Existência Vagabunda Sou descendente do Tempo Mesmo sendo tão lento Embora carregado pelo vento Nem por isso me contento Sou um invólucro de gotas do Mar Mesmo com sal de temperar Embora sem vontade para provar Nem por tal alguém me fará poisar Sou parte das grandes Estrelas Mesmo sem ter cadelas Embora com um cão de duas trelas Nem para tal acenderei as velas Sou um monte de poeira vagabundo Mesmo parecendo imundo Embora com sonhos sem fundo Nem será agora que dou a volta ao Mundo Sou céptico até aos ossos da cabeça Mesmo com tudo feito sem pressa Embora usando de sensatez imensa Nem com um canhão haverá quem me impeça... ...De alcançar os bons desígnios da Existência... Escrito em Luanda, Angola, a 30 de Maio de 2004, por manuel (duarte) de sousa, em Dedicação-Homenagem a todos aqueles se empregam e esforçam, muitas vezes de forma gratuíta, livre, expontânea e voluntariosa, por ensinar tudo o que sabem e podem, aos que precisam... de assistência e ajuda social, uma vez por outra... |
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