CAPÍTULO 2
"Amigos
Ausentes"
Argumento: Alan Moore
Arte: Dave Gibbons
Cores: John Higgins
Letras: Dave Gibbons (original), Lilian Mitsunaga (Brasil)
Tradução & adaptação: Jotapê Martins (Brasil)
Anotações feitas por Lucas Mitre Paio com base nas anotações de Doug Atkinson. Colaboração de João Paulo Ferreira.
CAPA - O tema principal desta capa e da edição é o cemitério onde
está sendo realizado o funeral do Comediante. Podemos ver também um dirigível voando e
o Chrysler Building. O título da edição é da letra da música The Comedians,
de Elvis Costello. O relógio marca 10 minutos para a meia-noite.
SEGUNDA CAPA - Letras W e A parciais.
Página 1, Quadro 1 - Quem está falando é Sally
Júpiter, ex-Espectral, e mãe de Laurie Juspeczyk. Ela está morando no Nepenthe Gardens,
um asilo na Califórnia, mas a imagem mostrada é do cemitério onde está sendo realizado
o funeral de Edward Blake, o Comediante. Note que a fala de Sally pode ser aplicada à
estátua que vemos neste quadro, pois é "linda como uma pintura" e
"esbelta". Além disso, "cidade dos mortos" pode ser interpretado,
obviamente, como "cemitério".
Quadro 2 - Este é o quarto de Sally. Na cama, podem ser vistos um
exemplar da revista Nova Express e um anúncio do perfume Nostalgia. Neste quadro
também podemos ver um erro de colorização: a pele de Laurie parece muito mais escura
aqui se compararmos às páginas seguintes e à edição # 1.
Quadro 3 - Sempre que Laurie é teletransportada por Jon, ela vomita.
Os dois homens se cumprimentando são, respectivamente, Daniel Dreiberg e Adrian Veidt. A
limusine à esquerda é do Dr. Manhattan, não que ele precise disso.
Quadro 4 - 1a aparição de Sally Júpiter. Laurie está
tirando da bolsa um daqueles cachimbos estranhos.
Quadro 5 - Dr. Manhattan chega ao cemitério. Note o homem segurando a
placa onde está escrito "o fim está próximo".
Quadro 6 - A notícia da morte de Blake foi parar na Califórnia.
Quadro 7 - Um bandeira dos EUA cobre o caixão de Edward Blake.
Quadro 8 - Esta é a cópia de Sally Júpiter da foto dos Minutemen (nós
vimos as cópias do Comediante e do Coruja na edição # 1). Laurie está
"carregando" seu cachimbo. De acordo com o calendário à esquerda, a data é 16
de outubro de 1985. O que Edward Blake fez com Sally será descoberto daqui a algumas
páginas; e isso aconteceu há 45 anos, e não 40 como Sally diz.
Quadro 9 - O homem à esquerda de Daniel Dreiberg, segurando rosas, é
Moloch, um antigo inimigo do Comediante e de outros heróis mascarados. Nós o vemos mais
tarde, nessa mesma edição.
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Página 2, Quadro 1 - Sally está se levantando justamente
porque Laurie acedeu seu cachimbo. Laurie comenta sobre
Dachau, que é um campo de concentração nazista. O colaborador João Paulo Ferreira diz
que, embora não fosse tão conhecido quanto Auschwitz (que chegou a exterminar 20 mil
judeus por dia), Dachau não ficava muito atrás. Provavelmente a família de Sally
Júpiter passou por péssimos momentos quando esteve por lá. Isso explica a sua fuga para
a América.
Quadro 2 - Novamente, o homem com a placa e Moloch, tentando entrar no
cemitério. A fala "No fim a gente acaba esquecendo as coisas" se aplica também
a ele, que está indo visitar o túmulo do Comediante, um cara que o ferrou a vida
inteira.
Quadro 4 - "A vida continua, tem de continuar", como disse
Sally. No entanto, não é o que deve pensar o sujeito desse quadro, sempre com a
plaquinha mostrando que o fim está próximo.
Quadro 5 - Na parede, podemos ver muitos quadros com a figura de Sally
Júpiter, que aos poucos vão aparecendo mais de perto e com mais detalhes.
Quadro 6 - Aqui vemos o quão ensolarada está Nova York hoje.
Quadro 8 - Sally diz: "de que vale a vida sem saúde", enquanto
Moloch, que conforme revelado futuramente está com câncer, aparece com flores.
