MORTE É VIDA Queria deitar a cabeça na minha tristeza E suavemente morrer. Encostar meu rosto amargo De olhar sombrio, De sorriso desfeito, De traços marcados, Na face da noite e fenecer. Sair de dentro de mim E mergulhar neste mundo De mistério e dor. Dar um basta, Por um fim, Não sentir nada, Nem ódio nem amor. Entrar na natureza E viver com pureza. Esquecer a vida, A podridão, A massificação, A ilusão, A utopia querida Do fundo do coração. Mergulhar no nada, Apodrecer, Morrer. Morrer... Para poder Finalmente ...Viver... Nancilia Pereira (do livro Liberdade de Sentimentos, pg 47) |
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