EU E O SOL EM DIÁLOGO Vim porque me chamaste! Eu nunca te evitei Se por vezes não te encontrei Era porque haviam nuvens no meio. Num tempo muito recuado Existimos lado a lado Éramos apenas gás e matéria Dos fragmentos tornaste-te rei Eu porém me dispersei. Hoje vivemos em mundos distantes Tu és o Sol maravilhoso Acaricias-me com um raio luminoso Infiltras-te em meu corpo Causando prazer e grande conforto. Sempre foste meu relógio E na hora do despertar Não te esqueces de me vir acordar. Estou aqui de livre vontade Entre nós há um certo à vontade No meio está nossa amizade Podemos falar com sinceridade. Sempre estiveste ao lado de meu caminhar Mas eu me dispersei no buscar. Mostraste-me a razão e o erro. A razão não abarca meu entendimento E o erro não o consigo evitar. Tua luz é a chama de minha vida Que eu não a quero ver perdida. Quando falas comigo representas o Universo Onde eu sou um sopro disperso. Sou imparcial nos tempos de vida! A tua não a posso prolongar São as regras da natureza Assim as tens que aceitar. Sou potente! Não totalmente independente! Estou aqui sempre a rodar Acima de mim forças maiores Observam meu girar. Sou como um Deus omnipotente Na minha hierarquia ninguém é complacente Tu estás num universo gigante Tua compreensão está longe de meu entendimento. Na natureza tudo é vida Observa-a em redor com teu olhar Segue-a com mais atenção E sente o pulsar do Planeta com teu coração. Cada vida tem sua própria duração A minha tão pouco é eterna É limitada numa outra dimensão. Rui Pais 13/12/2003 |
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