CAPÍTULO 1
À Meia-Noite, Todos os Agentes...
Argumento: Alan Moore
Arte: Dave Gibbons
Cores: John Higgins
Letras: Dave Gibbons (original), Lilian Mitsunaga (Brasil)
Tradução & adaptação: Jotapê Martins (Brasil)
CAPA - O tema principal desta capa e da edição é a "carinha
sorridente" (o distintivo do Comediante) com a marca de sangue respingado. O título
da edição é da letra da música Desolation Row, de Bob Dylan. O relógio marca
11 minutos para a meia-noite.
SEGUNDA CAPA - Letra W parcial.
Página 1, Quadro 1 - A narração é
retirada do diário de Rorschach. O diário é visto pela primeira vez na página 14,
quadro 1. O sangue e o broche pertencem ao Comediante.
Quadros 2 e 3 - 1a aparição do homem que anuncia o fim do
mundo. Na placa que ele está segurando lê-se "The end is nigh", ou seja,
"O fim está próximo". É descoberto posteriormente que este é Rorschach.
Porque Rorschach É O Homem Da Placa - parte 1: Nos primeiros quadros da página 1, estamos lendo o diário de Rorschach, e quem é a primeira pessoa que vemos? Além disso, o diário está sendo escrito em primeira pessoa. |
Quadro 4 - Possível conexão com a imagem:
"seguido os passos", assim como o homem da placa deixa suas pegadas (a marca de
seus passos) no chão.
Quadro 5 - O veículo com o triângulo dentro pertence à Entregas
Pirâmide (Pyramid Deliveries).
Quadro 6 e 7 - Os carros parecem estranhos porque são elétricos (uma
maravilha da tecnologia propiciada pelo Dr. Manhattan, um super-herói que aparece
posteriormente nesta mesma edição).
Quadro 6 - Rorschach diz: "não sabem mais o que dizer".
Exatamente como o detetive no quadro 7.
Quadro 7 - 1a aparição de Joe Bourquin, um dos detetives que
investigam o assassinato do Comediante. Ele está parado na janela do apartamento da
vítima, onde foi lançada para a morte. Num carro preto e branco no fim da página,
podemos ler PD ("Police Department", ou "Departamento de Polícia").
Consideração final da página 1 - A página toda usa um efeito típico
de cinema, que é como se fosse a "câmera" se distanciando do chão (o mesmo
tipo de efeito é usado na página 26, a última desta edição). Esta "câmera"
estaria sendo segurada de cima de um prédio, ou um precipício. Menções a esse suposto
precipício aparecem no quadro 3 (nas expressões "vão olhar para cima" e
"vou olhar para baixo"), no quadro 5 ("levava a um precipício") e na
altura do prédio onde se encontra Joe Bourquin.
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Página 2, Quadro 1 - Este é o outro detetive, Steven (ou Steve)
Fine. Ele está segurando a fechadura arrombada da casa de Edward Blake, o Comediante
(como será visto no quadro 3). Ele fuma cigarros normais, diferentemente da maioria dos
personagens da série, que fumam uns cachimbos estranhos. O momento em que o quadro foi
derrubado é mostrado no quadro 5. A poltrona era onde Blake estava sentado quando o
assassino arrombou a porta (quadro 3). No chapéu do policial, na direita-inferior, lê-se
NYPD, sigla para New York Police Department (ou "Departamento de Polícia de Nova
York").
Quadro 3 - Este é o momento exato onde a porta é arrombada. Blake vê
TV com um drinque na mão e uma garrafa ao lado da poltrona. 1a cena do
flashback da morte de Edward Blake e também sua 1a aparição. Este quadro é
repetido em 2:26:4 e também em 11:2:4
Quadro 4 - Além da poltrona, das garrafas caídas e do quadro no chão,
podemos ver um espelho (quebrado na P2 Q7), uma cadeira no chão, um quadro torto, uma
estante com livros e vários tacos de golfe. Blake estava em ótima forma porque ele era o
Comediante, um vigilante ainda na ativa.
Quadro 5 - O momento onde o quadro tomba e provavelmente cai no chão.
Repetido em 2:26:6 e também em 11:24:6. 1a vez que vemos Blake usando o
distintivo do Comediante.
Quadro 6 - Steve Fine está diante de um espelho quebrado e Bourquin
está pegando um porta-retratos. Blake, quando não era o Comediante, realmente trabalhava
para o governo americano fazendo "trabalho diplomático no exterior".
Quadro 7 - O momento onde o espelho é quebrado. A imagem se parece muito
com o quadro 6. Cena repetida em 2:27:1 e em 11:25:2.
Quadro 8 - A cicatriz ele conseguiu durante a Guerra do Vietnã (2:14:6).
O momento em que a foto com ele e o vice-presidente Ford foi tirada é mostrada em 9:20:2.
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Página 3, Quadro 1 - Mais um flashback, repetido em 2:27:3 e em
11:25:4.
