14/02/2007
 

Entre erros e acertos

 

Entre erros e acertos vou caminhando sempre rumo a Deus.

Eu nunca tive a pretensão de modificar ninguém. Mas sempre tive sim, essa eu tive, a pretensão de dizer a quem sofria, que podia ser maior que sofrimento. Qualquer um de nós pode ser mais forte, a partir do momento em que começamos a entender, e a aceitar, (é o mais importante), que o lado físico de nossa vida sofre, mas o espírito não precisa sofrer também.

Por conta disso, passei anos na internet dizendo às pessoas que ia conhecendo, que vale a pena lutar para ser feliz, vale a pena continuar caminhando para ultrapassar aquele obstáculo. Que vale a pena limpar um pouco o espírito e deixá-lo brilhar um pouco mais.

Isso gerou muitos descontentamentos. Muito mais do que se possa imaginar.

Descontentamentos de quem não se sentia capaz de continuar apesar dos problemas do momento.

Descontentamentos dos obssessores que infestam esse mundo que não estavam satisfeitos comigo por eu trabalhar contra eles. Descontentamentos inclusive de quem eu chamava de amigos, pois não compreendiam o que eu falava.

Não entendiam como é que uma pessoa como eu, sem conhecimento literário, que não professa nenhuma religião, que não tem situação financeira boa, não tem projeção social nem profissional.. como é que uma "ninguém” poderia falar o que eu sempre falei e ainda falo?

Entretanto, tudo o que eu falei com as pessoas com quem convivi sempre foi fruto de minhas próprias experiências de vida. Nunca falei baseada em autores de qualquer tipo de livro.

Através da minha dor eu descobri que eu podia continuar. Mesmo ferida eu continuava caminhando, sem mágoas no coração, mas cada vez mais com os olhos abertos para identificar os obstáculos e os buracos.

Sofri e chorei muito, mas até nesses momentos eu buscava Deus para me confortar, ao invés de culpar alguém pelo meu sofrimento, ou ficar lambendo as feridas e contando para todos pedindo que "me afaguem a auto-piedade".

Nunca fui assim. E não serei. Posso caminhar quase que me arrastando em caso de uma dor profunda, mas meu espírito jamais se arrastará. Quanto mais dor eu tenha na minha vida, mais meu espírito busca Deus.

E por eu ser assim é que eu passei para as pessoas que fui conhecendo que elas também podiam superar um obstáculo de cada vez, se quisessem.

É interessante como as pessoas não aceitam que alguém consiga viver em equilíbrio diante de um caos que se apresenta na vida da coletividade.

É interessante como as pessoas não aceitam que alguém consiga superar/conviver com a dor de uma doença ou de uma traição de amizade, sem perder,em momento alguém, a fé em Deus.                                                

É interessante como as pessoas  sentem uma incompreensão quase doentia diante daqueles   que não param (de viver, de caminhar, de lapidar o espírito) por preguiça.

Com isso tudo fui descobrindo muitas coisas, as quais irei relatando aqui, aos poucos.


Aguardem.
               

 

 

Relatos:

 

Entre erros e acertos

Anexos:

Quem acendeu o sol?

 

O começo

Minha  busca

Eu sabia que existia

Novas referências

Descobri Deus

O Espírito sabia

Quando eu descobri o silêncio

Fazendo do silêncio a realidade

O que mais me ajudava

Descubra a mentira e....

Eu quero a verdade.

Difícil me expressar...

O preço da verdade....

A busca continua

A ajuda sempre vem

Despertamento consciencial

Música: Galaxie II - Patrick Wichrowski

 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

                                                                             O começo

 

Por um longo tempo de minha vida fui assimilando tudo o que eu precisava aprender sobre o ser humano e sobre mim através da convivência cotidiana e suas adversidades. São essas que nos dão músculos espirituais.  São essas que nos fazem ficar  "sarados" se soubermos malhar.

Conheci palacetes obscuros, cheios de ratos e aranhas,  e conheci casebres iluminados, cheios de flores e frutos.

A partir de 1999, foi decidido que era hora de eu começar a materializar, em atitudes de transformações na minha própria vida e em sentimentos, tudo o que eu havia assimilado. 

Com a aproximação do que Nostradamus disse que aconteceria em (e a partir de) 1999, era premente que eu retomasse minha consciência  para dar continuidade às tarefas que assumi, enquanto ser consciencial que estava encarnado.

Foi aí então que minha vida virou pelo avesso, digamos assim. Embora tenha começado a virar, um pouco suavemente, a partir de 1992. Mas era apenas um preparo para que eu pudesse suportar o que aconteceria comigo e com meus dias a partir de 1999, data super-importante para as humanidades terrestres.

Meus conceitos foram pelo ralo e novas definições, mais abrangentes e mais intuitivas começaram a se  fazer notar em meu mundo interno, e muitos valores da sociedade consumista hoje não fazem o menor sentido mais para mim,  uma vez que eu  não tinha mais condições de deixá-los guiando minha vida.

Era momento de arrumar a casa. A minha. E com isso contei com a ajuda espiritual de grandes amigos que não me deram folga. Não me deixaram descansar enquanto não alcançava as metas pré-programadas.

Por amor, não me deixaram desanimar em momento algum. Não me deixaram parar na estrada mesmo que eu estivesse com a boca aberta de sede ou fome. Ou mesmo que eu tremesse diante do frio que sentia, diante da solidão que sinalizava numa indicação do que seria meu futuro. Solidão de alma.

Entre lágrimas e situações que muitos diriam ser desesperadoras,  meus amigos espirituais não me deixaram sozinhos um momento sequer. Não afagavam minha dor, pelo contrário, me desafiavam a ser mais forte que ela.

Não eram omissos e não falavam comigo " tadinha". Pelo contrário,  nos momentos em que mais eu sentia que não aguentava, vinha um deles e me provocava, desafiava, e deixava sempre uma orientação, em poucas palavras, para que eu decifrasse o significado e pudesse ver a luz a me guiar.

Faziam-me pensar: não me davam as respostas prontas.

Faziam-me continuar caminhando: não me carregaram no colo em momento algum.

Era preciso aprender a caminhar com meus próprios pés, vendo o caminho com meus próprios olhos. Assim não seria possível que alguém me enganasse nunca, salvo se eu deixasse que alguém me guiasse, o que não era o propósito.

Meus amigos espirituais, a quem chamarei daqui em diante, de guardiões, não esmoreceram comigo em momento algum, porque eu teria que me guiar por mim mesmo, e não seguir  pretensos líderes ou sábios que sempre se apresentaram na humanidade. Para tanto, eu precisaria desenvolver muita coisa que meu espírito sabia, e o momento era aquele.

Foram anos do que se costuma dizer "de sofrimento", mas eu não sofria em espírito. Eu sabia que o corpo estava passando por  dias difíceis, obstáculos  e que meu espírito seria beneficiado com isso.

Muitas vezes,  falei para meus guardiões "poxa, me ajudem a resolver isso" ao que eles me respondiam " você pode resolver e vai encontrar a forma cósmica para sair dessa sem se macular".

O que eles me diziam, na verdade, era que eu iria superar aquela situação sem deixar meu espírito adoecer de medo, desânimo ou revolta.

De fato, sempre foi assim. Sempre consegui superar tudo sem que meu espírito desse um passo em falso.

Passei e ainda passo muito tempo conversando com eles.  Preciso deles para me ajudarem a preservar a minha vida física aqui para que meu espírito cumpra sua missão. E eles precisam de mim aqui,  exatamente pelo mesmo motivo.

De 1992 até 1999, as transformações aconteceram a olhos vistos, e posso dizer que  nenhum de meus conhecidos entendeu coisa alguma. Nem eu, na verdade. Mas eu sabia que era necessário.

A partir de 1999, quando a minha vida virou pelo avesso, eu comecei a materializar o que meu espírito sabia Comecei a trazer para a mente física o que a minha mente consciencial sabia e precisava materializar para que eu pudesse seguir em frente.

Entretanto, aos olhos do mundo eu era um ser humano batalhando pela vida, pela sobrevivência e pela igualdade e justiça social. Sem nenhuma infra-estrutura para dar suporte a trabalhos de cunho social, ainda assim, eu  fiz o que pude.

Mas era apenas uma  pessoa comum vivendo entre tantos comuns. As transformações  foram acontecendo de forma gradativa. Um passo de cada vez.

Cada passo que meu espírito dava em seu reencontro,  minha vida física sofria as consequências. O que é comum quando o ser procura se lapidar um pouco. Muito comum com todos que se buscam.

As consequências que recaem sobre a vida física são criadas por aqueles que não querem que nosso espírito ande para a frente. Pelo contrário, as situações  existem para nos fazer ficar chafurdando na lama onde estávamos, e onde muitos ficaram e continuam, e que fazem de tudo para que ninguém saia de lá e caminhe por terrenos firmes e floridos.

