Galáctica Ah... vem, “Estrela”, dá-me a tua mão, galguemos as alturas do infinito! Vem sopitar a ânsia em que me agito, de me espraiar contigo na amplidão! Fujamos deste orbe tão restrito, que algema-nos cativos ao seu chão! Ultrapassemos Júpiter... Plutão... ah... vem flanar no vôo em que volito! As nebulosas... Vês? Que lindo é tê-las e assimilar-lhes essa estranha osmose de escumilha e cristais em simbiose! Luminárias de Deus! Nas mãos contê-las, e valsarmos, depois, na apoteose de um festival de cem bilhões de estrelas! Humberto Rodrigues Neto |
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