Quadro 9 - As cinzas destes cachimbos estranhos são retiradas inteiras
quando o fumo acaba. --------------------------------------------------------------------------------------------------
Página 3, Quadro 2 - Hollis Mason já foi mostrado na
edição # 1. Byron Lewis era o Mariposa. No criado-mudo de Sally podemos ver uma garrafa
de Nostalgia.
Quadro 3 - No caixão do Comediante vemos escrito: "Edward Morgan
Blake: 1924-1985".
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Página 4, Quadro 2 - A capa diz: "Silk Spectre",
o nome original da Espectral.
Quadro 3 - As "Bíblias de Tijuana" realmente existiram, apesar de
(obviamente) Sally Júpiter nunca ter estado em uma delas.
Quadro 4 - A página mostrada na revista que Laurie está segurando
mostra Sally, nua, enquanto alguém bate na porta ("Knock knock") e ela diz:
"Oh! The door. I wonder who it [is?]" ("Oh! A porta. Quem será?")
Quadro 5 - Se Sally está com 65 anos em 1985, ela nasceu em 1920, sendo
portanto 4 anos mais velha que Edward Blake.
Quadro 6 - Óbvia conexão: Sally diz "O passado vai ficando cada
vez mais brilhante com o passar do tempo", enquanto é mostrado o brilho provocado
pela máquina fotográfica.
Quadro 7-8 - O momento em que a foto dos Minutemen foi tirada. Uma das
últimas vezes que o grupo estava completo. Primeira aparição do Capitão Metrópolis e
do Justiceiro Encapuzado (sem contar, é claro, a fotografia que aparece no capítulo II
de Sob o Capuz). O braço à direita do Capitão Metrópolis é do Coruja.
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Página 5, Quadro 1 - Primeira aparição do resto do
grupo: Mariposa (o das asas gigantescas), Dollar Bill (o de roupa azul e sifrão) e
Silhouette (a solitária mulher de preto à direita). A manchete no jornal diz:
"Cientistas criam o primeiro elemento artificial: plutônio", e a data é ?2 de
outubro de 1940. Pode tanto ser 2, 12 ou 22 de outubro. O
plutônio foi usado na bomba atômica que devastou a cidade japonesa de Nagasaki. No
entanto a bomba nuclear que atingiu Hiroshima, e que fez o pai de Jonanthan Osterman
encaminhá-lo ao curso universitário de Física, fora feita de Urânio. Não há
evidência de que a bomba de Nagasaki tenha sido lançada no universo de Watchmen,
mas também não há nada que anule isto (colaboração de João Paulo Ferreira).
Quadro 2 - A plaquinha à esquerda mostra o "Moloch's Solar Mirror
Weapon" (traduzindo seria algo como a "Arma de Espelho Solar de Moloch"). A
máscara de macaco à direita pertencia ao Rei Mob. Em cima da mesa, vemos a plaquinha do
Mariposa e o distintivo na cadeira provavelmente era o distintivo do grupo.
Quadros 3 e 4 - A fala de Silhouette e a resposta de Sally confirmam:
a) o comentário de Laurie sobre a mudança do nome de sua mãe e
b) o comentário de Sally (no suplemento da edição # 9) de como Silhouette não era nada
fácil de se conviver.
O quadro 3 mostra a única fala de Silhouette em toda a série; Dollar Bill não tem
nenhuma.
Quadro 7 - O balão do Comediante que diz "Oi" tem sua seta
apontada para a direção da máscara de gorila, o que pode ser entendido como uma
transformação do próprio Comediante se levarmos em conta os acontecimentos das páginas
seguintes.
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Página 6, Quadros 6 e 9 - A máscara de gorila nesses dois
quadros reflete a bestialidade da cena.
Quadro 7 - Aqui podemos ver o nome completo da arma de Moloch. Mas o que diabos
é uma "arma de espelho solar"? O colaborador João
Paulo Ferreira dá uma pista: "Talvez a arma de espelho solar de Moloch funcionasse
como uma lente, capaz de concentrar raios solares, afim de incendiar algum alvo. Se é que
essa invenção mirabolante funcionava na prática..."
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Página 7, Quadro 6 - A marca de sangue na roupa do
Comediante lembra muito a que ele ganharia 45 anos depois.
Quadro 8 - Acredita-se que o Comediante tenha matado o Justiceiro
Encapuzado nos anos 50.
Quadro 9 - Repare no relógio, que novamente marca 11:55 PM.
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Página 8, Quadro 1 - A atitude do Justiceiro Encapuzado é
um bocado estranha para um homem. Um homem teria ajudado Sally, tanto física quanto
moralmente. Como será mostrado posteriormente, ele era mais um homossexual no grupo.
Quadro 2 - Obviamente o palhaço aqui é uma paródia do Comediante.
