A PRIMEIRA PEDRA O orvalho veste a Luz. Pela poalha vão respostas germinadas por aqui. Pedras queimadas do tempo preciosas irão ser no húmus quente e sereno do abraço universal. O espírito, arado em sulcos de gelatina, circunvoluções terráqueas do sempre virgem papel, retém a desordem cósmica, tradução antropomórfica de muitas realidades já reduzidas a cinza... Entre os despojos do pólen das nuvens, gritos d'Além, ficou apenas espaço para semear um verso: E foi a primeira pedra dum poema em construção. Joaquim Evónio |
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