Assim foi comigo também, tal como é com qualquer um que se decida a buscar o espírito. Eu nunca desisti, embora, muitas vezes, tenha perguntado " Deus, Meu Deus, onde está você?" E sempre meu coração acalmava, minha mente serenava e meu espírito se reconfortava, então,   pois recebia, de meus guardiões, a força que eu precisava, e o espírito repassava essa força  para a mente física em forma de pensamentos de confiança, de que tudo vai passar, de que a esperança deve permanecer.

E assim foi acontecendo uma transformação de cada vez, para que eu própria pudesse assimilar o mundo espiritual  de uma forma ponderada e atuante em conjunto com o mundo físico.

Os ensinamentos não me foram passados via livros ou filmes especializados, nem em seminários. Foram passados via  experiências próprias, e assim eu pude concluir que, verdadeiramente, podemos viver no mundo físico e ser feliz, ao mesmo tempo que vivemos uma vida espiritual realizadora.

Se unirmos as duas vidas e as equilibrarmos, podemos viver no mundo e não ser do mundo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sábado, 24 de fevereiro de 2007

                                                   Minha busca

 

Como eu falei no texto anterior,  minha busca acontece há  muito tempo. Quando criança, minhas lembranças foram apagadas da minha mente, embora algumas tenham ficado na forma de fortes sensações que são irrefutáveis, embora não sejam concretas/tangíveis, como lembranças de um casamento do qual muitos se lembram, então  a conclusão é que  o casamento existiu.

Minhas lembranças são minhas, e, logicamente, quem as tem sou eu. Não há como alguém dizer que  existam ou não.

Por eu tê-las acessado assumi responsabilidades comigo mesmo e com a vida ao meu redor (seja onde for esse "redor"). O mais importante é que eu precisei ser mais responsável por ter tido o acesso a elas. E isso foi de forma natural,  sem precisar de terapias de vidas passadas caras  e, muitas vezes, sem qualquer esclarecimento. Mas isso quer dizer que eu sempre soube? Não. Eu comecei a saber no  momento programado. A forma é que sofreu uma variação,  dadas as condições hostis aqui no Planeta.

Dentro de um ambiente hostil, nem tudo sai como o programado. E comigo também foi assim. Nem tudo saiu como o programado; entretanto, isso foi bom, pois, durante um bom tempo fui preservada de alguns dissabores, os quais, num futuro e já mais amadurecida, serviram para me fortalecer mais o espírito e ter a certeza de que tinha pego a trilha correta, não a mais bonita e a mais fácil, mas a correta.

 Vou relatando, aos poucos, meus aprendizados. Isso não quer dizer que com todos tem que ser do mesmo jeito. Foi comigo. Lembrando que cada um tem sua origem e sua história. Cada um tem suas características pessoais e que cada um tem uma fase a vivenciar  e que comumente chamamos de missão.

Cada um de nós tem motivos para estar aqui, exatamente nesse tempo. Por algum motivo específico e vários motivos em geral.

 Eu sempre tive muitos sonhos,  entretanto, não eram sonhos claros. Eram  informações codificadas que eu recebia e tinha que me esforçar para entender, pelo menos, a mensagem principal do que ficava em minha lembrança ao acordar. Não era fácil, e muitas vezes recorria a ajuda de terceiros,  mas as respostas não satisfaziam  a minha pergunta. Então eu  comecei a aprender a paciência. Nesse sentido, eu aprendi. Eu comecei a perceber que os sonhos eram sempre avisos, mas que eu só compreendia a respeito sobre quem ou sobre o que  os sonhos avisavam  após os acontecimentos se materializarem no meu dia-a-dia.

Meus guardiões sempre se comunicaram comigo usando mensagens codificadas, de forma a somente eu entender o que eles me falavam. No início  eu reclamava muito e brigava até com eles, dizendo para eles falaram em português e de forma clara.  Passaram-se muitos anos para eu entender porque eles  não o faziam. E porque não o fazem ainda. Continuam  se comunicando comigo através de códigos.

Fui criada dentro do catolicismo, admiti o espiritismo pela lógica que apresenta,  mas sou nada por convicção. Meu espírito é livre. Minha mente é livre. Eu sou livre.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sábado, 24 de fevereiro de 2007

Eu sabia que existia

 

Buscando algo que eu sabia que existia e que estava encoberto pela modernidade e religiões,  eu fui caminhando na minha vida, entre tropeços necessários para que eu enxergasse melhor o caminho, para que eu abrisse mais meus olhos espirituais e prestasse mais atenção aos meus guardiões, que leais, sempre estiveram comigo e sempre estarão. Em qualquer lugar que eu esteja.

Eu tinha que aprender. Ainda que muitas vezes eu  tropeçasse = isso para mim era uma seta indicando que eu não estava prestando atenção ao que deveria. E, muitas vezes, retomei os passos em outra direção. Mas era preciso que eu tropeçasse. Entretanto, mesmo minha vida física tropeçando, meu espírito continuava de pé, buscando o que ele sabia que existia, e  a mente, por sua vez, recusava, diante do que apregoa a sociedade.

Descobri o silêncio então. E mais: descobri que ele é o grito mais alto do Universo. E que no silêncio é que ouvimos a voz do Universo. E é no silêncio que encontramos as palavras que queremos falar com o Universo.

Foi o silêncio que me salvou a vida. Que me tirou do marasmo no qual me encontrava, lutando para sair de onde estava, mas sem ter noção de como o fazer. O que minha mente já buscava,  ela encontrou no silêncio.  Foi quando, então, descobri que posso conversar comigo mesma. Ou seja, a minha mente física (do cérebro, do corpo) pode ter as mesmas informações que o espírito tem. É só um se comunicar com o outro e promoverem a união. No mínimo, são dois corpos. Um em matéria orgânica (com substância material) e outro,  mais flluídico, mais leve.

Eu disse, “no mínimo, são dois corpos”. Porque temos mais que dois corpos.

Bom, quando eu descobri o silêncio como melhor forma de comunicação com meu espírito e com o Universo,  a minha vida já estava virando pelo avesso. Nessa época, um amigo espiritual  que esteve comigo, me ajudando a entender, aceitar e mudar. De acordo com a situação. Essa é a especialidade dele: orientar como subir a montanha com disciplina e determinação.

Percebi então que  foi ele, mais uma vez, que me despertou para o silêncio, pois eu precisaria muito dele (silêncio) naquela época e no futuro. Ele é um mestre = sabe das coisas.

Bom, hora de esvaziar a casa, tirar tudo de dentro dela, promover uma limpeza profunda; analisar tudo o que foi tirado e colocar para dentro somente o que é  útil, deixando para trás o que  só é bonito, acumula mais poeira ou que não serve mesmo para nada.  Deixar espaços vazios para que a luz ilumine mais todos os cantos, podermos nos movimentar melhor e menos inutilidades no ambiente.

Não é fácil fazer essa limpeza. Hoje eu sei. Na época sabia também. Hoje eu compreendo porque muitos desistem só de pensar ou depois que começam. É preciso muita força de vontade para se desfazer de tudo e ir se refazendo aos poucos. Para desconstruir tudo o que foi construído no nosso mundo interno e ir construindo aos poucos,  sozinhos com nossos guardiões.

O mau costume que temos é que achamos sempre que alguém irá nos ajudar, nos trazendo a solução  mágica no exato momento em que precisamos, e com isso, vamos deixando essa limpeza sempre para depois.  Se todos soubessem como é bom ter uma casa (mundo interno) um pouco mais limpo!! Se todos soubessem como é bom  deixar reluzindo  o próprio mundo interno,  não deixariam mais para depois a limpeza. Já a começariam no momento em que pensassem sobre o assunto ou lessem em algum livro sobre a reforma interior.

Mas a satisfação das necessidades físicas, as básicas e as supérfluas,  são  as primeiras da lista, e não saem nunca desse primeiro lugar. E assim, a realização do espírito vai sendo deixado para depois, vida após vida.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sábado, 24 de fevereiro de 2007               

 Novas referências

 

Quando os valores inseridos em minha vida começaram a perder o sentido, comecei a perder as referências normais que tinha, e que todos ainda tem. Eu nunca fui seguidora de mestres, nem adepto de nenhuma forma de religião por não acreditar nisso. Então, essa referência não a perdi porque nunca a tive.

Sob a ação dos ventos da limpeza sentia-me, muitas vezes, balançar os galhos tal como um carvalho. Os galhos balançam, mas a raiz está  muito bem fixa na terra. Então, eu pensava “ porque isso está acontecendo comigo?” E era uma situação,  digamos, desastrosa atrás da outra. Eu quase não tinha tempo de respirar entre uma e outra. Isso quando não vinham várias juntas. Família, emprego, amizade, vida social, dinheiro, conforto, diversão, tudo isso se reformulando; tudo foi entrando nos eixos, cada valor de cada vida foi se reajustando. Cada pedra do grande jogo de xadrez colocada no seu devido lugar.

