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Textos de Palimira Guanais - Academia Caetiteense e Letras - Caetité - Bahia - 2003 - Todos os direitos pertencem à Autora. |
HOMENAGEM ÀS MÃES PELO SEU DIA |
Bendita sejas tu, Mãe Divina, que geraste no teu ventre o Cristo, que veio para redimir a humanidade. Bendita sejas tu, minha mãe, que me trouxeste ao mundo para desfrutar o prazer da vida e o direito de gerar outras vidas. Bendita sejas tu, mãe simples, sem recursos, que tira o alimento da boca para satisfazer a criança que chora ao teu lado... Bendita sejas tu, mãe do campo, simples, despretensiosa, que tira do amanho da terra o alimento para o teu pequenino filho... Bendita sejas tu, mãe lavadeira, que carrega a roupa na cabeça e o filhinho ao colo, procurando o sustento para o teu pequeno... Bendita sejas tu, mãe doméstica, no labor do dia a dia, acompanhando o desenvolvimento do filho, cantando bonitas canções, falando, gritando, ensinando-lhe as lições da vida... Bendita sejas tu, mãe executiva, que mesmo distante do filho não o tira do pensamento, pedindo a Deus que faça dele um grande homem... Bendita sejas tu, mãe doutora, mãe enfermeira, que cuidando das dores dos outros, entregas teu filho a mãos estranhas, para que elas amenizem as suas dores e enxuguem suas lágrimas... Bendita sejas tu, mãe costureira, que no embalo da máquina entoas bonitas canções de acalanto para o teu filho dormir... Bendita sejas tu, mãe índia, no teu primitivismo, cuidando do teu pequenino ser, com medo de que os homens brancos te roubem o que tens de mais sagrado... Bendita sejas tu, mãe da favela, sempre apreensiva, com receio de que apaguem o teu menino numa noite de tiroteio... Bendita sejas tu, mãe do menino de rua, que não tem o pão, nem a roupa para agasalhar o teu pequenino... Bendita sejas tu, mãe solteira, que só no mundo, luta contra o preconceito, pelo sustento e pela afirmação do teu pequenino ser... Bendita sejas tu, mãe viúva, que não conta com a força do pai para criar o teu filho, mas, mesmo assim, empenhas em fazê-lo um homem de bem... Bendita sejas tu, mãe professora, que te desdobras para mãe de centenas de crianças, orientando-as na vida e tentando formar cidadãos capazes de transformar o mundo... Bendita sejas tu, mãe do presidiário, visitando o filho na prisão, levando-lhe uma palavra de conforto e um olhar de perdão... Bendita sejas tu, mãe adotiva, que sem teres gerado um filho, te empenhas em ser mãe verdadeira do ente querido, que está ao teu lado... Bendita sejas tu, mãe do deficiente, sempre solícita ao seu lado, sempre te desdobrando para suprir-lhe as faltas e torná-lo feliz... Bendita sejas tu, mãe de todas as raças e de todas as crenças, ciente dos teus deveres e que a maternidade investe de forças, às vezes sobre-humanas, para defender o ser que trouxeste ao mundo - o filho bem amado. Bendita sejas tu, mãe forte, serena, sempre segurando o barco, sempre presente. Neste momento, uma salva de palmas para as mães presentes e para as que aqui não se encontram; uma prece e uma saudade para aquelas que já se foram. |
(homenagem proferida em maio de 2000, no Clube da Amizade de Caetité) |