Trazia a esperança na alma e um nome Trazia um nome e um gesto de páz, uma alma livre e um horizonte de esperança. Os caminhos escolhidos eram os do seu caminhar, Daqueles tempos sombrios, uma tênue lembrança: um páteo, celas seqüenciais, muitas grades em cada porta. No alto, fuzis e soldados compassados, no chão centenas de prisioneiros, desfilando uniformes numerados. Trazia na alma um gesto de esperança e, um nome cheio de paz. Cinco anos se passaram, do preso numerado ali não se passou, era um homem e tinha um nome, tinha passado, presente seria futuro. Prenderam um corpo, não a dignidade. Trazia a esperança cheia de paz, um nome e um gesto na alma. Os carcereiro do alto, do planalto e os juizes militares jamais entenderam tanta "burrice-teimosa", da estúpida altivez, se de cinco poderia livrar-se com três. Trazia a esperança na alma e um nome cheio de paz. Vanderley Caixe PPVencesláu- véspera de maio de 1974 |
![]() |