

Sou
humanamente
trágica,
coberta
de
falhas
e
por
vezes
cai
a
máscara
de
minhas
sublimes
virtudes,
e
com
que
fantasia
vou
representar
de
novo
a
dama
fatal
do
desejo
se
toda
vez
que
eu
ensaio
desaba
o
cenário
e
eu
me
enrolo
nos
panos
junto
com
a
minha
fantasia...

Mas
humanamente
cheia
de
riscos,
levanto
tudo
de
novo
e
invisto
tapando
buracos,
visitando
hospícios,
acreditando
em
promessas,
sufocando
meu
grito,
lamentando
um
amor
que
poderia
dar
certo,
engolindo
de
volta
a
cria
que
eu
queria
ter
dado,
sorrindo
toda
a
minha
mágoa
por
haver
me
enganado,
tecendo
teias
infindáveis
de
cumplicidade
e
carinho...
Mas
quando
retorno
não
há
nenhum
retorno,
era
só
a
minha
ilusão
querendo
tudo
de
novo...

Fernanda

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