Quadro 5 - Erros claros de colorização: a pele de Laurie e de Sally
estão douradas, e o roupão de Sally está branco. Na cama podemos ver um exemplar da
revista Nova Express com a manchete "How Sick is Dick?" (traduzida em 3:1:4 como
"Como Anda a Saúde de Dick?").
Quadro 6 - No quadro lê-se: "To Sally Jupiter, best wishes,
Varga". Provavelmente Varga era um artista real.
Quadro 8 - Ao fundo, podemos ver um dirigível e o Chrysler Building.
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Página 9, Quadro 4 - Primeira vez que vemos Adrian Veidt
vestido como Ozymandias.
Quadro 5 - A já clássica reunião dos Combatentes do Crime, em abril de
1966. Em sentido horário, a partir do Capitão Metrópolis: Ozymandias, Comediante,
Rorschach, Coruja II, Laurie Juspeczyk (Espectral II), Dr. Manhattan e Janey Slater
(namorada do Dr. Manhattan). Essa cena será repetida inúmeras vezes durante a série,
sob diferentes pontos de vista.
Além da manchete principal da última página ("Franceses retiram apoio militar da
Otan"), podemos ler também "Heart Transplant Patient Stable"
("Paciente que sofreu transplante de coração estável"). No nosso mundo, o
primeiro transplante de coração ocorreu em 13 de dezembro de 1967. Essas provavelmente
devem ser manchetes de um outro caderno ou seção do jornal; a manchete principal do
jornal será mostrado na página seguinte.
Mais comentários de João Paulo Ferreira: "A parte
dourada do uniforme de Ozymandias é feito de uma liga metálica? Porque tecido não
parece. Outra coisa, futuramente o "Ozzy" vai revelar que o seu uniforme foi
inspirado no estilo aventureiro de Alexandre, o Grande. A cor púrpura da vestimenta
simboliza lúxuria, o que fica ainda mais evidente conhecendo o milionário e excêntrico
estilo de vida de Adrian Veidt."
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Página 10, Quadros 1 a 3 - Todos esses quadros formam uma
figura só.
Quadro 1 - O relógio marca 11:55 PM.
Quadro 2 - A manchete diz: "Russos chamam Dr. Manhattan de 'arma
imperialista'". No meio do jornal vemos o nome Dick, claramente uma referência ao
presidente Richard Nixon. O nome do jornal já é "New York Gazette", e não
"Times" como era anteriormente. Ao fundo podemos ver o Capitão Metrópolis
pregando algumas plaquinhas onde está escrito: "riots", "anti-war
demos", "drugs" e "black unrest" (respectivamente
"promiscuidade", "manifestações pacifistas", "drogas" e
"revolta racial"). Essa última reflete o racismo do Capitão, comentado
posteriormente.
Quadro 3 - O Comediante já está usando uma roupa de couro (e não mais
a amarela), mas ainda usa a máscara que só cobre os olhos. Ele deixou de usá-la a
partir dos anos 70, por causa da cicatriz que ele ganha na face (mais detalhes na página
14 desta edição).
Quadro 5 - O que Janey Slater está falando para o Dr. Manhattan será
descoberto na edição # 4. Repare no balão de Rorschach, e compare com o de 1985. Como
ele mesmo diz na edição # 6, em 1966 ele ainda não era Rorschach. Era apenas Walter
Kovacs fingindo ser Rorschach. (Ele "se torna" Rorschach em 1975, depois do
seqüestro de uma garotinha).
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Página 11, Quadro 2 - Moloch, que aparece mais tarde nessa
edição, era um mágico que se tornou um criminoso.
Quadro 6 - Este é outro dos quadros que é repetido várias vezes
durante a série.
Quadro 7 -
Porque Veidt É O Matador De Mascarados - parte 2: "Alguém tem que fazer alguma coisa, alguém tem que salvar o mundo" - estes comentários do Capitão Metrópolis são extremamente importantes para se entender fatos futuros da série, e a reação de Veidt a eles são uma pista de que ele quem está por trás de tudo. |
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Página 12, Quadro 5 - Vietnã, 1971. O envolvimento do Dr.
Manhattan leva à uma rápida rendição dos Vietcongs. No jornal podemos ver parcialmente
a palavra Victory! ("Vitória!"), o nome Dick, referente ao presidente Richard
Nixon e sua foto.
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Página 13, Quadro 1 - Entre as propagandas de bebidas na
parede do bar, podemos ler "Coca-Cola" e "Miller". O nome do lugar é
Saigon Official Club. No vidro atrás do atendente lemos "Gordon's Gin".
