Sina Poeta vulgar Não serás dono da tua sina Teu mundo será sempre estrábico És o ovo cósmico quebrado Pedaço de átomo solto Desmantelo do universo Da serpente do mundo receberás o beijo da eterna maldição A ira dos deuses descerá sobre tua dor Manchados serão teus sonhos Teus versos sujos e ridículos serão rejeitados pela toga dos literatos Benditos serão na boca dos vadios porque falam a mesma língua profana Da vida receberás o laurel do esquecimento eterno Morrerás com a boca cheia de metáforas plasmáticas No coração carregarás a luz da eterna trevas! Zena Maciel (31/04/2004) Recife-PE |
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