NOSSO ÚLTIMO TANGO Para que estão nossos Corpos e pernas coladas, Se não para dançar o tango? Minha saia curta, pernas roliças! Meias rendadas ou lisas! Meus sapatos de dançarina São pretos atadas aos tornozelos! Meu vestidos preto Ou vermelho bem colado Com fendas laterais Erguem-se seguindo Meu movimento do corpo Nos longos passos do tango! Com a dança, as fendas se elevam Chegam insinuantes aos joelhos! Em rápidos giros atrelados Minha saia sobe sem pudores Até ao alto das coxas! Somos seres que amam e dançam... Almas quentes, vibrando ao sabor do tango Sentindo tanto prazer como o gozo! Nossos corpos colados em chamas! Reclamam exauridos, suados amados Querendo e pedindo bis... Para em amor continuar abraçados!!! Dilene Maia Lisboa, Portugal (c) 2004 |
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