Eis-me


Eis-me pronta, toma minha mão,
Não , não diga nada.
Só ouça o meu coração,
Essa máquina desenfreada.
Me conduza pelas tuas veredas,
Serei brisa nas tuas manhãs,
Poesia saída das tuas gavetas,
Perfume do hálito de hortelãs
Que te acende as entranhas,
E em cada palmo do teu corpo;
Goza as sanhas.
E atracada em teu porto,
De delícias plenas;
Deita loas ao céu de magias,
Que sorve gotas serenas,
Eis-me calada no teu regaço,
Inebriada de desejos e sonhos.
Eis-me inteira, e de ti um pedaço,
Sem dimensionar tamanhos,
Poetisa condoreira;
Eis-me fremente e insinuante
Verdadeira
Amante...


Angelica T. Almstadter

07-04-04
Letra A
Menu