Quadro 2 - Na garrafa lê-se "Genuine xxx Bourbon"
("Bourbon Genuíno"). O comentário do Comediante ("Se a gente tivesse
perdido essa guerra... acho que o nosso país ia ficar meio louco, sabe?") reflete o
que aconteceu com os Estados Unidos após eles terem perdido a Guerra do Vietnã em nosso
mundo.
Quadro 3 - Uma pichação na parede diz "Home"
("Casa").
Quadro 5 - O homem de amarelo perto do helicóptero é o presidente
Nixon. Primeira aparição dele em pessoa na série. Abaixo da bandeira dos EUA, lemos
"VVN A(ilegível) 1971". VVN significa Victory in VietNam
e é a sigla que se refere à vitória americana da guerra. Também vemos uma foto de
Nixon, uma faixa onde se lê "Hi Dick!" ("Oi Dick!") e um furgão da
rede NBC.
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Página 14, Quadro 1 - Esta era uma vietnamita que Edward
Blake engravidou enquanto estava no Vietnã.
Quadro 6 - Aqui é mostrado como Blake ganhou a cicatriz no seu rosto.
Quadro 7 - Veja o sangue no distintivo do Comediante; é praticamente
igual ao que ele ganharia novamente 14 anos depois.
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Página 15, Quadros 4 e 5 - A fala do Comediante aqui
reflete bem a personalidade do Dr. Manhattan. Ele sabe tudo o que vai acontecer no futuro
(ou "se lembra" como se fosse passado), mas não faz nada pra interferir pois
acredita que o destino dos seres humanos já está traçado e não pode ser mudado. João
Paulo Ferreira, nosso fiel colaborador, diz outra coisa: "Não creio que o Dr. Manhantan acreditasse em não-interferência
do destino. Ele "apenas" não se importava com problemas pessoais dos outros,
sinal claro de sua indiferença. Embora fosse moralmente deplorável, o Comediante era
muito inteligente (e um personagem brilhante do ponto de vista literário) e já tinha
percebido que o Manhantan era tão amoral quanto ele, embora esta amoralidade fosse
causada por motivos diferentes." Mais informações a respeito disso na edição # 4.
Repare também que, conforme o Dr. Manhattan vai se tornando menos humano, seu uniforme
também vai "sumindo" aos poucos.
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Página 16, Quadros 1 a 3 - As falas do padre aqui podem se
referir à carreira de herói de Veidt, Jon e Dreiberg: Dr. Manhattan e Coruja não são
mais heróis, o que se liga a "cinzas" e "pó". Veidt, por sua vez,
liga-se a "terra", algo firme, como sua carreira de herói que, apesar de
oficialmente extinta, será revelada em breve.
Quadro 4 - Nova York, 1977. Os tumultos durante a greve policial levam à
aprovação da Lei Keene. O lugar à esquerda é a loja de quadrinhos "Treasure
Island"; há um cara começando a pichar "Who Watches the Watchmen" logo
abaixo do nome da loja. À direita há uma placa de Nostalgia. No canto inferior direito,
há um homem com uma camisa escrito "lood".
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Página 17, Quadro 2 - Em 1977, a biografia de Hollis Mason
já havia sido lançada e o público já sabia o que o Comediante tinha feito com Sally
Júpiter.
Quadro 6 - A manchete do jornal mostra: "Cops say 'Let them do it;'
Senator Keene proposes emergency bill" ("Policiais dizem: 'Deixem-os fazer
isso'; o Senador Keene propõe lei de emergência"). A mancha na nave do Coruja é
idêntica à do distintivo do Comediante. No hidrante destruído à direita há um
símbolo parecido com a "carinha sorridente". Perto desse hidrante, há um
estabelecimento com a vitrine quebrada por um carro, provavelmente uma drogaria (há algo
parecido com "Drugstore" escrito).
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Página 18, Quadros 3 a 6 - Novamente, "Who Watches
the Watchmen".
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Página 19, Quadro 5 - O Dr. Manhattan provavelmente sabe
que este é Moloch, mas não faz nada.
Quadro 6 - "Assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido".
Provavelmente este trecho do Pai Nosso (Mateus 6:12;
Lucas 11:4, como citou o colaborador Lord Morpheus) se refere a Moloch ter perdoado o
Comediante, como ele diz posteriormente.
Quadro 7 - A "tentação" descrita aqui provavelmente se refere
ao fato da tentação que Rorschach sente em ir "falar" com Moloch.
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Página 20, Quadro 1 - O homem à esquerda tem uma cópia
do "New Frontiersman".
