Incoerência ser dia de festejar e a minha alma chorar por bem fazer mal haver? de que adianta pensar no outro em primeiro lugar se nunca há-de entender? nada quero que se veja! a minha desdita é esta: em dias ditos de festa mais do que só me saber! (...) neste fim de primavera acordou de sol o dia o calor sobe no ar escolhi margaridas brancas, de entre as flores tantas p’ra de amizade falar e escolhi me doar em lágrimas me evaporei na escuridão me quedei sem vontade de voltar! Mais um dia de tristeza No meu fado de penar! Valem-me amigos de longe P’ra meu fardo carregar! Maria Petronilho 19/6/2003 |
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