

A razão me salta aos olhos e me diz
que não é preciso sentir.
Aquilo que sinto só me faz sofrer.
Então fecho a porta do passado
e esqueço tudo aquilo que fui.

Renasço
agora das minhas próprias cinzas,
vivendo com a intensidade de quem acabou
de nascer
de cada partícula dos meus sonhos.
Brinco de viver a cada segundo,
e sinto que já reaprendi a olhar para
frente.
É quando o vento bate frio e seco,
cegando meus olhos,
jogando as lembranças na noite fria
da minha solidão.

Fecho-me
em mim.
Não quero lembrar que sofri,
a ferida ainda está aberta e sangrando,
purgando a minha mágoa.
Lanço-me na velocidade dos dias,
não posso parar,
nem olhar para trás.
Só quero viver, viver e viver...
Sem perceber que quem vive em mim
já não sou eu.
Fernanda
Kato
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