Pernas
(Fase - I)
(Em
homenagem às pernas de uma amiga especial a quem chamo de Estrela Azul)
Pernas que me enlouquecem quando as imagino como devem ser, alicerce do teu
corpo
que eu desejo, terreno fértil onde florescem pêlos escuros, sedosos, com
maciez
de pétalas, no vértice sublime de minha esperada e suprema redenção,
tal qual
paraíso de tantos prazeres sonhados.
Pernas que te dão felina graça, que me conduzem ao delírio, qual embriaguez
da vodca,
vinho ou cachaça, que em meus devaneios conduzem-me a extremado prazer,
quando me
envolvem como um polvo enfurecido, transformando
o pacato cidadão em tarado e
vil bandido.
Pernas que te levam a outras praias, emolduram tuas muito curtas saias,
oratório
de obscenos pensamentos. São tuas pernas razão de minha sandice,
de minha insônia,
dos meus
sonhos obsessivos, de meu pecado maior quando
delas sinto o cheiro forte e o calor tépido em meus
pecaminosos,
melhores e sofridos momentos.
Nessas pernas sentirei, mesmo a distância, as delícias de teu mais gostoso afago.
Finalmente lembro-me que estou muito distante, vislumbro, querida e santa
estrela azul mais brilhante... O esplendor de tua graça e riso cristalino
refletidos
no morro que, coberto de neve, espalha um frio intenso como o furar
de mil agulhas,
mas perfeitamente equilibrado pela harmonia sinfônica de tua
lembrança.
Wilson
M. Pereira
Continua
na Fase – II
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