mestre; o episódio da mulher adúltera que os hipócritas queriam apedrejar mostram de sobejo que a posição de Jesus em face desse problema era de compreensão e respeito pela condição humana.” O Centro Espírita – H. Pires – Paidéia – pg. 51

SILÊNCIO E CUMPLICIDADE

“... Por seu silêncio, que teria sido uma aprovação tácita, a doutrina se teria tornado solidária, dizemos mais: cúmplice desses abusos. Então, a crítica teria tido sorte, porque ela teria podido com direito implicar a doutrina que, por sua tolerância, teria assumido a responsabilidade do ridículo, e, conseqüentemente, da justa reprovação derramada sobre os abusos, talvez tivesse ela tido mais de um século antes de se levantar desse fracasso. Seria preciso não compreender o caráter do Espiritismo, e ainda menos seus verdadeiros interesses, para crer que tais auxiliares possam ser úteis à sua propagação, e sejam próprios para fazê-lo considerar como uma coisa santa e respeitável.” Revista Espírita – Allan Kardec – 1869 – Edicel – pg. 42.

SIMONIA

“ A palavra de ordem, em geral, do século XII e começo do século XIII, era: dinheiro e riqueza. Avidez pelo poder e prazeres que acompanhavam. ‘Em vez de meter ombros à salvação das almas, a maior parte do clero passava o seu tempo em jogos frívolos e numa ociosidade, ou sonhava com empresas lucrativas e ganhos escandalosos.’ Em 1200, o papa Inocêncio III censurava assim os clérigos da Província de Narbona: ‘ Todos, do maior ao menor, são vítimas da cupidez: procuram presentes e são acessíveis à corrupção, de modo que, a troco de uma lembrança, desobrigam o ímpio e despojam o justo do seu direito’. Os prelados levavam, geralmente, uma vida dissoluta e suntuosa, sendo ainda ignorantes acerca das Sagradas escrituras. Como os recursos eram insuficientes para satisfazer o luxo e a avareza do clero, recorreu-se a um meio deplorável: a simonia. Tal praga estendeu-se por todo o corpo sacerdotal. Os bispos extorquiam, sob mil pretextos, dinheiro dos simples padres e estes vendiam quaisquer benefícios religiosos a quem pagasse, ‘de modo sórdido e escandaloso’. O Evangelho havia desaparecido das cogitações humanas; há séculos, era letra morta: poucos sabiam ler e menos ainda entender latim, língua em que estava vasada a escritura; a pregação usual era inócua para levá-lo ao coração do povo, no curso da missa e do sermão; reinava a imoralidade e a vida mundana, nos arraiais eclesiásticos. Vivia-se numa era de trevas espirituais, assinala Felder.” Você e a Renovação Espiritual – Carlos T. Rizzini – Edicel – 1ª edição – pg. 110

SOFRIMENTO ESPIRITUAL E ÁREAS DELIMITADAS

“O sofrimento sendo inerente à imperfeição, como a felicidade é inerente à perfeição, a alma leva em si mesma o seu próprio castigo onde quer que se encontre. Não há pois necessidade de um lugar circunscrito para ela. O inferno está assim por toda a parte, onde quer que existam almas sofredoras, como o céu está por toda a parte, onde quer que as almas sejam felizes.” O Céu e o Inferno – Allan Kardec - LAKE – Cap. VII – Código Penal da Vida Futura – item 5 – pg.81

SOFRIMENTO ESPIRITUAL, ÁREAS DELIMITADAS E O LIVRO DOS ESPÍRITOS

“Q. 278: Os Espíritos das diferentes ordens se acham misturados uns com os outros? Sim e não. Quer dizer: eles se vêem, mas se distinguem uns dos outros. Evitam-se ou se aproximam, conforme a simpatia ou à antipatia que reciprocamente uns inspiram nos outros, tal qual sucede entre vós. Constituem um mundo do qual o vosso é pálido reflexo. Os da mesma categoria se reúnem por uma espécie de afinidade e formam grupos ou famílias, unidos pelos laços de simpatia e pelos fins a que visam: os bons, pelo desejo de fazerem o bem; os maus, pelo de fazerem o mal, pela vergonha de suas faltas e pela necessidade de se acharem entre os que se lhes assemelham.” NK: Tal uma grande cidade onde os homens de todas as classes e de todas as condições se vêem e se encontram, sem se confundirem; onde as sociedades se formam pela analogia dos gostos; onde a virtude e o vício se acotovelam, sem trocarem palavra. O Livro dos Espíritos – Allan Kardec – Parte II – Cap VI .