Quadro 3 - Rorschach teve o cuidado de trancar novamente a porta depois
de entrar.
Quadro 5 - Veja as caixas onde estão escrito "pizza",
"ice cream" e "frozen" (pizza, sorvete e congelado). Essas caixas
foram, provavelmente, retiradas por Rorschach para que ele coubesse dentro da geladeira.
Quadro 7 - Como Rorschach não sufocou-se dentro da geladeira? No quadros
4 e 5, Moloch ferve uma água, o que demora um tempo. Talvez esse mundo tenha geladeiras
mais seguras...
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Página 21, Quadro 4 -
Porque Rorschach É O Homem Da Placa - parte 5: Rorschach não tem muitos informantes, logo deveria ir pessoalmente ao cemitério. |
Quadro 5 - Primeiro close nas
orelhas pontudas de Moloch. Não é revelado se elas foram alteradas cirurgicamente ou se
são naturais.
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Páginas 22 e 23 - Tudo o que o Comediante conta aqui é
verdade, e o motivo dele saber de tudo isso é o que o levou a ser assassinado. A visão
é de Moloch, e muda conforma ele gira a cabeça. As luzes mudam por causa da placa do
"The Rumrunner" que ficam em frente à sua casa.
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Página 24, Quadro 4 - Laetril é um medicamento do mundo
real, e foi realmente descoberto que era falso.
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Página 25, Quadro 1 - Rorschach passa em frente a vários
lugares onde garotas nuas se mostram. "Enola Gay and the Little Boys" faz
referência ao avião da Segunda Guerra e à bomba atômica que ele lançou. O nome do
estabelecimento maior é "(ilegível) Burlesk". Podemos ler também "peep
show", "live", "live girls" e "on st(ilegível".
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Página 26 e 27 - Essas páginas alternam flashbacks da
morte de Blake e de outros, como o quase estupro de Sally Júpiter, a reunião dos
Combatentes do Crime, o momento em que ele ganhou a cicatriz e quando ele conta o que viu
a Moloch.
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Página 26, Quadro 4 - Mais um trecho do diário de Rorschach que
não está colorido. Será um erro de colorização ou algo proposital, para enfatizar a
frase (como em 1:19:6)?
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Página 28, Quadro 8 - Como dito anteriormente, este é um
trecho de The Comedians, canção de Elvis Costello. O relógio que aparece aqui
é o mesmo da capa, só que sem cor.
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SUPLEMENTO DA EDIÇÃO # 2 - SOB O CAPUZ
Capítulo III
- Parágrafos 5 a 7 - Uma amostra do realismo utilizado em Watchmen;
normalmente nenhum escritor de quadrinhos se lembra de mostrar como a roupa dos heróis
foi feita ou como é vestida.
- Parágrafo 8 - Aqui é mostrado um interessante problema de cronologia. Hollis diz ter
se tornado o Coruja "no início de 1939" e disse que foi o segundo vigilante
mascarado a aparecer nos EUA. Apesar disso, o primeiro artigo sobre Sally Júpiter (na
edição #9) diz que sua primeira aparição aconteceu em 12 de janeiro de 1939. Três
meses de preparação depois da aparição do Justiceiro Mascarado em outubro de 1938 o
colocaria em janeiro de 1939; mas soa estranho que Larry, o agente de Sally Júpiter,
tenha preparado a identidade de Espectral para ela após a aparição de apenas um
vigilante mascarado. A única resposta para isso é admitir que o artigo da edição #9
contém um erro de data.
Capítulo IV
- Parágrafo 1 - A "abordagem estratégica" do Capitão Metrópolis vem
do fato de Nelson Gardner ser um antigo tenente da Marinha. A carta é mostrada no
suplemento do # 9.
- Parágrafo 2 - Hollis Mason cita que Larry Schexnayder publicou um anúncio em 1939 no Gazette.
Há um fato intrigante aqui: o Times e o Gazette são o mesmo jornal,
que apenas mudou de nome em algum ponto da História. Em 4:3:3, vemos que em 1945 o nome
do jornal ainda é New York Times, o que coloca a fala de Mason em seu livro como
contraditória. É claro que podemos presumir que ele usou o nome que o jornal tinha nos
anos 60 (quando o livro foi escrito), talvez por não se lembrar que ele ainda se chamava Times
em 1939.
- Foto - Capitão Metrópolis tira a foto, e aparece refletido no
"Espelho Solar" de Moloch.
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TERCEIRA CAPA - Letras W, A e T parciais.
ÚLTIMA CAPA - O relógio marca 10 minutos para a meia-noite, assim como na capa, e uma mancha de sangue começa a escorrer.
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