O quarto sem cor


Do corpo que não suporta
seu passar de anos
pouco importa.
Da flor da idade
que passa como um raio
desfaço-me.
Encontro cuidado
em intervenções.
Críticas são bem-vindas
porque me fazem reagir.
Sinceridade absoluta,
já não me assusta.
Fico `a mercê de me relacionar
com tudo
com todos
com o mundo.
Não me conheço sozinho.
Sem ninguém.
O quarto torna-se branco
flutuo
quase não me movo
Não sei o que é grande
o que é pequeno.
A maior bondade dAquele
é ser tão grande
para que eu possa (humildemente)
me referenciar.

Ana Claudia Laforga
SP/21/12/2005
Poema 2
Letra A
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