E assim foi durante alguns anos. Adquirindo hábitos mais solitários, entretanto, a solidão da alma, aquela que eu sentia, já não existia mais. Eu não estava sozinha! Eu não era sozinha! Eu tinha amigos, que, mesmo que eu não pudesse tocar com as mãos, podia tocá-los com meu espírito. Falar com eles. Ser ouvida, e mais ainda, ser compreendida. Eu não vivia sozinha! Eles estavam comigo e eram (e são) meus melhores amigos. Aqueles que, acima de qualquer sentimento mesquinho, desejam o que há de melhor para mim, ainda que não seja o melhor que convencionamos entender na sociedade consumista onde vivemos.

 Eu descobri, então, por mim mesma,  na prática,  o que significa ser um espírito encarnado num corpo. E é algo  fantástico. Diria, até,  magnífico. Divino. Mais uma teoria que muitos seguem, e que eu comecei a praticar após ter vivenciado experiências únicas, pessoais e intransferíveis para eu descobrir a verdade dessa frase. Sempre busquei a verdade, e ainda que tenha caminhado sobre espinhos, muitas vezes pedras pontiagudas, ainda que  meus pés sangrassem, e minhas mãos estivessem esfoladas nas tentativas de me apoiar, eu não desistia de procurar a verdade. E não desisti ainda hoje de procurar seus fragmentos espalhados por esse mundo (e pelos outros mundos também).

Descobri que ela não está nos livros. Nem em templos/prédios religiosos. Não está naquele que faz discursos com palavras bonitas. Eu a descobri escondida sob a mentira que  guia a humanidade. Mas ela tem que ser descoberta aos poucos, e a isso dediquei a minha vida.  Tem que ser descoberta aos poucos porque ela pode assustar a primeira vista, ao primeiro contato. Tem que ser descoberta aos pedaços, e então irmos costurando seus retalhos e a compondo em nossa vida.

Quando fazemos isso, mudamos sem mudar.  Começamos a ver sem ver. Ouvir sem ouvir. Andar pelo mundo sem sair do lugar.

Começamos a ser o espírito que vive num corpo. Bingo!! Isso é o máximo que podemos desejar!!! Entender o Rabi da Galiléia quando orientou sobre vivermos no mundo mas não sermos dele, não nos entregarmos ao materialismo sufocante e modernidades que degradam o espírito a cada vida.

E cada vez mais sentindo o espírito mais livre de dogmas e conceitos aprisionadores, continuei em frente no meu caminho solitário.

Não tive conhecido que quisesse me acompanhar. Exigia muito esforço “ largar o que tem”. Mais um ensinamento do Rabi que ninguém nunca quis ou quer praticar.  Todos pensam que ele se referia a abandonar família, casa, emprego e o seguir. Nada disso. Ele se referiu sempre e sempre ao espírito.  Abrir mão das vaidades que  exigem ser satisfeitas a cada momento e cuidar mais do espírito. Abrir mão da promiscuidade e segurar a bandeira da paz.

E lá vamos nós...eu e meus amigos leais: meus guardiões. Sempre juntos.

A verdade formando uma grande colcha com a qual eu me aquecia, e me aqueço  nos dias frios de tormentas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sábado, 24 de fevereiro de 2007

Descobri Deus

 

 Então eu descobri Deus. Não como  hoje, mas comecei a ter uma idéia sobre essa Energia Suprema que por falta de nome  que a identifique,  os homens convencionaram chamar de Deus. Essa idéia, ainda muito vaga diante do que sei atualmente, mas muito mais profunda do que eu já tivera até então é que me fez seguir em frente.

Eu sabia que Deus não era nem é isso que dizem dele. Eu precisava buscar entender o máximo que eu pudesse. Sair do lugar-comum do deus bíblico e dos religiosos. Sair daquela mesmice sobre ele que não me satisfazia, e desde criança já  perguntava e deixava o padre da minha cidadezinha de cabelos em pé. Mas eu precisa entender, eu precisava encontrar as minhas respostas. E as respostas foram chegando. De acordo com a maturidade das perguntas, as respostas foram amadurecendo também e assumindo proporções  infinitas que me faziam sempre ir  mirando a linha do horizonte.

Eu olhava para o céu e sabia que o universo não era apenas o que diziam que era. Sabia que o que meus olhos viam era um porcentual  mínimo do que existia.  Eu sabia que a força que impulsiona todo o universo é muito mais poderosa do que esse deus que apareceu ai na Terra e que ensinou quase tudo errado para todo mundo. Esse deus não é a Energia Suprema que impulsiona o Universo para o progresso com ordem.

Quando eu, na minha juventude, respondia aos religiosos que eu não tinha um senhor,  uns se benziam, e outros diziam que eu estava mal,  e outros se afastavam diante de tanta  “blasfêmia”.  De fato, eu não tenho um senhor.  Eu não sou serva de ninguém. Principalmente desse deus que foi amealhando servos no decorrer dos tempos. Esse deus não é meu senhor. Nunca foi. Nunca será.

Eu vivo na ancoragem dessa Energia Suprema. Apenas isso. Nada mais nada menos.  Essa Energia Suprema é meu Mestre maior. É o meu guia espiritual. É o Exemplo que tenho que seguir se eu quiser ser como ela é.

Quando eu tive uma vaga idéia sobre isso, conforme comentei acima,  já era alguma coisa. Era, na época, o que eu precisava como referencial para manter a virada na minha vida e continuar a limpeza do meu mundo interno. Porque eu queria ver mais. Eu queria saber mais.  E percebi que somente com o mundo interno limpo eu teria olhos para ver. Então, persisti nesse caminho, apesar de tantos obstáculos na minha vida pessoal, o que inclui família, emprego e amizades.

Então eu quis ter um microfone e uma caixa de som para sair falando para as pessoas, livremente,  as minhas descobertas. Quis dizer para todos que Deus é Poderoso meeesmo, e que, sem dúvida nenhuma, todos nós podemos ser melhores a cada dia. Eu estava completa, naquele momento,  eu estava repleta desse amor infinito que Ele sente por todos nós. Eu havia conseguido abrir a porta para esse amor entrar e ficar. Eu havia conseguido arrumar um espaço no meu mundo interno para esse amor se instalar. Depois que eu tirei sentimentos inúteis, tinha muito espaço. E fui tirando mais e mais sentimentos inferiores que impediam que o amor fosse se espalhando em mim. Quanto mais eu me modificava, mais limpo ficava o meu mundo interno, e mais espaço o amor tinha para se expandir.

Não consegui o microfone e a caixa de som. Não consegui falar em praça pública. Mas consegui um computador melhor e descobri a internet. A partir daí comecei a falar nas “praças públicas” como eu  pretendi.  Comecei a participar de chats de texto e sem estar presa a qualquer crença religiosa, eu  conseguia falar de forma neutra, imparcial, sem qualquer conotação de fanatismo nem intenção de converter ninguém, nem defender nenhuma crença como sendo a absoluta. Pelo contrário,  não tocava no assunto.

Entretanto, com esse passo que meu espírito deu,  a minha vida pessoal foi mais atacada. Mais situações desagradáveis e dolorosas surgiram. Só que eu estava muito mais fortalecida e já conseguia identificar a atuação das energias que procuravam me fazer desistir. Isso apenas me fazia continuar firme em meus propósitos.

Quanto mais essas energias do mundo espiritual se sentiam incomodadas comigo, mais elas influenciavam as pessoas ao meu redor para que  obstáculos fossem criados e eu então,começasse a duvidar de Deus, por exemplo.

Eu sempre olhei para todas as pessoas da mesma forma que olho para mim. Não as via capazes de fazer nenhuma crueldade, nenhuma traição de confiança, porque eu  não sou capaz. Esse foi meu engano. Mas eu precisava também aprender sobre isso.  Sempre procurei fazer por qualquer um  o que eu  podia. Nunca fiz mais do que podia. Nunca desejei  dar a carne se eu só tinha o arroz.  Se eu só tinha o arroz, eu o compartilhava. Se eu tinha a carne, eu a compartilhava. É um exemplo de como eu via as pessoas: como a mim mesma. E se eu não tinha nem o arroz, por exemplo,  eu procurava entre os conhecidos quem tinha e quem queria dar esse arroz para aquela outra pessoa que precisava. Isso eu sempre fiz, e foi exatamente fazendo isso que eu  fui  traída diversas vezes, e eu teimava em confiar nas pessoas.  Insistia em  pensar que todos  eram como eu: incapazes de um jesto de crueldade contra quem quer que seja.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sábado, 24 de fevereiro de 2007

                                           O espírito sabia

 

Mas não era assim. Não é assim.  Foi nesse trecho da minha busca pela verdade que eu mais sofri enquanto ser espiritual encarnado. Porque foi quando minha vida pessoal/familiar/profissional ia de mal a pior (era o que eu pensava).  Olhando sob a ótica humana encarnada, tudo de ruim estava acontecendo. Perda financeira. Perda de amigos. Perda de confiança.  Perda de saúde. Mas lá dentro, lá no meu mundinho que eu estava limpando, uma paz reinava. Soberana eu a via em mim e assim me conduzia. Envergando-me sob o açoite das chicotadas de pessoas que  diziam me amar, mas lá dentro, muito calma e confiante na Energia Suprema. Confiante nos meus amigos espirituais. Sabia que aquilo tudo acontecia não era por acaso. Eu precisava aprender. Então que minha mente aprendesse logo!! Porque o espírito já sabia. Tanto sabia que permanecia inalcançável por aquelas mãos sujas que tentavam, a todo custo,  tocá-lo e puxá-lo para a lama. Meu espírito voava mais e mais alto, mesmo que eu  passasse necessidades, e não foram poucas essas situações.

