Super Vicki


Para melhor visualização deste site, faça o seguinte: na área de trabalho, aperte o botão direito do mouse e clique em PROPRIEDADES para acessar a parte de PROPRIEDADES DE VÍDEO; em seguida clique em CONFIGURAÇÕES onde você encontrará embaixo a opção RESOLUÇÃO DA TELA onde você colocará para MAIS (1024 por 768 pixels). Na barra de ferramentas do Internet Explorer, clique em EXIBIR. Vá em TAMANHO DO TEXTO e clique em MÉDIO.

Última modificação: 26 março, 2009

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                        

 

  

A MENINA POR TRÁS DE V.I.C.I.

 

 

Encantadora e adorável, mas uma estraga-prazeres para a concorrência, Tiffany Brissette foi a garota escolhida para o difícil papel de incorporar uma menina robô no seriado Small Wonder (Super Vicki). Tal papel lhe foi confiado devido à equipe de funcionários e roteiristas quer confiaram em seu talento precoce.

Sendo a primeira a chegar ao set de filmagem a fim de que seus cabelos (muito cheios) pudessem receber tratamento adequado para encarnar a menina robô e também devido à arrumação dos trajes, Tiffany (Vicki) era, nos bastidores, uma criança muito educada, alegre, espirituosa, mas, ao mesmo tempo, reservada. Diferente de Dick Christie (Ted Lawson) que era um pouco descuidado e muito brincalhão, ou Marla Pennington (Joan Lawson) que era um tanto introspectiva e meio desligada, ou Jerry Supiran (Jamie Lawson) que era endiabrado, ou Emily Schulman (Harriet Brindle) que era super agitada, Tiffany refletia a discrição, quietude e seriedade dos produtores. Como se estivesse em constanteScript reading aprendizado, Tiffany era perfeccionista, bastante cordial e recíproca com o carinho das pessoas tão bem quanto lê o script, mas não gostava quando acabava se enrolando em alguma cena e, às vezes, ficava visivelmente irritada quando alguém fazia uma cena em tom de brincadeira, tendo que repetir tudo de novo. Seu interesse era até compreensível no contexto de que Super Vicki era o "seu programa", mesmo que ironicamente a participação de sua personagem fosse pequena em comparação ao restante dos personagens principais.

Ela era consciente de sua pequenez em se tratando de estágios e escolas de teatro, então, um ano antes de começar o espetáculo, ela se viu forçada a amadurecer além de seus anos de modo a não figurar "como uma pequena criança". Isto não era uma questão Tiffany as herself on the Small
Wonder setde vaidade, especialmente em Hollywood onde não se poderia imaginar, por exemplo, os produtores no teste de atores de Beverly Hills 90210 (no Brasil, Barrados no Baile) falando na escalação de Super Vicki "Você é perfeito, mas nós não podemos ter nossos atores se comportando como crianças do primário". Horas extras de trabalho, fama, e algumas vezes recepções não muito amigáveis feitas por colegas da escola, ciumentos devido ao sucesso da garota, fizeram de Tiffany uma menina mais cautelosa e retraída, principalmente na última temporada, mas felizmente não muito defensiva. Por fim, seu jeito imaturo acabou sendo moldado rapidamente e essa precocidade acabou destacando Tiffany dos demais atores mirins da época e a ajudou a despertar confiança na hora de ser contratado por empresas publicitárias, contribuindo para seu rápido sucesso em comerciais.

É bastante provável que toda menina que fosse ser escolhida para interpretar Vicki Lawson teria que ter um pouco da personalidade de Tiffany Brissete pois o papel da menina robô era algo inédito na TV e considerado difícil de se fazer. Não se pode imaginar, por exemplo, as atrizes principais dos seriados Blossom, Punky Brewster ou mesmo Moesha se fazendo de coadjuvante e servindo de suporte para os outros personagens (daria muita briga), mas Tiffany Brissette se prestou a esse papel sem reclamar. A frustração de apenas servir de suporte deve ter pesado e muito na carreira de Tiffany após o seriado Super Vicki, embora isso nunca a tenha frustrado (jamais sequer discutiu com alguém sobre alguma possível insatisfação, ao contrário do que alguns fazem), embora ninguém a culpasse se assim o fizesse. Poucas garotas ingênuas e provavelmente nenhum ator mirim veterano teria aceitado, muito menos suportado, o papel inédito e difícil sem reclamar, já que alguns atores da mesma categoria estavam atrás de trabalhos merecedores de prêmios. A mãe de Tiffany era uma mulher super devotada ao trabalho da filha e bastante animada também. As pessoas logo viram de onde Tiffany tinha herdado seu humor, cortesia e força.