SOFRIMENTO ESPIRITUAL, NATUREZA DO

“Q. 255: Quando um Espírito diz que sofre, de que natureza é o seu sofrimento? Angústias morais, que o torturam mais dolorosamente do que todos os sofrimentos físicos.” Q. 256: Como é então que alguns Espíritos se têm queixado de sofrer frio ou calor? É reminiscência do que padecem durante a vida, reminiscência não raro tão aflitiva quanto a realidade. Muitas vezes, no que eles assim dizem apenas há uma comparação mediante a qual, em falta de coisa melhor, procuram exprimir a situação em que se acham. Quando se lembram do corpo que revestiram, tem impressão semelhante à uma de pessoa que, havendo tirado o manto que a envolvia, julga, passado algum tempo, que ainda o traz sobre os ombros.”

SONHOS

“As advertências por sonhos desempenham um grande papel nos livros sagrados de todas as religiões. Sem garantir a exatidão de todos os fatos relatados e sem os discutir, o fenômeno em si nada tem de anormal, quando se sabe que durante o sono o Espírito se desliga dos laços da matéria, quando entra momentaneamente na vida espiritual onde reencontra aqueles a quem já conheceu. É freqüentemente este momento que os Espíritos protetores escolhem para se manifestar a seus protegidos e dar-lhes conselhos mais diretos. Os exemplos autênticos de advertências ou avisos por sonhos são numerosos, mas não se deveria deduzir que todos os sonhos sejam avisos, e ainda menos que tudo quanto se veja em sonhos tenha significado. Deve-se colocar a arte de interpretar os sonhos, entre as crenças supersticiosas e absurdas.” A Gênese – Allan Kardec- LAKE – Cap. XV – item 3 – Pg. 264

SOPRO, ALMA E ESPÍRITO

“A palavra alma e seus equivalentes em nossas línguas modernas (espírito, por exemplo) ou nas línguas antigas, como anima, animus (transcrição latina do grego), spiritus, atma, alma (vocabulário sânscrito ligado ao grego, vapor), etc, implicam todas a idéia de sopro; e não há dúvida de que a idéia de alma e de espírito exprimiu, primitivamente, a idéia de sopro nos psicólogos da primeira época. Psyche, mesmo, provém do grego, soprar. Estes observadores, identificando a essência da vida e do pensamento com o fenômeno da respiração, e, por outra parte, tendo de conciliar o fato patente, irrecusável, da decomposição do corpo morto, do corpo privado de sopro... imaginaram que o sopro, a alma, era alguma coisa que abandonava o corpo da hora do decesso, para ir viver em outra parte da sua própria vida.” A Morte e o Seu Mistério – Camille Flammarion – FEB – Vol I – 3ª edição – pg. 52

SUICÍDIOS, HOMICÍDIOS E GUERRAS

“Reportagem do jornal Folha de São Paulo indicou que em 2000, segundo a Organização Mundial de Saúde, OMS, morreram 815 mil pessoas em suicídios, 520 mil em assassinatos e 310 mil em conflitos. Ficou claro que o suicídio matou mais pessoas que homicídios e guerras naquele ano, revelando a gravidade do assunto. ... A OMS afirma que esse é um problema de saúde pública assim como a Aids e o cigarro (...). As maiores taxas foram registradas em países do Báltico, ( mar da Europa Setentrional, que banha a Dinamarca, Alemanha, Polônia, a antiga URSS, a Finlândia e a Suécia). Há também incidência mais elevada em homens e idosos. Na Europa, na Austrália e nos países do Leste Asiático, a taxa de suicídios é cerca de 2 vezes superior a de homicídios. No Brasil, ao contrário, o total de assassinatos é cerca de 6 vezes maior do que o de suicídios. As raízes da violência, de acordo com o estudo da OMS, se devem em grande parte ao baixo nível educacional e ao meio doméstico em que vive o indivíduo. ( Página A 11, caderno Mundo, de 3 de outubro de 2002, de Jeremy Laurance, do The Independent).” Universo Espírita – Maio de 2004 – pg 45