Quadro 2 - Bourquin devolve o porta-retratos à mesa. Podemos ver duas
réplicas de barcos na estante. Na porta, além do policial da P2 Q1, vemos um outro com
uma prancheta na mão. E o assassino não precisava "levar uma graninha", por
que ele fez isso?? Se ele pretendia fazer com que tudo parecesse um roubo convencional,
ele falhou em seu plano...
Quadro 3 - O momento exato onde o sangue cai no broche, formando a tão
famosa marca. Cena repetida em 2:27:5 e em 11:25:6.
Quadro 4 - O policial com a prancheta passa na extrema esquerda, o outro
continua parado na porta, enquanto Bourquin e Fine caminham em direção ao elevador
("elevators", como mostra a seta na parede). Um homem está entrando no
elevador, e pode ser visto com mais clareza no quadro 6.
Quadro 5 - Esta cena se repete em 11:26:2, mas sob o ponto de vista do
assassino.
Quadro 6 - Este é o homem que entrava no elevador no quadro 4. Repare no
estranho cachimbo que ele fuma. Podem ser vistos ainda o policial parado na porta e o com
a prancheta, que continua andando.
Quadro 7 - 1a conexão clara da fala com a imagem, uma coisa
muito comum em Watchmen. O narrador diz algo enquanto é mostrada outra cena que
não tem nada a ver com a fala, mas a narração e a imagem se encaixam perfeitamente.
Neste quadro, o homem no elevador diz "Térreo a caminho", enquanto o assassino
joga Blake direto para o "térreo".
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Página 4, Quadro 1 - No elevador lêem-se números e letras
aparentemente sem conexão, como SB, B, G2 (provavelmente Garagem 2) e os andares 23, 24 e
25, além da palavra "express".
Quadro 2 - No fundo pode ser visto uma cúpula geodésica (ou algo assim,
pois no original é "geodesic dome").Existem pelo menos três delas em Nova
York; uma é chamada Astrodome.
Quadro 3 - Primeira aparição de uma edição da revista Tales of the Black
Freighter (traduzindo, "Contos do Cargueiro Negro"). Como será visto
posteriormente, as revistas de super-heróis nunca fizeram sucesso, cedendo lugar para os
quadrinhos de piratas. Duas revistas de piratas podem ser vistas na banca: Pirate
e X-Ships (tradução: Pirata e Navios X); esta última provavelmente é uma
piada em cima de "X-Men".
No jornal New York Times exposto, lê-se a manchete "Vietnam: 51st state
official!" ("Vietnã: 51o estado oficializado!"). No mundo de Watchmen,
os Estados Unidos venceram a Guerra do Vietnã, e em 1985 o país foi oficializado como
sendo o 51o estado. Ver o Times é estranho, já que o principal
jornal de Nova York em Watchmen é a New York Gazette. Terá sido um
erro da parte de Dave Gibbons?
Quadro 4 - Mais uma conexão da fala com a imagem. Fine diz "cair
no esquecimento", enquanto Blake cai rumo ao chão. Este quadro é conectado com o
quadro de baixo (quadro 6), que não é o sucessor na ordem de leitura mas a imagem é
praticamente uma só.
Quadro 5 - Primeira aparição do Gunga Diner. A pessoa na extrema
direita, parte mais embaixo, usa um coque na cabeça; por causa disso, essas pessoas são
chamadas de knot-tops (algo como "laço na cabeça").
O Gunga Diner é o equivalente, no mundo de Watchmen, ao nosso McDonald's, como a
"lanchonete sempre presente".
A banca de jornal aparece novamente na edição # 3.
Este quadro também marca a primeira aparição do popular doce Mmeltdowns.
Repare no preço de 25 cents no táxi. (comentários a respeito desse preço, ver as
anotações de 3:27:2)
O homem que anuncia o fim do mundo continua andando.
Primeira vez que a Lei Keene é citada. No mundo de Watchmen, ela era uma lei que
foi proposta pelo Senador Keene e aprovada em 1977. Ela proibia qualquer vigilante
mascarado de continuar da ativa, pois todos achavam que eles estavam "roubando"
o papel dos policiais. Apenas três continuaram na ativa: Rorschach (ilegalmente), e Dr.
Manhattan e o próprio Comediante: os "doidos com apoio do governo".
Doug Atkinson, o autor das anotações chamadas Watchmen Annotations (mais sobre
elas na seção Links),
diz que a Lei Keene também foi utilizada, embora de maneira diferente, no Universo DC.
Quadro 6 - Possível simbolismo: "caído em desgraça",
enquanto Blake acaba de cair do prédio. Este quadro é conectado com o quadro 4 (acima).
Quadro 7 - Os dois assassinatos que Rorschach cometeu, será descoberto
depois, são de um seqüestrador em 1975 e de um estuprador em 1977. O relógio marca
12:05. Descobrimos aqui que o homem da placa é canhoto; pessoas destras geralmente usam
seus relógios no braço esquerdo (para arrumarem as horas com a mão direita),
logicamente as canhotos usam-nos nos braços direitos, assim como o homem da placa.
