A Saga da Disnastia dos Pacientes
Carlos Leite Ribeiro (Dons Carlos)



Como tudo tem um princípio, este princípio começou há muitos séculos ...

Na poeira dos tempos e em memórias passadas de geração em geração, o primeiro D. Carlos, ou seja, o “Paciente 0500”, aparece-nos num Éden que por acaso até tinha jardim, que mais tarde devia de ser a sua desgraça pois, enamorou-se da Maçã que, quando se sentiu engravidada o matou com uma serpente.

Depois de um hiato de séculos em que os Dons Carlos não se distinguiram em nenhum campo, aparece-nos o “Paciente 0400” que, no tempo da Grécia antiga acompanhou as viagens aventurosas de Ulisses, só sendo vencido por este, quando teve de puxar pelo arco do herói grego e flecha não saiu.

Em seguida, aparece-nos o “Paciente 0300”, já no tempo dos egípcios, primeiro como capataz de obras cónicas, facetadas, a quem mais tarde lhes chamaram de “pirâmides”. Seu filho, o “Paciente 0399”, foi um grande embalsemador de múmias vivas. Ainda no Egípcio, o “Paciente 0301” foi um grande violador de egípcias (perdão) de tesouros dos faraós. E do Egípcio perdemos o rasto dos nobres Dons Carlos – “Os Pacientes” .

Séculos depois voltamos a encontrá-los, na Península Hispânica. Conta a lenda que, “O Paciente 0204” foi um grande fornecedor de pedras de arremesso com que os Lusitanos brindavam as tropas invasoras (Romanos). Mas as pedras foram-se acabando e já “O Paciente 0201” se dedicou à fabricação de armaduras de couro e prata para os antigos invasores, hoje formadores dos Lusitanos (construção civil e esquemas guerreiros). O seu descendente “O Paciente 0200”, dedicou-se às pedras, mas desta vez para construções, nomeadamente de pontes, que ainda hoje existem e são utilizadas; mas estão em mau estado pois, em séculos de “vacas gordas”, a Lusitânia nunca conseguiu verba para as reparar e conservá-las.

Mas os tempos mudaram e já estamos no tempo de outros invasores: Os Árabes, que tantas coisas ensinaram aos lusos, como a agricultura (saloy, que presentemente são salóios) e a pesca (ensinamentos mais tarde aproveitados para os Descobrimentos). Nesta época distinguiu-se “O Paciente 0120”, grande fabricante de turbantes; o “0119”, foi grande fabricante de cimitarras (tipo de espada); já quase no final do período desta invasão, “O Paciente 0099” inventou as medalhas do “Quarto Crescente”; medalhas de adoração e protecção espiritual e individual, capazes de penetrar nos sistemas de segurança que jamais existiu.

Os invasores seguintes foram os cristãos, muitos vindos não se sabe donde. O começo da grande invasão foi acompanhada pelo “O Paciente 0079” que vendo o furo comercial, logo se transformou em grande produtor de cruzes de vários formatos e tamanhos, sendo as mais conhecidas, as cruzes para sepulturas. Vamos encontrar mais tarde “O Paciente 0069”, que logo que chegou ao poder, redigiu um dos manuscritos mais conhecidos no mundo cristão: “A norma do celibato para sacerdotes que não devem casar (com mulheres suas)”.

Mais tarde, apareceu Don Carlos, “O Paciente 0047”,


chateado por não ter nada que fazer, começou a pensar em travar o conde de trava e, então, escreveu o tratado “Como

Bater na Mãe e Ter Um Reino”, o que logo foi aproveitado pelo primeiro rei da Lusitânia para correr com a mãe do poder. Com este, nem as mães escapavam ! Mas este Don Carlos, também inventou uma baraços de corda para pendurar ao pescoço, usado por Martin Moniz e sua família. Por falar em Martin Moniz, nunca mais acabam os marginais nesta bela zona da belíssima Capital da Lusitânia, a quem um dia (segundo reza a tradição) Ulisses a chamou de Ulisseia ?...

Fim da primeira parte.

Carlos Leite Ribeiro –
Marinha Grande – Portugal
Letra C
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