Importância ecológica dos recifes de corais

 

 

 

Importância ecológica dos recifes de corais




Os recifes de corais são as maiores estruturas já construída por animais, incluindo os seres humanos. A deposição de grandes quantidades de carbonato de cálcio por uma colônia de muitos pólipos pequenos depende da presença de algas verdes, que vivem no interior das células dos pólipos de corais; esta associação para benefício mútuo chama-se simbiose. A fotossíntese das algas fornecem ao coral uma parte de seu alimento e as algas ajudam na captaçãom de nitratos e fosfatos, mas sua maior importância parece residir no fato de que a fotossíntese facilita a calcificação através da remoção de dióxido de carbono. Isto promove a dissociação do bicarbonato de cálcio presente na água marinha, com precipitação e formação do carbonato de cálcio.
Os recifes de corais ocorrem nos mares tropicais. Eles precisam de luz suficiente para a fotossíntese das algas simbióticas e uma variação de temperatura de 23-29°C. Estes dois fatores também determinam a profundidade na qual os pólipos vivos de corais podem crescer. Frequentemente, esta profundidade é o topo dos esqueletos de seus precusores mortos, por causa de mudanças mo nível do mar. Os esqueletos dos corais podem se estender por quase 1,5 Km de profundidade, fornecendo-nos um registronas mudanças do nível do mar desde a era cretácea. As mudanças no nível do mar permitiram a formação de recifes em franja, recifes em barreira e atóis(ilas de corais).
Os recifes coralinos são a base de todo um ecossistema, uma vez que são habitados por uma grande variedade de peixes, crustáceos, equinodermos e muitos outros invertebrados. Eles foram denominados "as florestar tropicais do mar" e mantêm uma variedade ainda maior de espécies (mais de 93.000 foram descritas até hoje). Como as florestas tropicais elas também correm um grande risco.
Infelizmente, estes recifes estão sendo destruídos, em parte por predadores como as estrelas-do-marCoroa-de-espínhos, mas principalmente por nós. A poluição, a pesca com dinamite, a mineração e a remoção dos corais para venda causam sérios danos. As populações crescentes então fazem suas contruções sobre corais frágeis e o desmatamento nas margens litorâneas faz com que camadas de sedimentos sejam transportados até os recifes, fragmentando os pólipos. Freqüentemente, mergulhadores observam que os corais estão esbranquiçados, suas algas removidas, deixando apenas um esqueleto branco destituído de vida. Esse esbranqueamento tem muitas causas, mas o aquecimento global que resulta no almento da temperatura da água do mar é provavelmente a principal causa. São necessários esforços urgentes de conservação, para preservar esse ecossistema marinho extremamente valioso.


Retirado do livro:
MOORE, J. Uma introdução aos invertebrados. São Paulo: Santos Livraria, 2003. 356p.



Recifes de corais ameaçados
Impacto da ação humana gera iniciativas de conservação



Corais são animais marinhos que vivem fixos no fundo mar e existem há cerca de 250 milhões de anos. Ao lado de algas calcárias e outros organismos, eles formam os recifes de corais - os ambientes mais ricos do planeta em número de filos animais e vegetais encontrados. No entanto, devido ao impacto da ação humana (poluição, pesca descontrolada etc.) e das mudanças climáticas (aquecimento global), os recifes de corais do mundo sofrem grande ameaça.
De acordo com um estudo coordenado pela Global Coral Reef Monitoring Network (organização internacional que monitora recifes de corais), 27% dos corais do mundo já foram destruídos, o que representa também ameaça para todo o ecossistema marinho. Algumas áreas são mais afetadas, como a Flórida, nos Estados Unidos, onde alguns recifes perderam 95% de seus corais vivos desde 1975, e o Oceano Pacífico, onde morreram 90% dos corais recifais (que vivem em águas rasas) de algumas regiões.
No Brasil, a pesquisa sobre recifes de corais ainda é recente, e não há dados numéricos sobre quantos deles estariam ameaçados. Segundo o professor Clóvis Barrreira e Castro, do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no Brasil, duas regiões de recifes destacam-se quanto à conservação, por razões diferentes. Na faixa litorânea que vai de Natal (RN) a Salvador (BA), os recifes sofreram grande impacto, devido à proximidade da costa e à intensa atividade humana; no sul da Bahia, a partir de Porto Seguro, eles estão mais preservados. Nessa região, encontra-se o complexo recifal de Abrolhos, local de maior diversidade e concentração de espécies em águas rasas do Brasil.
O complexo de Abrolhos foi escolhido para o desenvolvimento de um projeto coordenado por Clóvis Castro e Débora de Oliveira Pires (Museu Nacional/UFRJ), que busca conhecer a distribuição, os hábitos de reprodução e o surgimento de novas colônias de corais, visando a sua conservação. A partir dos dados coletados, serão estabelecidas formas de recuperação de recifes degradados. "A recuperação natural de áreas ameaçadas pela mortalidade é difícil e lenta", diz Clóvis. "A pesquisa gera um conhecimento básico para o manejo e a recuperação de áreas recifais."
Outro esforço de conservação de recifes nacionais foi a instituição, em fevereiro de 1999, da área de proteção ambiental Costa dos Corais, que vai de Tamandaré (sul de Pernambuco) a Paripueira (norte de Alagoas). Segundo o professor Mauro Maida, da Universidade Federal de Pernambuco, uma das envolvidas no programa, essa área, que possui atividades de pesquisa e educação ambiental, entre outras, já teve seu número de peixes aumentado em até 11 vezes no caso de algumas espécies.

Thaís Fernandes
Ciência Hoje/RJ
16/01/01

Fonte:"cienciahoje.uol.com.br/.../ materia/view/2458"

 



Peixes e recifes de corais - Abrolhos - Ba
Foto: Léo Dutra



Fonte:"www.lts.coppe.ufrj.br/ recifes/recifes/galeria.php"






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