Quadro 8 -
Porque Rorschach É O Homem Da Placa - parte 2: Bourquin estava falando de Rorschach e sente um calafrio justamente quando o homem da placa passa perto dele. |
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Página 5, Quadro 1 - O chapéu pertence a Rorschach; presume-se
que ele esteja no mesmo lugar que o homem da placa estava na P4 Q8, pois, além do
anúncio do Mmeltdowns e do prédio semelhante, podemos ver o elefantinho do Gunga Diner
ao lado.
Porque Rorschach É O Homem Da Placa - parte 3: O homem da placa estava sendo mostrado, quando a cena é cortada e então Rorschach é mostrado. Coincidência? |
Primeira aparição de um dirigível, aparentemente um meio de
transporte comum no mundo de Watchmen.
Quadro 2 - Rorschach volta ao prédio do Comediante, que não era ao lado
do Gunga Diner; deve se deduzir, então, que Rorschach andou um pouco entre os quadros 1 e
2.
Quadro 3 - O broche reaparece. Rorschach é canhoto, como pode ser visto
aqui e no quadro 6.
Porque Rorschach É O Homem Da Placa - parte 4: Ora, se o homem da placa é canhoto e Rorschach também, e eles aparecem logo em seguida... |
Quadros 4 e 5 - Rorschach reconhece a carinha
como sendo o distintivo do Comediante.
Quadro 6 - Este é o lança-arpéu de Rorschach, construído para ele por
Daniel Dreiberg (o segundo Coruja). O cartucho é composto de dióxido de carbono (CO2).
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Página 6, Quadro 1 - Primeira vez que vemos a máscara de
Rorschach; ela é feita de um tecido especial criado pelo Dr. Manhattan, onde
"fluidos viscosos se movem entre duas camadas de látex, sensíveis a calor e
pressão, sem se misturarem" (6:10:2 e 6:10:3). Podemos ver o quadro com a mulher nua
e respingado de sangue encostado na parede - nem Bourquin nem Fine mexeram nele, logo
deve-se deduzir que alguém veio depois para arrumar o apartamento.
No fundo também podemos ver novamente o Astrodome, cuja função é desconhecida (sabemos
apenas que ele serviu como palco para uma apresentação de Adrian Veidt, como mostrado na
edição # 7).
Quadro 2 - Aqui também podemos ver que o sofá onde Blake estava sentado
quando o assassino chegou está novamente de pé.
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Página 8, Quadro 1 - Este é o equipamento do Comediante e seu
segundo uniforme. Além da roupa, podemos ver um cabide, uma faca, armas de fogo e a
famosa foto dos Minutemen (que é mostrada muitas e muitas vezes ao longo da série).
Repare que a faca situa-se logo ao lado do Justiceiro Encapuzado, o que reforça a teoria
que diz que o Comediante teria matado o vigilante nos anos 50.
Quadro 2 - Apesar de os fluidos da máscara de Rorschach moverem-se
constantemente e quase nunca repetirem um desenho, aqui está um dos temas que aparecem
algumas vezes mais em Watchmen: a face surpresa ou assustada, indicativa da
própria personalidade de Rorschach.
Quadro 7 - Mostrados aqui, da esquerda para a direita: Sillhouette,
Mariposa, Dollar Bill, Coruja, Capitão Metrópolis e Comediante. Repare que, apesar de
estarem na foto, Justiceiro Encapuzado e Sally Júpiter não são mostrados no quadro.
Provavelmente isso acontece por causa do "mau relacionamento" do Comediante com
esses heróis (ele tentou estuprar Sally Júpiter e supostamente matou o Justiceiro
Encapuzado).
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Página 9, Quadro 1 - Esta foto do Coruja é retirada da
foto dos Minutemen. O Caveira Estridente é um antigo vilão. Fantasma é o cachorro de
Hollis Mason, o primeiro Coruja e quem está falando. Na revista Wizard
brasileira # 12, Alan Moore fala sobre esse cachorro (para ler a entrevista completa,
clique aqui). De acordo com Moore, "essa é a afeição por Ace, o Cão
Morcego e todas aquelas tradições idiotas dos quadrinhos de super-heróis".
Quadro 2 - No fundo vemos a cópia da foto dos Minutemen pertencente a
Hollis Mason. Mason tem em sua parede vários recortes de jornais e fotos de sua carreira
como herói. Podemos ver um desses recortes em que está a manchete: "Herói se
aposenta - Oficina é seu novo negócio".
Quadro 3 - 1a aparição de Daniel Dreiberg (o segundo
Coruja), Fantasma (o cachorro de Hollis Mason) e o próprio Hollis Mason. Repare no
relógio, que marca 11:55 PM aproximadamente. Parece que em todo lugar na série há um
relógio marcando 11:55... (assim como nas capas e contracapas das revistas).
Consideração final dos quadros 1 a 3 - Novamente é usado um efeito típico do cinema que foi adaptado para os quadrinhos: a câmera está mostrando um objeto e vai se afastando até pegar todo o cenário.
Quadro 4 - A estatueta do Coruja na extrema esquerda foi dada a Hollis
Mason em gratidão a ele na época de sua aposentadoria. Na base da estatueta vemos as
palavras "in gratitude" (em gratidão), como mostrado na capa da edição # 8.