SWEDENBORG, EMMANUEL

“... com o célebre barão Emmanuel de Swedenborg (1688-1772), sueco, nascido em Estocolmo. Era filho do pastor Jasper Swedenborg, posteriormente bispo de Skara, e fez os seus estudos na Universidade de Upsala. Após concluir seu curso, realizou, durante cinco anos, viagens pela Europa (Inglaterra, França, Holanda e Alemanha), buscando ampliar seus conhecimentos no campo científico e tecnológico. Swedenborg era respeitado como um homem da mais vasta cultura técnico-científica da Europa, estimado e querido por suas virtudes, temperamento pacífico e conduta sempre irrepreensível. Ao mesmo tempo que exercia altas funções na Suécia, publicou, de 1709 a 1740, tratados sobre mineralogia, física, matemática e astronomia, obras essas que tiveram grande repercussão entre os sábios da época. Não se ocupou de uma ciência que lhe não imprimisse algum progresso. Durante a juventude, estudou as línguas hebraica, grega, latina e orientais. Em 1740, Swedenborg caiu num silêncio absoluto, do qual só se afastou para deixar as suas ocupações temporais, a pensar e dedicar-se, exclusivamente, ao mundo espiritual. Recebeu as primeiras “ordens do Céu” em 1744. Eis como foi narrado, por ele, o primeiro contato que teve com o mundo espiritual: ‘Eu estava em Londres e jantava muito tarde, na minha modesta hospedaria, onde havia reservado um quarto, a fim de ter a liberdade de meditar à vontade. Senti fome e comia com muito apetite. Depois da refeição, percebi que uma espécie de névoa se espalhava ante os meus olhos e vi o assoalho do meu quarto coberto de répteis horrorosos, tais como serpentes, sapos, lagartos e outros. Sentia-me tomado de espanto, à medida que aumentavam as trevas, mas em breve estas se dissiparam. Então, vi claramente um homem em meio a uma luz viva e radiante, sentado a um canto da sala. Os répteis haviam desaparecido com as trevas. Encontrava-me só. Imaginai o medo que se apoderou de mim, quando o ouvi pronunciar distintamente, mas com um tom de voz capaz de imprimir terror: Não comas tanto! A estas palavras, minha vista se obscureceu, mas se restabeleceu pouco a pouco. Encontrei-me só no quarto... ... Na noite seguinte, o mesmo homem, ainda radiante de luz, apresentou-se e me disse: Eu sou Deus, Criador e Redentor. Escolhi-te para explicar aos homens o sentido interior e espiritual da Sagrada Escritura. Ditarei o que deves escrever... Estava vestido de púrpura, e a visão durou um bom quarto de hora. Naquela mesma noite, os olhos do meu homem interior foram abertos e dispostos para ver o Céu, o mundo dos Espíritos e os Infernos, e eu encontrei por toda parte várias pessoas de meu conhecimento, algumas mortas há muito tempo, outras recentemente. Desde aquele dia, renunciei a todas as ocupações mundanas para trabalhar exclusivamente nas coisas espirituais, para me submeter à ordem que eu havia recebido. Muitas vezes me aconteceu, a seguir, ter aberto os olhos do meu Espírito e ver em pleno dia aquilo que se passava no outro mundo, falar aos Anjos e aos Espíritos como falo aos homens. Sobre sua poderosa faculdade de vidência, narra-se um fato de que, estando ele, de certa feita, em Gotemburgo, cidade situada a sessenta milhas de Estocolmo, anunciou, três horas antes da chegada do correio, a hora precisa de um incêndio que devastava aquela capital, adiantando, ainda, que sua casa não fora queimada... Prognosticou com exatidão o dia e a hora de sua morte, que se deu, em Londres, no dia 29 de março de 1722. Allan Kardec, analisando, com o bom senso de sempre, a obra de Swedenborg, afirma que ele ‘cometeu um equívoco imperdoável, apesar de sua experiência das coisas do mundo oculto: o de aceitar muito cegamente tudo quanto lhe era ditado, sem o submeter ao controle severo da razão. Se tivesse pesado maduramente os prós e os contras, teria reconhecido princípios inconciliáveis com a lógica, por menos rigorosa que ela fosse. Hoje provavelmente não teria caído na mesma falta, pois disporia dos meios de julgar e apreciar o valor das comunicações da além-túmulo. Teria sabido que constituem um campo onde nem todas as ervas devem ser colhidas, e que entre umas e outras o bom senso, que não nos foi dado à toa, deve saber escolher.... A qualidade que a si mesmo se atribuiu o Espírito que a ele se manifestou bastaria para o pôr em guarda, sobretudo considerando a trivialidade de sua apresentação’”. Allan Kardec – A Epopéia de Uma Vida – Demóstenes Pontes – CEAC – 1ª edição – pg 25.

TELEPATIA

“A telepatia, hoje considerada não apenas em suas manifestações excepcionais, mas como meio normal e constante de intercomunicação humana subliminar, mostra-nos um aspecto sutil de vampirismo, que tanto pode ser negativo como positivo, segundo demonstrou o Prof. John Herenwald. Vivemos num mar de pensamentos que nos afetam a todo instante. E usamos os nossos meios de seleção, de maneira instintiva, para acolher uns e repelir outros.” Vampirismo – H. Pires – Paidéia – pg.75

TELLES DE MENEZES – BIOGRAFIA

Anuário Espírita – 1969 – pg. 73 “Encarnado em 26 de julho de 1825, Salvador. Em 17 de setembro de 1865, funda o Grupo Familiar de Espiritismo. Em julho de 1869, lançou o Eco de Além-Túmulo, Monitor do Espiritismo no Brasil, pioneiro entre os periódicos espíritas no Brasil. Em 16 de março de 1893, vítima de insidiosa nefrite, desencarnou, com a idade de 68 anos, em extrema pobreza, apesar de auferir pequena pensão concedida pelo Senado.