Além de possuir um caráter luminoso, Tiffany era muito inteligente no senso técnico de compreensão e aceitação dos limites que existem por trás do papel de robô e curiosamente ela acabou se tornando autodidata em assuntos relacionados à robótica e computadores em geral. Uma situação memorável em que ela, durante um show beneficente de nome Putting on the Kids onde, de improviso, Brissette encarnou a personagem Vicki e fez, de forma bem séria, uma observação técnica sobre computadores. Isso foi um tanto assombroso e mostrou o tipo de pessoa que ela era, especialmente quando havia pessoas do meio artístico que eram semelhantes a ela: "Eu nunca pude brincar com isso!" disse uma vez. Tiffany também zombava de si mesma quando interpretava Vanessa Lawson ("irmã" gêmea má de Vicki), quando ela imitava, de forma irônica, o jeito de Vicki se comportar nos episódios ""The Bad Seedling" and "Hooray for Hollyweird."

Para a maior parte dos roteiristas, em especial os do tipo independente, havia um consenso de que o papel de Vicki era bastante limitado para Tiffany e eles sempre procuravam colocar cada vez mais linhas de fala e tentavam adaptar tudo dentro das restrições impostas por Howard Leeds (o criador do seriado) e do formato juvenil do espetáculo. Uma solução foi Vanessa Lawson, entretanto Tiffany e o elenco em geral não foram informados sobre o intento de se adicionar o grande (mas futuramente frustrado) papel da arrogante Vanessa e, em especial, sobre algumas idéias que circulavam fora do show. Até mesmo a confiante Tiffany saltaria e cairia de joelhos jurando ter ela captado ventos de maturidade nos scripts com Vicki no formato de Vanessa que regularmente lançou Leeds (o "pai" do seriado) para fora da cesta, mas os roteiristas brincam uns com os outros, até mesmo sobre conceitos fascinantes. Há um debate, comumente rotulado de "Sabores de Tiffany", no qual a mítica 5ª Temporada iria sugerir que Ted Lawson criaria várias encarnações de Vicki e as dispersaria para amigos ao redor do mundo como forma de teste - versão Beta. Você teria uma Vicki japonesa, alemã, indiana, argentina, queniana e assim por diante... Todas sendo feitas por Tiffany Brissette e que seriam mostradas em cenas curtas, mas engraçadas. Imagine os episódios "I Dream of Vicki" (paródia do seriado Jeanne é um Gênio) e "Geisha Vicki" lado-a-lado, onde Vicki interpreta uma árabe e uma japonesa respectivamente, e você teria uma idéia de como seria isso. Teria sido caro em termos de sets de filmagem e guarda-roupa e também seria bastante penoso para Tiffany o uso de maquiagem que seria bastante exagerado, principalmente para as personagens africana e indiana, mas isso faria do seriado um completo show de variedades e seria divertido ver Tiffany agir de tantas maneiras, entretanto sou a favor de que, se ao invés de Vicki, Vanessa fosse utilizada, isso proporcionaria à Brissette um aprendizado maior sobre relações humanas e aumentaria ainda mais sua naturalidade na interpretação de papéis.

Havia muita maturidade sociológica, filosófica e até mesmo conceitos de teologia que nunca haviam sido notados em Super Vicki ou em qualquer outro espetáculo. A raridade de se ter um TV Show estrelado por um robô (inusitado talvez em todos os conceitos de televisão) atesta essa singularidade e dificuldade, o que naturalmente torna a possibilidade de um "revival" bastante viável. Basta que haja atores, interesse e, de preferência, Howard Leeds para dirigir, da mesma forma que fez com projetos semelhantes, como no caso de seriado Different Strokes. Naturalmente, se a idéia de um revival do seriado Super Vicki fosse estivesse sendo projetado, haveria também a seguinte questão: Tiffany Brissette seria escalada mais uma vez como Vicki ou até mesmo estaria disposta a fazê-lo?