O recorte de jornal na parede não foi traduzido aqui, já que são mostradas as letras H
e RET. No original, a manchete era: "Hero Retires - Opens Own Auto Business".
Além de várias corujas em cima da mesa, podemos ver alguns livros: duas cópias de sua
autobiografia, Under the Hood (traduzido como Sob o Capuz), que é
mostrada no final das edições 1 a 3; Automobile Maintenance ("Manutenção
de Automóveis"); e Gladiator ("Gladiador"), de Philip Wylie - um
dos primeiros romances sobre um super-herói e também inspiração parcial para a
criação do Super-Homem.
Em cima de uma mesa à esquerda há um objeto que lembra a lanterna do primeiro Lanterna
Verde, mas isso deve ser coincidência.
Quadro 5 - Novamente, a referência à Lei Keene.
Quadro 6 - Capitão Eixo era outro vilão antigo. A pichação "Pale
Horse" se refere a uma popular banda de rock do mundo de Watchmen, cujo
vocalista (Red D'Eath) aparece na edição # 7. Vemos também a palavra
"Mason's", que se refere a "Mason's Auto Repairs", nome da oficina de
Hollis Mason.
Quadro 7 - Primeira aparição da pichação "Who Watches the
Watchmen?", muito popular na época da Lei Keene. Uma tradução aproximada seria
"Quem Vigia os Vigilantes?". A frase vem do latim "Quis custodiet ipsos
custodes", e é obviamente a origem do nome da série. Ela nunca aparece inteiramente
em nenhuma edição, sempre está cortada em algum ponto. Aqui, por exemplo, só podemos
ler "o tches e tchmen?".
O estado do prédio diz alguma coisa sobre a situação financeira de Mason.
Quadro 8 - A plaquinha diz: "Closed / We fix 'em! / Obsolete models
a specialty" ("Fechado / Nós consertamos! / Especialidade: modelos
obsoletos". Mason aprendeu como consertar carros motores de combustão interna, não
carros elétricos (mais detalhes sobre isso na edição 4). A frase também serve como um
comentário sobre Mason, sempre apegado a coisas antigas. Há um pôster do Pale Horse ao
fundo.
Note a caixinha do Gunga Diner no chão. Deve ficar bem claro que esta não é uma
vizinhança muito boa.
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Página 10, Quadro 1 - O knot-top escutando rádio é
Derf, que reaparece depois na série. Em sua blusa, nas costas, pode ser lido "Pale
Horse", que é a banda preferida dos knot-tops. Pode ser visto na mulher uma
tatuagem do símbolo nazista. A canção que eles estão escutando chama-se Neighborhood
Threat e foi composta por David Bowie e Iggy Pop.
Na manchete no jornal pode-se ler: "Russia Protests US Adventurism in
Afghanistan" ("Rússia protesta contra o aventurismo dos EUA no
Afeganistão"). A frase é o contrário do que estava acontecendo em nosso mundo:
nessa época, os Estados Unidos estavam protestando contra o aventurismo da Rússia.
Na loja à esquerda de Daniel Dreiberg pode-se ler: "86 Buicks Here!" (86 Buicks
Aqui!). Buick é um tipo de automóvel.
Quadro 2 - Primeira aparição de um anúncio de Nostalgia, um perfume
fabricado por Adrian Veidt. Os produtos de Veidt parecem estar em cada canto da cidade,
mais ou menos como Bruce Wayne em Gotham City e Lex Luthor em Metrópolis, no Universo DC.
Vemos também Treasure Island ("Ilha do Tesouro"), uma loja especializada
em quadrinhos. As lojas de quadrinhos em nosso mundo geralmente têm nomes baseados em
super-heróis ou ficção científica; no mundo de Watchmen, elas provavelmente
têm nomes baseados em piratas.
No carro atrás de Dreiberg lemos a palavra (parcial) CROSST--, alguém sabe o que
significa?
Quadro 3 - Na placa à direita lê-se: "Floors 1-4: Dreiberg
D." ("Andares 1 a 4 - Dreiberg, D."). Provavelmente Daniel é dono do
prédio inteiro.
Quadro 4 - A primeira de muitas vezes em que a porta de Dreiberg é
arrombada...
Quadro 7 - O calendário à direita reaparece mais tarde. Ele possui a
figura de uma coruja. O layout do calendário é interessante: no nosso mundo, o primeiro
dia da semana mostrado é domingo (sunday), e não segunda-feira (monday).
Quadro 8 - Acima da porta por onde Dreiberg está entrando é possível
ver um monte de letras e números ilegíveis (é possível reconhecer o número 28). Na
lata de feijão, podemos ver a marca "Heinz" e as palavras BA-- e BE--
(ilegíveis). BE provavelmente se refere a BEANS (feijão), mas BA não faço a mínima
idéia do que seja. Além disso, vemos o número 58, que se refere ao slogan "58
Varieties" (58 variedades). Mais um aspecto interessante: em nosso mundo, o slogan
(inventado em 1892) era 57 variedades.
