A Gula do Protector Uma lagarta verdinha Escondeu-se na beirinha Da alface verde e elegante, Ficou atras da nervura E com imensa fartura, Ficou gorda num instante. Esburacou a folhinha Como se fosse doninha P’ra deglutir sua presa, À salada foi parar Sem a cozinheira notar, Na bandeja foi p’ra mesa. Entre o assado e a salada Fica a lagarta instalada Num abrir e fechar d’olhos, Ficou servida no prato Coberta com aparato, Na alface de verdes folhos. Estava cheia de pavor No prato do protector Que breve a ia devorar, E sem ele dar por isso Fazia-lhe um reboliço, No estomago onde ia entrar. Assim foi, logo agarrada Á salada avinagrada Correndo esófago abaixo, Quando no estomago entrou Sabem com quem se encontrou, Com pequeno berbicacho. Galinhas e passarinhos Porcos vacas frangainhos No estomago do protector, Este a fauna prosseguia Nos animais que comia, Sendo deles defensor. Proteger os animais Sendo eles irracionais É um acto de valor, Assim pensou a lagarta Do refúgio estava farta, Na gula do protector. Ao mesmo tempo a lagarta Lá encontrou a barata Mais o grilo cantador , Tinham começado fritos Com todos os requisitos, Num prato de bom sabor. Infelizes caiem por terra Naquele estômago em guerra Defensor do protector. Onde animais indefesos, No piloro ficam presos, Sem por eles haver amor! Suzette Duarte (11.11.02) |
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