Um paraíso perdido


Um dia olhei para trás,
Apenas vi um mundo esquecido,
Mas que no entanto foi lindo,
Que me deixou as mais belas histórias,
Com que fiquei encantada,
A minha infância.

Terra da beleza e esplendor,
Que hoje dói não ter tido uma infância maior,
Que tudo foi tão rápido,
E um dia sem perceber já eu,
Tinha passado e nem tinha dado por isso,
Cresci tão depressa,
Que agora até dói!

Mas felizmente,
Tenho presente em mim,
Todas essas recordações,
Que eu vivi,
Mas que hoje são impossíveis,
Porque já não estão presentes pessoas,
Que fizeram parte de mim.

Onde estão todos aqueles dias
Em que brincava, corria e sorria
Hoje são apenas passado
Porque é impossível voltar a criança.

Só sinto que em mim
Ainda há aquela pessoa
Que adora brincar e divertir-se
Mas que tem sido magoada
E que neste momento sente uma enorme dor
Dor, essa que não me permite sorrir.

Onde estão aquelas flores
Aquelas com que fazia um ramo
E oferecia às mais variadas pessoas
Desde a minha mãe,
Passando pela minha avó,
Até à minha professora,
Como símbolo do que sentia por elas
E em troca recebia
Algo que considero muito importante
Um sorriso, um beijo ou até um carinho.

Só peço isso a todas as pessoas,
Não peço nada de material
Só algo que me aqueça o coração
Algo que através do qual eu veja que elas ficaram contentes.

Queria voltar aos bons velhos tempos,
Mas não, já não é possível
Cresci depressa
E houve coisas que me fizeram ver
Que me fizeram sofrer,
Chorar
E por vezes desistir dos meus sonhos.

Só queria ver um belo jardim,
Os Homens a dar as mãos
Mais justiça,
E mais amizade
Amizade sem interesses, egoísmos e falsidades.

Mas nada disto é possível,
Já foi um dia,
Naquele dia em que nascemos,
E também enquanto somos crianças.

Onde estás tu minha infância!?
Estás bem guardada
Bem reservada
Na minha mente
Na minha estrada
Até ao fim dos meus dias...

Sandra Dias
15/01/2004
Poema 2
Letra S
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