Rorschach está comendo feijão cru e tem uma personalidade, se podemos assim chamá-la,
"crua". Além disso, em 1:21:7 ele está comendo açúcar "cru", e em
5:5:6 está comendo ovos crus. Conectado também com "tubarão cru", na edição
# 5.
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Página 11, Quadro 5 - Primeira aparição dos cubos de
açúcar "Sweet Chariot". Uma possível tradução seria "Carruagem
Doce", mas Doug Atksinson, em suas Watchmen Annotations, diz que o nome se
refere a uma canção gospel, chamada "Swing Low, Sweet Chariot".
Quadro 6 - Aqui Rorschach está colocando em seu bolso alguns cubos de
açúcar. Podem ser identificados, com clareza, pelo menos onze deles. Ao que parece, nem
o Coruja nem Rorschach sabiam da identidade do Comediante.
Quadro 7 - Dreiberg diz que se sente "exposto", e é verdade: nós
os estamos vendo através do vidro...
Quadro 8 - Essa é a "base secreta", o "quartel
general" de Daniel Dreiberg. À direita, tampada por panos, vemos o Arqui, ou
Arquimedes, a nave voadora de Dreiberg. Mais detalhes sobre a nave e sobre os equipamentos
na edição # 7.
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Página 12, Quadro 1 - Dreiberg se aposentou depois da aprovação
da Lei Keene.
Quadro 2 - Podemos ver, perto de Rorschach, o uniforme do Coruja (ele é
visto por inteiro na página seguinte).
Quadros 3 a 5 - Aqui vemos, claramente, os movimentos da máscara de
Rorschach. "Fluidos viscosos se movem entre duas camadas de látex, sensíveis a
calor e pressão, sem se misturarem".
Quadro 6 - Primeira referência ao livro Sob o Capuz, de Hollis
Mason (o primeiro Coruja), nos diálogos dos personagens. Alguns trechos dele podem ser
lidos no final das edições 1, 2 e 3.
Quadro 7 - "Só uma observação", Rorschach diz, o que se liga
à "observação" que o uniforme de Dreiberg faz do próprio. Essas
"observações" aparecem por quase toda a edição # 7.
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Página 13, Quadro 1 - O túnel, na verdade um trecho esquecido do
metrô, foi adaptado por Dreiberg depois de ele comprar o prédio; o
depósito que ele cita (um armazém abandonado) também é dele. Ambos foram utilizados
para decolagem da nave de Dreiberg.
Quadro 2 - Rorschach e Coruja trabalhavam juntos na década de 70.
Quadro 3 - Rorschach guarda uma espécie de "rancor" de
Dreiberg, pois ele continuou na ativa ilegalmente depois da aprovação da Lei Keene,
enquanto Dreiberg preferiu aposentar e engavetar o uniforme.
Quadro 5 - O uniforme completo do Coruja II.
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Página 14, Quadro 1 - Outra cúpula geodésica
pode ser vista no fundo. Primeira aparição física do diário de Rorschach.
Quadro 2 - Três desses filhos aparecem na edição 10, página 6.
Quadro 4 - No papel pregado na janela (mais abaixo) lê-se "Stick
with Dick in 84" (não há uma tradução exata para essa frase, uma possível seria
"Esteja com Dick em 84"). Dick é o presidente Richard Nixon.
Quadro 5 - Primeira aparição do Happy Harry's, um típico bar
"copo sujo" que Rorschach padroniza como fonte de informação. No jornal
(abaixo, à direita) lê-se a manchete "Congresso aprova silos lunares". Em
nosso mundo, tratados internacionais proíbem o uso de armas nucleares no espaço; no de Watchmen,
provavelmente, esses tratados foram rompidos por causa do Dr. Manhattan.
A pichação na parede mostra a expressão "Viet Bronx". Bronx é um bairro em
Nova York. Mas o que isso significa? Doug Atkinson (Watchmen Annotations) diz que
isso pode representar que os EUA deviam investir mais dinheiro em assuntos domésticos, ou
que aquilo seria o nome de alguma gangue simpatizante com os vietcongs.
Quadro 6 - O homem de chapéu perto do balcão fuma um daqueles cachimbos
estranhos. Mais abaixo, podemos ver um homem usando coque (provavelmente um knot-top)
e um outro fumando um cachimbo estranho. Interessante que o knot-top tem um maço
de cigarros normais no bolso. O homem usando coque aparece novamente na edição # 8,
página 15. À direita vemos uma mulher fumando um tipo diferente de cachimbo (mas não
menos estranho) e um homem jogando sinuca, que volta a aparecer na página 16.
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Página 15, Quadro 1 - Ao lado do homem de óculos, mais um cara
fumando um cachimbo estranho (os dois voltam a aparecer na página 16, quadro 5).
Quadro 2 - Happy Harry em pessoa. Harry, assim como o detetive
Steve Fine, fuma um cigarro normal.
Quadro 6 - Mais um cachimbo estranho... Ao lado dele, está um homem em
cuja blusa está escrito "Pale Horse".