As pessoas do meu cotidiano não entendiam como eu podia estar tão tranqüila com minha vida desabando. Então começaram a colocar etiquetas em mim.  Quer dizer,  tentaram colocar, porque essas etiquetas não se colaram em mim.  Ainda hoje eles tem as etiquetas nas mãos para colá-las em mim. Mas não conseguem. A distância agora é muito grande, porque eu caminhei para a frente, enquanto eles ficaram parados observando a vida alheia, e olhando para o próprio umbigo procurando tirar vantagem em tudo sobre todos. Eu caminhei.

Não me orgulho de olhar para trás e sabê-los lá, onde os encontrei, parados, dançando freneticamente a música da promiscuidade moral e física, rindo-se, zombeteiros,  de todo buscador que por ali passa e segue o caminho, sem ficar parado com eles. Não me orgulho mas também não voltarei.

Voltando ao assunto do microfone.  Não falava em praças do bairro onde moro, mas falava para muitas pessoas que queriam ouvir. Nem todos queriam, claro.

Mas tem um detalhe, que faço questão de ressaltar: Cada palavra digitada tinha como primeiro destinatário eu mesma. Eu não falava para os outros. Eu falava com os outros para mim mesma.  Eu lia atentamente tudo o que a pessoa falava comigo, e tudo o que eu falava com a pessoa. Aprender. Sempre.

Com meu computador  e a internet, fui conhecendo seres humanos. Não fazia questão de conhecer nome de batismo, nem a cor do cabelo. Para mim um ser humano é mais que isso. Da mesma forma me conduzi. Preservava meus dados pessoais porque não fariam a menor diferença. Claro que isso desagradou a muitos,  e inclusive,  foi motivo de uma situação muito torpe criada por um determinado ser humano que viu aí uma fonte para ele alimentar mentiras a meu respeito.  Falarei especificamente sobre esse trecho da minha caminhada numa oportunidade no futuro, se surgir. Assim como relatarei algumas experiências bem dolorosas que me foram necessárias para manter meu espírito de pé e minha fé inabalável na Energia Suprema.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sábado, 24 de fevereiro de 2007

  Quando eu descobri o silêncio

 

Em uma época de minha vida, em que eu mais questionei a mim mesma e a todo o Cosmos,  essa época foi importantíssima para mim, pois que eu buscava o sentido da vida. Os motivos de estarmos vivendo aqui, e não em outro local,  planeta,  algo assim. Porque tinha que ser aqui. Porque era tudo do jeito que é? Essa pergunta eu a fazia, e cada vez mais com uma intensidade maior, e creio que  ultrapassou a nossa galáxia e foi onde ela teria a resposta. Na Constelação de Órion. Meus olhos, por mais que passeassem no céu, caiam sempre nessa Constelação, quando visível  desse lado do Planeta.  Quando ela estava (está) do outro lado, uma sensação de saudade indefinível me envolve.

Aquele amigo sobre o qual falei que sua especialidade é orientar sobre como subir a montanha com persistência e disciplina se fazia presente em minha vida todos os momentos. Ele me acompanhava o tempo todo e sabia tudo o que eu sentia, ouvia minhas conversas com as pessoas. Por ex., ao me ver me perguntar e perguntar aos outros sobre quem  eram os seres conhecidos  por Jesus e por Cristo, ele se acercou de mim e me explicou, em detalhes, contando histórias reais dos dois. Histórias que as tenho comigo ainda hoje e nenhum conhecido meu sequer desconfie que eu saiba delas. Não há necessidade.

Descobri, com o silêncio, a educar e dominar meus sentimentos. Foi um período meio dificil, mas eu consegui. Ter controle sobre os sentimentos é algo que parece impossível, entretanto, é tão fácil como fazer um bolo. Basta querer.

Depois de muito tempo exercitando esse comportamento,  passei para a fase seguinte: educar e dominar os pensamentos. Só pensar no que for útil. Só aceitar pensamentos que sejam bases para a paz. Foram meses e meses e meses de treinamento.

Depois dessa fase, passei para a seguinte: educar e dominar as palavras. Falar somente o que for útil. Ouvir somente o que for aproveitável.  Mas como fazer isso?

Antes, devo explicar que quando  comecei a educar e dominar meus sentimentos,  fui bombardeada, de todos os lados, tanto o físico quanto o espiritual,  com pensamentos nada edificantes. Como se para me mostrar que eu não conseguiria, seres obsessores me rondavam sempre na tentativa de me fazerem desistir. Assim como fazem com todos, sem exceção.  Eles  estão a nossa volta interagindo conosco o tempo todo, e cuidarmos para não sermos influenciados por eles seria muito bom.

O mesmo aconteceu quando eu comecei a educar meus pensamentos, que são consequência dos sentimentos.  Ai, nessa fase, foi pior. Porque situações eram criadas na minha vida pessoal de forma a gerar sentimentos de desconfiança, revolta, mágoas e ressentimentos, entre outros do mesmo naipe,  e assim  contaminar os sentimentos, e, por conseguinte,  os pensamentos. Daí para as palavras e atitudes era um passo.

Entretanto, eu estava envolvida no meu propósito de vida. Vencer. Então,  me policiava, sem estresses, mas me observava mais que antes. Analisava-me. Questionava-me.  Uma situação forjada por alguém em que  eu teria que reagir com raiva, por ex, eu me observava e agia com o silêncio. Não proferia as palavras iradas. Não reagia  com violência.  Comecei a perceber  como me fazia bem não entrar naquela sintonia de raiva. E assim comecei a agir.  Para as provocações de alguém, eu apresentava o meu silêncio. Já tinha aprendido o silêncio mental (dominio dos sentimentos e pensamentos), então era fácil o domínio das palavras.

Palavras que me feriam eu não as proferia mais. Atitudes agressivas que me ferissem eu não as tomava mais. E assim fui me modificando, de forma sutil,  em paz comigo mesmo. Era o que eu buscava. Mas o mundo ao meu redor não queria isso. E quanto mais eu  exercitava o domínio dessas energias inferiores, mais  situações eram criadas para eu voltar atrás nos meus propósitos.

E a vida continuava virada do avesso. A casa interna sendo limpa para depois ser arrumada.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sábado, 24 de fevereiro de 2007

                                    Fazendo do silêncio a realidade

 

 Sentimentos,  pensamentos, palavras ou atitudes que me ferissem eram as mesmas que feriam alguém, por isso disse, anteriormente, que eu  não mais agia assim.  Se eu não queria para mim, não haveria de querer para meu próximo.

Isso desconcertou muitas pessoas. Em circunstâncias em que seria "normal" gritar, lá estava eu  em silêncio;  arrancar os cabelos: lá estava eu em silêncio profundo. Situações em que eu deveria chorar:  silêncio de alma e mente.  Situações em que eu teria que, obrigatoriamente (pelo senso comum), revidar: silêncio de minha parte.

Era preciso aprender para que eu pudesse superar o que viria pela frente, e que meus guardiões sabiam, mas minha mente humana não.

Podemos passar pelos obstáculos gritando ou em silêncio. Chorando ou  não.  Desesperando-se ou mantendo-se em equilíbrio. Cada um escolhe o estilo de vida que quer para si mesmo.

O buscador ao dar os primeiros passos atrai aqueles que não querem que ele dê esses passos, e então fazem de tudo para que ele desista. Isso não é  a Energia Suprema fazendo testes com o buscador. São consequências naturais de quem  tem inveja e não quer que o outro melhore, entre outros motivos. A Energia Suprema não se presta a joguinhos de "testar a fé nele" não.  Essa idéia foi criada para "encobrirem" os obssessores, pois enquanto a pessoa pensa que " foi Deus quem quis assim" os obssessores aumentam o número de gado no seu curral.

Reconhecer quanto o seu próprio sentimento atrai esses seres seria de suma importância para quem busca a verdade e assim saber reconhecer melhor o caminho a trilhar.Não temê-los e confiar na Divina Providência que está sempre atenta e enviando ajuda.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Domingo, 25 de fevereiro de 2007

                                           O que mais me ajudava

 

Quando comecei a aprender a fazer o silêncio dos sentimentos, pensamentos, palavras e atitudes, por orientação de meus guardiões, era óbvio que o objetivo era me auxiliar nos dias futuros.

