- Solar dos Mellos- Museu da Cidade de Macaé

PREFEITURA DE MACAÉ

Fundação Macaé de Cultura


Solar dos Mellos

Museu da Cidade de Macaé

Foto: Acervo C.M. Antonio Alvarez Parada

Edificado no ano de 1891, em chácara situada na então rua da Imperatriz, em meio a jardins e inúmeras árvores frutíferas, o casarão teve como primeiro proprietário o coronel Bento de Araújo Pinheiro – abastado fazendeiro em Macaé. Construído sob forma de chalé, de fundo romântico, possui estilo arquitetônico eclético. Teve sua planta, provavelmente, extraída de catálogo europeu. A empreitada de sua construção foi entregue ao mestre arquiteto português Manuel Ribeiro Capellão, auxiliado por grandes profissionais como o mestre carpinteiro Affonso de Souza e o pintor Alfredo de Almeida. Posteriormente teve como propriet´rio o capitalista português Bento Affonso da Silva.
No ano de 1911, o jornalista e comerciante Cezar José de Souza Mello, filho do fundador do jornal “O Século”, Antônio José de Souza Mello, adquiriu o prédio, para onde se mudou com a família. Desde entâo, o lugar teve intensa movimentaçâo cultural, recebendo inúmeros representantes da intelectualidade local e regional. Em 21 de junho de 1999, por meio do Decreto Nº 042, a Prefeitura Municipal de Macaé desapropria o prédio do Chalé, já em avançado estado de deteriorização, para nele instalar um “Núcleo Cultural”.
Em 2003 foi dado início à obra de restauração e reciclagem do Chalé, executada pela Gecoplan Engenharia Ltda. - Campos RJ, sob responsabilidade do engenheiro Carlos Alberto Domingues Alves e da arquiteta e restauradora Dalila Vieira Coutinho.
Elevado sobre porço alto, o Chalé apresenta dois corpos com dimensões e volumes diferentes. O maior, disposto à frente da edificação, representa a área nobre; o outro mais estreito e de altura mais baixa, a área de apoio. O assoalho é de madeira em tábuas corridas. As peças do corpo social foram tratadas e, aproveitadas em sua maioria, as do corpo de apoio foram substituídas. O barroteamento de sustentaçâo do piso foi tratado e reforçado com a construçâo de pilaretes de concreto. O madeiramento do forro da ´rea nobre, tipo saia-e-camisa, foi, em sua maioria, aproveitado; o da área de apoio, do tipo paulista, foi substituído. Os lambrequins dos beirais foram removidos, e refeitos nas mesmas dimensões e mesmos detalhes de acabamento, obedecendo aos padrões dos diiferentes corpos do prédio. O madeiramento das esquadrias foi tratado, e guardados os aspectos e desenhos originais. As telhas do Chalé foram fabricadas por “Pierre Sacoman - Saint Henry - Marseille - França”, vindas diretamente para o Rio de Janeiro, e posteriormente desembarcadas no porto de Imbetiba, em Macaé. O emboço de revestimento da alvenaria foi refeito, sendo utilizado em sua argamassa, apenas, cal e areia. A definição cromática, no geral, foi adequada ao novo uso dado ao Chalé. Os compartimentos internos não sofreram alteração em seu espaço físico. Externamente, foram construídos um anexo de apoio com copa e banheiros e uma rampa de acesso para portadores de deficiência física. Toda circulação da área externa foi revestida com pedra lavrada.
Durante os trabalhos de restauro, foi detectada a necessidade de agregar ao Solar uma área externa maior que valorizaria a construção, e daria condições ao desenvolvimento de futuras atividades culturais. Um Decreto Municipal desapropriou o terreno vizinho para construção de um jardim, resgatando a estética do prédio e um pouco da historiocidade do seu conjunto.
O Solar abriga o Centro de Memória e o Museu da Cidade de Macaé

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