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Página 16, Quadro 3 - Repare que Rorschach quebra o mindinho do
tal Steve e não se ouve nem um barulho de ossos se quebrando: é que Alan Moore não
colocou nenhum efeito sonoro em Watchmen. Mais detalhes sobre isso no apêndice dessas
anotações.
Quadro 4 - Mais um cara fumando cigarros normais.
Quadro 5 - Aqui podemos notar que o cachimbo do homem ao lado do cara de
óculos é um pouco diferente dos demais: ele tem duas esferas, ao invés de apenas uma.
É a única vez em que este cachimbo é visto em toda a série.
Quadro 7 - Este é o mesmo cara que estava jogando sinuca quando
Rorschach entrou no Happy Harry's.
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Página 17, Quadro 1 - Quem fala é Adrian Veidt, o ex-vigilante
mascarado conhecido como Ozymandias. Sua origem é contada na edição # 11. Repare no
relógio na base do prédio de Veidt, marcando 11:55 PM. Repare também no dirigível e na
cúpula geodésica. O prédio pontudo à direita do prédio de Veidt é o Chrysler
Building (Edifício Chrysler), uma construção do nosso mundo. Ao lado você vê uma foto
real do prédio.
Quadro 2 - Rorschach está no escritório de Veidt. Há muitos objetos
egípcios na sala, e além disso podem ser vistos dois pôsteres à esquerda: um gráfico
de crises múltiplas (população global, índice de escala nuclear, declínio ambiental -
você descobre o significado disso tudo nas edições # 10 e 11); e um pôster de uma
apresentação de Veidt no Astrodome (veja quadro 6).
Quadro 3 - Rorschach retirou seu chapéu para Veidt, mas não o fez para
Dreiberg; o que significa que ele respeita Veidt, mas não Dreiberg. Isso se liga
à frase "Tenho assuntos a tratar com outra classe de pessoas", da página 16.
Quadro 4 - Rorschach está pegando um dos "bonequinhos"
baseados na figura de Ozymandias.
Quadro 6 - No pôster está escrito: "Veidt: OZYMANDIAS Southern
Indian Famine Relief". Ele se refere a uma apresentação que Veidt fez no Astrodome,
em ajuda ao combate à fome na Índia.
Quadros 6 e 7 - O que Rorschach está dizendo que Blake nunca fez é justamente
o que Veidt fez.
Quadros 7 e 8 - A ironia aqui é que Veidt é praticamente o ideal
ariano: se alguém na série é um candidato em potencial para acusações de nazismo, é
ele. Inteligente, bonito, com um físico desenvolvido, cabelos loiros e olhos azuis, além
de ser descendente de alemães. Hitler o teria adorado!
Quadro 8 -
Porque Veidt É O Matador De Mascarados - parte 1: De quantas maneiras esse "Hm" pode ser interpretado? Rorschach estava falando de Blake, e de sua morte, e então Veidt diz: "Hm." e muda radicalmente de assunto (1:18:1)... |
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Página 18, Quadro 1 - Descobrimos aqui que a Lei Keene foi
causada por uma greve na polícia, que achou que os vigilantes mascarados haviam ocupado o
seu papel. Mais detalhes sobre ela são mostrados nas edições # 2 e 4. Também vemos
nesse quadro como Veidt e Rorschach têm uma radical diferença de opiniões entre eles.
Quadro 2 - A expressão "bem oportuno" adquire
um significado muito mais amplo quando lida a edição # 11. A frase "A gente se
vê" ("Be seeing you", em inglês) era, de acordo com Doug Atkinson, muito
usada no programa de TV inglês The Prisioner ("O Prisioneiro"). O
clima do programa combina muito com a paranóia de Rorschach.
Quadro 3 - São mais de oito da noite e Veidt diz para Rorschach:
"Tenha um bom dia"... Talvez Veidt esteja sendo irônico em relação ao hábito
de Rorschach de trocar o dia pela noite.
Quadro 4 - A manchete do New York Gazette é: "Relógio do
Juízo Final Marca 23:55 - alertam especialistas". Esse relógio marca a proximidade
do mundo de uma guerra nuclear. 5 para meia-noite é bem perto e, além disso, é o famoso
horário que está sempre presente em Watchmen. Mais abaixo, no jornal, lê-se
"Genebra: EUA se recusa a discutir Dr. Manhattan".
Além dos bonequinhos de Ozymandias, da plaqueta onde está escrito "Adrian Veidt -
Presidente" e do porta-lápis "egípcio" (um dos inúmeros artefatos
egípcios que Veidt possui), pode-se ver o logotipo da companhia de Veidt na tela do
terminal de computador.
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Página 19, Quadro 1 - "Rockefeller Military Research
Center, Founded 1981". Tradução: "Centro Rockefeller de Pesquisas Militares,
Fundado em 1981". Também podemos ver a palavra "entrance"
("entrada").
O Centro Rockefeller é onde vive o Dr. Manhattan, o único verdadeiro super-herói do
mundo, e sua namorada Laurie Juspeczyk, ex-Espectral II. Note a semelhança do símbolo
que aparece na placa com o velho símbolo do Super-Homem (em especial aquele de seus
primeiros anos de carreira). A semelhança se torna ainda mais interessante quando
descobrimos que o Dr. Manhattan é o "Super-Homem" de Watchmen.