Os anos que passei em treinamento com relação a isso foram de suma importância para que eu me mantivesse firme em minhas convicções, pois que surgiram muitas pessoas no meu caminho para me fazerem modificar quanto a elas.  Enquanto eu promovia a limpeza em meu mundo interno e  me religava ao meu espírito,  recebendo dele e dos guardiões as informações que eu precisava, eu convivia com provocações dos mais variados tipos no ambiente em que eu vivi.

Quanto mais o ser consciencial que sou se manifestava no corpo que estava encarnado, mais estreito foi se tornando o caminho. O que mais me ajudava a manter a certeza de que eu tinha pego o caminho certo era o sentimento de paz que me envolvia plenamente e a coragem em conviver com situações cruéis criadas por seres humanos que  se diziam meus irmãos, e mais ainda, cristãos, "tementes a Deus", "seguidores da filosofia `tal`, adeptos do avatar `tal`, mas só na teoria, pelo que fui percebendo.

Fui aprendendo com eles a não ser como eles. Teóricos. Mascarados.

Esse amigo espiritual  cuja especialidade é a disciplina e a persistência, sabia que eu teria que subir uma montanha cheia de perigos e armadilhas para chegar onde eu precisava. Com isso, ele era por demais repetitivo, quando eu lhe questionava algum acontecimento, ou cobrava alguma ajuda, ele, quase sempre me repetia " minha irmã, lembre-se sempre: Mente e Deus" e assim tinha passado o ensinamento dele. Eu que tinha que usar minha mente, me religar com meu espírito e buscar em Deus o que eu precisava. Não o que eu queria, mas o que me fosse útil.

Então, já  tendo aprendido um pouco sobre o silêncio, comecei a usá-lo para desenvolver a parte mental física. Precisava conhecer a minha mente para usá-la em benefício de alguém. Mais alguns anos de aprendizado.

Logicamente,  a " casa"  estava sendo arrumada ainda.  Isso não se faz da noite pro dia. É um dia de cada vez. Persistência e disciplina são fundamentais para alcançarmos essa meta  quando nos propomos a ela.

Quando unimos a mente ao espírito, percebemos que somos, no mínimo dois seres acoplados um ao outro.  E um depende do outro, de certa forma, para viver  bem, viver em paz.  Ambos unidos, se comunicando.

Por essa época, minha vida estava mais tumultuada ainda. Então, certa tarde, após chegar do serviço, ao fazer as tarefas domésticas,  minha mente percebeu que tinha mais alguém perto de mim, e que não eram meus guardiões.

Permaneci com as emoções  (e até mesmo as feições) inalteradas. Ouvi com os ouvidos do espírito esse ser falando comigo, textualmente conforme a seguir:

- "Esse é seu Deus".

Numa clara alusão às dificuldades dos últimos anos. Numa referência de que era Deus quem estava fazendo eu passar pelos espinhos, pedras e desertos. O infeliz não sabia que eu jamais pensei isso de Deus,nem quando ainda brincava de bonecas. Nunca concebi Deus  fazendo sacanagem na vida de alguém para vê-lo sofrer.

Digo infeliz, sim, e vou usar muito esse termo para me referir a esses seres obscuros que perturbam o nosso espírito; perturbam o espírito de qualquer um que  permite a sua influência. Vivem às custas das energias/sentimentos de terceiros. São incapazes de trabalharem dentro de si os sentimentos que alimentam. São infelizes. Cruéis também.

Então, sem qualquer alteração no meu emocional, sem sequer me virar para o lado em que o infeliz se colocou com relação a mim, eu o respondi, mentalmente:

- Sim, esse é o meu Deus.

Não me preocupei em explicar,  converter, falar bem de Deus,  esclarecer. Não  é minha função. Até mesmo porque quando ele se aproximou,  minha mente rastreou a energia dele e pegou as informações de quem ele é. É um ser com muita luz e a usa para dominar os mundos nos quais ele decide habitar.  Não era um ser "enganado" nem " iludido" e nem " induzido".  Um ser de luz pode ser de paz ou de guerra: ele opta pelo que deseja para a sua vida. A luz pode dominar ou libertar. Pode guiar ou cegar.

O que ele veio fazer tinha o propósito de implantar,na minha mente, a dúvida a respeito do que eu estava vivendo e também de Deus.  Não encontrou espaço em meu ser, porque não abri  brechas para isso, não me revoltando, não me consumindo em pensamentos de frustração, fracassos, mágoas.  Eu já me conhecia. Não seria qualquer um que me enredaria  para a  mentira.

Após minha resposta mental, ele sumiu de minha percepção e a vida seguiu seu ritmo normal (se é que se pode chamar de normal o que acontecia  na minha vida naquela época).  Não  perguntei nada aos guardiões, nem sobre o ser nem porque  eles deixaram  que ele se aproximasse tanto, que tentasse me envolver na dúvida, etc.  Eu sabia que no momento certo, eles me explicariam. Como de fato, explicaram.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Domingo, 25 de fevereiro de 2007

                      Descubra a mentira e terá descoberto a verdade

Após a experiência relatada acima é que se tornaram reais, para mim, os outros mundos. Existiam, sim. Alias, existem. E interagem conosco a qualquer momento, de acordo com a situação que estejamos vivendo ou sentimentos que estejamos despertando em nós.  Naquele momento em que o ser me disse " esse é o seu deus", se eu tivesse me deixado abater, e começado a pensar em Deus com revolta, por exemplo, ali estaria uma porta aberta a toda influência desses mundos que são paralelos aos nossos.  Mesmo paralelos eles  todos se influenciam uns aos outros.

Passei por essa experiência sem  cultivar qualquer sentimento de exibicionismos. Se eu fui mais forte do que os sentimentos que aquele ser pretendeu  me envolver, e se fui mais forte até mesmo que o próprio ser, devo ao treinamento  intenso e sem descanso recebido. Treinamento esse em que meus guardiões se revezavam de acordo com a especialidade de cada um. Sem meus guardiões me auxiliando por  anos sem conta, talvez eu não tivesse controlado minha mente, e teria me deixado envolver pela sedução dos sentimentos que  me eram jogados, para que me abraçassem e neles eu ficasse envolta.

Graças aos meus amigos espirituais que não me deixavam sozinha nunca, eu adquiri uma confiança neles de tal forma, e então, de fato, eu confiava (e confio) neles as minhas vidas.

Com aprendizados assim,  respaldados na confiança mútua entre eu e meus guardiões, fomos seguindo em frente na minha vida. Foi nessa época que desejei o microfone, conforme os relatos anteriores.

Nesse período eu aprendi que cada um ser humano que está por aqui vê a vida do seu próprio jeito. E a vive de acordo com sua conveniência. Mesmo que para isso tenha que pisar, humilhar, ferir, magoar, enganar, iludir, caluniar, mentir, difamar, roubar, etc etc  Isso me doia a mente e o espírito, pois eu sabia que existiam  seres que não eram assim, que não viviam assim, que não brilhavam sua luz nesses sentimentos. Doia a mente porque a exclusão, tão comumente falada pelo Rabi de Nazaré acontecia comigo também, já naquela época. Doia o espírito porque eu não encontrava no ambiente em que eu vivia nenhum espírito que se afinizava com o meu. Bastava ver a conduta na vida física. Não precisava de mais nada.

Então, comecei outra forma de questionamentos internos e com meus guardiões, os quais sorriam complascentes, como se soubessem que aquele momento chegaria, e que esperaram calmamente o meu avançar para que eles também avançassem em suas orientações.

Então o céu me chamou a atenção mais uma vez, de uma forma mais intensa do que  anos antes. As estrelas estavam tão próximas a mim como a lâmpada de um poste. Eu sabia que tudo estava lá fora, naqueles milhares de pontinhos luminosos que meus olhos viam, e também naqueles que  não viam. Eu sabia que  tinha uma verdade brilhando e piscando em várias cores, tal como são as estrelas. Eu sabia que vida existia em outros lugares. Eu  sabia que Deus era muito mais do que eu tinha descoberto até então, e minha busca se voltou  para aprofundar mais essas perguntas, cavar até encontrar respostas que  satisfaziam cada pergunta interna. Certezas antigas começaram a vir à superfície mental, pedindo que fossem revistas, complementadas e comprovadas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Domingo, 25 de fevereiro de 2007

Eu quero a verdade. Somente ela.

 

Então, a mente começou a assimilar as informações que minha consciência começaram a passar, nesse nível em que eu me encontrava. Muitas informações as fui guardando para o momento apropriado eu as transformar em palavras, ainda que  fossem apenas palavras pensadas, e não, escritas ou faladas.