TEORIAS SOBRE A LUA E OS ANÉIS DE SATURNO E A POSIÇÃO DE KARDEC

“... o hemisfério inferior, o único que vemos, será desprovido de tais elementos, e por conseguinte impróprio à vida, enquanto que ela haverá no outro. Se, pois, o hemisfério superior for habitado, seus habitantes jamais terão visto a Terra, a não ser em excursões ao outro hemisfério, o que lhes será impossível, se ali não houver as condições necessárias de possibilidades de vida. Embora seja racional e científica esta teoria, como ainda não pode ser verificada por qualquer observação direta, não pode ser aceita senão a título de hipótese, e como idéia que poderá servir de baliza para a Ciência. Porém não se pode deixar de notar que, até o presente (1868), é a única que dá uma explicação satisfatória às particularidades que aquele corpo celeste apresenta. ...A diferença consiste em que o anel de Saturno se encontrou formado, em todas as suas partes, de moléculas homogêneas, provavelmente já num certo grau de condensação.... Depois de formado, este anel solidificou-se tal como os outros corpos planetários. NT (Herculano Pires) pg. 117: Fazem-se críticas indevidas a Kardec no tocante à teoria da Lua. Mas este capítulo foi tirado de comunicações de Galileu, dadas na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas através da psicografia do astrônomo Camille Flammarion . Kardec adverte tratar-se apenas de uma teoria que, embora original e com aspecto científico, ainda não fora confirmada. Registra-a por ser a única, na época, a dar uma possível explicação do fenômeno de rotação lunar. Seu critério é justo e não implica endosso de sua parte a essa idéia errônea. As comunicações mediúnicas, mormente sobre questões científicas, não podem ser aceitas sem comprovações. Os Espíritos são homens desencarnados e estão muitas vezes apegados a teorias que elaboraram na vida terrena.. O mesmo se dá com a Teoria da Incrustação para formação da Terra, hoje evidentemente absurda, mas na época aceita por muitos estudiosos. Kardec as menciona como informação sobre as teorias da época, mas sem admiti-las como comprovadas.” A Gênese – Allan Kardec – Cap. VI – itens 25, NK; 27 e 61, NT – LAKE – pg. 102, 103 e 117

TIPTOLOGIA E PSICOGRAFIA

“... Daremos a esse tipo de comunicação o nome de sematologia espírita, palavra que dá, perfeitamente, a idéia e compreende todas as variedades de comunicações por sinais, movimentos de corpos ou pancadas. Um dos nossos correspondentes nos propôs mesmo desiganar, especialmente este último meio, o das pancadas, pela palavra tiptologia. O segundo modo de comunicação é a escrita; nós o designaremos sob o nome de psicografia, igualmente empregada por um correspondente.” Revista Espírita – Allan Kardec – Jan 1858 – IDE – pg. 9

TÍTULOS MUNDANOS

“Para Humberto Mariotti, que me estendeu a mão da solidariedade, por cima da fronteira argentina, em todos os momentos da luta, na defesa da Verdade Cristã. Louis Fourcade, que da França me enviou o apoio de seu livro Un Monde S’ecroule, Une Philosophie s’elève, un point d’optique da situação mundial contemporânea. Andrew Puhariche e S. J. Hadad, que me deram espontâneo apoio na divulgação de meus trabalhos nos Estados Unidos sobre questões paranormais nesta fase de transição. Omito os títulos e posições universitárias dos ilustres amigos para centralizar individualmente minha gratidão. Revisão do Cristianismo – Herculano Pires – Paidéia – 2a edição – Página inicial de agradecimentos.

THOMAS MANN

“ Ganhador do Prêmio Nobel de Literatura, em 1920, o alemão Thomas Mann (1875-1955) é considerado um dos maiores romancistas de todos os tempos. Escreveu 28 livros e entre eles A Montanha Mágica, no qual dedicou um capítulo, ‘Dúvidas Supremas’, a uma sessão espírita. Na verdade, esse capítulo foi uma descrição compilada das reuniões mediúnicas assistidas por Mann, com o médium austríaco Rudi Schneider (1908-1957). ‘Depois de ter visto com meus próprios olhos, considero meu dever testemunhar que nenhum recurso humano, nenhuma possibilidade de fraude mecânica, prestidigitação ou ilusionismo podem explicar as sessões às quais assisti’, disse o escritor. Infelizmente, seu relato sobre as experiências foi descrito num livro chamado Occult Experiences, super-raro, que teve seu original, em alemão, tirado de circulação. Só para lembrar, Thomas Mann – juntamente com mulher e filhos – foi expatriado de seu país, pelo regime nazista, em 1936. Morreu em 1955, em Zurique, Suíça. Uma curiosidade sobre o escritor: sua mãe, Julia Silva-Bruhns Mann, era brasileira. Universo Espírita – Junho 2004 – Nota da Redação – pg. 44

TODOS MÉDIUNS?