Rorschach diz, em seu diário, que ele saiu do escritório de Veidt aproximadamente às
20:30. Mas o relógio na torre de Veidt (1:17:1) marcava 23:55 quando Rorschach entrou
lá, portanto podemos deduzir duas coisas: ou o relógio de Veidt está errado, ou o de
Rorschach.
Quadro 2 - As preferências sexuais de Veidt não são reveladas.
Quadro 3 - É engraçado que Rorschach se acha completamente são (ou
"sem desvios de personalidade", em suas próprias palavras), enquanto todo o
resto da população o acha doido de pedra.
Quadro 4 a 6 - Coruja, Espectral, Capitão Metrópolis, Mariposa,
Silhouette, Dollar Bill e o Comediante eram os integrantes dos Minutemen, a primeira
equipe de vigilantes mascarados a surgir na América.
Quadro 4 - Coruja já foi mostrado anteriormente (página 9). A Espectral
(I) é a mãe de Laurie Juspeczyk, a Espectral II, e vive num asilo na Califórnia.
Capitão Metrópolis foi o fundador dos Minutemen e tentou, em 1966, formar uma nova
equipe de vigilantes mascarados: os Combatentes do Crime.
Quadro 5 - Mariposa, Silhouette e Dollar Bill são outros Minutemen com
menos importância que os que são citados no quadro anterior.
Na porta lê-se: "Special Talent Quarters - Private", cuja tradução é
"Setor de Talentos Especiais - Privado".
Quadro 6 - Uma dúvida: este trecho do diário de Rorschach não está
colorido por causa de um erro de John Higgins (o colorista de Watchmen) ou porque
quiseram enfatizar que "o Comediante está morto"?
Quadro 7 - Na porta lê-se: "Clearance - 2 only: keep out".
Quadro 9 - O balão azul representa a fala do Dr. Manhattan, apesar de em
várias vezes ele aparecer sem o azul no fundo - logicamente um erro do colorista.
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Página 20, Quadro 1 - Primeira (e grandiosa) aparição do
Dr. Manhattan e também de sua namorada Laurie Juspeczyk. O Dr. Manhattan pode, entre
outras coisas, mudar o tamanho de seu corpo. O símbolo em sua testa representa um átomo
de hidrogênio, com um próton (no centro) e um elétron (na periferia).
Quadro 3 - Sua mãe se chamava Sally Juspeczyk, mas mudou seu nome para
Sally Júpiter - e assim ficou conhecida no combate ao crime. Já Laurie, que nasceu como
Laurel Jane Júpiter, mudou de volta para Juspeczyk, seu sobrenome polonês.
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Página 21, Quadro 1 - Interessante
que o Dr. Manhattan, capaz de prever qualquer fato que acontecerá na história da
humanidade, diz que ficou sabendo que Blake morreu pelo governo. O colaborador Lord
Morpheus nos dá uma pista de que ele sabia que iriam avisá-lo, e não que o Comediante
morreu. (mais informações sobre isso na edição # 4).
Quadro 3 - Dr. Manhattan não se importa muito com a vida humana desde
que sofreu o acidente que o transformou num ser superpoderoso.
Quadro 6 - Essas alegações, feitas em Sob o Capuz, são
verdadeiras, como vemos na edição # 2. O cubo de açúcar é um daqueles que Rorschach
pegou no apartamento de Dreiberg.
Quadro 9 - O nome verdadeiro do Dr. Manhattan é Jonathan Osterman, daí
Laurie (e todo mundo) chamá-lo de Jon.
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Página 22, Quadro 1 - O balão do Dr. Manhattan está
branco neste quadro.
Quadro 3 - Aqui também.
Quadro 5 - O Dr. Manhattan pode teletransportar ele mesmo para outro
lugar, assim como outras pessoas ou coisas.
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Página 23, Quadro 1 - Jon pode atravessar paredes sem
problemas.
Quadro 3 - Jon também pode mover objetos apenas com a força do
pensamento.
Quadro 7 - O bestiário é uma lista de partículas subatômicas cuja
existência já foi confirmada, enquanto o Bestiário (com letras maísculas) é um lugar
do passado de Jon Osterman (mais detalhes na edição # 4). A "teoria
supersimétrica" da qual Jon fala liga-se à simetria sempre presente em Watchmen,
principalmente na edição # 5.
Quadro 8 - Ta-da!! Descobrimos aqui que o relógio de Adrian Veidt é que
estava errado, e não o de Rorschach. Ele entrou no Centro Rockefeller às 20:30, deve ter
ficado por lá até 20:40, 20:50, e Laurie chamou Daniel Dreiberg para jantar às 21:30.
Faz sentido, não?
Quadro 9 - Jon ficou feliz por Daniel ter se lembrado dele. Ou não.
Considerando que Jon não se importa muito com as pessoas, ele pode ter descoberto o tal
"gluíno capaz de validar a teoria supersimétrica".
