As Mães da Praça de Maio Tudo começou na era dos ditadores Que na nação Argentina só trouxeram terrores Homens e mulheres desapareceram na época da ditadura Espancavam e matavam até inocentes criaturas Porém um grupo de mães num espírito de ternura Iniciaram uma jornada longa e dura Na Central Praça de Maio em Buenos Aires Fazem caminhadas semanais com foto dos filhos em cartaz Ao redor do obelisco toda quinta feira Lá estão as mães idosas independente de canseira Desde mil novecentos e setenta e sete este ato se repete Cada mãe com lenço branco participa do manifesto Toda mãe com sua dor Enfrenta chuva sol e calor Muitas avançadas em idade Sofridas e torturadas pela saudade Daquela filha ou filho que sumiu Apenas porque sua ideologia assumiu Há vinte e seis anos a marcha repetiu Usa apenas palavras e o lenço e jamais um fuzil As mães fazem desta marcha uma vitória contra o traidor Mostrando que na Argentina não terá mais vezes pra ditadores Estas mães com os mesmos sonhos revolucionários dos filhos Que além de torturados muitos foram jogados no mar bravio Mas o coração das mães continua aceso como pavios Pois coração de mãe não esquece jamais de seus filhos Encerro a poesia com as palavras de Hebe Bonafini Presidente da Associação das sofridas mães da Argentina: Os filhos já foram os ditadores já caíram Mas parabéns às bravas mães que em lutar persistiram “¡No hay que pagar la deuda externa! ¡Nosotros no debemos nada! Ellos nos deben a nosotros: nos deben vidas, y alguna vez se las cobraremos...” Hebe de Bonafini Criada por, Valeriano Luiz da Silva em 09/06/04 Anápolis Go Br Em Homenagem às Mães Argentinas que perderam Seus filhos no período do governo ditatorial |
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