“Todo o mundo, dissemos, é mais ou menos médium; mas convencionou-se dar esse nome àqueles nos quais as manifestações são patentes, e, por assim dizer, facultativas. Ora, entre estes últimos, há aptidões muito diferentes: pode-se dizer que cada um tem a sua especialidade.” Revista Espírita – Allan Kardec – Mar/1859 – IDE – 1a edição – pg. 54

TRABALHO, IMPORTÂNCIA DO

“Há criaturas que deixaram, na Terra, como único rastro da vida robusta que usufruíram na carne, o mausoléu esquecido num canto ermo do cemitério. Nenhuma lembrança útil. Nenhuma reminiscência em bases de fraternidade. Nenhum ato que lhes recorde atitudes como padrões de fé. Nenhum exemplo edificante nos currículos da existência. Nenhuma idéia que vencesse a barreira da mediocridade. Nenhum gesto de amor que lhes granjeasse sobre o nome o orvalho da gratidão. A terra conservou-lhes, à força, apenas o cadáver – retalho de matéria gasta que lhes vestira o Espírito e que passa a ajudar, sem querer, no adubo às ervas bravas. Usaram o empréstimo do Pai Magnânimo exclusivamente para si mesmos, olvidando estendê-los aos companheiros de evolução e ignorando que a verdadeira alegria não vive isolada numa só alma, pois somente viceja com reciprocidade de vibrações entre vários grupos de seres amigos. Espíritas, muitos de nós já vivemos assim! Entretanto, agora, os tempos são outros e as responsabilidades surgem maiores. O Espiritismo, a rasgar-nos as mentes acanhadas e entorpecidas largos horizontes de ideal superior, nos impele para frente, rumo aos Cimos da Perfectibilidade. A Humanidade ativa e necessitada, a construir seu porvir de triunfos, nos conclama ao trabalho. O Espírito é um monumento vivo de Deus – o Criador Amorável. Honremos a nossa origem divina, criando o bem como chuva de bênçãos ao longo de nossas próprias pegadas. Irmãos, sede os vencedores da rotina escravizante. Em cada dia renasce a luz de uma nova vida e com a morte somente morrem as ilusões. O espírita deve ser reconhecido por suas obras. É necessário viver e servir. É necessário viver, meus irmãos, e ser mais que pó! Eurípedes Barsanulfo – FCX

TRADUÇÕES DAS ESCRITURAS

“No ponto que a ciência alcançou, no século XIX, terá ela resolvido todos as dificuldades da Gênese? ...Alguns de tais erros são mesmo mais aparentes do que reais, e provém da falsa interpretação de certas palavras, cuja significação primitiva foi perdida ao passar de uma língua para outra pela tradução, ou cuja acepção mudou com os costumes dos povos, ou da forma alegórica característica do estilo oriental, e do qual se tomou o significado literal, em vez de procurar-se seu espírito. ...Então, porque é que esse véu já não foi erguido mais cedo? Por um lado, é a falta de luzes que unicamente a ciência de uma sã filosofia poderia fornecer; por outro, o princípio da imutabilidade absoluta da fé, conseqüência de um respeito por demais cego pela letra, segundo o qual a razão deveria inclinar-se e por conseguinte, o medo de comprometer a estrutura de crenças edificadas sobre o significado literal.” A Gênese – Allan Kardec – Cap. IV, itens 4, 5 e 6 – LAKE – pg. 72 e 73

TRANSCOMUNICAÇÃO E KARDEC

“... O Codificador enfatizou sua posição (Revista Espírita 1869): ‘Não, não basta que o invisível tenha à sua disposição um instrumento qualquer para se manifestar, porque ele necessita do concurso fluídico de uma pessoa, e é essa pessoa, que para nós, é o verdadeiro médium. Se bastasse ao Espírito ter à sua disposição um instrumento qualquer, ver-se-iam cestas ou pranchetas escreverem sozinhas, o que jamais se viu.” Paulo Henrique de Figueiredo – Universo Espírita – Fev 2004 – pg 18

TRANSFIGURAÇÃO

“Esse estranho fenômeno, se bem que bastante raro, não é excepcional; já se falou de vários fatos semelhantes, e nós mesmo, várias vezes,fomos testemunha de alguma coisa análoga entre os sonâmbulos em estado de êxtase, e mesmo entre os extáticos que não estavam em sonambulismo. É certo, além do mais, que emoções violentas operam, sobre a fisionomia, uma mudança que lhe dá um caráter diferente daquele do estado normal... Parece resultar disso que acabeis de dizer que, no fenômeno da transfiguração, pode haver dois efeitos: alteração dos traços do corpo real, em conseqüência de uma contração nervosa ou a aparência variável do perispírito que se torna visível. Se uma contração muscular pode modificar os traços do rosto,isso não pode ser senão em um certo limite; mas, seguramente, se uma jovem toma a aparência de um velho, nenhum efeito psicológico far-lhe-á produzir a barba, é preciso, pois, procurar-lhe a causa em outro lugar. Querendo-se reportar ao que dissemos precedentemente, sobre o papel do perispírito em todos os fatos de aparições, mesmo de pessoas vivas, compreender-se-á que lá está ainda a chave do fenômeno de transfiguração. Com efeito, uma vez que o perispírito pode se isolar do corpo, que pode tornar-se visível, que pela sua extrema sutilidade pode tomar diversas aparências à vontade do Espírito, conceber-se-á, sem dificuldade, que ele esteja assim numa pessoa transfigurada: o corpo fica o mesmo, só o perispírito muda de aspecto... O corpo real pode estar, de alguma sorte, velado pelo perispírito.” Revista Espírita – Allan Kardec – Mar/1859 – IDE – 1a edição – pg. 59 e 61.