Pedi para encontrar espíritos que tivessem semelhanças com o meu. Não me importava se estivessem encarnados ou não. Dessa vez eu fui um tanto quanto insistente com meus guardiões sobre isso. Já era a persistência se fazendo mais presente do antes. Então eles me ajudaram. Só que não me explicaram como seria. Mas eu não tenho problemas de relacionamentos com eles, nem eles comigo...rs, (ao contrário das pessoas que  convivem no mesmo ambiente que eu e não aceitam a minha opção de vida, por se presumirem (elas) as únicas corretas e portadoras da verdade) ...então deixei com eles o assunto. Eu sei que eles sabem o melhor momento para tudo.

E assim, começa a minha odisséia na internet, porque  foi  através  dela que   minha mente trouxe para a superfície os ensinamentos que meu espírito tinha, mas a minha mente não. Através da internet assimilei muitos conhecimentos sobre o ser humano. Hoje eu sei que eu  precisei  conhecer centenas de espíritos sem afinidades com o meu, para que eu, depois, conhecesse os que  tem semelhanças. Era necessário conhecer os dois lados, digamos assim. Precisarei disso no futuro.

Foram períodos  quase que insuportáveis de serem vividos. Mas eu precisava deles  para descobrir mais fragmentos da verdade escondida sob a mentira. A verdade está encoberta, vergonhosamente, pela mentira. Descubra a mentira e terá descoberto a verdade. Eu buscava a verdade, e não  me satisfaria com mentiras, por mais belas e confortadoras que fossem.  Por mais macias e aconchegantes,e aparentemente amigas, eu não queria as mentiras. Eu quero a verdade. Somente ela.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Domingo, 25 de  fevereiro de 2007

                   Difícil me expressar num mundo sem expressão

Meus contatos com meus guardiões se estreitaram mais, de uma forma lindamente divina. Ah, antes de continuar, devo dizer que não cultuo a falsa modéstia. Nem tenho por hábito fingir humildade. Não considero ninguém inferior a mim  nem superior. Considero a todos como aquele que sabe menos e o que sabe mais que eu. Reconheço meu lugar, simplesmente, e não levanto meu nariz de forma orgulhosa  ao falar com  irmão menor, nem abaixo a cabeça  e olhos ao falar com irmão maior. Olhar no olho de cada um sempre foi importante para mim.

O  culto aos falsos conceitos me define como prepotente. Eu digo que sou autêntica nas minhas emoções e não as dissimulo. E isso me trouxe muitos dissabores, mais do que eu poderia sequer pensar. Mais uma vez, até mesmo os dissabores me ajudaram a avançar, a crescer interiormente, a manifestar a consciência que sou.

Eu sempre disse que podemos aprender com tudo e com todos. Mas não levam em conta o que eu falo, porque sou nada. Mas vejo muitos ainda se arrastando na beira da estrada sem coragem de ir para o meio dela e seguir para a frente de forma firme e segura.

Bom, nesse estágio de limpeza da "casa" (meu mundo interno),  eu já percebia o quão seria difícil me expressar num mundo sem expressão.  E sempre de peito aberto, sem medo  do que poderiam pensar ou dizer de mim (sempre tem mentirosos, caluniadores e difamadores de plantão, e comigo então, é até de assustar,  às vezes, quem começa me conhecer). Os mentirosos sempre procuram se fazer amigos para que não sejam descobertos em suas mentiras. Eles não sabem que tudo que falam e fazem  é monitorado por quem pode fazer isso.  E então, pensando que  sairão impunes, seguem suas vidas medíocres de caluniadores.

Fui alvo e continuo sendo dessas pessoas. E isso tudo porque sou ninguém aos seus olhos. Ou devo mudar a frase para "  ainda sou alvo dessas pessoas porque sou alguém". A mim não importa o que pensam, embora, devo confessar, que no início de minha busca me feriram muito. Houveram situações forjadas com tal crueldade por pessoas que jamais poderiam ter um comportamento como tiveram, até mesmo porque juraram (creio eu, nas formaturas da faculdade)  defender a justiça, e foram eles os  que levantaram calúnias (das piores possíveis) a meu respeito. Deviam defender a justiça. Deviam ser justos.Deviam ser advogados de uma verdade, e não de uma mentira. Ter sido juízes no tribunal, diante de um processo judicial, e não pegar a verdade e a pintar de mentira e julgá-la, como se fossem alguém para isso. Talvez nunca tenham sabido advogar nem julgar, pela forma mentirosa como agiram comigo. E nem me conheciam pessoalmente. Outros,  nunca falaram comigo via internet, embora vissem a minha participação nos chats onde eu frequentava. O que motiva pessoas a serem tão torpes e vulgares como foram? Prazer em pisar em alguém e vê-lo sangrar até morrer? Se esse foi o objetivo dessas pessoas, devem estar bem tristes, porque continuo com vida e muito em equilíbrio. E eles,estarão assim também? Sinceramente, não tenho o menor interesse em saber, porque  eu sei que cada um  colhe o que planta.

Pessoas que juraram defender a justiça, outras juraram defender a beleza  e o equilíbrio ao se formarem em áreas correspondentes à construção e manutenção e preservação do ambiente, parques e jardins tentaram destruir, com suas próprias mãos e suas próprias palavras a minha vida. Pessoas que são discípulos de avatares e que seguem à risca o que esses avatares ensinam (ou deveriam seguir). Pessoas que dizem ser frequentadores de locais sagrados e que dizem ter lembranças de muitas  de suas vidas passadas. Pessoas que estudam assuntos referentes à espiritualidade e frequentadores de templos de uma certa grande fraternidade branca. Pessoas ligadas à biologia que tripudiam da vida de seu próximo (nesse caso,  o próximo seria a próxima = eu). Pessoas que dizem ser esotéricas e buscando a iluminação. Outras dizem ser profundos conhecedores de "OVIN´s". Todas, sem exceção, se deixaram cair na rede de intrigas criada para me desmoralizar diante de todos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Domingo, 25 de fevereiro de 2007

 

O preço da verdade num mundo de mentiras

 

De imediato não entendi porque aquela avalanche de mentiras quase me soterrou naquele ambiente frio, gélido como o respirar de um vampiro. Acionei tudo o que eu havia aprendido nos anos anteriores para sobreviver à avalanche e me manter intacta. Era o que importava, no momento. Manter-me viva em vida encarnada. Intocável meu espírito, procuravam me tirar a vida física para não incomodar tanto os submundos espirituais, que vivem em orgias das mais variadas formas, e se comprazem em vampirizar e dominar qualquer um. E eu era a bola da vez. Não por ter sentimentos afins aos deles, mas por combatê-los, indiretamente.

Se eu aqui, encarnada, dizia a qualquer um que cruzasse meu caminho que Deus é Poderoso sim... Que vale a pena continuar a purificação do espírito. Que  os problemas existem para todos, mas que o espírito não precisa ficar contaminado com  as doenças morais, por exemplo... Que cada um pode superar um obstáculo, desde que  não entre em desesperança completa... Que não importa o que dizem de nós, mas sim o que nós dizemos de nós, o que somos em pureza de espírito... Coisas assim que eu sempre procurei falar a todos aqueles com quem travei conhecimento, e em algum momento, a oportunidade de assuntos pendia para esse lado =a fé em Deus. Então eu falava (e ainda falo) o que eu sei sem ter lido em livros. Inspirando-me em Sananda (conhecido por Jesus, embora o nome dele tenha sido Emmanuel = essa troca de nomes será comentada por mim, em algum momento).... eu aqui, encarnada, falando isso,  estava incomodando muito os submundos espirituais, inclusive também os mundos obscuros de seguidores de crenças estapafúrdias que  não lhes ensinam o respeito ao próximo, claro.

Foi aí que fiz uma grande descoberta:  essas pessoas, muitas e muitas, frequentadoras desses chats e fóruns de debates não eram o que  escreviam ser. Não sabiam nada do que  divulgavam. Nem sabiam ler as mensagens e conversar sobre elas.Não tinham opinião que não fosse  expressa através dos recursos de "copiar" e " colar" mensagens de supostos grandes mestres de uma certa grande fraternidade branca.

Não gostavam/gostam  de quem aparecia/aparece por lá e não concordava/concorda com elas. Não queriam/querem conversar sobre outros pontos de vista a respeito de um mesmo assunto. Não queriam/querem entender o outro ser humano, compreendê-lo em sua essência. Não queriam/querem nada além de brilharem sob as luzes da ribalta, como iluminados (que não são). Olham-se uns aos outros como inimigos, os quais pretenderiam cada um apagar a luz do outro. Uma luz espiritual não é apagada por ninguém, exceto pelo próprio espírito que a tenha, se ele se conduzir pela obscuridade dos mundos espirituais. Mas isso também não querem ouvir, posto que se presumem iluminadíssimos. Podem até viver iluminados sim, (mas não são iluminados por si só) mas sob a luz de alguém que verdadeiramente a tenha, até o momento em que esse alguém percebe que está sendo roubado e levanta seus escudos de proteção.