O vendaval de popularidade em que os atores mirins são submergidos é um ambiente difícil de se imaginar para aqueles que estão do lado de fora. Durante as produções e até mesmo nas férias, as estrelas são obrigadas a se fazer presente em vários lugares, de Telethons (Shows beneficentes) e hospitais a Shoppings e Parques de diversões. A esmagadora adoração das pessoas em gritar visando estar próximas ao seu ídolo, pegar na mão e pedir um autógrafo, para um artista, significa uma precipitada emoção em saber que você é reconhecido e desejado, habitando tantos corações. Mas quando o seriado termina, o choque e a perda de posição é, para a criança, como um peru que acabou esfriando. Até mesmo o oferecimento de papéis de 5ª categoria em uma nova série raramente infla o antigo amor próprio. Alguns atores infantis tentam se afundar em impróprios papéis adolescentes (A fé de Tiffany e amor próprio teria evitado ofertas de trabalho do tipo Long Island Lolita) e alguns nunca conseguem fazer nada além disso, e a maioria nunca consegue consegue se desvencilhar do fantasma de ator mirim e jamais consegue ser escalado para papéis maduros. A produção de Super Vicki cobriu por baixo uma nuvem de atordoantes e amargos sentimentos relacionados a vários fatores internos e conflitos, tanto de ordem pessoal quanto criativa, de maneira que várias coisas teriam que mudar para que um revivel de Small Wonder (Super Vicki) fosse algo próspero. Lembre-se: A maioria dos atores sempre estão à procura de trabalho, mas a qualidade da oferta é que acaba despertando o interesse deles. Acredita-se que, se formar, de maneira impessoal, uma equipe de roteiristas e consultores tecnológicos para sentarem com produtores interessados e jogarem fora a idéia de "Forma perfeita" (que é sem variações), Tiffany realmente se interessaria em participar de uma nova versão do papel que ela mesma foi pioneira. Isto ofereceria, além de um retorno, uma forma dela ajudar, através de sua experiência, as crianças que fossem escaladas. Isto ofereceria a ela um retorno àquela performance que poucos atores mirins conseguiram alcançar.

Duvide disso! Não poderia haver retorno de Tiffany como Vicki ou como Vanessa; alguma outra garota PEQUENA e talentosa merece uma chance de pegar o legado deixado por Tiffany e fazer sua caracterização. Uma Vicki adulta eu duvido que seria tão bem aceita na pesquisa de mercado quanto o antigo modelo (criança-robô), particularmente em se tratando de um papel que se refere a uma criança que se mete em situações inconvenientes e engraçadas; seria algo como pegar a setentona Julie Newmar e mandá-la fazer de novo o papel da sexy robô Rhoda no seriado My Living Doll (1964-1965). Embora ela tenha sofrido um choque assim como os outros membros do elenco (exceto Supiran) ao escutar que a 5ª Temporada seria descartada, eu duvido que interpretar uma andróide novamente despertaria o interesse de Tiffany (o papel que determinou o fim de sua carreira), entretanto isso não necessariamente a lança fora dos membros de produção, especialmente se ela fosse relançada como a criadora de uma nova Vicki ou no papel de Joan (a mãe), que estaria contribuindo como coadjuvante de Vicki e da Família Lawson. Outra possibilidade é Tiffany interpretar uma cybercientista solitária que faz um teste Beta de uma "nova" Vicki/Vanessa, com alguns mecanismos e interação social entre ela e os humanos e também outros robôs. Se alguém tranqüilamente quiser ver Tiffany em um papel de andróide, a única situação que se possa imaginar seria ela interpretando isso em outro "reino", talvez em um remake de The Questor Tapes (seriado de 1974), no papel de uma avançada Ginoide (andróide feminina) ajudando o mundo em quanto aprende a ser cada vez mais "humana". Assombroso, não?! rsrs. Isso teria um potencial de ação-drama que os atores gostam. Uma palpite de porque acha-se que ela aceitaria esse tipo de papel é que, no princípio, Tiffany entrava em ação esperando atuar como uma garotinha normal, mas acabou atuando de forma muito diferente, com um personagem nada convencional, e acredita-se que ela, tendo aceitado papéis nada convencionais que são muito lembrados induziria Tiffany a continuar buscando esse tipo de personagem. Até mesmo pessoas que odiavam o seriado Small Wonder, hoje estão propensas a recordar o show e até mesmo o nome VICKI; Duvido que, depois de todo esse tempo, eles recordassem episódios, muito menos nome de personagens em outros programas que eles também tivessem essa mesma aversão.

Claro que Tiffany necessita de chance e idéias de qualidade para poder se aventurar em tudo isso, e, acima de tudo, um programa que tenha chances de alavancar audiência e somente com a contribuição dos fãs pode-se fazer isso.     

                    

 

 

 

 

Acesse também:

 

© 1985/1989 Fox Broadcasting Company.


 

 

1