na fragilidade da luz


é uma vertigem
a janela de sol
os teus olhos acendem
quando me chamas para a refeição
e o meu corpo à tardinha planta
a água fresca de uma chuva nova

o sabor do pão tem o teu sorriso
e fujo para a mulembeira a onde
trabalho o visco no piar dos pássaros

também as asas que me agarram vão
presas no teu vestido
onde seguro o aroma lábil na
fragilidade da luz

josé félix
(inédito)08.07.2004
Poema 2
Letra J
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