TRAVASSOS, JOAQUIM CARLOS

“A Família era composta de sete irmãos: quatro homens e três mulheres. Todos receberam boa educação, e Joaquim, ao término dos estudos preparatórios, ingressou na antiga Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, com cerca de dezessete anos. Aceitara as idéias espíritas numa época em que, de Kardec, só se achavam traduzidos para o português dois opúsculos. Os livros básicos da Codificação eram estudados no próprio francês de origem, língua, aliás, que todas as pessoas cultas obrigatoriamente deviam saber. ... ele, em pouco tempo, tornou-se fervoroso adepto da Terceira Revelação. Tanto o francês quanto o inglês eram línguas que Travassos lia e traduzia com perfeição, e isto muito lhe facilitou o estudo da Doutrina. Todos os adeptos cultos sentiam a necessidade urgente de serem traduzidos para o vernáculo as obras fundamentais de Kardec. O povo não conhecia o francês e a disseminação do espiritismo encontrava, por isso mesmo, sérios embaraços. Travassos examinou todo esse estado de coisas, e resolveu empreender a árdua tarefa de traduzir do francês as obras capitais de Kardec. Pôs-se imediatamente em atividade e, já em começo de 1875, escrevia uma carta ao Sr. P. G. Leymarie, redator da Revue Spirite, carta na qual revela todo o seu entusiasmo e toda a sua alegria, apanágios dos bons trabalhadores, cientes dos deveres a cumprir para com a Humanidade. Como se vê, é a Travassos que o Brasil espírita deveu a primeira tradução das principais obras do Codificador. Não foi tão somente a tradução das obras kardequianas a magna e importantíssima contribuição que Joaquim Carlos Travassos trouxe ao espiritismo nascente no Brasil. A ele deve-se, também, o despertamento de um futuro apóstolo do Espiritismo: o Doutor Adolfo Bezerra de Menezes. Logo que o Livro dos Espíritos saiu do prelo, o Dr. Travassos ofereceu ao seu grande amigo Bezerra de Menezes, a quem sinceramente admirava, um exemplar da obra. E foi esta que atraiu o então ilustre político para a Doutrina Espírita.

VERDADES E MENTIRAS (ERASTO)

“ Na dúvida, abstém-te, diz um dos vossos antigos provérbios. Não admitais, pois, o que não for para vós de evidência inegável. Ao aparecer uma nova opinião, por menos que vos pareça duvidosa, passai-a pelo crivo da razão e da lógica. O que a razão e o bom senso reprovam, rejeitai corajosamente. Mais vale rejeitar dez verdades do que admitir uma única mentira, uma única teoria falsa. N.T. (Herculano): Essa regra de ouro do Espiritismo, dada, como se vê, pelo Espírito Erasto, discípulo do apóstolo Paulo, espalhou-se como sendo o próprio Kardec e em forma diferente, ou seja: mais vale rejeitar noventa e nove verdades do que aceitar uma mentira. Foi por esse motivo que a grifamos no texto. Trata-se, realmente, de uma regra que deve ser constantemente observada nos trabalhos e nos estudos espíritas.” O Livro dos Médiuns – Allan Kardec – LAKE – item 230 – pg. 206

VIDA FUTURA, DETALHES E O MÉTODO DE KARDEC

“Ninguém imaginou que as almas, após a morte, devessem estar nesta ou naquela situação. Foram os próprios seres que já deixaram a Terra que vieram nos iniciar nos mistérios da vida futura, descrever a sua situação feliz ou infeliz, as impressões que sofreram e a transformação por que passaram com a morte do corpo. Numa palavra: vieram completar nesse ponto o ensino do Cristo. Não se trata, porém, do relato de um único espírito, que poderia ver as coisas apenas à sua maneira, sob um único aspecto, ou ser ainda dominado pelos prejuízos da sua vida terrena. Nem se trata de uma revelação particular, feita a um único indivíduo, que poderia se deixar enganar pelas aparências. Nem de uma visão extática que se prestasse às ilusões, não sendo freqüentemente mais do que um reflexo da imaginação exaltada. Trata-se, pois, pelo contrário, de inumeráveis exemplos fornecidos por espíritos de todas as categorias, desde a mais elevada até a mais baixa da escala, com a ajuda de numerosos intermediários espalhados por todos os pontos da Terra, de tal maneira que a revelação não é privilégio de ninguém, que cada um pode por si mesmo ver e observar e ninguém é obrigado a crer sobre a fé dos outros.” O Céu e o Inferno – Allan Kardec – LAKE – Cap. VII – Fontes da Doutrina Espírita Sobre as Penas Futuras – pg. 80.

