Desfecho


Sei que é preciso, deste amor suspeito,
esperar dias hibernais, tristonhos,
e estar consciente de cruciais, medonhos,
e agros suplícios a ferir-me o peito!

Sim, é preciso que eu a teu respeito
não borde anseios por demais risonhos,
nem ponha em altos pedestais meus sonhos,
nem sonhe o Éden no teu níveo leito!

Se houver o adeus final de um sonho ardente,
que eu me acostume a não te ver jamais,
e viva apenas de um idílio ausente...

Fins de romance... tão comuns e iguais -
a flor-mulher que amamos loucamente,
que um  dia nos deixa... e que não volta mais!


Humberto Rodrigues Neto
Poema 4
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