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Página 24, Quadro 1 - Aí está uma parede repleta de
pichações. Podemos reconhecer a pichação "Who Watches the Watchmen" (à
direita), "Krystalnacht", "One in eight go mad", um cartaz do show do
Pale Horse no Madison Square Garden, o símbolo da anarquia, uma caixa do Gunga Diner e
vários ratos de esgotos. Acima da cabeça de Rorschach também há uma cúpula
geodésica.
Krystalnacht é o nome de uma banda que vai se apresentar junto com o Pale Horse no
Madison Square Garden. O nome se refere a uma noite de terror contra os judeus que ocorreu
na Alemanha nazista. Mais sobre isso na edição # 12.
A frase "One in eight go mad" (cuja tradução é "Um em cada oito fica
louco") é bastante interessante. Ela aparece em Watchmen algumas vezes, mas
não há um sentido exato para que ela esteja aí. Mas... se pegarmos Batman - a Piada Mortal, outra fantástica obra escrita por Alan Moore, e abrirmos
na página 36, podemos ter algumas pistas. Preste atenção na frase que o Coringa diz no
quadro 6: "Frente ao inegável fato de que a existência humana é louca, casual e
sem finalidade, um em cada oito deles fica piradinho!". Muito interessante,
não? Pode ter algo a ver com os oito Minutemen, também.
Quadro 4 - O casal se abraçando traz péssimas memórias para Rorschach,
conforme será visto na edição # 6.
Quadro 5 - Se olharmos atentamente no canto inferior esquerdo, podemos
reconhecer uma edição de Tales of the Black Frighter (a famosa revista de
piratas) jogada no lixo.
Quadro 7 - À direita vemos um cartaz da campanha presidencial de Richard
Nixon, em que aparece a frase "Four More Years" ("Mais Quatro Anos").
Ele também pode ser visto no quadro 5.
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Página 25, Quadro 1 - No canto inferior direito, podemos
ver mais uma cúpula geodésica.
Quadro 2 - Dr. Manhattan, por causa de seus poderes, é considerado a
"arma secreta dos militares". O relógio de Dreiberg marca 23:55. Laurie é
destra. Há algumas pirâmides no copo, uma referência a outro tema da série.
Quadro 4 - A mulher de cabelos vermelhos tem a aparência de uma knot-top,
mas provavelmente não é membro da gangue; eles não iriam freqüentar um restaurante
tão refinado como o Rafael's. O frango (ou peru) servido a ela tem, aparentemente, quatro
pernas e nenhuma asa: um avanço da engenharia genética propiciado pelo Dr. Manhattan.
Podemos ver também dois homens se abraçando em público de maneira muito íntima: seria
esse um indicativo de mudanças sociais?
Quadro 5 - O arranha-céu abaixo da Lua pode ser o Empire State Building,
um edifício do mundo real.
Quadros 6 e 7 - Como visto aqui, Laurie detestava esse negócio
de ser uma vigilante mascarada. Mas Dreiberg gostava, e muito, como será mostrado na
edição # 7.
Quadro 8 - A carinha sorridente aparece novamente.
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Página 26, Quadros 4 e 5 - Intrigante que Laurie, tão
crítica em relação a Rorschach quando eles estavam no Centro Rockefeller, ache isso
engraçado. E, se for verdade, podemos contabilizar 3 assassinatos de Rorschach aqui, e
não 2 como havia sugerido Steve Fine na página 4.
Consideração final da página 26 - Repare na
semelhança entre esta página e a página 1, tanto na disposição dos quadros, quanto na
"câmera" imaginária se distanciando do chão.
Quadro 8 - Como dito anteriormente, este é um trecho de Desolation
Row, canção de Bob Dylan. O relógio que aparece aqui é o mesmo da capa, só que
sem cor.
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SUPLEMENTO DA EDIÇÃO # 1 - SOB O CAPUZ
Capítulo I
- Parágrafo 1 - Denise é uma das muitas personagens que não aparecem durante a
série, apenas são citadas por Hollis Mason em Sob o Capuz.
- Parágrafo 6 - A ópera A Cavalgada das Valquírias foi composta por Wagner.
- Parágrafo 7 - O avô de Hollis Mason se chamava Hollis Wordsworth Mason (ou Hollis
Mason Sênior) e sua irmã, Liantha Mason.
- Parágrafo 15 - Fred Motz tem seu rosto mostrado na página 28 desta edição, na foto
que mostra Hollis Mason, seu pai, Moe Vernon e Motz.
Capítulo II
- Parágrafo 4 - Doc Savage e Sombra eram revistas pulp do nosso mundo.
- Parágrafo 7 - Action Comics # 1 foi lançada em junho de 1938. Ao lado vai a
capa da revista, não a original, mas uma cópia lançada pela Editora Abril em 1995.
- Parágrafo 12 - O nome Justiceiro Encapuzado foi criado pela imprensa, exatamente como o
nome Super-Homem no Universo DC.
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TERCEIRA CAPA - Letras W e A parciais.
ÚLTIMA CAPA - O relógio marca 11 minutos para a meia-noite, assim como na capa.
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