VIDA FUTURA, EXPECTATIVA DOS ESPÍRITAS

“...Está nisso a causa da serenidade com que os espíritas encaram a morte, da calma dos seus derradeiros instantes na Terra. O que os sustenta não é somente a esperança, mas a certeza. Sabem que a vida futura não é mais do que a continuação da vida presente em melhores condições, e esperam com a mesma confiança com que aguardam o nascimento do sol depois de uma noite tempestuosa. Os motivos desta confiança estão nos fatos que testemunharam e na concordância desses fatos com a lógica, com a justiça e a bondade de Deus e com as aspirações mais profundas do homem.” O Céu e o Inferno – Allan Kardec – LAKE – Cap. II – item 10 – pg. 28

VIDA MATERIAL E AJUDA ESPIRITUAL

9 de abril de 1856 Casa do Sr. Baudin – médium Sra. Baudin P(A Verdade) – Disseste-me que seríeis para mim um guia a ajudar-me e a proteger-me. Compreendo essa proteção e o seu fim em certa ordem de coisas; mas tende a bondade de dizer-me se também se estende às coisas materiais da vida? R – A vida material é na Terra coisa de grande importância. Não te ajudar a viver, seria não te amar. Obras Póstumas – Allan Kardec - Lake – pg.223

VIDA MATERIAL, FLORESTA DENSA

“ Suponhamos um longo caminho, sobre o percurso do qual se encontram, de distância em distância, mas em intervalos desiguais, florestas que precisam ser atravessadas; na entrada de cada floresta o caminho largo e belo está interrompido e não retoma senão na saída. Um viajante seguiu esse caminho e entrou na primeira floresta, mas lá, mais de um caminho batido; uma complicação inextricável no meio da qual ele se perde; a claridade do sol desapareceu sob o espesso tufo das árvores; ele erra sem saber onde vai; enfim, depois de fadigas estranhas, rasgado pelos espinhos, contundido pelas pedras. Lá reencontra o caminho e a luz, e prosseguindo a sua rota, procurando se curar de suas feridas. Mais longe ele encontra uma segunda floresta, onde o esperam as mesmas dificuldades, mas ele já tem um pouco de experiência; sabe evitá-las em parte e delas sair menos contundido. Numa ele reencontra um lenhador que lhe indica a direção que deve seguir, e o impede de perder-se. Em cada nova travessia sua habilidade aumenta, tão bem que os obstáculos são cada vez mais facilmente superados, seguro de reencontrar o belo caminho na saída, essa confiança se sustenta; depois sabe se orientar para encontrá-la mais facilmente. O caminho chega ao cume de altíssima montanha, de onde ele descobre todo o percurso desde o ponto de partida; vê também as diferentes florestas que atravessou e se lembra das vicissitudes que experimentou, mas essa lembrança nada tem de penosa, porque ele chegou ao objetivo; é como o velho soldado que, na calma do lar doméstico, lembra-se das batalhas as quais assistiu. Essas florestas disseminadas no caminho são para ele como pontos negros sob uma fita branca; ele diz a si mesmo: Quando eu estava nas florestas, nas primeiras sobretudo, como elas me pareciam longas para atravessar! Parecia-me que eu não chegaria mais ao fim; tudo me parecia gigantesco e intransponível ao meu redor. E quando penso que, sem esse bravo lenhador que me recolocou no bom caminho, ali talvez eu estivesse ainda! Agora que considero essas mesmas florestas do ponto de vista onde estou, como elas me parecem pequenas! Parece-me que com um passo eu teria podido transpô-las; muito mais, minha visão penetra e distingo nelas os menores detalhes; vejo os passos falsos que dei.... ...O caminho é a figura da vida espiritual da alma, em cujo percurso somos mais ou menos felizes; as florestas são as existências corpóreas onde se trabalha e se avança ao mesmo tempo quanto à obra geral; o viajante chegado ao objetivo e que retorna para ajudar aqueles que estão atrasados, é a dos anjos guardiães, dos missionários de Deus, que encontram sua felicidade em sua visão, mas também na atividade que desdobram para fazer o bem e obedecer ao senhor supremo.” Revista Espírita – Allan Kardec – 1869 – Edicel – pg 165/166

