AMANHECER O silencio da noite, esmaeceu a ânsia, E quando o dia amanheceu, Meu coração se fez NORTE, Amainando a ALMA que confusa se perdia, No estertor abissal da desesperança. De repente, amanheceu, e o dia era luz, Que descerrando o véu da noite, Da vida, em forma de som e movimento, Manifesto se fazia, DAQUELE que tudo conduz. Ciclo natural, de novo o dia renascia. E trazia consigo, bailado de folhas, Brisa que de momento, Do canto dos pássaros e perfume de mato Veículo se fazia Em minha volta, em espontânea harmonia, A vida acontecia segundo seu próprio rítmo, Mostrando que o UNIVERSO noite e dia a nutria. Havia uma orquestra e um orquestrador que a conduzia E foram os olhos da alma, Que destingindo a luz do dia que amanhecia Por sua magia, se fez agente de transmutação e calma, Alimentando o coração com a seiva da alegria Da confiança, nos desígnios do UNIVERSO . Vera di Bomfim Salvador – Bahia – Brasil 14/02/2004 |
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