E foi justamente nesse ambiente que meus guardiões me colocaram para que  alguns revelassem a própria face, deixassem cair suas máscaras. Afinal, quem é ou diz ser espiritualizado, no mínimo deve calar a boca a toda mentira. Não o fizeram. Pelo contrário,  a aumentaram e a alimentaram sordidamente até que lhes fora dito sobre os riscos de um processo judicial. Então, todos se recolheram como ratos num navio afundando. Quando surgir a oportunidade, relatarei mais detalhadamente esse acontecimento.

Meus guardiões sabiam o que faziam. E meu espírito também. Era preciso eu passar alguns anos nesses ambientes contaminados pela luxúria, prepotência,  promiscuidades, enfim, de todas as formas, para que eu  conhecesse e os reconhecesse no meu futuro quando eu precisar.

Eu havia pedido, e insisti no pedido, para eu conhecer algum espírito, um só, pelo menos, que tivesse semelhanças com o meu. E meus guardiões me encaminharam para um ambiente altamente pernicioso para que eu identificasse, ali, o comportamento e o sentimento de quem não se afiniza com meu espírito. Para que eu identificasse ali situações de diferenças de sentimentos (do espírito de cada um) e aprendesse então, a identificar,  posteriormente, os que teriam afinidades com o meu, que sempre objetivou por uma vida justa e solidária.

E, nesse período todo, eu só me assumi. Uma consciência que está encarnada agora e que conversa com seus guardiões, além de conversar com outros amigos espirituais de outros mundos.

Terá sido  a inveja que tenha motivado tanta raiva nessas pessoas? Terá sido sua própria incompetência em administrar sua vida encarnada e sua vida espiritual que tenha gerado tanta ira contra mim, por eu  ter conseguido? Não me importa. Importa o que aprendi nesse meio promíscuo, onde até tem pessoas que buscam de fato o esclarecimento, mas que não querem abrir os olhos para enxergá-los. Mas não tem crueldade em seu espírito. Esses ainda tem alguma oportunidade daqui para a frente. Somente esses.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Domingo, 25 de fevereiro de 2007

A busca continua

 

A busca continua. A casa continua a ser limpa. Apesar de muitos fragmentos terem surgido,  a colcha que eu estava costurando com  os pedaços ainda estava incompleta. Eu sabia que precisava continuar caminhando. Somente assim eu conseguiria chegar onde era preciso.

Um ensinamento sobre o qual eu tinha ouvido falar, eu  o vivenciei  na época  da avalanche de mentiras, conforme comentei  de forma superficial, anteriormente. O sábio se cala diante do tolo. Nessa época eu o coloquei como prioridade e me calei. Não por ser sábia, mas porque essa era minha meta. Se eu tinha metas, e  pretendia alcançá-las, então era preciso praticar os ensinamentos. A cada pá de lama que  aquelas pessoas jogavam/jogam sobre minha vida, eu respondia/respondo com o silêncio.

A dor foi desumana. Se suportei tudo em silêncio foi pelos anos anteriores de treinamentos duros, sem descanso, que meus guardiões me proporcionaram. Não é fácil, afinal de contas,  ver pessoas que eu recebi dentro de minha casa, convivendo com meus familiares por longos dias, se prestarem a um jogo sórdido como esse: mentirem absurdamente sobre minha vida, ainda estando dentro da minha casa, comendo comigo na mesa e dizendo que eram amigos.

Quem tem amigos assim, não precisa de inimigos. Eu ouvi muito essa frase, e eis que ela começa a fazer sentido para mim.

Por mais que eu tivesse recebido treinamento para suportar aquela situação, porque era necessário que acontecesse, por mais que eu tivesse me mantido no Caminho do Meio... por mais que eu visse que além de meus guardiões, agora, então, tinha muito mais seres acompanhando o desenrolar da história e o comportamento de cada um dos que se enredaram na rede dessa intriga.... por mais que eu me lembrasse do sofrimento de Sananda e sua Amantíssima Mãe e procurasse então ter mais força para suportar tudo e poupar meus familiares queridos e amados de tanta dor e sofrimento ao saber do que estava acontecendo.... por mais companhia espiritual que eu tive naquele período para ser confortada, agasalhada pelo amor que esses seres são, receber energias de força, humildade, coragem, paciência, calma, entre tantas outras energias que esses seres nos envolvem... por mais que eu soubesse que tudo aquilo era necessário para que essas pessoas fossem desmascaradas por si mesmos, por suas próprias condutas e palavras e por iniciativa própria (o que demonstrava a crueldade que embasava suas vidas encarnadas também)... bom, por mais isso tudo que falei e mais muitas outras coisas, eu ainda assim,  senti profundamente a dor que a mentira dessas pessoas me causou.

Eu sempre disse e me repetirei: enquanto humanos estamos sujeitos a muita coisa sim. Independente da nossa força, não passaremos incólumes pela vida,  sempre por caminhos floridos, assobiando felizes com as mãos nos bolsos, saltitando ao som da música que assobiamos. Enquanto humanos teremos também as emoções humanas em nós.

Por isso, no momento supremo de minha dor, em que eu então me perguntava o porque daquelas pessoas se comportarem daquela forma e não conseguir entender seus sentimentos mesquinhos, uma vez que eu não tenho esses sentimentos, me era difícil aceitá-los. Mais difícil ainda era ver as pessoas que frequentavam minha casa se afogando nesses sentimentos e direcionando-os a mim.... Então,  no momento supremo de minha dor, em que eu  quase sangrava pelos poros,  ajoelhei-me e olhando para o céu, clamei pela justiça. Que ela se fizesse na vida de quem quer que fosse. Mas que se fizesse presente.  Não pedi a Deus  uma borracha para apagar tudo aquilo, mas pedi um  pincel melhor  e  bisnagas com novas tintas para eu repintar o quadro da minha vida. Eu pedi força e coragem para superar aquilo tudo do jeito estava superando, mas que quanto mais forte eu fosse mais rápido aquilo tudo passaria, e depois ficaria somente a cicatriz. Como ficou de fato.  A força e a coragem extras que pedi vieram  através de amigos leais e sinceros, que superaram comigo toda a difamação.

 A esses amigos desejo tudo o que há de mais belo, puro e real em suas vidas.

A esses amigos, minha eterna e infinita gratidão pelo apoio incondicional ao ser que sou. Sabem que podem contar comigo a qualquer hora, em qualquer tempo-espaço!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

 

A ajuda  de Deus sempre vem

 

Sim.  Amigos espirituais e amigos encarnados também.  Deus é bom demais e me enviou toda a ajuda que eu precisa através desses amigos.

Foram  aproximadamente dois anos, ou mais, vivendo sob o bombardeio constante dos fofoqueiros de plantão, que a cada dia, inventavam uma situação nova  sobre minha vida. Vampiros que vivem às expensas de energias desse padrão similar ao deles.

Na primeira rodada da campanha de difamação que os seres infelizes, trévicos, desencarnados  e encarnados,  criaram para mim,  confesso que não entendi nada do que estava acontecendo. E me perguntei muitas vezes "o que eu fiz para essas pessoas?"

Uma pessoa que deveria ser muito responsável diante da profissão que diz ter freqüentou o mesmo canal do chat que eu freqüentava por uns dois anos até conseguir descobrir meus dados pessoais. Ele  se acercava das pessoas que aparentemente sabiam algo de minha vida e então, dissimuladamente, se fazendo passar por grande amigo meu,  as fazia falar meus dados. Vale dizer que nunca mantive conversa nem em público nem em private no chat, com essa referida pessoa. E esses amigos que faziam isso, que repassaram informações pessoais a respeito da minha vida também  me desrespeitaram sobremaneira, pois que sabiam que
eu gosto de privacidade. 

Essa pessoa, mais exatamente, um homem já de idade avançada, então, com as informações sobre minhas características físicas, pessoais,  familiares e profissionais montou  uma imagem minha e começou a dizer que  havia tido contato intimo comigo, que havia me conhecido pessoalmente, ( que sempre foi uma deslavada mentira como as outras que ele criou)  descrevendo minha aparência física e até meu nome de batismo. Mas ele não sabe que muitas informações estavam erradas, e quem sabia meu nome de batismo correto começou a questionar e a divulgar que ele mentia. Não adiantou muito, mas ainda assim agradeço a esses que procuraram ir em minha defesa. Esse homem ainda hoje,  tem fama no chat de conquistador, de playboy, conquistada graças a suas mentiras. Imagino quantas mulheres não tiveram seu nome na boca desses infelizes pela mentira deles. E eu me perguntando cada vez mais "o que eu fiz para essas pessoas se comportarem assim?" Na verdade, a pergunta teria sido melhor se fosse "o que eu não fiz para essas pessoas?"  Porque foi o fato de eu  me recusar a ser como queriam que eu fosse, e também devido ao fato de eu não ter tido qualquer relacionamento que ultrapasse cumprimentos de chegada e de saída. Isso feriu muito a essas pessoas. E portadores de sentimentos  pequenos,  ficaram com raiva de mim  por não terem me conseguido modificar sob o molde deles. Mas não tem nada não. O que eles plantaram, colherão. Sempre foi assim.