VIDAS PASSADAS

“Mas de que recursos dispomos para penetrar com segurança neste problema, investigando as nossas vidas passadas e até mesmo as vidas passadas dos outros? O único critério de que dispomos nos foi dado sabiamente por Kardec: examinarmos as nossas condições atuais para sabermos em que condições vivemos no passado remoto. Esse critério se baseia no princípio da evolução e no imperativo do conhece-te a ti mesmo. Mas a nossa ignorância em relação à posição do Espiritismo no mundo é tanta, que nos esquecemos da inutilidade dos títulos e posições do passado para querer saber quem fomos e não o que fomos.” Mediunidade – H. Pires – Paidéia – pg 134 “O homem não conhece os atos que praticou em suas existências pretéritas, mas pode sempre saber qual o gênero das faltas de que se tornou culpado e qual o cunho predominante do seu caráter. Bastará então julgar do que foi, não pelo que é, sim pelas suas tendências. A natureza dessas vicissitudes e das provas que sofremos também nos podem esclarecer acerca do que fomos e do que fizemos...” O Livro dos Espíritos – Allan Kardec – NK.- Q. 399

VIRGEM-MÃE E PÃO E VINHO

“Agrário também é o mito da virgem-mãe, que adquire amplitude social e política na doutrina da teogamia egípcia. A terra, deusa-mãe, é virgem antes e depois do parto, pois não sai maculada da fecundação e está sempre em estado de pureza.... Assim também o mistério do pão e do vinho. O pão representava nos mistérios gregos a deusa Demeter, ou a Ceres para os romanos, mãe dos cereais. O vinho representava Baco ou Dionísio, deuses da alegria, da vida, portanto do espírito. Comer o pão e beber o vinho era simbolizar a fecundação da matéria pelo poder do espírito. A matéria impregnada pelo poder do espírito era representada, nas cerimônias religiosas pagãs, pelo pão embebido no vinho. Quando os hebreus chegaram a Canãa encontraram essa prática entre os cananitas.” O Espírito e o Tempo – H. Pires – Edicel – pg. 34

VISTA ESPIRITUAL NOS ENCARNADOS

“A vista espiritual é necessariamente incompleta e imperfeita nos espíritos encarnados, e por conseguinte, sujeita a aberrações. Tendo sua sede na própria alma, o estado desta deve influir sobre as percepções que ela proporciona. Segundo o grau de seu desenvolvimento, as circunstâncias e o estado moral do indivíduo, ela pode dar, seja no sono, seja no estado de vigília: 1) a percepção de certos fatos materiais, reais, como o conhecimento de acontecimentos que se passam ao longe, os detalhes descritivos de uma localidade, as causas de uma moléstia e os remédios convenientes; 2) a percepção de coisas igualmente reais do mundo espiritual, como a visão de espíritos; 3) imagens fantásticas criadas pela imaginação, análogas às criações fluídicas do pensamento. Tais criações estão sempre em relação com as disposições morais do Espírito que as concebe. É assim que o pensamento de pessoas fortemente imbuídas e preocupadas com certas crenças religiosas lhes apresenta o inferno, suas fornalhas, suas torturas e seus demônios. ...Há, pois, a necessidade de se fazer uma escolha muito rigorosa nas visões extáticas, antes de aceita-las.” A Gênese – Allan Kardec – LAKE – Cap. XIV – item 27 – pg. 248

WILLIAM CROOKES

“... Em tempos passados, despertara o interesse do jovem físico e químico William Crookes, do qual se tornou grande e íntimo amigo, pois era de apenas um ano a diferença de idade entre eles. Crookes declarou-se corajosamente convencido da legitimidade dos fenômenos produzidos por Home (Daniel Dunglas Home) , enfrentando a tremenda e irracional hostilidade de seus colegas cientistas. Manteve-se até o fim da vida nessa convicção e proclamou-a publicamente, no apogeu de sua carreira, sob a responsabilidade de seu nome famoso e agraciado com o título de Sir.” Sobrevivência e Comunicabilidade dos Espíritos – Hermínio Miranda – FEB – 1ª edição – pg 249 “Cronway Varley, o notável eletricista, célebre por seus inventos e por ter conseguido lançar o cabo submarino transoceânico, fechava a médium num circuito que registrava todos os seus movimentos. Crookes passeava com o fantasma ao lado, enquanto a médium jazia inerte num divã. Certa vez o fantasma derreteu-se à vista de todos, como uma boneca de neve, e diante de três bicos de gás, inteiramente abertos.” Hipóteses em Parapsicologia – Carlos Imbassahy – Eco – 2ª edição – pg. 34.

ZOROASTRISMO

“Aqui se vê uma repetição dos sistemas dualistas, primitivos e alegóricos, como o de Zoroastro, e se observa uma semente das religiões dualistas e dogmáticas do futuro; semente que germinou uma árvore frondosa no Cristianismo eclesiástico. É o esboço dos dois “Supremos” – Deus e Satã.”
A Doutrina Secreta – H. Blavatsky – Vol 1 – pg 236




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