Paradoxos Sou as fases que vivo, Sou tantos e nenhum mundo, Sou tudo aquilo à que sirvo, Não sou raso ou profundo. Sou um universo paralelo, Sou até um sol altivo, Sou um mundinho amarelo, Não sou nada do que sirvo. Sou os mundos tantos, Sou mundos perdidos e distantes, Sou todos os desencantos, Não sou todos os instantes. Sou da vida os desvelos, Sou a vida dos errantes, Sou todos os desmantelos, Não sou nunca as constantes. Sou da vida as fantasias, Sou as máscaras possíveis, Sou tristezas e alegrias, Não sou sempre os impossíveis. Sou o ser sereno e o tornado, Sou a calmaria e as tempestades, Sou o terror alado, Não sou calamidades. Márcio salgues |
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