Depois veio outra rodada da campanha da difamação.  Os seres trévicos sempre tentam obstruir nossos passos e usam das artimanhas mais vis que se possa conceber para alcançarem seus objetivos. Mas eu era tão ou mais teimosa (ou seria persistente???) que eles.

Lembro-me agora de Einstein e uma parte de sua  história de vida. Bom...continuemos...

Nessa segunda fase da campanha que promoveram contra mim,   eu estava muito  muito muito doente. Como sou muito reservada quanto a minha vida pessoal,  comentei o caso somente com duas pessoas, assim mesmo, depois que comecei a me restabelecer. Mas mesmo muito doente,  estive presente no chat, dizendo a todos que podemos superar nossas dificuldades, como eu sempre disse. E eu dizia e digo porque eu acredito nisso. E eu acredito nisso porque eu vivenciei essas experiências para aprender isso. O esforço que eu fazia  para ser mais forte que a dor de um  simples headset   que eu usava no chat de voz era doloroso, mas nunca apelei para a auto-piedade. Enquanto eu tivesse voz eu estaria ali, dizendo para quem entrava no canal, que vale a pena a reforma interior buscando Deus acima de tudo e de todos.  Eu não ficava com peninha de mim nem pensava "tadinha de mim". Se eu fizesse isso,  eu não teria conseguido superar nem a doença nem os sentimentos que  estavam por trás. Eu teria aberto a porta da auto-piedade  e teria muito mais difícil cada dia doente.

E eu,  com minha saúde em estado grave, vendo as pessoas que se diziam amigas e interessadas em fazer a reforma interior,  conjeturando, especulando e espalhando tudo o que aquele homem, citado acima, inventava. Pessoas que diziam que me amavam, diziam ser minhas amigas. Imagine isso! Pessoas de um fórum de discussão já tinham  se  perdido nos caminhos da inferioridade de sentimentos  e presos a esses sentimentos,  fizeram da mentira e intrigas  sobre mim o prato com o qual se alimentaram por muito tempo, e devem ainda se alimentar hoje. Mentirosos se alimentam de mentiras. Como eu não reagia, não fazia escândalos, não tirava satisfações nem procurava desmentir esse homem,  muitas pessoas começaram a achar que eu estava estranha e que eu mentia. Queriam, de todo jeito, me verem arrancando os cabelos e baixando meu nível emocional  me defendendo das acusações torpes que me faziam.

 Eu apenas comentei, vez ou outra, que quem me conhece sabe  que era mentira. E isso era muito importante.

Deixei todo mundo ficando na vontade disso: me ver arrancando os cabelos desesperada e em depressão. Porque eu estava bem longe dessa reação de alimentar escândalos, bem como baixar meu padrão de energia.

Até hoje não revidei o que esse homem fez. Não preciso. Ele terá o que fez por merecer. Eu acredito na Justiça de Deus mais do que podem pensar. Aprendi muito nessa época também. Aprendi com a situação e com as pessoas.

Depois vieram as outras rodadas da campanha contra mim. Tudo orquestrado por seres infelizes e obscuros desencarnados aliados aos encarnados. Dessa vez foi como comentei no texto anterior, num fórum de discussão de iluminados.  Se não tivesse sido trágico, teria sido rizível, no mínimo.

Nunca soube "iluminados" caluniarem, e de forma tão torpe, tão mesquinha. Nunca soube de iluminados que  comem na mesma mesa e  tenta enlamear a vida de quem lhes acolhe. Nunca soube de iluminados que  "ouvem dizer"  e  se deixam levar por esse " ouvi dizer". Nunca soube de iluminados  que caluniam,  fazem intrigas, difamam,  julgam e condenam.

Só se forem iluminados, sim,  aí eu concordo, pela inveja, ciúme,  prepotência,  orgulho,  soberba, obscuridade mental e espiritual.

Iluminados por Deus, pela Energia Suprema? Impossível.

Em momento algum senti vergonha do que acontecia, porque eu tenho minha consciência tranqüila e sei que tudo aquilo que foi criado e falado sobre minha vida é uma torpe mentira. Continuo caminhando de cabeça erguida olhando para a frente, para o Alto, para Deus.

Por essa época, eu sabia que além de meus guardiões,  outros seres semelhantes a eles estavam por perto, observando tudo e todos diante do que tinha sido tramado. Quanto mais dor as pessoas que me rodeavam  causavam, mais minha consciência se assumia no corpo físico e mais conhecimento era trazido à superfície da minha mente.

Não faço apologia ao sofrimento. Bom seria se todos nós despertássemos os conhecimentos sem precisar passar por tantos dissabores na vida. Mas cada um tem seus motivos, e hoje eu sei porque  as coisas aconteceram  comigo dessa forma.

Era preciso eu aprender muita coisa em pouco tempo diante dos tempos futuros. Era preciso eu  conhecer as mais variadas situações em que o ser humano se revela tal como é para não me envolver em emoções que aprisionam o espírito tal como a pena e a auto-piedade. Era preciso identificar essas situações e criar uma defesa. Nada melhor então do que  aprender na prática.

Se não aprendemos com a oportunidade que se nos surge, não nos fortalecemos. E, mesmo assim,  um dia, lá na frente, em outro trecho da nossa caminhada, a situação se nos apresenta novamente, pois ela precisa ser exercitada para o nosso próprio bem,  nosso próprio crescimento espiritual. Então que não refutemos as oportunidades e procuremos fazer o exercício e tirar uma nota aceitável, pelo menos, para não  vivermos a vida repetindo esse exercício e sempre tirando nota aquém do necessário.

E a limpeza da  "casa" (meu mundo interno) seguia a pleno vapor. Como eu disse: isso não se faz da noite para o dia. É preciso persistência. Disciplina. Auto-observação. Paciência. Humildade. Coragem. Discernimento.

Quanto mais eu me desprendia dos sentimentos inferiores,  grandes transformações aconteciam para o meu espírito. E mais em equilíbrio ele se encontrava.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Despertamento consciencial

 

Meus guardiões não me dão o peixe frito. Nunca me deram. Sempre me auxiliaram no preparo do anzol, na escolha do caminho que leva ao rio, e na escolha do melhor trecho do rio no momento. Mas nunca pescaram para mim. 

Eu sabia que as explicações sobre o relatado anteriormente me seriam dadas no momento em que eu estivesse pronta. Sempre foi assim entre eu e eles. Confiança mútua.

Quanto às participações nos chats e fóruns e sempre havia dito que ninguém me faria parar de falar do amor de Deus por todos nós. E que ninguém me faria desistir.  Deus era ( é)  meu  Exemplo - que eu deveria seguir, e que seria ele a me dizer quando fosse a hora de parar. E ele o fez no momento exato em que eu precisava mesmo de um descanso. Foram anos e anos plantando sementes de confiança, auto-confiança, solidariedade, humildade,  perseverança,  e muito mais sementes, tanto no jardim da minha vida quanto na de quem permitia.

Era momento de eu me assumir enquanto consciência encarnada num corpo, de uma vez por todas,  tomar posse das informações que fui assimilando no decorrer dos anos de treinamento (digamos treinamento) e as que  meu espírito foi passando para a minha mente.

Era momento  de me ajustar com o Cosmos e recobrar minha identidade.

Foi aí, então, que eu  pude perceber que eu havia conseguido costurar vários pedacinhos de retalhos da grande colcha da Verdade. Nem por isso eu parei. Nem por isso meus guardiões me deixaram parar. Pelo contrário, quanto mais se aprende na escola da vida mais aulas precisamos assistir para irmos nos aperfeiçoando.

Hoje,  fazendo uma retrospectiva de tudo, em detalhes, me decidi por contar um pouco. O que escrevi aqui foi um prólogo, para explicar um pouco sobre um início que não teria fim: o meu despertamento consciencial.

Farei uma pausa por um tempo, e quando for o momento, volto para  relatar o que ainda não relatei.

Obrigada a você pela atenção até aqui. Espero ter sido útil em alguma coisa, uma palavra que seja. Espero também que os meus relatos futuros  encontrem a mesma compreensão que esses, de agora, encontraram. E que também possam lhe ser úteis.

Que nossos espíritos possam voar cada vez mais alto. Rumo à Energia Suprema que impulsiona o universo no

Amor

Fraternidade

Luz

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                                                                                                                                                         

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Homenagem especial

Porquea Guerra? (Einstein conversa com Freud)

A estrada da Paz

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                                 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                                                                                                                               

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                              

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                                                                                                                                           

 

 

 

 

Indicações:

Espaço dos sonhos

www.nardeliofernandesluz.com

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

     

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                       

 

 

 

                      

      

 

 

 

 

 

 

 

 

                

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

   

                                                                                                     

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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